quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Prémios César 2018: Os Nomeados

Os nomeados para A 43ª edição dos César, os prémios do cinema francês, foram hoje anunciados. Os vencedores são conhecidos a 2 de Março.


MELHOR FILME
120 Batimentos por Minuto
O Espírito da Festa 
Au Revoir Là-Haut
Barbara
Le Brio
Passo a Passo 
Petit Paysan

MELHOR PRIMEIRO FILME
Raw
Jeune Femme
Monsieur e Madame Adelman
Passo a Passo
Petit Paysan

MELHOR REALIZAÇÂO
Albert Dupontel (Au Revoir Là-Haut)
Eric Toledano, Olivier Nakache (O Espírito da Festa)
Hubert Charuel (Petit Paysan)
Julia Ducournau (Raw)
Mathieu Amalric (Barbara)
Michel Hazanavicius (Le Redoutable)
Robin Campillo (120 Batimentos por Minuto)

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
120 Batimentos por Minuto
O Espírito da Festa
Barbara
Raw
Petit Paysan

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
Au Revoir Là-Haut
Le Redoutable
As Guardiãs
Passo a Passo
La Promesse de l'Aube

MELHOR ACTRIZ
Charlotte Gainsbourg (La Promesse de L'Aube)
Doria Tillier (Monsieur e Madame Adelman)
Emmanuelle Devos (Numéro Une)
Jeanne Balibar (Barbara)
Juliette Binoche (O Meu Belo Sol Interior)
Karin Viard (Ciúme)
Marina Foïs (L’Atelier)

MELHOR ACTOR
Albert Dupontel (Au Revoir Là-Haut)
Daniel Auteuil (Le Brio)
Guillaume Canet (Rock’n Roll)
Jean-Pierre Bacri (O Espírito da Festa)
Louis Garrel (Le Redoutable)
Reda Kateb (Melodias de Django)
Swann Arlaud (Petit Paysan)

MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA
Adèle Haenel (120 Batimentos por Minuto)
Anaïs Demoustier (La Villa)
Laure Calamy (Ava)
Mélanie Thierry (Au Revoir Là-Haut)
Sara Giraudeau (Petit Paysan)

MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO
Antoine Reinartz (120 Batimentos por Minuto)
Gilles Lellouche (O Espírito da Festa)
Laurent Lafitte (Au Revoir Là-Haut)
Niels Arestrup (Au Revoir Là-Haut)
Vincent Macaigne (O Espírito da Festa)

MELHOR ACTRIZ REVELAÇÃO
Camélia Jordana (Le Brio)
Eye Haïdara (O Espírito da Festa)
Garance Marillier (Raw)
Iris Bry (As Guardiãs)
Laetitia Dosch (Jeune Femme)

MELHOR ACTOR REVELAÇÃO
Arnaud Valois (120 Batimentos por Minuto)
Benjamin Lavernhe (O Espírito da Festa)
Finnegan Oldfield (Marvin)
Nahuel Perez Biscayart (120 Batimentos por Minuto)
Pablo Pauly (Patients)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
12 Jours
A voix haute - La force de la parole
Carré 35
Eu Não Sou O Teu Negro
Olhares Lugares

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
Dunkirk
L'Échange des Princesses
La La Land - Melodia de Amor
The Nile Hilton Incident
Noces
Loveless – Sem Amor
O Quadrado

MELHOR ANIMAÇÃO
Le Grand Méchant Renard et autres contes...
Sahara
Zombillénium

MELHOR FOTOGRAFIA
120 Batimentos por Minuto
Au Revoir Là-Haut
Barbara
Le Redoutable
As Guardiãs

MELHOR MONTAGEM
120 Batimentos por Minuto
O Espírito da Festa
Au Revoir Là-Haut
Barbara
Petit Paysan

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
120 Batimentos por Minuto
Au Revoir Là-Haut
Barbara
Le Redoutable
La Promesse de L'Aube

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
120 Batimentos por Minuto
Au Revoir Là-Haut
Raw
Petit Paysan
Olhares Lugares

MELHOR SOM
120 Batimentos por Minuto
O Espírito da Festa
Au Revoir Là-Haut
Barbara
Raw

MELHOR GUARDA-ROUPA
120 Batimentos por Minuto
Au Revoir Là-Haut
Barbara
As Guardiãs
La Promesse de L'Aube

MELHOR CURTA-METRAGEM
Les Bigorneaux
Le Bleu Blanc Rouge des Mes Cheveux
Debout Kinshasa!
Marlon
Les Misérables

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Le Futur Sera Chauve
I Want Pluto to be a Planet Again
Le Jardin de Minuit
Pépé Le Morse

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Crítica: Gatos / Kedi (2016)

"Dedicated to the cats of Istanbul and all the Istanbulites who love and care for the city's animals."

*7.5/10*

Um filme dedicado aos gatos de Istambul e a todos os cidadãos que os amam e cuidam, só pode ser especial. Inesperadamente, somos apresentados aos milhares de gatos da cidade turca, e queremos ser teletransportados para lá, o que Gatos faz especialmente bem. Um documentário fabuloso, ternurento e a prova viva de que o património de uma cidade vai muito para lá do inanimado.


Em Istambul existem milhares de gatos vadios que têm um papel importante na vida de toda a gente. Esta é a história de sete deles, filmada de perto pela realizadora Ceyda Torun.

Trata-se do retrato da identidade de uma cidade que vai além de um bonito postal turístico. Consegue tocar no âmago da incomum relação entre humanos e gatos, contextualiza historicamente a sua origem e importância, admira-os, observa-os, analisa a personalidade de cada felino e sensibiliza para os problemas actuais dos gatos e da cidade.


Os testemunhos de quem com eles se relaciona diariamente são emocionantes. São símbolo de esperança e amor, eles que são caçadores, libertinos, ciumentos, possessivos, territoriais... Acompanhamos os animais dos mais variados pontos de vista, seja em cima dos telhados, à beira mar,  nos barcos com os pescadores, junto aos restaurantes - onde pedem festas e comida aos clientes -, dentro das casas ou mesmo ao seu lado, pelas ruas da cidade...

Gatos e pessoas circulam em conjunto, sem receios de nenhuma das partes. São vadios mas fiéis a alguns donos que os alimentam, cuidam, mimam, e, no entanto, amam a liberdade, acima de tudo. Uma realidade apaixonante para amantes de animais. Todos têm a sua função na sociedade.


Os felinos fazem parte do património da cidade e Gatos quer realçar essa importância cultural que é fundamental preservar. 

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Sugestão da Semana #309

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Gatos, o documentário sobre a vida felina em Istambul, Turquia.

GATOS


Ficha Técnica:
Título Original: Kedi
Realizadora: Ceyda Torun
Género: Documentário
Classificação: M/6
Duração: 79 minutos

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Estreias da Semana #309

Esta Quinta-feira, chegaram cinco novos filmes aos cinemas portugueses. The Post e Gatos são duas das estreias.

Covil de Ladrões (2018)
Den of Thieves
Um grupo de ladrões planeia um assalto à Reserva Federal em Los Angeles, quando se apercebe que está a ser vigiado por uma unidade especial de combate ao crime. A concretização do assalto parece impossível, mas o líder dos assaltantes está confiante e segue em frente com o elaborado plano que inclui várias manobras de diversão. Neste confronto entre forças opostas, qual se revelará o verdadeiro vilão?

Faithfull (2017)
Marianne Faithfull já viu de tudo: sucesso e fama com 17 anos em Londres, a vida com Mick Jagger nos tempos conturbados dos Rolling Stones, escândalo, drogas, toxicodependência e declínio, a vida na rua e o renascimento, prémios e reconhecimento artístico.

Gatos (2017)
Kedi
Centenas de milhares de gatos vagueiam livremente pela metrópole de Istambul. Há milhares de anos que entram e saem das vidas das pessoas, tendo-se tornado numa parte fundamental das comunidades que compõem a riqueza desta cidade. Sem qualquer dono, os gatos de Istambul vivem entre dois mundos, sem serem selvagens nem domesticados - e trazem alegria e propósito às pessoas que escolhem adoptar. 

Maze Runner: A Cura Mortal (2017)
The Maze Runner: The Death Cure
Thomas lidera seu grupo de Clareirenses na sua derradeira e mais perigosa missão. Para salvar os amigos, terão de invadir a lendária Última Cidade, um labirinto controlado pelo CRUEL que pode revelar-se o mais mortífero de todos. Quem conseguir atravessá-lo com vida, receberá as respostas às perguntas que os Clareirenses têm feito desde o início.

The Post (2017)

Em Junho de 1971, o New York Times, o Washington Post e outros jornais importantes nos EUA assumiram uma corajosa atitude em defesa da liberdade de expressão ao divulgarem os Pentagon Papers, que colocavam a descoberto um conjunto de segredos governamentais envolvendo quatro décadas e quatro presidentes norte-americanos. Na época, Katherine Graham (Meryl Streep) do Washington Post, procurava ainda fortalecer a sua posição como a única mulher do país na liderança de um jornal, e Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor da publicação, reunia esforços para reestruturar o jornal em dificuldades. Juntos, tomaram a corajosa decisão de lutar contra a tentativa sem precedentes da administração Nixon de restringir a liberdade de expressão.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Oscars 2018: Onde andam as surpresas?

Essencialmente, as nomeações para os Oscars 2018 foram previsíveis. Seja pelo politicamente correcto, seja pelo talento, seja pela hipocrisia ou seja, até mesmo, por hábito (sim, Meryl Streep...), não houve muitas surpresas nem muitas ausências no que às categorias de interpretação diz respeito.

Escuso-me aqui a falar dos inúmeros filmes e papéis que, por não entrarem nos "cânones" da Academia, todos os anos ficam de fora. Falo, em concreto, daquilo que se esperava, tendo em conta a award season desde o seu início e as críticas positivas que se têm feito.

Primeira grande ausência: James Franco. A explicação óbvia são as acusações de assédio que se seguiram à sua vitória nos Globos de Ouro. E mais uma vez paira o dilema: "onde fica a fronteira entre a vida pessoal e profissional?". Acusações têm de se provar, mas em Hollywood reage tudo demasiado rápido, sem pensar muito, com a hipocrisia ao comando. Claro que com a não-nomeação para Melhor Actor (diga-se, que seria merecida), desapareceu igualmente a possibilidade de nomeação para Melhor Filme. Só o argumento adaptado sobreviveu para contar a história.


Nas categoria "Mulheres ao Poder", Greta Gerwig conquistou o tão desejado lugar entre os realizadores homens, expulsando nomes como Steven Spielberg, Ridley Scott ou Denis Villeneuve. Outras duas mulheres completamente esquecidas, e que talvez merecessem mais a nomeação que a realizadora de Lady Bird, são a já oscarizada Kathryn Bigelow, por Detroit, ou Dee Rees, por Mudbound. Este último filme (conta com quatro nomeações) surpreendeu ao conquistar a nomeação para Melhor Fotografia, com Rachel Morrison a fazer História como a primeira mulher nomeada na categoria.

Christopher Nolan conseguiu a primeira indicação como realizador e vê Dunkirk somar 8 nomeações. Por seu lado, Mulher-Maravilha saiu a zeros. Armie Hammer foi uma ausência sentida na categoria de Melhor Actor Secundário e Christopher Plummer veio consolidar as já diversas indicações na temporada de prémios. No Filme Estrangeiro, a Alemanha com o seu Uma Mulher Não Chora (In the Fade) foi deixado de fora, mas o Líbano conquistou a sua primeira nomeação na categoria com L'insulte.

Paul Thomas Anderson e a sua Linha Fantasma surge mais vezes do que seria de esperar - Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor, Melhor Actriz Secundária, Melhor Banda Sonora, Melhor Guarda-Roupa -, o que é óptimo sinal. Foge, por sua vez, não é uma surpresa mas é mais um sinal de mudanças na Academia que votou em massa num filme da categoria de terror (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Argumento Original).


Agora é fazer previsões e aguardar pela noite de 4 de Março. Já faltou mais.

Oscars 2018: Os Nomeados

Os nomeados para os Oscars 2018 foram conhecidos esta Terça-feira. Este ano, Andy Serkis e Tiffany Haddish anunciaram os escolhidos para as várias categorias. A Forma da Água (The Shape of Water) lidera a corrida com 13 nomeações.


Jimmy Kimmel será novamente o anfitrião da 90.ª cerimónia dos Oscars, que acontecerá no dia 4 de Março, no Dolby Theatre, em Los Angeles.

Aqui fica a lista completa de nomeados:

Melhor Filme
Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me By Your Name)
A Hora Mais Negra (Darkest Hour)
Dunkirk
Foge (Get Out)
Lady Bird
Linha Fantasma (Phantom Thread)
The Post
A Forma da Água (The Shape of Water)
Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)

Melhor Actor
Timothée Chalamet, Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me By Your Name)
Daniel Day-Lewis, Linha Fantasma (Phantom Thread)
Daniel Kaluuya, Foge (Get Out)
Gary Oldman, A Hora Mais Negra (Darkest Hour)
Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.

Melhor Actriz
Sally Hawkins, A Forma da Água (The Shape of Water)
Frances McDormand, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)
Margot Robbie, Eu, Tonya (I, Tonya)
Saoirse Ronan, Lady Bird
Meryl Streep, The Post

Melhor Actor Secundário
Willem Dafoe, The Florida Project
Woody Harrelson, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)
Richard Jenkins, A Forma da Água (The Shape of Water)
Christopher Plummer, Todo o Dinheiro do Mundo (All the Money in the World)
Sam Rockwell, Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri)

Melhor Actriz Secundária 
Mary J. Blige, Mudbound - As Lamas do Mississípi
Allison Janney, Eu, Tonya  (I, Tonya)
Lesley Manville, Linha Fantasma (Phantom Thread)
Laurie Metcalf, Lady Bird
Octavia Spencer, A Forma da Água (The Shape of Water)

Melhor Realizador
Christopher Nolan, Dunkirk
Jordan Peele, Foge (Get Out)
Greta Gerwig, Lady Bird
Paul Thomas Anderson, Linha Fantasma (Phantom Thread)
Guillermo del Toro, A Forma da Água (The Shape of Water)

Melhor Argumento Original
Amor de Improvido (The Big Sick) Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani
Foge (Get Out) - Jordan Peele
Lady Bird - Greta Gerwig
A Forma da Água (The Shape of Water) - Guillermo del Toro e Vanessa Taylor
Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri) - Martin McDonagh

Melhor Argumento Adaptado
Chama-me Pelo teu Nome (Call Me By Your Name) - James Ivory
Um Desastre de Artista (The Disaster Artist ) - Scott Neustadter e Michael H. Weber
Logan - Scott Frank, James Mangold e Michael Green
Jogo da Alta-Roda (Molly's Game) - Aaron Sorkin
Mudbound - As Lamas do Mississípi - Virgil Williams e Dee Rees

Melhor Filme de Animação
The Boss Baby
The Breadwinner
Coco
Ferdinando (Ferdinand)
A Paixão de Van Gogh (Loving Vincent)

Melhor Filme Estrangeiro
Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica), Chile
L'insulte, Líbano
Nelyubov (Loveless), Rússia
Corpo e Alma (On Body and Soul), Hungria
O Quadrado (The Square), Suécia

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049 - Roger A. Deakins
A Hora Mais Negra (Darkest Hour) - Bruno Delbonnel
Dunkirk - Hoyte van Hoytema
Mudbound - As Lamas do Mississipi - Rachel Morrison
A Forma da Água (The Shape of Water) - Dan Laustsen

Melhor Montagem
Baby Driver - Alta Velocidade - Paul Machliss e Jonathan Amos
Dunkirk - Lee Smith
Eu, Tonya (I, Tonya) - Tatiana S. Riegel
A Forma da Água (The Shape of Water) - Sidney Wolinsky
Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri) - Jon Gregory

Melhor Design de Produção
A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast) - Sarah Greenwood e Katie Spencer
Blade Runner 2049 - Dennis Gassner e Alessandra Querzola
A Hora Mais Negra (Darkest Hour) - Sarah Greenwood e Katie Spencer
Dunkirk - Nathan Crowley e Gary Fettis
A Forma da Água (The Shape of Water) - Paul Denham Austerberry, Shane Vieau e Jeff Melvin

Melhor Guarda-Roupa
A Bela e o Monstro (Beauty and the Beast) - Jacqueline Durran
A Hora Mais Negra (Darkest Hour) - Jacqueline Durran
Linha Fantasma (Phantom Thread) - Mark Bridges
A Forma da Água (The Shape of Water) - Luis Sequeira
Victoria e Abdul (Victoria and Abdul) - Consolata Boyle

Melhor Caracterização
A Hora Mais Negra (Darkest Hour) - Kazuhiro Tsuji, David Malinowski e Lucy Sibbick
Victoria & Abdul  - Daniel Phillips e Lou Sheppard
Wonder - Encantador - Arjen Tuiten

Melhor Banda Sonora Original
Dunkirk - Hans Zimmer
Linha Fantasma (Phantom Thread) - Jonny Greenwood
A Forma da Água (The Shape of Water) - Alexandre Desplat
Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) - John Williams
Três Cartazes à Beira da Estrada (Three Billboards outside Ebbing, Missouri) - Carter Burwell

Melhor Canção Original
"Mighty River", Mudbound - As Lamas do Mississípi - Mary J. Blige, Raphael Saadiq e Taura Stinson
"Mistery of Love", Chama-me Pelo Teu Nome (Call Me by Your Name) - Sufjan Stevens
"Remember Me", Coco - Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez
"Stand Up For Something", Marshall - Diane Warren e Lonnie R. Lynn 
"This is Me", O Grande Showman (The Greatest Showman) - Benj Pasek e Justin Paul

Melhores Efeitos Sonoros
Baby Driver - Alta Velocidade - Julian Slater, Tim Cavagin e Mary H. Ellis
Blade Runner 2049 - Ron Bartlett, Doug Hemphill e Mac Ruth
Dunkirk - Mark Weingarten, Gregg Landaker e Gary A. Rizzo
A Forma da Água (The Shape of Water) - Christian Cooke, Brad Zoern e Glen Gauthier
Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) - David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Stuart Wilson

Melhor Montagem de Som
Baby Driver - Alta Velocidade - Julian Slater
Blade Runner 2049 - Mark Mangini e Theo Green
Dunkirk - Richard King e Alex Gibson
A Forma da Água (The Shape of Water) - Nathan Robitaille e Nelson Ferreira
Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) - Matthew Wood e Ren Klyce

Melhores Efeitos Visuais
Blade Runner 2049 - John Nelson, Gerd Nefzer, Paul Lambert e Richard R. Hoover
Guardiões da Galáxia Vol. 2 (Guardian of the Galaxy Vol 2) - Christopher Townsend, Guy Williams, Jonathan Fawkner e Dan Sudick
Kong: Ilha da Caveira (Kong: Skull Island) - Stephen Rosenbaum, Jeff White, Scott Benza e Mike Meinardus
Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) - Ben Morris, Mike Mulholland, Neal Scanlan e Chris Corbould
Planeta dos Macacos: A Guerra (War for Planet of the Apes) - Joe Letteri, Daniel Barrett, Dan Lemmon e Joel Whist

Melhor Documentário
Abacus: Small Enough to Jail 
Faces Places
Icarus
Last Men in Aleppo
Strong Island

Melhor Curta Documental
Edith + Eddie
Heaven Is a Traffic Jam on the 405
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

Melhor Curta de Animação
Dear Basketball
Garden Party
Lou
Negative Space
Revolting Rhymes

Melhor Curta
DeKalb Elementary
The Eleven O'Clock
My Nephew Emmet
The Silent Child
Watu Wote/All of Us

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sugestão da Semana #308

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mudbound - As Lamas do Mississipi, de Dee Rees. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

MUDBOUND - AS LAMAS DO MISSISSIPI


Ficha Técnica:
Título Original: Mudbound
Realizadora: Dee Rees
Actores: Garrett Hedlund, Carey Mulligan, Mary J. Blige, Jason Clarke, Jonathan Banks, Jason Mitchell, Rob Morgan
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 134 minutos

Crítica: Mudbound - As Lamas do Mississipi (2017)

"Violence is part and parcel of country life." 
Laura McAllan 

*8.5/10*

A decadência moral da História e da mentalidade do povo norte-americano é tão bem descrita em Mudbound - As Lamas do Mississipi, como injusto tem sido o seu quase completo esquecimento na temporada de prémios.

A realizadora Dee Rees é corajosa e não tem medo de atacar a América o seu passado e presente. Pouco ou nada mudou, os tempos actuais têm-no provado. É imoral, injusto e revoltante tudo o que vemos em Mudbound e temos visto em outros filmes, lido em livros de História ou visto em notícias... O que desde o início dos EUA enquanto país já não fazia sentido, continuou, décadas a fio, a revelar uma ignorância inacreditável. 


Ainda durante a Segunda Guerra Mundial, duas famílias vêem dois dos seus membros recrutados como soldados. Quando regressam a casa, os dois homem conhecem-se e estabelecem uma amizade que vai contra os preconceitos do local onde vivem. Tudo porque um é negro e outro branco e aquela terra ainda é regida pelas Leis de Jim Crow, que estabeleciam limites entre brancos e negros. 

Para começar, é uma história que aborda o racismo nos EUA, mas também a guerra e os seus traumas. Jamie e Ronsel são dois excelentes exemplos de veteranos de guerra que não estão felizes por regressar. Por outro lado, os cenários estão a condizer com o estado de espírito de quem ali vive e se sente a afundar na lama, de castanho até perder de vista. Tão semelhante à mentalidade racista de muitos, à falta de esperança de outros, à submissão, ao machismo, à intolerância. Depois da guerra, Jamie e Ronsel não pertencem ali, respiram progresso e liberdade - a mesma pela qual lutaram em terra e no ar.


O filme, contado a várias vozes, transborda emoções e não apenas nas palavras. Tudo é intenso ali, onde tudo falta, onde as pessoas andam sujas e cansadas de esperar que a chuva passe, que as feridas sarem, que a sementeira dê fruto.

A realização de Dee Rees é ritmada e potenciada pelo excelente trabalho de direcção de fotografia de Rachel Morrison que nos proporciona planos marcantes. A cena inicial conduz-nos a uma analepse, que relata a história daquelas personagens até ali se cruzarem. Depois disso, tudo se cria em crescendo, com dramas, preocupações, conflitos e muita garra. A violência está latente e há-de estalar, sem receios, como um culminar da repressão.


Os desempenhos são outra das forças da Natureza de Mudbound - As Lamas do MississipiMary J. Blige é brilhante como Florence, a mãe trabalhadora e angustiada. Ela sofre e engole a sua revolta e mágoa ao lado do marido Hap, Rob Morgan, num papel muito sentido de um pai de família magoado pelo preconceito. Carey Mulligan é Laura, a outra grande mulher do filme. Infeliz, resignada, com um sofrimento que vem das entranhas, numa excelente interpretação. Garrett Hedlund é Jamie e espelha bem o alcoólico marcado pela guerra, desafiador e leal. Ao seu lado, o companheiro Jason Mitchell, ou Ronsel, um homem cheio de revolta mas com sonhos longe daquela terra, comporta um grande sofrimento, mas igualmente muito amor aos seus.


Curiosamente, será que os norte-americanos querem fechar os olhos a um filme tão corajoso e tão alarmante como Mudbound? Não querem aceitar mais este alerta, mais ainda numa altura em que Hollywood se mostra tão hipocritamente preocupada com abusos e minorias? É inexplicável o motivo pelo qual um filme tão poderoso está a ser tão ofuscado por outros nesta award season. Realização, fotografia, argumento e elenco, todos mereciam mais distinção.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Estreias da Semana #308

Seis filmes chegaram às salas de cinema esta Quinta-feira. As Lamas do Mississipi e Chama-me Pelo Teu Nome são duas das estreias.

As Lamas do Mississipi (2017)
Mudbound
Dois veteranos da guerra, um negro e um branco, vão trabalhar no local que ainda é regido pelas Leis de Jim Crow, que estabeleciam limites entre brancos e negros. Apesar dos olhares discriminatórios, os dois vizinhos, Jamie e Ronsel, mantêm uma forte amizade e entreajudam-se para enfrentarem a vida pós-guerra. Mesmo assim, as duas famílias mantêm-se atoladas nas lamas das preconcepções sobre eles mesmos e no preconceito enraizado na sociedade do sul dos Estados Unidos.

Bad Investigate (2018)
Quando Romeu, um subcomissário da polícia corrupto até à medula (JD Duarte) obriga dois canastrões que tem no bolso, Alex e Cid (Luís Ismael e Francisco Menezes), a ludibriarem o agente Sam Folkes do FBI (Eric da Silva), o caldo está internacionalmente entornado. A sua missão de perseguir Xavier (Enrique Arce), um perigosíssimo traficante em rota de vingança, tem tudo para correr mal.

Basmati Blues (2017)
Uma cientista brilhante é arrancada do laboratório da empresa onde trabalha e enviada para a Índia para vender o arroz geneticamente alterado que criou. O que ela não sabe é que isso vai destruir os agricultores que pensa estar a ajudar e que um romance pode vir a atrapalhar os seus planos.

Tudo acontece no Verão de 1983, no norte de Itália. Elio Perlman (Timothée Chalamet), um precoce rapaz italo-americano de 17 anos, passa as férias na casa de família, uma mansão do século XVII, a transcrever e tocar música, a ler e a nadar. Elio tem uma relação próxima com o seu pai (Michael Stuhlbarg), um famoso professor especializado em cultura greco-romana, e a sua mãe Annella (Amira Casar), tradutora. Apesar da sua educação sofisticada e talento natural, Elio continua a ser bastante inocente, principalmente em assuntos do coração. Tudo muda quando chega Oliver (Armie Hammer), um aluno de Mr. Perlman, para passar uma temporada com a família e ajudar o professor nas suas pesquisas.

The Commuter - O Passageiro (2017)
The Commuter
Liam Neeson é Michael, um vendedor de seguros abordado por um misterioso estranho durante a viagem diária para o emprego. Forçado a desvendar a identidade de um passageiro escondido algures no comboio antes que este chegue à última paragem, Michael luta contra o tempo para resolver este puzzle e vai-se apercebendo do mortífero plano que se desenrola à sua volta. Um plano que o deixou inadvertidamente preso no centro de uma conspiração criminosa que coloca em perigo a sua vida e a segurança dos restantes passageiros.

Uma Mulher Não Chora (2017)
Aus dem Nichts
Katja viu a sua vida destroçada após a morte do marido Nuri e do filho Rocco num ataque terrorista. Os amigos e familiares tentam dar-lhe o apoio de que precisa. Mas a procura pelos responsáveis e as razões por detrás do atentado complicam o doloroso luto de Katja e geram feridas e dúvidas. Danilo, advogado e o melhor amigo de Nuri, representa Katja no julgamento dos dois suspeitos: um jovem casal com ligações aos neonazis. O julgamento leva-a ao limite, mas para Katja, simplesmente não há alternativa: ela quer justiça.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Crítica: Chama-me Pelo Teu Nome / Call Me By Your Name (2017)

"Call me by your name and I'll call you by mine." 
Oliver

*6.5/10*

Chama-me Pelo Teu Nome é um filme subtil, repleto de sensibilidade. Luca Guadagnino mergulha num romance que marca o final da adolescência e a descoberta da sexualidade. Uma longa-metragem bucólica, cheia de sentimentos e emoções.

É um filme que apela aos sentidos e à liberdade, com um argumento tímido, mas de momentos marcantes. Tudo acontece no Verão de 1983, no norte de Itália. Elio Perlman (Timothée Chalamet), um precoce rapaz italo-americano de 17 anos, passa as férias na casa de família, uma mansão do século XVII, a transcrever e tocar música, a ler e a nadar. Elio tem uma relação próxima com o seu pai (Michael Stuhlbarg), um famoso professor especializado em cultura greco-romana, e a sua mãe Annella (Amira Casar), tradutora. Apesar da sua educação sofisticada e talento natural, Elio continua a ser bastante inocente, principalmente em assuntos do coração. Tudo muda quando chega Oliver (Armie Hammer), um aluno do Mr. Perlman, para passar uma temporada com a família e ajudar o professor nas suas pesquisas.


Ouvimos falar em várias línguas, inglês, francês, italiano, alemão, viajamos à Grécia antiga durante os estudos de Oliver e do pai de Elio, ouvimos tocar piano e guitarra, estamos envoltos em cultura, na casa de uma família moderna em tempos ainda pouco liberais. Dois jovens, com muito mais em comum do que Elio parece sentir ao início, cruzam-se: ambos judeus, cultos, inteligentes e apaixonados.

Há um lirismo romântico a pairar sobre Chama-me Pelo Teu Nome. Tem momentos brilhantes, normalmente potenciados por um longo plano-sequência. Guadagnino filma cenas tão boas como uma conversa entre pai e filho, momentos de partilha e intimidade entre Elio e Oliver (onde não são as palavras que mais falam), a festa em que estão a dançar com amigos e surgem os ciúmes, ou os momentos de introspecção, em casa ou no campo. Por outro lado, há situações delicodoces que resultam em momentos pouco conseguidos, e dão um grande desequilíbrio ao filme. Sejam cenas banais, curtas ou de corte ríspido, que nada acrescentam, clichés românticos ou mesmo ocasionais encontros com amigos.


Visualmente, Luca Guadagnino tira partido de filmar em película, ao aproveitar a luz da melhor forma, e deixando passar para os espectadores os encantos do 35mm. A banda sonora é outro ponto forte, com temas a condizer com a época e outros com o ambiente e emoções das personagens.

Timothée Chalamet retrata a inocência, os medos e a arrogância típicas da adolescência, a par da curiosidade imensa pelo que o rodeia. Como Elio, ele interioriza as dúvidas e a paixão avassaladora que é este primeiro amor. Vive e sofre com a mesma ânsia e deixa-nos arrebatados com uma interpretação tão adulta. Michael Stuhlbarg faz de seu pai, um homem tolerante, muito à frente no seu tempo, com imensa consciência do que o rodeia. O actor tem um papel pequeno mas enche o ecrã quando surge. Por fim, destaque para Armie Hammer, o sensual e independente aluno de Mr. Perlman, Oliver. Ele é um homem bonito e interessante, trabalhador e misterioso, desperta a curiosidade de todos que com ele se cruzam. Curiosamente, nas reuniões com Perlman, Oliver muito se assemelha às estátuas gregas que estão a analisar e que parecem desafiá-los "a desejá-las".


Entre esta e outras simbologias (os pêssegos!), Luca Guadagnino constrói uma bela história de amor que só peca por não se centrar mais nos protagonistas e no ambiente que os rodeia.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Sugestão da Semana #307

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Três Cartazes à Beira da Estrada, de Martin McDonagh. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme pode ser lida aqui.

TRÊS CARTAZES À BEIRA DA ESTRADA


Ficha Técnica:
Título Original: Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Realizador: Martin McDonagh
Actores: Frances McDormandSam Rockwell, Woody Harrelson, John Hawkes, Caleb Landry JonesPeter Dinklage, Abbie Cornish, Lucas Hedges, Zeljko Ivanek
Género: Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 115 minutos

sábado, 13 de janeiro de 2018

Crítica: Três Cartazes à Beira da Estrada / Three Billboards Outside Ebbing, Missouri (2017)

"What's the law on what ya can and can't say on a billboard?" 
Mildred Hayes

*9/10*

Três Cartazes à Beira da Estrada é um grande murro no estômago. Um filme amargo, com personagens tão reais e profundas interpretadas por actores que põem alma no que fazem. Martin McDonagh escreveu e realizou um daqueles filmes que não nos vamos cansar de rever, partilhar dúvidas, esperanças, mágoas e clamar por justiça.

Depois de meses sem ser encontrado o culpado no caso do homicídio da sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) faz uma jogada ousada ao alugar três cartazes à entrada da cidade com uma mensagem polémica dirigida a William Willoughby (Woody Harrelson), o respeitado chefe de polícia da cidade. Mas quando o seu adjunto Dixon (Sam Rockwell), um menino da mamã imaturo com uma inclinação para a violência, se envolve, a batalha entre Mildred e a lei de Ebbing, descontrola-se.


Martin McDonagh coloca-nos numa pequena cidade sulista, de velhos costumes e pouca vontade de mudar. Apresenta-nos, desde logo, a uma mulher de armas, com excelente visão publicitária, que decide alugar três velhos outdoors perto de sua casa para pressionar a polícia a fazer o seu trabalho. E sete meses depois, o crime não resolvido volta a estar em cima da mesa e nas bocas de todos os habitantes - e visitantes. Os três cartazes passam a ser o seu maior tesouro.

A violência policial, actos irreflectidos, arrependimentos e relações familiares são alguns dos temas que constroem a história amarga e de desesperança que McDonagh nos conta - e que belo contador de histórias. O guião traz coerência e realismo, mas sabe igualmente como introduzir o humor, um humor sombrio, mordaz, que também dói.


No meio da forte crítica social de Três Cartazes à Beira da Estrada - a que nem a Igreja escapa -, destacam-se os actores e as suas personagens. Frances McDormand é uma força da Natureza na pele de Mildred Hayes, uma mãe-justiceira, sem medo de consequências, sem remorsos, sem papas na língua. Ela nunca sorri, é fria, dura, mas também chora. Já foi vítima, mas aprendeu a não se sentir intimidada por nada, desafia a autoridade e as provocações e protege os seus como pode. Sam Rockwell é um camaleão como Dixon, o homem intragável, intratável, violento e com um ódio desmedido que toma conta dos seus actos. É uma criança grande, que veste farda e usa armas, enquanto não larga os headphones ou as revistas de banda desenhada. A sua personagem sofre uma grande transformação ao longo do filme e há valores que vamos descobrindo neste homem imaturo que nos vão surpreender. Woody Harrelson é o desafiado chefe da polícia, um dos bons, mas impotente, desencantado, é um homem em claro sofrimento. O trio de actores tem desempenhos tão credíveis que tudo o que vemos poderia ser real.


Três Cartazes à Beira da Estrada é uma história de luta, revolta, batalhas infrutíferas, preconceitos, impunidade, onde, no meio do drama, surge o humor inusitado, sarcástico. Afinal, há que rir da própria desgraça.

Estreias da Semana #307

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses sete novos filmes. A Hora Mais Negra e Três Cartazes à Beira da Estrada são duas das estreias.

47 Metros de Terror (2017)
47 Meters Down
Durante uma viagem ao México, duas irmãs, Lisa e Kate (Mandy Moore e Claire Holt), decidem aventurar-se num mergulho para observar os tubarões, mas tudo corre mal quando o cabo que prendia a jaula de observação ao barco se parte e ambas ficam presas no fundo do oceano a 47 metros de profundidade. Com grandes tubarões brancos próximos da jaula e botijas de oxigénio para apenas uma hora, elas terão de descobrir como atravessar os 47 metros de água para chegarem ao barco.

Nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, à medida que as forças nazis avançam, e com o exército aliado encurralado nas praias de Dunquerque, o destino da Europa Ocidental está nas mãos do novo Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha: Winston Churchill (Gary Oldman). Enquanto lida com os seus rivais políticos, tem que enfrentar uma decisão fulcral: negociar com Hitler e salvar o povo britânico de um final terrível ou reunir a nação e lutar contra todas as expectativas.

Man Down - A Guerra (2015)
Man Down
O fuzileiro Gabriel Drummer regressa após uma comissão de serviço no Afeganistão. Assombrado por algo que aconteceu na guerra, Drummer sente-me pouco melhor em casa do que nos campos de batalha enquanto procura o paradeiro da sua família.

Pop Aye (2017)
Por mero acaso, um arquitecto desencantado com a vida encontra o seu antigo elefante nas ruas de Banguecoque. Empolgado, decido levá-lo numa viagem até ao local onde ambos cresceram.

Só Para Ter a Certeza (2017)
Ôtez-moi d'un doute
Erwan, um viúvo de 45 anos que trabalha como sapador, vê-se a braços com uma filha adolescente, grávida de pai desconhecido. Numa das consultas em que a acompanha, descobre que aquele que o criou não é afinal do seu sangue. Enquanto insiste em procurar o pai do neto, decide procurar também o seu pai biológico. A meio da busca, cruza-se com a indomável Anna, por quem se apaixona. Eventualmente, acaba por descobrir o pai ainda vivo: é Joseph, um velho senhor extremamente terno, por quem se afeiçoa. A bomba rebenta no dia em que vai visitar Joseph e descobre que Anna é filha dele.

Tad e o Segredo do Rei Midas (2017)
Tadeo Jones 2: El secreto del rey Midas
Depois de Sara descobrir uma das três peças de ouro da gargantilha do Rei Midas, provando a existência desta personagem que transformava em ouro tudo em que tocava, Tad viaja para Las Vegas a fim de se juntar à sua amiga na primeira apresentação desta descoberta arqueológica. O feliz encontro entre Tad e Sara rapidamente se transforma em desastre quando o vilão Jack Rackham e a sua equipa de bandidos roubam a jóia e raptam a jovem arqueóloga, sabendo que quem voltar a juntar as três peças da gargantilha do Rei Midas obterá enorme poder e riqueza. Tad terá de ser mais hábil do que nunca para salvar Sara e impedir os planos maléficos de Rackham, numa viagem até ao outro lado do globo, por Espanha, Grécia e Turquia, juntamente com os seus amigos - a Múmia, o papagaio Belzoni e o cão Jeff.

Depois de meses sem ser encontrado o culpado no caso do homicídio da sua filha, Mildred Hayes (Frances McDormand) faz uma jogada ousada ao alugar três cartazes à entrada da cidade com uma mensagem polémica dirigida a William Willoughby (Woody Harrelson), o respeitado chefe de polícia da cidade. Mas quando o seu adjunto Dixon (Sam Rockwell), um menino da mamã imaturo com uma inclinação para a violência, se envolve, a batalha entre Mildred e a lei de Ebbing, descontrola-se.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Crítica: Um Desastre de Artista / The Disaster Artist (2017)

"I did not hit her. It's not true. It's bullshit! I did not hit her. I did not."

*7/10*

Quem diria que uma longa-metragem sobre a rodagem de um dos piores filmes alguma vez filmados poderia resultar em algo positivo? James Franco experimentou e tornou realidade Um Desastre de Artista, sobre as atribuladas filmagens de The Room e seu criador, o misterioso Tommy Wiseau.

Não é uma paródia. É um filme biográfico, quase um docudrama. Faz-nos rir bastante, mas também nos apresenta Tommy Wiseau e a sua força de vontade para perseguir os sonhos. Nota-se que houve, da parte de Franco, muito trabalho e exigência para fazer de Um Desastre de Artista uma homenagem vencedora.

Quando o aspirante a actor, Greg Sestero (Dave Franco), conhece o estranho e misterioso Tommy Wiseau (James Franco) numa aula de representação, os dois criam uma amizade única e viajam para Hollywood para tornar os seus sonhos realidade.


Da admiração por James Dean, cria-se uma amizade (quase) inabalável e surge a vontade - especialmente da parte de Tommy - de fazer o seu próprio filme. A partir daqui, James Franco dá vida ao criador daquele que se viria a tornar um filme de culto, The Room, e filma os bastidores, repete as cenas - palavra por palavra, com entoação e gestos idênticos - e ficcionaliza um pouco a história já tão caricata de Tommy e Greg. Pelo meio, cameos e mais cameos que nos vão divertir mais ainda.

James Franco é a alma do seu próprio filme, numa interpretação com tanto de divertido como de dramático. O estranho sotaque que denuncia as suas origens, os tiques e gestos mais peculiares, a teimosia, o mau feitio, mas também o medo da solidão, Franco coloca todas estas características na personagem, que por muito cómica que seja, tem igualmente muito de realista - e as semelhanças com o original estão à vista de todos.


De resto, é ver para crer. Conheça-se ou não The RoomUm Desastre de Artista vai aguçar a curiosidade para ver ou rever a longa-metragem de 2003 que vai ganhando cada vez mais fãs um pouco por todo o mundo. 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Crítica: O Sacrifício de um Cervo Sagrado / The Killing of a Sacred Deer (2017)

"It's the only thing I can think of that is close to justice." 
Martin

*6.5/10*

Yorgos Lanthimos tem uma imaginação prodigiosa. Sabe chocar, surpreender e trabalhar o non sense como poucos. Canino, em 2009, catapultou-o para a fama pela forma ímpar e macabra que retratou a história do filme. Recentemente, A Lagosta marcou a sua estreia em inglês e O Sacrifício de um Cervo Sagrado segue a mesma linha do filme anterior.

Mas a fórmula está a repetir-se e, apesar da originalidade e competência técnica continuarem a brilhar, a sensação de dejá vu começa a surgir. Apesar de O Sacrifício de um Cervo Sagrado ser um filme de terror - e dentro do género tem um argumento incómodo a jogar com o sobrenatural, que funciona -, repete toda a estranheza das relações humanas, os diálogos impessoais, as conversas despropositadas.


Steven (Colin Farrell) é um cardiologista conceituado, casado com Anna (Nicole Kidman), com quem tem dois filhos. Já há algum tempo que ele mantém contacto frequente com Martin (Barry Keoghan). A relação entre ambos é de grande cumplicidade e o médico decide apresentá-lo à família. Entretanto, o jovem sente que não está a receber a mesma dedicação e, por isso, decide elaborar um plano de vingança.

O realizador grego continua os seus planos geométricos, iluminados e limpos. Semelhanças ao cinema de Stanley Kubrick ou Michael Haneke têm-se sucedido e fazem crer que Lanthimos está a perder as suas próprias marcas autorais. Ainda assim, se isso não estiver a acontecer, está, pelo menos, a perder qualidades. O realizador continua a desafiar valores, mas desta vez vai mais longe - e com pouco sucesso, a meu ver -, ao querer associar o seu filme a simbolismos bíblicos e a peças gregas de autores clássicos.


O protagonista é tão semelhante ao de A Lagosta que até o actor é o mesmo: Colin Farrell. As personagens têm pouca profundidade, tal como no filme anterior, são despersonalizadas tal como os planos que a câmara capta. Eles são cobardes e hipócritas. Não há qualquer ligação entre a plateia e a família protagonista.

Curiosamente, e é ele o ponto forte do filme, vamos admirar o "vilão". Admirá-lo e temê-lo, tal como a família Murphy. Rodeia-o uma aura diabólica e violenta e, ao mesmo tempo, frágil e intimidante. Barry Keoghan tem uma interpretação aterradora na pele deste jovem Martin, omnipresente e de poderes sobrenaturais. A sua vingança personifica-se numa maldição que, para ele, não passa de justiça. Nicole Kidman é a mais corajosa de O Sacrifício de um Cervo Sagrado, para além de dar um show de interpretação com uma personagem pouco rica, uma mãe a quem a actriz confere poder e determinação.


Não são precisas mais explicações, Lanthimos joga com medos e aparências, com a moral e as crenças de cada um, e cria um filme de terror incómodo, mas que sabe a pouco. Os fãs do seu trabalho queriam mais novidades, menos exagero, menos preguiça.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Crítica: A Hora Mais Negra / Darkest Hour (2017)

"You can not reason with a Tiger when your head is in its mouth." 
Winston Churchill

*6.5/10*

2017 foi o ano de recordar a batalha de Dunquerque. Primeiro, Christopher Nolan mostrou-nos o campo de batalha em Dunkirk, a guerra no terreno. Depois, Joe Wright contou como tudo se passou politicamente em Inglaterra, em A Hora Mais Negra. Um apresentou-nos a acção, o outro a negociação, mas os dois estiveram à altura do desafio. Para Wright sobrou menos acção, mais palavras, mas igualmente muita tensão.

Com Gary Oldman ao comando, as atenções aumentam sobre o filme de Joe Wright, numa interpretação em que Winston Churchill toma conta de si, e não foi só a caracterização a responsável.


Nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, à medida que as forças nazis avançam, e com o exército aliado encurralado nas praias de Dunquerque, o destino da Europa Ocidental está nas mãos do novo Primeiro-Ministro da Grã-Bretanha: Winston Churchill (Gary Oldman). Enquanto lida com os seus rivais políticos, tem que enfrentar uma decisão fulcral: negociar com Hitler e salvar o povo britânico de um final terrível ou reunir a nação e lutar contra todas as expectativas.

Joe Wright conta-nos a História do ponto de vista de Churchill e sabe tornar reuniões e discussões, entre o Primeiro Ministro, políticos e rei, cativantes. Ainda assim, não traz nada de novo aos filmes do género. No argumento, o momento mais bem construído prende-se com o dilema na cabeça do protagonista, que se vê divido entre o que todos esperam que ele faça e o que os seus valores lhe dizem para fazer. A tensão é imensa, o dever de proteger o povo e a ética estão muito presentes e são muito bem tratados no grande ecrã.


Entre as salas e corredores sombrios, a condizer com a hora que se vivia, Joe Wright é fiel ao seu estilo, à fotografia resplandecente. Tons escuros em tempo de guerra, onde a luz ilumina as sombras, talvez como a persistência e esperança de Churchill. O realizador deixa sempre as imagens brilharem, sem nunca ofuscarem a acção.

Gary Oldman desaparece na personagem e ganha todas as cenas em que entra. A caracterização fez um trabalho estupendo, e é mesmo difícil encontrarmos o actor, não fossem os olhos azuis e alguns trejeitos de boca. De resto, voz, movimentos, expressões estão totalmente entregues ao filme. Ao seu lado, Kristin Scott Thomas, Lily James Ben Mendelsohn destacam-se nos seus papéis.


Joe Wright dá o seu brilho a uma história que muitos já conhecem, mas não a torna inesquecível. Gary Oldman agarra o papel de Winston Churchill com toda a sua garra e talento e proporciona-nos bons momentos da arte de interpretar.