terça-feira, 17 de setembro de 2019

MOTELx'19: Vencedores

O MOTELx'19 revelou os filmes vencedores desta 13.ª edição no passado Domingo, 15, na Sessão de Encerramento do festival, no Cinema São Jorge. Erva Daninha, Why Don't You Just Die! e Midsommar foram os filmes premiados.


Erva Daninha, de Guilherme Daniel, conquistou o Prémio MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa / Méliès d’Argent. O júri, composto por Samuel Úria, Howard David Ingham e Raquel Freire, explicou que Erva Daninha foi o filme que mais nos surpreendeu; ficámos fascinados e perturbados desde o início. Numa competição muito forte, soube comunicar verdadeiramente uma estranheza sobrenatural, e é um filme que nos dá a sensação de ser única e autenticamente Português”, destacando ainda as interpretações dos actores Daniel Viana e Isabel Costa. É a segunda vez que Guilherme Daniel ganha este prémio, depois de em 2018 ter vencido com a curta A Estranha Casa na Bruma

O júri atribuiu ainda uma Menção Especial a Häuschen – A Herança, de Paulo A. M. Oliveira e Pedro Martins, “uma versão moderna do clássico conto de fadas negro” que considerou “muito forte em todos os sentidos”, mas em particular pelo seu “final bem conseguido, construído de maneira a ser simultaneamente perturbador e satisfatório para o público”.

O Prémio MOTELx - Melhor Longa de Terror Europeia / Méliès d’Argent foi para o filme Why Don't You Just Die!, de Kirill Sokolov. O júri, composto por David Gregory, Miguel Gonçalves Mendes e Rita Anjos, justificou a escolha pela “grande frescura e audácia” do filme, com “múltiplos twists e humor negro”. Foi ainda atribuída uma Menção Especial a The Hole in the Ground, de Lee Cronin, pela “precisão e controlo da atmosfera de suspense” e por “interpretações excepcionais”.


 Já Midsommar, de Ari Aster - convidado especial desta edição -, venceu o Prémio do Público. O filme estreia nas salas de cinema a 26 de Setembro. Podes ler a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme aqui.

A 13.ª edição do MOTELx decorreu entre os dias 10 e 15 de Setembro, em Lisboa.

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Sugestão da Semana #394

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o documentário de Nanni Moretti, Santiago, Itália.

SANTIAGO, ITÁLIA



Ficha Técnica:
Título Original: Santiago, Italia
Realizador: Nanni Moretti
Género: Documentário, História
Classificação: M/12
Duração: 80 minutos

Comic Con Portugal 2019: 4º dia em Resumo

A enchente - um mar de gente quase a perder de vista - chegou no quarto e último dia de Comic Con Portugal, para ver - em especial - Millie Bobby Brown. Gerou-se tanto o caos como a euforia. Foram muitos os que ficaram do lado de fora do Golden Theatre, que já estava cheio muito antes do painel de Millie começar. Se, lá dentro, a alegria era audível, do lado de fora, os apupos fizeram-se ouvir. Houve lágrimas das crianças e jovens que não conseguiram um dos 2 mil lugares do auditório e desespero das mães que não conseguiam circular na zona do recinto mais próxima das entradas do Golden Theatre.


"Eu nem gosto de super-heróis, só vim cá mesmo para a ver [Millie Bobby Brown]", lamentou-se um jovem que ficou do lado de fora ao Hoje Vi(vi) um Filme, repetindo várias vezes que o que se estava a passar "É uma vergonha". Junto à área de imprensa, ao lado do Golden Theatre muitos nos faziam perguntas a que não sabíamos responder, queixando-se de falta de organização e de informação.

La dentro (onde nem os jornalistas puderam entrar), Nuno Markl foi o anfitrião do painel e conversou animadamente com a actriz de Stranger Things que se mostrou simpática e entusiasmada, e disse que gostaria de regressar a Portugal. Cá fora, os fãs acompanhavam tudo através de um ecrã colocado à entrada do auditório, pequeno para tanta gente. "Queremos entrar", gritaram diversas vezes. 


Enquanto isso, Anthony Carrigan - uma semana antes de se saber se vencerá o Emmy para que está nomeado - esteve com os jornalistas na sala de imprensa a responder a algumas questões sobre Barry  e os Emmy Awards, cuja nomeação foi uma total surpresa e apanhou o actor desprevenido. Seguiu-se mais uma conferência de imprensa com Alexander Ludwig que terminou com o actor no meio dos jornalistas numa conversa mais intimista, devido a um problema com o microfone. Pouco depois, o actor esteve no Golden Theatre numa animada conversa com Joe Reitman e os fãs presentes. 



No auditório ao lado, o Prime TheatreQuimbé, Catarina Perez, Bruno Ferreira, Alexandre Maia e Ricardo Azevedo contaram a sua experiência no que toca a dar vozes a séries e filmes de animação. Enquanto isso, o The One Theatre recebia Joaquim de Almeida que fazia uma retrospectiva da sua carreira, em conversa com Rui Pedro Tendinha.



Outro dos grande momentos do último dia da Comic Con Portugal 2019 foi o concerto da banda do filme Variações, no Music Stage, com Sérgio Praia, Armando Teixeira, Duarte CabaçaVasco Duarte e David Santos ao comando. Um público de todas as idades dançou e cantou com os músicos e, apesar de alguns problemas de som, a energia de Sérgio Praia contagiou tudo e todos. Mais um concerto marcante da banda que quer lembrar e homenagear António Variações.


E assim terminou a edição de 2019 da Comic Con Portugal. Para o ano há mais.

domingo, 15 de setembro de 2019

Crítica: O Terramoto / The Quake (2018)

*6.5/10*


O Terramoto estreou na secção Serviço de Quarto do MOTELx (e logo de seguida nas salas de cinema) e trouxe o realizador norueguês, John Andreas Andersen, a Lisboa para apresentar a longa-metragem.

O filme apresenta-se como uma sequela do anterior Bolgen - Alerta Tsunami, de 2015, mas funciona bem sozinho e os factos anteriores são introduzidos de modo a que a plateia fique a par dos acontecimentos, sem ser exaustivo.

A longa-metragem norueguesa gira em torno da questão: Como seria se um terramoto de grande magnitude estivesse prestes a acontecer? Em 1904, um terramoto de 5.4 na escala de Richter abalou a cidade de Oslo. O epicentro foi o Rifte de Oslo, que atravessa a capital. Há registos diários de actividade sísmica neste rifte e há indícios de que terramotos de grande escala possam vir a ocorrer nesta zona, ainda que os geólogos não o possam confirmar com certeza.


Depois de ter sobrevivido ao tsunami, Kristian Eikjord (Kristoffer Joner) e a sua família estão de novo no centro de mais um desastre natural. Desta vez, o subsolo de Oslo apresenta alarmantes sinais de perigo iminente. Para geólogos como Kristian, o estudo do registo sísmico diário prova que já não é uma questão de "se", mas sim de "quando” vai haver o próximo evento catastrófico e será este mais devastador do que o terramoto que destruiu a cidade em 1904?

Dentro do subgénero disaster movie, O Terramoto não é perfeito mas encontra-se acima da média. A construção da história é muito boa até ao pequeno sismo inicial que confirma as suspeitas do protagonista. Depois disso, torna-se mais consistente, o suspense aumenta e há uma enorme tensão até ao final. Há momentos muito angustiantes para as personagens que são vividos com intensidade do outro lado do ecrã.

Tecnicamente é feito um bom trabalho, com imagens impressionantes, onde os efeitos especiais têm um papel fundamental. As interpretações são esforçadas e convincentes, conquistando facilmente a empatia da plateia.


Contudo, os grandes problemas do filme de John Andreas Andersen surgem, em especial, perto do fim, apressado e pouco provável. Há uma relativização da tragédia imensa que nos é relatada ao longo de mais de uma hora de filme, e, de repente, parece que nada de mais aconteceu. Cai por terra a seriedade inicial da temática dos desastres naturais.

sábado, 14 de setembro de 2019

Comic Con Portugal 2019: 3º dia em Resumo

E ao terceiro dia, a Comic Con Portugal encheu-se de gente. Já se vêem filas para as experiências de cada marca, auditórios cheios, agitação um pouco por todo o recinto. 


O grande momento deste Sábado terá sido, provavelmente, o espectáculo musical Hollywood In Concert pela Lisbon Film Orchestra. O Golden Theatre encheu para ouvir e cantarolar alguns dos temas mais famosos da Sétima Arte. O maestro Nuno de Sá é um poço inesgotável de energia e contagiou músicos e plateia. 


Os cantores Patrícia Duarte e David Ripado deram voz a alguns dos temas, com destaque especial para uma interpretação memorável de Shallow, do filme Assim Nasce Uma Estrela - no original cantado por Lady Gaga e Bradley Cooper -, mas igualmente para Skyfall, de 007 Skyfall ou Can You Feel The Love Tonight, de O Rei Leão. Não faltaram temas das bandas sonoras de Harry Potter (com o maestro equipado a rigor, de cachecol e varinha), Piratas das Caraíbas (com Jack Sparrow a circular pelo auditório), Star Wars, Bohemian Rhapsody, entre tantas outras.


Benedict Wong deu a primeira conferência de imprensa aos jornalistas, bem como Alexander Ludwig e demonstraram ambos grande simpatia. Os dois actores apresentaram os seus painéis este Sábado, o primeiro sobre Um Dia na vida de um Vingador, o segundo com o tema A Herança de um Viking. Avi Nash falou sobre The Walking Dead e Rambo V teve direito a um painel com Óscar Jaenada e Joaquim de Almeida.


Fotos: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme

Comic Con Portugal 2019: 2º dia em Resumo

Segundo dia de Comic Con Portugal, ainda poucos visitantes no recinto, mais organizado e convidativo a conhecer cada espaço e cada nova experiência. O calor faz-nos procurar a sombra, enquanto quem queremos ver ainda não está nos auditórios.


Itziar Ituño e Esther Acebo, actrizes da série La Casa de Papel, foram das maiores atracções desta Sexta-feira 13. Para além dos autógrafos e fotos, os fãs puderam ainda assistir a um painel, no maior auditório do evento, o Golden Theatre, com Lisboa e Estocolmo à conversa com o jornalista Tiago David do SAPO Mag. No final do painel, as actrizes foram "detidas", saindo acompanhadas por agentes da PSP, numa brincadeira relacionada com a série espanhola, para grande euforia do público presente. Um momento para mais tarde recordar.

Quem também não faltou à Comic Con Portugal foi a Ovelha Choné, que recebeu os visitantes à entrada do Prime Theatre, onde se falou sobre o novo filme Ovelha Choné - A quinta Contra-Ataca. Já a actriz e modelo Tricia Helfer esteve no Golden Theatre numa conversa aberta aos fãs presentes.


Na área de Comics & Literatura, debateu-se Romance Histórico vs Literatura Fantástica pontos em comum, com Pedro Reizinho, Richard Zimmler e Filipe Faria. Mais tarde foi a simpática escritora Kass Morgan quem esteve à conversa no Prime Theatre, e que, no final do painel, agradeceu a todos os presentes em português.


O cinema português de terror e fantástico marcou presença em força no The One Theatre. Rui Pedro Tendinha conversou com realizadores e actores de três filmes nacionais a estrear brevemente. Inner Ghosts, de Paulo Leite, com estreia marcada para 28 de Novembro nos cinemas portugueses; Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida - que se fez acompanhar por duas das actrizes do filme, Cleia Almeida, que contou como foi estar grávida durante a rodagem do filme, e a estreante Helena Simões -, com antestreia marcada para este Sábado, 14, no MOTELx; e Mutant Blast encheu o palco com o realizador Fernando Alle, actores e equipa, a conversar sobre o filme português de zombies que tem estreia marcada para vésperas de Halloween, a 17 de Outubro.  O actor Joaquim Guerreiro, cuja a personagem é TS-347, um homem com uma força sobre-humana, teve de treinar muito para conseguir manter o aspecto desejado, e falou sobre o processo. Referiu que por volta dos 20 anos viu o Terminator e sentiu-se inspirado por Arnold Schwarzenegger, sem pensar que, passados cerca de 30 anos, aos 52, estaria "a fazer o Terminator tuga". A estreia de Mutant Blast traz a Portugal o produtor internacional Lloyd Kaufman, co-fundador da norte-americana Troma Entertainment, um dos estúdios de cinema independente mais antigos dos Estados Unidos da América. A boa disposição foi geral ao longo da apresentação dos três filmes do painel, mostraram-se trailers e clips.




Fotos: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

MOTELx'19: Horror Noire: A History of Black Horror (2019)

*7.5/10*


Na secção documental do MOTELx'19, Doc Terror, eis um dos filmes que mais curiosidade despertou: Horror Noire: A History of Black Horror, de Xavier Burgin.

O primeiro documentário original produzido pela plataforma de streaming Shudder,  leva-nos numa viagem pela História do cinema norte-americano, focando a forma como o terror aborda e retrata as pessoas negras. Começando com The Birth of a Nation, de 1915, onde um homem negro é o vilão capturado e enforcado pelo KKK, os heróis da narrativa; até aos dias de hoje, o documentário examina tendências problemáticas estabelecidas ao longo dos anos, utilizando entrevistas, excertos e montagens de filmes para também analisar o papel das pessoas negras neste género, seja como protagonistas, público ou criadores. Horror Noire: A History of Black Horror adapta o livro homónimo, de Robin R. Means Coleman.


Excelente resumo documental de um século de cinema de terror negro. Década a década encontramos de clássicos a filmes desconhecidos, desde o negro como vilão ou subjugado, mero assessório, passando pelo Blaxploitation, ao negro como protector do branco protagonista, e ao negro como herói. 

Horror Noire: A History of Black Horror apoia-se em muitos excertos de filmes como Ingagi, King KongNight of the Living DeadBlaculaAbby, Dr. Black, Mr. Hyde, ShiningA Nightmare on Elm Street 3: Dream WarriorsCandyman, Tales from the HoodVampire in BrooklynThe CraftBones, Attack the BlockAnnabelleThe Girl with All the Gifts, e tantos outros títulos a descobrir.


Vemos o reflexo dos tempos nos filmes, tendo Get Out, de Jordan Peele, como o grande impulsionador da igualdade racial no cinema de terror. Entre análises mais rebuscadas a outras claramente certeiras, Horror Noire faz um belo trabalho, com bons intervenientes que pensam e debatem os filmes de terror ao longo das décadas, sempre com o cenário socio-político como base para explicar o que se vê no grande ecrã.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Crítica: Midsommar - O Ritual (2019)

*4.5/10*


Ari Aster caracteriza-se melhor enquanto realizador e argumentista a cada novo filme que faz. As ideias parecem borbulhar, mas aplicá-las e desenvolvê-las não é com ele. Ou, pelo menos, não vai muito longe na sua abordagem. Torna-se preguiçoso e, ao mesmo tempo, rocambolesco... Quer tanto chocar e criar uma realidade macabra, que se perde por caminhos desconhecidos, sem chegar a bom porto. 

Foi assim em Hereditário, é assim em Midsommar. Apesar de serem filmes bastante diferentes dentro do género do terror, os dois fazem o mesmo percurso que sabe despertar a curiosidade no espectador, que se entusiasma com algumas ideias pouco exploradas, mas cedo perde o interesse. Em Midsommar, o terror está mais na ideia macabra da seita protagonista, do que propriamente no ambiente, mais de comédia dramática, menos de suspense.


Dani (Florence Pugh) e Christian (Jack Reynor) são um jovem casal americano cuja relação está à beira de se desmoronar. Após continuarem juntos devido a uma tragédia familiar, Dani, em fase de luto, junta-se a Christian e aos seus amigos numa viagem a um festival de Verão, numa remota aldeia sueca. O que começa por serem umas descontraídas férias numa terra de sol eterno, sofre uma reviravolta sinistra quando os aldeões convidam os visitantes a participarem nas festividades, que tornam o paraíso campestre cada vez mais inquietante e perturbador.

É-nos colocada a curiosa perspectiva de que, afinal, mesmo que a noite não exista o terror manifesta-se. Naquele local idílico, a noite não existe e eis uma inspirada escolha para o local da acção. Tudo acontece em campos verdes repletos de luz solar, povoados por pessoas vestidas de branco que cantam e usam coroas de flores.


Neste cenário bucólico, Ari Aster cria uma história repleta de clichés e preconceitos. À excepção da personagem de Vilhelm Blomgren, todos os homens do filme são pouco dotados de inteligência ou perspicácia. Mas a falta de personalidade e empatia contagia todos os intervenientes, até mesmo a talentosa Florence Pugh. É pela protagonista Dani que podemos nutrir algum tipo de simpatia o apreço. Os seus ataques de pânico proporcionam momentos intensos que entoam - por vezes o som incomoda realmente - mais profundamente na plateia. Mas nem ela escapa ao previsível desenrolar dos acontecimentos.

Ari Aster volta a afirmar nesta obra a sua predilecção por personagens com algum tipo de deficiência - apesar de, neste caso e ao contrário do que acontecia em Hereditário, a personagem não chegar a ter grande relevância. Insiste em tentar chocar o espectador com tudo o que possa servir-lhe. O realizador começa a ser pró em desperdiçar ideais com potencial, enquanto se exibe como talento atrás da câmara. Mas a beleza visual não chega para fazer vingar Midsommar.

E Ari Aster é muito bom a filmar, sem dúvida. Os movimentos de câmara atordoantes e o efeito de uma natureza intrusiva e viva que consegue colocar nas imagens são inspiradores. Em Midsommar, a Natureza ganha tal relevo que quase se personifica na protagonista, Dani. Esta fusão é uma das grandes forças da longa-metragem.


Contudo, o humor negro paira de uma forma pouco subtil, humilha a seita, o seu culto pagão e sacrifícios e desencoraja o espectador a olhar com seriedade para as outras problemáticas que lança como a família, a solidão e a integração de que tanto Dani como Pelle comungam.

Atentando aos desenhos exibidos em diversos momentos do filme - que começam desde logo no plano inicial - a plateia depressa os verá como premonitórios - e pouco subtis - para o desenrolar da acção. A história, já de si previsível, torna-se ainda mais expectável. Eis que, no final de Midsommar, levamos pouco connosco para recordar. Ou Ari Aster se torna menos ambicioso ou mais ponderado.