quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Estreias da Semana #113

Dez estreias acontecem em véspera de Dia da Liberdade. A escolha é muita esta semana, e conta com títulos como Laços de Sangue, Marretas Procuram-se, Prince Avalanche ou Tropicália.

100% Cachemira (2013)
100% cachemire
Na vida de Aleksandra (Valérie Lemercier) tudo corre bem, tem um bom marido, Cyrille (Gilles Lellouche), um apartamento em Paris junto ao Sena, um óptimo amante e um excelente trabalho como editora-chefe da revista ELLE. Aleksandra apenas não tem o último acessório da moda: uma criança. Decide então adoptar o pequeno Aleksei, de sete anos, que chega da Rússia para sua casa, só que não é tão perfeito como ela está habituada.

Diplomacia (2014)
Diplomatie
Na noite de 24 para 25 de Agosto de 1944, o destino de Paris encontra-se nas mãos do general Von Choltitz, que às ordens de Hitler se prepara para fazer explodir a cidade. Descendente de uma antiga linha de militares prussianos, o General não apresenta qualquer tipo de hesitação em cumprir as suas ordens. Esta é a principal preocupação do cônsul Sueco nos instantes em que sobe as escadas da suite do hotel Meurice, onde está hospedado o General. Tanto as pontes do Sena como os principais monumentos de Paris estão rodeados de explosivos prontos a explodir. Utilizando todas as armas e argumentos diplomáticos, o cônsul é a única pessoa que poderá convencer Von Choltitz a não executar a sua ordem de destruição.

Laços de Sangue (2013)
Blood Ties
Em 1974, em Nova Iorque, Chris (Clive Owen), de 50 anos, acaba de ser libertado por bom comportamento após vários anos preso por um assassínio relacionado com lutas de gangues. À sua espera nos portões da cadeia encontra-se Frank (Billy Crudup), o seu irmão mais novo, um jovem policia com uma carreira promissora. Apesar da relação difícil que sempre existiu entre os dois, os laços de sangue falam mais alto e Frank está decidido a dar outra oportunidade ao irmão – acolhe-o em sua casa, arranja-lhe um emprego e ajuda-o a reatar a relação com a sua ex-mulher, Monica (Marion Cotillard), e com os filhos. Mas o inevitável regresso de Chris à antiga vida de crime acaba por ser uma última longa descida de sucessivas traições, que acabará por colocar os dois irmãos frente a frente.

Em Marretas Procuram-se o grupo dos Marretas parte para uma tournée mundial onde acaba por se ver involuntariamente envolvido num crime internacional.

Não Há Duas Sem Três (2014)
The Other Woman
Carly (Cameron Diaz) descobre que o seu novo namorado Mark (Nikolaj Coster-Waldau) é uma fraude e o pior acontece quando ela, acidentalmente, conhece a sua mulher, Kate (Leslie Mann). Carly, de repente, vê-se a confortar Kate, e esta improvável amizade entre as duas consolida-se quando elas percebem que Mark está a enganar ambas com uma outra mulher, Amber (Kate Upton). Estas três mulheres juntam então forças para delinear um invulgar plano de vingança.

Pecado Fatal (2013)
Lila, uma rapariga de 20 anos, regressa a Paços de Ferreira para tentar descobrir quem foram os seus pais e porque a abandonaram num contentor de lixo no dia em que nasceu. Aluga um quarto a Nuno, um jovem divorciado. Em pouco tempo apaixonam-se. Mas ela está longe de imaginar que, na noite em que se conheceram, Nuno cometeu um Pecado Fatal que pode comprometer para sempre a sua história de amor.

Por Aqueles em Perigo (2013)
For Those in Peril
Apresentado na Semana da Crítica em Cannes, o filme conta a história de Aaron, um jovem pescador que vive numa remota comunidade escocesa e é o único sobrevivente de um estranho naufrágio onde o irmão perdeu a vida. Instigada pelo folclore marítimo e a superstição local, a aldeia culpa Aaron e faz dele um pária entre a sua própria gente. Recusando-se a acreditar que o irmão morreu, Aaron decide ir procura-lo.

Prince Avalanche (2013)
Alvin (Paul Rudd) e Lance (Emile Hirsch) deixam a cidade para trás para trabalhar durante um Verão. Passam os dias juntos a repor as marcas rodoviárias de uma estrada numa zona do Texas assolada por incêndios florestais. Se a princípio as personalidades de ambos entram em conflito, à medida que o tempo passa os dois vão aprendendo um pouco mais sobre o outro e sobre as suas limitações.

Sabotagem (2014)
Sabotage
Arnold Schwarzenegger lidera um grupo de elite da DEA contra alguns dos mais perigosos cartéis de droga. Quando a sua equipa executa com sucesso uma perigosa missão ao esconderijo de um cartel, todos julgam que este trabalho foi concluído - até que, um por um, os 10 elementos da equipa começam a ser misteriosamente abatidos. À medida que vão sendo eliminados, todos se tornam suspeitos.

Tropicália traz um olhar contemporâneo sobre o importante movimento cultural que explodiu no Brasil no final dos anos 1960 apelidado de Tropicalismo. Junta material de arquivo precioso, recuperado propositadamente para esta produção, e testemunhos dos protagonistas do movimento, de onde se destacam os nomes de Caetano Veloso e Gilberto Gil, entre muitos outros.

terça-feira, 22 de Abril de 2014

Crítica: Marretas Procuram-se / Muppets Most Wanted (2014)

"Hi-ho, Kyer-mit thee Frog heere."
Constantine


*6.5/10*

O realizador é o mesmo (James Bobin), mas a nostalgia foi toda gasta em Os Marretas (2011). Marretas Procuram-se regressa com as personagens que nos são queridas, repleto de cameos e com nomes que nos são muito familiares, mas a magia do primeiro filme perdeu-se. A diversão, no entanto, continua, acompanhada de novas músicas e muitas surpresas, num filme em que os Marretas vão enfrentar uma inesperada ameaça, muito parecida com o Cocas.

Em Marretas Procuram-se o grupo dos Marretas parte para uma tournée mundial onde acaba por se ver involuntariamente envolvido num crime internacional.

Com os Marretas percorremos Berlim, Madrid, Dublin, Londres e mesmo a Sibéria, onde Cocas vai parar por engano. Nesta visita guiada pela Europa, acompanhamos as aventuras e desventuras dos Marretas, a quem se junta um novo "membro": Constantine, o sapo mais perigoso do mundo. Entre explosões, assaltos, espectáculos, investigações policiais e muita música, iremos partir numa jornada incansável, mas muito menos profunda do que aquela que Os Marretas nos proporcionou em 2011. O argumento tem mais de acção e apela muito menos ao coração da plateia que, sim, anseia por mais filmes dos Marretas, mas que preferia que estes partilhassem do encanto do primeiro.


Entre o elenco de Marretas, destaque especial para o corajoso Cocas que, neste filme, é injustamente colocado perante dificuldades que nunca imaginou, para Piggy, que se farta de cantar e vê-se dividida entre dois sapos, e para Walter, que se integrou perfeitamente no grupo, após o primeiro filme.

Nos elenco de actores (e para além dos inúmeros e hilariantes cameos que vale a pena ver sem saber demais), encontramos Ricky Gervais, Ty Burrell e Tina Fey. Gervais é Dominic Badguy, o companheiro de crime - pouco valorizado - de Constantine, malicioso mas incapaz de se impor perante o sapo russo. Ty Burrell veste a pele a um agente da Interpol, Jean Pierre Napoleon, que, comparado com o agente - Marreta - da CIA, oferece uma ideia divertida e algo crítica dos europeus - pouco dedicados ao trabalho, com horas de almoço longas e demasiadas férias. Já Tina Fey é Nadya, uma implacável guarda prisional na fria Sibéria, que esconde uma secreta paixão pelo sapo Cocas.


Acima de tudo, entramos numa aventura cheia de caras conhecidas, e onde o sentimentalismo e a nostalgia deram lugar a alguma auto-paródia, bem conseguida, e a momentos hilariantes com Marretas e actores de carne e osso. Logo ao início - o filme começa no exacto momento em que o anterior termina -, todos se apercebem que as câmaras continuam ligadas para uma sequela: e a música começa com We're Doing a Sequel. E se os próprios admitem que "toda a gente sabe que a sequela nunca é tão boa", quem somos nós para contrariar. Neste caso, têm toda a razão.

IndieLisboa'14: A Caça Revoluções e Boa Noite Cinderela no Festival de Cannes

Duas curtas-metragens seleccionadas para a Competição Nacional IndieLisboa'14 - A Caça Revoluções, de Margarida Rêgo, e Boa Noite Cinderela, de Carlos Conceição - fazem parte da selecção do Festival de Cannes.


Realizado por Margarida Rêgo, A Caça Revoluções está seleccionado para a Quinzena dos Realizadores em Cannes. O filme explora a relação entre duas gerações, dois tempos e duas lutas diferentes. A curta-metragem mostra a Revolução de Abril a inspirar as gerações que a conhecem através de relatos dos que a viveram e das fotografias de que se apropriam para a tornar sua. A Caça Revoluções passa no IndieLisboa no dia 25 de Abril, às 19h00 no Pequeno Auditório da Culturgest, 26 de Abril, às 18h00 no Grande Auditório da Culturgest, e dia 27 de Abril, às 16h45 no Pequeno Auditório da Culturgest.


Por seu lado, Boa Noite Cinderela, realizado por Carlos Conceição, foi seleccionado para a secção competitiva da Semana de Crítica, na secção de curtas e médias-metragens. O realizador recria o famoso conto de fadas, protagonizado por João Cajuda, David Cabecinha e Joana de Verona. Boa Noite Cinderela é exibido no IndieLisboa a 27 de Abril, às 18h00 no Grande Auditório da Culturgest, 30 de Abril, às 19h00, no Pequeno Auditório da Culturgest e dia 2 de Maio, às 21h45 no Pequeno Auditório da Culturgest.

Mais informações sobre o IndieLisboa'14 aqui.

segunda-feira, 21 de Abril de 2014

8 ½ Festa do Cinema Italiano'14: Too Much Johnson (1938)

*8/10*

O 8 ½ Festa do Cinema Italiano já deixou Lisboa e rumou a Coimbra, mas há ainda que destacar um dos grandes momentos da passagem do festival pela capital: a exibição de Too Much Johnson, o filme perdido de Orson Welles.

O filme mudo, rodado em 1938 para servir como prólogo da peça teatral homónima exibida no Mercury Theatre de Nova Iorque pelo próprio autor, foi recentemente descoberto e posteriormente restaurado. Inacabado por problemas financeiros, Too Much Johnson foi encontrado por acaso em 2008 nuns armazéns em Pordenone, Itália. Pensava-se que o filme teria desaparecido no incêndio de 1970 no apartamento de Welles. Esta descoberta foi de enorme valor no que respeita à recuperação, salvaguarda e difusão do património cinematográfico.

O Cinemazero e a Cinemateca do Friuli - responsáveis pela descoberta e pelo restauro (juntamente com a George Eastman House e a National Film Preservation Foundation), respectivamente - foram premiados pela National Society of Film Critics.


O 8 ½ Festa do Cinema Italiano deu a oportunidade aos espectadores portugueses de assistir a este clássico inacabado (e incompleto) na Cinemateca Portuguesa, no dia 16 de Abril, e no Cinema São Jorge, no dia 17, onde o filme foi - e muito bem - acompanhado ao piano por Filipe Raposo.

Too Much Johnson, de William Gillette, é uma comédia teatral de 1894 que conta a história de um playboy nova-iorquino, que para fugir ao violento marido da sua amante, rouba a identidade do proprietário de uma plantação em Cuba, que entretanto espera a chegada da sua “esposa por correspondência”. É a partir desta sinopse que poderemos construir ligações entre os fragmentos que vemos no filme de Welles. Três anos antes da estreia de O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane), Orson Welles aventurou-se nesta produção que, infelizmente, não ficou completa.


Too Much Johnson, por si só, funciona mais como uma curiosidade da História do Cinema, do que como um projecto uno e finito. Faz parte da construção de uma grande carreira, notamos influências clássicas mas verificamos também a imaginação e a singularidade da realização que, anos mais tarde, tomou forma plena em O Mundo a Seus Pés. Este registo work in progress apresenta-nos uma história de amores e desamores, de divertidas perseguições em telhados, quase labirínticas, de lutas de espadas e um guarda-chuva que não deixaram a plateia indiferente. Apesar de não existir um fio condutor que ligue as cenas soltas que vamos vendo, isso aqui não importa, pois sabemos de antemão que somos uns privilegiados em poder assistir a um marco histórico, que se julgava perdido.

A sessão musicada - onde o Hoje Vi(vi) um Filme marcou presença - resultou perfeitamente com as imagens projectadas e é de elogiar o rigoroso e esforçado trabalho que o pianista e compositor Filipe Raposo concretizou.


Too Much Johnson ainda poderá ser visto no 8 ½ Festa do Cinema Italiano, na Casa das Artes, no Porto, no dia 26 de Abril, pelas 16h00.

IndieLisboa'14: As Festas que Celebram o Cinema

O IndieLisboa'14 está mesmo aí e não vive apenas de Cinema. Durante o festival, todas as noites irão celebrar a Sétima Arte, juntando público e convidados em vários espaços da cidade, com programação musical. O bar Primeiro Andar, junto ao Coliseu, será o espaço nocturno oficial do festival, mas o IndiebyNight estende-se também ao mítico Metropolis Club, entre outros locais.


No dia 24 de Abril, o primeiro do IndieLisboa'14, é o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado que, a partir das 23h00, conta com a Festa Abertura IndieLisboa’14 & Inauguração IndieMovingImage Powered by JAMESON. A entrada é feita com convite. O hall do Museu do Chiado recebe simultaneamente a festa de abertura do IndieLisboa e a inauguração de uma das suas secções paralelas, o IndieMovingImage. No museu podemos descobrir, em contexto de instalação, os trabalhos da artista Anna Franceschini. A música da festa fica a cargo de Pan Sorbe.

A 25 Abril, Dia da Liberdade, a festa Festa 25 de Abril, Sempre! tem lugar, a partir das 23h00, no Primeiro Andar. A entrada é livre. Francisco Valente e Rodrigo Nogueira inspiram-se no talento científico do imortal Dr. Venkman para caçar maus espíritos nocturnos e dar lugar às boas vibrações.

Na noite seguinte, no Primeiro Andar, a festa acontece sobre o tema Europe In 8 Bits After Party. Depois da sessão de Europe in 8 Bits, da secção IndieMusic realizado por Javier Polo, um dos artistas do filme estará no Primeiro Andar para um concerto: Meneo. Com um gameboy numa mão e um microfone na outra os concertos de Meneo têm por hábito dar que falar. http://meneo.info/ || https://soundcloud.com/meneo

A Festa da Equipa IndieLisboa acontece a 27 de Abril no Primeiro Andar. Já na noite seguinte, o espaço recebe a True After Party - The Legendary Tigerman. True é o novo disco de Legendary Tigerman e é o nome do filme realizado por Paulo Segadães que documenta o processo de criação do álbum. A festa homónima traz-nos The Legendary Tigerman em formato DJ

29 Abril é dia da Festa de Apresentação do 22º Curtas Vila do Conde, como de costume, no Primeiro Andar. O festival de curtas-metragens acontece em Julho em Vila do Conde. Nesta noite, teremos oportunidade de ficar a conhecer as novidades da próxima edição. Nuno Lopes & Sérgio Gomes são os DJ's convidados.

A mítica Festa Gigi, que habitualmente acontece no Porto, desce a Lisboa a 30 de Abril, ao Primeiro Andar, com Lara Soft & Marta Hari. No mesmo dia, o Metropolis Club recebe, a partir das 23h00, a Festa IndieMusic com Billy Brown vs Mr. Mikk vs Mr. Mudd & Mr. Gold + Mr. Gross. A entrada custa 5 euros, e a noite irá celebrar a música Indie dentro de uma cave, como as festas costumavam ser celebradas antigamente. Até às 6h00, terá lugar uma espécie de DJ Battle com amigos do IndieLisboa, para dançar ao som dos melhores hits e de músicas mais obscuras e menos conhecidas.

No Dia do Trabalhador, 1 de Maio,  o Primeiro Andar recebe Meryll Hardt, realizadora da curta-metragem Une Vie Radieuse (na Competição Internacional do IndieLisboa), que é também cantora, para um concerto em que canta por cima de discos instrumentais antigos. A noite continuará com um DJ Set de Tiago Saint-Maurice. || http://meryllhardt.blogspot.pt/

A 2 de Maio, o Primeiro Andar recebe o Finding Fela Kuti After Party. Fela Kuti é um ícone da música mundial e uma das pessoas mais respeitadas no meio. O documentário Finding Fela, na secção IndieMusic, é uma homenagem a este cantor e retrata a sua história de vida. A homenagem continua no fim do filme com os Irmãos Makossa para um DJ Set inspirado em Fela Kuti e na música africana dos anos 70.


A Festa de Encerramento IndieLisboa’14 - Powered by JAMESON acontece a 3 de Maio a partir das 00h00 na garagem da Culturgest. A entrada é feita com convite. Pela primeira vez a acontecer neste espaço, a festa de despedida fechará em grande o IndieLisboa'14.

Mais informações sobre o festival aqui.

domingo, 20 de Abril de 2014

Sugestão da Semana #112

Em dia de Páscoa, a Sugestão da Semana recai sobre um documentário arrasador e arrepiante: O Acto de Matar. Joshua Oppenheimer (e os co-realizadores, um anónimo e Christine Cynn) fazem um excelente e macabro contraste entre o passado e o presente de um país marcado por assassinatos que nunca foram punidos.

O ACTO DE MATAR


Ficha Técnica:
Título Original: The Act of Killing
Realizador: Joshua OppenheimerChristine Cynn e anónimo
Género: Documentário, Histórico
Classificação: M/16
Duração: 115 minutos

sábado, 19 de Abril de 2014

Estreias da Semana #112

Nove filmes estrearam nos cinemas nacionais esta Quinta-feira, dia 17 de Abril. As atenções viram-se para O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de ElectroO Acto de MatarA Dois Passos do Estrelato.

A Dois Passos do Estrelato (2013)
20 Feet From Stardom
O documentário, vencedor do Oscar este ano, revela as histórias das vozes que se escondem nos coros de ídolos tão célebres como Bruce Springsteen, Stevie Wonder, Tina Turner, The Rolling Stones ou Ray Charles

Borgman: O Mal-Intencionado (2013)
Borgman
O filme conta a história de um mendigo que entra na vida de uma família de classe alta, transformando-a num enorme pesadelo psicológico.

Em Segredo (2013)
In Secret
Em Paris no final da década de 1860, Therese (Elizabeth Olsen) é uma jovem sexualmente reprimida, presa a um casamento sem amor com o seu primo Camille (Tom Felton), um homem frágil e doente, imposto pela sua dominadora tia Madame Raquin (Jessica Lange). Therese passa os dias atrás do balcão de uma pequena loja, enquanto as noites são gastas a assistir aos jogos de dominó da tia. Mas quando Therese conhece Laurent (Oscar Isaac), um sedutor amigo de infância do seu marido, tudo muda.

Conhecemos Isabelle, uma jovem de 17 anos, ao longo de quatro estações, acompanhada por quatro canções. Ela prostitui-se, mas sabemos que não é por falta de dinheiro.

O Acto de Matar (2012)
The Act of Killing
Num país onde os assassinos são celebrados como heróis, o realizador e a sua equipa desafiaram os líderes impenitentes dos esquadrões da morte a encenar o seu papel no genocídio.

Neste filme, o Homem-Aranha (Andrew Garfield) continua a proteger os seus concidadãos. Mas quando surge Electro (Jamie Foxx), Peter tem de enfrentar um adversário bem mais poderoso que ele. Ao mesmo tempo, com o regresso do seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), o jovem super-herói apercebe-se que há um elo comum a todos os seus inimigos: a OsCorp.

O que a Maisie sabe (2012)
What Maisie Knew
Baseado no clássico romance de Henry James, e situado na cidade de Nova Iorque, a história centra-se em Maisie (Onata Aprile), uma menina de seis anos de idade, involuntariamente envolvida no amargo divórcio dos pais -  a mãe, um ícone do rock (Julianne Moore), o pai um negociante de arte (Steve Coogan). No meio do problemático divórcio, Maisie começa a depender cada vez mais de Lincoln (Alexander Skarsgård), o novo companheiro da mãe, e de Margo (Joanna Vanderham) a sua ex-ama e que entretanto se torna a nova mulher do pai. Na ausência dos pais, e através do apoio que acabam por ter de dar a Maisie, Lincoln e Margo apercebem-se de como egoístas desequilibrados aqueles eram.

Os Inquilinos (2009)
Valter estuda de noite. Iara, a sua mulher, diz que os novos inquilinos não trabalham, que devem ser bandidos. Ninguém sabe de onde vieram os três rapazes, Iara diz que eles levam mulheres para casa e falam palavras sujas. Os jovens da rua querem ir para a briga, Valter quer dormir. Ele não tem uma arma, tem uma filha e um filho pequenos, fica fora o dia inteiro, não vê o que se passa na rua, ouve o que a mulher diz, o que a rua diz, ouve o barulho da música e das risadas dos inquilinos, de madrugada. E não consegue dormir. Quem vai morrer? Valter não sabe.

Supercondríaco (2014)
Supercondriaque
Aos 40 anos, Romain Faubert, não tem nem mulher nem filhos. O facto de ser fotógrafo para um dicionário médico online, não ajuda à hipocondria que domina o seu estilo de vida há muito tempo e que faz com que seja um neurótico apavorado. O seu único e verdadeiro amigo é o seu médico, o Dr. Dimitri Zvenska que, inicialmente, cometeu o erro de lhe dar atenção e que, actualmente, muito o lamenta. Dimitri pensa ter encontrado a cura que o livrará de Romain: ajudá-lo a encontrar a mulher da sua vida. Mas descobrir quem seja capaz de suportar Romain e que, por amor, o ajude a superar finalmente a sua hipocondria, mostra-se bem mais difícil que o esperado…

sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Crítica: O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro / The Amazing Spider-Man 2 (2014)

*6/10*

Marc Webb convenceu o público e a crítica em 2012, ao dar uma nova vida ao Homem-Aranha, que surgiu com uma nova cara e uma personalidade mais corajosa e divertida. Mas se o primeiro novo filme de spider-man surgiu como uma lufada de ar fresco entre os blockbusters de super-heróis, já O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro ficou aquém das expectativas.

Neste filme, o Homem-Aranha (Andrew Garfield) continua a proteger os seus concidadãos. Mas quando surge Electro (Jamie Foxx), Peter tem de enfrentar um adversário bem mais poderoso que ele. Ao mesmo tempo, com o regresso do seu velho amigo Harry Osborn (Dane DeHaan), o jovem super-herói apercebe-se que há um elo comum a todos os seus inimigos: a OsCorp.

O argumento de O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro traz-nos vilões a mais, humor a mais e emoções a menos, não deixando contudo de estar na média da qualidade dos filmes da Marvel. No entanto, mais de 2h20 de duração (é o mais longo filme do Homem-Aranha até agora) é demais para um filme de super-heróis, onde os vilões parecem multiplicar-se para desgaste do espectador que tarda em ver o fim à história.

O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro mantém o tom descontraído do seu predecessor, e acrescenta-lhe algum sarcasmo, com uma espécie de auto-paródia ao próprio Homem-Aranha (até o toque de telemóvel de Peter Parker é divertidamente familiar). Contudo, a certo ponto, esse humor começa a ser em demasia e já muito previsível e pouco natural.

Marc Webb perdeu o encanto que colocou no primeiro filme, mas não deverá desiludir os fãs de spider-man, que certamente sentirão o balanço da longa-metragem e a inesgotável fonte de vilões de forma mais familiar do que o público comum e menos ligado à História deste personagem da Marvel.