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quarta-feira, 13 de abril de 2022

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2021

Em mais um Dia Internacional do Beijo, fizemos a selecção de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

Se grande parte do ano de 2021 continuou a manter-nos afastados, o cinema tentou compensar q.b. a falta de beijos e abraços, uns mais apaixonados que outros, mas todos dignos de destaque.

Malcolm & Marie (2021): John David Washington (Malcolm) e Zendaya (Marie)


Undine (2020): Paula Beer (Undine) e Franz Rogowski (Christoph)


Uma Miúda Com Potencial / Promising Young Woman (2020): Carey Mulligan (Cassandra) e Bo Burnham (Ryan)


Estados Unidos vs. Billie Holiday / The United States vs. Billie Holiday (2021): Andra Day (Billie Holiday) e Trevante Rhodes (Jimmy Fletcher)


A Lenda do Cavaleiro Verde / The Green Knight (2021): Dev Patel (Gawain) e Joel Edgerton (The Lord)




A Ilha de Bergman / Bergman Island (2021): Mia Wasikowska (Amy) e Anders Danielsen Lie (Joseph)


A Noite Passada em Soho / Last Night in Soho (2021): Thomasin McKenzie (Eloise), Anya Taylor-Joy (Sandie) e Matt Smith (Jack)


The Card Counter: O Jogador (2021): Oscar Isaac (William Tell) e Tiffany Haddish (La Linda)


Benedetta (2021): Virginie Efira (Benedetta) e Daphne Patakia (Bartolomea)


Casa Gucci / House of Gucci (2021): Lady Gaga (Patrizia Reggiani) e Adam Driver (Maurizio Gucci)


West Side Story (2021): Ansel Elgort (Tony) e Rachel Zegler (María)


West Side Story (2021): Ariana DeBose (Anita) e David Alvarez (Bernardo)


Licorice Pizza (2021): Alana Haim (Alana) e Cooper Hoffman (Gary)

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Crítica: A Ilha de Bergman / Bergman Island (2021)

"You do realise we're going to sleep in the bed where they shot Scenes From a Marriage"

Chris

*7/10*

Mia Hansen-Løve segue fiel aos seus temas - relações amorosas e familiares continuam a marcar a sua filmografia -, ainda que agora, em A Ilha de Bergman, prossiga em busca da origem da criação artística, da criatividade e da aproximação às inspirações cinematográficas.

Durante o Verão, Chris (Vicky Krieps) e Tony (Tim Roth), um casal de cineastas, instala-se para escrever em Fårö, a ilha sueca onde viveu o cineasta Ingmar Bergman. À medida que fazem progressos nos seus argumentos, em contacto com as paisagens da ilha, a fronteira entre a ficção e a realidade dilui-se.

Mia Hansen-Løve cria uma história de (des)amores e uma homenagem ao cinema. O início morno vai revelar-se um desafio onde o metacinema toma conta da narrativa. O filme dentro do filme, que leva, entretanto, a que ficção e realidade se fundam com simplicidade e encanto, causa impacto, mas há uma uma falta de equilíbrio em A Ilha de Bergman que põe muito a perder.

O fascínio do argumento de Chris em contraste com o desinteresse de Tony, enquanto a ouve contá-la, assemelha-se à inconsistência que se sente ao assistir a cada metade do filme de Hansen-Løve. Há uma transformação total da acção, assim que Chris encontra o rumo para a criação do seu filme. Já à realizadora faltou mais assertividade nas opções para contar as suas histórias, que deixa um travo agridoce no final das quase duas horas de duração.

Os inspiradores fantasmas de Ingmar Bergman percorrem todos os momentos da longa-metragem e é o cineasta o elemento metafísico presente em cada recanto da sua ilha, em cada memória e em toda a História do cinema que aquele local guarda. Ao optar por filmar em película, a realizadora tira o melhor partido da ilha, enquanto monumento histórico e útero da concepção artística, entre a natureza e o misticismo.

Nesta primeira incursão falada em inglês e com actores internacionais, Mia Hansen-Løve recupera as paixões de juventude mal resolvidas, enquanto explora todas as potencialidades da criação cinematográfica, com Bergman a guiá-la.