A Cinemateca Portuguesa começa 2026 com o Ciclo Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas. Ao longo do mês de Janeiro, os projeccionistas, a sala escura e a película são os homenageados.
O ciclo é composto por mais de 60 filmes, em sessões que enaltecem a experiência física de se ver cinema e de se viver em contacto com os "filmes enquanto filmes". As obras escolhidas são muito diversificadas, de diferentes períodos e latitudes, "sobre cinemas, sobre idas ao cinema, sobre adormecer no cinema ou ficar zangado no cinema, sobre se apaixonar no (e pelo) cinema, sobre os 'perigos' e os 'benefícios' dos filmes, sobre os erros e os acertos da projecção, sobre o seu efeito hipnótico, sobre a projecção enquanto evento e enquanto performance, sobre a cabine como espaço de reclusão, como espaço de protecção, espaço de caos, de perturbação e de transformação e, também, sobre o filme enquanto objecto, enquanto testemunho material de uma ocorrência, enquanto memória, enquanto assombração e celebração do que foi ou do que poderia ter sido", refere a Cinemateca Portuguesa, em comunicado.
Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas será a oportunidade de ver alguns títulos que passam pela primeira ver e, fundamentalmente, "para se (re)descobrir grandes filmes projectados nos seus suportes de origem: de THE PURPLE ROSE OF CAIRO (em 35 mm), de Woody Allen, a THE FLICKER (em 16 mm), de Tony Conrad; da sessão dupla do realizador experimental (e projeccionista da Filmmaker’s Cinematheque criada por Jonas Mekas) Jerome Hiller à sessão Grindhouse (em 35 mm) de PLANET TERROR e DEATH PROOF, respectivamente, de Robert Rodriguez e de Quentin Tarantino; de uma sessão dupla em que um dos maiores directores de fotografia do cinema português, Acácio de Almeida, homenageia a matéria-prima do cinema, a luz, até aos dois GREMLINS, de Joe Dante (também em 35 mm); do compêndio de suportes que é WE CAN’T GO HOME AGAIN, de Nicholas Ray, rodado em 35 mm, 16 mm, Super 8 e vídeo, ao regresso das três dimensões à M. Félix Ribeiro com CAVALCADE – 3D, de David Crosswaite, e DIAL M FOR MURDER – 3D, de Alfred Hitchcock", entre outros.
Estará ainda patente a exposição O Regresso do Cometa Halley – histórias de projeção e projecionistas, baseada nas colecções da Cinemateca, que ocupará vários espaços do edifício da Rua Barata Salgueiro, e haverá uma sessão em que a película é rainha, em que se instalarão quatro projectores diferentes (de 8 mm, 9.5 mm, 16 mm e 35 mm) na Sala M. Félix Ribeiro. O chefe da cabine José Martins irá, ao longo da sessão, explicar as diferenças entre os diferentes formatos, projectando pequenos filmes em cada um dos aparelhos. Reserva-se ainda uma Carta Branca muito especial a oito projeccionistas da Cinemateca, um Ciclo dentro do Ciclo, que espelha preferências pessoais, memórias e experiências marcantes vividas na sala escura.
O programa completo de Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas está disponível em https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/janeiro-26.pdf.

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