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sexta-feira, 19 de julho de 2019

CineAvante'19: Que filmes ver na Festa do Avante?

Políticas à parte, o que nós queremos por aqui é Cinema, onde quer que se esteja. Ora, a Festa do Avante não é só música e política, também tem cinema para todos os presentes. Nesta edição, que acontece entre 6 e 8 de Setembro, são vários os filmes recentes que podem ser vistos ou revistos no CineAvante.


No primeiro dia do evento, 6 de Setembro, o público poderá assistir a Past Perfect, de Jorge Jácome, exibido às 21h00, e Parque Mayer, de António-Pedro Vasconcelos, pelas 21h30.

Para comemorar o 45.º aniversário do 25 de Abril, o filme As Armas e o Povo, do Colectivo de Trabalhadores da Actividade Cinematográfica, é exibido às 13h00, no dia 7 de Setembro e, às 14h30 passa Le Drôle de Mai: Crónica dos anos da lama, de José Vieira. No mesmo dia, Bostofrio, de Paulo Carneiro, é exibido às 15h30; O silêncio dos outros, de Almudena Carracedo e Robert Bahar, passa às 17h00; Terra Franca, de Leonor Teles, às 19h00; e ainda Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, de João Salaviza e Renée Nader Messora, às 20h30.

No dia 8 de Setembro, o público poderá assistir a 15 memórias do fogo, de Rodrigo Oliveira e Tiago Cerveira, pelas 13h00; segue-se Lá longe, de David Mira, às 14h30; pelas 15h30 é exibido Gaza, de Carlos Bover Martínez e Julio Pérez del Campo; e a fechar o ciclo estará Raiva, de Sérgio Tréfaut, pelas 17h00.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Estreias da Semana #359

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses seis novos filmes. Terra Franca e Vox Lux são duas das estreias.

Astérix: O Segredo da Poção Mágica (2018)
Astérix : Le Secret de la potion magique
Após sofrer uma queda enquanto colhia visco, o druida Panoramix decide que é chegada a hora de garantir o futuro da aldeia. Acompanhado por Astérix e Obélix, irá viajar pela Gália à procura de um druida jovem e talentoso, capaz de ser treinado e suficientemente digno para conhecer o segredo da poção mágica.

Escape Room (2019)
Seis estranhos encontram-se em circunstâncias fora do seu controlo e devem usar toda a sua astúcia para encontrar as pistas...ou morrer.

Once Upon a Deadpool (2018)
Deadpool 2 numa versão com um toque diferente. Com novas cenas, igualmente hilariantes e cheias de acção, Once Upon a Deadpool conta a mesma história, do ponto de vista inocente de uma criança. Versão exibida na versão original sem legendas, em algumas salas de cinema NOS. Tudo para ajudar a Operação Nariz Vermelho, a favor de quem reverte €1,5 por cada bilhete vendido.

À beira do Tejo, numa antiga comunidade piscatória, um homem vive entre a tranquilidade solitária do rio e as relações que o ligam à terra. Terra Franca retrata a vida deste pescador, Albertino Lobo, atravessando as quatro estações que renovam os ciclos da natureza e acompanham as contingências da vida, tudo passado em Vila Franca de Xira.

Uma Luta Desigual (2018)
On the Basis of Sex
A jovem advogada Ruth Bader Ginsburg (Felicity Jones) forma equipa com o marido, Marty (Armie Hammer), para levar um caso pioneiro perante o Tribunal de Recurso dos EUA e pôr termo a um século de discriminação de género.

Um rapaz problemático aparece numa aula de música, mata a professora à queima-roupa e dispara sobre os alunos adolescentes. Celeste (Raffey Cassidy), uma das alunas, recusa-se a ser intimidada e tenta, sem sucesso, chamar a atenção do rapaz, que acaba por atingi-la no pescoço. Em recuperação no hospital, Celeste dedica-se à música e, numa vigília pelas vítimas, canta uma pungente canção que escreveu com a irmã, e de imediato capta a atenção do país. Celeste é lançada no mundo do espectáculo aos 14 anos de idade transformando-se numa estrela pop de sucesso com a ajuda da sua irmã (Stacy Martin) e de um produtor talentoso (Jude Law).  Passados 18 anos, Celeste (Natalie Portman) regressa à sua cidade natal para um concerto de promoção do seu novo álbum Vox Lux, depois de escândalos terem afectado a sua carreira.

sábado, 20 de outubro de 2018

Crítica: Terra Franca / Ashore (2018)

*8/10*


Leonor Teles é talentosa e prova-o a cada novo filme. A sua primeira longa-metragem enquanto realizadora é mais uma lufada de ar fresco no cinema nacional com uma docuficção (não consigo classificá-lo apenas como documentário) enigmática, naturalista e terna. Terra Franca é um regresso à terra onde cresceu e às pessoas que lá conheceu, centrando-se num protagonista tão forte como misterioso.

À beira do Tejo, numa antiga comunidade piscatória, um homem vive entre a tranquilidade solitária do rio e as relações que o ligam à terra. Terra Franca retrata a vida deste pescador, Albertino Lobo, atravessando as quatro estações que renovam os ciclos da natureza e acompanham as contingências da vida, tudo passado em Vila Franca de Xira.

Observa sem comentar, não levanta ondas, não partilha as suas mágoas, sorri para as mulheres da sua vida e diverte-se, de sorriso embevecido, com a picardia entre mãe e filhas. No íntimo, Albertino sofre, receia. Ele é um homem do rio e é lá que se sente bem e solto, no seu trabalho. O rio é a sua liberdade e libertação. Sem ele, a depressão paira e a esperança esfuma-se, mas Albertino não desiste.


O documentário de Leonor faz-nos chegar perto das suas personagens sem sermos intrusivos mas, ao mesmo tempo, ligamo-nos à família como se fizéssemos parte dela, provavelmente como Leonor. Atrás da câmara, ela não interfere na vida daquelas pessoas mas também não lhes é estranha. Leonor conta-nos aquela história real, e entra na intimidade dos Lobo, e na introspecção de Albertino (o lobo do rio). Quase somos capazes de ler-lhe o pensamento.

Leonor Teles promete conquistar mais públicos e mais salas de cinema com a sua arte que, até agora, tem sido tão encantadora como desafiante.