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domingo, 25 de janeiro de 2026

Sugestão da Semana #702

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Marty Supreme, de Josh Safdie, protagonizado por Timothée Chalamet.

MARTY SUPREME 


Ficha Técnica:
Título Original: Marty Supreme
Realizador: Josh Safdie
Elenco: Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'zion, Kevin O'Leary, Tyler, The Creator, Abel Ferrara, Fran Drescher
Género: Drama, Desporto
Classificação: M/14
Duração: 149 minutos

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Sugestão da Semana #651

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Complete Unknown, de James Mangold, com Timothée Chalamet como Bob Dylan.

A COMPLETE UNKNOWN


Ficha Técnica:
Título Original: A Complete Unknown
Realizador: James Mangold
Elenco: Timothée Chalamet, Edward Norton, Elle Fanning, Monica Barbaro, Nick Offerman, Boyd Holbrook, P.J. Byrne
Género: Drama, Histórico
Classificação: M/12
Duração: 141 minutos

segunda-feira, 4 de março de 2024

Crítica: Dune - Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)

"I am Paul Muad'Dib Atreides, Duke of Arrakis. The Hand of God be my witness, I am the Voice from the Outer World! I will lead you to Paradise!"

Paul Atreides


*7/10*

Depois de vários adiamentos, Dune - Duna: Parte Dois viu a luz (do dia e do projector da sala de cinema, em IMAX, de preferência), dando seguimento ao filme de 2021, que trouxe para o grande ecrã - mais uma vez - o inadaptável livro de ficção científica de Frank Herbert.

"Dune - Duna: Parte Dois explora a jornada mítica de Paul Atreides, que se une a Chani e aos Fremen durante um golpe de vingança contra os conspiradores que destruíram a sua família. Ao enfrentar uma escolha entre o amor da sua vida e o destino do universo, ele lutará para evitar um futuro terrível que só ele pode prever."

A clareza que o filme anterior já apresentava continua a ser uma das grandes forças de Denis Villeneuve nesta segunda parte de Duna. O respeito pelo texto, pelo tempo da acção e das personagens, aproxima a plateia da história. E Villeneuve é exímio ao dotar as sequências de acção mais intensas de uma epicidade muito característica: mistério, ritmo e clareza. São bons exemplos disso o momento em que Paul Atreides (Timothée Chalamet) surfa um verme; a luta de Feyd-Rautha Harkonnen (Austin Butler) na arena, qual gladiador; ou a batalha final entre os dois rivais.

Por outro lado, a maior fraqueza de Dune - Duna: Parte Dois é a duração, com a jornada pelo planeta Arrakis, até ao Imperador (Christopher Walken), a ser demasiado longa - menos 20 minutos e o filme não teria quebras de ritmo. Com um início cativante, a longa-metragem segue os passos da integração de Paul e Jessica (Rebecca Ferguson) entre os Fremen, entre alguns combates com os Harkonnen, e a aprender a lidar com as desconfianças de uns e a fé de outros, que acreditam que Paul é mesmo o tão esperado Messias. Ao mesmo tempo, o clima de romance com Chani (Zendaya) intensifica-se e as visões de Paul tornam-se mais claras e frequentes.

De regresso estão as questões religiosas, sociopolíticas e até mesmo ambientais que já a primeira parte de Duna abordava. Também Hans Zimmer segue ao comando da banda sonora, assombrosa e épica, em continuidade com a sua predecessora, bem como o trabalho de fotografia, direcção artística, guarda roupa e efeitos especiais, que flutuam entre um imaginário futurista e a decadência do universo de Herbert.

Nas interpretações, as atenções viram-se para Austin Butler com uma fabulosa transformação física e psicológica para interpretar o psicopata Feyd-Rautha, herdeiro dos Harkonnen.

Em Dune - Duna: Parte DoisDenis Villeneuve termina o que bem começou no filme de 2021, deixando as pistas e o caminho aberto para os próximos episódios desta complexa saga de ficção científica.

domingo, 3 de março de 2024

Sugestão da Semana #603

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Dune - Duna: Parte Dois, de Denis Villeneuve.

DUNE - DUNA: PARTE DOIS


Ficha Técnica:
Título Original: Dune: Part Two
Realizador: Denis Villeneuve
Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling, Javier Bardem
Género: Acção, Aventura, Drama
Classificação: M/12
Duração: 166 minutos

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Globos de Ouro 2024: Red Carpet

E depois dos prémios entregues, olhamos para os visuais que mais se distinguiram na red carpet da 81.ª edição dos Globos de Ouro. Eis os favoritos do Hoje Vi(vi) um Filme entre os que desfilaram na passadeira vermelha na noite passada.


O arrojo de Timothée Chalamet fá-lo figurar diversas vezes nas listas dos mais bem vestidos. Nomeado para os Globos de Ouro 2024 pelo seu papel como Willy Wonka, o actor desfilou com um conjunto preto Celine, onde se destacava o casaco brilhante. A acompanhar o visual estava um colar Cartier.


A cantora Taylor Swift deu nas vistas com um vestido de alças, verde brilhante com lantejoulas, da Gucci, acompanhado de jóias De Beers.



A nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Actriz em Série de Comédia ou Musical, Rachel Brosnahan surgiu toda em tons de vermelho, num distinto vestido de Sergio Hudson, com botões de cima a baixo, e saia com abertura lateral. A acompanhar o visual estavam jóias Swarovski.


Em estilo princesa desfilou Elle Fanning com um vestido branco, sem alças, Pierre Balmain. As jóias Cartier completaram o look.


Super elegante e arrojada, Meryl Streep usou um fato Valentino, de casaco e saia em preto brilhante, com lantejoulas. O visual ficou completo com jóias Fred Leighton.


Vencedor do Globo de Ouro para Melhor Actor em Série de Comédia ou Musical pelo seu papel em The BearJeremy Allen White usou um fato preto Prada, onde o casaco revelava uma camisa preta transparente, a dar um toque de destaque ao visual.


Vencedora do Globo de Ouro para Melhor Actriz de num Filme Dramático, Lily Gladstone surgiu glamourosa na passadeira vermelha. A actriz desfilou num bonito vestido branco, com uma volumosa capa preta, Valentino. Um apanhado elegante e maquilhagem discreta acompanharam o look, que ficou completo com jóias Bulgari, e brincos da designer indígena Lenise Omeasoo.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Crítica: Wonka (2023)

"I'm making chocolate, of course. How do you like it? Dark? White? Nutty? Absolutely insane."
Willy Wonka


*7/10*

Os primeiros passos de Willy Wonka no mundo dos chocolateiros, antes de construir a sua Fábrica de Chocolate, podem ser acompanhados em Wonka, de Paul King, protagonizado por Timothée Chalamet. Um filme familiar e musical que incentiva a sonhar e usa truques que lembram - e muito - Mary Poppins.

Baseado na personagem central de Charlie e a Fábrica de Chocolate, o livro infantil de Roald Dahl, Wonka conta a história de Willy Wonka. "Antes de criar a fábrica de chocolates e de conhecer os mpa-Lumpas, Willy Wonka já tinha o desejo de mudar o mundo com os seus deliciosos chocolates".


Depois do sucesso de PaddingtonPaul King criou um filme cheio de magia, um humor eficaz e com o foco em valores positivos. Para conseguir singrar nas Galeries Gourmet e fazer frente ao cartel dos gananciosos chocolateiros, a amizade é o bem mais precioso que Willy Wonka tem (a par do seu talento). Ao mesmo tempo, a sua arte tem de ser mostrada e compreendida, a todo o custo, num local onde todos parecem corrompidos, não por dinheiro, mas por chocolate (desde o padre ao chefe da polícia local).

Timothée Chalamet revelou-se a escolha acertada para o papel deste Willy muito jovem, solitário e talentoso, cuja exuberância contrasta com uma inocência e ingenuidade que o prejudicam, mas cuja criatividade e sonhos o levarão longe. A figura de Chalamet funde-se com a personagem com naturalidade e revela-se uma boa surpresa - para muitos inesperada, tendo em conta a figura de Wonka adulto que o cinema já apresentou noutras ocasiões.


Wonka distingue-se pelo seu visual, colorido e mágico, onde se destaca o excelente trabalho de guarda-roupa e direcção artística - na construção de uma realidade onírica -, e onde a música assume um papel importante, a par das coreografias que a acompanham.

Paul King criou um filme cheio de amor e encanto, que apela a que todos lutem pelos seus sonhos, por muito difícil que pareça alcançá-los. E porque mesmo na desgraça é preciso sorrir, humor não falta a acompanhar as dificuldades do protagonista, para gáudio de crianças e adultos.

terça-feira, 29 de março de 2022

Oscars 2022: Red Carpet

Após uma cerimónia morna e sem grandes surpresas - tirando, claro, a vergonhosa atitude de Will Smith -, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Abundaram os folhos exagerados e os vestidos com decotes que em nada favoreceram as suas modelos. E eu, que não percebo nada de moda, continuo a ter os meus gostos. Eis os poucos que se destacaram na estranha noite de Domingo.

Rosie Perez optou por um vestido vermelho Christian Siriano, que lhe favorece a silhueta, com uma longa capa, e foi uma das mais elegantes da red carpet. O penteado e as jóias Dena Kemp dão o toque final ao visual da actriz.

A actriz de origem ucraniana Mila Kunis desfilou na passadeira vermelha com um vestido rosa suave de cetim Zuhair Murad Couture, cheio de detalhes, e uma cauda imponente.

A protagonista de West Side Story, de Steven Spielberg, Rachel Zegler surgiu na passadeira vermelha com um sensual vestido preto Christian Dior, comprido e cheio de transparências. As jóias Tiffany & Co. e o penteado deram um glamour extra ao visual da jovem actriz.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, pelo seu papel de Princesa Diana, em Spencer, Kristen Stewart optou um conjunto Chanel, numa escolha arrojada e rebelde. Não será para todos os gostos, mas para mim, condiz com a personalidade da actriz.

Zendaya surgiu deslumbrante com um conjunto Valentino, composto por um top branco e uma cintilante saia prateada. O cabelo apanhado completou o look.

Arrojo não faltou a Timothée Chalamet, num conjunto Louis Vuitton, com um blazer preto bordado, sem camisa, calças e botas pretas. O cabelo rebelde e as jóias Cartier compõem aquele que foi um dos looks mais admirados desta cerimónia.

Nomeada para Melhor Actriz pelo seu papel em A Filha Perdida, Olivia Colman surgiu com um vestido Dior, prateado e fluido, com jóias Chopard . A maquilhagem discreta que destacava o seu olhar e o cabelo apanhado deram à actriz uma jovialidade e elegância que conquistaram a red carpet.

A figura de Lily James não poderia deixar ninguém indiferente na passadeira vermelha dos Oscars. A actriz desfilou num sensual vestido bordado e decotado do Atelier Versace, em tons rosados, com uma abertura lateral e sapatos a condizer. Deslumbrante.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Jessie Buckley levou à cerimónia aquele que foi o meu modelo favorito da noite. A escolha recaiu num longo vestido Erdem, de decote em V, em tons rosa suave, e jóias Chopard. Tão discreta como deslumbrante.

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Crítica: Não Olhem para Cima / Don't Look Up (2021)

"You guys, the truth is way more depressing. They are not even smart enough to be as evil as you're giving them credit for."

Kate Dibiasky

*5.5/10*

A crítica mordaz que tem caracterizado os últimos filmes de Adam McKay esmoreceu neste disaster movie; já a sua subtileza é agora a mesma que a de "um elefante numa loja de porcelanas". Não Olhem Para Cima faz um gritante anúncio do fim do mundo e, por mais que os cientistas tentem, ninguém quer saber do que eles dizem - onde é que já ouvi isto?

"Kate  Dibiasky  (Jennifer  Lawrence),  uma  estudante  de  astronomia,  e  o  seu  professor,  o  Dr. Randall  Mindy  (Leonardo  DiCaprio),  descobrem  um  cometa  em  rota  de  colisão  directa  com  a Terra. E, para piorar a situação, ninguém mais se parece importar, porque não é fácil informar a humanidade acerca de algo do tamanho do Evereste que está prestes a destruir a Terra. Com a ajuda do Dr. Oglethorpe (Rob Morgan), Kate e Randall partem numa digressão mediática para falar com a indiferente Presidente Orlean (Meryl Streep) e o bajulador filho e chefe de gabinete desta, Jason (Jonah Hill), e participar num animado programa das manhãs apresentado por Brie (Cate  Blanchett)  e  Jack  (Tyler  Perry).  Faltam  seis  meses  para  o  impacto,  mas  gerir  o  ciclo mediático de 24 horas e conseguir a atenção de um público obcecado com as redes sociais prova ser chocantemente cómico."

Adam McKay segue o seu ritmo acelerado e crítico, mas não é certeiro no disparo. O filme vive de altos e baixos, perde-se a meio e reencontra-se num final que poderia ser bom - não fossem duas cenas cómicas exta, totalmente desnecessárias e forçadas, a concluir o enredo. 

Não Olhem para Cima tem um início promissor, bem como a ideia geral do argumento, mas perde-se em fait divers, pormenores irrelevantes e até clichés, e o foco passa do espaço para as mesquinhices da humanidade - tal como na mundo real, efectivamente. Os escândalos da política, as quezílias entre países poderosos e, claro, os EUA como o centro do mundo e das suas decisões são pouco entusiasmantes para a acção e fazem a longa-metragem cair nos mesmos erros que tenta satirizar.

DiCaprio é um cientista hipocondríaco a quem a fama sobe à cabeça, Meryl Streep surge numa versão feminina de Donald Trump, e Jonah Hill, longe do seu esplendor cómico, veste a pele do seu filho e chefe de gabinete. Só a personagem de Jennifer Lawrence parece ter os pés bem assentes na terra em todos os momentos da acção e é, sem dúvida, a única capaz de criar empatia com a plateia.

E porque ver para crer parece ser a máxima da população mundial, eis que o melhor momento de Não Olhem para Cima começa realmente quando todos olham para o céu e largam as redes sociais e teorias da conspiração. Entretanto, extrapola-se o realismo, abusa-se do absurdo e, no final, resta muito pouco do filme de Adam McKay.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Crítica: Duna / Dune (2021)

"Dreams make good stories, but everything important happens when we're awake."
Duncan Idaho


*7.5/10*

Denis Villeneuve anuncia a chegada do Messias em Duna, um filme que serão dois, e no qual colocou toda a sua dedicação e esmero. Outros já tentaram a tarefa de transpor para cinema o inadaptável Dune, romance de Frank Herbert, sendo David Lynch quem tinha, até agora, chegado mais próximo do livro, com o mal-amado filme de 1984.

Villeneuve alcançou o estatuto necessário para pedir mais calma aos estúdios e o resultado é especialmente entusiasmante. Os acontecimentos são apresentados com clareza, bem como a história de Paul Atreides e do planeta Arrakis, seus habitantes e forasteiros. O realizador não mostra receios em avançar com Duna e está decidido a "preservar" a história original.

"No ano 10 191, numa sociedade feudal intergaláctica, em que casas nobres são responsáveis por planetas, a Casa Atreides aceita administrar o cobiçado planeta Arrakis, rico na especiaria Melange - uma substância capaz de desbloquear o potencial da humanidade. À medida que a família toma posse de Arrakis, as tensões entre casas desencadeiam uma batalha pelo controlo do planeta."


Começou a guerra santa, a guerra pelo poder, pelo recurso mais precioso do deserto de Arrakis - a especiaria. Semelhanças com o mundo real são mera coincidência, ou talvez não, já que estamos perante uma história de ficção científica, datada de 1965, mas tão actual como se tivesse sido escrita ontem.

A esperança que o resistente e explorado povo Fremen tem na chegada do Escolhido toma forma com a chegada de Paul Atreides ao planeta. As questões religiosas e sociopolíticas preenchem uma narrativa onde não faltam também lições de lealdade e até de ecologia. Perto do final de Duna, já na travessia do deserto, sente-se, contudo, algum arrastar da narrativa, como que em busca do momento certo para seguir rumo ao próximo filme. Contudo, a plateia já está conquistada.

Timotheé Chalamet surpreende num desempenho cheio de contenção e dignidade do protagonista Paul Atreids; Oscar Isaac é o exemplo de honra e compromisso na pele do Duque Leto; Rebecca Ferguson é a mulher apaixonada, capaz de ir contra as tradições do seu povo por amor, ao mesmo tempo que é a mãe guerreira que defenderá o filho com a vida, se necessário; Stellan Skarsgård encarna um Barão Vladimir Harkonnen muito mais sombrio e perverso que o retratado no filme de 1984; e Javier Bardem, como Stilgar, ainda com poucos minutos no ecrã, não deixa ninguém indiferente.


Hans Zimmer compôs uma banda sonora inesperadamente assombrosa - no melhor sentido possível -, que envolve mais ainda na tensão que se vive no ecrã. Destaque para o excelente trabalho da direcção de fotografia de Greig Fraser, onde o deserto assume tons sombrios e decadentes, longe das cores quentes a condizer com as elevadas temperaturas; ainda os efeitos especiais muito competentes e realistas; e uma direcção artística e guarda-roupa tão sóbrios como criativos, numa adaptação honrosa do universo de Frank Herbert.

Depois de Primeiro Encontro e Blade Runner 2049Denis Villeneuve assume a maturidade necessária na ficção científica para o desafio que é filmar Duna. Agora é aguardar mais uma inspiração profunda e fôlego suficiente para a conclusão épica deste clássico.

domingo, 14 de novembro de 2021

Sugestão da Semana #481

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme de Wes AndersonCrónicas de França.

CRÓNICAS DE FRANÇA


Ficha Técnica:
Título Original: The French Dispatch
Realizador: Wes Anderson
Elenco: Bill Murray, Benicio del Toro, Frances McDormand, Jeffrey Wright, Adrien Brody, Tilda Swinton, Owen Wilson, Timothée Chalamet, Léa Seydoux, Mathieu Amalric, Lyna Khoudri, Steve Park, Liev Schreiber, Elisabeth Moss, Edward Norton, Willem Dafoe, Lois Smith, Saoirse Ronan, Christoph Waltz, Cécile de France
Género: Comédia, Drama, Romance
Classificação: M/14
Duração: 108 minutos

domingo, 24 de outubro de 2021

Sugestão da Semana #478

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Duna, de Denis Villeneuve. A nova adaptação da obra de Frank Herbert conta com Timothée Chalamet no papel principal.

DUNA


Ficha Técnica:
Título Original: Dune
Realizador: Denis Villeneuve
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Sharon Duncan-Brewster, Stephen McKinley Henderson, Zendaya, Charlotte Rampling, Jason Momoa, Javier Bardem
Género: Acção, Aventura, Drama, Ficção Cientifica
Classificação: M/12
Duração: 155 minutos

terça-feira, 13 de abril de 2021

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2020

Num ano tão estranho e com tanto distanciamento, será que há beijos cinematográficos a destacar em 2020? 


No Dia Internacional do Beijo, fizemos a selecção possível de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

Franz (August Diehl) e Fani (Valerie Pachner) em Uma Vida Escondida / A Hidden Life


Laurie (Timothée Chalamet) e Amy March (Florence Pugh) em Mulherzinhas / Little Women


Marianne (Noémie Merlant) e Héloïse (Adèle Haenel) em Retrato de Uma Rapariga em Chamas / Portrait de la jeune fille en feu


Sigrit Ericksdóttir (Rachel McAdams) e Lars Erickssong (Will Ferrell) em Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga / Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Crítica: Mulherzinhas / Little Women (2019)

"I can't get over my disappointment at being a girl."
Jo March


*8/10*

Clássica e feminina, Greta Gerwig emancipou-se a par das suas Mulherzinhas, numa adaptação cinematográfica especialmente bem concretizada. Enquanto realizadora, cresceu a olhos vistos e começa a ganhar identidade; como argumentista ganhou uma maturidade inspiradora.

Louisa May Alcott era uma mulher à frente no seu tempo e ver, em pleno século XXI, a adaptação cinematográfica de um romance do século XIX, sentindo-o tão actual, com problemáticas feministas que ainda hoje se colocam, de uma forma ou de outra, mostra como Greta incorporou bem as ideias da autora norte-americana e adaptou-as ao ecrã de um modo moderno e singular.

As irmãs Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen), Meg (Emma Watson) e Amy (Florence Pugh) vivem a passagem da infância para a vida adulta, enquanto os Estados Unidos atravessam a Guerra Civil. Vivem com dificuldades com a mãe (Laura Dern). Com personalidades completamente diferentes, elas enfrentam os desafios de crescer, unidas pelo amor que nutrem umas pelas outras.


O filme de Gerwig começa quando as irmãs são já adultas, recuando depois sete anos. A partir daí, a acção desenrola-se em duas linhas temporais distintas. As cores quentes contrastam com as frias, numa clara diferenciação temporal, entre os felizes tempos da infância, cheios de sonhos, e a dureza da vida adulta, com desgostos e perdas.

Os papéis importantes estão nesta história destinados às mulheres - ao contrário do que ainda hoje continua a acontecer na sociedade real -, as personagens masculinas dependem de uma maneira ou de outra destas mulheres para viverem ou serem felizes. Esta constatação é irónica, mais ainda quando todas as personagens femininas têm um carácter muito mais forte e complexo que os homens. Alcott fê-lo há quase dois séculos, Gerwig reafirma-o. Estas mulheres são artistas, de ideias claras e informadas, e o seu discurso prova-o.


Jo é a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e está decidida que não precisa de casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la. Emma Watson é Meg, a mais velha e mais tradicional das quatro irmãs. Apaixonada pelo teatro, ambiciona casar e ter filhos, com alguém que realmente ame, independentemente do dinheiro que possua. Amy é a mais nova, quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. Uma jovem mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Beth, num desempenho doce e tranquilo de Eliza Scanlen, é frágil mas apaziguadora, dotada para a música, protectora e protegida das irmãs. Laura Dern - numa interpretação contida mas dotada de emoção - é a mãe protectora e compreensiva, uma mulher sempre pronta a ajudar o próximo. Aparentemente feliz e paciente, guarda em si preocupação e raiva que insiste em não revelar. Meryl Streep é a Tia March, uma mulher rica, mas solitária e desagradável, que faz questão de relembrar as sobrinhas do fado que espera uma mulher sem dinheiro.


As personagens femininas são apaixonantes e inspiradoras. Modernas na sua concepção clássica. As suas personalidades transformam esta versão de Mulherzinhas num trabalho singular. Os planos sequência, os diálogos aguerridos, o guarda-roupa pensado ao pormenor e a banda sonora de Alexandre Desplat, tudo se funde para criar este clássico moderno do século XXI.

Curiosamente, Greta Gerwig estava grávida do primeiro filho enquanto filmava Mulherzinhas, num desafio a dobrar que parece ter sido inspirador. A realizadora desabrochou e, depois da adolescência problemática de Lady Bird, mostra uma imensa maturidade e respeito pela obra que adapta, afirmando-se como uma das grandes realizadoras da actualidade.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Sugestão da Semana #414

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mulherzinhas, de Greta Gerwig. A mais recente adaptação do romance de Louisa May Alcott conta com Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep e Timothée Chalamet no elenco.

MULHERZINHAS


Ficha Técnica:
Título Original: Little Women
Realizadora: Greta Gerwig
Elenco: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 135 minutos

domingo, 11 de março de 2018

Sugestão da Semana #315

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana do Hoje Vi(vi) um Filme destaca Lady Bird, de Greta Gerwig. O filme esteve nomeado para cinco Oscars da Academia e a crítica pode ser lida aqui.

LADY BIRD


Ficha Técnica:
Título Original: Lady Bird
Realizadora: Greta Gerwig
Actores: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/14
Duração: 94 minutos

sexta-feira, 2 de março de 2018

Oscars 2018: Os Actores Principais

Para finalizar, avalio agora os nomeados para o Oscar de Melhor Actor. Numa categoria onde o vencedor está quase certo, encontramos bons desempenhos, em especial os dois primeiros da minha lista. O último dos nomeados começa a ser a Meryl Streep no masculino, somando nomeações nos últimos anos e, apesar de ter uma boa prestação, havia outros nomes que poderiam ocupar o seu lugar na lista de nomeados. Falo, em especial, de James Franco. Eis os nomeados para Melhor Actor, por ordem de preferência:

1. Timothée Chalamet, Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me By Your Name)


Timothée Chalamet retrata a inocência, os medos e a arrogância típicas da adolescência, a par da curiosidade imensa pelo que o rodeia. Como Elio, ele interioriza as dúvidas e a paixão avassaladora que é este primeiro amor. Vive e sofre com a mesma ânsia e deixa-nos arrebatados com uma interpretação tão adulta. Se um actor tão jovem é capaz de tanto, há que lhe dar o merecido valor.

2. Daniel Day-Lewis, Linha Fantasma (Phantom Thread)


Daniel Day-Lewis é metódico, elegante, encarna o estilista como se estivesse a fazer de si mesmo. Cada papel, cada novo Day-Lewis, ele que é um dos melhor actores da sua geração. Rígido mas frágil, apaixonado mas igualmente enlouquecido quando as emoções fogem ao seu controlo, é um homem aparentemente decidido mas que depende em demasia da irmã e de outras mulheres que compõem a sua vida. Ele esconde segredos nas bainhas, segredos que prefere partilhar com as roupas que desenha, mais do que com as pessoas que o rodeiam.

3. Gary Oldman, A Hora Mais Negra (Darkest Hour)


Gary Oldman desaparece na personagem e ganha todas as cenas em que entra. A caracterização fez um trabalho estupendo, e é mesmo difícil encontrarmos o actor, não fossem os olhos azuis e alguns trejeitos de boca. De resto, voz, movimentos, expressões estão totalmente entregues ao filme.

4. Daniel Kaluuya, Foge (Get Out)


Daniel Kaluuya, o protagonista Chris, mostra-se à altura do desafio. O actor é extremamente expressivo e cativa a audiência ao juntar na perfeição curiosidade, inocência e terror. Um estreante com potencial.

5. Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.

Denzel Washington é um grande actor e interpreta com coração cada papel que lhe dão. Roman J. Israel, Esq. não é excepção, onde veste a pele do protagonista homónimo, um advogado convicto e orgulhoso. De aparência extravagante e com algumas dificuldades de socialização, Washington surge ligeiramente diferente da imagem a que nos tem habituado. Roman é especialmente dedicado ao que defende e luta pelas suas convicções, mesmo quando um dilema moral se atravessa no seu caminho. Se a nomeação é merecida, talvez, mas há outros desempenhos tão ou mais merecedores deste lugar.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Crítica: Chama-me Pelo Teu Nome / Call Me By Your Name (2017)

"Call me by your name and I'll call you by mine." 
Oliver

*6.5/10*

Chama-me Pelo Teu Nome é um filme subtil, repleto de sensibilidade. Luca Guadagnino mergulha num romance que marca o final da adolescência e a descoberta da sexualidade. Uma longa-metragem bucólica, cheia de sentimentos e emoções.

É um filme que apela aos sentidos e à liberdade, com um argumento tímido, mas de momentos marcantes. Tudo acontece no Verão de 1983, no norte de Itália. Elio Perlman (Timothée Chalamet), um precoce rapaz italo-americano de 17 anos, passa as férias na casa de família, uma mansão do século XVII, a transcrever e tocar música, a ler e a nadar. Elio tem uma relação próxima com o seu pai (Michael Stuhlbarg), um famoso professor especializado em cultura greco-romana, e a sua mãe Annella (Amira Casar), tradutora. Apesar da sua educação sofisticada e talento natural, Elio continua a ser bastante inocente, principalmente em assuntos do coração. Tudo muda quando chega Oliver (Armie Hammer), um aluno do Mr. Perlman, para passar uma temporada com a família e ajudar o professor nas suas pesquisas.


Ouvimos falar em várias línguas, inglês, francês, italiano, alemão, viajamos à Grécia antiga durante os estudos de Oliver e do pai de Elio, ouvimos tocar piano e guitarra, estamos envoltos em cultura, na casa de uma família moderna em tempos ainda pouco liberais. Dois jovens, com muito mais em comum do que Elio parece sentir ao início, cruzam-se: ambos judeus, cultos, inteligentes e apaixonados.

Há um lirismo romântico a pairar sobre Chama-me Pelo Teu Nome. Tem momentos brilhantes, normalmente potenciados por um longo plano-sequência. Guadagnino filma cenas tão boas como uma conversa entre pai e filho, momentos de partilha e intimidade entre Elio e Oliver (onde não são as palavras que mais falam), a festa em que estão a dançar com amigos e surgem os ciúmes, ou os momentos de introspecção, em casa ou no campo. Por outro lado, há situações delicodoces que resultam em momentos pouco conseguidos, e dão um grande desequilíbrio ao filme. Sejam cenas banais, curtas ou de corte ríspido, que nada acrescentam, clichés românticos ou mesmo ocasionais encontros com amigos.


Visualmente, Luca Guadagnino tira partido de filmar em película, ao aproveitar a luz da melhor forma, e deixando passar para os espectadores os encantos do 35mm. A banda sonora é outro ponto forte, com temas a condizer com a época e outros com o ambiente e emoções das personagens.

Timothée Chalamet retrata a inocência, os medos e a arrogância típicas da adolescência, a par da curiosidade imensa pelo que o rodeia. Como Elio, ele interioriza as dúvidas e a paixão avassaladora que é este primeiro amor. Vive e sofre com a mesma ânsia e deixa-nos arrebatados com uma interpretação tão adulta. Michael Stuhlbarg faz de seu pai, um homem tolerante, muito à frente no seu tempo, com imensa consciência do que o rodeia. O actor tem um papel pequeno mas enche o ecrã quando surge. Por fim, destaque para Armie Hammer, o sensual e independente aluno de Mr. Perlman, Oliver. Ele é um homem bonito e interessante, trabalhador e misterioso, desperta a curiosidade de todos que com ele se cruzam. Curiosamente, nas reuniões com Perlman, Oliver muito se assemelha às estátuas gregas que estão a analisar e que parecem desafiá-los "a desejá-las".


Entre esta e outras simbologias (os pêssegos!), Luca Guadagnino constrói uma bela história de amor que só peca por não se centrar mais nos protagonistas e no ambiente que os rodeia.