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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Dia dos Namorados: Filmes Alternativos para Casais ou Solteiros

O Dia dos Namorados é apenas mais um dia no calendário do qual o marketing se apoderou, mas já que acabamos por ir nesta onda de romantismo forçada, nada como explorar alguns filmes alusivos à data, que tanto comprometidos como solteiros devem apreciar. O Hoje Vi(vi) um Filme deixa-vos uma lista um pouco mais alternativa, para todos os gostos.

Para quem gosta de dançar - Chico & Rita, 2010


Para os românticos incuráveis - Expiação (Atonement), 2007


Para os apaixonados pela vida - Assim é o Amor (Beginners), 2010


Para os mais marotos - O ABC do Amor (Everything You Always Wanted to Know About Sex * But Were Afraid to Ask), 1972


Para os eternamente apaixonados - Cold War - Guerra Fria, 2018


Para os sonhadores - Meia-noite em Paris (Midnight in Paris), 2011


Para os que não largam a tecnologia - Her - Uma História de Amor, 2013


Para os dramáticos - Blue Valentine - Só Tu e Eu, 2010


Para quem faz da vida uma alegria - O Fabuloso Destino de Amélie (Le fabuleux destin d'Amélie Poulain), 2001


Para os viajados - O Amor é um Lugar Estranho (Lost in Translation), 2003


Para os aventureiros - Bonnie & Clyde, 1967


Para os provocadores - A Criada (Ah-ga-ssi), 2016


Para os poetas - Al Berto, 2017


Para quem gosta de noitadas - Descarrilada (Trainwreck), 2015


Para os desencantados - A Lagosta (The Lobster), 2015


Para os ciumentos - De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut), 1999


Para os indecisos - Sr. Ninguém (Mr. Nobody), 2009


Para os gulosos - Chocolate (Chocolat), 2000


Para os amores adolescentes - Submarino (Submarine), 2010


Para os introvertidos - Lars e o Verdadeiro Amor (Lars and the Real Girl), 2007


Para os fora-da-lei - Amor Fora da Lei (Ain't Them Bodies Saints), 2013


Para os clássicos - Difamação (Notorious), 1946


Para os que quebram barreiras - Uma História de Amor (Loving), 2016


Feliz dia para todos!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Cinema romântico pelo mundo

O Dia dos Namorados já passou, mas nunca é má altura para ver um filme romântico. Para fugir dos clichés do costume, o Espalha-Factos viajou no tempo e por vários cantos do mundo e apresentou dez formas de filmar o amor com títulos de dez países diferentes.


As minhas escolhas chegaram de Espanha, Hong Kong e México. Fica a recomendação:

Espanha – Chico & Rita, Tono Errando, Javier Mariscal, Fernando Trueba (2010)


De Espanha, chega um exemplo animado. Em Cuba, no ano de 1948, Chico é um jovem pianista com grandes sonhos. Rita é uma bonita cantora com uma voz extraordinária. Música e desejo romântico unem-se a eles, mas a sua jornada – na tradição do bolero – traz mágoa e tormenta. Com eles percorremos Havana, Nova Iorque, Paris, Hollywood e Las Vegas.

É nesta viagem que nos apaixonamos pelos protagonistas e torcemos por eles. A animação tem traço simples e as suas cores são quentes, como as nossas personagens. Uma história de amor e música, de desencontros, de ambições e sonhos. Romântico e sensual, Chico & Rita é um filme a descobrir no dia dos namorados – ou em qualquer outro.

Hong Kong – Disponível Para Amar, Wong Kar-wai (2000)


Em 2000, o mundo pôde conhecer Disponível Para Amar, uma longa-metragem sensível, romântica e realista, que nos dá a conhecer Chow Mo-Wan (Tony Leung) e Su Li-Zhen (Maggie Cheung), vizinhos que vivem num prédio de apartamentos lotados na Hong Kong de 1962. Casados com pessoas sempre ausentes, os dois passam muitas noites sozinhos. Quando se conhecem, descobrem ter muito em comum: ambos gostam de artes marciais, frequentam o mesmo stand de noodles e, eventualmente, descobrem que são traídos pelos parceiros. Ao mesmo tempo que encontram conforto um no outro, escolhem não ser como os seus amantes infiéis.

O amor e a paixão pairam em todo o ambiente de Disponível para Amar, quer nos sentimentos dos protagonistas, nas ruas da cidade, nos gostos em comum, nos movimentos de câmara, nas cores, nas cortinas que esvoaçam… Entre o conforto e a alegria que os protagonistas sentem juntos, à consciência que lhes diz para não passarem os limites que impuseram a si mesmos, o dilema que sentem alastra até ao espectador. Um filme para ver, apreciar e sentir.

México – Como Água para Chocolate, Alfonso Arau (1992)


O romantismo alia-se a um realismo mágico pouco comum e este Romeu e Julieta à mexicana torna-se numa experiência original e divertida – com grandes dotes culinários. No México do início do século XX, esta história de tradições e de um amor infeliz (mas muito doce), apresenta-nos Tita e Pedro que se apaixonam, mas são impedidos de casar. Elena, a mãe dela, segue o costume ancestral de que a filha mais nova (neste caso, Tita) não deve casar e sim ficar em casa para cuidar da mãe. Mas tudo piora mais ainda para a jovem, quando a mãe oferece outra das suas filhas a Pedro e ele aceita a união. Agora, vão viver na mesma casa e Elena não poderá proibir o seu amor tal como fez com o seu casamento.

Este é o amor trágico e mágico de Tita e Pedro, que agradará a românticos incuráveis ou aos mais descomprometidos que gostam de arriscar novas aventuras cinematográficas. Inesperado do início ao fim, Como Água para Chocolate irá abrir o apetite, aquecer corações e, acima de tudo, proporcionar momentos hilariantes, mas também muito românticos.