quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Estreias da Semana #286

São nove os filmes que chegaram esta Quinta-feira às salas de cinema portuguesas.

A Torre Negra (2017)
The Dark Tower
Jake Chambers é um jovem aventureiro de 11 anos que descobre pistas sobre outra dimensão chamada Mid-World onde encontra o solitário pistoleiro Roland Deschain, que procura alcançar a Torre Negra. Nesse local misterioso em End-World pretende descobrir um ponto entre o espaço e o tempo que lhe permitirá impedir a extinção de Mid-World. Mas com vários monstros e o feiticeiro Walter Padick a persegui-los, a dupla improvável descobrirá que a missão poderá ser difícil de completar.

As Donzelas de Rochefort (reposição) (1967)
Les Demoiselles de Rochefort
Delphine e Solange são duas irmãs que moram em Rochefort. Ambas procuram o amor, sem estarem cientes de que seu parceiro ideal se encontra muito próximo...

Chapéus-de-Chuva de Cherburgo (reposição) (1964)
Les Parapluies de Cherbourg
Esta simples tragédia romântica começa em 1957. Guy Foucher, um mecânico de automóveis francês de 20 anos, apaixonou-se por Geneviève Emery, de 17 anos de idade, empregada na loja chique de guarda-chuvas que pertence à mãe, viúva. Na véspera da ida de Guy para a guerra na Argélia, Guy e Geneviève fazem amor. Ela fica grávida e vê-se perante o dilema de esperar o retorno de Guy, ou aceitar uma oferta de casamento de um rico comerciante de diamantes.

Dois É Demais Ou Talvez Não (2017)
Un Profil pour deux
Pierre, viúvo e reformado, não sai de casa há dois anos. Descobriu as alegrias da Internet graças a Alex, um jovem contratado pela filha para lhe ensinar o básico sobre computadores. Num site de namoros, uma bela jovem, que se apresenta como Flora63, sente-se seduzida pelo romantismo de Peter e propõe-lhe um primeiro encontro. Pierre, que colocou uma foto de Alex no seu perfil tem agora de convencê-lo a sair com Flora no seu lugar.

Hampstead: Nunca É Tarde Para Amar (2017)
Hampstead
Emily Walters (Diane Keaton) é uma viúva que, desde a morte do marido, não consegue concentrar-se em assuntos prementes como o seu apartamento degradado, os problemas financeiros e o seu próprio filho Philip (James Norton). Donald Horner (Brendan Gleeson) vive discreta e harmoniosamente na orla do bosque há 17 anos, mas o seu estilo de vida está sob ameaça. A sua casa é cobiçada por empreendedores imobiliários que começam a usar tácticas agressivas para retirá-lo de lá. Quando Emily descobre, esforça-se por apoiar Donald na batalha para salvar a sua pacífica habitação. Embora Philip tente convencê-la a retirar-se tranquilamente para o campo, Emily prefere defender a forma de vida, emocional e física, daquele homem sossegado e invulgar...

O Verão de Sangailé (2015)
Sangailės Vasara 
Sangaile tem 17 anos e um fascínio por aviões de acrobacias. No verão, durante um festival aéreo perto da casa de férias dos pais, conhece Auste, uma rapariga da mesma idade a quem revela o seu segredo mais íntimo.

Que Loucura de Noite! (2017)
All Nighter
Um pai viciado no trabalho tenta visitar a filha durante uma escala em Los Angeles. Quando descobre que ela desapareceu é forçado a juntar-se ao estranho ex-namorado dela para a tentar encontrar durante uma noite que o transformará para sempre.

Uma Vida de Cão (2016)
Wiener-Dog
O relato das diversas histórias de pessoas que acham que a sua vida foi inspirada, ou alterada, por um dachshund que parece espalhar um certo tipo de conforto e alegria. O melhor amigo do homem começa por ensinar algumas lições de vida a um rapaz, antes de ser acolhido por uma gentil veterinária chamada Dawn Wiener. Dawn reúne-se com alguém de seu passado e parte em viagem pela estrada fora e encontra alguns mariachis deprimidos, ao longo do caminho. Depois, o cão encontra um professor de cinema, uma idosa amargurada e a sua neta carente, todos com necessidade de algo mais nas suas vidas.

Wind River (2017)
A agente do FBI Jane Banner (Elizabeth Olsen) e um caçador local (Jeremy Renner) investigam o homicídio de uma jovem, que ocorreu numa remota reserva de Nativos Americanos.

MOTELx'17 em Lisboa de 5 a 10 de Setembro

Alejandro Jodorowsky e Roger Corman são os grandes nomes a marcar presença na 11.ª edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que acontece de 5 a 10 de Setembro, no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA e na Cinemateca Júnior.


O chileno Jodorowsky criou ao longo dos anos um importante legado do surrealismo cinematográfico. Já Roger Corman é um dos maiores cineastas e produtores independentes da história do cinema americano, que a Academia reconheceu com um Oscar honorário.

Como sempre, o Prémio MOTELx - Melhor Curta de Terror Portuguesa está de regresso com nove curtas-metragens a concurso: #blessed, de Diogo Lopes; Carga, de Luís CamposDepois do Silêncio, de Guilherme Daniel; Entelekheia, de Hugo MalainhoA Instalação do Medo, de Ricardo LeiteMãe Querida, João Silva SantosO Candeeiro - Um Filme à Luz de Lisboa, de Henrique Costa e Hugo PassarinhoRevenge Porn, de Guilherme TrindadeThursday Night, de Gonçalo Almeida.

Também de volta está o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia, atribuído pela primeira vez o ano passado, bem como a competição Yorn microCURTAS, que premeia curtas-metragens com um máximo de dois minutos de duração que sejam filmadas integralmente com smartphone ou tablet. As participações estão abertas até 26 de Agosto.

Destaques na programação são filmes como The Limehouse Golem, de Juan Carlos Medina, uma revisitação feminista do mito de Jack, o Estripador, Kuso, do músico Flying Lotus, que marcou as meias-noites de Sundance, The Bar, do espanhol Álex de la Iglesia, ou 68 Kill, de Trent Haaga, protagonizado pelo actor de Mentes Criminosas, Matthew Gray GublerLeão de Prata no Festival de Veneza 2016, The Untamed, do mexicano Amat Escalante (melhor realizador em Cannes por Heli, em 2013), está igualmente presente na secção Serviço de Quarto do MOTELx'17, bem como Meatball Machine Kodoku, de Yoshihiro Nishimura.


Nesta edição, o MOTELx associa-se à programação Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura com a retrospectiva O Estranho Mundo do Terror Latino, que quer explorar a diversidade do cinema de género produzido na América do Sul e na Península Ibérica. Já a secção que recupera os clássicos de terror nacionais, Quarto Perdido, oferece desta vez a possibilidade de assistir a duas co-produções entre Portugal e Espanha, Crime de Amor (1971), de Rafael Moreno Alba, e O Espírita (1976), de Augusto Fernando. Haverá ainda lugar para uma sessão especial dedicada ao luso-brasileiro Jean Garrett, o artesão do cinema exploitation paulistano dos anos 70, com a projecção do filme Excitação.

Para os mais pequenos, a secção Lobo Mau apresenta o filme de animação O Livro da Vida, exibido em sala pela primeira vez em Portugal. O filme aborda a celebração mexicana do Dia dos Mortos e explora as ideias da vida e da morte de uma forma adaptada ao público jovem. Os público mais novo pode ainda aventurar-se num peddy paper no Cinema São Jorge, um workshop de programação informática e sessões de curtas-metragens para toda a família na Cinemateca Júnior e no Museu Colecção Berardo.

O MOTELx'17 traz ainda consigo o MOTELquiz, as VHS Nights, workshops de caracterização, exposições, a apresentação do livro Os Melhores Contos de Edgar Allan Poe ou uma maratona de escrita fora de horas. 


O Warm-Up do festival acontece entre 31 de Agosto e 2 de Setembro com festas, concertos e sessões de cinema ao ar livre no Largo de São Carlos e na Rua da Moeda, no Cais do Sodré.

Mais informações no site do festival: http://www.motelx.org/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Crítica: Verão Danado / Damned Summer (2017)

*8/10*

Portugal, esse país danado, com jovens decadentes e desencantados que se perdem nas drogas e festas, noite e dia, porque no escuro, entre as luzes faiscantes são todos iguais, ninguém os julga. Portugal, esse país danado, de onde saem realizadores surpreendentes que conquistam mais o mundo que o próprio país. Mas que bela surpresa este Verão Danado, de Pedro Cabeleira, a sua primeira longa-metragem.

Um filme feito de e por jovens talentos nacionais. Um retrato ficcionado de uma geração sem rumo, onde o realizador filma, segundo as suas próprias palavras, "tudo aquilo que nos fascina e tudo aquilo que nos destrói”. Mas o que triunfa realmente em Verão Danado é a mise en scène e toda a experiência visual que oferece.


O filme acompanha o Verão de Chico, que começa na terra, ao pé dos avós, debaixo dos limoeiros, na atmosfera da infância. Mas o seu lugar agora é na capital, onde terminou o curso e para onde parte à procura de emprego. Pertence a uma geração sem expectativas, à qual a idade adulta começa às portas do nada. É na noite de Lisboa que Chico se perde, entre amores e drogas.

Ao longo de mais de duas horas, aceitamos o convite para conhecer este mundo alienado, onde as drogas conduzem a diversão e a adrenalina, e os jovens, quais zombies modernos, passam as noites, sem dormir, sem fraquejar - fraquejos só são admitidos nas coisas do coração. Em transe, seguimos o rumo da história, que, tal como os jovens, não o tem. Acompanhamos conversas ilógicas, tentativas de conquista, sempre ao som da insistente banda sonora, inseparável companheira de festa.


E entre o nonsense e o experimental, sobressai o estético e sensorial. Verão Danado não nos conta uma história mas vicia-nos em si, contagia-nos pela sua beleza visual. Realização e direcção de fotografia (Leonor Teles a revelar-se uma promessa nacional nesta área, depois dos prémios que Balada de um Batráquio arrecadou) são de excelência, com a segunda a assumir um papel fundamental ao longo de todo o filme. As cenas à noite são filmadas potenciando luz e sombras, colocando as cores eléctricas e vibrantes quase como mais uma personagem psicadélica.


Pedro Marujo é Chico e encabeça um enorme número de jovens actores, fundamentais neste Verão. A longa-metragem alucinada e promissora de Pedro Cabeleira chega aos cinemas portugueses em breve. Já conquistou Locarno, onde recebeu uma menção especial na secção Cineasti del Presenti, agora é aguardar por trabalhos futuros. Por aqui, estamos de olho nele.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Sugestão da Semana #285

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Clash, de Mohamed Diab.

CLASH


Ficha Técnica:
Título Original: Eshtebak 
Realizador: Mohamed Diab
Actores: Nelly Karim, El Sebaii Mohamed, Hani Adel, Tarek Abdel Aziz, Ahmed Malek, Ahmed Dash, Hosny Sheta
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 97 minutos


domingo, 13 de agosto de 2017

Em Português: Aquele Querido Mês de Agosto (2008)

Agosto chegou e com ele o lembrete do quanto gosto do mais jovial filme de Miguel Gomes, Aquele Querido Mês de Agosto. Desde que o vi, fiquei fascinada por esta docuficção, pelas personagens reais e ficcionais, pelo argumento original e audaz.


O site da produtora do filme O Som e a Fúria descreve Aquele Querido Mês de Agosto da seguinte forma: "No coração de Portugal, serrano, o mês de Agosto multiplica os populares e as actividades. Regressam à terra, lançam foguetes, controlam fogos, cantam karaoke, atiram-se da ponte, caçam javalis, bebem cerveja, fazem filhos. Se o realizador e a equipa do filme tivessem ido directamente ao assunto, resistindo aos bailaricos, reduzir-se-ia a sinopse: «Aquele Querido Mês de Agosto acompanha as relações sentimentais entre pai, filha e o primo desta, músicos numa banda de baile». Amor e música, portanto." Está tudo dito.

Adoro o mês de Agosto e dificilmente outro filme traduz melhor o que significa este mês de regresso às origens, de reencontros, de festas, romarias e procissões, de praia (no mar ou no rio) e calor que potencia os famosos amores de Verão. Miguel Gomes traz para a tela o melhor e o pior desta época do ano, filmando desde as concentrações motards aos incêndios que, todos os anos, assolam o país.


Aquele Querido Mês de Agosto é um excelente retrato do Portugal mais profundo, que se enche de gente no oitavo mês do ano. Todos já fomos, ou conhecemos alguém que vá para a "terra" (aquela que, mesmo que esteja longe, parece partilhar do nosso sangue) nesta altura, dance ao som da música "pimba" das festas das aldeias ou vá dar um mergulho à praia fluvial.


Há uns anos, escrevi uma declaração de amor a este filme, ao quanto ele representa para mim. Hoje destaco-o nesta rubrica. Tudo mais que possa haver para dizer sobre Aquele Querido Mês de Agosto está aqui.

Momentos para Recordar #40

No dia de anos do mestre do suspense, Alfred Hitchcock, o Momentos para Recordar surge um pouco diferente. Não vamos destacar um filme do realizador mas sim os cameos que fez no cinema. Se já viram, revejam, se não viram, vejam e divirtam-se.

Cameos de Alfred Hitchcock

sábado, 12 de agosto de 2017

Estreias da Semana #285

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses seis novos filmes. 

A Vida de Uma Mulher (2016)
Une vie
Normandia, 1819. Jeanne (Judith Chemla) regressa a casa cheia e sonhos após completar os estudos num convento e passa a ajudar os pais nas tarefas do campo. Certo dia, o visconde Julien de Lamare (Swann Arlaud) aparece nas redondezas e conquista o coração da jovem. Pouco tempo depois casam. Conforme o tempo avança, Julien mostra-se infiel, avarento e egoísta e, aos poucos, destrói todos os sonhos de Jeanne.

Annabelle 2: A Criação do Mal (2017)
Annabelle: Creation
Alguns anos após a trágica morte da sua filha, um fabricante de bonecas e a sua esposa acolhem em casa uma freira e várias meninas de um orfanato. Depressa, as novas hóspedes se tornam o alvo de Annabelle, a diabólica criação do dono da casa.

Atomic Blonde (2017)
A jóia da coroa do Serviço Secreto de Sua Majestade, a agente Lorraine Broughton (Charlize Theron), tem tanto de espia quanto de sensual e selvagem e está disposta a usar todas as suas capacidades para sobreviver à missão impossível com que se depara. Enviada a Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um colega e recuperar uma lista com identidades de agentes duplos, é obrigada a associar-se ao chefe da secção local do MI6, David Percival (James McAvoy), para sair do mortal jogo de espiões em que se vê presa

Clash (2016)
Eshtebak
Inspirado em acontecimentos reais, Clash passa-se quase todo numa camioneta da polícia durante uma manifestação no Cairo, no Verão de 2013, dois anos depois da revolução do Egipto. No rescaldo da destituição do presidente islamita Morsi, uma carrinha da polícia cheia de manifestantes com convicções políticas e religiosas divergentes, atravessa a cidade em estado de sítio com violentos protestos. Saberão os detidos conciliar as suas diferenças para conseguirem sobreviver?

Emoji: O Filme (2017)
The Emoji Movie
Emoji: O Filme revela o mundo secreto nunca antes visto do interior de um smartphone. Escondida na aplicação de mensagens de texto está Textopolis, uma cidade fervilhante onde vivem os emojis, na esperança de serem seleccionados pelo utilizador do telefone. Neste mundo, cada emoji tem apenas uma expressão facial. Todos excepto Gene (T. J. Miller), um exuberante emoji que nasceu sem filtro e está repleto de múltiplas expressões. Determinado a tornar-se "normal", Gene pede ajuda ao seu melhor amigo, Hi-5 (James Corden) e à emoji especialista em descobrir códigos, Jailbreak (Ilana Glazer). Juntos, vão dar início a uma app-ventura através de algumas das mais conhecidas aplicações para smartphone, cada uma com o seu mundo divertido e selvagem, até descobrirem o código que tornará Gene "normal". Mas quando um enorme perigo ameaça o telefone, o destino de todos os emojis passa a depender destes três amigos terão como missão salvar o seu mundo antes que seja apagado para sempre.

Pedra Antiga (2016)
Lao Shi 
Lao Shi cai pelas escadas, mas ao invés de ajudá-lo, as pessoas em seu redor limitam-se a tirar fotos com os seus telemóveis. Lao Shi é um motorista de táxi em luta pela justiça nos cantos mais sombrios da sociedade chinesa. O homem que o empurrou estava embriagado quando entrou no seu táxi, agarrou o volante e causou um acidente. A vítima do acidente está em coma desde então, e porque sua família é pobre, Lao Shi tem pago as contas do hospital. A companhia de seguros recusa cobrir os custos porque o taxista deixou a cena do acidente com o homem ferido. Agora, Lao Shi precisa do testemunho do seu passageiro que se recusa a cooperar.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Crítica: Baby Driver: Alta Velocidade (2017)

"I'm a driver." 
Baby

*7.5/10*

Põe os "phones" e carrega no acelerador. Edgar Wright cumpriu esta (des)regra de ouro e criou o seu Baby Driver. Quem diria que pôr um miúdo como motorista de assaltos poderia resultar num filme com tanta acção e boa música?

Baby (Ansel Elgort), um jovem condutor, especialista em fugas de assaltos, confia na batida da sua banda sonora pessoal para ser o melhor no que faz. Quando encontra a mulher dos seus sonhos (Lily James), Baby quer agarrar a oportunidade e mudar de vida. No entanto, o jovem vê-se coagido a continuar a trabalhar para um chefe do crime (Kevin Spacey), e quando um assalto corre mal e ameaça a sua vida e liberdade, ele terá de optar pela música certa.


A lembrar o recente Drive - Risco Duplo, de 2011, mas com um tom totalmente diferente, Baby Driver marca o regresso em grande de Edgar Wright. O argumento tem um humor muito característico do realizador, personagens eficazes e alucinadas, sem grande complexidade, muita acção, perseguições e dilemas, até para a plateia.

O grande pecado do filme é mesmo querer agradar a todos, com um argumento que perde fôlego de tão claro que pretende ser. Um pouco de mistério ou ideias subentendidas nunca fizeram mal a ninguém - mesmo que pouco interessado esteja na qualidade do filme que vê. O argumento é bom, original, mas o interesse romântico de Baby não acrescenta nada de positivo à trama - seria de certo mais fascinante explorar a relação do protagonista com o pai adoptivo.


Já a música conduz o carro com os assaltantes e dá as indicações a Baby, qual gps. A banda sonora é personagem principal, marca o ritmo e contagia a plateia. Entra-se num crescendo de adrenalina, numa fuga ao perigo - e à prisão. É o verdadeiro ponto forte da longa-metragem.

Baby convida-nos a ter, como ele, uma banda sonora para cada ocasião, numa espécie de fuga à realidade e ao passado traumático. O pouco conhecido Ansel Elgort (nome especialmente associado à saga Divergente) sai-se bem no papel principal e revela-se um excelente companheiro de viagem.


Atrás do volante, o protagonista desfila pelas ruas entre cores vibrantes e a um ritmo alucinante, graças à sua habilidade para a condução e às opções do realizador. Desde o plano-sequência inicial que nos apresenta a Baby, fica a certeza de que vamos gostar de Baby Driver e adrenalina e diversão não vão faltar. E mesmo que as expectativas saiam ligeiramente goradas com o decorrer da longa-metragem, o bom entretenimento ninguém nos tira.