terça-feira, 9 de dezembro de 2025
Sugestão da Semana #695
quarta-feira, 2 de outubro de 2024
Globos de Ouro - Sic: Vencedores
Os Globos de Ouro SIC 2024 foram anunciados na noite de Domingo, 29 de Setembro. Mal Viver/Viver Mal, Rabo de Peixe e Matilha foram alguns dos premiados nas categorias de cinema e ficção televisiva.
Eis a lista de nomeados e vencedores em cada uma das categorias:
Cinema
Melhor Filme
Baan, Leonor Teles
Mal Viver e Viver Mal, João Canijo
Nação Valente, Carlos Conceição
Onde Fica Esta Rua? Ou Sem Antes Nem Depois, João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata
Melhor Actor
Albano Jerónimo, The Nothingness Club - Não Sou Nada e O Pior Homem de Londres
Rui Morrison, Sombras Brancas
Melhor Actriz
Rita Blanco, Mal Viver e Viver Mal
Rita Cabaço, O Vento Assobiando nas Gruas
Anabela Moreira, Mal Viver, Viver Mal e A Semente do Mal
Maria João Pinho, A Sibila
Televisão
Melhor Ficção
Codex 632
Lúcia, A Guardiã dos Segredos
Matilha
Senhora do Mar
Melhor Actor
Albano Jerónimo, Rabo de Peixe
Afonso Pimentel, Matilha e Rabo de Peixe
Paulo Pires, Codex 632
Melhor Actriz
Inês Aires Pereira, Erro 404
Márcia Breia, Lúcia, A Guardiã do Segredo
Helena Caldeira, Rabo de Peixe
Sofia Ribeiro, Senhora do Mar
Margarida Vila-Nova, Matilha
domingo, 26 de maio de 2024
IndieLisboa 2024: Estamos no Ar / We're on Air (2024)
domingo, 14 de maio de 2023
Sugestão da Semana #560
quinta-feira, 11 de maio de 2023
Crítica: Mal Viver (2023) + Viver Mal (2023)
segunda-feira, 24 de abril de 2023
Crítica: Nação Valente / Tommy Guns (2022)
domingo, 23 de abril de 2023
Sugestão da Semana #557
domingo, 2 de outubro de 2022
Sugestão da Semana #528
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o português Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues. Lê a nossa crítica.
terça-feira, 12 de julho de 2022
Curtas Vila do Conde 2022: Fogo-Fátuo (2022)
"Um príncipe... bombeiro?"
Comandante
*8/10*
Fogo-Fátuo estreou em Cannes e tem seguido o seu percurso por vários festivais de cinema, chegando agora a Vila do Conde. Na secção Da Curta à Longa, João Pedro Rodrigues marca presença com a sua primeira comédia. Um musical futurista, queer e vibrante, que filma a beleza e a conjugação dos corpos, na arte, na História e na Natureza.
"2069, ano talvez erótico - logo veremos - mas fatídico para um rei sem coroa. No seu leito de morte, uma canção antiga fá-lo rememorar árvores; um pinhal ardido e o tempo em que o desejo de ser bombeiro para libertar Portugal do flagelo dos incêndios, foi também o despontar de outro desejo. Então príncipe, Alfredo encontra Afonso. Com diferentes origens e diferentes cores de pele, encontram-se, socorrem-se e o léxico do abuso fica farrusco de desejo. Mas a exposição pública e as suas expectativas interpõem-se e Alfredo abraça um outro estado de prontidão para uma realidade improvável."
Provocador, sarcástico e eficaz, Fogo-Fátuo mantém e vai além dos temas que têm marcado a filmografia de João Pedro Rodrigues. O passado esclavagista português é indissociável da narrativa principal, mas igualmente a sexualidade, a política, os incêndios e o racismo.
O filme passa-se em três tempos distintos: 2011, entre 2017 e a actualidade, e 2069 e, partindo do futuro, viaja-se ao passado para contar a história deste príncipe que não o é.
A ironia de João Pedro Rodrigues não se sente apenas nas palavras dos actores, mas também nos planos de câmara instigantes; na recriação homoerótica de pinturas famosas, ou na forma como o olhar de algumas personagens se dirige à plateia - e com ela também interage.
O elenco chega repleto de surpresas, vindas de várias áreas artísticas - e não só. Destaque para a dupla protagonista Mauro Costa e André Cabral, e à química que transpiram no ecrã, essencial para Fogo-Fátuo funcionar tão bem: do ar angelical do primeiro à sensualidade do segundo, eis a combinação perfeita para encabeçar o filme.
O lado musical de Fogo-Fátuo fica no ouvido, acompanhado por coreografias que vagueiam entre a dança e a pintura. O erotismo e a sensualidade são uma constante, potenciados pela câmara de João Pedro Rodrigues. Enquanto algumas imagens simulam quadros, as restantes são telas em movimento do director de fotografia Rui Poças.
Assente essencialmente na estética, no culto dos corpos, Fogo-Fátuo irá sempre despoletar sentimentos - sejam eles quais forem - na plateia, e ficará na cabeça - temas, imagens e canções - durante muito tempo.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
Crítica: O Último Banho / The Last Bath (2020)
*7/10*
Na sua primeira longa-metragem, David Bonneville submerge-nos numa história de relações familiares ambíguas e dilemas. O Último Banho é um filme contido e subtil, que filma com intimidade a solidão e o desamparo das suas personagens.
"Josefina está prestes a fazer os votos perpétuos, mas tem de regressar à aldeia onde cresceu para o funeral de seu pai. Aí reencontra o sobrinho, abandonado pela mãe, e é compelida a adoptá-lo. O regresso à casa de família transporta-a para um passado sombrio e para uma realidade de solidão e intimidade. A adolescência do sobrinho e a profunda religiosidade, o perigo de pecado e a ameaça de regresso da irmã, são desafios que terá de enfrentar."
Mudanças inesperadas são o mote para a narrativa de O Último Banho. Uma morte exige um regresso às origens para Josefina, atormentada por recordações do local onde cresceu, tomado pelo isolamento, ao mesmo tempo que se vê perante a possibilidade de deixar a religião, a que tanto se dedica, para criar o sobrinho, sem, contudo, ceder a tentações; por seu lado, Alexandre, em plena descoberta da adolescência e abandonado pela mãe, sente a perda do avô como mais um golpe, a que se junta a possibilidade de ir para um orfanato.
A interacção entre tia e sobrinho, difícil nos primeiros dias, vai crescendo em compreensão e partilha. É tudo novo para ambos: Josefina nunca foi mãe, nem experimentou o amor sensual e carnal; Alexandre pouca atenção maternal teve, e começa a descobrir a paixão. As inseguranças e os dilemas de cada um são uma constante.
Corpos mal tratados e feridos são espelho de dois corações magoados. E é no banho que a intimidade, inicialmente familiar, entre tia e sobrinho cresce, a par da ambiguidade que também a plateia sente, numa espécie de fascínio platónico, quase incestuoso.
E é nestes mesmos momentos que entra em cena a enorme sensibilidade estética de O Último Banho, onde os planos dão grande foco ao corpo das personagens: à pele e ao toque. O banho é o momento ideal para captar a intimidade, que poderia ser maternal, mas também poderá deixar dúvidas.
Anabela Moreira encarna as inseguranças de Josefina com o talento que a caracteriza, num papel com uma componente física muito forte. Ao seu lado, o jovem Martim Canavarro é capaz de transpor para a personagem tanto a inocência como a rebeldia e curiosidade que a adolescência faz despertar, numa prestação confiante e madura.
Eis a estreia auspiciosa e desafiadora de David Bonneville: um banho de relações complexas e de descobertas - não importa a idade que se tenha.
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
IndieLisboa'20: Fojos (2020), de Anabela Moreira e João Canijo
segunda-feira, 8 de abril de 2019
Sugestão da Semana #371
Ficha Técnica:
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Crítica: Diamantino (2018)
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...

































