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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Guiões 2023: Vencedores

O Festival Guiões anunciou os vencedores da sua 9.ª edição. Tarântula, de Mario Oshiro, Mangue Sujo, de Juliana Colares, e Trauma, de Tiago Matos, são alguns dos premiados.

Eis a lista completa de vencedores:

PRÉMIO COMPETIÇÃO LONGAS 

Tarântula, de Mario Oshiro

(menção honrosa A Onça, de Emanuel Lavor)


PRÉMIO COMPETIÇÃO PILOTOS DE SÉRIES 

Mangue Sujo, de Juliana Colares

(menção honrosa Real Oficial, de João Costa van Hombeeck)


PRÉMIO MOTELX GUIÕES

Trauma, de Tiago Matos


PRÉMIO MUTIM 

Vidas, de Patrícia Moreira


PT CO-PROD PRÉMIO LOUDNESS FILMS

Voragem, de Flávio Citton (produção Noturna Cinematográfica)


PT CO-PROD PRÉMIO PLOT 

Futuro, de Guto Parente (produção Tardo Filmes)


PT CO-PROD PRÉMIO COLABCINE 

Um Casamento, de Maíra Buhler e Ugisé Kalapalo (produção Abrolhos Filmes)


Mais informações sobre o Guiões - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa em https://guioes.com/.

segunda-feira, 21 de agosto de 2023

Revelados os finalistas do 'Prémio MOTELX GUIÕES' para o Melhor Argumento de Terror Português

Foram revelados os cinco finalistas que concorrem ao primeiro Prémio MOTELX GUIÕES para o melhor argumento de terror português. A nova competição nasce de uma parceria entre o MOTELx e o GUIÕES - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa, cuja 9.ª edição decorre durante o 17.º Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa.

Maria não me Mates, de Sofia Perpétua, Mar Agreste, de André Marques, Dentes e Garras, de Francisco Lacerda e Amarino França, Trauma, de Tiago Matos, e Faz-te um Homem, de André Murraças, são os cinco candidatos ao prémio para "melhor argumento de terror português de longas-metragens ainda não produzidas, escolhidos pela equipa de selecção dos festivais MOTELX e GUIÕES, entre mais de 50 propostas arrepiantes".

Os finalistas serão avaliados por um painel de jurados composto por Daniel Bandeira (realizador e argumentista do filme Propriedade, a exibir no 17.º MOTELx), Filipe Homem Fonseca (argumentista e humorista) e Sandra de Almeida (directora e programadora do Shortcutz). O vencedor, revelado a 13 de Setembro, no Cinema São Jorge, leva para casa 2 mil euros. A iniciativa pretende ser um impulso à produção de mais ficção audiovisual de terror.

Os directores artísticos do MOTELx, Pedro Souto e João Monteiro, destacam a variedade temática e de subgéneros dos cinco finalistas ao primeiro Prémio MOTELX GUIÕES, notando-se que, para além do terror, há uma preocupação dos autores em inscrever as histórias no passado, presente e futuro de Portugal. "Nesse sentido, destaca-se a herança colonial em Faz-te um Homem, a gentrificação urbana em Maria não me Mates, a crise ecológica do Mar Agreste, o amor juvenil de Trauma e o apocalipse de Dentes e Garras", referem. 

A juntar à competição de guiões de terror portugueses, os dois festivais levam a cabo uma programação cruzada e simultânea, visando um conjunto de actividades em torno da escrita e produção de cinema de terror, de workshops a sessões de cinema, passando por debates e masterclasses.

Na 9.ª edição do GUIÕES - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa, que acontece de 13 a 17 de Setembro, no Cinema São Jorge, com extensão à Cinemateca Portuguesa, está prometida a visita do produtor Rodrigo Teixeira, convidado de honra da parceria MOTELX GUIÕES. Em Lisboa, o brasileiro conduz um workshop dedicado à produção e apresenta The Witch (2015), realizado por Robert Eggers, e do qual Teixeira é um dos produtores

Já a 17.ª edição do MOTELx acontece entre 12 e 18 de Setembro, no Cinema São Jorge.

Mais informações sobre os dois festivais em: www.guioes.com e https://www.motelx.org/.

sábado, 29 de julho de 2023

MOTELx 2023: Brandon Cronenberg é convidado de honra e outras novidades

A 17.ª edição do MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa já anunciou os seus principais destaques: Brandon Cronenberg é o convidado de honra, celebra-se o 50.º aniversário de O Exorcista, Gabriel Abrantes apresenta o seu novo filme, e haverá uma sessão surpresa. O festival acontece de 12 a 18 de Setembro, no Cinema São Jorge.

Como convidado de honra, Brandon Cronenberg vem ao MOTELx apresentar o seu mais recente filme Infinity Pool.  Esta é a sua terceira longa-metragem, aqui exibida em versão director’s cut, e a ela juntam-se ainda Antiviral (2012) e Possessor (2020). O festival dedica-lhe uma merecida retrospectiva integral e convida-o para uma masterclass.

Entre os grandes destaques da selecção oficial deste ano, está a estreia europeia de A Semente do Mal, do português Gabriel Abrantes; Propriedade, do brasileiro Daniel Bandeira; o francês Vincent Must Die, de Stéphan Castang, e o vencedor da Semana da Crítica de Cannes 2023, o malaio Tiger Stripes, de Amanda Nell Eu.

A estes títulos, junta-se a segunda longa de Jennifer Reeder, Perpetrator; My Animal, de Jacqueline Castel; o australiano Run Rabbit Run, de Daina Reid, com a actriz de Succession, Sarah Snook; e o regresso de David Farrier, com o novo documentário/thriller a partir da investigação de um fait-divers em Mister Organ.

Os 50 anos de O Exorcista, de William Friedkin, serão comemorados com a projecção da cópia restaurada 4K, numa das Sessões Especiais. Outra está reservada para a estreia da 1.ª Sessão Surpresa do Festival, em parceria com a FilmTwist.

Para o Prémio MOTELx - Melhor Curta de Terror Portuguesa 2023, estão na corrida 12 filmes: O Abafador, de Silvana Torricella; Paralisia, de Inês Monteiro; Dead Wheel, de Ariana Santos e Virgínia Barbosa; Maria José Maria, de Chico Noras; 15', de Francisco Neves; Casa Incerta, de Pedro Dias; Habitat, de Francisco Mendes; The Devil Lived Here, de César Santos; De Imperio, de Alessandro Novelli; Our Tell-Tale Heart, de Miguel Ferreira; Monstros, de Carlos Calika; e A Floresta, de Diogo Silvestre.

Ainda a celebrar filmes de culto, a secção Quarto Perdido vai exibir três títulos, em parceria com o FILMar (programa operacionalizado pela Cinemateca Portuguesa, no âmbito do Mecanismo Financeiro Europeu EEAGrants 2020-2024, que tem por missão restaurar e digitalizar cinema relacionado com o mar). São eles: Tarde Demais (Portugal, 2000), de José Nascimento, escrito em co-autoria com João Canijo; Serpiente de Mar (Espanha, 1985), último filme de Amando de Ossorio, filmado na costa portuguesa; e a película centenária Os Olhos da Alma (1923), de Roger Lion. 

Este ano, também o YouTube se alia ao MOTELx apostando na secção microCURTAS. Até 23 de Agosto, estão abertas as inscrições para o Prémio YouTube microCURTAS, para filmes até 2 minutos, produzidos em telemóvel, tablet ou webcam. Nesta edição, há três novos prémios monetários nesta secção - Melhor microCURTA, Menção Especial e Melhor Trailer YouTube Shorts (para quem concorrer com o trailer da sua microCURTA) e uma sessão de YouTube training, abordando regras, truques e ideias para a monetização de conteúdos na plataforma.

Como já tinha sido anunciado, o MOTELx associa-se, pela primeira vez, ao GUIÕES - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa "para apresentar uma programação paralela dedicada ao argumento e à formação para a produção de cinema de terror no país, através de pitchings, masterclasses, workshops, debates e sessões de filmes". The Witch, de Robert Eggers, será apresentado pelo seu produtor Rodrigo Teixeira, que vem a Lisboa desenvolver um workshop de produção. Neste programa conjunto dos dois festivais, atribui-se um novo galardão dedicado a argumentos de longas-metragens ainda não produzidas: o Prémio MOTELX GUIÕES - Melhor Argumento Português.

A SectionX para terror experimental vai apresentar, pela primeira vez, uma longa-metragem, para além da habitual seleçcão de curtas. Trata-se do filme britânico Home Invasion, de Graeme Arnfield, apresentado na última Berlinale.

De regresso está Lobo Mau, a secção dedicada aos mais novos. A animação Perlimps (Brasil, 2022), de Alê Abreu, é um dos filmes em destaque.

Mais informações sobre o MOTELx 2023 podem ser encontradas em https://www.motelx.org/.

domingo, 12 de março de 2023

MOTELx e Festival Guiões anunciam Prémio para 'Melhor Argumento de Terror Português'

O MOTELx, em parceria com o Festival Guiões, anunciou um novo prémio para o Melhor Argumento de Terror Português.

Esta parceria resulta no Prémio MOTELx Guiões 2023, dedicado a argumentos de longas-metragens ainda não produzidas. As candidaturas estão abertas até 31 de Maio de 2023.

O Melhor Argumento de Terror Português para longas-metragens será eleito por um júri, entre cinco candidaturas escolhidas pela equipa de selecção dos dois festivais, e premiado com 2000€.

Este ano, o MOTELX recebe ainda a 9.ª edição do GUIÕES - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa, "com um foco especial na escrita de cinema e audiovisual de terror, e, além do prémio, apresentam em conjunto uma programação especial, durante a 17.ª edição do MOTELX, de 12 a 18 de Setembro, no Cinema São Jorge".

O regulamento e as informações sobre as candidaturas ao novo prémio podem ser consultados em www.motelx.org e www.guioes.com.

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Festival Guiões VIII: Vencedores

Já são conhecidos os vencedores do Festival Guiões 2022, que decorreu de 7 a 10 de Junho, no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Universidade Lusófona e online.

Eis a lista completa de vencedores em cada categoria a concurso:

Competição Longas 

O Meu Nome é Luiza de Jesus, de Rita Roberto

Competição Pilotos de Séries 

Trauma, de Rafael Peixoto

Prémio Loudness Films PT Co-Prod

Ima, de Julio Droguetti e Laura Couto

Prémio PLOT Script Lab PT Co-Prod

Desassossego, de Martina Rupp e Daniel Bustamante

Prémio Final Draft PT Co-Prod 

Virgínia, em Busca do Filme Perdido, de Ana Sofia Pereira

Prémio Colabcine PT Co-Prod

Quitéria, de Lara Carvalho


A Sessão de Abertura, Pitch e Masterclasses desta edição estão disponíveis para visualização na página de Youtube do Guiões.

Mais informações sobre o festival em www.guioes.com.

quinta-feira, 19 de maio de 2022

Festival Guiões VIII: De 7 a 10 de Junho em Lisboa e Online

A 8.ª edição do Festival Guiões acontece entre 7 e 10 de Junho, no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa, Universidade Lusófona, em Lisboa, e também online.

A Selecção Oficial (Finalistas da Competição de Longas; Finalistas da Competição de Pilotos de Séries; e os Seleccionados PT Co-Prod / PT In-Progress) já foi anunciada e, em breve, o programa completo será divulgado. 

No dia 7 de Junho, às 15h00, haverá uma Sessão de Pitch & Encontros de Indústria, no Cinema São Jorge, que necessita de reserva de lugar. Mais informações sobre o Guiões 2022 em http://guioes.com/.


SELECÇÃO OFICIAL GUIÕES VIII

FINALISTAS - COMPETIÇÃO LONGAS

A Morte Não Existe - Bruno de Assis Peralta (Paris, FR) - Drama

Boate Paradise - Peter Klug (RJ, BR) - Comédia Dramática

Ele Está Entre Nós - Julia Fovitzky & Maria Eugenia Portolano (SP, BR) - Drama

Imigrantes - Luis Amaral (Amesterdão, NL) - Drama / Comédia

O Meu Nome é Luiza de Jesus - Rita Roberto (Lisboa, PT) - Drama / Biopic


FINALISTAS - COMPETIÇÃO PILOTOS DE SÉRIES

Amapô - Maira Cristina (BA, BR) - Comédia Dramática 

Luaty - Pedro Barbosa da Silva, Ana Lúcia Carvalho (Lisboa, PT) - Policial / Drama

Parem as Máquinas! - Plinio Uhl Vieira (SP, BR) - Drama

Pele Humana - David Bonneville (Porto, PT) - Ficção Científica

Trauma - Rafael Peixoto (RJ, BR) - Thriller / Crime

 

SELECCIONADOS PT CO-PROD / PT IN-PROGRESS

A Colmeia - Simone Iliescu, Bruno Torres (Brasília, BR) - Longa Ficção

Desassossego - Martina Rupp (Lisboa, PT) - Série Ficção

Ima - Julio Droguetti, Laura Couto (Lisboa, PT) - Longa Doc

Madrugada Suja - Filipa Sousa, Sebastião Salgado (Lisboa, PT) - Série Ficção

Não Há Espaço - Rogerio Cavalcante e Castro, Talles Reis (RJ, BR) - Longa Ficção

Ouro e Oásis - Sebastião Borges (Lisboa, PT) - Longa Ficção

Quitéria - Lara Carvalho (BA, BR) - Longa Ficção

Virgem do Sameiro - Mário Botequilha, Henrique Pina (Lisboa, PT) - Longa Ficção

Virgínia: Em Busca do Filme Perdido - Ana Sofia Pereira (Porto, PT) - Série Doc

terça-feira, 16 de março de 2021

Guiões 2021: De 9 a 12 de Junho em Lisboa e online

A 7.ª edição do Guiões - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa irá decorrer entre 9 e 12 de Junho num formato híbrido, com actividades presenciais em Lisboa e online. 

Este ano, haverá uma nova competição de guiões de episódios-pilotos de séries, a juntar à tradicional competição de guiões de longas-metragens. São 148 os guiões candidatos a um lugar entre os cinco finalistas de cada competição. Os seleccionados serão apresentados numa sessão de pitch no dia 9 de Junho,  que contará com a presença de produtores cinematográficos e audiovisuais de Língua Portuguesa. Os vencedores receberão prémios em dinheiro e em serviços.

Outra novidade da 7.ª edição do Guiões é o lançamento de secções de Indústria, destinadas a projetos de Língua Portuguesa em desenvolvimento ou em pós-produção. Os projetos seleccionados nestas secções PT CO-PROD e PT IN-PROGRESS, que continuam abertas para inscrições até ao dia 31 de Março, serão apresentados no dia 9 de Junho a um júri constituído por profissionais das agências de vendas Wild Bunch e Memento Films e dos Festivais Internacionais de Veneza e Locarno. Um conjunto de decisores internacionais também será convidado para assistir ao pitch de Indústria e participar em encontros de negócio com as empresas e os autores lusófonos no âmbito do festival.

Mais informações em www.guioes.com.

terça-feira, 3 de março de 2020

Passatempo - Festival Guiões: Convites para Boni Bonita e Helen

Em parceria com o Guiões - Festival do Roteiro em Língua Portuguesa, queremos levar-te ao cinema!


Temos 10 convites simples para oferecer para o filme Boni Bonita, de Daniel Barosa, que passa no dia 11 de Março às 19h00, na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa.

E ainda mais 10 convites simples para o filme Helen, no dia 12 de Março, às 19h00, também na Cinemateca Portuguesa, com a presença do autor André Collazzi.

Helen
Para ganhar, envia-nos um email com "Eu quero ir", indicando no Assunto o nome do filme a que concorres. Envia-nos o teu nome completo e número de BI/CC para hojeviviumfilme@gmail.com.

Os dois passatempos terminam no dia 6 de Março às 23h00. Os vencedores serão sorteados aleatoriamente e posteriormente contactados por email.

Guiões 2020: De 11 a 13 de Março em Lisboa

A 6.ª edição do Guiões - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa vai decorrer entre os dias 11 e 13 de Março no Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Universidade Lusófona, em Lisboa.

As sessões de pitching do Guiões acontecem no dia 11 de Março, no Cinema São Jorge. A entrada é livre em todas as actividades, excepto nas sessões na Cinemateca, e limitada a lotação de sala.


Fica aqui o programa completo:

11 MARÇO | QUARTA
Cinema São Jorge, Sala 2
15h00
Abertura + preview actividades dia 12/03
(Will Storr, Leo Garcia, Julia Priolli e David França Mendes)

15h30
Pitching finalistas

16h30
Coffee Break

17h00
Debate sobre Narrativas Episódicas (*participantes por confirmar)

18h00
Entrega de prémios

Cinemateca Portuguesa
19h00
BONI BONITA
Exibição do filme

12 MARÇO | QUINTA
Universidade Lusófona, Auditório Agostinho da Silva
10h00>12h30
Masterclass Will Storr
THE SCIENCE OF STORYTELLING

14h00>15h00
Masterclass Leo Garcia
SALAS DE ROTEIRO

15h00>16h00
Masterclass Julia Priolli
TEORIA DE SÉRIES E DESENHO DE TEMPORADA

16h30>18h00
Masterclass David França Mendes
A NARRATIVA NÃO-LINEAR EM WATCHMEN: UM ESTUDO DE CASO

Cinemateca Portuguesa
19h00
HELEN + Q&A
Exibição do filme com autor André Collazzi

13 MARÇO | SEXTA
Universidade Lusófona, Sala F3.4
10h00>18h00
Mini lab
Leo Garcia e Julia Priolli (séries)

Projectos seleccionados para o Mini-lab:
Segredo Secreto, de Gabriela Giffoni
Camões, de Martim Baginha
Os Improváveis, de Martina Rupp
S.E.A.N.C.E, de Tiago Teixeira

O júri constituído por Felipe Lacerda, Julia Priolli, Leo Garcia, Nuno Noivo e Nuno Rocha continua no processo de leitura e avaliação dos finalistas da 6.ª edição do Guiões:

A Máquina de Fazer Dinheiro, de Johanna Maitland (BR)
Devolva-me, de Gustavo Calenzani (BR)
Dia Sim, Dia Não, de Pedro Mira (PT)
Fragmentos de Um Planeta Desconhecido, de Tainá Muhringer (BR)
Manual da Pós-Verdade, de Thiago Foresti (BR)
O Campo dos Lobos Guarás, de Bárbara Cunha (BR)
O Outro Que Nos Habita, de Mario Oshiro (BR)
Personal, de Carlos Marcelo (BR)
Soraya com Y, de Raphael Gomes (BR)
Terra Turva, de Augusto Brasil (BR)

O projecto seleccionado para o PT CO-PROD da 6.ª edição do GUIÕES é Amo-te Imenso, de Juliana Calejan. Mais informações sobre o festival em http://guioes.com/.

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Entrevista a Bráulio Mantovani, argumentista de Cidade de Deus e Tropa de Elite

Bráulio Mantovani ganhou notoriedade em 2002, como argumentista de Cidade de Deus (que lhe valeu uma nomeação para o Oscar de Melhor Argumento Adaptado, em 2004), de Fernando Meirelles, e, posteriormente, com os dois filmes Tropa de Elite, de José Padilha. Em Março deste ano, Mantovani esteve em Lisboa, por ocasião do Festival Guiões, onde deu uma masterclass e participou num debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa.


A propósito desta passagem por Portugal, o argumentista brasileiro respondeu a algumas questões do Hoje Vi(vi) um Filme.

Em que momento da sua vida se deu conta de que tinha de ser argumentista?
Bráulio Mantovani: Difícil saber com precisão. Talvez não tenha sido um momento, mas momentos espaçados no tempo. Eu me formei em Língua e Literatura Portuguesas, mas logo no segundo ano da universidade (aos 21 anos) passei a me interessar muito por cinema. Por coincidência, uma amiga e colega de classe, dez anos mais velha que eu, era casada com um director de cinema. Ele tinha uma câmara de vídeo (uma tecnologia que começou a se democratizar no início dos anos 1980). Começamos a fazer trabalhos académicos em vídeo. O director me convidou para trabalhar com ele na montagem de um documentário. O que fizemos foi, de facto, um roteiro de montagem. Logo depois, eu e minha amiga escrevemos para ele um roteiro de ficção para uma curta-metragem e também trabalhamos na filmagem. Acho que ali já percebi que gostava de cinema, mas não de filmagem. Escrever, ao contrário, era sempre um prazer. Acho que essa foi a primeira faísca. Mas só percebi que poderia ser guionista quando comecei a ganhar dinheiro escrevendo vídeos empresariais (institucionais, vídeos de treinamento). Os assuntos eram tediosos, mas trabalhar em casa e ser mais ou menos dono do meu tempo compensavam. Mas foi um longuíssimo passo entre esse momento e o meu primeiro trabalho profissional como guionista de longa-metragem: Cidade de Deus. A partir desse filme, ficou claro para mim que escrever ficção para cinema é a minha vocação. A única coisa que sei fazer sem passar vergonha.


Qual é a importância de um roteiro em língua portuguesa ter sido nomeado para o Oscar de Melhor Argumento Adaptado? Como se chega lá?
Bráulio Mantovani: Do ponto de vista pessoal, mudou minha vida. Mas a importância, no Brasil, foi também imensa. Essa indicação ajudou a mudar a maneira como não apenas o mercado mas também o público entendia o roteiro. Virou assunto. Foi uma grande sorte para mim, mas também foi muito bom para o conjunto dos guionistas no Brasil. O facto de ser o guião de um filme falado em português sem dúvida aumenta muito o impacto da indicação. Mas não me peça para dizer como se chega lá porque não tenho a menor ideia de como cheguei lá. Não foi apenas mérito do guião, que passaria despercebido se não fosse o trabalho do Fernando Meirelles e todos os talentos envolvidos no filme. Cidade de Deus juntou muita gente boa. E deu muito certo. Eu nunca escrevi nada tão bom depois de Cidade de Deus, o que prova ser impossível para mim dizer como se chega lá. Se soubesse, teria ido outras vezes.

Contou que nunca esperou o tão grande sucesso de Cidade de Deus e de Tropa de Elite. Porque pensava assim?
Bráulio Mantovani: O filme é muito violento e, naquele momento, apenas um actor de todo o elenco era conhecido. Mas talvez houvesse um certo preconceito da minha parte. Eu achava (como ainda acho) o filme tão bom que, para mim, não poderia fazer sucesso, como se sucesso fosse algo alheio à qualidade artística. Mas não sei se foi isso. Era uma intuição. Felizmente, muito errada.


Como é sentir o reconhecimento do público?
Bráulio Mantovani: O reconhecimento do público mobiliza em nós um sentimento que certamente não está na lista dos mais nobres: a vaidade. Não se pode negar que o sucesso alimenta a vaidade. Mas acho que não se trata apenas disso. Qualquer trabalho criativo demanda um enorme esforço, muitas tentativas e erros, uma omnipresente sensação de insegurança (nunca sabemos se o nosso trabalho está ficando bom ou ruim). Viver da escrita é bom, mas é também uma fonte permanente de ansiedade e sofrimentos correlatos. Raramente proporciona segurança financeira. Então, sentir o reconhecimento do público é também se permitir reconhecer-se a si próprio como o vencedor de uma dura batalha. Quando não se perde a saudável humildade, o sucesso alimenta mais o desejo de criar e auto-exigência que a vaidade (sem anulá-la), obviamente.

Trabalhou várias vezes com Fernando Meirelles. São de esperar mais filmes em parceria para breve?
Bráulio Mantovani: Escrevi dois outros roteiros para o Fernando filmar, mas que por razões diversas não foram produzidos. Agora, estamos começando a trabalhar em uma nova ideia. Quem sabe desta vez dá certo. Fernando é um grande parceiro.

Quais os seus próximos projectos?
Bráulio Mantovani: Eu nunca falo sobre novos projectos, pois não sei se vão dar certo. Sempre há muitos. E poucos vão para a frente. Por isso, prefiro não comentar-los.

No festival Guiões, falámos da facilidade com que Portugal recebe produções brasileiras e como o inverso não acontece. Acha que alguma vez isso vai mudar? E qual será o primeiro passo para a aceitação de produções portuguesas no Brasil?
Bráulio Mantovani: O mercado brasileiro não anda generoso nem mesmo com os filmes feitos aqui. Mas eu espero que Portugal comece a produzir séries. Com as plataformas de streaming, as produções portuguesas teriam mais chance de conquistar o público brasileiro. Que venham as séries!


Qual o filme da sua vida?
Bráulio Mantovani: Não saberia dizer. Teria que fazer uma longa lista que iria de Os Dez Mandamentos a Escola de Rock, passando é claro por Cidadão Kane [Citizen Kane], O Meu Tio da América, Estrada Perdida, Terra em Transe… Diferentes filmes tiveram diferentes impactos em diferentes momentos da minha vida. Escolher um seria trair muitos.

E dos argumentos que escreveu, qual se tornou no seu filme favorito?
Bráulio Mantovani: Cidade de Deus, e duvido que haja outro no futuro que me faça mudar de opinião.

sábado, 30 de março de 2019

Guiões 2019: Língua Portuguesa em discussão

O Guiões - Festival do Guião em Língua Portuguesa aconteceu nos dias 28 e 29 de Março (e continua até 31 com uma oficina dada por Miguel Clara Vasconcelos) com diversas conversas, masterclasses e debates. O Hoje Vi(vi) um Filme esteve por lá, onde moderou o debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa.


Os vencedores da 5.ª edição do festival foram anunciados na Quinta-feira. O Rio, de Wislan Esmeraldo, Victor Costa e Mariana Nunes conquistou o 1.º lugar, em 2.º ficou É Lá Que Eu Quero Morar, de Mariana Carrara, e Alternativa D, de Letícia Fudissaku, ficou na 3.ª posição.

Alguns debates foram transmitidos em streaming no facebook da Universidade Lusófona, onde aconteceu o segundo dia do Guiões. Podem assistir aos vídeos abaixo:

Debate Sobre o Público do Cinema Português, com Elsa Mendes, Luís Urbano, Pandora da Cunha Telles, Paulo Gonçalves, Saúl Rafael, e moderação de Paulo Portugal, e debate sobre Escrita de Ficção Televisiva com Lara Morgado, Roberto Pereira, Rui Cardoso Martins, Sebastião Salgado e moderação de Jorge Pereira:


Debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa, com Bráulio Mantovani, Carolina Kotscho, Eliane Ferreira, João Canijo, moderado por mim, e masterclass de Miguel Clara Vasconcelos:

sexta-feira, 8 de março de 2019

Guiões 2019: Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho em Lisboa

Os argumentistas brasileiros Bráulio Mantovani e Carolina Kotscho estarão em Lisboa para a 5.ª edição do Guiões - Festival do Roteiro de Língua Portuguesa. O evento acontece no dia 28 de Março, no Cinema São Jorge, e nos dias 29 a 31, na Universidade Lusófona.


Bráulio Mantovani, argumentista de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite, e Carolina Kotscho, argumentista e produtora, a trabalhar actualmente nos filmes Hebe e Até ao fim do mundo, vão dar uma masterclass conjunta no dia 28 de Março, às 18h30, no Cinema São Jorge.

O Guiões contará ainda com debates sobre escrita para cinema de animação (com Alexandra Ramires, Gabriel Bitar, Humberto Santana, Margarida Madeira, Paula Rosa e Possidónio Cachapa) e para televisão (com Rui Cardoso Martins, Sebastião Salgado, Roberto Pereira e Jorge Pereira), oficinas, prémios e sessões de apresentação de projectos. O realizador Miguel Clara Vasconcelos dará também uma oficina e masterclass durante o festival.

O Guiões começa com uma sessão de esclarecimento e apresentação do programa do Instituto do Cinema e Audiovisual de apoio à escrita e desenvolvimento de obras cinematográficas. 

O festival Guiões aconteceu pela primeira vez em 2014 em São João da Madeira, passando para Lisboa nas edições seguintes. Todas as informações em https://guioes.com/.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Festival Guiões de 2 a 4 de Março em Lisboa

A 4.ª edição do GUIÕES - Festival de Roteiros de Língua Portuguesa estará no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, em Lisboa, de 2 a 4 de Março, este ano em parceria com o FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa.


Para além das sessões de pitching dos guiões finalistas e a entrega de prémios, serão também promovidos debates sobre co-produção internacional e sobre o valor do guião no mercado, oportunidades de apresentação de projectos a produtores, apresentações de iniciativas relacionadas com a escrita cinematográfica e masterclasses com Pablo Villaça (crítico de cinema) e José Carvalho (professor e guionista). 

Destaque para a exibição de Elon Não Acredita na Morte, de Ricardo Alves Jr. e Uma Vida Sublime, de Luís Diogo, filmes cujos guiões estiveram ente os finalistas da 1.ª edição do festival, em 2014.

Os finalistas da 4.ª edição do Guiões são:

André Collazi, Treze de Maio, 242 (BR)
André Novais de Oliveira, E os Meus Olhos Ficam Sorrindo (BR)
Bárbara Cunha, Menina Noiva (BR)
Davi de Oliveira Pinheiro, Grito (BR)
Fábio Montanari, O Clube dos Ex-Famosos (BR)
Mariana Tesch Morgon, Bugs (BR)
Miguel Clara Vasconcelos, Às Vezes Não Sou Eu Quem Fala Por Mim (PT)
Paulo Leierer, Na Medida do Impossível (BR)
Rafael Santos, A Casa Debaixo da Praia (PT)
Severino Neto, Memória de Elefante (BR)

Projectos Seleccionados para o PT CO-PROD 2017
José Baracho, Ifianassa (BR)
Malu Schroeder, Fair Play (BR)

Mais informações sobre o festival em www.guioes.com/festival.