domingo, 28 de dezembro de 2025
Sugestão da Semana #698
segunda-feira, 4 de março de 2024
Crítica: Dune - Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)
"I am Paul Muad'Dib Atreides, Duke of Arrakis. The Hand of God be my witness, I am the Voice from the Outer World! I will lead you to Paradise!"
Paul Atreides
*7/10*
Depois de vários adiamentos, Dune - Duna: Parte Dois viu a luz (do dia e do projector da sala de cinema, em IMAX, de preferência), dando seguimento ao filme de 2021, que trouxe para o grande ecrã - mais uma vez - o inadaptável livro de ficção científica de Frank Herbert.
"Dune - Duna: Parte Dois explora a jornada mítica de Paul Atreides, que se une a Chani e aos Fremen durante um golpe de vingança contra os conspiradores que destruíram a sua família. Ao enfrentar uma escolha entre o amor da sua vida e o destino do universo, ele lutará para evitar um futuro terrível que só ele pode prever."
A clareza que o filme anterior já apresentava continua a ser uma das grandes forças de Denis Villeneuve nesta segunda parte de Duna. O respeito pelo texto, pelo tempo da acção e das personagens, aproxima a plateia da história. E Villeneuve é exímio ao dotar as sequências de acção mais intensas de uma epicidade muito característica: mistério, ritmo e clareza. São bons exemplos disso o momento em que Paul Atreides (Timothée Chalamet) surfa um verme; a luta de Feyd-Rautha Harkonnen (Austin Butler) na arena, qual gladiador; ou a batalha final entre os dois rivais.
Por outro lado, a maior fraqueza de Dune - Duna: Parte Dois é a duração, com a jornada pelo planeta Arrakis, até ao Imperador (Christopher Walken), a ser demasiado longa - menos 20 minutos e o filme não teria quebras de ritmo. Com um início cativante, a longa-metragem segue os passos da integração de Paul e Jessica (Rebecca Ferguson) entre os Fremen, entre alguns combates com os Harkonnen, e a aprender a lidar com as desconfianças de uns e a fé de outros, que acreditam que Paul é mesmo o tão esperado Messias. Ao mesmo tempo, o clima de romance com Chani (Zendaya) intensifica-se e as visões de Paul tornam-se mais claras e frequentes.
De regresso estão as questões religiosas, sociopolíticas e até mesmo ambientais que já a primeira parte de Duna abordava. Também Hans Zimmer segue ao comando da banda sonora, assombrosa e épica, em continuidade com a sua predecessora, bem como o trabalho de fotografia, direcção artística, guarda roupa e efeitos especiais, que flutuam entre um imaginário futurista e a decadência do universo de Herbert.
Nas interpretações, as atenções viram-se para Austin Butler com uma fabulosa transformação física e psicológica para interpretar o psicopata Feyd-Rautha, herdeiro dos Harkonnen.
Em Dune - Duna: Parte Dois, Denis Villeneuve termina o que bem começou no filme de 2021, deixando as pistas e o caminho aberto para os próximos episódios desta complexa saga de ficção científica.
domingo, 3 de março de 2024
Sugestão da Semana #603
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
Crítica: Duna / Dune (2021)
domingo, 24 de outubro de 2021
Sugestão da Semana #478
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Crítica: Blade Runner 2049 (2017)
"Sometimes to love someone, you got to be a stranger."
Rick Deckard
Blade Runner 2049, a tão aguardada sequela do filme de 1982, chegou este ano. De Ridley Scott, a sequela sobre os replicantes passou para as mãos de Denis Villeneuve e ele tratou-a com dignidade, talento e ambição qb.
30 anos após os eventos do primeiro filme, K (Ryan Gosling), um novo blade runner, oficial da LAPD, desvenda um segredo há muito enterrado que pode potencialmente mergulhar no caos o que resta da sociedade.A descoberta de K leva-o numa missão para localizar Rick Deckard (Harrison Ford), um antigo blade runner da LAPD, desaparecido há 30 anos.
Nas personagens, Harrison Ford regressa como Deckard sem muito mais a acrescentar, sendo ele próprio o segredo que une os dois filmes. O novo protagonista, o blade runner K, interpretado por Ryan Gosling, mostra-se isento de emoções e faz o que se espera dele. O replicante que parece, aos poucos, ir conquistando vontade própria, autonomia e sentimentos, vê crescer uma esperança - em si e na plateia - que tem muito de humano. Nos vilões, Jared Leto é totalmente ofuscado por Sylvia Hoeks, a vilã assistente, que nos faz esquecer a (mínima) presença do actor.
Não é possível destronar Blade Runner - tão único e vanguardista no seu tempo -, mas Denis Villeneuve, fiel ao visual original, consegue despertar no público grandes sentimentos de nostalgia e melancolia. O resultado, não sendo obrigatório, é positivo e satisfatório, em jeito de homenagem ao filme de Ridley Scott.
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Sugestão da Semana #293
Ficha Técnica:
Actores: Ricardo Teixeira, José Pimentão, Ana Vilela da Costa, Raquel Rocha Vieira, Gabriela Barros, João Villas-Boas, Rita Loureiro, Manuela Couto
Ficha Técnica:
Actores: Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Wright, Dave Bautista, Ana de Armas, Sylvia Hoeks, Jared Leto
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Primeiro trailer de Blade Runner 2049
Blade Runner 2049 tem estreia prevista para 5 de Outubro de 2017, em Portugal.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Crítica: O Primeiro Encontro / Arrival (2016)
"Now that's a proper introduction."Louise Banks
O realizador gosta de experimentar géneros e depois de drama, thriller e guerra, atirou-se de cabeça na ficção científica - e deve ter gostado pois está a filmar a sequela de Blade Runner. Certo é que o resultado é muito positivo: profundo, sensível e humano.
Quando 12 naves extra-terrestres chegam a diversos pontos do globo, o Governo dos EUA contrata a especialista em linguística Louise Banks (Amy Adams). Ela fará parte de uma equipa multidisciplinar que se deslocará ao interior de uma das naves, a fim de estabelecer contacto com os alienígenas e entender o propósito da sua visita. Pretende saber-se, sobretudo, se vêm em paz.
Sempre com o medo do desconhecido a pairar, O Primeiro Encontro é uma boa surpresa na ficção científica, com opções técnicas e narrativas plausíveis e bem fundamentadas. Tudo o que vemos é credível e talvez pudesse mesmo acontecer assim. Para além do natural receio, o filme cultiva também na plateia sentimentos de admiração e proximidade para com os visitantes de outro planeta.
A acompanhar a incerteza global e as visitas à nave extra-terrestre, a banda sonora de Jóhann Jóhannsson mantém o suspense e aguça os sentidos, em busca de significação para a linguagem dos recém-chegados.
No meio de um argumento fascinante e, ao mesmo tempo, aterrorizante, há planos soberbos que não sairão da memória. No verde dos campos até perder de vista, a nave espacial paira, como se levitasse sobre eles. Esse e outros planos, de cores um tanto esbatidas e misteriosas - muito ao estilo dos filmes de Villeneuve - são fruto de um excelente trabalho da direcção de fotografia de Bradford Young.
Amy Adams é doce e corajosa, com uma performance sentimental e íntima - Louise cativa-nos e é o coração da equipa militar que acompanha a nave extra-terrestre. Jeremy Renner como Ian Donnelly e Forest Whitaker na pele do Coronel Weber acompanham eficazmente a protagonista nesta expedição.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Sugestão da Semana #246
Ficha Técnica:
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Sugestão da Semana #190
Classificação: M/12
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Sugestão da Semana #121
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"Eu trago a Guerra no pensamento e a Pátria no coração" Zacarias *9/10* Mosquito é o épico de guerra português, que...
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