A 34.ª edição do Curtas Vila do Conde vai dedicar a secção In Focus ao realizador Todd Haynes e à artista visual Miranda Pennell. O festival, que acontece de 17 a 26 de Julho, anunciou ainda propostas para as secções Cinema Revisitado, Cinema Expandido e Stereo.
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| Todd Haynes |
Realizador de Safe (1995), Velvet Goldmine (1998) e Carol (2015), Todd Haynes é uma das grandes figuras do cinema independente norte-americano das últimas décadas. Colaboradora de longa data do realizador, a produtora Christine Vachon estará presente em Vila do Conde para apresentar a obra do realizador, bem como o seu trabalho enquanto produtora de cinema.
Artista visual, realizadora e professora, Miranda Pennell é reconhecida pelo modo como trabalha imagens de arquivo e investiga as relações entre memória, história e representação. A artista apresentará uma exposição na Solar – Galeria de Arte Cinemática, intitulada H is for History N is for Now, bem como uma selecção de filmes escolhidos pela própria, e ainda a palestra-performance Gestures of Love and Violence.
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| Miranda Pennell |
Cinema Revisitado, Cinema Expandido e Stereo
Este ano, a secção Cinema Revisitado propõe um foco em autores que continuam a desenvolver trabalho artístico e que regressam às suas obras em diálogo com o público. “Ao contrário de edições anteriores, centradas sobretudo na recuperação de obras de cineastas já afastados da atividade, este ano o diálogo entre filmes, autores e público assume um papel central”, refere o director artístico do Curtas, Nuno Rodrigues.
O programa inclui a realizadora norte-americana Bette Gordon, que apresentará Empty Suitcases (1980), obra do movimento No Wave Cinema, e o britânico John Smith, que assinala os 50 anos de The Girl Chewing Gum (1976), um dos títulos mais influentes do cinema experimental. Destaque para Seven Women, Seven Sins (1986), da artista e realizadora Maxi Cohen, cujo trabalho cruza cinema, activismo e questões de identidade cultural, racial e de género.
O Cinema Expandido, dedicado a projectos que exploram diferentes formas de relação entre cinema, espaço e performance. O Curtas apresenta propostas de Tânia Dinis, Francisca Dores e Henrik Ferrara, Charles-André Coderre e da Casa do Xisto – Residência de Cinema e Artes Visuais, reforçando a aposta em “novas formas de relação entre o público, a imagem e o espaço”.
A secção Stereo regressa com cineconcertos e criações originais. A abertura do festival contará com um cineconcerto de Bruno Miguel e Nuno Canavarro, a partir da obra de Germaine Dulac, figura pioneira do cinema experimental. A programação inclui um novo projecto do baterista e compositor Gabriel Ferrandini, em colaboração com o realizador Luís Costa, numa proposta que cruza música, memória e imagem.
As competições internacionais e nacionais mantêm-se no centro da programação, com destaque para as competições Take One!, dedicada a filmes realizados por estudantes portugueses de cinema e audiovisual, e My Generation, seleccionada por um comité de estudantes do ensino secundário e da ESMAD.
O Curtas Vila do Conde decorre em vários espaços da cidade, com sessões de cinema, conversas com realizadores, workshops e actividades para famílias e crianças. Mais informações em https://www.festival.curtas.pt/,
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