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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Queer Lisboa celebra 30 anos com filmes de Pedro Almodóvar, Jane Schoenbrun e outras novidades

O Queer Lisboa – Festival Internacional de Cinema Queer regressa entre 18 e 26 de Setembro, ao Cinema São Jorge e à Cinemateca Portuguesa, para comemorar 30 anos dedicados ao cinema e à cultura queer em Portugal.

O festival anunciou os primeiros destaques da sua 30.ª edição: Sessões Especiais de antestreia e seis filmes da secção Panorama, fora de competição.

Amarga Navidad (Natal Amargo), de Pedro Almodóvar

Ao Cinema São Jorge, no primeiro fim-de-semana do festival, chegam as antestreias portuguesas de Amarga Navidad (Natal Amargo), de Pedro Almodóvar, e Teenage Sex and Death at Camp Miasma, terceira longa de Jane Schoenbrun, protagonizada por Hannah Einbinder (Hacks) e Gillian Anderson (Ficheiros Secretos), o filme venceu a Queer Palm do Festival de Cannes.

Por sua vez, a secção Panorama conta já com seis títulos confirmados: o documentário Barbara Forever, de Brydie O’Connor, traça um retrato da cineasta feminista norte-americana Barbara Hammer (1939-2019), que revolucionou a linguagem do cinema queer com a sua abordagem experimental e intimista; outro documentário Un jeune homme de bonne famille, de Sébastien Lifshitz, com foco em Claude Loir, outrora figura do cinema pornográfico gay francês que, agora octogenário, recorda os altos e baixos da sua vida; Jim Queen, de Marco Nguyen e Nicholas Athané, é uma animação de homenagem à comunidade queer e à subcultura bear, cujo protagonista, um ícone sexual e influencer da cena gay parisiense, vê a sua vida dar uma reviravolta quando contrai um estranho vírus que transforma os homens gays em… heterossexuais; Blue Film, segunda longa de Elliot Tuttle, entra no universo dos cam boys, do fetichismo e da pedofilia, concentrando num astuto huis clos as interpretações de Reed Birney e Kieron Moore; depois de Futur Drei, o realizador Faraz Shariat regressa com Prosecution, um thriller contemporâneo que tece uma aguçada crítica ao racismo infligido pela extrema-direita e às muitas deficiências do sistema judiciário alemão; destaque ainda para Maspalomas, de Jose Mari Goenaga e Aitor Arregi, acompanha Vicente, 76 anos, que, após sofrer um AVC, deve trocar a sua vida na Gran Canária, com o seu companheiro, por um lar de idosos no norte de Espanha.

Brevemente, o Queer Lisboa anunciará a retrospectiva desta edição e a programação completa. 

FILMES ANUNCIADOS DO QUEER LISBOA 30:

SESSÕES ESPECIAIS

Amarga Navidad (Natal Amargo), Pedro Almodóvar (Espanha, 2026, 112’)

Teenage Sex and Death at Camp Miasma, Jane Schoenbrun (EUA, Canadá, 2026, 112’)


PANORAMA

Barbara Forever, Brydie O’Connor (EUA, 2026, 102’)

Blue Film, Elliot Tuttle (EUA, 2025, 85’) 

Jim Queen, Marco Nguyen, Nicolas Athané (França, 2026, 85’)

Maspalomas, Jose Mari Goenaga, Aitor Arregi (Espanha, 2025, 109’)

Prosecution, Faraz Shariat (Alemanha, 2026, 113’)

Un jeune homme de bonne famille, Sébastien Lifshitz (França, 2026, 87’)


Mais informações sobre o festival em www.queerlisboa.pt.

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Queer Lisboa 29: Vencedores

Laurent dans le ventCeci est mon corpsBirthdays foram alguns dos filmes vencedores do Queer Lisboa 29. Todos os premiados foram anunciados na Sessão de Encerramento do festival, que teve lugar no Cinema São Jorge, na noite de 27 de Setembro. 

Eis a lista completa de vencedores:

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS

Júri: Catarina Vasconcelos (cineasta), Francisca Carneiro Fernandes (gestora cultural) e Gustavo Scofano (programador e distribuidor)

Melhor Filme

Laurent dans le vent, Anton Balekdjian, Léo Couture, Mattéo Eustachon (França, 2025, 110’)

Menção Especial

Lesbian Space Princess, Emma Hough Hobbs, Leela Varghese (Austrália, 2025, 87’)


Prémio do Público

Jone, a Veces, Sara Fantova (Espanha, 2025, 80’)


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS

Júri: Marta Sousa Ribeiro (cineasta e produtora), ROD (artista visual e investigador) e Sílvia Alves (jornalista)

Melhor Filme

Ceci est mon corps, Jérôme Clément-Wilz (França, 2025, 64’)

Menção Especial

My Sweet Child, Maarten de Schutter (Países Baixos, 2025, 58’)  


Prémio do Público

My Sweet Child, Maarten de Schutter (Países Baixos, 2025, 58’)  


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS

Júri: Diego Bragà (artista), Francisca Manuel (cineasta) e Tiago Manaia (jornalista cultural e actor)

Melhor Filme

Birthdays, Adrian Jalily (Dinamarca, 2025, 19’)

Prémio AltContent

Homunculus, Bonheur Suprême (França, Itália, 2025, 18’)

Menção Especial

Twilight Ladies, Alain Soldeville, Alexe Liebert (França, 2024, 11’)


Prémio do Público

Big Boys Don’t Cry, Arnaud Delmarle (França, 2025, 23’)


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS DE ESCOLA EUROPEIAS - “IN MY SHORTS”

Júri: Diego Bragà (artista), Francisca Manuel (cineasta) e Tiago Manaia (jornalista cultural e actor)

Melhor Filme

À nos jardins, Samuel Dijoux (França, 2024, 28’)

Menção Especial

Casi Septiembre, Lucía G. Romero (Espanha, 2025, 30’)


COMPETIÇÃO QUEER ART

Júri: Bruno Huca (performer e cantor), Luísa Cunha (artista visual), Stéphane Gérard (cineasta)

Melhor Filme

Truth or Dare, Maja Classen (Alemanha, 2024, 79’)


Já há datas confirmadas para o Queer Lisboa 30, edição especial do festival, que acontecerá de 18 a 26 de Setembro de 2026, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. 

Entretanto, terá lugar a 11.ª edição do Queer Porto, entre 4 e 8 de Novembro de 2025, no Batalha Centro de Cinema, Casa Comum e Passos Manuel.

Mais informações em https://queerlisboa.pt/.

domingo, 29 de setembro de 2024

Queer Lisboa 28: Vencedores

O Queer Lisboa 28 já terminou e foram ontem revelados os filmes vencedores desta edição. Asog, de Seán Devlin, conquistou o prémio para Melhor Longa-metragem; e Neirud, de Fernanda Faya, foi eleito o Melhor Documentário.

Eis a lista completa de vendedores:

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme: Asog, Seán Devlin (Canadá, Filipinas, 2023, 98')

Menção Especial: Stress Positions, Theda Hammel (EUA, 2023, 95')

Prémio do Público: Sem Coração / Heartless, Nara Normande, Tião (Brasil, França, Itália, 2023, 91’)


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS

Melhor Filme: Neirud, Fernanda Faya (Brasil, 2023, 72’)

Menção Especial: Frammenti di un Percorso Amoroso / Fragments of a Life Loved, Chloe Barreau (Itália, 2023, 95’)

Prémio do Público: Neirud, Fernanda Faya (Brasil, 2023, 72’)


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme: getty abortions, Franzis Kabisch (Alemanha, Áustria, 2023, 22’)

Menção Especial: Paradise Europe, Leandro Goddinho, Paulo Menezes (Alemanha, Brasil, 2023, 17’)

Prémio do Público: Queen Size, Avril Besson (França, 2023, 19’)


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS DE ESCOLA EUROPEIAS - “IN MY SHORTS”

Melhor Filme: Cura Sana, Lucía G. Romero (Espanha, 2024, 19’)


COMPETIÇÃO QUEER ART

Melhor Filme: Sofia Foi / Sofia Was, Pedro Geraldo (Brasil, 2023, 67’)

Menção Especial: Trans Memoria, Victoria Verseau (Suécia, França, 2024, 72’)


Foram ainda confirmadas as datas do Queer Lisboa 29: o festival terá lugar de 19 a 27 de Setembro de 2025, no Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa

Em breve, acontece a 10.ª edição do Queer Porto, de 8 a 12 de Outubro de 2024, no Batalha, Casa Comum e Passos Manuel.

Toda a informação do festival em https://queerlisboa.pt/.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Queer Lisboa 28 já começou e prolonga-se até 28 de Setembro

A 28ª edição do Queer Lisboa apresenta perspectivas contemporâneas para compreender o lugar que a comunidade queer ocupa no contexto mundial de 2024. O festival começou no dia 20 e prolonga-se até 28 de Setembro, no Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa.

Destaque nesta edição para a retrospectiva dedicada a William E. Jones, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa, o Queer Focus, as sessões especiais e os títulos que integram a secção Panorama, as cinco competições oficiais do festival, a Hard Night, debates, performances, exposição e festas. 

O júri da Competição de Longas-metragens é formado pela actriz Cristina Carvalhal, pelo realizador Márcio Laranjeira e pela artista e performer Tita Maravilha. Entre os filmes da secção estão: Viet and Nam, de Truong Minh Quý; La Pampa, de Antoine Chevrollier; Stress Positions, de Theda Hammel; Sem Coração, de Nara Normande e Tião, entre outros.

Stress Positions, Theda Hammel

A Competição de Documentários tem como jurados a activista Paula Monteiro, a produtora da RTP Maria João Gama e a realizadora Renata Ferraz. Entre os filmes em competição, destaque para: Avant-Drag!, de Fil Ieropoulos; Cyborg Generation, de Miguel Morillo Vega; Frammenti di un Percorso Amoroso, de Chloé Barreau; e La photo retrouvée, de Pierre Primetens

São 22 os títulos que compõem a Competição para Melhor Curta-metragem, cujo júri (o mesmo que avalia a Competição de Curtas de Escolas Europeias, In My Shorts) é composto pelo director de casting Diogo Camões, a actriz e performer June João e a produtora Madalena Fragoso. Entre os filmes a concurso estão The 5 O’Clock Chime, de James Cooper; Bust, de Angalis Field; Death Mask, de John Greyson; Ne jamais s'arrêter de crier, de Abdellah Taïa; Wouldn't Make It Any Other Way, de Hao Zhou; Seu Nome Era Gisberta, de Sérgio Galvão Roxo; ou As Minhas Sensações São Tudo o que Tenho para Oferecer, de Isadora Neves Marques.

Por último, a Competição Queer Art será avaliada por um júri formado pela ilustradora e mediadora educativa Andreia Coutinho, o montador e argumentista Jorge Braz Santos e o artista plástico Pedro Gomes. Entre os títulos em destaque da secção estão: Trans Memoria, The People’s Joker, Parque de Diversões, Eros e Sofia Foi.

Trans Memoria, Victoria Verseau

Nos debates, Agora Somos Nós conta com Joana Mortágua e Maíra Freitas como convidadas e tratará de variados temas como direitos, representatividade e políticas públicas para a comunidade em Portugal. Gentrificação e População LGBTQI+ complementa a exibição do documentário Éviction, e conta com Rita Paulos da Casa Qui e Helder Bértolo da Opus Diversidades como "convidades a reflectir sobre os processos de gentrificação que tomaram de assalto os centros urbanos da linha costeira do país". Haverá ainda lugar para o debate Resistência Queer, com Dan Sokoli, do Prishtina Queer Festival do Kosovo, e Bohdan Zhuk, do Sunny Bunny Queer Festival da Ucrânia, "para, através das suas perspectivas geográficas e curatoriais, debater modos de produção, organização e expressão artística em determinados contextos políticos"

Há ainda uma Hard Night dedicada ao realizador de Marselha, Lazare Lazarus; uma exposição de fotografia, Queer Spectrum, de Dana Click, patente no foyer do Cinema São Jorge; e duas performances: La Carn, apresentada por Lluís Garau na Casa do Comum, e, em formato de palestra encenada, Palavras que me Servem, de André Tecedeiro e Laura Falésia, onde "farão refletir sobre o uso da linguagem inclusiva e sobre como, mesmo com as palavras conquistadas, as expectativas sociais continuam a moldar as nossas existências". Para celebrar depois dos filmes, há várias festas, noite adentro no Arroz Estúdios, no Purex Clube e na Casa do Comum

Toda a informação sobre o Queer Lisboa 28 em https://queerlisboa.pt/.


PROGRAMA COMPLETO DO QUEER LISBOA 28:

SESSÕES ESPECIAIS 

* Noite de Abertura: Baby, Marcelo Caetano (Brasil, França, Países Baixos, 2024, 106’) 

* Noite de Encerramento: Call Me Agnes, Daniel Donato (Países Baixos, 2024, 94’) 

I Saw the TV Glow, Jane Schoenbrun (EUA, 2024, 100’) 

Onda Nova, José Antonio Garcia, Ícaro Martins (Brasil, 1983, 102’) 


COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS 

All Shall Be Well, Ray Yeung (Hong Kong, 2024, 95’) 

Asog, Seán Devlin (Canadá, Filipinas, 2023, 98’)  

Light Light Light, Inari Niemi (Finlândia, 2023, 91’)  

La Pampa / Block Pass, Antoine Chevrollier (França, 2024, 103’) 

El Placer Es Mío / The Pleasure Is Mine, Sacha Amaral (Argentina, Brasil, França, 2024, 94’)  

Sem Coração / Heartless, Nara Normande, Tião (Brasil, França, Itália, 2023, 91’) 

Stress Positions, Theda Hammel (EUA, 2023, 95’) 

Viet and Nam, Truong Minh Quý (Vietname, 2024, 129’) 


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS 

Alteritats / Otherness, Alba Cros, Nora Haddad (Espanha, 2023, 91’) 

Avant-Drag!, Fil Ieropoulos (Grécia, 2024, 92’)  

Baldiga - Unlocked Heart, Markus Stein (Alemanha, 2024, 92’) 

Cyborg Generation, Miguel Morillo Vega (Espanha, 2024, 60’)  

Frammenti di un Percorso Amoroso / Fragments of a Live Loved, Chloe Barreau (Itália, 2023, 95’) 

Neirud, Fernanda Faya (Brasil, 2023, 72’) 

La photo retrouvée / The Found Photo, Pierre Primetens (França, 2024, 76’)  

Sylvia Robyn, Panayotis Evangelidis (Grécia, 2024, 91’) 


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS 

The 5 O’Clock Chime, James Cooper (Japão, Reino Unido, 2024, 15’) 

aquest (no) és el teu oceà / this is (not) your ocean, Jordi Wijnalda (Bélgica, Países Baixos, Espanha, 2024, 13’) 

Bust, Angalis Field (EUA, 2023, 11’)  

Chi(le)na, Yoksan Xu (Chile, 2023, 6’) 

Death Mask, John Greyson (Canadá, 2023, 10’)  

Le garçon qui la nuit / The Blue Shelter, Jérémy Piette (França, 2023, 26’) 

Gender Reveal, Mo Matton (Canadá, 2024, 13’) 

getty abortions, Franzis Kabisch (Alemanha, Áustria, 2023, 22’) 

Hello Stranger, Amélie Hardy (Canadá, 2024, 17’) 

I Don’t Want to Be Just a Memory, Sarnt Utamachote (Alemanha, 2024, 20’) 

The Inescapable Desire of Roots, Mark Chua, Lam Li Shuen (Singapura, 2024, 6’) 

As Minhas Sensações São Tudo o que Tenho para Oferecer / My Senses Are All I Have to Offer, Isadora Neves Marques (Portugal, 2024, 20’) 

Ne jamais s'arrêter de crier / Never Stop Shouting, Abdellah Taïa (França, Marrocos, 2023, 10’) 

Paradise Europe, Leandro Goddinho, Paulo Menezes (Alemanha, Brasil, 2023, 17’) 

Pássaro Memória / A Bird Called Memory, Leonardo Martinelli (Brasil, Reino Unido, 2023, 15’) 

Queen Size, Avril Besson (França, 2023, 19’) 

Sauna Day, Anna Hints, Tushar Prakash (Estónia, 2024, 13’) 

Seu Nome Era Gisberta / Her Name Was Gisberta, Sérgio Galvão Roxo (Portugal, Brasil, 2023, 30’)  

La tentation du panda roux / Red Panda Temptation, Haïga Jappain (França, 2023, 20’) 

Traces, Chantal Partamian (Canadá, 2023, 9’) 

Vienen las Grietas / Cracks Will Come, Daniel Mateo Vallejo Gutiérrez (Colômbia, Países Baixos, 2022, 18’)  

Wouldn't Make It Any Other Way, Hao Zhou (EUA, Guam, 2024, 21’) 


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS DE ESCOLA EUROPEIAS “IN MY SHORTS” 

The Building Opposite, Siri Pårup (Suécia, 2023, 14’)  

Cura Sana, Lucía G. Romero (Espanha, 2024, 19’) 

Dancing in the Light, Julie Petríková (Chéquia, 2023, 28’)  

Helmet, Valentina Parati, Antoine Scalese (Suíça, Kosovo, 2022, 16’)  

I Kiss Your Hand, Madame, Jeremy Luke Bolatag (Hungria, Portugal, Bélgica, 2024, 18’)  

Son Pardos / Grey at Night, Carlos Llaó (Espanha, 2023, 30’)  

Les sports X-trem, Gio Ventura (França, 2023, 19’) 

Pistoleras, Natalia del Mar Kašik (Áustria, 2023, 2’)  

Ralentir la chute / Slow Down the Fall, Camille Tricaud, Franziska Unger (Alemanha, França, 2023, 20’)  

Springtime, Mon Dewulf (Bélgica, 2023, 18’)  


COMPETIÇÃO QUEER ART 

Embodied Chorus, Danielle Davie, Mohamad Sabbah (Líbano, Bélgica, Luxemburgo, 2023, 72’) 

Eros, Rachel Daisy Ellis (Brasil, 2024, 108’) 

Et dans le flux, tu le perdras / And in the Flow You‘ll Lose Him, Christophe Pellet (França, 2023, 61’) 

Of Living without Illusion, Katharina Lüdin (Alemanha, Suíça, 2023, 109’) 

Parque de Diversões / Amusement Park, Ricardo Alves Jr. (Brasil, 2024, 73’) 

The People’s Joker, Vera Drew (EUA, 2022, 95’) 

Sofia Foi / Sofia Was, Pedro Geraldo (Brasil, 2023, 67’) 

Trans Memoria, Victoria Verseau (Suécia, França, 2024, 72’) 


PANORAMA 

Close to You, Dominic Savage (Canadá, Reino Unido, 2023, 100’)  

Drift, Anthony Chen (França, Reino Unido, Grécia, 2023, 93’) 

Éviction, Mathilde Capone (Canadá, 2024, 72’)  

Hidden Master: the Legacy of George Platt Lynes, Sam Shahid (EUA, 2023, 96’)  

Teaches of Peaches, Philipp Fussenegger, Judy Landkammer (Alemanha, 2024, 102’)  

The Visitor, Bruce LaBruce (Reino Unido, 2024, 101’) 


HARD NIGHT 

Les fantômes du hard, Lazare Lazarus, Lupa Charon Gateff (França, 2023, 26’) 

Frioul, Lazare Lazarus, Antoine Vazquez (França, 2023, 33’) 

Mont Rose, Lazare Lazarus (França, 2019, 8’)


RETROSPETIVA: William E. Jones

2/60: 48 Heads from the Szondi-Test, Kurt Kren (Áustria, 1960, 4’) 

A Great Way of Life, William E. Jones (EUA, 2015, 7’) 

Actual T.V. Picture, William E. Jones (EUA, 2013, 7’) 

All Male Mash Up, William E. Jones (EUA, 2006, 30’) 

Discrepancy, William E. Jones (EUA, 2017, 10’) 

Fall into Ruin, William E. Jones (EUA, 2017, 30’) 

The Fall of Communism as Seen in Gay Pornography, William E. Jones (EUA, 1998, 19’) 

Film Montages (for Peter Roehr), William E. Jones (EUA, 2006, 11’) 

Finished, William E. Jones (EUA, 1997, 75’) 

Is It Really so Strange?, William E. Jones (EUA, 2004, 80’) 

Jellyfish Sandwich, Luther Price (EUA, 1994, 17’) 

Killed, William E. Jones (EUA, 2009, 2’) 

Massillon, William E. Jones (EUA, 1991, 70’) 

Model Workers, William E. Jones (EUA, 2014, 13’) 

More British Sounds, William E. Jones (EUA, 2006, 8’) 

Psychic Driving, William E. Jones (EUA, 2014, 15’) 

Racine - 1 (1992 - 1999), Dietmar Brehm (Áustria, 2002, 8’) 

The Sex Garage, Fred Halsted (EUA, 1972, 35’) 

Shoot Don’t Shoot, William E. Jones (EUA, 2012, 5’) 

Tearoom, William E. Jones (EUA, 1962-2007, 56’) 

V.O., William E. Jones (EUA, 2006, 59’) 

Youngstown / Steel Town, William E. Jones (EUA, 2016, 6’) 


QUEER FOCUS: Resistência Queer

A’lam, Saleh Saadi (Palestina, 2022, 25’) 

Buffer Zone, Savvas Stavrou (Chipre, Reino Unido, 2023, 17’) 

Even a Dog in Babylon Is Free, Lior Shamriz (EUA, 2024, 18’) 

Fairy Garden, Gergő Somogyvári (Hungria, Romênia, Croácia, 2023, 83’)  

Four Pills at Night, Leart Rama (Kosovo, Suíça, 2021, 25’)  

Homecoming Queenz, Elias Wakeem (Palestina, 2023, 11’) 

It’s a Date, Nadia Parfan (Ucrânia, 2023, 5’) 

Khobs & Chai, Noor Gatih (Canadá, 2021, 4’) 

Lines, Hanna Trofimova (Ucrânia, 2023, 42’)  

My Whole Heart Is with You, Essa Grayeb (Palestina, 2022, 9’) 

Nazareth, Mike Hoolboom (Canadá, 2021, 7’) 

Overcoming, Besire Paralik (Chipre, 2023, 58’)  

The Poem We Sang, Annie Sakkab (Canadá, Palestina, Jordânia, 2024, 20’) 

Queer Fighters of Ukraine, Angelika Ustymenko, Alex King (Reino Unido, Ucrânia, 2024, 30’) 

Simeiz, Anton Shebetko (Ucrânia, 2022, 18’) 

Sultana’s Reign, Hadi Moussally (Líbano, 2023, 10’) 

Tempest in a Teapot, Amy Gottlieb (Canadá, 1987, 4’) 


DEBATES 

Agora Somos Nós, com Joana Mortágua & Maíra Freitas 

Gentrificação e População LGBTQI+, com Rita Paulos & Helder Bértolo

Resistência Queer, com Dan Sokoli & Bohdan Zhuk


PERFORMANCES 

La Carn, de Lluís Garau 

Palavras que Me Servem, de André Tecedeiro & Laura Falésia 


EXPOSIÇÃO 

Queer Spectrum, de Dana Click 


FESTAS 

Welcome Party, Alma @ Purex Clube 

Volunqueers Party @ Casa do Comum 

Farewell Party, Desesprezo, lian:e & Yizhaq @ Arroz Estúdios 

domingo, 1 de outubro de 2023

Queer Lisboa 27: Vencedores

O Queer Lisboa 27 anunciou os vencedores da sua edição de 2023. Os prémios foram entregues na Sessão de Encerramento do festival, este Sábado, dia 30 de Setembro, no Cinema São Jorge.


Regra 34, de Julia Murat, Opponent, de Milad Alami, e Troy, de Mike Donahue, foram alguns dos vencedores. Eis a lista completa de premiados:

COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS

Melhor Filme

Regra 34 / Rule 34, Julia Murat (Brasil, França, 2022, 100’)

Menção Especial

Opponent, Milad Alami (Suécia, Noruega, 2023, 119’)

Prémio do Público

Opponent, Milad Alami (Suécia, Noruega, 2023, 119’)


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS

Melhor Filme

Peixe Abissal / Abyssal Fish, Rafael Saar (Brasil, 2023, 110’)

Prémio do Público
Kokomo City, D. Smith (EUA, 2023, 73’)


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS

Melhor Filme
Troy, Mike Donahue (EUA, 2022, 16’)

Menção Especial
Dipped in Black, Matthew Thorne, Derik Lynch (Austrália, 2022, 25’)

Prémio do Público
Warsha, Dania Bdeir (França, Líbano, 2022, 16’)


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS DE ESCOLA EUROPEIAS - “IN MY SHORTS”

Melhor Filme
Edge, Edmund Krempiński, Jakub Dylewsk (Polónia, 2023, 18’)

Menção Especial
Les garçons dans l’eau / Boys in the Water, Pawel Thomas Larue (França, 2023, 39’)


COMPETIÇÃO QUEER ART

Melhor Filme
O Estranho / The Intrusion, Flora Dias, Juruna Mallon (Brasil, França, 2023, 107’)

 
Encerrada mais uma edição do Queer Lisboa, estão já confirmadas as datas do Queer Lisboa 28, a ter lugar de 20 a 28 de Setembro de 2024, no Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa. Entretanto, segue-se a 9.ª edição do Queer Porto, entre 10 e 14 de Outubro de 2023, no Cinema Batalha e na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto.

Mais informações sobre o Queer Lisboa em https://queerlisboa.pt/.

sábado, 23 de setembro de 2023

Queer Lisboa 27: Programa completo

O Queer Lisboa 27 começou no dia 22 e acontece até 30 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. O consumo de drogas, a saúde mental, a guerra na Ucrânia e a gentrificação são algumas das temáticas desta edição, "onde dominam os filmes assinados por mulheres cis e pessoas trans ou não-binárias".

São 80 os filmes que compõem o programa de 2023, que vão de "cinematografias sem temor em abordar questões mais sensíveis do espectro queer: das FARC à guerra na Ucrânia, da gentrificação ao assédio sexual. Filmes assinados por homens cis num 45%, por mulheres cis num 41% e por pessoas trans ou não-binárias nos 14% restantes, numa palpável demonstração de como cada vez mais o cinema queer tem assinaturas mais diversificadas".

Para além dos filmes e retrospectiva já anunciados, juntam-se os títulos que integram as cinco competições oficiais do festival e o anúncio de uma série de conversas e debates sobre várias questões sociais e culturais, "entre elas, o consumo de drogas, a saúde mental, a representação LGBTQI+ nos media ou as realidades que enfrentam no Brasil as comunidades trans e as pessoas com deficiência".

O júri da Competição de Longas-metragens é formado pela actriz Anabela Moreira, o jornalista Bernardo Mendonça e a curadora Joana Alves. Entre os filmes a concurso, encontram-se: Blue Jean, sobre o "quotidiano de uma professora apavorada com a eventual descoberta da sua sexualidade na escola, no contexto de desamparo da Grã-Bretanha thatcherista"; o vencedor do Teddy Award deste ano na Berlinale, All the Colours of the World Are Between Black and White, que vai à "periferia da metrópole nigeriana de Lagos, onde a amizade entre Bambino e Bawa dá corpo à censura interna, ao não-dito e à resistência ao desejo"; Pornomelancolía, de Manuel Abramovich, "acompanha o mexicano Lalo Santos, sex-influencer convertido em actor porno"; Regra 34, da brasileira Julia Murat, "aborda o BDSM, sexo virtual, feminismo e violência doméstica".

All the Colours of the World Are Between Black and White

Na Competição de Documentários, o júri é composto por Francisco Frazão, director artístico do Teatro do Bairro Alto, Gertrudes Marçal, produtora da RTP, e a realizadora Susana Nobre. Nesta competição, estão filmes como: Kokomo City, onde "D. Smith acompanha trabalhadoras do sexo negras e trans, juntando-lhes clientes e namorados"; Out of Uganda tenta "compreender a discriminação naquele país, onde isso significa a ostracização e até a morte"; Peixe Abissal, de Rafael Saar, segue Luís Capucho, escritor, músico e compositor - diagnosticado com o VIH em 1996 -, "pelas ruas de Niterói e do Rio de Janeiro, numa reencenação e evocação mística da sua vida"; ou Transfariana, "que acompanha a história de um líder das FARC que na prisão começa uma relação com uma mulher trans", entre outros.

Na Competição para Melhor Curta-metragem, o júri é composto pelo bailarino André Cabral, a actriz Mia Tomé e a artista Rafaela Jacinto. Entre as curtas a concurso encontram-se obras como Aribada, "retrato espiritual de uma comunidade de mulheres trans indígenas"; Dipped in Black, "viagem de regresso às origens enquanto pessoa queer em território aborígene"; J’ai vu le visage du diable, que conta "a história de um exorcismo num contexto rural e conservador da Polónia"; Loving in Between, "novo ensaio audiovisual da realizadora sul-africana Jyoti Mistry"; Maria Schneider, 1983, "ou como reconstituir a realidade tentando discutir o lugar da mulher na indústria cinematográfica"; ou Work, de April Maxey, que faz "reflexões sobre o trabalho sexual e o estigma a ele associado".

Maria Schneider, 1983

O mesmo júri avalia a Competição de Curtas-metragens de Escola Europeias In My Shorts, que conta com filmes de escolas como La Fémis (Paris) e ECAM (Madrid). Entre os dez títulos a concurso, destaque para "Because I Know How Beautiful My Being Is, onde a realizadora afro-indígena Ana María Jessie Serna celebra a comunidade queer negra de Londres"; Edge, "onde Edmund Krempiński, homem trans, libera-se da opressiva sociedade polaca através da psicomagia"; Ours, que "fala sobre o desconforto que o olhar masculino desperta nas nossas sociedades"; e o português Vanette, de Maria Beatriz Castelo, recente Prémio Sophia Estudante.

Na Competição Queer Art, encontram-se: "uma rebelião de espectrofílicos em Medellín", no filme Anhell69; "a correlação entre a Covid e a epidemia de sida", em Freedom from Everything; ou Playland, "uma ode performativa ao mais antigo bar gay de Boston". O júri desta competição é formado pela directora de fotografia, Marta Simões, pela artista e activista Puta da Silva e pela actriz Teresa Coutinho.

Em "colaboração com o festival de cinema queer da Irlanda, Gaze, que no passado mês de agosto levou o melhor do cinema queer português a Dublin num programa com curadoria do Queer Lisboa, o festival anuncia o Gaze Shorts Program, mostra especial de seis curtas-metragens irlandesas selecionadas pela sua equipa de programação". Greg Thorpe estará em Lisboa para apresentar o programa e dar a conhecer o evento que dirige.

Os filmes da Secção Panorama serão complementados com debates e conversas, a acontecer na Sala 2 do Cinema São Jorge. À exibição de Cidade Lúcida"segue-se uma conversa entre o seu protagonista, o bailarino Benvindo Fonseca, e a jornalista Carolina Franco"; e "a projecção da longa-metragem Arrête avec tes mensonges é antecedida de uma conversa entre o escritor do romance no qual se baseia o filme, Philippe Besson, e o jornalista e Presidente da Queer Palm do Festival de Cannes, Franck Finance-Madureira. Gabz 404, um dos responsáveis do filme Intransitivo: um Documentário sobre Narrativas Trans também participará numa conversa com o público do festival".

Nos debates, Chemsex e consumo de drogas na comunidade queer, conta com Cristiana Vale Pires e Rui Guerreiro como convidades, e com moderação de Maria José Campos, complementado pela exibição do filme Drifter. Na cabeça de Oliver Sacks conta com com Pedro Cabral e Bruno Maia, neurologistas, e será também moderado por Maria José Campos, complementando a exibição do documentário sobre a figura de Oliver Sacks. E para além do já anunciado debate na Cinemateca Portuguesa, Yvonne Rainer, cinema e dança, com Gisela Casimiro, João dos Santos Martins e Jorge Jácome, moderado por Cláudia Galhós e Joana Ascensão, haverá ainda lugar para Nós no ecrã. Representação LGBTQI+ nos media, "debate onde se pretende criar um diálogo sobre temas transversais a vários filmes do programa, e, mais em concreto, sobre a visibilidade da comunidade LGBTQI+ em canais como as redes sociais".

Após as sessões de cinema, vão acontecer várias festas para celebrar ao longo dos nove dias do festival e em vários espaços da cidade: Arroz Estúdios, Bar TR3S, Purex Clube, Drama Bar e NAV – Núcleo Alexandria Viva. 

Mais informações em https://queerlisboa.pt/.

Vanette

QUEER LISBOA 27 / Programa completo


NOITE DE ABERTURA

La Bête dans la jungle / The Beast in the Jungle, Patric Chiha (França, Bélgica, Áustria, 2023, 103’)


NOITE DE ENCERRAMENTO

Queendom, Agniia Galdanova (França, EUA, 2023, 98’) 


COMPETIÇÃO LONGAS-METRAGENS

O Acidente / The Accident, Bruno Carboni (Brasil, 2022, 95’) 

All the Colours of the World Are Between Black and White, Babatunde Apalowo (Nigéria, 2023, 92’)

Blue Jean, Georgia Oakley (Reino Unido, 2022, 97’)

Mutt, Vuk Lungulov-Klotz (EUA, 2023, 87’)

Opponent, Milad Alami (Suécia, Noruega, 2023, 119’)

Peafowl, Byun Sung-bin (República da Coreia, 2022, 115’) 

Pornomelancolía, Manuel Abramovich (Argentina, Brasil, França, 2022, 98’)

Regra 34 / Rule 34, Julia Murat (Brasil, França, 2022, 100’)


COMPETIÇÃO DOCUMENTÁRIOS

As I Was Looking Above, I Could See Myself Underneath, Ilir Hasanaj (Kosovo, 2022, 62’)

Cantando en las Azoteas / Singing on the Rooftops, Enric Ribes (Espanha, 2022, 78’) 

Kokomo City, D. Smith (EUA, 2023, 73’) 

Out of Uganda, Rolando Colla, Josef Burri (Uganda, Suíça, 2022, 65’)

Peixe Abissal / Abyssal Fish, Rafael Saar (Brasil, 2023, 110’)

Polish Prayers, Hanka Nobis (Suíça, Polónia, 2022, 85’) 

Transfariana, Joris Lachaise (França, Colômbia, 2023, 153’)

Who I Am Not, Tünde Skovrán (Romênia, Canadá, 2023, 105’)  


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS

Acesso / Access, Julia Leite (Brasil, 2021, 18’) 

Aribada, Natalia Escobar, Simon(e) Jaikiriuma Paetau (Alemanha, Colômbia, 2022, 30’) 

Buscó a Satanás, Encontró la Familia / Sought for Satan, Found the Family, Miguel Ángel Fajardo (Colômbia, 2021, 22’) 

Casa de Bonecas / Dolls House, George Pedrosa (Brasil, 2023, 16’) 

The Dalles, Angalis Field (EUA, 2022, 10’) 

Dipped in Black, Matthew Thorne, Derik Lynch (Austrália, 2022, 25’) 

I Am a Horse, Chaerin Im (República da Coreia, Dinamarca, 2022, 8’) 

I Can See the Sun but I Can’t Feel It Yet, Joseph Wilson (Reino Unido, 2023, 20’) 

I’m the Only One I Wanna See, Lucia Martinez Garcia (Suíça, 2022, 6’) 

Incroci, Francesca de Fusco (EUA, Itália, 2023, 13’) 

J’ai vu le visage du diable / I Saw the Face of the Devil, Julia Kowalski (França, 2023, 36’) 

Kerel (Sea of Love), Jon Cuyson (Filipinas, 2021, 14’) 

Loving in Between, Jyoti Mistry (Áustria, África do Sul, 2023, 18’) 

La main gauche / The Left Hand, Maxime Robin (Canadá, 2022, 14’) 

Maria Schneider, 1983, Elisabeth Subrin (França, 2022, 25’) 

Nuits Blanches / Sleepless Nights, Donatienne Berthereau (França, 2023, 25’)

Queima Minha Pele / Burn My Skin, Leonardo Amorim (Brasil, 2023, 19’)

Repair, Bertil Nilsson (Reino Unido, 2022, 11’) 

SCRED TBM, Kevin Le Dortz (França, 2022, 16’) 

Troy, Mike Donahue (EUA, 2022, 16’) 

Warsha, Dania Bdeir (França, Líbano, 2022, 16’) 

Work, April Maxey (EUA, 2022, 13’) 


COMPETIÇÃO CURTAS-METRAGENS DE ESCOLA EUROPEIAS “IN MY SHORTS” 

Because I Know How Beautiful My Being Is, Ana María Jessie Serna (Colômbia, Reino Unido, Brasil, 2023, 18’) 

Combien danseront sur ta langue / How Many Will Dance on Your Tongue, Louis-Barthélémy Rousseau (França, 2022, 20’)

Edge, Edmund Krempiński, Jakub Dylewsk (Polónia, 2023, 18’) 

Et tu cherches quoi de beau ici? / I Should Feed My Cat, Abram Cerda (Bélgica, 2022, 16’) 

Les garçons dans l’eau / Boys in the Water, Pawel Thomas Larue (França, 2023, 39’) 

Heart Fruit, Kim Allamand (Suíça, 2022, 20’) 

Ours / Bear, Morgane Frund (Suíça, 2022, 20’) 

Plastic Touch, Aitana Ahrens (Espanha, 2022, 12’) 

Pussy Love, Linda Krauss (Alemanha, 2023, 4’) 

Vanette, Maria Beatriz Castelo (Portugal, 2023, 13’) 


COMPETIÇÃO QUEER ART

Anhell69, Theo Montoya (Colômbia, Romênia, França, Alemanha, 2022, 75’) 

O Estranho / The Intrusion, Flora Dias, Juruna Mallon (Brasil, França, 2023, 107’) 

Freedom from Everything, Mike Hoolboom (Canadá, 2022, 87’)  

Labor, Tove Pils (Suécia, 2023, 95’)

The Life and Strange Surprising Adventures of Robinson Crusoe Who Lived for Twenty and Eight Years All Alone on an Inhabited Island and Said It Was His, Benjamin Deboosere (Bélgica, 2023, 75’) 

Playland, Georden West (EUA, 2023, 72’) 

Shall I Compare You to a Summer’s Day, Mohammad Shawky Hassan (Egito, Líbano, Alemanha, 2022, 63’) 

Vai e Vem / Swing and Sway, Chica Barbosa, Fernanda Pessoa (Brasil, 2022, 82’) 


SESSÕES ESPECIAIS

Passages, Ira Sachs (França, 2023, 91’) 

Sisi & I, Frauke Finsterwalde (Alemanha, Suíça, Áustria, 2023, 132’)


PANORAMA

Arrête avec tes mensonges / Lie with Me, Olivier Peyon (França, 2022, 98’) 

Cidade Lúcida / Lucid City, Adrian Stölzle (Alemanha, Portugal, 2023, 91’)

Drifter, Hannes Hirsch (Alemanha, 2023, 79’) 

Intransitivo: um Documentário sobre Narrativas Trans / Intransitive: a Documentary about Trans Stories, Gabz 404, Gustavo Deon, Lau Graef, Luka Machado (Brasil, 2022, 72’)

Oliver Sacks: His Own Life, Ric Burns (EUA, 2019, 111’)


GAZE SHORTS PROGRAM

Don’t Go Where I Can’t Find You, Rioghnach Ni Ghrioghair (Irlanda, 2021, 20’)

First Date, Clara Planelles (Irlanda, 2022, 12’)

Homebird, Caleb J. Roberts (Irlanda, Reino Unido, 2022, 11’)

Punch Line, Becky Cheatle (Irlanda, 2022, 10’)

Skin to Skin Talks, Pradeep Mahadeshwar (Irlanda, 2023, 12’)

What Could Go Wrong?, Caroline Quinn (Irlanda, 2023, 17’)


RETROSPECTIVA: Tornar-se Yvonne Rainer

Feelings Are Facts: the Life of Yvonne Rainer, Jack Walsh (EUA, 2015, 83’)

Film about a Woman Who…, Yvonne Rainer (EUA, 1974, 105’)

Journeys from Berlin/1971, Yvonne Rainer (EUA, Reino Unido, antiga RFA, 1980, 125’)

Kristina Talking Pictures, Yvonne Rainer (EUA, 1976, 90’)

Lives of Performers, Yvonne Rainer (EUA, 1972, 90’)

The Man Who Envied Women, Yvonne Rainer (EUA, 1985, 125’)

Murder and Murder, Yvonne Rainer (EUA, 1996, 113’)

Privilege, Yvonne Rainer (EUA, 1990, 103’)

Rainer Variations, Charles Atlas (EUA, 2002, 42’)


CONVERSAS

Conversa com Benvindo Fonseca (moderada por Carolina Franco)

Conversa com Gabz 404

Conversa com Philippe Besson (moderada por Franck Finance-Madureira)


DEBATES

Chemsex e consumo de drogas na comunidade queer (com Cristiana Vale Pires e Rui Guerreiro, com moderação de Maria José Campos)

Na cabeça de Oliver Sacks (com Pedro Cabral e Bruno Maia, com moderação de Maria José Campos)

Nós no ecrã. Representação LGBTQI+ nos media

Yvonne Rainer, cinema e dança (com Gisela Casimiro, João dos Santos Martins e Jorge Jácome, moderado por Cláudia Galhós e Joana Ascensão)


FESTAS

Festa de Abertura / Sexta-feira 22 • Arroz Estúdios, 00h-05h. Com AAguilAA, DIDI e Rafaela Jacinto

Queer Rendez-Vous / Sábado 23 • Bar TR3S, 22h-03h.

Volunqueers Party / Quinta-feira 28 • Purex Clube, 22h-02h. Com Dj Sentado e Dj Gosto d ti

Drama Horror Picture Show / Sexta-feira 29 • Drama Bar, 19h-01h.

Festa de Encerramento - DISCORUSH! / Sábado 30 • NAV – Núcleo Alexandria Viva, 00h-06h. Com Alex B2B Afonso, Paco! e mais por anunciar.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Queer Lisboa e Queer Porto anunciam retrospectivas para 2023

O Queer Lisboa e o Queer Porto revelaram as retrospectivas das edições de 2023. Yvonne RainerVivienne Dick são os nomes em foco.

A 27.ª edição do Queer Lisboa acontece no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, entre os dias 22 e 30 de Setembro. Já o Queer Porto, na sua 9.ª edição, tem lugar no Batalha - Centro de Cinema, Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto e no Maus Hábitos, de 10 a 14 de Outubro.

Tornar-se Yvonne Rainer é a retrospectiva do Queer Lisboa, dedicada à norte-americana Yvonne Rainer (São Francisco, 1934), em colaboração com a Cinemateca Portuguesa. "Coreógrafa, bailarina e cineasta, Rainer é pioneira do movimento de vanguarda norte-americano, com uma carreira de mais de cinco décadas na dança e no cinema. Embora esta sua faceta seja menos conhecida, a artista é amplamente considerada uma das personalidades mais influentes da vanguarda do cinema feminista queer, com um trabalho que enfatiza o experimentalismo e que desafia formas convencionais na exploração de questões sociais, políticas e de género".

As suas sete longas-metragens, recentemente restauradas pelo MoMA – Museum of Modern Art, com o apoio da The Celeste Bartos Fund for Film Preservation, e distribuídas pela Zeitgeist Film em parceria com a Kino Lorber, abordam temáticas provocadoras, de perspectivas inovadoras que ampliam os cânones do cinema contemporâneo. Nos seus primeiros filmes, Lives of Performers (1972) e Film about a Woman Who... (1974), Rainer "desenvolve uma análise performativa da mulher como sujeito, cuja complexa posição social incorpora um potencial transformativo"; em Kristina Talking Pictures (1976) e The Man Who Envied Women (1985) continua a abordagem a "temas relacionais, focando a natureza das relações românticas". Em 1980, com Journeys from Berlin/1971, através da utilização de de várias sessões psiquiátricas como dispositivo narrativo, "explora as ramificações do terrorismo, evocando experiências de poder e repressão". As últimas duas longas da artista, Privilege (1990) e Murder and Murder (1996), são "reflexões ousadas sobre o envelhecimento, a doença e a identidade sexual".

Para além dos filmes realizados por Rainer, a retrospectiva integra ainda dois documentários sobre a sua trajetória: Feelings Are Facts: the Life of Yvonne Rainer, de Jack Walsh; e Rainer Variations, de Charles Atlas. O programa conta ainda com um debate sobre a obra da artista homenageada, em parceria com a BoCA - Bienal of Contemporary Arts, com convidades a anunciar brevemente e que terá lugar igualmente na Cinemateca Portuguesa.

No Queer Porto, a retrospetiva No Present. No Future. No Wave. dedica-se ao movimento No Wave nova-iorquino e terá um foco especial na obra da cineasta irlandesa Vivienne Dick, que marca presença no Porto durante o festival. "Vivienne Dick abandona a Irlanda rumo a Nova Iorque durante os anos 70, onde descobre o universo social e cultural da vanguarda da cidade. Mapeando-o em Guerillère Talks (1978) e em She Had Her Gun All Ready (1978), a autora retrata questões relacionadas com a identidade feminina e as normas sociais de género". Beauty Becomes the Beast (1979) e Liberty’s Booty (1980) voltam a questionar a posição da mulher face às estruturas patriarcais. New York Conversations (1990) e New York Our Time (2020) "criam uma justaposição da materialidade da cidade, como foi e como se transformou. Fora da boémia urbana, desenvolve estéticas mais poéticas a partir dos espaços onde cresceu, no poderoso retrato familiar A Skinny Little Man Attacked Daddy (1994)". Em dois dos seus filmes mais recentes, Red Moon Rising (2015) e The Irreducible Difference of the Other (2013), Vivienne Dick propõe um "questionamento existencial num mundo orientado para a guerra e o consumo".

A retrospectiva quer pôr em diálogo o cinema de Dick com filmes de outras cineastas da época, como Bette Gordon e Beth B, ou figuras proeminentes como Nan Goldin ou Lydia Lunch. A vida artística de Lydia Lunch é retratada no documentário Lydia Lunch: the War Is Never Over (2019), realizado por Beth B que, em conjunto com Scott B, assina também Black Box (1979), protagonizado também por Lunch. Empty Suitcases (1980), de Bette Gordon, "navega os conflitos sociais e económicos de uma mulher através da desconstrução da imagem e da linguagem"; Rome ’78 (1978), de James Nares, "simula uma vida romana improvisada no que talvez seja o manifesto mais seminal do movimento".

O Queer Lisboa já tinha anunciado a longa-metragem Arrête avec tes mensonges, de Olivier Peyon, incluída na Secção Panorama. No âmbito desta sessão e em parceria com o programa MaisFRANÇA, o escritor da novela na origem do filme, Philippe Besson, marcará presença no festival para uma conversa. 

FILMES ANUNCIADOS NO QUEER LISBOA 27:

RETROSPECTIVA: Tornar-se Yvonne Rainer

Feelings Are Facts: the Life of Yvonne Rainer, Jack Walsh (EUA, 2015, 83’)

Film about a Woman Who…, Yvonne Rainer (EUA, 1974, 105’)

Journeys from Berlin/1971, Yvonne Rainer (EUA, Reino Unido, antiga RFA, 1980, 125’)

Kristina Talking Pictures, Yvonne Rainer (EUA, 1976, 90’)

Lives of Performers, Yvonne Rainer (EUA, 1972, 90’)

The Man Who Envied Women, Yvonne Rainer (EUA, 1985, 125’)

Murder and Murder, Yvonne Rainer (EUA, 1996, 113’)

Privilege, Yvonne Rainer (EUA, 1990, 103’)

Rainer Variations, Charles Atlas (EUA, 2002, 42’)

* Debate: Yvonne Rainer: cinema e dança - em parceria com a BoCA


PANORAMA

Arrête avec tes mensonges / Lie with Me, Olivier Peyon (França, 2022, 98’)


FILMES ANUNCIADOS NO QUEER PORTO 9:

RETROSPETIVA: No Present. No Future. No Wave.

A Skinny Little Man Attacked Daddy, Vivienne Dick (Reino Unido, 1994, 23’)

Beauty Becomes the Beast, Vivienne Dick (EUA, 1979, 41’)

Black Box, Beth B, Scott B (EUA, 1979, 20’)

Empty Suitcases, Bette Gordon (EUA, 1980, 52’)

Guerillère Talks, Vivienne Dick (EUA, 1978, 25’)

The Irreducible Difference of the Other, Vivienne Dick (Irlanda, 2013, 27’)

Liberty’s Booty, Vivienne Dick (EUA, 1980, 48’)

Like Dawn to Dust, Vivienne Dick (EUA, 1983, 7’)

Lydia Lunch: the War Is Never Over, Beth B (EUA, 2019, 75’)

New York Conversations, Vivienne Dick (Reino Unido, 1990, 21’)

New York Our Time, Vivienne Dick (Irlanda, 2020, 79’)

Red Moon Rising, Vivienne Dick (Irlanda, 2015, 15’)

Rome ’78, James Nares (EUA, 1978, 82’)

She Had Her Gun All Ready, Vivienne Dick (EUA, 1978, 28’)

Staten Island, Vivienne Dick (EUA, 1978, 6’)

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Queer Lisboa 2022: Vencedores

O Queer Lisboa 26 anunciou os vencedores da edição de 2022. Joyland, de Saim Sadiq, e Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho, foram duplamente premiados.

Eis a lista completa de vencedores nas várias categorias do festival:

Competição Longas-Metragens

Melhor Filme: Wet Sand, Elene Naveriani (Suíça, Geórgia, 2021, 155’)

Menção Especial: Joyland, Saim Sadiq (Paquistão, 2022, 126’)

Prémio do Público: Joyland, Saim Sadiq (Paquistão, 2022, 126’)


Competição Documentários

Melhor Filme: Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, Isabelle Solas (Argentina, França, 2022, 101’)

Prémio do Público: Corpolítica, Pedro Henrique França (Brazil, 2022, 103’) 


Competição Curtas-Metragens

Melhor Filme: Uma Rapariga Imaterial, André Godinho (Portugal, 2022, 42’)

Menção Especial: Billy Boy, Sacha Amaral (Argentina, 2021, 25’)

Prémio do Público: Uma Rapariga Imaterial, André Godinho (Portugal, 2022, 42’)


Competição In My Shorts

Melhor Filme: Le Variabili Dipendenti, Lorenzo Tardella (Itália, 2022, 16’)

Menção Especial: The Greatest Sin, Gabriel B. Arrahnio (Alemanha, 2021, 25’)


Competição Queer Art

Melhor Filme: Neptune Frost, Saul Williams, Anisia Uzeyman (EUA, Ruanda, 2021, 105’)

Menção Especial: Ultraviolette et le gang des cracheuses de sang, Robin Hunzinger (França, Suíça, 2021, 74’)

O Queer Lisboa 27 já tem data e acontecerá entre 22 e 30 de Setembro de 2023, no Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa. Ainda este ano, terá lugar a 8.ª edição do Queer Porto, entre 29 de Novembro e 4 de Dezembro de 2022, no Teatro Rivoli, Reitoria da Universidade do Porto, Teatro Helena Sá e Costa e Maus Hábitos. Mais informações em http://queerlisboa.pt/.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Queer Lisboa 2022: Programa completo

O Queer Lisboa 26 revelou o programa completo da edição de 2022, depois de anunciados os filmes de aberturas e encerramento e a retrospectiva Notes on Camp: o Delírio Drag do Gay Girls Riding Club.

O festival vai apresentar os mais recentes filmes de Alain Guiraudie, Catherine Corsini, Yann Gonzalez, Leonardo Brzezicki e Sébastien Lifshitz, bem como a longa-metragem paquistanesa, Joyland, premiada no Festival de Cannes. Em Sessão Especial, será exibido ainda Los Agitadores, de Marco Berger, uma reflexão sobre a masculinidade tóxica.

Competições

Na Competição de Longas-Metragens - cujo júri é composto pela escritora e dramaturga Cláudia Lucas Chéu, pelo actor Nuno Nolasco e pela realizadora e argumentista Rita Azevedo Gomes -, destaque para os filmes brasileiros Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, e Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal; o regresso espanhol Adrián Silvestre com Mi Vacío y Yo; a longa-metragem paquistanesa Joyland, de Saim Sadiq; Errante Corazón, do realizador argentino Leonardo Brzezicki; e o finlandês Girl Picture, estreia da realizadora Alli Haapasalo (dias depois de ser exibido no Cinema São Jorge, o filme estará disponível na Filmin Portugal). Entre as presenças confirmadas no Queer Lisboa 26 estão Esther Rollande, actriz de Les meilleurs, de Marion Desseigne Ravel; e Adrián Silvestre e Raphaëlle Peréz, realizador e actriz de Mi Vacío y Yo.

Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre

Na Competição de Documentários, o júri será composto pela realizadora e tradutora Joana Frazão, pela autora-realizadora Nathalie Mansoux e por Rui Madruga, produtor na direcção de Desenvolvimento de Conteúdos da RTP. O ativismo, particularmente focado na América do Sul, é um dos pontos fortes desta secção este ano. Em Corpolítica, de Pedro Henrique França, acompanha-se as candidaturas de pessoas LGBTQI+ nas eleições de 2020, no Brasil, demonstrando as dificuldades que enfrentam num panorama político de extrema-direita; Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, de Isabelle Solas, regista os esforços da comunidade trans na Argentina para uma reeducação social; Soy Niño, de Lorena Zilleruelo, retrata o processo de transição do primo da realizadora, o jovem chileno Bastian; Ardente·x·s, de Patrick Muroni, documenta a evolução de um colectivo de mulheres e pessoas queer cujo manifesto propõe pensar, discutir e reformular a produção de conteúdos pornográficos; e Framing Agnes, de Chase Joynt, reúne um elenco composto exclusivamente por pessoas trans e reconstitui a vida desta comunidade nos anos 50, nos EUA. Em Lisboa, estarão presentes Patrick Muroni e Pedro Henrique França.

As Competições de Melhor Curta-Metragem e de Curtas-Metragens de Escola Europeias In My Shorts serão avaliadas por um júri composto por Rodrigo Díaz, produtor chileno, pelo fotógrafo Rui Palma e pela directora e programadora do Shortcutz Lisboa, Sandra de Almeida. Sob Influência, de Ricardo Branco, e Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho, são os dois filmes portugueses na corrida ao prémio para Melhor Curta-Metragem, entre os 22 títulos a concurso.

O In My Shorts conta com 12 filmes em competição, onde se destacam o português Lugar Nenhum, de Pedro Gonçalves Ribeiro; Le Variabili Dipendenti, de Lorenzo Tardella; Chute, da realizadora suíça Nora Longatti; Gangnam Beauty, de Yan Tomaszewski; e The Greatest Sin, de Gabriel Arrahni.

Na competição Queer Art, destacam-se dois títulos entre os oito a concurso: Jerk, da coreógrafa francesa Gisèle Vienne, e Neptune Frost, da ruandesa Anisia Uzeyman e do músico norte-americano Saul Williams. O júri Queer Art é composto pelo director artístico do festival Walk & Talk, Jesse James, pela cineasta e artista Luciana Fina, e pelo artista plástico Vasco Araújo.

Panorama, Hard Nights e outras Actividades

Fora de Competição, a secção Panorama traz ao público os mais recentes trabalhos de realizadores como Sébastien Lifshitz (com a nova versão do seu Bambi, a French Woman), Yann Gonzalez (com a curta-metragem protagonizada por Oliver Sim dos The xx), Catherine Corsini (com sua a última longa-metragem La fracture), Alain Guiraudie (com a comedia Viens je t'emmène) ou Eva Vitija (com um documentário baseado nos diários inéditos da romancista Patricia Highsmith).

Viens je t'emmène, de Alain Guiraudie

Também as Hard Nights regressam ao Queer Lisboa, com uma selecção de filmes que exploram os limites da representação da sexualidade. Este ano, o foco está "em duas figuras peculiares na produção de obras explícitas": o actor e realizador de pornografia gay e figura de culto dos anos 1970, Fred Halsted, com a exibição de três das suas obras, recentemente remasterizadas: Sextool, The Sex Garage e LA Plays Itself; e Mahx Capacity, fundadore do estúdio AORTA films, cuja obra propõem uma perspectiva "do porno e do BDSM onde os corpos não se regem pelos padrões ditados pela indústria mainstream, nem pela sociedade heteronormativa".

O festival irá acolher a apresentação da campanha Eu sou VIH+ e visível, direccionada à eliminação do estigma associado à infeção pelo VIH, numa parceria com o Centro Anti-Discriminção (CAD), um projecto conjunto de duas associações na área do VIH/sida, o GAT e a Ser+. No Cinema São Jorge, vai decorrer ainda a apresentação de dois livros, Nós xs Inadaptadxs. Representações, Desejos e Histórias LGBTIQ na Galiza (Coord. Daniel Amarelo, Através Editora) e A Defunción dos Sexos: Disidentes Sexuais na Galiza Contemporánea (Daniela Ferrández Pérez, Ed. Xerais), obras que reflectem a produção nos Estudos Queer na Galiza.

Também as festas estão de regresso este ano. O Mise en Scène será o palco de uma Hard Night Party secreta; no Purex, a equipa e volunqueers deste ano irão tomar o controle da cabine; o Lounge volta a receber uma A Night Out with the Hard Ones particular; e o Titanic Sur Mer recebe a Festa de Encerramento, com Mel das Pêras, Mariño, Afonso Peixoto e Lola Herself como host.

O Queer Lisboa 26 decorre de 16 a 24 de Setembro e toda a informação sobre o festival pode ser consultada em http://queerlisboa.pt/.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Queer Lisboa 2022 abre com 'Fogo-Fátuo' e anuncia primeiros destaques

O Queer Lisboa anunciou os primeiros títulos da sua 26.ª edição, que acontece de 16 a 24 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. 

Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues, será o filme de abertura (uma comédia erótica em jeito de musical, sobre o qual escrevemos aqui) e Esther Newton Made Me Gay, de Jean Carlomusto, (documentário sobre Esther Newton, antropóloga social, activista lésbica, e precursora dos Estudos de Género e da Teoria Queer) marcará o encerramento do festival. 

O Queer Lisboa anunciou igualmente a retrospectiva Notes on Camp: o Delírio Drag do Gay Girls Riding Club. Trata-se de "uma incursão pelo universo 'camp' através da obra cinematográfica do colectivo que dá título ao ciclo, formado em finais dos anos 1950 por um grupo de homens que se juntava aos domingos para andar a cavalo, e que começou a organizar festas drag (as Annual Halloween Balls), que persistiram até finais da década de 1980. No início da década de 1960, o colectivo começa a produzir filmes que são o 'camp' na sua essência: paródias a clássicos de cinema de Hollywood"

Suddenly, Last Sunday, de 1962, foi o primeiro filme do colectivo e julga-se irremediavelmente desaparecido, uma citação directa ao Suddenly, Last Summer (1959), de Joseph L. Mankiewicz, escrito a partir da peça de Tennessee Williams. Seguiu-se outra curta-metragem, no mesmo ano, que já fará parte da retrospectiva apresentada no festival, Always on Sunday, uma paródia ao filme grego Never on Sunday (1960), de Jules Dassin. Em 1963, o colectivo filma What Really Happened to Baby Jane, apresentado apenas um par de meses após a estreia em sala de What Ever Happened to Baby Jane? (1962). Também de 1963 é The Roman Springs on Mr. Stone, paródia drag ao The Roman Spring of Mrs. Stone (1961), de José Quintero. O primeiro título do Gay Girls Riding Club que não é referência directa a nenhum filme específico surge em 1967, com The Spy on the Fly, uma sátira aos primeiros filmes da saga James Bond. Em 1972, surge única longa-metragem do colectivo, All about Alice, alusão directa a All about Eve (1950), de Joseph L. Mankiewicz. Nesta retrospectiva, tanto os filmes originais como as obras que por estes foram inspiradas irão ser exibidos na Cinemateca Portuguesa.

As competições do Queer Lisboa 26 e restante programação fora de competição serão reveladas em breve. Mais informações sobre o festival em http://queerlisboa.pt/.

FILMES ANUNCIADOS:

Noite de Abertura

Fogo-Fátuo / Will-o’-the-Wisp, João Pedro Rodrigues (Portugal, 2022, 67’)

Noite de Encerramento

Esther Newton Made Me Gay, Jean Carlomusto (EUA, 2022, 92’)

Retrospectiva - “Notes on Camp: o Delírio Drag de Gay Girs Ridding Club”

All about Alice, Ray Harrison (EUA, 1972, 68’) 

Always on Sunday, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1962, 8’) 

The Roman Springs on Mrs. Stone, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1963, 19’) 

The Spy on the Fly, Ray Harrison (EUA, 1967, 43’) 

What Really Happened to Baby Jane, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1963, 32’) 

+

All about Eve, Joseph L. Mankiewicz  (EUA, 1950, 138’) 

Myra Breckinridge, Michael Sarne (EUA, 1970, 94’) 

Never on Sunday / Pote tin Kyriaki, Jules Dassin (Grécia, 1960, 91’) 

Suddenly, Last Summer, Joseph L. Mankiewicz  (EUA, 1959, 114’) 

What Ever Happened to Baby Jane?, Robert Aldrich (EUA, 1962, 134’)

sábado, 12 de março de 2022

Queer Açores: Ciclo de Cinema Queer norte-americano de 17 a 20 de Março

O festival Queer Lisboa apresenta um ciclo de cinema queer norte-americano de 17 a 20 de Março, na Ribeira Grande, nos Açores.

Numa parceria com o Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas e o Teatro Ribeiragrandense, e com o apoio da Embaixada dos Estados Unidos da América em Portugal e a colaboração da Mostra Imprópria, o Queer Lisboa pretende com este ciclo ilustrar a importância do cinema norte-americano "num contexto mais global da cultura e do activismo queer"

A quase totalidade dos filmes escolhidos fizeram parte da programação da edição do 25.º aniversário do Queer Lisboa - Festival Internacional de Cinema Queer, que teve lugar em Setembro de 2021.

No programa do ciclo, destaca-se a "presença da obra de Van Sant, pioneira do New Queer Cinema e que abriu caminho ao trabalho de tantes outres cineastas". Nos documentários, Cured (seguida de um debate sobre saúde mental e comunidade LGBTQI+) e Wojnarowicz: F**k You F*ggot F**ker (seguida de uma conversa gravada com o realizador e a galerista do artista) "são um olhar ao passado dessa história LGBTQI+ e que servem de reflexão, hoje, sobre temas tão importantes como a saúde mental e o VIH/sida". A fechar o ciclo estará o documentário Andy Warhol: A Documentary Film, com uma "perspectiva única do legado de Warhol nas artes visuais e no cinema independente norte-americano da segunda metade do século XX, assim como a importância central que teve na cultura queer".  

Este ciclo faz parte do projecto de itinerância do Queer Lisboa que leva um conjunto de filmes que fizeram parte da programação do Queer Lisboa 25 a várias cidades do país. A itinerância arrancou no CAE – Centro de Artes e Espetáculos de Portalegre, de 14 e 16 de Fevereiro, e tem já outras datas confirmadas, além da Ribeira Grande: Viseu, nos dias 11 e 12 de Março, no Carmo 81, e Caldas da Rainha, nos dias 8 e 9 de Junho, no CCC – Centro Cultural e de Congressos.    

Calendário de Sessões e Actividades na Ribeira Grande:

Quinta-feira, 17 Março, 18h30 / Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

Cured (EUA, 2020, 80’), de Patrick Sammon, Bennett Singer 

+ Debate sobre saúde mental e comunidade LGBTQI+, com a participação de Joana Amen, Psicóloga Clínica do (A)MAR - Açores pela Diversidade, e Mariana Bettencourt, Psiquiatra no Hospital Divino Espírito Santo. 


Sexta-feira, 18 Março, 18h30 / Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

Apresentação do Ciclo de Cinema Queer Norte-Americano: The Watermelon Woman (EUA, 1996, 90’), de Cheryl Dunye 


Sexta-feira, 18 Março, 21h30 / Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

Mala Noche (EUA, 1985, 78’), de Gus Van Sant 


Sábado, 19 Março, 18h30 / Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

Wojnarowicz: F**k You F*ggot F**ker (EUA, 2020, 105’), de Chris McKim 

+ Conversa gravada entre João Ferreira, o realizador Chris McKim, e Wendy Olsoff, cofundadora da PPOW Gallery de Nova Iorque, que representa a obra de David Wojnarowicz


Sábado, 19 Março, 21h30 / Arquipélago - Centro de Artes Contemporâneas

My Own Private Idaho (EUA, 1991, 104’), de Gus Van Sant 


Domingo, 20 Março, 15h00 / Teatro Ribeiragrandense

Andy Warhol: A Documentary Film (Episode 1: Raggedy Andy, EUA, 2006, 120’), de Ric Burns 


Domingo, 20 Março, 18h00 / Teatro Ribeiragrandense

Andy Warhol: A Documentary Film (Episode 2: Drella, EUA, 2006, 120’), de Ric Burns