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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2016

Como é hábito, no Hoje Vi(vi) um Filme celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2016, aqui estão cinco beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses).

Carol: Cate Blanchett e Rooney Mara


A Lagosta (The Lobster): Colin Farrell e Rachel Weisz


American Honey: Shia LaBeouf e Sasha Lane



Esquadrão Suicida (Suicide Squad): Jared Leto e Margot Robbie


Deadpool: Ryan Reynolds e Morena Baccarin
(É a cena final, cuidado com os SPOILERS)

Qual o vosso eleito? 
Juntavam mais algum a esta lista?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Os Melhores do Ano: Top 20 [20º-11º] #2016

Demorou, mas chegou. Em jeito de balanço de 2016, o Hoje Vi(vi) um Filme apresenta, como sempre, o seu top 20 (sempre tendo em conta a estreias no circuito comercial de cinema em Portugal ao longo do ano) do que de melhor se fez no cinema.

Aqui ficam os meus eleitos, do 20º ao 11º lugares.

20. Snowden, de Oliver Stone, 2016


Oliver Stone regressa com as suas teorias da conspiração. Snowden é um filme simples, mas que entusiasma até ao final. O bom trabalho de montagem e a excelente adaptação da realidade à ficção contribuem para o resultado positivo e viciante.

19. Deadpool, de Tim Miller, 2016


Nunca um filme de super-heróis me cativou tanto e me fez dar gargalhadas sem fim. Só mesmo Deadpool e Ryan Reynolds, naquela que terá sido, certamente, a melhor interpretação da sua carreira. A auto-paródia, o humor mordaz e sem preconceitos superam o baixo orçamento do filme. E é aí que ele vence todos os outros super-heróis da moda. Deadpool é o super-anti-herói, Tim Miller é o super-realizador de filmes da Marvel em quem ninguém aposta e Ryan Reynolds descobriu aqui a sua vocação.



Estreante na realização, Brady Corbet recuou ao pós-primeira guerra e construiu um universo gelado de sentimentos, no meio das negociações do Tratado de Versalhes. Uma criança é o centro das atenções - das nossas, não tanto das dos pais -, e a sua educação é o que mais está em jogo.



Um filme cruel e realista, que coloca os nossos valores num dilema, entre a justiça da lei e a injustiça dos bancos, entre a polícia a cumprir o seu dever e os assaltantes a lutar pelo que é da sua família. O conservadorismo de Marcus em conflito com o desespero de Toby e Tanner, numa espécie de "olho por olho". O título, em português Custe o Que Custar, é válido para os dois lados da barricada - tudo pela justiça.



American Honey vive na doce rebeldia da sua protagonista. Balança entre a juventude perdida, nómada e fora da norma, e os sonhos. Entramos numa road trip pela América profunda conduzida pela realizadora Andrea Arnold e deixamo-nos levar.



Num desafio trágico-cómico, Jaco Van Dormael questiona Deus e tudo o que sabemos sobre Antigo e Novo Testamento, arriscando-se ele mesmo a escrever o Novíssimo Testamento (tradução literal do título original, Le Tout Nouveau Testament). No meio de acontecimentos hilariantes - para alguns até demais -, brinca-se com milagres, com a sagrada família, com a religião como a conhecemos, mas sem ofender ninguém.



Sempre com o medo do desconhecido a pairar, O Primeiro Encontro é uma boa surpresa na ficção científica, com opções técnicas e narrativas plausíveis e bem fundamentadas. Tudo o que vemos é credível e talvez pudesse mesmo acontecer assim. Para além do natural receio, o filme cultiva também na plateia sentimentos de admiração e proximidade para com os visitantes de outro planeta. O Primeiro Encontro é um filme sobre a humanidade e a falta de compreensão entre humanos - e extra-terrestres.



Duas mulheres de fibra, numa sociedade cruel, constroem o delicado e amargo Carol, com Todd Haynes ao comando. A câmara, o ambiente e as protagonistas unem-se numa viagem de emoções, onde os olhares sussurram juras de amor.



The Revenant - O Renascido é uma experiência inebriante e cruel para o espectador. Um filme pesado, onde o instinto de sobrevivência é alimentado pelo desejo de vingança, numa jornada violenta e visceral. Desta vez, Iñárritu exibe-se mas com brilhantismo e proporciona aos actores um desafio como poucos.



Tradição e fantasia, rebeldia e um fabuloso sentido estético, eis a fórmula de O Ornitólogo, de João Pedro Rodrigues. O auge cinematográfico do realizador português é uma surpresa bucólica, onde nos perdemos e reencontramos. A descoberta e transformação de Fernando são directamente proporcionais às sensações que O Ornitólogo irá despertar no público. Um filme para descobrir sem medo da aventura.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Crítica: Carol (2015)

*8/10*


Duas mulheres de fibra, numa sociedade cruel, constroem o delicado e amargo Carol, com Todd Haynes ao comando. A câmara, o ambiente e as protagonistas unem-se numa viagem de emoções, onde os olhares sussurram juras de amor.

Na Nova Iorque dos anos 50, Therese Belivet (Rooney Mara) trabalha num armazém de Manhattan e sonha com uma vida como fotógrafa, quando conhece Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação imediata nasce entre as duas mulheres e a inocência do primeiro encontro dá lugar a uma relação mais profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese é descoberto, o marido de Carol retalia contestando a sua competência como mãe. Enquanto Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando as suas respectivas vidas para trás, um confronto emerge que irá testar os pressupostos e compromissos mútuos.


Em Carol, a narrativa simples é ofuscada pelo ambiente e pelas cores que remetem para a época, onde guarda-roupa e direcção artística fazem um trabalho exímio. O romance cresce através de olhares, sorrisos e poucas palavras. São mais os corpos e os gestos a contar a história. O ritmo lento, intensificado por planos longos de rostos e trocas de olhar fazem os sentimentos tomar uma dimensão muito maior do que se possa esperar.

Todd Haynes aposta em planos fortes e intensos onde predominam as emoções. Muitas vezes, observamos as personagens ao longe, através das divisões da casa ou entre outras pessoas que passam. Os vidros são uma constante, com a câmara a vincar ainda mais as barreiras e preconceitos que rodeiam e separam as protagonistas. Ainda o enfoque e repetição do toque das mãos nos ombros das personagens são uma tímida expressão de sentimentos fortes que estão bem guardados do conservadorismo da época e vão muito além do simples carinho.


É dos pormenores que Carol vive, com uma banda sonora a lembrar a época dos acontecimentos a acompanhar. E, nesta história de amor, são as actrizes que a fazem brilhar, com a sua contenção e coragem. Rooney Mara é a jovem Therese, na inocência da descoberta da paixão e da sexualidade, é uma mulher tímida, mas segura e com muito menos tabus que a sociedade que a rodeia. Deixa-se conquistar e sabe bem o que quer. A actriz continua a provar o seu grande talento e não tem medo de desafios: supera sempre as expectativas. Ao seu lado, Cate Blanchett é a mulher madura, Carol, sensual, charmosa, que está presa a um casamento que acabou há muito e que a faz reprimir sentimentos. Numa interpretação comedida como a sua personagem, Blanchett transborda elegância e entrega-se sem pudor às cenas mais íntimas. Dois desempenhos memoráveis do amor entre duas mulheres fora do seu tempo.

Carol podia chamar-se Therese. O nascimento da relação entre as duas é contado através da lente de Todd Haynes, com sensibilidade, discrição e muito amor.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Estreias da Semana #206

Foram quatro os filmes que chegaram esta Quinta-feira aos cinemas portugueses. Dois títulos cativam as atenções: Carol e Os Oito Odiados.

Alvin e os Esquilos: A Grande Aventura (2015)
Alvin and the Chipmunks: The Road Chip
Através de uma série de mal-entendidos, Alvin, Simon e Theodore passam a acreditar que Dave se prepara para os abandonar após pedir a sua namorada em casamento. Os Chipmunks têm apenas três dias para o impedir, ficando a salvo não só de perder Dave, mas também de ganharem um terrível meio-irmão.

Carol (2015)
Na Nova Iorque do início dos anos 50, Therese Belivet (Rooney Mara) trabalha num armazém de Manhattan e sonha com uma vida mais gratificante quando conhece Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher sedutora presa a um casamento fracassado. Uma ligação imediata nasce entre as duas mulheres e a inocência do primeiro encontro dá lugar a uma relação mais profunda. Quando o envolvimento de Carol com Therese vem à luz, o marido de Carol retalia contestando a sua competência como mãe. Enquanto Carol e Therese se refugiam na estrada, deixando as suas respectivas vidas para trás, um confronto emerge que irá testar os pressupostos e compromissos mútuos.

Horas Decisivas (2016)
The Finest Hours
A 18 de Fevereiro de 1952, uma enorme tempestade atinge a Nova Inglaterra. A vaga de destruição arrasa várias cidades ao longo da costa leste dos EUA e provoca o pânico nas embarcações apanhadas no seu caminho. Uma dessas embarcações é o grande petroleiro SS Pendleton, em rota para Boston e cortado a meio pela fúria do mar encurralando 30 marinheiros na popa prestes a afundar-se. Como oficial superior a bordo, o primeiro engenheiro assistente, Ray Sybert (Casey Affleck), depressa se apercebe de que lhe compete assumir o comando da tripulação assustada, incentivá-los a porem de lado as suas diferenças e trabalharem juntos para superarem uma das piores tempestades de que há registo. Ao mesmo tempo, a notícia chega ao posto da Guarda Costeira dos EUA, em Chatham, no Massachusetts e o subtenente Daniel Cluff (Eric Bana) ordena uma operação para resgatar os homens presos. Apesar das adversidades, quatro homens liderados pelo Capitão da Guarda Costeira Bernie Webber (Chris Pine) embarcam num barco salva-vidas de madeira com um pequeno motor e meios de navegação quase inexistentes, enfrentando temperaturas geladas, ondas de 18 metros e ventos ciclónicos.

Os Oito Odiados (2015)
The Hateful Eight
Alguns anos após o final da Guerra Civil, uma diligência atravessa a paisagem invernosa do Wyoming. Os passageiros, o caçador de prémios John Ruth (Russell) e a sua prisioneira Daisy Domergue (Leigh) vão a caminho da cidade de Red Rock onde Ruth entregará Domergue à justiça. Pelo caminho encontram dois desconhecidos, o Major Marquis Warren (Jackson), antigo soldado da União que também se dedica a caçar criminosos foragidos, e Chris Mannix (Goggins), um antigo rebelde sulista que afirma ser o novo xerife da cidade. Um nevão obriga-os a procurar abrigo numa estalagem onde são recebidos por quatro estranhos. Bob (Bichir) - que está a tomar conta do estabelecimento enquanto a proprietária visita a mãe - Oswaldo Mobray (Roth), carrasco em Red Rock, o cowboy Joe Gage (Madsen) e o antigo general confederado Sanford Smithers (Dern). À medida que a tempestade se espalha sobre o vale, os nossos oito viajantes ficam a saber que podem nunca chegar a Red Rock...