sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Estreias da Semana #291

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas quatro filmes.

A Fábrica de Nada (2017)
Uma noite um grupo de operários percebe que a administração está a roubar máquinas e matérias- primas da sua própria fábrica. Ao decidirem organizar-se para proteger os equipamentos e impedir o deslocamento da produção, os trabalhadores são forçados - como forma de retaliação - a permanecer nos seus postos sem nada que fazer enquanto prosseguem as negociações para os despedimentos. A pressão leva ao colapso geral dos trabalhadores, enquanto o mundo à sua volta parece ruir.

Kingsman: O Círculo Dourado (2017)
Kingsman: The Golden Circle
Em 2015 fomos apresentados aos Kingsman, uma agência de serviços secretos independente, discreta e que tem como objectivo manter a paz e a segurança no mundo. Ficámos também a conhecer Gary Unwin (Taron Egerton), mais conhecido por Eggsy, resgatado da má vida por Harry Hart (Colin Firth), nome de código Galahad, o principal agente dos Kingsman. Enviado para o programa de treino da organização, Eggsy é convertido no tipo de operacional e cavalheiro típico da agência. Agora, em O Círculo Dourado, Eggsy enfrenta um novo desafio, do outro lado do Atlântico, onde descobre os seus congéneres norte-americanos, os Statesman, e uma nova vilã, Poppy (Julianne Moore).

mãe! conta a história de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) cuja relação é colocada à prova quando a visita de hóspedes estranhos vem afectar a sua convivência tranquila.

Uma Casa Cheia (2017)
Home Again
Dizem que não se deve regressar ao lugar onde se foi feliz, mas é exactamente isso que acontece a Alice quando se separa do marido. Regressa a Los Angeles e depressa arranja uma nova casa, um novo trabalho, uma nova escola para as filhas e a certeza de não querer ter um novo namorado. Chega então o dia em que sai com amigos e conhece um trio de atraentes jovens recém-chegados. Alice aceita recebê-los na sua casa para uma curta estadia e, contra todas as suas expectativas, inicia uma improvável relação com um deles. O romance inesperado faz Alice sentir-se jovem e despertar para a vida. É então que surge em cena o ex-marido.

Crítica: mãe! / mother! (2017)

"I wanna make a Paradise." 
Mother

*4/10*

Darren Aronofsky atingiu o limite do pretensiosismo. mãe! é o novo projecto do realizador que parece trazer um certo terror psicológico, ao estilo de Cisne Negro, de regresso à sua obra, mas aparências iludem. O realizador apresenta um filme circular para o qual parece ter apenas uma interpretação: a sua, não permitindo à plateia fazer outras leituras.

Embalado por Noé - ou não -, Aronofsky mostra-se um pouco obcecado pela Bíblia nas suas intenções com este mãe! e apresenta ao público uma espécie de filme de terror que se vai desfazendo em cinzas. O lugar da mulher - que ainda por cima dá título ao filme - é relegado para um plano pouco simpático.

mãe! conta a história de um casal (Jennifer Lawrence e Javier Bardem) cuja relação é colocada à prova quando a visita de hóspedes estranhos vem afectar a sua convivência tranquila.


Depois do mais comercial Noé, mãe! é acima de tudo, um filme de autor. Estão lá muitas marcas do cinema de Aronofsky, que, contudo, parece ter perdido a inspiração que pôs em prática até Cisne Negro. Neste filme, a câmara continua a seguir as personagens de costas, os distúrbios psicológicos continuam a tomar conta delas, mas pouco mais se extrai. Ou melhor, os acontecimentos são tantos e em tal enxurrada que se torna difícil acompanhar. Muitas ideias, muita informação, muitas interpretações, momentos macabros, um autêntico caos e, no final, pouco mais fica do que o choque pela perda de tempo e um ligeiro tédio.

Do escritor com um bloqueio criativo, à mulher devota que tudo faz para agradar ao marido, passando pela enorme casa isolada que, de repente, recebe a visita de estranhos, ou mesmo a questão da maternidade, tudo são ideias interessantes - mas já muito exploradas no cinema - lançadas pelo realizador. A referência mais clara é a Roman Polanski e ao seu A Semente do Diabo (Rosemary's Baby), por exemplo. Mas nem perto nem longe dessa obra mãe! consegue chegar.


Javier Bardem está à vontade na pele do protagonista masculino com quem é difícil simpatizar. Jennifer Lawrence é digna de pena por lhe terem dado uma personagem que, para lá da coragem em explorar a casa e seus mistérios, não tem muito mais que se lhe diga, para além de agradar ao marido, chorar e gritar. A relação que parece criar com a casa que está a recuperar é um ponto de partida interessante, mas depressa perde o encanto. A actriz tem uma interpretação fraca, mas a personagem é a principal culpada por isso.

Darren Aronofsky acha-se dono da razão, por ser o autor de mãe!, mas nenhum realizador deve tomar o espectador por parvo e impingir-lhe a sua leitura da obra - como tem feito ao explicar quem é quem e o que isto ou aquilo significa. Não vão na sua conversa, porque aqui há muito para interpretar, apesar de pouco para retirar. O filme é dele, mas as leituras são nossas, é essa a magia do cinema. Este será, certamente, um filme para amar ou odiar.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sugestão da Semana #290

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda Arranha-céus, de Ben Wheatley. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

ARRANHA-CÉUS


Ficha Técnica:
Título Original: High-Rise
Realizador: Ben Wheatley
Actores: Tom Hiddleston, Sienna Miller, Jeremy Irons, Luke Evans, Elisabeth Moss, Reece Shearsmith, Peter Ferdinando, Daniel Renton Skinner, James Purefoy
Género: Drama
Classificação: M/18
Duração: 119 minutos

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Crítica: Arranha-céus / High-Rise(2015)

"You know, you look much better without your clothes on. You're lucky. Not many people do." 
Charlotte
*9/10*

Um arranha-céus como metáfora da estratificação social é a proposta de Ben Wheatley em Arranha-céus. Consegue criar um universo à parte, tão perto da cidade onde quase todos trabalham. Aquilo que se pretendia como a edificação perfeita depressa se transforma numa descontrolada rebelião dos mais pobres contra os mais ricos, da imoralidade contra os valores instalados.

Em 1975, o Dr. Robert Laing (Tom Hiddleston) muda-se para um novo apartamento a 3 km Oeste de Londres em busca de isolamento e anonimato, mas vai-se apercebendo que os outros residentes do edifício não têm nenhuma intenção de o deixarem em paz. Resignado às complicadas dinâmicas sociais que se desdobram em seu redor, Laing aceita o seu fado e começa a conviver com os seus vizinhos. À medida que luta para estabelecer a sua posição social, as boas maneiras e a sanidade de Laing começam a desintegrar-se a par com o edifício. A luz está sempre a falhar, os elevadores deixam de funcionar, mas a festa continua. 


Um retrato irónico e actual de uma sociedade de loucuras e excessos, onde as aparências iludem e onde todos querem o mesmo. Num arranha-céus com super-mercado, spa, ginásio, piscina e tantas outras comodidades luxuosas e exuberantes - como um jardim no último piso -, são as pessoas quem começa o descarrilamento em série.

Ali não há tempo para dormir, à noite o álcool, as drogas e o sexo tomam conta da festa, de dia, o normativo impera, e cada um procura o seu carro no enorme parque de estacionamento rumo ao emprego. Ao final do dia, o ciclo repete-se, numa rotina incomum. Naquele prédio não há lei nem regras - tão perto e tão longe da civilização.


O argumento é genial e tem por base o romance homónimo de J.G. Ballard. Imoral e decadente, Arranha-céus consegue ser tão actual que assusta. Aquele isolamento estratificado, já de si com falhas por corrigir, é o rastilho para que o ser humano regresse ao que de mais primitivo tem em si. O instinto comanda todo e qualquer um dos habitantes do edifício, independentemente da classe social, porque, afinal, somos todos iguais.

Ben Wheatley cria um conjunto de sensações atordoantes, que se misturam com o emaranhado de corpos que se tocam nos corredores do arranha-céus. As cores, lânguidas ou vibrantes, transmitem ainda mais a loucura que ali se vive. Ao mesmo tempo, planos cativantes, o uso da câmara lenta em ocasiões-chave, um caleidoscópio pelo meio e eis que a obra nasce.

Tom Hiddleston oferece-nos um Dr. Laing à altura do filme, que deambula entre o homem equilibrado, atormentado pelo passado, e o instinto de sobrevivência a sobrepor-se à boa-educação. Jeremy Irons é tão somente ele mesmo, elegante e carismático, com o perfil de líder que lhe é indissociável. Elisabeth Moss é uma das mais puras personagens deste arranha-céus de horrores, Sienna Miller é a mulher sensual e insatisfeita que guarda um segredo que a torna vulnerável, e Luke Evans é o mais boçal e de discurso incendiário, mas, ao mesmo tempo, o mais lúcido daquele prédio.


Extremamente visual e com uma narrativa brilhante, Arranha-céus tardou mas chegou aos cinemas para proporcionar uma experiência perigosa mas extasiante.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Crítica: It (2017)

"If you'll come with me, you'll float too." 
Georgie

*8/10*

Baseado no livro homónimo de Stephen King, It, realizado por Andy Muschietti, vem relembrar a todos que a maior fraqueza do Homem são os seus medos. Um filme de terror como já se tinha saudades, com um aterrador palhaço como vilão.

Muschietti consegue criar um ambiente onde o perigo espreita nas sarjetas e faz-se acompanhar por um balão vermelho, tornando pesado e aterrorizante o dia-a-dia dos protagonistas. As cores fortes e alegres do palhaço contrastam fortemente com o que ele simboliza em It. Olhos bem abertos e cuidado! É preciso aprender a distinguir o real da alucinação.

It conta a história de sete pré-adolescentes excluídos, que se auto-intitulam Clube dos Falhados. Cada um deles tem sido ostracizado e perseguido pelo grupo local de bullies… Todos eles já viram também os seus medos interiores ganharem vida, sob a forma de um predador antigo a que só conseguem chamar de It. Juntos durante um horrível, mas estimulante Verão, os “falhados” unem-se, de forma a acabar de vez com o ciclo de mortes que começa num dia chuvoso, com um pequeno rapaz a seguir um barco de papel, que é levado pela água para uma sarjeta e directamente para as mãos de Pennywise, o palhaço.


A curiosidade é o isco, o medo é o pecado, é desta forma que a cidade de Derry, no Maine, se vê assombrada há décadas por misteriosos desaparecimentos de crianças. Os adultos calam-se e preferem negar a realidade, os jovens sofrem na pele o fado desta cidade, mas alguém tem de ter a coragem de enfrentar o terror. A impassividade dos adultos cria uma revolta na plateia que quer ver os jovens em segurança.

A recriação do ambiente dos anos 80 é um dos pontos fortes de It, a que se junta o companheirismo entre o grupo de amigos que relembra outros filmes da década. A direcção de fotografia faz um trabalho excelente alternando entre o espaço bucólico e tranquilo onde as crianças brincam, sem preocupações, e o sombrio e decadente, onde os medos assombram e matam, e o perigo espreita desde os esgotos da cidade. It é um filme muito estético.

Por vezes, a montagem tira-nos o fôlego, sem dar descanso, percorrendo medos atrás de medos, atormentando cada uma das sete crianças - e a plateia. Em It, não há receio em mostrar sangue ou mortes brutais, nem mesmo com crianças por perto - mas, afinal, elas são mais fortes que muitos adultos.


No elenco, o casting dos jovens e vilão foi certeiro. Cria-se uma verdadeira ligação com os sete protagonistas, todos eles a revelarem-se excelentes actores. Sophia LillisJaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor e Finn Wolfhard merecem destaque. Bill Skarsgård como Pennywise é digno de elogios. Os seus olhos grandes e expressivos e lábios grossos - a reforçar o sorriso demoníaco adensado pela maquilhagem - são, provavelmente, os grandes responsáveis pelo temor que se sente ao olhar para o palhaço, os efeitos especiais e caracterização fazem o resto. Pennywise é verdadeiramente assustador na primeira cena em que surge. Depois disso já conhecemos o seu aspecto e as suas manhas, tememos, mais do que a sua forma, a ilusão que cria nas mentes mais inocentes.

O que torna It um filme de género acima da média muito se deve à equipa técnica, composta por nomes muito fortes: o director de fotografia é Chung-Hoon Chung (o mesmo de Oldboy - Velho Amigo, de 2003), o montador é Jason Ballantine (de Mad Max: Estrada da Fúria) e o guarda-roupa está a cargo de Janie Bryant (da série Mad Men).


Stephen King ganha assim mais uma boa adaptação cinematográfica (segundo dizem, já que ainda não li este livro) e para tal muito contribui também a equipa de argumentistas, com dois nomes sonantes Gary Dauberman (Annabelle e Annabelle 2: A Criação do Mal) e Cary Fukunaga (realizador de True Detective, Beasts of No Nation e Jane Eyre), e um estreante nas longas, Chase Palmer. Não é o melhor de sempre, mas é um bom filme de terror.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MOTELx'17: Berlin Syndrome (2017)

"What would be the worst thing I could ever do to you?"
Andi

*8/10*

Sensual e doentio, Berlin Syndrome foi uma das melhores surpresas que o MOTELx'17 me trouxe. Cate Shortland adaptou o livro homónimo de Melanie Joosten e criou um ambiente claustrofóbico como poucos.

De férias em Berlim, a fotógrafa australiana Clare conhece Andi, um bonito professor de inglês berlinense. Uma atracção imediata ocorre entre os dois. Segue-se uma noite de paixão. Mas o que parece ser inicialmente o começo de um romance, assume contornos inesperados e sinistros quando Clare acorda na manhã seguinte para descobrir que Andi saiu para trabalhar e a trancou no apartamento. É claro que se pode tratar de um erro normal, mas Andi não tem intenções de a deixar sair.


Resumidamente, uma mulher independente vê-se aprisionada por um psicopata lindo de morrer. O que parece ser um amor à primeira vista torna-se num pesadelo para a protagonista. É daqui que parte Berlin Syndrome

Na verdadeira claustrofobia que a realizadora consegue transmitir - mais ainda depois de sermos convidados a visitar Berlim nos planos iniciais do filme -, cria-se um ambiente pesado, sufocante, que se transforma numa relação de erotismo e violência quando estão os dois actores em cena. Há uma relação de amor-ódio entre raptor e refém, mas igualmente entre a plateia e os protagonistas. Cate Shortland é capaz de criar um sentimento desconfortável também no espectador que torce por Clare, mas, por outro lado, gostava de ver Andi redimir-se. Irónico, até nós caímos no chamado Síndrome de Estocolmo, em Berlim.

Ele é carente, louco e claramente misógino. Ela é provavelmente o que ele mais odeia - e parece igualmente amar - numa mulher: bonita, curiosa e independente.


Teresa Palmer dá vida a Clare e mostra que há em si muito mais talento do que até aqui tinha revelado. Tem um papel exigente física e psicologicamente e o seu desempenho é excelente. Também o actor que interpreta AndiMax Riemelt, consegue ser tão ambivalente como a personagem pede, do mais brutal e sádico, ao mais frágil e desesperado. Os dois protagonistas demonstram ter uma química muito grande, o que só vem adensar o realismo de Berlin Syndrome.

Um filme que merecia estreia comercial em sala.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Estreias da Semana #290

Esta Quinta-feira foi dia de chegarem aos cinemas curtas e longas-metragens. Entre nove longas e três curtas portuguesas, a escolha é muita.

3 Novas Curtas Portuguesas (2017)
Cidade Pequena, de Diogo Costa Amarante (2016)
Coelho Mau, de Carlos Conceição (2017)
Farpões Baldios, de Marta Mateus (2017)

6 Dias (2017)
6 Days
Em Abril de 1980, um grupo de homens armados tomou de assalto a embaixada iraniana em Londres e fez reféns as pessoas que se encontravam no local. Ao longo de seis dias, teve lugar um tenso frente-a-frente, enquanto uma equipa de soldados de elite das SAS se preparava para um tipo de raide nunca antes visto.

Arranha-Céus (2015)
High-Rise
Robert Laing é um jovem médico que, em 1975, pouco tempo antes da subida de Margaret Thatcher ao poder, se muda para o novo arranha-céus desenhado pelo arquitecto visionário Anthony Royal. Seduzido pelo luxo e tecnologia de ponta que o novo edifício oferece, Laing tem esperança em conseguir começar uma nova vida. A Torre Elysium oferece aos seus inquilinos todas as comodidades da vida moderna, mas também os isola do mundo exterior.

Assassino Americano (2017)
American Assassin
Stan Hurley (Michael Keaton), agente das operações clandestinas da CIA e veterano da Guerra Fria, recebe a tarefa mais complexa da sua carreira quando lhe ordenam que treine Mitch Rapp (Dylan O'Brien), um antigo soldado das forças especiais psicologicamente devastado após a morte da noiva. Os dois recebem ordens da directora-adjunta Irene Kennedy (Sanaa Lathan) para investigar a onda de ataques aparentemente aleatórios a alvos militares e civis e acabam por descobrir um padrão nos actos de violência cometidos. A descoberta leva-os a uma missão conjunta com a mortífera agente turca Annika (Shiva Negar), a fim de impedirem que um misterioso agente (Taylor Kitsch) dê início a uma nova guerra no Médio Oriente.

Detroit (2017)
Um raide da polícia na cidade de Detroit, em 1967, desencadeia um dos maiores motins da história dos Estados Unidos.

First Kill: Caça ao Homem (2017)
First Kill
Um corretor de Wall Street é obrigado a fugir de um chefe de polícia que investiga o assalto a um banco enquanto tenta recuperar o dinheiro roubado em troca da vida do seu filho.

It (2017)
Numa pequena cidade no Maine, sete crianças conhecidas como O Clube dos Falhados enfrenta os problemas, os valentões e um monstro que toma a forma de um palhaço chamado Pennywise.

Reviver o Passado em Montauk (2017)
Rückkehr nach Montauk
O autor Max Zorn, agora na casa dos 60 anos, está numa digressão promocional em Nova Iorque quando se reencontra com a mulher que nunca conseguiu esquecer.

The Bad Batch - Terra Sem Lei (2016)
The Bad Batch
Num local desértico no Texas, uma comunidade de proscritos está entregue a si própria e um canibal musculado quebra uma regra importante: nunca brincar com a comida.

Um Rico Sovina (2016)
Radin!
François Gautier é um sovina que tem como objectivo na vida gastar o menos possível. Um belo dia apaixona-se e descobre que tem uma filha. Forçado a mentir para esconder o seu terrível defeito, François vê-se envolvido num monte de problemas. Porque a mentira pode sair cara.