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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Outsiders - Cinema Independente Americano chega a Lisboa a 27 de Janeiro (e estende-se ao Porto e a Ponta Delgada)

A 5.ª edição do Outsiders - Cinema Independente Americano regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 27 de Janeiro a 1 de Fevereiro. Este ano, o ciclo estende-se pela primeira vez ao Porto (de 19 a 22 de Março, no Cinema Trindade) e a Ponta Delgada (de 9 a 12 de Abril, no Teatro Micaelense).

Em Lisboa, o Outsiders apresentará 12 filmes de produção independente e recente, inéditos em Portugal. Carlos Nogueira, curador do ciclo, afirma que, através destas obras, "é possível desenhar um retrato da América contemporânea, um país cheio de contradições, uma sociedade com reconhecidas fracturas sociais, económicas e culturais, que atravessa um momento de profunda crise existencial, mas que, feitas as contas, não cessa de nos fascinar".

O filme que abrirá esta 5.ª edição é Peak Season, de Steven Kanter e Henry Loevner, que acompanha dois jovens yuppies nova-iorquinos, que vão passar uns dias de férias a uma estância turística de Verão para ricos, enfrentando escolhas nem sempre fáceis de concretizar.

The Featherweight, de Robert Kolodny, é exibido no dia 28 de Janeiro. Ambientado na década de 1960, o filme conta a história real do pugilista ítalo-americano Willie Pep (o lutador com o maior número de vitórias de todos os tempos) que, aos 40 e poucos anos, já em decadência e com a vida pessoal em ruínas, decide regressar aos ringues.

Rebuilding, de Max Walker-Silverman, protagonizado por Josh O'Connor, passa no dia 29 de Janeiro. O filme, um western contemporâneo, coloca em confronto o mito do cowboy americano e a crise ambiental actual.

No dia 30 de Janeiro, é exibido Eephus, a estreia na realização de Carson Lund. A longa-metragem foca-se num projecto de construção que iria destruir o campo de beisebol de uma pequena cidade. No mesmo dia, passa ainda Twinless, de James Sweeney, que valeu ao actor Dylan O'Brien o Prémio de Melhor Interpretação no Festival de Sundance, aborda uma improvável amizade travada num grupo de apoio para gémeos em luto pelo desaparecimento dos irmãos. 

Good One, de India Donaldson, chega ao Outsiders no dia 31 de Janeiro à tarde, e conta a história de uma jovem de 17 anos, que parte de mochila às costas numa viagem de três dias pelas montanhas Catskills com o seu pai e o seu melhor amigo. Segue-se Love After Love, de Russell Harbaugh, protagonizado por Andie MacDowell, um drama familiar autobiográfico sobre o processo de luto de uma família após a morte do patriarca. À noite é exibido Keep Quiet, de Vincent Grashaw, um retrato da vida quotidiana numa reserva indígena, contando com a ajuda de Lou Diamond Phillips, actor celebrizado pelo seu papel em La Bamba (1987).

No último dia do Outsiders em Lisboa, 1 de Fevereiro, é exibido Our Hero, Balthazar, do estreante Oscar Boyson, uma história sobre a passagem à idade adulta, que explora o impacto das redes sociais e da cultura do uso de armas americana na adolescência moderna, com humor negro à mistura. A encerrar o ciclo está Fantasy Life, uma comédia romântica de Matthew Shear, protagonizado por Amanda Peet.

Tyler Taormina é o convidado desta edição

O jovem realizador, argumentista, produtor e composidor Tyler Taormina vai marcar presença em Lisboa para apresentar dois dos seus filmes e dar uma masterclass gratuita ao público no dia 29 de Janeiro, às 17h00.

No dia 28 de Janeiro, às 21h00, é exibido Christmas Eve in Miller's Point, com Michael Cera, Maria Dizzia, Francesca Scorsese e Matilda Fleming. O filme acompanha quatro gerações da família Balsano reunidas para o que pode ser o último Natal na velha casa de família, em Long Island.

No dia 29 de Janeiro, passa o filme de estreia do realizador, Ham On Rye, que conta com mais de cem atores, incluindo não profissionais, a fim de explorar a relação de uma comunidade suburbana com o ritual de um baile de finalistas e a decadência de uma certa visão da humanidade. 

Como produtor, Taormina está por trás do êxito de filmes como Eephus, No Sleep Till ou Topology of Sirens, que, tal como os seus filmes, foram produzidos no âmbito da Omnes Films, produtora que ajudou a fundar juntamente com amigos.

PROGRAMA OUTSIDERS 2026

Cinema São Jorge

27 Janeiro

21h30: PEAK SEASON, Steven Kanter, 2023, 82' - sessão de abertura


28 Janeiro

19h00: THE FEATHERWEIGHT, Robert Kolodny, 2023, 99'

21h30: CHRISTMAS EVE IN MILLER’S POINT, Tyler Taormina, 2024, 106'


29 Janeiro

17h00: BEG BORROW STEAL - Masterclass por Tyler Taormina

19h00: HAM ON RYE, Tyler Taormina, 2019, 85’

21h30: REBUILDING, Max Walker-Silverman, 2025, 95’


30 Janeiro

19h00: EEPHUS, Carson Lund, 2024, 99'

21h30: TWINLESS, James Sweeney, 2025, 100’


31 Janeiro

17h00: GOOD ONE, India Donaldson, 2024, 89'

19h00: LOVE AFTER LOVE, Russell Harbaugh, 2017, 91’

21h30: KEEP QUIET, Vincent Grashaw, 2025, 104'


1 Fevereiro

17h00: OUR HERO, BALTHAZAR, Oscar Boyson, 2025, 91’

19h00: FANTASY LIFE, Matthew Shear, 2025, 92' - sessão de encerramento


Mais informações em https://www.flad.pt/outsiders/.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

POLAR – As Longas Noites do Cinema Nórdico: De 16 a 18 de Janeiro no Cinema Fernando Lopes

POLAR – As Longas Noites do Cinema Nórdico terá lugar de 16 a 18 de Janeiro, no Cinema Fernando Lopes, em Lisboa.

A programação do evento reúne uma selecção de filmes nórdicos, da Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia, entre os quais se destacam obras de Nicolas Winding Refn e Thomas Vinterberg, entre outros.

O evento celebra marcos históricos do cinema nórdico: os 30 anos do primeiro filme do movimento Dogma 95, Festen, de Thomas Vinterberg, assinalados com uma conversa sobre o impacto e o significado deste movimento que marcou o cinema dos anos 90 e do início dos anos 2000; e os 30 anos do filme de estreia de Nicolas Winding Refn, Pusher, apresentado numa cópia restaurada que evidencia a revitalização do cinema dinamarquês e os primeiros passos de Mads Mikkelsen como actor.

Em estreia nacional, destaque para dois filmes finlandeses: Stormskerry Maja, de Tiina Lymi, candidato da Finlândia aos Oscars, um drama histórico baseado na série de livros de Anni Blomqvist, e o sucesso de bilheteira 100 Liters of Gold, de Teemu Nikki.

O género documental surge com Mr. Nobody Against Putin, do dinamarquês David Borenstein, em coautoria com Pavel Talankin. Filmado de forma clandestina numa remota cidade mineira russa, o documentário acompanha um professor do ensino primário que, encarregado de registar sessões de “educação patriótica”, decide usar a câmara para expor a crescente militarização das escolas promovida pelo regime de Vladimir Putin. O filme mostra a transformação das salas de aula em espaços de doutrinação e recrutamento, captando tanto gestos de lealdade forçada como subtis formas de resistência silenciosa. Mr. Nobody Against Putin está na shortlist à nomeação para o Oscar de Melhor Documentário.

A Islândia marca presença com Rúnar Rúnarsson, através da curta-metragem O e da longa No Romper da Luz.

A Meia-Irmã Feia, de Emilie Blichfeldt, traz o terror ao POLAR, com um satírico body horror inspirado na história da Cinderela, coproduzido pela Noruega, Dinamarca e Suécia, e exibido numa sessão especial à meia-noite.

O programa inclui também momentos de convívio e partilha, reforçando o intercâmbio cultural entre o Norte da Europa e Portugal.

O evento é organizado pela Associação Il Sorpasso, em parceria com a Cinetoscópio, o Cinema Fernando Lopes e a Universidade Lusófona, contando com o apoio da Embaixada da Noruega e do Danish Film Institute.

Todos os filmes serão exibidos em versão original, com legendas em português. Mais informações em https://www.cinepolar.pt/.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Cinemateca abre 2026 com ciclo de homenagem aos projecionistas e à sala escura

A Cinemateca Portuguesa começa 2026 com o Ciclo Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas. Ao longo do mês de Janeiro, os projeccionistas, a sala escura e a película são os homenageados.

O ciclo é composto por mais de 60 filmes, em sessões que enaltecem a experiência física de se ver cinema e de se viver em contacto com os "filmes enquanto filmes". As obras escolhidas são muito diversificadas, de diferentes períodos e latitudes, "sobre cinemas, sobre idas ao cinema, sobre adormecer no cinema ou ficar zangado no cinema, sobre se apaixonar no (e pelo) cinema, sobre os 'perigos' e os 'benefícios' dos filmes, sobre os erros e os acertos da projecção, sobre o seu efeito hipnótico, sobre a projecção enquanto evento e enquanto performance, sobre a cabine como espaço de reclusão, como espaço de protecção, espaço de caos, de perturbação e de transformação e, também, sobre o filme enquanto objecto, enquanto testemunho material de uma ocorrência, enquanto memória, enquanto assombração e celebração do que foi ou do que poderia ter sido", refere a Cinemateca Portuguesa, em comunicado.

Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas será a oportunidade de ver alguns títulos que passam pela primeira ver e, fundamentalmente,  "para se (re)descobrir grandes filmes projectados nos seus suportes de origem: de THE PURPLE ROSE OF CAIRO (em 35 mm), de Woody Allen, a THE FLICKER (em 16 mm), de Tony Conrad; da sessão dupla do realizador experimental (e projeccionista da Filmmaker’s Cinematheque criada por Jonas Mekas) Jerome Hiller à sessão Grindhouse (em 35 mm) de PLANET TERROR e DEATH PROOF, respectivamente, de Robert Rodriguez e de Quentin Tarantino; de uma sessão dupla em que um dos maiores directores de fotografia do cinema português, Acácio de Almeida, homenageia a matéria-prima do cinema, a luz, até aos dois GREMLINS, de Joe Dante (também em 35 mm); do compêndio de suportes que é WE CAN’T GO HOME AGAIN, de Nicholas Ray, rodado em 35 mm, 16 mm, Super 8 e  vídeo, ao regresso das três dimensões à M. Félix Ribeiro com CAVALCADE – 3D, de David Crosswaite, e DIAL M FOR MURDER – 3D, de Alfred Hitchcock", entre outros.

Estará ainda patente a exposição O Regresso do Cometa Halley – histórias de projeção e projecionistas, baseada nas colecções da Cinemateca, que ocupará vários espaços do edifício da Rua Barata Salgueiro, e haverá uma sessão em que a película é rainha, em que se instalarão quatro projectores diferentes (de 8 mm, 9.5 mm, 16 mm e 35 mm) na Sala M. Félix Ribeiro. O chefe da cabine José Martins irá, ao longo da sessão, explicar as diferenças entre os diferentes formatos, projectando pequenos filmes em cada um dos aparelhos. Reserva-se ainda uma Carta Branca muito especial a oito projeccionistas da Cinemateca, um Ciclo dentro do Ciclo, que espelha preferências pessoais, memórias e experiências marcantes vividas na sala escura.

O programa completo de Uma Cinemateca em Chamas – História de Projeção e Projecionistas está disponível em https://www.cinemateca.pt/CinematecaSite/media/Documentos/janeiro-26.pdf.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

10ª Mostra de Cinema da ESTC acontece de 5 a 8 de Novembro nos Recreios da Amadora

A 10.ª Mostra de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) acontece de 5 a 8 Novembro, nos Recreios da Amadora.

Este ciclo resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal da Amadora e a ESTC, e conta com 25 filmes de curta-metragem - seis documentários e 19 ficções -, produzidos no âmbito da licenciatura em Cinema desta escola, no ano letivo de 2023/2024. 

A entrada é livre, limitada à lotação da sala.

Horários:

3.ª a 5.ª feira às 18h00

6.ª feira às 15h30 e 18h00


Sessão #1 - 5 NOV. 18h00 | Terça-feira

Total 64 min.


Espera! (4’)

Sinopse - Após terminar uma relação, Maria pretende recuperar a sua chave, mas João tenta dar a volta à situação.

Argumento - Matheus Damasceno

Realização - Sofia Rebelo

Dir. Produção - João Bispo


Raíz (5’)

Sinopse - Dois irmãos, Ricardo e Diana, encontram-se na sua casa antiga para a vender. No entanto, Diana sente-se incapaz de a deixar. Quando a sua árvore lhe desperta saudade, o seu irmão oferece-lhe uma perspectiva diferente de como lidar com a separação.

Argumento - Margarida Moreira

Realização - Tomás Santos

Dir. Produção - João Rebocho e Inês Coelho


Elefante (7‘)

Sinopse - Daniela e André são adolescentes que se preparam para um momento íntimo numa festa. Nenhum deles se sente confortável naquele ambiente, o que os leva a fingir serem algo que na realidade não são.

Argumento - Salvador Mendes

Realização - Clara Parente

Dir. Produção - João B. Pedro


Quinta Parede (10’)

Sinopse - Numa tentativa de realização do sonho da mãe, a realizadora acompanha e é acompanhada por três usuários do VRChat, Rúben, Rodrigo e Stiff, que se expõem partilhando as suas experiências e contacto com a realidade virtual, duma perspectiva afectuosa, tecnológica, e crítica.

Argumento - Nico Diegues

Realização - Ana Pereira

Dir. Produção - Sara Leandro


Tempestades (15’)

Sinopse - Após uma discussão, Tiz é deixada num beco de Lisboa. Sem sítio para onde ir, refugia-se num bar na procura por novos estímulos. Encontra um amigo do passado, mas em vez de conforto encontra uma barreira e segue para uma divagação pelo espaço frio e distante. Tenta adiar o inevitável mas vê-se obrigada a aceitar a sua evidente solidão.

Argumento - Carolina Câmara

Realização - Luz Silva

Dir. Produção - Inês Gomes Costa



Sessão #2 - 6 NOV. 18h00 | Quarta-feira

Total 65min.


O Lobo Acorda (4’)

Sinopse - Henrique, um estudante deslocado, acredita ter encontrado o lugar perfeito para morar. No entanto, durante o encontro com o senhorio, o rapaz começa a suspeitar das verdadeiras intenções do homem.

Argumento - João André Silva

Realização - Beatriz Oliveira

Dir. Produção - Mariana Martins e Clara Vieira


Papa Peixe (10’)

Sinopse - Martim assiste com frequência a sessões de poesia, mas nunca tem coragem de intervir. Ao encontrar-se com o seu amigo Gabriel, decide pedir-lhe ajuda e desabafa sobre a sua dislexia. Na sessão seguinte, Martim consegue ler um dos seus poemas.

Argumento - Carolina da Cunha Rodrigues e Eliana Farinha

Realização - Inês Coelho

Dir. Produção - Miriam Carlos


Fruta e Legumes (16’)

Sinopse - Sérgio e Sílvia passam a tarde a trabalhar na sua quinta, para na manhã seguinte irem vender os seus produtos no Mercado do Feijó.

Argumento - Joaquim Simões

Realização - Francisco Mendonça

Dir. Produção - Matilde Cardoso


Irmãzinhas (15’)

Sinopse - Na casa de Lisboa da Congregação das Irmãzinhas dos Pobres, um grupo de sete freiras cuida diariamente de 75 idosos, ajudando-os nos seus últimos anos de vida.

Argumento - Salvador Mendes

Realização - Nicolau Botequilha

Dir. Produção - Francisca Miguéis


Quanto Pesa um Corpo? (20‘)

Sinopse - Uma rapariga ajuda os irmãos a resolverem um problema em que se meteram: um homicídio involuntário.

Argumento - Rodrigo Duarte

Realização - Gabriel Garcia Nery

Dir. Produção - Mariana Cruz



Sessão #3 - 7 NOV. 18h00 | Quinta-feira

Total 60 min.


Deixa Fluir (6‘)

Sinopse - Zé e Rafa, primos bastante próximos, estão perdidos à procura do local do funeral da sua tia-avó. Rafa está desconfortável, aflito para urinar, mas Zé desvaloriza essa necessidade. Rafa irrita-se, criticando duramente Zé, acabando por urinar nas calças.

Argumento - Duarte Rita

Realização - Vasco Morais

Dir. Produção - Raquel Porfírio e Raquel Vargas


Na Boca de Cena (7‘)

Sinopse - Num ensaio de uma companhia de teatro amador, três actores cruzam-se com as suas intrigas interpessoais na história da própria peça, dando vida às peripécias das personagens interpretadas pelos colegas de teatro.

Argumento - Tomás Santos

Realização - João Rebocho

Dir. Produção - Catarina Ribeiro


Sangue Fresco da Manada (9‘)

Sinopse – Dois revolucionários convocam uma revolução clandestina para convencer um operário a juntar-se a uma manifestação.

Argumento - Diogo Lopes

Realização - Dinis Reis

Dir. Produção - Madalena Varandas


Zátila Monamour (19‘)

Sinopse - Zaya passa por um “interrogatório” íntimo, onde a sua identidade e aparência é aos poucos revelada. Assim, o seu corpo e alma são lentamente desconstruídos.

Argumento – n/a

Realização - Guilherme Magalhães

Dir. Produção - Tiago Tiza


Ao Deus-dará (20’)

Sinopse - Maria Rita participa numa busca por algo que não quer que seja encontrado.

Argumento – Maria Inês Opinião

Realização - Carolina Rebelo

Dir. Produção - Guilherme Falcão Azevedo


Sessão #4 - 8 NOV. 15h30 | Sexta-feira

Total 64 min.


Infinito Casulo (5’)

Sinopse - Dois amigos de infância, Ricardo e Xavier, encontram-se num momento de despedida. Xavier vai emigrar e convida Ricardo para o visitar. Este diz ter de cuidar da mãe doente. Xavier alerta-o de que deve viver mais a sua vida e Ricardo pondera sobre o que lhe é mais importante.

Argumento - Dinis Reis

Realização - Diogo Lopes

Dir. Produção - Pablo Dias Gomes


Paciência (4’)

Sinopse - Um jovem ansioso, à espera de um amigo para jogar xadrez, encontra uma rapariga que o ouve e o tenta acalmar.

Argumento - Afonso Pescada

Realização - Madalena Varandas

Dir. Produção – Cristiana (Helen) Barrocas e Mariana Santos


Ângela (20’)

Sinopse - Ângela, tal como todas as vendedoras de rua, faz do local de passagem da estação o seu espaço de permanência. Os seus dias são incertos e preenchidos. Conhecemos os longos caminhos que nos levam entre a preparação da comida e a vida pessoal e familiar que cuida ao vender estes produtos.

Argumento - Rita Marujo

Realização - Clara Parente

Dir. Produção - Maria Sá


Kubibanguela (21’)

Sinopse - Um jovem preso político cujo paradeiro a sua família desconhece tenta convencer um prisioneiro mais velho a passar um bilhete para o exterior.

Argumento - Guilherme Martins

Realização - Bernardo de Magalhães

Dir. Produção - Francisca Miguéis


Antes do Comboio Passar (13’)

Sinopse - Para impressionar Bruno, André realiza um assalto com uma consequência maior do que esperada.

Argumento - Francisco Nunes

Realização - Júlio Barros Silva

Dir. Produção - Guilherme Falcão Azevedo


Sessão #5 - 8 NOV. 18h00 | sexta-feira

Total 60 min.


Horizonte (5’)

Sinopse - Dois amigos de infância, Ricardo e Xavier, encontram-se num momento de despedida. Xavier vai emigrar e convida Ricardo para o visitar. Este diz ter de cuidar da mãe doente. Xavier alerta-o de que deve viver mais a sua vida e Ricardo pondera sobre o que lhe é mais importante.

Argumento - Bruno Fonseca

Realização - Thiago Marcelino

Dir. Produção - Afonso Stichini e Tomás Pereira


Por Acaso (6’)

Sinopse - Uma rapariga, Sofia, está a desenhar num banco de jardim quando outra rapariga pede para se sentar ao seu lado. Sofia interessada na outra rapariga tenta ganhar coragem para falar com ela.

Argumento - Miriam Carlos

Realização - Eliana Farinha

Dir. Produção - André Lima e Maria Antunes


Playground (10‘)

Sinopse - Três amigos de infância, ao se reunirem para passar férias juntos, resolvem reviver um jogo antigo. Contudo, à medida que o jogo avança, feridas do passado voltam a abrir, desafiando a solidez da sua amizade.

Argumento - Mariana Martins e Sofia Rebelo

Realização - Clara Vieira

Dir. Produção - João André Silva


Em Reparação (12’)

Sinopse - Dentro de várias estreitas e atafulhadas lojas com diferentes ofícios, acompanhamos os gestos de cuidado, a relação entre o material e a mão e a técnica treinada da renovação.

Argumento - Maria Neves

Realização - Beatriz Machado Oliveira

Dir. Produção - Rodrigo Gaspar


Os Mortos de Sobrecasaca (27’)

Sinopse - Após o testemunho de uma figura misteriosa que vem anunciar a chegada da "Má-Hora", um grupo de utentes de um lar de idosos junta-se para combater essa figura ameaçadora e incontrolável, recorrendo ao uso de superstições e saberes populares. Simultaneamente ao plano da comunidade, Acácio, um idoso solitário, lida com as suas memórias e avança com a sua vingança pessoal. Inesperadamente, uma criança cruza-se no seu caminho.

Argumento - Afonso Branco

Realização - Manuel Rainha

Dir. Produção - Mariana Cruz

quarta-feira, 27 de março de 2024

Outsiders: Ciclo de Cinema Independente Americano: De 30 de Abril a 5 de Maio em Lisboa

A 3.ª edição do Outsiders: Ciclo de Cinema Independente Americano regressa de 30 de Abril a 5 de Maio, no Cinema São Jorge e na Faculdade de Belas-Artes, em Lisboa.

Serão apresentados 12 filmes inéditos em Portugal, que pretendem fazer um retrato da América contemporânea, abordando a família, nas suas múltiplas declinações O convidado desta edição é o realizador Patrick Wang e estará em Lisboa para apresentar dois dos seus filmes (The Grief of Others e A Bread Factory) e dar uma masterclasse na Faculdade de Belas Artes, no dia 3 de Maio, às 17h00.

The Unknown Country, de Morrisa Maltz

O Outsiders 2024 começa a 30 de Abril com o filme The Unknown Country, de Morrisa Maltz, protagonizado por Lily Gladstone (Assassinos da Lua das Flores). A longa-metragem "acompanha uma jovem mulher em luto por um familiar próximo, que embarca numa viagem após receber um convite inesperado".

No dia 1 de Maio, são exibidos três filmes: Land Ho!, de Martha Stephens e Aaron Katz, "sobre dois ex-cunhados reformados, que decidem fazer uma viagem à Islândia para reacender a sua amizade e aproveitar a vida, uma reflexão sobre o envelhecimento, a amizade e a busca da felicidade"; South Mountain, de Hilary Brougher, sobre a complexidade "das relações familiares, os desafios da maternidade e as mudanças nas dinâmicas conjugais"; e à noite, Pier Kids, de Elegance Bratton, documentário "sobre a vida de jovens sem-abrigo LGBTQI+ que se reúnem num icónico ponto de encontro da cidade de Nova Iorque".

No dia 2 de Maio, é a vez de The Cathedral, de Ricky D'Ambrose, "que acompanha os altos e baixos da história de uma família através do olhar do narrador, explorando temas como memória, identidade e nostalgia". 

Às 19h00 de 3 de Maio, é apresentada a obra Driveways, de Andrew Ahn, "que aborda temas de solidão, amizade intergeracional e aceitação", e às 21h15, chega Birth/Rebirth, de Laura Moss, filme de terror psicológico que "reexamina o mito de Frankenstein através das lentes da maternidade e da mortalidade". The Surrogate, de Jeremy Hersh, é apresentado no dia 4 de Maio, e "aborda questões éticas e emocionais em torno da gestação de substituição".

No último dia do ciclo Outsiders, 5 de Maio, serão exibidos dois filmes: Bloody Nose, Empty Pockets, dos irmãos Bill Ross IV e Turner Ross, "que decorre no último dia antes do encerramento definitivo de um bar em Las Vegas e que adopta uma abordagem improvisada, permitindo que os eventos e diálogos se desdobrem organicamente, criando uma sensação de autenticidade e crueza e misturando elementos de documentário e ficção"; e, à noite, a encerrar o ciclo, é a vez de A Thousand and One, longa-metragem de estreia da realizadora e argumentista A.V. Rockwell, uma viagem até à Nova Iorque dos anos 90, onde acompanha "Inez de La Paz (Teyana Taylor), uma jovem negra acabada de sair da prisão e que toma a desesperada decisão de 'sequestrar' o seu filho de seis anos de uma família de acolhimento, experiência idêntica à que ela vivenciou".


PROGRAMA OUTSIDERS 2024

Cinema São Jorge

30 Abril, Terça-feira

21h15: THE UNKNOWN COUNTRY, Morrisa Maltz, 2022, 85' - sessão de abertura


1 Maio, Quarta-feira

17h00: LAND HO!, Aaron Katz/Martha Stephens, 2014, 95'

19h00: SOUTH MOUNTAIN, Hilary Brougher, 2019, 82'

21h15: PIER KIDS, Elegance Bratton, 2019, 96'


2 Maio, Quinta-feira

19h00: THE CATHEDRAL, Ricky D'Ambrose, 2021, 87'

21h30: THE GRIEF OF OTHERS, Patrick Wang, 2015, 103'


3 Maio, Sexta-feira

19h00: DRIVEWAYS, Andrew Ahn, 2019, 83'

21h15: BIRTH/REBIRTH, Laura Moss, 2023, 98'


4 Maio, Sábado 

15h00: A BREAD FACTORY, Patrick Wang, 2018, Part I 122'/ Part II 120'

21h15: THE SURROGATE, Jeremy Hersh, 2020, 93'


5 Maio, Domingo

17h00: BLOODY NOSE, EMPTY POCKETS, Bill Ross IV/Turner Ross, 2020, 98'

19h00: A THOUSAND AND ONE, A.V. Rockwell, 2023, 117' - sessão de encerramento


Masterclass Patrick Wang

Faculdade de Belas-Artes da Universidade Lisboa

3 Maio, Sexta-feira

17h00: SEEING ACTORS*

*masterclass em inglês

sábado, 16 de dezembro de 2023

'Mostra de Cinema IPO Lisboa 100 anos' acontece de 5 a 7 de Janeiro no Cinema São Jorge

A Mostra de Cinema IPO Lisboa 100 Anos acontece de 5 a 7 de Janeiro de 2024, no Cinema São Jorge, e vem celebrar o centenário da instituição, num encontro entre IPO Lisboa, Cinema e Comunidade.

­Esta iniciativa, co-organizada pelo IPO Lisboa e o IndieLisboa, surge no âmbito das comemorações dos 100 anos do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa). Esta mostra de cinema tem um "triplo objectivo: estar tematicamente relacionada com o trabalho da instituição, constituir um momento de celebração da efeméride e promover o encontro entre espectadores de cinema, IPO e toda a comunidade envolvida com a instituição". 

Ao longo dos três dias, com duas sessões diárias, serão exibidos seis filmes, "tendo cada um uma perspectiva diferente sobre a forma como lidamos com o cancro". "Antes de cada exibição, será feita uma introdução por um profissional de saúde do IPO Lisboa, cuja área de trabalho se relaciona com a temática do filme em questão". Para além do cinema, haverá também um painel de debate.

Na sessão de abertura da mostra, será exibida a curta-metragem documental A Luta Contra o Cancro em Portugal, realizada por António Lopes Ribeiro, em 1952. Na mesma sessão, passa La guerre est déclarée, de Valérie Donzelli. 

A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos, Notre corps, de Claire Simon, The Farewell, de Lulu Wang, Caro Dário, de Nanni Moretti, e Love Story, de Arthur Hiller, são os outros filmes que compõem esta Mostra de Cinema IPO Lisboa 100.

Mais informações em: https://indielisboa.com/mostra-de-cinema-ipo-lisboa-100-anos/

domingo, 23 de julho de 2023

Ciclo 'No País do Cinema' leva filmes sobre 'A Terra e o Mundo' ao Pólo Cultural Gaivotas, até 6 de Setembro

O ciclo No País do Cinema 2023 leva nove filmes sobre A Terra e o Mundo ao Pólo Cultural Gaivotas, em Lisboa, até 6 de Setembro. O evento é de entrada livre.

Objectos de Luz, Acácio de Almeida e Marie Carré

Com curadoria da associação cultural Os Filhos de Lumière, A Terra e o Mundo é o tema do ciclo No País do Cinema 2023, inseridos no programa Gaivotas no Pátio. O ciclo começou a 19 de Julho e prolonga-se até 6 de Setembro, sempre às 21h30, com entrada livre, no Pátio do Pólo Cultural das Gaivotas/Boavista (Rua das Gaivotas, 8).

Os nove títulos - cinco de produção nacional - abordam a “Terra física, a sua morfologia, mas também interpelam o nosso imaginário, proporcionando momentos de contemplação”, explica Teresa Garcia, de Os Filhos de Lumière. “A perda dessa capacidade de contemplação está ligada à perda da capacidade de cuidar”, acrescenta. “Queremos convidar a contemplar o nosso mundo” porque “estas paisagens somos nós”.

Para além dos filmes portugueses, No País do Cinema 2023 exibe ainda cinema do Irão, França, antiga URSS e Estados Unidos da América, entre curtas e longas-metragens.

A cada sessão, segue-se uma conversa informal com cineastas convidados, entre os quais Pedro Costa (a confirmar), Acácio de Almeida e Marie Carré, Luís Alves de Matos e Manuela Serra que estarão em diálogo com os espectadores e a equipa de Os Filhos de Lumiére.

PROGRAMA

Casa de Lava (1994), de Pedro Costa – 19 de Julho

Através das Oliveiras (1994), de Abbas Kiarostami – 26 de Julho

Trás-os-Montes (1976), de António Reis e Margarida Cordeiro - 9 de Agosto

Objectos de Luz (2022), de Acácio de Almeida e Marie Carré – 16 de Agosto

Um Rio Chamado Ave (2012), de Luís Alves de Matos, e O Movimento das Coisas (1986), de Manuela Serra – 23 de Agosto

O Rio Sagrado (1951), de Jean Renoir - 30 de Agosto

A Terra (1930), de Aleksandr Dovjenko, e Djerrahi (1978), de Pierre-Marie Goulet – 6 de Setembro

sábado, 22 de julho de 2023

Museu do Oriente apresenta Ciclo 'Mestres Japoneses Desconhecidos' de 23 de Julho a 27 de Agosto

O Museu do Oriente apresenta o ciclo de cinema Mestres Japoneses Desconhecidos, dedicado a grandes realizadores do cinema nipónico, com filmes das décadas de 1950 e 60, nunca estreados no circuito comercial fora do Japão. O ciclo conta com seis sessões gratuitas, a cada domingo, de 23 de Julho a 27 de Agosto, no Auditório do Museu do Oriente.

Mulheres de Ginza, de Kozaburo  Yoshimura

Na sessão de abertura, Miguel Plácido, especialista em história do cinema japonês e programador do ciclo, fará uma apresentação a Mestres Japoneses Desconhecidos, ao que se seguirá a exibição do filme O Menino da Ama, de Tomotaka Tasaka. A obra conta a história de Hatsu "que, para saldar uma dívida de gratidão, vai para Tóquio prestar serviços de ama a uma família exemplarmente burguesa. Além das amplas diferenças quotidianas entre a sua terra provinciana e a capital, Hatsu desenvolve uma relação especial com o filho mais novo da família e a verdadeira epopeia dos pequenos gestos diários desenvolve a narrativa até à despedida inevitável".

No dia 30 de Julho, é a vez do realizador Kozaburo Yoshimura, com Mulheres de Ginza. "Contado a partir da perspectiva de uma jovem aprendiz de gueixa, o filme retrata o quotidiano de cinco mulheres empregadas nesta profissão".

O primeiro Domingo de Agosto traz consigo Cada Um Na Sua Cova, de Tomu Uchida, uma "metáfora da sociedade japonesa do pós-guerra.A acção desenrola-se em torno de quezílias familiares, numa crescente tensão entre os valores tradicionais dos pais e o desejo de independência e mudança das novas gerações".

Cada Um Na Sua Cova, de Tomu Uchida

No dia13 de Agosto, será exibido A Vida de uma Mulher, de Yasuzo Masumura, baseado na peça de Kaoru Morimoto, que "conta a história da órfã Kei e do seu casamento inesperado, no momento em que o Japão entra na escalada militar após a vitória sobre a Rússia em 1905". Esta obra "foi inicialmente encomendado pelo Império para glorificar a presença japonesa na China". 

Johnny Coração de Vidro, de Koreyoshi Kurahara, é exibido a 20 de Agosto. O filme "centra-se numa mulher em fuga, marcada por um histórico de miséria social e violência, e dos homens que se atravessam no seu caminho, nos papéis ambivalentes de salvador e opressor".

A encerrar o ciclo de cinema, estará A Mulher que eu Abandonei, de Kirio Urayamao, nunca distribuído comercialmente e raras vezes mostrado fora do Japão. O filme baseia-se no romance homónimo de Shusaku Endo (autor de Silêncio). A obra "retrata a vida urbana e desenraizada da burguesia japonesa emergente de meados do século XX, através do dilema de Yoshioka, obrigado a escolher entre um casamento de conveniências altamente vantajoso e a ligação afectiva genuína a uma mulher que abandonara na juventude".

O ciclo Mestres Japoneses Desconhecidos é co-organizado pela distribuidora The Stone and The Plot, e tem entrada gratuita. Todos os filmes são exibidos em preto e branco, na língua original, com legendas em português. 

Ciclo de Cinema - Mestres Japoneses Desconhecidos

23, 30 de Julho; 6, 13, 20, 27 de Agosto (Domingos)

Auditório do Museu do Oriente

Horário: 18h00

Sem intervalo

Preço: gratuito, mediante levantamento do bilhete no próprio dia


Programação

23 Julho

O Menino da Ama (女中ッ子)

Realização: Tomotaka Tasaka, 1955

142 minutos


30 Julho

Mulheres de Ginza (銀座の女)

Realização: Kozaburo Yoshimura, 1955

109 minutos


6 Agosto

Cada um na sua Cova (自分の穴の中で)

Realização: Tomu Uchida, 1955

125 minutos


13 Agosto

A Vida de uma Mulher (女の一生)

Realização: Yasuzo Masumura, 1962

94 minutos


20 Agosto

Johnny Coração de Vidro (硝子のジョニー・野獣のように見えて)

Realização: Koreyoshi Kurahara, 1962

106 minutos


27 Agosto

A Mulher que eu Abandonei (私が棄てた女)

Realização: Kirio Urayama, 1969

116 minutos

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Batalha Centro de Cinema apresenta programa para Junho e Julho

O programa do Batalha Centro de Cinema para Junho e Julho conta com retrospectivas a Basil da Cunha, Annemarie Jacir e Mai Zetterling; o ciclo temático Contra-Fluxos, dedicado à água; e o programa Oásis, que inclui cinema ao ar livre.

Entre 3 e 17 de Junho, é dedicada uma retrospectiva à obra do realizador luso-suíço Basil da Cunha, com a presença do cineasta, que inclui o seu mais recente filme, comissariado pelo Batalha. Premiado em Oberhausen, 2720 será apresentado em formato de filme-concerto. Segue-se, entre 8 de Junho e 15 de Julho, a primeira retrospectiva em Portugal dedicada a Mai Zetterling, realizadora, actriz e argumentista, que "firmou a sua assinatura na História do cinema realizando, a partir dos anos 60, filmes ousados e transgressivos que permanecem atuais até aos dias de hoje". De 22 de Junho a 7 de Julho, em foco estará a obra da realizadora palestina Annemarie Jacir, que marcará presença no Batalha. A cineasta "escreveu, realizou e produziu mais de 20 filmes e as suas três longas de ficção foram candidatas da Palestina ao Óscar e premiadas nos principais festivais de cinema".

2720

Entre 29 de Junho e 16 de Julho, o ciclo temático Contra-Fluxos "reflete sobre a água enquanto ponte entre continentes e elemento central da história e da sociedade". O programa tem curadoria de Almudena Escobar López e Margarida Mendes e inclui obras de Mati Diop, Kevin Jerome Everson, Basma al-sharif, Sky Hopinka, Ephraim Asili, Miryam Charles, Rosa Barba e Laura Huertas Millán.

No ciclo Luas Novas, dedicado a nomes emergentes do cinema português, é exibido Simon Chama, de Marta Sousa Ribeiro (18 de Junho), e a Constelação #2: El Dorado do ciclo Selecção Nacional — focada na problemática relação do cinema português com África — chega ao fim com sessões a 7 e 21 de Junho, a última com a presença do realizador João Botelho.

Nos dias 6 e 7 de Junho, o Batalha acolhe os Novos Encontros do Cinema Português, um fórum de discussão em torno do cinema nacional que vai reunir, no Porto, os profissionais do sector. A iniciativa — organizada pelo Centro de Cinema, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Clube Português de Cinematografia–Cineclube do Porto — parte da Semana de Estudos sobre o Novo Cinema Português que aconteceu no Batalha em 1967, para propor um novo encontro com quatro painéis de debate: Educação, Produção, Crítica e Distribuição e Exibição.

Também em Junho, nas Matinés do Cineclube, serão apresentados alguns dos filmes que integraram a programação dos Encontros de 1967 e que definiram o movimento do Cinema Novo. No mês seguinte, o programa dedica-se às primeiras realizadoras que o Cineclube do Porto programou.

A primeira temporada do Batalha termina em festa com Oásis — programa anual que celebra a chegada à estação mais quente com propostas multidisciplinares dedicadas ao Verão e suas poéticas. Entre 19 e 22 de Julho, há propostas de filmes dentro e fora de portas — com sessões gratuitas, ao ar livre, na Praça da Batalha — e o filme-performance Olho da Rua, de Jonathas de Andrade.

Para os mais novos, além das Sessões para Famílias, o Batalha propõe o Mini Oásis, que acontece entre 12 e 14 de Julho, e apresenta um conjunto de filmes onde o sol, a praia e o calor estão sempre presentes.

No dia 1 de junho, é apresentada em estreia a performance Workers in Song, que resulta de uma colaboração entre o artista visual James Richards e o compositor Billy Bultheel. Um trabalho que junta som e imagem em movimento numa coreografia expandida, questionando a diferença entre o visível e o imaginário.

Já a 2 de Julho, Rita Natálio apresenta Spillovers, "uma performance-filme que constrói uma releitura fabulada da icónica obra feminista Lesbian peoples: material for a dictionary, escrita em 1976 por Monique Wittig e Sande Zeig".

Até 13 de Agosto, o Foyer 1 e Sala-Filme acolhem a instalação Escondidas na caverna que forjamos umas das outras, de CAConrad com Alice dos Reis e Isadora Pedro Neves Marques.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Festival Imaterial leva Ciclo de Cinema Documental a Évora, de 19 a 27 de Maio

A 3.ª edição do Festival Imaterial regressa a Évora de 19 a 27 de Maio, e conta com um Ciclo de Cinema Documental no Auditório Soror Mariana.

O ciclo começa no dia 19 de Maio, pelas 21h30, com a estreia mundial do filme Ballaké Sissoko Kora Tales, de Laurent Benhamou e Lucy Duran, com presença dos realizadores. O filme gira em redor do músico e do "seu instrumento, a Kora, uma harpa de 21 cordas da África Ocidental, cujas origens estão envoltas em lendas. Viajando mais para oeste, numa canoa, em direção ao Senegal e à Gâmbia, de onde a sua família é oriunda, Ballaké cruza o rio Casamance para se encontrar com uma família de tocadores de kora que mantém vivo o velho estilo tradicional do instrumento. Inspirado, Ballaké toca a kora pela noite dentro, ao som dos grilos e dos pássaros noturnos, recordando a sua própria herança naquela parte do mundo". O documentário é narrado pelo rapper maliano Oxmo Puccino.

No dia 21 de Maio, às 18h30, é exibido o documentário The Sounds of Masks, de Sara Gouveia, que viaja até Moçambique. "Atanásio Nyusi é um poderoso contador de histórias e lendário dançarino de Mapiko. Leva-o numa jornada surreal que entrelaça o passado colonial e o presente de Moçambique. Usando música, dança e o corpo como arquivo de um saber colectivo, este documentário mostra o horror da guerra através da beleza da dança e da poesia". A sessão será apresentada pela historiadora Giulia Strippoli.

A 22 de Maio, pelas 18h30, a viagem segue até Cuba com La Tumba Mambi, do DJ Jigüe e Alexandrine Boudreault-Fournier. Trata-se de um filme de ficção documental "baseado na Tumba Francesa La Caridad de Oriente, sedeada na cidade de Santiago de Cuba", destacando como "o presente assenta numa história de luta pela liberdade". 

No dia 23 de Maio, às 18h00, será exibido Dance My Daughter, de Karen Boswall de Givandás (que marcará presença na sessão), apresentando "uma perspectiva feminina sobre o lento progresso de Moçambique no sentido do reconhecimento dos direitos humanos das mulheres e meninas em todo o país. Aqui, onde as vozes das mulheres e das meninas muitas vezes não são ouvidas, sem uma linguagem comum, o canto e a dança funcionam como veículos de protesto e de provocação, de lamento e de celebração". 

A 25 de Maio, às 18h00, The Soil, de Zuzana Kolaciewicz, filma "a relação entre as mulheres, a música e a terra na Polónia. São as canções e as suas letras, comentando com humor e pungência a vida, o amor, a terra e a acção feminina, que fornecem uma estrutura narrativa ao filme: crua, autêntica e desprovida de intervenções modernas".

A encerrar o Ciclo de Cinema Documental estará Eyes Open, Youssou N´Dour in Dakar, de Lucy Durán e Celia Lowenstein, no dia 26 de Maio, às 18h00. "Filmado no local e narrado por Youssou N'Dour, o filme explora os sons fantásticos da sua cidade natal, Dakar, capital do Senegal, onde ainda vive, e cujas influências moldaram a sua música. A imagem deste músico e da sua cidade fundem-se para formar um retrato poderoso e belo de um griot moderno, uma figura pública que é, também, um dos mais famosos músicos de África".

O Festival Imaterial tem entrada livre. Toda a informação sobre o evento pode ser consultada em: http://festivalimaterial.pt/.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Ciclo Cinema Liberdade no Fórum Cultural do Seixal nos dias 18, 19 e 20 de Abril

No âmbito das comemorações do 49.º aniversário do 25 de Abril de 1974, a Câmara Municipal do Seixal promove o Ciclo Cinema Liberdade, nos dias 18, 19 e 20 de Abril, pelas 21h30 horas, no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal.

A entrada é gratuita, sujeita a reserva antecipada, a abrir o ciclo, no dia 18 de Abril estará o filme O Jovem Cunhal, de João Botelho. No dia 19, será exibido Transversais, de Émerson Maranhão. E, a fechar o ciclo, a 20 de Abril, são exibidos A Noiva, de Sérgio Tréfaut, e Chuvas de Março, de Duarte Henriques.

O Ciclo Cinema Liberdade realiza-se desde 2015, e "visa potenciar a consciencialização para a importância da liberdade e da democracia e para os perigos que estas correm, especialmente em contextos tão difíceis como os que temos vindo assistir nos últimos anos", segundo o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Paulo Silva.

Além da programação no Fórum Cultural do Seixal, este ciclo terá também sessões dirigidas ao público escolar com as seguintes sessões:

18 de Abril, 15h00 - A Ganha Pão, de Nora Twomey, 2017 - Para alunos do 2.º ciclo do ensino básico

19 de Abril, 10h00 - O Profeta, de Roger Allers e Gaëtan Brizzi, 2014 - Para alunos do 1.º ciclo do ensino básico

20 de abril, 15h00 - Transversais, de Émerson Maranhão, 2021 - Para alunos do 3.º ciclo e secundário

quinta-feira, 13 de abril de 2023

'O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento' na Cinemateca Portuguesa de 14 a 26 de Abril

A Cinemateca Portuguesa recebe uma retrospectiva alargada do cinema da Estónia, intitulada O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento, de 14 a 26 de Abril.

O ciclo O Cinema da Estónia: Um Ninho ao Vento (em referência à obra de Olav Neuland, a exibir neste programa) "revela a longevidade deste rico legado cultural, que celebrou 110 anos de existência em 2022". Pela primeira vez, poderá ser visto "um conjunto de filmes realizados entre as décadas de 60 e 80 que começa no período da 'escola nacional do cinema', após o fim da era estalinista, marcada pela imposição do realismo socialista na cinematografia estónia". 

Esta retrospectiva mostra curtas e longas-metragens "que abordam, por um lado, as preocupações políticas deste cinema, crítico do regime comunista em obras como" POSTMARK/Carimbo Postal de Viena, HULLUMEELSUS/Loucura, ou MAN OF KIHNU/Homem de Kihnu, "mas também o lado mais saudoso" de KEVADE/Primavera, "filme semiautobiográfico que é uma das obras maiores do cinema do país", (cuja primeira sessão, no dia 14 de Abril, marcará a abertura do ciclo) ou a ficção científica de HUKKUNUD ALPINISTI HOTELL/O Hotel do Alpinista Morto. Serão exibidos um total de 22 filmes, incluindo seis curtas e uma longa-metragem de animação, a exibir na Cinemateca Júnior.

Todos os filmes serão apresentados em cópias digitais e são estreias absolutas na Cinemateca, numa colaboração com o Estonian Film Institute e o apoio da Embaixada da Estónia em Lisboa.

Outro destaque da programação será a conferência dedicada ao cinema da Estónia e às suas implicações sociopolíticas durante a era soviética - Negociando a Nação: Indústria e Imagem do Cinema Estónio Durante a Era Soviética (1940/1944-1991) - , que acontece no dia 15 de Abril pelas 18h00, por Eva Naripea, historiadora de cinema do país e actual directora da Cinemateca de Tallin.

Mais informações sobre este ciclo no site da Cinemateca Portuguesa.

Ao cinema da Estónia, Abril continuará com uma retrospectiva dedicada ao realizador e mestre da animação checa, Jan Švankmajer, numa colaboração da Cinemateca com o IndieLisboa - Festival Internacional de Cinema, e que se estenderá até à primeira semana de Maio. 

quarta-feira, 29 de março de 2023

Alvalade Cineclube promove debate feminista e 4 filmes de Maryam Tafakory a 30 de Março

O Alvalade Cineclube promove um debate feminista na última sessão do ciclo Irão, Meu Amor, que conta com quatro filmes da realizadora Maryam Tafakory, no dia 30 de Março, às 21h00, no Cinema Fernando Lopes, em Lisboa.

Nazarbazi

Dedicada ao olhar feminino do cinema persa, esta iniciativa de programação acolhe representantes dos projectos MUTIM, Elas no Cinema, Olhares do Mediterrâneo e Manamiga para discutir a condição da mulher no Irão e no mundo, a partir dos quatro filmes de Maryam Tafakory.

Com base entre Shiraz e Londres, o trabalho da realizadora foi exibido internacionalmente, no MoMA, Festival de Cinema de Locarno, IFFR,  BFI London, HKW Berlim e Anthology Film Archives, entre outros. Tafakory "debruça-se sobre as rebeliões possíveis, mais ou menos subversivas, à condição em que o governo iraniano mantém as mulheres. Como se pode começar uma rebelião quando se é invisível?" é uma das principais questões que se coloca.

O debate feminista será moderado por Inês Bernardo, e inclui as vozes de Marta Martins e Valquíria Porto (Manamiga), Lígia Ferraz e Letícia Mendes (Elas no Cinema), Joana Gusmão e Rita Benis (MUTIM) e Sílvia Di Marco (Olhares do Mediterrâneo). A conversa acontece no final da projecção dos filmes, aberta a todo o público. 

Filmes + Debate:

30 MAR - IRANI BAG (Maryam Tafakory, 2021, 8')

30 MAR - NAZARBAZI (Maryam Tafakory, 2022, 19')

30 MAR - I HAVE SINNED A RAPTUROUS SIN (Maryam Tafakory, 2018, 8')

30 MAR - ABSENT WOUND (Maryam Tafakory, 2017, 10') 

domingo, 26 de março de 2023

Batalha Centro de Cinema apresenta programa para Abril e Maio

O Batalha Centro de Cinema, no Porto, divulgou o seu programa para os meses de Abril e Maio. 

El Futuro Ya no Está Aquí é o novo ciclo temático do Batalha e será apresentado entre 6 e 31 de Maio, oferecendo uma perspetiva sobre o processo de libertação de Espanha e a sua transição para a democracia. Realizadores como Pedro Almodóvar, Carlos Saura, Eloy de la Iglesia e o movimento Quinqui, "com o seu foco na delinquência, representaram no grande ecrã as margens da sociedade, juntamente com a primeira realizadora feminista do país, Josefina Molina, e as novas expressões de cinema queer e trans, anteriormente proibidas pelo Franquismo". O ciclo traz ao público nove filmes e uma performance.

The Souvenir

A cineasta britânica Joanna Hogg terá a primeira retrospectiva em Portugal apresentada no Batalha, de 1 de Abril a 17 de Maio. Destaque para o filme de 2019, The Souvenir, drama autobiográfico sobre o crescimento pessoal e criativo de uma estudante de cinema. A retrospectiva inclui a estreia nacional do seu mais recente The Eternal Daughter (2022). O Batalha apresenta também uma retrospectiva dedicada a Luísa Homem, de 14 de Abril a 13 de Maio, que inclui os filmes da realizadora e uma selecção das suas colaborações. No dia 5 de Maio, será apresentado um foco dedicado a Riar Rizaldi, com as curtas-metragens do artista e uma performance-ensaio sobre a história propagandística dos filmes de terror indonésios.

A 29 e 30 de Abril, chega ao Batalha Towards the Last Movies, um programa que inclui uma selecção de filmes vistos por ícones do século XX momentos antes das suas mortes. São os “últimos filmes” de Anne Frank, Kurt Cobain, Pier Paulo Pasolini, Olof Palme, o culto Heaven’s Gate, entre outros. A proposta traduz-se num exercício de resistência pela noite dentro que termina na manhã do dia seguinte — entre as 17h15 e as 10h00 —, com bilhete único de 10 euros  - e os espectadores mais perseverantes serão premiados.

Em Abril e Maio, serão assinalados o centenário do mestre do cinema britânico Lindsay Anderson; o Dia da Terra, com uma sessão programada pela Greve Climática Estudantil do Porto; o 25 de Abril, com um filme e uma conversa-performance de Filipa César e Alexandre Alves Costa; e uma sessão dedicada a Louis Benassi, artista, cineasta e produtor da contracultura. Destaque também para a antestreia dos novos filmes de João Canijo, Mal Viver (2023) e Viver Mal (2023).

Mal Viver 

No programa mensal Luas Novas, dedicado aos nomes emergentes do cinema português, serão apresentadas as obras de Laura Carreira, a 20 de Abril, e de Welket Bungué, a 19 de maio.

O ciclo Seleção Nacional, dedicado ao cinema português e à sua história, continuará a apresentar a Constelação #2: El Dorado, com foco na relação do cinema português com as ex-colónias e filmes de Alberto Seixas Santos, Faria de Almeida, Inês de Medeiros, Carlos Conceição, José Miguel Ribeiro, Margarida Cardoso, entre outros.

Quinzenalmente, aos Domingos, acontecem as Matinés do Cineclube apresentam uma seleção de filmes que recordam momentos-chave da vida do Cineclube do Porto, o mais antigo cineclube português em actividade.

O programa para Famílias, com sessões quinzenais entre 1 de Abril e 27 de Maio, inclui filmes que se cruzam com a restante programação de cinema e o espectáculo Lanterna Mágica, no qual o realizador Abi Feijó e a professora Elsa Cerqueira propõem uma viagem até às raízes do cinema, musicada ao vivo por André Aires, Guilherme Magalhães e Rafael Silva.

No ciclo de palestras A Minha História de Cinema, o Batalha Centro de Cinema recebe o filósofo coreano Byung-Chul Han, a 11 de Abril, e a cineasta e escritora vietnamita Trinh T. Minh-há a 9 de Maio, para explicarem "a sua relação com diferentes formas de produção de cinema, através de experiências e a apresentação de filmes que marcam a vida e até práticas profissionais".

Entre 20 de Maio e 20 de Agosto, a Sala-Filme acolhe a exposição de CAConrad com Alice dos Reis e Pedro Neves Marques, Escondidas na caverna que forjamos umas das outras. Para introduzir ao públicoo trabalho da poeta americana CAConrad, esta exposição inclui elementos fílmicos produzidos em Nova Iorque no Verão de 2022 e novas obras produzidas a partir da escrita da autora. O programa da exposição inclui, a 21 de Maio, uma leitura de The Book of Frank com CA Conrad e convidados.

O programa completo está disponível em batalhacentrodecinema.pt.

terça-feira, 7 de março de 2023

Filmin celebra Dia Internacional da Mulher com série 'Destemidas' e Ciclo Chantal Akerman

A propósito do Dia Internacional da Mulher, a Filmin apresenta a série francesa Destemidas, no dia 8 de Março, e o Ciclo Chantal Akerman, a partir de  9 de Março. 

Destemidas é uma série francesa de animação, baseada nos livros ilustrados de Pénélope Bagieu. Apresentam a vida de 30 mulheres que revolucionaram o mundo. De Tove Jansson a Peggy Guggenheim ou Christine Jorgensen, Destemidas valoriza a vida e a obra dessas mulheres que escreveram os seus próprios destinos para mudar o mundo. Especialmente recomendado para o público a partir dos oito anos.

Já o ciclo dedicado a Chantal Akerman (1950-2015) é composto por 12 títulos, entre eles está Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles (1975), o primeiro filme realizado por uma mulher a receber o título de "melhor filme de sempre" no inquérito decenal da revista britânica Sight & Sound. O ciclo conta também com a sua curta-metragem de estreia, Saute ma ville (1968) ou obras como News from Home (1976) ou Les rendez-vous d’Anna (1978).

A vida e obra da realizadora foram marcadas pelas suas raízes polaco-judaicas e pela sua mãe, uma sobrevivente do Holocausto, com quem se filmou no seu último filme, No home movie (2015).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

Estreias da Semana #548

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. Destaque ainda para o Ciclo Glauber Rocha com cópias digitais restauradas das obras: Antonio das Mortes (1969), Barravento (1962), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), A Idade da Terra (1980), O Leão das Sete Cabeças (1970) e Terra em Transe (1967). Há também uma novidade no streaming.

Eo (2022)
EO
O mundo é um lugar misterioso, especialmente visto através dos olhos de um animal. No seu caminho, Eo, um burro cinzento de olhos melancólicos, encontra pessoas boas e más, experimenta alegria e tristeza, e a roda da fortuna transforma a sua sorte em desastre e o seu desespero numa felicidade inesperada. Mas nunca, em momento algum, perde a sua inocência.

Holy Spider (2022)
Em 2001, uma jornalista de Teerão mergulha nos subúrbios mais mal afamados da cidade para investigar uma série de homicídios de mulheres. Descobre rapidamente que as autoridades locais não têm pressa em resolver o caso. Os crimes são alegadamente obra de um homem, que afirma estar a purificar a cidade dos seus pecados, predando prostitutas durante a noite.

Homem-Formiga e a Vespa: Quantumania (2023)
Ant-Man and the Wasp: Quantumania
Início oficial da quinta fase do Universo Cinematográfico Marvel, faz regressar os super-heróis Scott Lang (Paul Rudd) e Hope Van Dyne (Evangeline Lilly), como Homem-Formiga e a Vespa. Com os pais de Hope, Hank Pym (Michael Douglas) e Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), vão explorar o Reino Quântico, interagindo com novas e estranhas criaturas e dando início a uma aventura que os irá levar para além dos limites do que pensavam ser possível.

Um homem e o seu filho saltam de para-quedas todos os dias, da sua casa fria e vertiginosa presa no alto de um precipício, para se deslocarem à aldeia que se situa na planície abaixo, onde vendem o gelo que produzem durante a noite. Filme português nomeado para o Oscar na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação.

Morada (2022)
Filme documental, parte de conversas com um grupo de mulheres cinéfilas, entre os 70 e os 90 anos, e dos seus testemunhos em diálogo com a observação dos lugares do cinema na cidade do Porto onde estas mulheres foram e são espectadoras. Os hábitos que se criaram ligados à programação regular e os sentimentos de pertença a espaços habituais de exibição, marcam esta geração em que o cineclubismo e o papel das associações foi muito significativo num período de grande repressão. Resistência política e cinefilia eram práticas associadas a espaços de reunião desta gente que viveu intensamente a experiência cinematográfica em sala.

Múmias (2023)
Moomios
No Egipto, nas profundezas da Terra, existe uma cidade de múmias com 3000 anos. Por ordens imperiais, a Princesa Néfer terá de casar com Thut, mas nenhum deles quer obedecer: Néfer anseia pela liberdade e Thut tem aversão a compromissos. Só que os desejos dos deuses são incontornáveis e Thut terá de casar com Néfer dentro de sete dias, oferecendo no casamento a antiga aliança que o Faraó lhe deu. Entretanto, na superfície da Terra, Lord Silvester Carnaby realiza uma expedição arqueológica na qual, pela primeira vez, encontra algo relevante: um túmulo egípcio onde, para além de vários troféus, encontra uma aliança de casamento. É a sua oportunidade de entrar na história e tornar o seu sonho realidade, mas não conta com o facto deste anel já ter um dono... Quando Thut descobre que o anel foi roubado, não tem outra escolha senão subir ao mundo humano e infiltrar-se em Londres. É acompanhado pelo irmão mais novo, Sekhem, um rapaz de oito anos que idolatra Thut; e Croc, um crocodilo bebé e animal de estimação de Sekhem; assim como Néfer, que aproveita a oportunidade para fugir do casamento e perseguir os seus sonhos. Juntas, as três múmias terão de percorrer Londres, recuperar o anel que Lord Silvester Carnaby roubou e, descobrir algo que não estava nos planos de Thut e Néfer: o amor...

Para Leslie (2022)
To Leslie
Leslie (Andrea Riseborough), uma mãe solteira do Texas, luta para sustentar o filho (Owen Teague) quando ganha a lotaria e uma oportunidade de ter uma boa vida. Poucos anos depois, o dinheiro acabou e Leslie está sozinha. Sem ter para onde ir, é obrigada a regressar a casa. Não é bem-vinda por aqueles que tratou mal e resta-lhe a ajuda de Sweeney (Marc Maron), o recepcionista de um motel isolado. Ao enfrentar as consequências dos seus actos, Leslie recebe uma segunda oportunidade de construir uma boa vida para si e para o filho.

Stars at Noon - Paixão Misteriosa (2022)
Stars at Noon
Em 1984, na Nicarágua, uma jovem jornalista americana sem passaporte, no meio de um período eleitoral, encontra um viajante inglês num bar de hotel. Ele parece o homem perfeito para a ajudar a fugir do país. Percebe demasiado tarde que, em vez disso, está a entrar com ele num mundo obscuro e perigoso. Adaptado do romance de Denis Johnson.

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Estreia a 17 de Fevereiro:

Sharper (2023)
Uma vigarista toma como alvos os bilionários de Manhattan.