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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Crítica: King Richard: Para Além do Jogo (2021)

"Venus and Serena gon' shake up this world."

Richard Williams

*6/10*

King Richard: Para Além do Jogo é um biopic competente que faz uma viagem ao mundo do ténis moderno e à família de duas das melhores tenistas de sempre: Venus e Serena Williams - e ao seu pai, cujo nome dá título ao filme de Reinaldo Marcus Green.

Eis "a história de Richard Williams, um pai decidido a criar duas das atletas mais dotadas de todos os tempos que mudaram o ténis para sempre. Impulsionado por uma visão clara do futuro e usando métodos pouco convencionais, Richard tem um plano que levará Venus e Serena Williams dos bairros pobres de Compton, na Califórnia, até às vitórias nos maiores torneios do circuito profissional".

King Richard é, acima de tudo, uma história de perseverança, perante todas as adversidades, de duas irmãs afro-americanas, oriundas de uma família de poucos recursos, de um bairro problemático em Compton. O foco está na figura paterna, controlador e exigente, mas igualmente persistente e com os pés bem assentes no chão. 


A união da família, sob o comando do pai, é o motor que faz com que Venus e Serena nunca desistam dos sonhos, com dedicação constante, e seguindo as rígidas regras de Richard Williams, que quer proporcionar às filhas uma vida estável, longe dos problemas do bairro.

E, quanto mais o talento das irmãs é reconhecido, mais o pai pretende que consigam afirmar-se muito para lá da cor da pele, que não se deixem iludir com a fama, superem todos os estereótipos e possam inspirar tantas outras jovens como elas. À medida que o tempo passa no filme, sucedem-se as referências ao racismo nos EUA - com notícias na televisão dos Williams ou memórias traumáticas da infância de Richard -, para além de escândalos no mundo do ténis, que reforçam a estratégia que o pai delineou para o sucesso das filhas.

Will Smith tem uma prestação esforçada, ao lado de Aunjanue Ellis, a mãe que também se torna treinadora quando é necessário e aguenta todas as exigências do marido, e das duas jovens actrizes, Saniyya Sidney como Venus, e Demi Singleton como Serena. Destaque ainda para Jon Bernthal na pele do treinador Rick Macci.


Longe de ser memorável, King Richard: Para Além do Jogo presta uma merecida homenagem à família Williams e ao exemplo que a ascensão e conquistas das duas irmãs tenistas pode ser para todos os que lutam pelos seus sonhos, seja qual for a sua origem.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Crítica: Aqueles Que Me Desejam a Morte / Those Who Wish Me Dead (2021)

"Talk to me and I'm gonna help you. Alright?"

Hannah

*4.5/10*

Aqueles Que Me Desejam a Morte, de Taylor Sheridan, leva-nos às vastas florestas do Montana e aos grupos de combate a incêndios, para uma história de crime e perseguição.

"Um adolescente testemunha de um homicídio e a especialista em fogos florestais que o tenta proteger são perseguidos por assassinos nas zonas remotas do Montana enquanto um incêndio ameaça consumi-los a todos."


A acção desenrola-se em volta de dois pontos fundamentais: por um lado, o terror de Connor (Finn Little), uma criança que acaba de ficar órfã e desconfia de todos com quem se cruza; por outro, os fantasmas de Hannah (Angelina Jolie), uma mulher traumatizada por um acidente enquanto combatia um fogo, e que a têm impedido de regressar ao terreno. Os dois terão de aliar-se, enquanto tentam escapar de dois assassinos que os perseguem e de um incêndio que não dá tréguas.

Aqueles Que Me Desejam a Morte é um filme dinâmico e repleto de acção - e bastante violência -, mas a sucessão dos acontecimentos torna-se pouco realista (os assassinos caem, por vezes, no ridículo) e a fuga de Connor e Hannah só se torna realmente emocionante quando o fogo se revela o verdadeiro perigo. 

Taylor Sheridan não nos revela as motivações dos assassinos, nem os segredos que Connor guarda consigo. Se, por um lado, tal poderia contribuir para o adensar do suspense da longa-metragem, por outro, torna todos os acontecimentos quase irrelevantes. Ao mesmo tempo, é uma pena o pouco foco da narrativa no trabalho dos bombeiros e dos outros operacionais no combate aos incêndios (Só Para Bravos, de Joseph Kosinski, faz isso com distinção).

Aqueles Que Me Desejam a Morte entretém e vale pelas cenas nocturnas, mas, infelizmente, não se leva muito a sério.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Sugestão da Semana #284

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de Edgar Wright, Baby Driver: Alta Velocidade.

BABY DRIVER: ALTA VELOCIDADE


Ficha Técnica:
Título Original: Baby Driver
Realizador: Edgar Wright
Actores: Ansel Elgort, Kevin Spacey, Jamie Foxx, CJ Jones, Jon Hamm, Eiza González, Lily James, Jon Bernthal, Sky Ferreira
Género: Acção, Crime, Música
Classificação: M/14
Duração: 112 minutos