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domingo, 1 de outubro de 2023

Sugestão da Semana #580

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Sol do Futuro, de Nanni Moretti.

O SOL DO FUTURO


Ficha Técnica:
Título Original: Il sol dell'avvenire
Realizador: Nanni Moretti
Elenco: Nanni Moretti, Margherita Buy, Silvio Orlando, Barbora Bobuľová, Mathieu Amalric, Jerzy Stuhr
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/12
Duração: 95 minutos

domingo, 21 de maio de 2023

Sugestão da Semana #561

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o filme italiano Seca, de Paolo Virzi. O filme tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Siccità
Realizador: Paolo Virzi
Elenco: Silvio OrlandoMonica Bellucci, Valerio Mastandrea, Vinicio Marchioni, Elena Lietti, Claudia Pandolfi, Sara Serraiocco, Tommaso Ragno, Gabriel Montesi
Género: Comédia, Drama
Classificação: M/12
Duração: 97 minutos

sábado, 1 de abril de 2023

Festa do Cinema Italiano 2023: Seca / Siccità (2022), de Paolo Virzì

*7/10*

De uma pandemia para outra, em Seca (Siccità)Paolo Virzì não poupa em crítica social, sempre com o seu sarcasmo característico e certeiro. O crescente problema da seca nos países mediterrânicos e o aquecimento global são o motor atmosférico para o desenfrear dos acontecimentos.

"Três anos sem chuva. Roma secou e a falta de água mudou o modo de vida dos residentes. Numa cidade dominada pela sede e pelas restrições, move-se um enxame de personagens, jovens e velhos, bem-sucedidos e marginalizados, vítimas e algozes. As suas vidas fazem parte do mesmo design e todos buscam a redenção."

A água é racionada e cortada em determinadas horas do dia, é proibido lavar o carro ou fazer outras actividades, aparentemente banais para o mundo ocidentalizado e que dispõe de um dos mais importantes recursos naturais a seu bel-prazer. Sem chuva há três anos, Roma transformou-se e os seus cidadãos também, há pragas de insectos, e uma estranha doença do sono começa a surgir e a entupir as urgências hospitalares.

Neste clima tenso e seco, aumentam as desigualdades sociais, a insatisfação e as manifestações pelas ruas. E é neste ambiente turbulento que Paolo Virzí apresenta e entrecruza as vidas de várias personagens, todas elas desajustadas, com segredos ou problemas por resolver.

Através do humor mordaz, quer por imagens ou palavras, o realizador constrói um cenário de desespero e revolta, em que se cruzam médicos, ambientalistas, refugiados, presidiários, músicos, seguranças, milionários ou jornalistas. Todos clamam por água potável e pela solução para os seus tormentos.

Seca é frenesim constante, ritmo e ligações inesperadas, num mundo que procura uma cura e, principalmente, a redenção.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Opinião - Séries: The Young Pope (2016)

"There's only one thing I can do for you: Forgive you. Forgive you always." 
Lenny Belardo


*8/10*

Agora, que se fala com alguma regularidade sobre a segunda temporada de The Young Pope, é a melhor altura para recordar a série, iniciada em 2016, com Jude Law como protagonista.

Não pensei gostar tanto de uma série sobre o Vaticano e a Igreja, mas Paolo Sorrentino e Jude Law formaram a dupla certeira para me conquistar. O sarcasmo presente do primeiro ao último episódio, o cinismo, a crítica obrigatória, mas igualmente a abordagem séria dos milagres da compreensão e da iluminação, do autoconhecimento. Eis que surge The Young Pope. Assumo-o muito mais como uma tentativa de compreensão dos meandros do Vaticano, mais do que uma afronta à religião.


O mote é o início do pontificado de Lenny Belardo, agora Papa Pio XIII, o primeiro papa americano da História. Jovem, bonito, controverso, retrógrado. Toda a esperança que poderia advir de um novo Papa, desvanece-se rapidamente. Ele é vaidoso, descrente, arrogante e, ao mesmo tempo, guarda uma mágoa difícil de superar. Ao seu lado, uma freira - quase uma mãe -, a Irmã Mary, que o conhece melhor que ninguém, sabe os seus segredos e fraquezas, aconselha-o mas ainda consegue surpreender-se.

A série cativa-nos aos poucos, mas ao chegar-se a meio será impossível resistir a ver até ao último episódio. Quanto mais perto do fim, mais intenso, mais extasiante.


Paolo Sorrentino deixa a sua marca em cada plano, levando-nos por vezes para as festas loucas de A Grande Beleza (2013), para os excessos e ostentação. Jude Law dá tudo o que a personagem quer, e tanto o vamos adorar como odiar. Tanto o vamos admirar como desprezar. Ele não se coíbe de nada, muito menos de usar todos os poderes que cabem ao Chefe da Igreja. Ao seu lado, Diane Keaton é a figura maternal, uma freira cheia de poder entre os cardeais, uma mulher destemida e com um enorme carinho pelo Papa. Também de destacar são as interpretações de Silvio Orlando (que participa em situações hilariantes), Javier Cámara (com os momentos mais emotivos) e James Cromwell (na pele do ambicioso mentor de Lenny)

Convido-vos, sem mais revelar, a entrar nesta inesperada visita ao Vaticano e ao pontificado mais surreal e desafiante para clérigos e cristãos... Seja o que Pio XIII quiser...