terça-feira, 19 de março de 2019

IndieLisboa'19 anuncia filmes de abertura e encerramento

O IndieLisboa revelou quais os filmes de abertura e encerramento da edição deste ano. The Beach Bum: A Vida Numa Boa, de Harmony Korine, faz as honras de abertura do festival lisboeta e Synonymes, de Nadav Lapid, marca o encerramento.


The Beach Bum segue as desventuras de Moondog (Matthew McConaughey), um “chico-esperto” que vive de acordo com as suas próprias regras. No elenco estão também nomes como Snoop Dog, Zac Efron e Isla Fisher. A Sessão de Abertura será no dia 2 de Maio no Cinema São Jorge. Synonymes, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, conta a história de um jovem israelita que rejeita o seu país e a sua língua, para viver em Paris.

De Mike Leigh, a secção Silvestre recebe o filme Peterloo, uma reconstituição do massacre com o mesmo nome, resultante do ataque da coroa britânica a uma pacífica manifestação pro-democracia. Destaque ainda para I Was at Home But, de Angela Schanelec, vencedor do Urso de Prata em Berlim, e Three Faces, de Jafar Panahi, que junta três actrizes em diferentes estados da sua carreira para, através delas, questionar algumas das mais enraizadas tradições da sociedade patriarcal iraniana.

A 16.ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema decorre entre os dias 2 a 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Crítica: Gabriel (2018)

"Acredita em ti que tu vais ganhar isto."
Paulo


*7/10*

Eis que as atenções se viram para o boxe e para a direita de Gabriel, a sua arma mais forte contra os adversários. Fora do ringue, mergulhamos numa vida a recomeçar num país diferente, em busca do caminho certo. Gabriel é de um realismo cruel, pouco experimentado no cinema português. A violência das palavras e dos actos mostra o pior dos seres humanos, mas também ensina como é possível construir o trilho mais digno.

Depois da morte da mãe, Gabriel (Igor Regalla), um jovem pugilista cabo-verdiano recém-chegado a Portugal, vem à procura do pai, um antigo campeão de boxe dos Olivais. Na busca, Gabriel entra em contacto com Rui (José Condessa), um membro violento do gangue local liderado por Jorge (Sérgio Praia), que organiza todas as lutas no bairro.


A história de Gabriel é simples e familiar. Filmam-se as dificuldades da vida num bairro social lisboeta, filma-se o racismo, a imigração, a violência, o medo e o desespero. Ao mesmo tempo, capta-se também o amor pela família, a força do desporto e a vontade de ser a nossa melhor versão. A história não nos é contada cronologicamente, mas o encadeamento temporal da narrativa constrói-se com naturalidade graças à montagem eficaz.

Gabriel é incansável na busca pelo seu pai, aventurando-se pelos locais mais sinistros da vizinhança. Ao mesmo tempo, vê na sua paixão pelo boxe a única solução para melhorar a vida dos seus. E mesmo que a ingenuidade do jovem protagonista por vezes nos deixe revoltados, certo é que a sua humildade e coragem criam a empatia necessária para torcermos por ele. Depois de ser Eusébio, Igor Regalla regressa ao grande ecrã e encaixa-se na perfeição na personagem, mesmo com o aspecto franzino que o caracteriza e que torna, ainda mais, Gabriel num herói improvável. O filme foi não só física como psicologicamente desafiante para o actor.


Ao seu lado, há muita química com Ana Marta Ferreira, a namorada que também sofre em silêncio, bem como com o seu rival no ringue de boxe, José Condessa. Um trio de jovens actores que funcionam muito bem em cena. Ainda de destacar são as personagens de Almeno Gonçalves - o treinador que protege e incentiva Gabriel -, e o vilão da história, totalmente desprovido de coração, interpretado e bem por Sérgio Praia.

A banda sonora, repleta de hip hop tuga, torna-se viciante por se encaixar completamente no ritmo e temática do filme. Destaque para Vado Más Ki Às (com uma participação especial na longa-metragem) que assina quatro temas de Gabriel, incluindo a canção original, Vai.


O realizador, Nuno Bernardo, consegue inserir-nos na vida do bairro sem que nos sintamos estranhos. A câmara coloca-nos no local, como mais um morador ou um curioso que aposta tudo em Gabriel. A violência é muito bem filmada, e cada soco parece-nos real, faz-nos sentir desconfortáveis na cadeira do cinema - e isso é muito bom! É fundamental que um filme marque quem o vê e Gabriel é capaz, em alguns momentos, de deixar-nos KO.

Gabriel é mesmo "um murro no estômago" (provavelmente dado com o punho direito do protagonista), um daqueles que o espectador de cinema bem precisa, de vez em quando.

domingo, 17 de março de 2019

Sugestão da Semana #368

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos, de João SalavizaRenée Nader Messora.

CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS


Ficha Técnica:
Título Original: Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
Realizadores: João Salaviza e Renée Nader Messora
Actores: Henrique Ihjãc Krahô, Raene Kôtô Krahô
Género: Drama
Classificação: M/12
Duração: 114 minutos

quinta-feira, 14 de março de 2019

Estreias da Semana #368

Esta Quinta-feira chegam aos cinemas portugueses oito novos filmes. Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos é uma das estreias desta semana.

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos (2018)
Esta noite, os espíritos e as cobras ainda não apareceram. A floresta ao redor da aldeia está calma. Ihjãc, 15 anos, tem pesadelos desde que perdeu o pai. Ele é um índio Krahô, do Norte do Brasil. Ihjãc avança na escuridão com o corpo suado. Uma voz distante ecoa por entre as palmeiras. A voz do pai chama-o, junto à cascata: chegou o momento de preparar a sua festa de fim de luto para que o espírito possa partir para a aldeia dos mortos. Rejeitando o seu dever e para escapar do processo de se transformar em xamã, Ihjãc foge para a cidade de Itacajá. Longe do seu povo e da sua cultura, vai enfrentar a realidade de ser um indígena no Brasil contemporâneo.

Dragon Ball Super Broly (2018)
Doragon bôru chô: Burorî
A paz voltou uma vez mais à Terra após as épicas batalhas do Torneio do Poder. Depois de descobrir que existem seres incrivelmente poderosos nos diferentes universos, Goku pretende continuar a treinar para se tornar ainda mais forte. Um dia, um guerreiro do espaço chamado Broly aparece diante de Goku e Vegeta. Mas esta raça deveria estar praticamente extinta desde a destruição do Planeta Vegeta... O que faz ele na Terra? Até mesmo Freeza, que regressou do inferno, está envolvido neste encontro entre três super guerreiros, que seguiram destinos diferentes e iniciam uma batalha feroz contra um guerreiro que parece ter poderes ilimitados.

Ladrões de Tuta e Meia (2019)
João e Christiane são um jovem e divertido casal que procura financiar o seu casamento de qualquer forma. Biscates, pequenos golpes, burlas... trabalho é que não, que o trabalho cansa! É então que tropeçam numa notícia de jornal sobre Amílcar, um velho veterano do Ultramar, sozinho e viúvo, que acaba de ganhar o Euromilhões, e vêem nele uma oportunidade de darem o seu último e maior golpe. O plano é simples: encontrar uma forma de entrar na casa de Amílcar, roubar-lhe alguns artigos de higiene íntima para falsificar um teste de ADN, apresentar-lhe João como o seu filho perdido e convencê-lo a colocar o nome do suposto filho nas suas contas. Mas há um problema, chamado Jéssica J., antiga concorrente da Casa dos Segredos e afilhada por casamento de Amílcar. Jéssica já está de olho na fortuna do velho e não aprecia a concorrência.

Marnie e os Amigos (2018)
Marnies Welt
Uma gata gorducha e mimada chamada Marnie é obrigada a sobreviver nas ruas onde descobrem o que realmente é - uma gata solitária que precisa de amigos.

My Name is Now - Elza Soares (2014)
Elza Soares
Elza Soares dispensa maiores apresentações. Diva da música, dona de grande trajectória, ela conquistou não só os palcos brasileiros, como do mundo inteiro.

O Poder da Palavra (2017)
Le Brio
Neïla Salah (Camélia Jordana) é uma jovem de ascendência argelina que cresceu nos arredores de Paris e sonha tornar-se advogada. Matriculada na eminente universidade parisiense de Assas, Neila confronta-se, desde início, com Pierre Mazard (Daniel Auteuil), um professor conhecido pelas provocações e controvérsias. Em busca de redenção pública, Mazard aceita preparar Neïla para um famoso concurso de discursos. Ao mesmo tempo cínico e exigente, o professor poderia tornar-se o mentor de que a estudante necessita mas, para isso, os dois têm de ultrapassar os seus preconceitos.

Réplicas (2018)
Replicas
O neurocientista William Foster (Keanu Reeves) está prestes a conseguir transferir uma consciência humana para um computador. Quase ao mesmo tempo, a sua família morre num trágico acidente. Desesperado para ressuscitar aqueles que perdeu, William pede ao seu colega Ed Whittle (Thomas Middleditch) para secretamente o ajudar a clonar os corpos dos entes queridos. Rapidamente, William depara-se com uma difícil escolha, quando percebe que apenas consegue trazer três dos seus quatro familiares de volta à vida.

Rosie - Uma Família Sem Teto (2019)
Rosie
Expulsa da casa onde vive com o marido e os três filhos, Rosie e a família vêem-se forçados a adaptar o carro como lar, enquanto tentam desesperadamente encontrar um sítio onde passar a noite. Sem a ajuda da família, ou amigos, e com a cidade lotada por causa de um concerto de Lady Gaga, o filme acompanha dois dias na vida desta família sem tecto.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Córtex 2019: Novidades

O Córtex - Festival de Curtas-metragens de Sintra revelou os filmes em competição nas suas três secções competitivas - este ano com uma novidade.


Nesta 9.ª edição o festival lança a Competição Nacional de Estreias, com 11 curtas portuguesas para ver pela primeira vez no Córtex: Janela, do colectivo Left Hand Rotation, California, de Nuno Baltazar, Amanhã é Melhor, de João Pedro Barriga e Cristina Santinho, Aea, Tempo Condicionado, ----, de Cinza Nunes e Laura Calado, Milena Milena, de Sofia Bairrão, The Good Fight, de Marco Espírito Santo e Miguel Coimbra, Reverence, de Pedro Maia, Verniz, de Clara Jost, Flumen, de Frederico Ferreira, Consequência, de Virgínia Barbosa e Billy : The Kid, de César Santos.

A Competição Nacional é composta por 18 filmes. Circo do Amor, de Miguel Clara Vasconcelos, Agouro, de David Doutel e Vasco Sá, Russa, de João Salaviza e Ricardio Alves Jr., Equinócio, de Ivo M. Ferreira, Amor Avenidas Novas, de Duarte Coimbra ou Como Fernando Pessoa Salvou Portugal, de Eugène Green, são algumas das curtas que podem ser vistas.

Na Competição Internacional podemos encontrar títulos como Hombre, de Juan Pablo Arias Muñoz, o filme iraniano Like a Good Kid, de Arian VazirdaftariGaze, de Farnoosh Samadi, ou En Attendant, de Thomas Hakim.

A secção Hemisfério traz ao Córtex oito curtas documentais: Histórias do Fundo do Quintal, de  Tiago Afonso, Entrevista com Almiro Vilar da Costa, de Sérgio da Costa e Maya Koza, Tio Rui, de Mário Macedo, Downhill, de Miguel Faro, Acorda Leviatã, de Carlos Conceição, Layla e Lancelot, de Joana Linda, História Secreta de Aviação, de João Manso, e Raimundo, de João Abreu.

Para além da homenagem ao realizador Gabriel Abrantes anteriormente anunciada, o Córtex tem mais para ver, como a secção Frontal - para público sénior e alunos do ensino secundário do concelho de Sintra -, o Mini-Córtex para os mais pequenos e concertos.

O júri da 9.ª edição é composto por Carlos Natálio, Patrick Mendes e Simão Cayatte na competição nacional e Ana Isabel StrindbergCristian Rodriguez e Miguel Ribeiro na competição internacional.

O Festival Córtex decorre de 3 a 10 de Abril, no Centro Cultural Olga de Cadaval, em Sintra, e no Cinema Ideal, em Lisboa. Mais informações em http://www.festivalcortex.com/.

IndieLisboa'19: Brasil também é Herói Independente

O IndieLisboa'19 aproveita toda a recente polémica a envolver o presidente brasileiro e anuncia mais um Herói Independente: "o cinema amado vindo do Brasil".


O ano de 1994, há 25 anos, marcava o regresso do Brasil à produção nacional, depois do período de interregno em que Collor de Mello dissipara todos os apoios e incentivos à criação cinematográfica. Em 2019, os tempos turbulentos regressaram, e o IndieLisboa não o pretende ignorar.

Depois dos filmes brasileiros terem arrecadado os principais prémios do IndieLisboa 2018, o festival quis "celebrar a criatividade, de apoiar uma comunidade que vive um período particularmente auspicioso. Neste programa mostraremos filmes muito recentes e inéditos em Portugal, espelhando uma produção audaciosa e politicamente desperta. Seremos (também) a voz e o espaço deste cinema, contribuiremos activamente para a sua continuidade." O programa do Herói Independente reflecte a proximidade entre o festival, desde o seu início, e o cinema brasileiro, "um cinema atento, revelador, destemido, original".

Para além das longas-metragens, será exibido um conjunto de curtas metragens recentes (a revelar em breve).

Programa (em construção):
A Noite Amarela, Ramon Porto Mota
A Rosa Azul de Novalis, Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro
Divino Amor, Gabriel Mascaro
Domingo, Clara Linhart, Fellipe Barbosa
Fabiana, Brunna Laboissière
No Coração do Mundo, Gabriel Martins, Maurilio Martins
Os Jovens Baumann, Bruna Carvalho Almeida
Querência, Helvécio Marins Jr
Seus Ossos e Seus Olhos, Caetano Gotardo
Temporada, André Novais Oliveira

terça-feira, 12 de março de 2019

Monstra 2019: Competição Portuguesa

A Monstra 2019 apresenta 17 filmes portugueses, 10 deles na Competição Portuguesa SPA / Vasco Granja, foi hoje anunciado pelo director artístico do festival, Fernando Galrito.


Moulla, de Rui Cardoso, um dos responsáveis pela primeira série de animação portuguesa para televisão, Maravilhosa Expedição às Ilhas Encantadas, vai ter estreia na competição portuguesa da Monstra. Moulla é um reputado Peshmerga, que pode escolher para si qualquer mulher, desde que seja da mesma etnia, da mesma tribo e que tenha a bênção do patriarca. À Flor da Pele também fará a sua estreia no festival. Francisca Coutinho é a realizadora deste filme sobre a quebra do indivíduo e a expressão do seu interior. Não Alimentem Estes Animais, de Guilherme Afonso e Miguel Madaíl de Freitas, é um dos primeiros filmes de animação portugueses de produção independente, a partir dos estúdios Nebula Studios, especializados em animação para publicidade. A curta conta a história de um coelho lobotomizado, que vivia num laboratório, e de personalidade bipolar. Sentir-me, de Débora Rodrigues, Joana Flauzino e Vanessa Santos, apresenta-nos um homem que se deixa levar por uma mulher que o faz encontrar o seu verdadeiro eu.

Agouro, de Vasco Sá e David Doutel, já fez carreira em festivais internacionais e nacionais. A dupla de realizadores conquistaram o Palmaré de Melhor Curta-Metragem Portuguesa SPA/Vasco Granja em 2016 com o filme Fuligem. Entre Sombras, de Mónica Santos e Alice Guimarães é mais um filme com algum historial de festivais e prémios, e recorre à animação da imagem real.

Ensaio Sobre a Morte, de Margarida Madeira, é um um documentário não figurativo sobre a morte e como uma pessoa vai contando a sua própria história. Tiago Albuquerque apresenta o seu mais recente filme, Outubro 28, sobre um ser virtuoso em toda a sua plenitude animal que se vai metamorfoseando numa força inteligente destinada a dominar a força bruta. Porque é Este o meu Ofício, de Paulo Monteiro faz uma espécie de homenagem ao pai. Também À Tona, de Filipe Abranches, faz parte da Competição Portuguesa do festival, e conta a história do resgate de um piloto de combate que se despenha no meio do oceano.

O júri desta secção competitiva é constituído por três realizadoras: a canadiana Wendy Tilby, a portuguesa Catarina Sobral e a bielorrussa Olga Titova, responsável pelo spot Monstrinha 2019. As 10 curtas em competição são exibidas no dia 29 de Março, às 22h00, na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge.

Monstra 2019: Programa

A 18.ª edição da Monstra - Festival de Animação de Lisboa realiza-se de 20 a 31 de Março. O cinema de animação canadiano será homenageado.

O festival tem programadas 15 sessões de filmes do Canadá, com retrospectivas da obra de realizadores como Norman Mclaren, Frédéric Back, Caroline Leaf e uma grande retrospectiva do National Film Board of Canada, a produtora de cinema independente canadiana que comemora 80 anos de existência em 2019.

Mirai
A competição internacional de longas-metragens é composta por 7 filmes, 6 dos quais são estreias nacionais. Mirai, de Mamoru Hosoda, tem estreia na Monstra e conta a história de um menino que encontra um jardim mágico que lhe permite viajar no tempo e conhecer os seus antepassados. Funan, de Denis Doé, relata a luta de uma mãe que, durante a revolução do Khemer Vermelho no Cambodja, foi forçosamente separada do filho. O compositor e sound designer vêm apresentar o filme à Monstra. This Magnificent Cake!, de Marc James Roels e Emma De Swaef, passa-se na África colonial do final do século XIX, e conta as histórias de cinco personagens diferentes. Tito e os Pássaros, de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar, apresenta-nos a um menino que salva o mundo de uma epidemia contraída pelo medo. Michel Ocelot marca presença no festival para apresentar a sua mais recente longa Dilili a Paris. Captain Morten and the Spider Queen, de Kaspar Jancis, do qual foi apresentado um excerto em 2018 na Monstra, chega agora finalizado à competição. The Tower, de Mats Grorud, conta a história de uma jovem que vive num campo de refugiados na Palestina. O realizador, assim como o director de arte, Rui Tenreiro, vão estar presentes na Monstra.

Em retrospectiva estará a filmografia completa do japonês Satoshi Kon, falecido em 2010, aos 46 ano. A BD no Cinema de Animação é uma outra das retrospectivas desta edição, com a exibição de cinco longas-metragens inspiradas nas histórias do marinheiro Corto Maltese. Também Tintim, a célebre personagem da animação e da BD, vai estar presente na Monstra com o filme Tintim e os Prisioneiros do Sol, de 1969 que comemora agora 50 anos.

O músico Pierre Kwenders, canadiano nascido no Congo, regressa a Portugal para um concerto na Sala 2 do Cinema São Jorge, acompanhado com animação ao vivo pelo ilustrador António Jorge Gonçalves. As Quatro Estações de Vivaldi vão ser tocadas ao vivo pela Escola Superior de Música de Lisboa, enquanto que alunos das universidades de animação de Tóquio executam um software que permite sincronizar imagem e música ao vivo, desenvolvido em parceria com a Yamaha. Na secção JazzAnim, um programa que se realiza no Hot Clube de Portugal, várias curtas vão são musicados ao vivo pelos alunos desta escola. O colectivo Lisbon Poetry Orchestra dará um concerto de música com poesia e cinema de animação com filmes exclusivos de alunos da Escola Superior de Artes e Design, das Caldas da Rainha. Vai realizar-se ainda um concerto de scratch digital, com um animador a desenhar ao vivo sobre película.

Destaque ainda para as secções Históricos, DokAnim (documentários de animação, representados por duas longas e uma retrospectiva do Festival DokLeipzig),TerrorAnim (filmes de animação de terror), Monstra Triple X (filmes sensuais para maiores de 18 anos), Cinema Experimental e homenagens.

A Monstrinha traz para as famílias a antestreia de The Queen’s Corgi. O realizador Ben Stassen vai estar em Lisboa a apresentar o filme. Haverá ainda uma homenagem ao Mickey Mouse, na Cinemateca Júnior, um novo espaço nesta edição do Festival; o italiano Leo Da Vinci - Missão Mona Lisa, no ano em que se assinalam os 500 anos sobre o falecimento de Leonardo Da Vinci; Baby Monstra (sessões de entrada livre para crianças até aos 3 anos); e workshops de animação para pais e filhos.

Desde dia de 14 de Fevereiro, a exposição A Magia dos Estúdios Aardman está no Museu da Marioneta. A Sociedade Nacional de Belas Artes recebe cinco exposições: os 25 anos de trabalho conjunto dos realizadores Regina Pessoa e Abi Feijó; os objectos do projecto 4 Estados de Matéria, de Miguel Pires de Matos; uma homenagem ao realizador canadiano Norman McLaren com quatro instalações de autores contemporâneos; e Scratch (triptyque-3), realizado por Pierre Hébert.

O Festival Monstra acontece no Cinema São Jorge, Cinema City Alvalade, Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema. Mais informações em https://www.monstrafestival.com/inicio/.