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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Sugestão da Semana #691

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho.

O AGENTE SECRETO


Ficha Técnica:
Título Original: O Agente Secreto
Realizador: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Wagner Moura Maria Fernanda Cândido, Carlos Francisco, Robério Diógenes, Gabriel Leone, Alice Carvalho, Hermila Guedes, Isabél Zuaa, Thomás Aquino
Género: Crime, Drama
Classificação: M/14
Duração: 158 minutos

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Crítica: Retratos Fantasmas (2023)

"Eu amo o centro do Recife, tem um clima de quem foi abandonado sem grandes explicações"

Kleber Mendonça Filho

*8/10*

Imaginação e realidade fundem-se como provocação de Kleber Mendonça Filho no seu mais recente documentário Retratos Fantasmas, uma viagem espácio-temporal ao centro da cidade do Recife, no Brasil, entre a vivacidade dos tempos áureos e a decadência a que as décadas a têm vetado. Em cada recanto, um espírito do passado, uma memória e, principalmente, a resistência. Tudo isto, contado através do(s) cinema(s).

"Fruto de sete anos de trabalho e pesquisa, filmagens e montagem, Retratos Fantasmas traz o espaço histórico e humano como o personagem principal, revisitando-o através dos grandes cinemas que serviram como espaços de convívio durante o século XX".

O realizador divide o filme em três partes, sempre com a memória ao comando: 1.ª Parte: O Apartamento de Setúbal; 2.ª Parte: Os Cinemas do Centro do Recife; e 3.ª Parte: Igrejas e Espíritos Santos. Começa pelo espaço que lhe é mais próximo: a sua casa, onde viveu a maior parte da vida, um espaço privado que se tornou público como cenário de muitos dos seus filmes - não faltam aqui excertos deles, com O Som ao Redor a assumir um papel preponderante (e o espírito e latidos do cão Nico ainda tão presentes). Seguem-se os cinemas do centro do Recife, dos seus tempos áureos de salas cheias. E se, há algumas décadas, era uma cidade agitada e na moda - que até Janet Leigh e Tony Curtis a visitaram, nos anos 60 -, tudo esmoreceu, o dinheiro, que antes abundava, foi para outro lado. Recife ficou despida da alegria e do movimento, com o encerramento dos seus cinemas, um a um. Resta o resistente São Luiz para iluminar o centro e fazer sonhar.

A terceira parte de Retratos FantasmasIgrejas e Espíritos Santos, conduz a plateia pelos detalhes grandiosos do São Luiz, que continua a atrair espectadores, e foi ele mesmo construído no lugar onde antes estava uma igreja anglicana. Mas revisita também os antigos cinemas que são agora igrejas evangélicas (inevitável será lembrar que o lisboeta Cinema Império teve o mesmo fim), curiosas (e tristes) coincidências que o mordaz crivo do realizador não deixaria passar.

Destaque para um dos momentos mais comoventes da longa-metragem, em que o foco é Alexandre Moura, o projeccionista do Art Palácio que Kleber filmou nos seus tempos de estudante. Entre o trabalho árduo, as recordações históricas e a nostalgia que atravessa o ecrã, em vésperas de fecho do cinema, o seu testemunho é um valioso arquivo para reconstituir a História daquele espaço.

Através de inúmeras imagens de arquivo, entre filmes e fotografias, Kleber Mendonça Filho mostra os mesmos locais ao longo dos tempos, a sua evolução ou desaparecimento - e os fantasmas que continuam a pairar, enquanto houver memória. Porque os filmes são capazes de (re)construir uma casa ou uma cidade e acrescentar-lhes um pouco de fantasia só torna tudo mais misterioso e apaixonante.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Sugestão da Semana #575

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o documentário Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho.

RETRATOS FANTASMAS


Ficha Técnica:
Título Original: Retratos Fantasmas
Realizador: Kleber Mendonça Filho
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 93 minutos

quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Estreias da Semana #575

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas portugueses seis novos filmes. Fala Comigo, de Danny Philippou, e Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho, são duas das estreias.

A Conspiração do Cairo (2022)
Walad min al-Janna / Cairo Conspiracy
Adam, um simples filho de pescador, junta-se à prestigiosa Universidade Al-Azhar, no Cairo, o epicentro do poder no Islão sunita. No primeiro dia de aulas, o Grande Imã à frente da instituição morre subitamente. Sem o saber, Adam encontra-se no centro de uma luta de poder implacável entre as elites religiosas e políticas do país.

Alibi.com 2 (2023)
Depois de fechar a sua agência Alibi.com e de prometer a Flo que nunca mais lhe mentiria, a vida de Greg tornou-se calma, demasiado calma... Mas não por muito tempo! Quando decide pedir Flo em casamento, Greg não tem outra alternativa senão apresentá-la à sua família. Mas o pai vigarista e a mãe actriz de charme podem arruinar a futura união. Não lhe resta senão reabrir a agência com os antigos cúmplices para encontrar uma pais falsos, mas apresentáveis.

Corrida Maluca (2023)
Rally Road Racers
Zhi, um piloto de carros de corrida inexperiente, recebe a oportunidade de competir contra o actual campeão do circuito de carros de rali. Com a ajuda de um antigo piloto transformado em mecânico, Zhi tem de superar terrenos traiçoeiros, pilotos rivais e obstáculos surpreendentes para provar o seu talento.

Fala Comigo (2023)
Talk to Me
Um grupo de amigos descobre como conjurar espíritos usando uma mão embalsamada. Mia tenta superar as saudades da mãe que morreu e alinha na brincadeira, aparentemente inocente, que os levará para o mundo sobrenatural. Amizades e certezas são colocadas em causa e uma escolha terá de ser feita: em quem confiar? Nos mortos, ou nos vivos?

Farang - Implacável (2023)
Farang
Sam é um pugilista profissional prestes a sair da prisão. Durante a liberdade condicional, o passado persegue-o e não lhe resta outra alternativa senão fugir. Cinco anos depois, reconstruiu a sua vida de forma simples numa ilha exótica da Tailândia com a mulher e a filha dela, mas é chantageado por um perigoso cacique da região que o obriga a entrar numa perigosa viagem de contrabando de droga que resulta em tragédia. Agora só tem um objectivo: vingar-se.

Retratos Fantasmas (2023)
Como em tantas outras cidades do mundo ao longo do século XX, milhões de pessoas foram ao cinema no centro do Recife. Com a passagem do tempo, as ruínas dessas grandes salas revelam algumas verdades sobre a vida em sociedade. Composto em grande parte por material de arquivo, usa fotografias e imagens em movimento encontradas em acervos pessoais, na Cinemateca Brasileira, no Centro Técnico Audiovisual e na Fundação Joaquim Nabuco.

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Curtas Vila do Conde 2023: Programa fechado

A 31.ª edição do Curtas Vila do Conde já tem programa fechado. O festival acontece de 8 a 16 de Julho.

Carta a Mi Madre Para Mi Hijo, Carla Simón

Destaque para as estreias nacionais das mais recentes obras dos veteranos: Lucrecia Martel (Camarera de Piso), Carla Simón (Carta a Mi Madre Para Mi Hijo), Antonin Peretjatko (Les Algues Maléfiques), Jean-Gabriel Périot (L'effort des Hommes) e a dupla Benjamin de Burca e Bárbara Wagner (Fala da Terra). Do lado dos novos autores, encontram-se obras da francesa Sarah-Anaïs Desbenoit, do egípcio Morad Mostafa, da francesa Julia Kowalski, do chinês Zhang Dalei, do franco-alemão Lucas Malbrun, do italiano Francesco Sossai e da espanhola Irati Gorostidi Agirretxe.

No que respeita a filmes nacionais, passam por Vila do Conde obras de António Pinhão Botelho, Basil da Cunha, David Ferreira, Dimitri Mihajlovic & Miguel Lima, Diogo Baldaia, Duarte Coimbra, Francisco Carvalho, Inês Teixeira, Mário Macedo & Vanja Vascarac, Marta Monteiro, Mónica Lima, Nuno Amorim, Pedro Bastos, Pedro Neves, Susana Abreu e Tomás Baltazar. A programação de filmes produzidos em Portugal integra ainda uma sessão especial com as três curtas que integraram o programa A Fábrica de Realizadores – Norte de Portugal, exibido em Cannes (Espinho, de André Guiomar e Mya Kaplan; Maria, de Mário Macedo e Dornaz Hajiha; As Gaivotas Cortam o Céu, de Mariana Bártolo e Guillermo Garcia Lopez), bem como as exibições, na sessão de Panorama Nacional, de Pátio do Carrasco, de André Gil Mata, Naquele dia em Lisboa, de Daniel Blaufuks, e O Homem das Pernas Altas, de Vítor Hugo Rocha

2720, Basil da Cunha

A abrir o Curtas 2023 estará, em antestreia nacional, 20000 Espécies de Abelhas, a primeira longa-metragem de Estibaliz Urresola Solaguren, que conquistou o Urso de Prata para Melhor Interpretação Principal na Berlinale deste ano. O filme é exibido no dia 8 de Julho, pelas 19h00, e terá estreia comercial a 20 de Julho. A encerrar o festival, a 15 de Julho, estará Retratos Fantasmas, de Kleber Mendonça Filho. A estreia comercial em Portugal está marcada para 24 de Agosto.

Na secção Cinema Revisitado (onde já tinha sido anunciado o foco na obra de Walerian Borowczyk), o FILMar e o Curtas juntam-se para revisitar a obra de Augusto Cabrita (1923-1993), no centenário do seu nascimento. O programa  integra sessões de cinema, conversas e uma exposição, "que sublinham as dimensões do atento observador do diálogo entre a paisagem, social e marítima, a sua transformação pela acção humana e o que se pode guardar de uma memória em fuga".

A secção New Voices (dedicada à obra de jovens cineastas) traça, este ano, um olhar sobre as obras do português João Gonzalez — com uma carte blanche que integra filmes seus, algumas escolhas e a exposição Ice Merchants: do Sub-Consciente ao Ecrã —, da espanhola Estibaliz Urresola Solaguren e do colectivo de media de guerrilha pseudo-marxista, Total Refusal

O Curtas Vila do Conde tem ainda um programa especial de cinema e oficinas dedicadas ao público infanto-juvenil e familiar (Curtinhas), tal como a competição de cinema de escola (Take One) e o Prémio do Público Europeu

Já anunciados para o Curtas 2023, estavam os programas centrados nas obras de Billy Roisz, Deborah Stratman e Radu Jude, bem como os dois filmes-concerto integrantes da secção Stereo: Bohren & der Club of Gore x Le Révélateur, de Philippe Garrel (13 de Julho,  23h30, Teatro Municipal de Vila do Conde), e Miaux x Carnival of Souls, de Herk Harvey (14 de Julho, 23h30, Teatro Municipal de Vila do Conde), e ainda o regresso aos palcos dos TURBO JUNK I.E. (10 de Julho, 23h30, Teatro Municipal de Vila do Conde).

Mais informações sobre festival vila-condense em www.curtas.pt

domingo, 22 de dezembro de 2019

Sugestão da Semana #408

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre o filme brasileiro Bacurau, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

BACURAU


Ficha Técnica:
Título Original: Bacurau
Realizadores: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles
Elenco: Bárbara Colen, Udo Kier, Sônia Braga, Thomas Aquino, Silvero Pereira, Karine Teles, Antonio Saboia, Jonny Mars
Género: Acção, Aventura, Mistério, Ficção Científica, Thriller, Western
Classificação: Não disponível
Duração: 131 minutos

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Crítica: Bacurau (2019)

"Você quer viver ou morrer?"


*9/10*

Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles levam-nos numa viagem a Bacurau, num filme que se posiciona entre o western, a ficção científica, o thriller e até a comédia negra. A crítica é certeira neste universo distópico, onde tudo é inesperado - e com demasiadas semelhanças com a realidade, mesmo que metafóricas.

Bacurau pode ser um apelo à luta contra os poderosos, pode ser um retrato aterrador do futuro para o qual caminhamos, mas é, acima de tudo, uma peça cinematográfica ímpar.

Pouco depois da morte de Dona Carmelita (Lia de Itamaracá), aos 94 anos, os habitantes de Bacurau, uma pequena vila no sertão brasileiro, descobrem que a localidade desapareceu dos mapas. Há drones a passear pelos céus e estrangeiros a chegar à cidade. Uma sucessão de acontecimentos insólitos e mortes levam Teresa (Bárbara Colen), Domingas (Sônia Braga), Acácio (Thomas Aquino), Plínio (Wilson Rabelo), Lunga (Silvero Pereira) e outros habitantes à conclusão de que estão a ser atacados. Terão agora de identificar o inimigo e criar uma estratégia colectiva de defesa.


Os realizadores criam o cenário perfeito para discutir o estado para que o Mundo caminha. Tocando na escassez de água potável, mantimentos e medicamentos, na tentativa de alienação da população pelos populistas de serviço, há um curioso constraste com a utilização de telemóveis e tablets para aceder à Internet. Bacurau é um lugar pacato e de poucos recursos, mas onde a tecnologia e a informação fazem parte da mobília. Estes homens, mulheres e crianças são resistentes e sabem defender-se das façanhas dos poderosos para os derrubar. São claramente instruídos, têm até um Museu. Eis o segredo para vingar e resistir: Cultura! Aquela que tantos governos preferem menosprezar, porque o povo ignorante é muito mais fácil de manobrar.

O problema desta comunidade não será o Perfeito populista, Tony Jr., que pretende comprar votos com doações fora de prazo. Será sim, a inesperada passagem de dois forasteiros por Bacurau a que se segue uma série de acontecimentos terríveis e sangrentos.


Bacurau não poupa críticas aos norte-americanos que, ao longo de décadas, têm interesses e tentam manipular os governos de diversos países da América Latina e do Sul. A analogia é óbvia. Os turistas vêm ao sertão divertir-se da forma mais macabra possível. Mas os indígenas nunca baixam os braços.

O filme mune-se de um argumento consistente, que toca nos pontos-chave que preocupam brasileiros e não só. E fá-lo de forma criativa e corajosa, com actores talentosos (Sônia Braga não nos dá hipóteses), de diversas origens (é um gosto ver o alemão Udo Kier).


Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles não tremem, nem temem. Não recuam, atacam com humor mordaz e com tiros certeiros, mortos, muito sangue e violência, mas igualmente uma união exemplar. Bacurau é Resistência.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Crítica: Aquarius (2016)

"Há pessoas com nervos de aço, sem sangue nas veias e sem coração"
Clara (trauteando canção de Paulinho da Viola)

*9/10*

E quando a doença não é física, mas social? Kleber Mendonça Filho responde com Aquarius. Um filme que se foi tornando mais político com o passar do tempo e com as mudanças na governação brasileira. Um retrato de uma sociedade, onde injustiça e desigualdade imperam.

Clara (Sonia Braga), uma viúva de 65 anos, crítica de música reformada, nasceu numa família rica e tradicional no Recife, Brasil. Ela é a última residente do Aquarius, um edifício construído nos anos 40, na zona cara junto ao mar da Avenida Boa Viagem, no Recife. Todos os apartamentos vizinhos já foram adquiridos pela empresa que apresentou projectos para construir um novo empreendimento. Clara jura que só sairá dali morta e entra numa guerra fria com a empresa, num confronto obscuro e emocionalmente desgastante. Esta tensão não só perturba Clara como torna as suas rotinas exasperantes, levando-a a reflectir sobre si e aqueles que ama, o seu passado e o seu futuro.


Clara é o Brasil ameaçado, destroçado. Sonia Braga é a mulher assombrada pela morte, mas que vive a vida com tudo aquilo a que tem direito. Apesar de tudo, os perigos aumentam e a vigília constante torna-se incomportável. Um conflito terrível toma conta da protagonista, mas também da plateia que se vê a recear pela segurança de ClaraAquarius é uma perseguição, uma sociedade sem rei nem roque, onde ainda há resistentes que clamam pela justiça.

Aquarius é uma metáfora fabulosa do seu país de origem: incómodo, directo, batalhador, desafiador. O filme alimenta-se de um realismo cru, de um retrato de uma mulher reformada, inteligente e culta - cultura sempre foi a sua vida -, agora assombrada pela pressão da especulação imobiliária. Mas ao real adiciona-se uma pitada de fantasia e aí surge uma magia ainda maior. A cómoda - metafísica - que está naquela sala há tantas décadas, testemunha silenciosa de alegria, prazer ou mágoas, invoca o passado que agora Clara recorda, agora, na eminência de lhe roubarem a casa que guarda todas as memórias da família. O cabelo da protagonista - curto em jovem, comprido e forte aos 65 anos - é outro dos grandes símbolos da longa-metragem, conferindo uma personalidade ainda mais vincada a Clara.


Kleber Mendonça Filho atinge o seu esplendor neste filme com Sonia Braga. A atenção ao detalhes, a janela de onde tudo vemos, muitas vezes mais que a protagonista. Vemos os que amam, os que se divertem, a praia e o mar, a rua movimentada, os intrusos no prédio de Clara. O realizador filma muitas vezes com um certo espectro fantasmagórico a pairar, seja pelas portas entreabertas que escondem segredos escabrosos ou apenas o vazio, seja pelas faixas de pano que balançam ao sabor do vento no prédio do lado, qual fantasma a descer dos céus.

Aquarius divide-se em três partes e as opções de montagem funcionam na perfeição para criar algum suspense e imprevisibilidade no desenlace da acção. A acompanhar, a banda sonora contagiante e de excelente gosto, ou não fosse a personagem principal uma crítica de música.


Sonia Braga é a heroína, a força da Natureza que mergulha nas águas agitadas das praias do Recife, admirada por todos, com a energia e vontade de viver de uma jovem. Clara quebra tabus e contraria estereótipos e a actriz parece ter nascido para a interpretar.

Aquarius é um alerta corajoso sobre um Brasil triste e receoso. Kleber Mendonça Filho veio marcar a História do cinema brasileiro com um filme tão mágico quanto cruel, mas cheio de verdade. E que bom é ver Sonia Braga novamente na ribalta.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sugestão da Semana #264

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recomenda o filme brasileiro Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, com Sonia Braga no papel principal.

AQUARIUS


Ficha Técnica:
Título Original: Aquarius
Realizador: Kleber Mendonça Filho
Actores: Sonia Braga, Maeve Jinkings, Irandhir SantosHumberto Carrão
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 146 minutos