sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

MOTELx'14: Álex de la Iglesia e Brian Yuzna em Lisboa

Foi esta semana que o MOTELx'14 deu a conhecer os convidados de honra desta edição: Álex de la Iglesia e Brian Yuzna estarão em Lisboa e serão alvo de retrospectivas. Ao mesmo tempo, a programação completa do festival já é conhecida e os bilhetes já se encontram à venda.


Life After Beth faz as honras de abertura do MOTELx, no dia 10 de Setembro. Trata-se de uma comédia romântica zombie, o primeiro filme de Jeff Baena, e conta com Aubrey Plaza (Scott Pilgrim Contra o Mundo) como protagonista e nomes como John C. Reilly e Anna Kendrick no elenco. Por seu lado, será Stage Fright a encerrar o festival, no dia 14. Meat Loaf é a grande estrela de do filme, num musical de Jerome Sable que quebra com os cânones do terror.

Entre muitas mais longas-metragens, jogos de terror, workshops e masterclasses, destaque para os convidados de honra desta edição. Yuzna vem a Lisboa celebrar os 25 anos de Society, um filme que não perde actualidade, e mostrará ainda Bride of Re-Animator (1989) e The Dentist (1996). Álex de la Iglesia traz-nos El Dia de la Bestia (1995) e o seu mais recente Witching and Bitching (2013).

Os bilhetes para a 8.ª edição do MOTELx estão à venda no Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA e na Ticketline e postos aderentes. Para mais informações, programação completa e horários, podes consultar aqui.

Crítica: Ciúme / La jalousie (2013)

*6.5/10*

Ciúme é um belo exercício de estilo, a preto e branco, envolvente mas sem convicção. Sente-se a ternura que Philippe Garrel colocou na sua longa-metragem. Um toque clássico no ambiente, no tom, no visual. Mas falta-lhe, essencialmente, fôlego e rumo.

Louis (Louis Garrel) é um homem de 30 anos que vive com uma mulher, Claudia, num pequeno apartamento arrendado. Ele tem uma filha com outra mulher - uma mulher que ele abandonou. É este o mote que nos leva a entrar nas vidas destas personagens, numa história que nos faz deambular entre traições, flirts, medos, interrogações, obsessão, ciúme, paixão e amor. São relações entre pessoas, numa tentativa mais ou menos realista de retratar a alegria e a tristeza, que peca principalmente pelas personagens pouco cativantes e pelas suas decisões injustificadas. As fraquezas do argumento são visíveis no decorrer dos 77 minutos, com a história deste casal a perder-se em si mesma.


Os protagonistas, Louis Garrel e Anna Mouglalis, oferecem-nos ainda assim boas interpretações, tentando colmatar as falhas dos seus Louis e Claudia, com entrega e intensificando a estranha obsessão que nutrem um pelo outro e os seus medos. Eles contribuem para adensar as diferenças entre o homem e a mulher desta relação, que poderão ser um ponto curioso de descobrir ao longo da longa-metragem, dotando-a de um certo carácter circular.

Ciúme não apaixona, mas embala o espectador no seu ritmo e, no fim, desilude, é certo. No entanto, e apesar dos seus pontos fracos, o filme tem um toque especial que nos liga a si, e nos faz esperar sempre um pouco mais do que nos dá, uma simplicidade e sensibilidade singulares e uma melancolia latente.

São os movimentos de câmara intimistas, e alguns planos especialmente bem conseguidos, que nos aproximam do casal e daqueles que os rodeiam. Colocam-nos naquela casa, no café, no teatro, no jardim... Aproximam-nos das personagens por quem não nutrimos especial empatia mas, não sabemos bem por quê, desejamos seguir de perto. O preto e branco adensa o ambiente triste e nostálgico, aliado ao grão que os mais atentos depressa encontrarão na imagem, lembrando que Ciúme foi filmado em 35 mm. A fotografia, de Willy Kurant, é competente e tira todo o proveito do preto e branco e a banda sonora de Jean-Louis Aubert encaixa na tristeza que paira desde o início.


Ciúme é essencialmente belo, mesmo que nada realmente significativo aconteça no ecrã. Todavia, Philippe Garrel transmite-nos totalmente o seu amor por este trabalho e esse é certamente um elemento que o torna especial.

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

Estreias da Semana #131

Chegam esta Quinta-feira aos cinemas portugueses seis novos filmes. Entre eles, destacam-se A Desaparecida, E Agora? Lembra-me e Sin City: Mulher Fatal.

A Desaparecida (1956)
The Searchers
John Wayne interpreta o ex-soldado Ethan, que procura durante cinco anos a sobrinha Debbie, raptada pelos Comanches. Ethan não sucumbirá a nada para devolver Debbie à sua casa.

Armados em Polícias (2014)
Let's Be Cops
Quando dois amigos se vestem de polícias para uma festa de máscaras, tornam-se na sensação do bairro e rapidamente decidem prolongar a fantasia. Mas, quando estes "polícias" imaginários são enrolados na teia da vida real da profissão, eles têm de usar os seus crachás falsos para lidar com mafiosos, detectives corruptos e com outras situações para as quais não estão preparados.

Dava Tudo Para Estar Cá (2014)
Wish I Was Here 
Aidan Bloom (Zach Braff) é um ator sem perspectiva de carreira, marido e pai, que aos 35 anos de idade ainda procura o seu lugar na vida. Ele e a mulher vivem dificuldades financeiras, e não ajuda o facto de Aidan passar grande parte do tempo a imaginar ser um futurista cavaleiro espacial, um sonho que tem desde pequeno. Quando o seu pai doente deixa de poder pagar a escola privada dos dois netos, e com a única escola pública disponível decrépita, Aidan relutantemente concorda em tentar ensinar os filhos em casa. O resultado é caótico, até que Aidan decide abandonar o currículo académico tradicional e adoptar um da sua criação. Ao ensinar aos filhos o significado da vida, Aidan descobre gradualmente partes de si próprio que ainda desconhecia.

E Agora? Lembra-me (2013)
E Agora? Lembra-me é uma reflexão sobre o tempo e a memória, as epidemias e a globalização, a sobrevivência para além do expectável, a dissensão e o amor absoluto. O caderno de apontamentos de um ano de ensaios clínicos com drogas tóxicas e ainda não aprovadas para o VHC. Balançando entre o presente e o passado, o filme é também um tributo aos amigos que partiram e aos que permanecem.

Se eu ficar (2014)
If I Stay
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) pensou que a decisão mais difícil que teria de tomar na sua vida era ter que escolher entre perseguir os seus sonhos musicais, tentando entrar na escola de música de Juilliard, ou mudar de rumo para estar com o amor da sua vida, Adam (Jamie Blackley). Mas o que era suposto ser uma tranquila viagem em família, num instante se torna numa tragédia, e a vida de Mia fica presa por um fio. Agora que se vê entre a vida e a morte, Mia tem de tomar uma decisão que irá definir não só o seu futuro, como também o seu destino e daqueles que a rodeiam. 

Sin City: Mulher Fatal (2014)
Sin City: A Dame to Kill For
Os realizadores Robert Rodriguez e Frank Miller trazem de novo ao grande ecrã as histórias noir de Sin City. Este filme junta duas histórias clássicas de Miller com novos contos, onde os cidadãos mais diceis da cidade se cruzam com alguns dos seus habitantes mais terríveis.

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

Arquiteturas Film Festival Lisboa'14 está a chegar

Após o sucesso da primeira edição em 2013, o Arquiteturas Film Festival Lisboa — Festival Internacional de Cinema e Arquitectura está de volta este ano de 24 a 28 de Setembro, no Cinema City Alvalade e na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.


Sob o lema “Não há Cinema sem Arquiteturas” o festival tem como objectivo, segundo a sua directora e fundadora Sofia Mourato, abraçar as infinitas possibilidades de combinação entre a arquitectura e o cinema; fomentar discussões em torno dos assuntos que os filmes suscitam; e abrir uma nova direcção nos festivais de cinema em Portugal.

A abrir o Arquiteturas Film Festival Lisboa está uma festa no Musicbox, no dia 18 de Setembro, com a apresentação do filme Train of Thoughts (Áustria, 2012). Já a Sessão de Inauguração acontece a 24 de Setembro, às 20h30, com estreia absoluta em Portugal do filme Cathedrals of Culture, um projecto 3D concebido por seis realizadores, entre eles Wim Wenders, Robert Redford e Michael Madsen.

Dos mais de 90 filmes a serem exibidos no Arquiteturas, 35 estarão em competição e poderão ser seleccionados para diversos prémios por um júri internacional composto por Alexandra Areia, Marting Garber Salzberg, José Manuel Castanheira, Justin Jaeckle, Pedro Campos Costa, Edgar Martins e Rita Nunes. Os prémios serão entregues na Sessão de Encerramento, no dia 28 de Setembro às 22h00, no Cinema City Alvalade.

A par dos filmes, o Arquiteturas Film Festival Lisboa oferece muitas outras actividades. Haverá lugar para workshops de cinema (com a realizadora Merve Bedir), de marketing (com a Creative Minds), de digital art (com o atelier de arquitectura português Digitalab e russo Branchpoint Project), e um especial para crianças com o atelier Latitudes; masterclasses com o colectivo italiano Zimmerfei, acompanhado de uma retrospectiva dos seus filmes; sessões de conversa Intersecções, que se desenrolam em torno do diálogo entre dois oradores: Álvaro Domingues com Diogo Seixas Lopes, Rodrigo Areias com Jorge Figueira e Edgar Pêra com Nuno Grande; uma visita guiada à Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, desenhada por Manuel Taínha, onde será projectado o filme sobre o arquitecto In Media Res, na presença da realizadora Luciana Fina e do arquitecto Marques Freitas; uma apresentação de teses sobre cinema e arquitectura, em parceria com o projecto Intervalo para o Conhecimento da Sociedade Nacional de Belas Artes.

A instalação site specific no espaço do Cinema City Alvalade foi este ano concebida pelo atelier Arteria, e funcionará como lugar de encontro e confraternização entre todos os participantes do festival bem como palco para algumas actividades.


Para mais informações visite o site do festival www.arquiteturasfilmfestival.com ou da organização DYMA www.doyoumeanarchitecture.com.

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

8 ½ Festa do Cinema Italiano começa hoje no Brasil

O 8 1⁄2 Festa do Cinema Italiano chega hoje e pela primeira vez ao Brasil, onde ficará até dia 31 de Agosto. Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, é a cidade anfitriã da Festa.


O 8 1⁄2 marcará presença no Cinefix Shopping Total, Cinemateca Paulo Amorim e Cinedrome, na Universidade UNISINOS, após ter passado por várias cidades portuguesas e por Maputo. A programação conta com sessões especiais comentadas por professores do Curso de Cinema da UNISINOS - Campus de São Leopoldo, bem como com uma série de curtas-metragens sobre a comunidade italiana no Rio Grande do Sul e a sua herança no Brasil (L'Italia del RioGrande do Sul).

Na sessão de abertura (dia 25), será apresentado o filme Viva a Liberdade, de Roberto Andò. Zoran, o meu sobrinho herdado, de Matteo Oleotto, Anos Felizes, de Daniele Luchetti ou A Mafia Mata só no Verão, de Pif, são outros títulos que poderão ser vistos no festival.

Serão igualmente promovidas aulas experimentais livres de 60 minutos, Italiano per Principianti, um primeiro encontro com o idioma italiano, abordado nos seus aspectos de comunicação e de veículo para o conhecimento da cultura italiana.

O programa completo do 8 1⁄2 no Brasil pode ser encontrado em: www.festadocinemaitaliano.com/Programa/8.

Em Novembro, o 8 1⁄2 segue para Angola.

Sugestão da Semana #130

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Lucy, não por ser um bom filme, nada disso, mas porque é o blockbuster deste Verão. Não esperem momentos de grande cinema, mas divirtam-se no meio do absurdo que Luc Besson aqui criou.

LUCY

Ficha Técnica:
Título Original: Lucy
Realizador: Luc Besson
Actores: Scarlett Johansson, Morgan FreemanChoi Min-sik 
Género: Acção, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 89 minutos

sábado, 23 de Agosto de 2014

Já Vi(vi) este Filme, por Hugo Mamede

Já Vi(vi) este Filme
por Hugo Mamede do Passeio de Livros

Lost in translation afagou-me os nervos. Eu que nem sei falar de filmes, sei, no entanto, que me andava a chatear o ritmo histérico de tudo o que era cinema em meu redor, as odes heroicas, o amor romântico, os ideais oitocentistas de que as produtoras mais importantes do século XXI não queriam fazer o desmame. E então chegou-me, numa noite felizmente melancólica, a doce Charlotte e o desencantado Bob Harris e neles suspendi a crença de que o cinema é uma coisa à parte da vida real…

Bebes comigo um Vodka Tónico?


Bob era eu, naquela noite no bar. Com socalcos no rosto em vez de rugas e semblante de uma tonelada em vez do natural cansaço da idade. A única forma de liberdade resgatei-a do fundo das calças puídas desta coisa a que chamamos a natureza humana: um ancestral sentido de humor. Foi assim que falei com ela pela primeira vez, por palavras que eram de um desprezo feliz por este planeta alienígena. Estou a planear uma fuga daqui, queres vir comigo? Prometo que ficamos livres num instante!, disse-lhe eu, já adivinhando o desconforto que também lhe ia na alma. Claro que sabíamos que o problema era não haver sítio para onde fugir, foi por isso que nos rimos a sério e que continuámos a habitar aquele lugar.

Que língua falas, querida Charlotte?


Eu só sabia que ela me compreendia, tal como muitos animais sensíveis podem fazer (os alienígenas não). Só não contava que ela comunicasse comigo no meu próprio idioma. Claro que a Charlotte tinha namorado (também eu tinha uma mulher), claro que a Charlotte tinha pelo menos metade da minha idade (também aquilo não era mais do que uma espécie de amor fraternal), mas tudo isso não impediu que ela me falasse as palavras raras que fazem vibrar as entranhas, tal como acontece com um velho diapasão que afasta de si um manto de pó e torna à vida porque alguém o soube tocar… foi então que se produziu entre nós alguma coisa de música, um rastilho de significância.

Antes de te conhecer, Charlotte, era desterrado; depois de te conhecer, Charlotte, fui de cada parte onde estivemos.


Lembras-te, por exemplo, daquele bar de strip onde os teus amigos combinaram um encontro com o grupo todo e que nos causou uma admiração fabulosa? Se calhar, nem foi tanto por causa das mulheres que se metiam em posições de árvores retorcidas no inverno, mas porque, aos olhos um do outro, já não nos víamos como estranhos. E lembras-te daqueles chanfrados que nos perseguiam com umas armas de plástico que disparavam balas de borracha, por qualquer motivo que não nos cabia a nós compreender? E lembras-te de corrermos juntos para lado nenhum, bêbedos da alegria de estarmos juntos e do mundo não importar mais do que aquelas máquinas de Pachinko por onde desapareciam copiosas bolas de metal que não davam prémio nenhum?


Mas um dia beijei-lhe o canto dos lábios. Sim, beijei-lhe o canto dos lábios. Não há prelúdio para os dilúvios. Da lavagem de detritos ficou um humano de pleno direito. E ela beijou-me de volta o canto dos lábios, não sei se por falta de jeito ou porque descerrá-los provocaria uma falha tectónica num ecossistema que não era o nosso. Assim, só nos amámos por um instante, sem testemunhas nem vítimas. E quando chegou o momento de partir para a minha base de exploração espacial, longe daquele planeta e em direcção ao meu não menos incompreensível, saí do táxi para segredarmos uma última coisa ao ouvido um do outro que mais ninguém atrás dos ecrãs do cinema poderia compreender. Podia tentar eu lembrar-me do que era e talvez traduzir isso por palavras, mas mais vale dizer que era qualquer coisa de música. Pelo menos disso tenho a certeza.

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Obrigada pela tua participação, Hugo!

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Estreias da Semana #130

Esta Quinta-feira chegaram cinco novos filmes às salas de cinema portuguesas. Lucy capta as principais atenções.

Bekas e o Sonho Americano (2012)
Bekas
Inspirado em factos reais, Bekas e o Sonho Americano conta a história de dois irmãos órfãos que vivem nas ruas do Curdistão e que depois de verem o filme Super-Homem resolvem ir até à América, na sua mula Michael Jackson, e falar com o próprio Super-Homem para que este os possa ajudar e castigar todos que foram maus para eles. Em primeiro lugar da lista: Saddam Hussein.

Lucy (2014)
Luc Besson está de regresso com Lucy, protagonizado por Scarlett Johansson, que encarna uma mulher que se  envolve acidentalmente num negócio obscuro. Após uma reviravolta, ela transforma-se numa guerreira que evolui além da lógica humana.

O Salão de Jimmy (2014)
Jimmy's Hall
Em 1932, depois de viver exilado dez anos nos Estados Unidos, Jimmy Gralton regressa à sua terra para ajudar a mãe e cuidar da quinta da família. A Irlanda que encontra, dez anos depois da guerra civil, tem um novo governo e muitas esperanças no ar. Devido às solicitações por parte dos jovens do Condado de Leitrim, Jimmy, apesar de reticente em provocar os seus velhos inimigos (como a Igreja ou os grandes proprietários), decide reabrir o seu Hall, um salão aberto a todos, onde se pode dançar, estudar, ou conversar. De novo, o sucesso é imediato. Mas a influência crescente de Jimmy e as suas ideias progressistas não agradam a todos na aldeia e as tensões acabam por reaparecer.

Os Putos (2013)
Les gamins
Ao ficar noivo, Thomas (Max Boublil) conhece Gilbert (Alain Chabat), o seu futuro sogro, que é casado há 30 anos com Suzanne (Sandrine Kiberlain). Gilbert está a passar por uma crise de meia-idade e sente que perdeu o melhor da vida por se ter casado. Tenta convencer Thomas a desistir do casamento com Lola (Mélanie Bernier) e a abandonar tudo como ele. Entregam-se a uma nova vida selvagem e sem regras, como se fossem duas crianças grandes, convencidos de que irão encontrar algures a liberdade.

Terra chama Echo (2014)
Earth to Echo
Tuck (Astro), Munch (Reese Hartwig) e Alex (Teo Halm), um inseparável trio de amigos, vêem as suas vidas mudarem por completo. Um projecto de construção de uma autoestrada está a destruir o bairro deles e a forçar as famílias a mudarem-se. Mas dois dias antes da separação, o grupo de amigos começa a receber uma série de sinais estranhos nos telefones. Convencidos de que algo maior se passa, os rapazes juntam-se com outra amiga, Emma (Ella Wahlestedt), e preparam-se para descobrir a origem dos sinais. O que eles encontram vai para além das suas imaginações mais incríveis: um pequeno alien, perdido no planeta terra. Os quatro juntam-se para proteger o novo amigo e ajudá-lo a encontrar o caminho de regresso a casa.