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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

FEST 2021 fecha programa com Irvine Welsh, Tony Grisoni e Tetsuo Nagata em Espinho

A 17.ª edição do FEST - Novos Realizadores | Novo Cinema já tem programa fechado, com o anúncio de presenças de destaque e outras novidades.

De regresso ao Multimeios de Espinho, estará um alargado programa de actividades profissionais. No Training Ground estarão a cineasta Isabel Coixet, o escritor Irvine Welsh, o argumentista Tony Grisoni, o director de fotografia Tetsuo Nagata, a consultora de cinema Dörte Schneider e o editor de som Eddy Joseph

O programa PRO completa-se com dias temáticos que olham para o presente e futuro da indústria cinematográfica: Dia de Produção Virtual, que contará com masterclasses dedicadas ao tema, orientadas pela produtora da Epic Games, Nancy Xu, e o produtor executivo da Glassbox Technologies, Johannes Wilkes; e o dia dedicado à Representação e a Relação Actor/Realizador, que conta já com as confirmações da directora de casting Nancy Bishop e a acting manager Caprice Crawford.

O tema central desta edição do FEST é a Esperança, onde será incorporado um olhar transversal pelas obras de cineastas emergentes da actualidade, nas competições do Lince de Ouro e Lince de Prata; uma selecção de obras produzidas em Portugal, no Grande Prémio Nacional; e uma retrospectiva do trabalho da realizadora catalã Isabel Coixet em Espinho e na Culturgest, em Lisboa. A Catalunha será o destaque na secção Flavours of the World, que integrará dois programas de curtas dedicados ao potencial criativo da região.

O FEST vai ainda receber a antestreia dos dois primeiros episódios de Capitães do Açúcar, série realizada pelo espinhense Ricardo Leite, a estrear em breve na RTP. A série retrata um grupo de estudantes das Belas Artes do Porto, que se envolvem num esquema de produção e distribuição de uma substância psicotrópica chamada Açúcar. De destacar também é o filme de encerramento, The Sacred Spirit, de Chema Garcia Ibarra.

A 17.ª edição do FEST acontece entre 4 e 11 de outubro nas cidades de Espinho, Porto e Lisboa. Haverá ainda 14 filmes disponível na plataforma de streaming Filmin.

Mais informações sobre o festival em https://site.fest.pt/pt.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

MOTELx'17: Entrevistas - Ricardo Leite (A Instalação do Medo)

O MOTELx'17 está em Lisboa entre 5 e 10 de Setembro, e para o Prémio MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2017 estão a concorrer 9 curtas-metragens nacionais: #blessed, de Diogo LopesCarga, de Luís CamposDepois do Silêncio, de Guilherme DanielEntelekheia, de Hugo MalainhoA Instalação do Medo, de Ricardo LeiteMãe QueridaJoão Silva SantosO Candeeiro - Um Filme à Luz de Lisboa, de Henrique Costa e Hugo PassarinhoRevenge Porn, de Guilherme Trindade e Thursday Night, de Gonçalo Almeida.


Nada como conhecer melhor os realizadores e filmes nacionais seleccionados. Para começar, o Hoje Vi(vi) um Filme entrevistou Ricardo Leite, realizador de A Instalação do Medo.

De onde surgiu a ideia de fazer este filme?
Ricardo Leite (RL): A ideia surgiu do livro do Rui Zink, achei piada a este conceito parvo que, de repente, o governo controla a sociedade de tal forma que já não precisamos de sair de casa para sentir o medo.

O argumento de A Instalação do Medo parece ser um dos pontos fortes da curta-metragem. Acha que vai suscitar a curiosidade do público para o livro de Rui Zink que lhe serviu de base?
RL: Espero que sim, principalmente porque a história da curta-metragem não é exactamente igual à que está no livro, a obra do Rui tem cerca de 200 páginas e, naturalmente, houve alguns elementos e nuances que não cabiam numa curta de 14 minutos.


O que pode o público esperar da curta-metragem?
RL: Uma história intrigante, com performances muito boas do nosso elenco.

Trabalhou com três actores muito conhecidos do grande público. Como correram as filmagens?
RL: Correram bem, tivemos muita sorte por ter conseguido um elenco tão bom, principalmente tratando-se de um projecto de escola. Foram umas rodagens muito duras para todos, mas acho que o resultado final deixa-nos a todos orgulhosos.

Qual o papel dos festivais de cinema no campo da divulgação do cinema nacional? Que mais pensa que pode ser feito neste campo?
RL: É muito importante, principalmente para o formato de curta-metragem. Temos poucas formas de chegar ao público e os festivais acabam por ser praticamente a única forma de obtermos um feedback. Claro que hoje em dia temos as plataformas digitais, eu continuo um pouco reticente, mesmo o cinema curto merece ser visto na grande tela e é uma experiência completamente diferente. Acho que devemos incentivar cada vez mais o público a frequentar os festivais e a consumirem cinema português, e acabar com aquela mentalidade que o cinema português é mau. Temos tido felizmente vários exemplos do contrário em festivais de cinema onde o nosso cinema é distinguido competindo com filmes com orçamentos muito superiores.

Sinopse
A Mulher abre a porta de casa. Aparecem dois homens: «Bom dia, minha senhora. Viemos para instalar o medo».