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quarta-feira, 12 de abril de 2023

Crítica: Air (2023)

*7/10*


Com Air, Ben Affleck aventura-se na realização de um filme sobre desporto, que segue as negociações entre uma marca desportiva e atletas. Tudo poderia parecer banal, não fosse a Nike a marca em foco e Michael Jordan o basquetebolista visado.

Air conta "a história do contrato entre a marca de calçado desportivo Nike e a então jovem estrela em ascensão do basquetebol, Michael Jordan. Em meados dos anos 80, o acordo parecia impossível, mas acabou por acontecer graças ao vendedor Sonny Vaccarro que conseguiu criar a mais importante relação de sempre entre uma marca e um atleta."


Eis a frenética jornada de Sonny Vaccarro, para defender as suas ideias progressistas e aparentemente arriscadas, junto do chefe, dos colegas de trabalho e da família da estrela em ascensão Michael Jordan. Tudo para fazer crescer a marca Nike no basquetebol com o lançamento das sapatilhas Air Jordan. O resto... é História.

Air está repleto de diálogos dinâmicos e bem escritos, negociações fervorosas, e um elenco que se enleva mutuamente, com destaque para Matt DamonJason BatemanChris Tucker, Ben Affleck e a sempre fabulosa Viola Davis, na pele de Deloris Jordan, mãe de Michael, a mulher decisiva no jogo das negociações. Ela sabe fazer valer o talento do filho e impulsiona uma nova forma de marketing no calçado desportivo e no desporto.


Em redor da excelente direcção de actores, está a direcção artística e guarda-roupa que recriam a década de 80 ao pormenor - uma viagem no tempo para a plateia.

Ben Affleck segue a dar cartas enquanto realizador com uma abordagem dinâmica e eficaz. Air é a dupla ascensão de uma marca e de um atleta - que se tornou o melhor dos melhores -, através da visão de um homem de negócios e da perspectiva de uma mãe. 

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