terça-feira, 9 de julho de 2024
Sugestão da Semana #621
domingo, 10 de março de 2024
Crítica: Pobres Criaturas / Poor Things (2023)
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
Sugestão da Semana #598
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Pobres Criaturas, de Yorgos Lanthimos, protagonizado por Emma Stone.
POBRES CRIATURAS
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
LEFFEST 2023 acontece de 10 a 19 de Novembro e já tem programa fechado
O LEFFEST - Lisboa Film Festival acontece de 10 a 19 de Novembro no Teatro Tivoli BBVA, Cinema Medeia Nimas, Cine-Teatro Turim, Academia das Ciências de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Galeria Imago Lisboa e Centro Cultural da Malaposta.
Protagonizado por Emma Stone, Pobres Criaturas (Poor Things), de Yorgos Lanthimos, é o Filme de Abertura do festival, no dia 10 de Novembro, às 18h00, no Teatro Tivoli BBVA.
O júri desta edição será presidido pelo realizador palestiniano Elia Suleiman, acompanhado pelo realizador e fotógrafo Khalik Allah, a actriz e realizadora Fanny Ardant, o escritor Giorgi Gospodinov, o músico e compositor Nitin Sawhney, a escritora Rachel Kushner e a artista Adriana Molder.
Na Selecção Oficial - Em Competição, estão na corrida dez filmes: Cerrar los ojos – Close your Eyes, de Victor Erice (Espanha, Argentina, 2023), Creatura, de Elena Martín Gimeno (Espanha, 2023), Do not Expect too Much of the End of the World, de Radu Jude (Roménia, Luxemburgo, França, 2023), Grace, de Ilya Povolotski (Rússia, 2023), Le Procès Goldman - The Goldman Case, de Cédric Kahn (França, 2023), Los delincuentes – The Delinquents, de Rodrigo Moreno (Argentina, Brasil, Chile, 2023), MMXX, de Cristi Puiu (Roménia, França, Moldávia, 2023), Paradise Is Burning, de Mika Gustafso (Suécia, Itália, Dinamarca, 2023), Riddle of Fire, de Weston Razooli (EUA, França 2023), e Ubu, de Paulo Abreu (Portugal, 2023).
Na Selecção Oficial - Fora de Competição, serão apresentados 18 filmes: o já referido Pobres Criaturas; Green Border, de Agnieszka Holland (Polónia, EUA, França, Bélgica, Alemanha, República Checa, Turquia, 2023); About Dry Grasses, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia, França, 2023); Perfect Days, de Wim Wenders (Japão, Alemanha, 2023); Anselm (3D), de Wim Wenders (Alemanha, 2023); Hit Man, de Richard Linklater (EUA, 2023); Rotter Himmel – Afire, de Christian Petzold (Alemanha, 2023); Evil Does not Exist, de Ryûsuke Hamaguchi (Japão, 2023); Anatomie d’une chute - Anatomy of a Fall, de Justine Triet (França, 2023); May December, de Todd Haynes (EUA, 2023); Io Capitano - Me Captain, de Matteo Garrone (Itália, Bélgica, França, 2023); Priscilla, de Sofia Coppola (EUA, Itália, 2023); The Old Oak, de Ken Loach (Reino Unido, França, Bélgica, 2023), Critical Zone, de Ali Ahmadzadeh (Irão, Alemanha, 2023); Making Of, de Cédric Kahn (França, 2023); La Passion de Dodin Bouffant - The Pat-au-Feu, de Tran Anh Hùng (França, Bélgica, 2023); Dance First, de James March (Reino Unido, Bélgica, 2023); e O Corno do Centeio - The Rye Horn, de Jaione Camborda (Espanha, Portugal, 2023).
Na Secção Descobertas, os filmes na corrida ao Prémio TAP Revelação são: Pet Shop Days, de Olmo Schnabel (EUA, 2023); Celluloid Underground, de Ehsan Khoshbakht (Irão, Reino Unido 2023); Sunday, de Shokir Kholikov (Uzbequistão, 2023); Levante / Power Alley, de Lillah Halla (Brasil, Alemanha, 2023); Grandmothers’ Footsteps, de Lola Peploe (Itália, França, Reino Unido, 2023); e Dulcineia, de Artur Serra Araújo (Portugal, 2023)
Haverá uma homenagem ao realizador e actor Clint Eastwood, uma retrospectiva da obra de Nuri Bilge Ceylan, e o programa Os Quartos do Cineasta Pedro Costa, dedicado ao realizador português, que conta com vários filmes, entre os quais a estreia portuguesa de As Filhas do Fogo, e a apresentação do livro que dá título à secção: Os Quartos do Cineasta, Pedro Costa, de Jacques Rancière. Também a realizadora Justine Triet será alvo de uma homenagem (O trajecto de Justine Triet), com a exibição dos seus quatro filmes mais recentes.
Destaque ainda para o Ciclo Temático - Cartas dos Antepassados - Suspiros Esquecidos no Ecrã, com curadoria de Alexey Artamonov, Denis Ruzaev e Ines Branco Lopez; e para as Sessões Especiais - Diálogos Depois do Fim, filme e série de Tiago Guedes.
Na secção A Memória do Cinema - Restauros Digitais conta com a exibição de quatro filmes: Return to Reason, de Man Ray (com música dos Sqürl), 1923; Tokyo Twilight, de Yasujiro Ozu, 1957; L’amour Fou, de Jacques Rivette, 1969; e Record of a Tenement Gentleman, de Yasujiro Ozu, 1947.
Nos dias 17 e 18 de Novembro, o LEFFEST apresenta, na Academia das Ciências, o programa: A Inteligência Artificial e a Criação – Onde estamos e para onde vamos?.
O festival conta ainda com várias sessões especiais, exposições, teatro e concertos. Mais informações sobre o Lisbon Film Festival 2023 em https://leffest.com/.
sexta-feira, 27 de março de 2020
Animais Cinéfilos #13
sábado, 7 de dezembro de 2019
European Film Awards 2019: Os Vencedores
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Crítica: A Favorita / The Favourite (2018)
Eis o trio de actrizes mais triunfal do ano: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar.
Repleto de influências de outros filmes e cineastas (o filmSPOT tem um bom artigo sobre isto mesmo), a verdade é que A Favorita consegue destacar-se pela identidade própria que traz em si.
No início do século XVIII, a Inglaterra está em guerra com a França. No entanto, as corridas de patos continuam a prosperar e comem-se ananases ostensivamente no reino. Uma frágil rainha Anne (Olivia Colman) ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah (Rachel Weisz), governa o país por ela, ao mesmo tempo que cuida da saúde precária de Anne e gere o seu temperamento imprevisível. Quando a nova criada Abigail (Emma Stone) chega, o seu charme conquista Sarah. Abigail vê uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas. Como a guerra acaba por consumir o tempo de Sarah, Abigail entra em cena subtilmente para assumir o papel de dama de companhia da rainha e não deixará que nenhuma mulher, homem, política ou coelho se coloque no seu caminho.
São as mulheres que dominam as decisões do reino, e apenas a personagem de Nicholas Hoult, Robert Harley, se destaca no que toca a influências masculinas. A palavra final é da rainha, que não gosta de pensar em demasia (já Fernando Pessoa falava na dor de pensar), e tanto Sarah como Abigail lutam por serem o cérebro da realeza, a favorita de Anne.
Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.
Ao seu lado, as duas servas rivais - Rachel Weisz, Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também manipulada; e Emma Stone, a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. As duas actrizes superam-se, Weisz com maturidade e seriedade, num desempenho cheio de elegância e talento, Stone com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.
Com A Favorita, Yorgos Lanthimos saiu da sua zona de conforto, onde deixa a plateia desconfortável com os seus retratos-limite da sordidez humana (Canino, A Lagosta, O Sacrifício de um Cervo Sagrado...), para se aventurar num filme menos complexo mas repleto das suas marcas autorais e influências. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Sugestão da Semana #363
Ficha Técnica:
quarta-feira, 10 de janeiro de 2018
Crítica: O Sacrifício de um Cervo Sagrado / The Killing of a Sacred Deer (2017)
Yorgos Lanthimos tem uma imaginação prodigiosa. Sabe chocar, surpreender e trabalhar o non sense como poucos. Canino, em 2009, catapultou-o para a fama pela forma ímpar e macabra que retratou a história do filme. Recentemente, A Lagosta marcou a sua estreia em inglês e O Sacrifício de um Cervo Sagrado segue a mesma linha do filme anterior.
Mas a fórmula está a repetir-se e, apesar da originalidade e competência técnica continuarem a brilhar, a sensação de dejá vu começa a surgir. Apesar de O Sacrifício de um Cervo Sagrado ser um filme de terror - e dentro do género tem um argumento incómodo a jogar com o sobrenatural, que funciona -, repete toda a estranheza das relações humanas, os diálogos impessoais, as conversas despropositadas.
Steven (Colin Farrell) é um cardiologista conceituado, casado com Anna (Nicole Kidman), com quem tem dois filhos. Já há algum tempo que ele mantém contacto frequente com Martin (Barry Keoghan). A relação entre ambos é de grande cumplicidade e o médico decide apresentá-lo à família. Entretanto, o jovem sente que não está a receber a mesma dedicação e, por isso, decide elaborar um plano de vingança.
O realizador grego continua os seus planos geométricos, iluminados e limpos. Semelhanças ao cinema de Stanley Kubrick ou Michael Haneke têm-se sucedido e fazem crer que Lanthimos está a perder as suas próprias marcas autorais. Ainda assim, se isso não estiver a acontecer, está, pelo menos, a perder qualidades. O realizador continua a desafiar valores, mas desta vez vai mais longe - e com pouco sucesso, a meu ver -, ao querer associar o seu filme a simbolismos bíblicos e a peças gregas de autores clássicos.
Curiosamente, e é ele o ponto forte do filme, vamos admirar o "vilão". Admirá-lo e temê-lo, tal como a família Murphy. Rodeia-o uma aura diabólica e violenta e, ao mesmo tempo, frágil e intimidante. Barry Keoghan tem uma interpretação aterradora na pele deste jovem Martin, omnipresente e de poderes sobrenaturais. A sua vingança personifica-se numa maldição que, para ele, não passa de justiça. Nicole Kidman é a mais corajosa de O Sacrifício de um Cervo Sagrado, para além de dar um show de interpretação com uma personagem pouco rica, uma mãe a quem a actriz confere poder e determinação.
Não são precisas mais explicações, Lanthimos joga com medos e aparências, com a moral e as crenças de cada um, e cria um filme de terror incómodo, mas que sabe a pouco. Os fãs do seu trabalho queriam mais novidades, menos exagero, menos preguiça.
domingo, 22 de maio de 2016
Sugestão da Semana #221
terça-feira, 3 de maio de 2016
Crítica: A Lagosta / The Lobster (2015)
"If you encounter any problems you cannot resolve yourselves, you will be assigned children, that usually works."
Hotel Manager
Numa primeira metade mais entusiasmante, onde percebemos o desumano modo de funcionamento do Hotel, A Lagosta continua, ligeiramente menos surpreendente, mas Lanthimos não deixa o seu filme perder o fulgor ao entrar na floresta e continua a surpreender pelas novas regras, paradoxais, mas não menos inacreditáveis que as anteriores.
O realizador filma este ambiente repressivo na sua singularidade tão sarcástica como lírica. Um amor de aparências, de cinismo e falsidade. Com planos provocadores e irónicos ou usando a câmara lenta para aumentar a adrenalina das caçadas de solteiros fugitivos, por exemplo, Lanthimos não descura nenhum aspecto.
No elenco, Colin Farrell surpreende como o protagonista David, ele que, se falhar, quer transformar-se na lagosta que dá título ao filme, "porque as lagostas vivem mais de cem anos, têm sangue azul como os aristocratas e são férteis toda a vida. Eu também gosto muito do mar." Frágil, desesperado, tímido, ele é mais uma peça deste jogo em que todos desejam o mesmo: continuar a sua vida como humanos. Rachel Weisz parece-nos a mulher ideal neste filme tão surreal. Doce, decidida e apaixonada, transparece uma fragilidade muito natural. Por seu lado, Léa Seydoux é a impiedosa líder da resistência de solteiros, uma ditadora que faz frente à também ditadura do Hotel. Ainda de destacar são as interpretações de Ben Whishaw, John C. Reilly e das gregas Angeliki Papoulia (Canino), a mulher sem coração, e Ariane Labed (Attenberg), a empregada do Hotel, muito dedicada àquilo em que acredita.
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Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. O Veredito Social e Primetime são duas das estreias em destaq...
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Já são conhecidos os filmes vencedores da 21.ª edição do Doclisboa , que terminou este Domingo. A cerimónia de entrega dos prémios aconteceu...























