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terça-feira, 15 de julho de 2025

Sugestão da Semana #674

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Superman, de James Gunn, protagonizado por David Corenswet na pele do super-herói, e com Nicholas Hoult como o antagonista Lex Luthor. A portuguesa Sara Sampaio também faz parte do elenco como Eve Teschmacher.

SUPERMAN


Ficha Técnica:
Título Original: Superman
Realizador: James Gunn
Elenco: David Corenswet, Rachel Brosnahan, Nicholas Hoult, Edi Gathegi, Anthony Carrigan, Nathan Fillion, Isabela Merced, Skyler Gisondo, Pruitt Taylor Vince, Neva Howell, Sara Sampaio
Género: Acção, Aventura, Fantasia, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 129 minutos

domingo, 30 de abril de 2023

Sugestão da Semana #558

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Renfield, de Chris McKay, com Nicholas Hoult, na pele do leal servo de Drácula, e Nicolas Cage como Príncipe das Trevas.

RENFIELD


Ficha Técnica:
Título Original: Renfield
Realizador: Chris McKay
Elenco: Nicholas Hoult, Nicolas Cage, Awkwafina, Ben Schwartz, Adrian Martinez, Jenna Kanell
Género: Comédia, Fantasia, Terror
Classificação: M/16
Duração: 93 minutos

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Crítica: O Menu / The Menu (2022)

"You will eat less than you desire and more than you deserve."
Elsa


*7.5/10*

A experiência cinematográfico-gastronómica que O Menu, de Mark Mylod, proporciona não é para palatos sensíveis. Ralph Fiennes é o chef anfitrião, que dita as ordens neste pesadelo de emoções culinárias. E que delícia de comédia negra!


"Um jovem casal, Margot (Anya Taylor-Joy) e Tyler (Nicholas Hoult), viaja para uma ilha remota para comer num restaurante exclusivo, Hawthorn, onde o solitário e mundialmente famoso Chef Julian Slowik (Ralph Fiennes) preparou um menu de luxo para os seus convidados especiais."

A cozinha refinada mais exclusiva transforma-se num inferno à mesa para os clientes do restaurante de Julian Slowik. Mark Mylod filma um thriller satírico com uma ementa inesperada, onde cada prato traz uma pitada de humor, crítica social e um travo de temor. E nesta odisseia de sabores e inquietações, Ralph Fiennes está assombroso, num misto de controlo, frieza, desilusão e loucura, e remete, inevitavelmente, para alguns reconhecidos chefs nacionais e internacionais - e para tantos programas de culinária que povoam os canais de televisão.


Eis a sátira aos restaurantes de fine dining, aos grandes chefs, às estrelas Michelin, aos foodies do instagram e críticos gastronómicos e, em última análise, às classes sociais, ao consumismo e às aparências.

Com personagens-tipo imprevisíveis e situações inesperadas, até mesmo para o chef Julian, o mentor deste restaurante exclusivo, O Menu distingue-se ainda pela estética, não apenas no que toca ao empratamento da refeição, mas igualmente na decoração do espaço e na configuração da ilha. Há que destacar o trabalho da direcção artística, bem como da direcção de fotografia, potenciadora do suspense da longa-metragem.


O Menu é um convite à degustação da fusão cínica e certeira entre culinária e cinema. Depois deste filme, jantar fora nunca mais vai ser igual.

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Sugestão da Semana #495

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Bando de Ned Kelly, de Justin Kurzel.

O BANDO DE NED KELLY


Ficha Técnica:
Título Original: True History of the Kelly Gang
Realizador: Justin Kurzel
Elenco: Russell Crowe, Nicholas Hoult, George MacKay, Charlie Hunnam, Essie Davis, Earl Cave, Sean Keenan, Thomasin McKenzie, Jacob Collins-Levy, Orlando Schwerdt
Género: Biografia, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 124 minutos

terça-feira, 25 de maio de 2021

Crítica: Aqueles Que Me Desejam a Morte / Those Who Wish Me Dead (2021)

"Talk to me and I'm gonna help you. Alright?"

Hannah

*4.5/10*

Aqueles Que Me Desejam a Morte, de Taylor Sheridan, leva-nos às vastas florestas do Montana e aos grupos de combate a incêndios, para uma história de crime e perseguição.

"Um adolescente testemunha de um homicídio e a especialista em fogos florestais que o tenta proteger são perseguidos por assassinos nas zonas remotas do Montana enquanto um incêndio ameaça consumi-los a todos."


A acção desenrola-se em volta de dois pontos fundamentais: por um lado, o terror de Connor (Finn Little), uma criança que acaba de ficar órfã e desconfia de todos com quem se cruza; por outro, os fantasmas de Hannah (Angelina Jolie), uma mulher traumatizada por um acidente enquanto combatia um fogo, e que a têm impedido de regressar ao terreno. Os dois terão de aliar-se, enquanto tentam escapar de dois assassinos que os perseguem e de um incêndio que não dá tréguas.

Aqueles Que Me Desejam a Morte é um filme dinâmico e repleto de acção - e bastante violência -, mas a sucessão dos acontecimentos torna-se pouco realista (os assassinos caem, por vezes, no ridículo) e a fuga de Connor e Hannah só se torna realmente emocionante quando o fogo se revela o verdadeiro perigo. 

Taylor Sheridan não nos revela as motivações dos assassinos, nem os segredos que Connor guarda consigo. Se, por um lado, tal poderia contribuir para o adensar do suspense da longa-metragem, por outro, torna todos os acontecimentos quase irrelevantes. Ao mesmo tempo, é uma pena o pouco foco da narrativa no trabalho dos bombeiros e dos outros operacionais no combate aos incêndios (Só Para Bravos, de Joseph Kosinski, faz isso com distinção).

Aqueles Que Me Desejam a Morte entretém e vale pelas cenas nocturnas, mas, infelizmente, não se leva muito a sério.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Oscars 2019: Red Carpet

Conhecidos os vencedores da 91.ª edição dos Oscars, olho agora com mais atenção para os modelos que desfilaram na passadeira vermelha. O rosa dominou muitos dos looks (com grande pena minha) e não foi fácil escolher os meus favoritos. Poucos me conquistaram. Eis, como de costume, uma breve análise aos mais bem vestidos da red carpet dos Oscars (para mim, que não pesco nada de moda).


TINA FEY poderia dar uma boa apresentadora dos Oscars (com Amy Poehler e Maya Rudolph, porque não?). Mas falando do visual, a actriz estava elegantíssima num vestido azul Vera Wang, muito simples, mas igualmente muito eficaz. Uma opção segura que, combinada com o penteado e jóias (Niwaka Jewelry) certas, fez Fey brilhar.


O amarelo poderia ser arriscado, mas este modelo Versace foi uma aposta ganha para CONSTANCE WU (estrela de Crazy Rich Asians). Um tom suave, malmequer, dá à actriz um ar quase angelical.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, MELISSA MCCARTHY fez uma aposta segura mas elegante, num fato preto e branco Brandon Maxwell, cuja capa deu uma sofisticação extra. Maquilhagem, penteado e as jóias favoreceram ainda mais a actriz.


NICHOLAS HOULT foi, provavelmente, o homem mais elegante da noite. O fato preto Dior destacou-se devido à faixa cruzada a sair da zona do peito. Um toque cheio de classe.


Vencedora do Oscar para Melhor Actriz Secundária, REGINA KING surgiu na passadeira vermelha com um bonito vestido branco com cauda, Oscar de la Renta. Jóias (Chopard Jewelry) e cabelo fizeram jus ao modelo, que não passou despercebido.


OLIVIA COLMAN marcou uma das surpresas da noite ao conquistar o Oscar para Melhor Actriz pelo seu desempenho como Rainha Anne, em A Favorita. Na passadeira vermelha, desfilou com um bonito vestido de seda verde-esmeralda escuro da Prada, com um laço cinza nas costas, com alguns detalhes em prata, que se transformava numa capa. Com tanto de clássico como de moderno.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, a mexicana MARINA DE TAVIRA deslumbrou na red carpet com um vestido vermelho, a condizer. O modelo J. Mendel combinou na perfeição com as jóias Lorraine Schwartz.


Uma das minhas favoritas da noite foi DANAI GURIRA com um visual digno de uma rainha de Wakanda. Deslumbrante, a actriz de Black Panther surgiu num poderoso vestido dourado com detalhes em preto, Brock Collection. As jóias Fred Leighton e a bandolete a realçar o penteado, completaram o visual de encantar.


Igualmente deslumbrante esteve a nomeada para Melhor Actriz Secundária, AMY ADAMS, num vestido Versace, muito justo, em tons de prata. O penteado e as jóias Cartier deram ainda mais elegância ao visual.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Crítica: A Favorita / The Favourite (2018)

"Sometimes a lady likes to have some fun."
Lady Sarah


*8.5/10*

Eis o trio de actrizes mais triunfal do ano: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar.

Repleto de influências de outros filmes e cineastas (o filmSPOT tem um bom artigo sobre isto mesmo), a verdade é que A Favorita consegue destacar-se pela identidade própria que traz em si.


No início  do  século  XVIII,  a Inglaterra  está  em  guerra com a França.  No  entanto, as corridas  de  patos continuam a prosperar e comem-se ananases ostensivamente no reino. Uma frágil rainha Anne (Olivia Colman) ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah (Rachel Weisz), governa o país por ela, ao mesmo tempo que cuida da saúde precária de Anne e gere o seu temperamento imprevisível. Quando a nova criada Abigail (Emma Stone) chega, o seu charme conquista Sarah. Abigail vê uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas. Como a guerra acaba por consumir o  tempo de Sarah,  Abigail  entra em  cena subtilmente para assumir o  papel  de dama de companhia da rainha e não deixará que nenhuma mulher, homem, política ou coelho se coloque no seu caminho.

Menos inusual, mas com a mesma perspicácia e ousadia, Yorgos Lanthimos comanda a câmara com pulso e brusquidão, abanando os sentidos e emoções da plateia, que balança entre a beleza estética e a história, onde o poder domina todas as personagens e a humilhação espreita em cada canto do palácio. Desde a lente olho de peixe à grande angular, são várias as técnicas de distorção do "olhar" que vemos ao longo de A Favorita, e Lanthimos insere-nos na estranheza de uma época distante e nas extravagâncias da corte de uma rainha doente e deprimida. Enquanto a rainha definha, a corte perde tempo com trivialidades ou passatempos delirantes (quase tanto quanto a filmografia de Lanthimos).


A fabulosa fotografia, que tira partido da exigência que a película necessita, é um dos motores de A Favorita, com muitas cenas onde são apenas velas que iluminam o cenário. Um trabalho de mestre do director de fotografia Robbie Ryan.

São as mulheres que dominam as decisões do reino, e apenas a personagem de Nicholas Hoult, Robert Harley, se destaca no que toca a influências masculinas. A palavra final é da rainha, que não gosta de pensar em demasia (já Fernando Pessoa falava na dor de pensar), e tanto Sarah como Abigail lutam por serem o cérebro da realeza, a favorita de Anne.

Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.


Ao seu lado, as duas servas rivais - Rachel Weisz, Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também manipulada; e Emma Stone, a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. As duas actrizes superam-se, Weisz com maturidade e seriedade, num desempenho cheio de elegância e talento, Stone com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.


Com A Favorita, Yorgos Lanthimos saiu da sua zona de conforto, onde deixa a plateia desconfortável com os seus retratos-limite da sordidez humana (Canino, A Lagosta, O Sacrifício de um Cervo Sagrado...), para se aventurar num filme menos complexo mas repleto das suas marcas autorais e influências. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Sugestão da Semana #363

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Favorita, de Yorgos Lanthimos. Olivia Colman, Emma Stone e Rachel Weisz formam o trio protagonista.

A FAVORITA


Ficha Técnica:
Título Original: The Favourite
Realizador: Yorgos Lanthimos
Actores: Olivia Colman, Emma Stone, Rachel Weisz, Nicholas Hoult
Género: Biografia, Comédia, Drama
Classificação: M/16
Duração: 119 minutos

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Comic Con Portugal 2018: 3º dia em Resumo

Uma enchente no Passeio Marítimo de Algés. Famílias inteiras, casais, grupos de amigos, cosplayers ou simples curiosos, foram muitos os que se deslocaram à Comic Con no Sábado, dia 8 de Setembro. Por aqui, para aquecer experimentámos e recordámos as antigas consolas de jogos na tenda Nostalgia. Espreitámos a animação na área de Gaming e continuámos, desta vez para ver as activações no recinto. Os zombies cabeçudos da Fox posavam para fotos, assustavam crianças e tinham dates com os fãs, com balão em forma de coração a adensar o romance.


No corredor do canal Cinemundo assistimos à arte urbana inspirada na Sétima Arte, vimos as freiras de The Nun - A Freira Maldita a passearem-se pelo recinto, Asterix, Obelix e Panoramix faziam poções no seu caldeirão, filas de famílias aguardavam para entrar na tenda de O Mistério da Casa do Relógio, o Cinema City esteve a dar brindes e pipocas, o AMC promoveu divertidas guerras de almofadas, e tantas outras actividades a acontecer.

Pelas 12h00 o auditório New Genesis encheu para assistir ao Hollywood in Concert, com a LisbonFilm Orchestra a interpretar as mais icónicas bandas sonoras do cinema.


Dolph Lundgren esteve no auditório Olimpo numa conversa informal com o público e com António Raminhos. Seguiu-se a conferência de imprensa de Nicholas Hoult. O actor revelou alguma timidez perante os jornalistas, mas foi acessível. Falou-se sobre os seus papéis em X-Men, como Besta ou em Mad Max: Estrada da Fúria como Nux - papel cujo casting demorou cerca de quatro horas. Falou-se igualmente no próximo filme de Yorgos Lanthimos, The Favourite que ainda irá estrear por cá, da futura longa-metragem em que irá interpretar J. R. R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit, etc.) e Hoult confessou ainda que adora interpretar vilões.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Crítica: Mad Max: Estrada da Fúria / Mad Max: Fury Road (2015)

"If I'm gonna die, I'm gonna die historic on the Fury Road!"

Nux
*8/10*

George Miller está aí para as curvas. Mad Max: Estrada da Fúria veio prová-lo. A relação que une o cineasta à personagem data de 1979, com Mel Gibson a encarnar o protagonista em Mad Max - As Motos da Morte. Daí em diante, surgiu uma saga conduzida por Miller, com outro filme em 1981, que culminou com o terceiro em 1985. Ora 30 anos depois, o herói regressou aos ecrãs pela mão do seu criador.

Tom Hardy é quem dá agora corpo a Max, mas a energia e o ambiente tresloucado criado por Miller em 1979 mantém-se, com uma modernidade avassaladora, que em nada faz esquecer as origens da saga.


Temporalmente, não há ligação entre o filme de 2015 e os anteriores (mas os fãs da saga vão encontrar algumas referências). Em Mad Max: Estrada da Fúria, Max acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de mais ninguém para além de si próprio. Ainda assim, acaba por se juntar a um grupo de rebeldes que atravessa a Wasteland numa máquina de guerra conduzida por uma Imperatriz de elite, Furiosa (Charlize Theron). Este bando está em fuga de uma cidadela tiranizada por Immortan Joe, a quem algo insubstituível foi roubado. Exasperado com a sua perda, o Senhor da Guerra reúne o seu gang e inicia uma perseguição aos rebeldes e uma feroz Guerra na Estrada.

Um cenário pós-apocalíptico australiano absorve-nos para um deserto onde não queremos viver: sem lei, uma terra infértil, onde reina a fome, a sede e a submissão a um vilão demoníaco. A história ganha ritmo com a fuga de um grupo de rebeldes - todas mulheres -, que se insurgem contra o temível ditador. No início da perseguição, Max junta-se a elas, e perde muito do protagonismo para a sua líder, Furiosa. Muitos apelidaram Mad Max: Estrada da Fúria de um filme feminista, devido ao grupo de "heroínas". Eu considero-o antes um filme anti-machista. Mulheres oprimidas querem apenas ser livres.

Mas Mad Max é, principalmente, técnico. A fantástica realização proporciona-nos um espectáculo visual assombroso, o som e a montagem dinâmica realçam a acção e o suspense na medida certa sem frenesim desnecessário, a caracterização é eficaz, quase a funcionar como uma forma simples de distinguir o lado bom do mau. Ao mesmo tempo, a opção de Miller pela fotografia repleta de cor e a direcção artística a proporcionar-nos imagens cheias de beleza no meio da decadência, num corajoso contraste, demonstram a sua forte faceta autoral.


Nas interpretações, Tom Hardy é o nosso herói solitário sem nada a perder que se junta a quem precisa da sua ajuda. Um Max mais comedido, mas com o mesmo sentido de justiça. Charlize Theron usa do seu lado mais obscuro ao vestir a pele de Furiosa e é quem mais se destaca, numa interpretação poderosa de uma mulher pronta para a guerra, cansada de ser subjugada. Ainda de realçar é a interpretação segura de Nicholas Hoult como Nux.

As cores fortes pintam a desolação deste mundo apocalíptico dominado por homens demoníacos. Mad Max regressou ao grande ecrã em grande forma e, desta vez, até é ofuscado pelo brilho das mulheres de armas que lutam pela dignidade dos seus. Uma surpresa cheia de acção, girl power, com George Miller ao comando a mostrar como, fiel ao original q.b., Mad Max também se sabe actualizar.