Título Original: Marty Supreme
domingo, 25 de janeiro de 2026
Sugestão da Semana #702
Título Original: Marty Supreme
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
Sugestão da Semana #651
segunda-feira, 4 de março de 2024
Crítica: Dune - Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)
"I am Paul Muad'Dib Atreides, Duke of Arrakis. The Hand of God be my witness, I am the Voice from the Outer World! I will lead you to Paradise!"
Paul Atreides
*7/10*
Depois de vários adiamentos, Dune - Duna: Parte Dois viu a luz (do dia e do projector da sala de cinema, em IMAX, de preferência), dando seguimento ao filme de 2021, que trouxe para o grande ecrã - mais uma vez - o inadaptável livro de ficção científica de Frank Herbert.
"Dune - Duna: Parte Dois explora a jornada mítica de Paul Atreides, que se une a Chani e aos Fremen durante um golpe de vingança contra os conspiradores que destruíram a sua família. Ao enfrentar uma escolha entre o amor da sua vida e o destino do universo, ele lutará para evitar um futuro terrível que só ele pode prever."
A clareza que o filme anterior já apresentava continua a ser uma das grandes forças de Denis Villeneuve nesta segunda parte de Duna. O respeito pelo texto, pelo tempo da acção e das personagens, aproxima a plateia da história. E Villeneuve é exímio ao dotar as sequências de acção mais intensas de uma epicidade muito característica: mistério, ritmo e clareza. São bons exemplos disso o momento em que Paul Atreides (Timothée Chalamet) surfa um verme; a luta de Feyd-Rautha Harkonnen (Austin Butler) na arena, qual gladiador; ou a batalha final entre os dois rivais.
Por outro lado, a maior fraqueza de Dune - Duna: Parte Dois é a duração, com a jornada pelo planeta Arrakis, até ao Imperador (Christopher Walken), a ser demasiado longa - menos 20 minutos e o filme não teria quebras de ritmo. Com um início cativante, a longa-metragem segue os passos da integração de Paul e Jessica (Rebecca Ferguson) entre os Fremen, entre alguns combates com os Harkonnen, e a aprender a lidar com as desconfianças de uns e a fé de outros, que acreditam que Paul é mesmo o tão esperado Messias. Ao mesmo tempo, o clima de romance com Chani (Zendaya) intensifica-se e as visões de Paul tornam-se mais claras e frequentes.
De regresso estão as questões religiosas, sociopolíticas e até mesmo ambientais que já a primeira parte de Duna abordava. Também Hans Zimmer segue ao comando da banda sonora, assombrosa e épica, em continuidade com a sua predecessora, bem como o trabalho de fotografia, direcção artística, guarda roupa e efeitos especiais, que flutuam entre um imaginário futurista e a decadência do universo de Herbert.
Nas interpretações, as atenções viram-se para Austin Butler com uma fabulosa transformação física e psicológica para interpretar o psicopata Feyd-Rautha, herdeiro dos Harkonnen.
Em Dune - Duna: Parte Dois, Denis Villeneuve termina o que bem começou no filme de 2021, deixando as pistas e o caminho aberto para os próximos episódios desta complexa saga de ficção científica.
domingo, 3 de março de 2024
Sugestão da Semana #603
segunda-feira, 8 de janeiro de 2024
Globos de Ouro 2024: Red Carpet
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
Crítica: Wonka (2023)
terça-feira, 29 de março de 2022
Oscars 2022: Red Carpet
Após uma cerimónia morna e sem grandes surpresas - tirando, claro, a vergonhosa atitude de Will Smith -, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Abundaram os folhos exagerados e os vestidos com decotes que em nada favoreceram as suas modelos. E eu, que não percebo nada de moda, continuo a ter os meus gostos. Eis os poucos que se destacaram na estranha noite de Domingo.
A protagonista de West Side Story, de Steven Spielberg, Rachel Zegler surgiu na passadeira vermelha com um sensual vestido preto Christian Dior, comprido e cheio de transparências. As jóias Tiffany & Co. e o penteado deram um glamour extra ao visual da jovem actriz.
Zendaya surgiu deslumbrante com um conjunto Valentino, composto por um top branco e uma cintilante saia prateada. O cabelo apanhado completou o look.
Arrojo não faltou a Timothée Chalamet, num conjunto Louis Vuitton, com um blazer preto bordado, sem camisa, calças e botas pretas. O cabelo rebelde e as jóias Cartier compõem aquele que foi um dos looks mais admirados desta cerimónia.
Nomeada para Melhor Actriz pelo seu papel em A Filha Perdida, Olivia Colman surgiu com um vestido Dior, prateado e fluido, com jóias Chopard . A maquilhagem discreta que destacava o seu olhar e o cabelo apanhado deram à actriz uma jovialidade e elegância que conquistaram a red carpet.
A figura de Lily James não poderia deixar ninguém indiferente na passadeira vermelha dos Oscars. A actriz desfilou num sensual vestido bordado e decotado do Atelier Versace, em tons rosados, com uma abertura lateral e sapatos a condizer. Deslumbrante.
terça-feira, 28 de dezembro de 2021
Crítica: Não Olhem para Cima / Don't Look Up (2021)
"You guys, the truth is way more depressing. They are not even smart enough to be as evil as you're giving them credit for."
Kate Dibiasky
*5.5/10*
A crítica mordaz que tem caracterizado os últimos filmes de Adam McKay esmoreceu neste disaster movie; já a sua subtileza é agora a mesma que a de "um elefante numa loja de porcelanas". Não Olhem Para Cima faz um gritante anúncio do fim do mundo e, por mais que os cientistas tentem, ninguém quer saber do que eles dizem - onde é que já ouvi isto?
Adam McKay segue o seu ritmo acelerado e crítico, mas não é certeiro no disparo. O filme vive de altos e baixos, perde-se a meio e reencontra-se num final que poderia ser bom - não fossem duas cenas cómicas exta, totalmente desnecessárias e forçadas, a concluir o enredo.
Não Olhem para Cima tem um início promissor, bem como a ideia geral do argumento, mas perde-se em fait divers, pormenores irrelevantes e até clichés, e o foco passa do espaço para as mesquinhices da humanidade - tal como na mundo real, efectivamente. Os escândalos da política, as quezílias entre países poderosos e, claro, os EUA como o centro do mundo e das suas decisões são pouco entusiasmantes para a acção e fazem a longa-metragem cair nos mesmos erros que tenta satirizar.
DiCaprio é um cientista hipocondríaco a quem a fama sobe à cabeça, Meryl Streep surge numa versão feminina de Donald Trump, e Jonah Hill, longe do seu esplendor cómico, veste a pele do seu filho e chefe de gabinete. Só a personagem de Jennifer Lawrence parece ter os pés bem assentes na terra em todos os momentos da acção e é, sem dúvida, a única capaz de criar empatia com a plateia.
E porque ver para crer parece ser a máxima da população mundial, eis que o melhor momento de Não Olhem para Cima começa realmente quando todos olham para o céu e largam as redes sociais e teorias da conspiração. Entretanto, extrapola-se o realismo, abusa-se do absurdo e, no final, resta muito pouco do filme de Adam McKay.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
Crítica: Duna / Dune (2021)
domingo, 14 de novembro de 2021
Sugestão da Semana #481
domingo, 24 de outubro de 2021
Sugestão da Semana #478
terça-feira, 13 de abril de 2021
Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2020
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Crítica: Mulherzinhas / Little Women (2019)
Clássica e feminina, Greta Gerwig emancipou-se a par das suas Mulherzinhas, numa adaptação cinematográfica especialmente bem concretizada. Enquanto realizadora, cresceu a olhos vistos e começa a ganhar identidade; como argumentista ganhou uma maturidade inspiradora.
Louisa May Alcott era uma mulher à frente no seu tempo e ver, em pleno século XXI, a adaptação cinematográfica de um romance do século XIX, sentindo-o tão actual, com problemáticas feministas que ainda hoje se colocam, de uma forma ou de outra, mostra como Greta incorporou bem as ideias da autora norte-americana e adaptou-as ao ecrã de um modo moderno e singular.
Jo é a feminista emancipada que sonha ser independente através do seu dom para a escrita e está decidida que não precisa de casar para ser feliz. Tão focada na sua independência e individualidade enquanto mulher, de repente, vê-se rodeada de solidão. O talento para a escrita desvanece-se a par dos laços, esses que a inspiravam e a motivavam a criar histórias, sem esforço. Saoirse Ronan encaixa perfeitamente na personagem, destemida, corajosa e cheia de garra - com o orgulho por vezes a prejudicá-la. Emma Watson é Meg, a mais velha e mais tradicional das quatro irmãs. Apaixonada pelo teatro, ambiciona casar e ter filhos, com alguém que realmente ame, independentemente do dinheiro que possua. Amy é a mais nova, quer ser pintora mas cedo percebe que pintar nunca lhe garantirá o futuro. Uma jovem mimada, apaixonada, por vezes maliciosa, mas especialmente esclarecida. Florence Pugh interpreta-a com a fúria e clarividência que a personagem pede. Beth, num desempenho doce e tranquilo de Eliza Scanlen, é frágil mas apaziguadora, dotada para a música, protectora e protegida das irmãs. Laura Dern - numa interpretação contida mas dotada de emoção - é a mãe protectora e compreensiva, uma mulher sempre pronta a ajudar o próximo. Aparentemente feliz e paciente, guarda em si preocupação e raiva que insiste em não revelar. Meryl Streep é a Tia March, uma mulher rica, mas solitária e desagradável, que faz questão de relembrar as sobrinhas do fado que espera uma mulher sem dinheiro.
As personagens femininas são apaixonantes e inspiradoras. Modernas na sua concepção clássica. As suas personalidades transformam esta versão de Mulherzinhas num trabalho singular. Os planos sequência, os diálogos aguerridos, o guarda-roupa pensado ao pormenor e a banda sonora de Alexandre Desplat, tudo se funde para criar este clássico moderno do século XXI.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
Sugestão da Semana #414
Ficha Técnica:
Elenco: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Meryl Streep, Timothée Chalamet
Género: Drama, Romance
Duração: 135 minutos
domingo, 11 de março de 2018
Sugestão da Semana #315
Ficha Técnica:
Actores: Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts, Lucas Hedges, Timothée Chalamet
sexta-feira, 2 de março de 2018
Oscars 2018: Os Actores Principais
1. Timothée Chalamet, Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me By Your Name)
Timothée Chalamet retrata a inocência, os medos e a arrogância típicas da adolescência, a par da curiosidade imensa pelo que o rodeia. Como Elio, ele interioriza as dúvidas e a paixão avassaladora que é este primeiro amor. Vive e sofre com a mesma ânsia e deixa-nos arrebatados com uma interpretação tão adulta. Se um actor tão jovem é capaz de tanto, há que lhe dar o merecido valor.
2. Daniel Day-Lewis, Linha Fantasma (Phantom Thread)
Daniel Day-Lewis é metódico, elegante, encarna o estilista como se estivesse a fazer de si mesmo. Cada papel, cada novo Day-Lewis, ele que é um dos melhor actores da sua geração. Rígido mas frágil, apaixonado mas igualmente enlouquecido quando as emoções fogem ao seu controlo, é um homem aparentemente decidido mas que depende em demasia da irmã e de outras mulheres que compõem a sua vida. Ele esconde segredos nas bainhas, segredos que prefere partilhar com as roupas que desenha, mais do que com as pessoas que o rodeiam.
3. Gary Oldman, A Hora Mais Negra (Darkest Hour)
Gary Oldman desaparece na personagem e ganha todas as cenas em que entra. A caracterização fez um trabalho estupendo, e é mesmo difícil encontrarmos o actor, não fossem os olhos azuis e alguns trejeitos de boca. De resto, voz, movimentos, expressões estão totalmente entregues ao filme.
4. Daniel Kaluuya, Foge (Get Out)
Daniel Kaluuya, o protagonista Chris, mostra-se à altura do desafio. O actor é extremamente expressivo e cativa a audiência ao juntar na perfeição curiosidade, inocência e terror. Um estreante com potencial.
5. Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
Crítica: Chama-me Pelo Teu Nome / Call Me By Your Name (2017)
"Call me by your name and I'll call you by mine."
Oliver
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...



























