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segunda-feira, 4 de maio de 2026

ENCONTROS - Festival de Cinema de Viana regressa de 4 a 13 de Maio

A 26.ª edição dos Encontros - Festival de Cinema de Viana regressa esta Segunda-feira, dia 4 de Maio, a Viana do Castelo, onde fica até dia 13 de Maio, com foco na literacia do cinema e investigação. Os Encontros de Viana incluem uma secção competitiva, mas também várias actividades, conferências, fóruns e formações; oficinas de cinema; encontros profissionais e exposições.

A programação desta edição divide-se em cinco eixos estratégicos: Investigação/Reflexão, Literacia Cinematográfica, Competição, Indústria e Cinema e Outras Artes.

Créditos Cartaz 2026: Eva Evita

Homenagem a João Canijo e ciclo de cinema

Este ano, o festival preparou uma homenagem ao cineasta João Canijo, recentemente falecido, cuja obra marca o cinema português contemporâneo, e apresenta um ciclo de oito filmes: Ganhar a Vida; Noite Escura; Sangue do Meu Sangue; É O Amor; Fantasia Lusitana; Fátima; Mal Viver; e Viver Mal.


Eixo Investigação e Reflexão: Olhares Frontais e Conferência Internacional

O produtor João Trabulo, o realizador Miguel Ribeiro e o fotógrafo João Mariano vão estar no Encontros para pensar no que se faz com as imagens que se realizam. No âmbito da secção Olhares Frontais (6 a 8 de maio), a programação incidirá no tema Tempos de reflexão, em tempos distintos. Este ano, a escola de cinema convidada é a Hellenic Cinema and Television School Stavrakos (HCTSS) e mantém-se a colaboração com a EFA – European Film Academy com uma seleção das melhores curtas-metragens europeias. Ainda nos Olhares Frontais terá lugar a apresentação dos filmes candidatos aos prémios PrimeirOlhar.

A Conferência Internacional de Cinema de Viana (6 a 8 de Maio) reunirá académicos e profissionais para debater a interseção entre o cinema, a educação e a memória. O programa inclui a palestra inaugural Os Territórios da Fronteira; uma exposição de fotografias Made In Portugal de alunos da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (ESE-IPVC); uma masterclass/aula pública intitulada Ancient Voices, Future Images com o realizador Tommaso Santambrogio; o seminário de discussão de projectos Work In Progress, coordenado por Paulo Cunha e com a apresentação dos projectos de Gabriel Luna e Rúben Sevivas; e ainda três mesas redondas; o Laboratório de Práticas de Cinema na Escola e a presença especial do Gabinete de apoio do ICA, Instituto do Cinema e do Audiovisual para divulgar apoios a projectos fílmicos e audiovisuais. Esta Conferência é coordenada por Daniel Maciel, organizada pela AO NORTE com a ESSE-IPVC.

Nos dias 7 e 8 de Maio, acontece o curso Fora de Campo na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo (ESEVC), sob o tema Cinema e Cidade. O encontro será coordenado por José da Silva Ribeiro e Alfonso Palazón e conta com a participação de Jorge Campos, Marcos Zaván e Rita Bastos.

De 4 a 13 de Maio terá lugar o módulo prático Autobiografias: Antropologia, Cinema e Educação, organizado em colaboração com a ESE-IPVC, a Universidade Rey Juan Carlos, de Madrid, e a Universidade Federal de Pernambuco, do Brasil.


Eixo Literacia Cinematográfica – Escola e Cinema

A vertente pedagógica tem um papel central nos Encontros de Viana através do programa Escola no Cinema, com sessões para alunos do pré-escolar até ao ensino universitário (de 4 a 13 de Maio, no Teatro Municipal Sá de Miranda e Cinema Verde Viana); oficinas nas escolas de 4 a 8 de Maio (Cinema de Animação com as realizadoras Carolina Bonzinho e Laura Equi; e A história do cinema contada em sequências com o realizador e investigador Filipe M. Guerra; e ainda a oficina As Imagens Hoje, orientada por Miguel Ribeiro a 8 de Maio).

Entre os dias 4 e 7; 11 e 13 de Maio, o festival inclui apresentação dos vídeos realizados ao longo do ano lectivo por alunos de 18 escolas do concelho de Viana do Castelo – na secção Trabalhos de Casa. Histórias na Praça (5 a 7 de Maio, na Praça da República e ruas adjacentes) propõe a alunos e professores de vários ciclos de ensino desenvolver e participar no processo criativo de um filme (desde a preparação à rodagem), tirando partido dos temas do plano curricular. Seis filmes vão ser coordenados e orientados pelo realizador Pedro Sena Nunes com as respectivas turmas selecionadas. 

Nos dias 4, 5 e 6 de maio, o Festival recebe o SEM FRONTEIRA, um projecto luso-galaico de educação para o cinema promovido pela Associação AO NORTE, em parceria com a Associação OLLOBOI, sediada em Boiro, na Galiza, e com as escolas EB 2,3 Frei Bartolomeu dos Mártires e IES A Cachada. 

Pela primeira vez, os Encontros de Cinema de Viana, em parceria com a ARTMATRIZ e a colaboração do Teatro do Noroeste/CDV, promovem ainda o CINEJOGO, uma sessão de jogos de tabuleiro inspirados no Cinema, a 6 de Maio na Sala Experimental do TMSM.


Plano Competitivo

O Festival de Cinema de Viana tem duas secções competitivas: Prémio PrimeirOlhar (8 a 10 de Maio), focado no cinema documental com a exibição e atribuição dos melhores filmes produzidos por alunos de escolas de cinema, de audiovisuais e de comunicação, ou por participantes em cursos promovidos por outras entidades de Portugal, de outros países de língua portuguesa e da Galiza; e Ação.12! Festival Luso-Galaico de Vídeo Escolar, a 11 de Maio, no TMSM, destinado a promover a cultura audiovisual em contexto escolar (do ensino básico e secundário). 


Encontros e Indústria

Os Encontros Pro focam-se na partilha de conhecimento e na construção de soluções sustentáveis para o sector com dois momentos: o Fórum Cinema e Escola — Práticas pedagógicas em Portugal e na Galiza (8 de Maio, na ESEVC) é acreditado pelo Centro de Formação Contínua de Viana do Castelo como Acção de Curta Duração para docentes; e o Encontro Luso-Galaico de Cineclubes (10 de Maio, na Sala Experimental do TMSM).


Cinema e Outras Artes

A 8 de Maio, na sede da AO NORTE, será lançada o 30.º  livro da colecção O Filme da Minha Vida, dirigido pelo artista plástico Tiago Manuel. Tiago Manuel e Jeanne Waltz, a autora, apresentam Fim de Agosto no Hotel Ozono, criado a partir do filme homónimo, e inauguram a exposição com as ilustrações da publicação.

Ainda a partir deste filme checo, a Galeria da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste, inaugura, a 5 de Maio, a exposição Depois do Fim, com curadoria de Filipe Rodrigues. Esta mostra estabelece um diálogo visual entre cinema e artes plásticas a partir do filme realizado em 1966 por Jan Schmidt.

Toda a informação e secções dos Encontros de Cinema de Viana estão disponíveis em https://www.encontrosdecinema.pt/.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Momentos Para Recordar #74: Especial João Canijo [1957-2026]

O Cinema português perdeu ontem, 29 de Janeiro de 2026, um dos seus maiores nomes, João Canijo. O Momentos Para Recordar regressa em jeito de homenagem ao cineasta que marcou para sempre todos os que viram os seus filmes e os que consigo trabalharam ou privaram.

Pessoalmente, fiquei desolada com a notícia. Canijo é um dos mais desafiadores e corajosos realizadores portugueses. Com Mal Viver conquistou o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2023, filme que faz parte do díptico Mal Viver/Viver Mal, que tive a oportunidade de ver na sessão dupla que o IndieLisboa programou, nesse mesmo ano. Foi o reconhecimento internacional a premiar a carreira aguerrida de um realizador com um método muito particular, que admirava as suas actrizes, e cujos filmes se focavam nas Mulheres, em particular.

Mal Viver (2023)

Ontem ocorreram-me dois momentos em que João Canijo "surgiu", inesperadamente, na minha vida. Uma primeira vez em que, muito jovem e ainda fora das lides da escrita sobre cinema, vi algures um anúncio onde procuravam figurantes amadorenses para o seu próximo filme - era Sangue do Meu Sangue. Só tinha de ir ao mítico Babilónia (ou um local lá bem perto), inscrever-me e tirar umas fotografias. Fui com um amigo. Como imaginam, não fui escolhida. Mas fiquei com curiosidade sobre o que dali viria. Quando estreou, confesso, não fiquei rendida, mas comecei a explorar e a acompanhar muito mais a sua filmografia, da qual me tornei grande fã.

Em 2019, graças ao realizador Luís Campos, também criador do Festival Guiões, fui convidada para moderar um debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa, com vários convidados: e lá estava João Canijo no painel. Tive a oportunidade de falar com ele para lá do debate, e descobri um homem seguro, obstinado, muito afável e com quem dava gosto conversar.

Debate no Festival Guiões 2019

Vai demorar tempo a processar esta ausência na cultura nacional. Entretanto, Canijo deixou-nos dois novos filmes prontos: Encenação As Ucranianas.

À família, amigos e admiradores, endereço as minhas mais profundas condolências. Para saber mais sobre João Canijo, vida e carreira, sugiro este obituário, escrito por Vasco Câmara, no Público.

Aqui no Hoje Vi(vi) um Filme, deixo um excerto de uma das suas obras-primas: Mal Viver.

Mal Viver, João Canijo (2023)

domingo, 14 de maio de 2023

Sugestão da Semana #560

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca dois filmes: Mal Viver e Viver Mal, de João Canijo. Este díptico sobre maternidade já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme. Vem mesmo a calhar, para aproveitar a Festa do Cinema, que começa hoje, dia 14, e se prolonga até 17 de Maio, com bilhetes a 3,50€, em todas as sessões 2D, em quase todas as salas de cinema do país.



Ficha Técnica:
Título Original: Mal Viver
Realizador: João Canijo
Elenco: Anabela Moreira, Rita Blanco, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto, Nuno Lopes, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Rafael Morais, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Carolina Amaral, Leonor Vasconcelos
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 127 minutos




Ficha Técnica:
Título Original: Viver Mal
Realizador: João Canijo
Elenco: Nuno Lopes, Filipa Areosa, Leonor Silveira, Rafael Morais, Lia Carvalho, Beatriz Batarda, Leonor Vasconcelos, Carolina Amaral, Anabela Moreira, Rita Blanco, Madalena Almeida, Cleia Almeida, Vera Barreto
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 124 minutos

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Crítica: Mal Viver (2023) + Viver Mal (2023)

João Canijo regressa aos cinemas com um díptico sobre maternidade: Mal Viver e Viver Mal são dois filmes que partilham o espaço (um hotel), o tempo e o tema central, mas de pontos de vista distintos. Mal Viver valeu a Canijo o Urso de Prata para Melhor Realização no Festival de Berlim. Em Portugal, os filmes tiveram antestreia, como uma obra em duas partes, no Festival IndieLisboa (onde também arrecadaram prémios). 


No centro da filmografia de João Canijo, são sempre as mulheres que se destacam e eis, mais uma vez, um elenco quase exclusivamente feminino - excepção para Rafael Morais e Nuno Lopes -, do qual o realizador consegue extrair o que de mais profundo cada actriz tem para dar à personagem.

Segundo o cineasta, "os dois filmes são sobre a ansiedade de ser mãe" (Mal Viver é onde tal se sente mais), sobre a incapacidade de amar incondicionalmente e como isso tem consequências naquilo em que as filhas se poderão tornar no futuro. São duas longas-metragens diferentes, até mesmo no tom, mas que se complementam.

Há mulheres que não nasceram para ser mães: ou porque não tiveram o melhor exemplo, ou porque nunca encontraram o instinto maternal, ou porque são egoístas o suficiente para se amarem incansavelmente sem sobrar um pouco de amor para os filhos. Mal Viver e Viver Mal são o retrato destas mães e das suas filhas sem amor, e daqueles que as rodeiam e são, de uma forma ou de outra, contagiados pelo desamor e pela angústia.


Mal Viver
*9/10*

"Num hotel familiar junto à costa norte de Portugal, vivem várias mulheres da mesma família de gerações diferentes. Numa relação envenenada pela amargura tentam sobreviver no hotel em decadência. A chegada inesperada de uma neta a este espaço claustrofóbico provoca perturbação e o avivar de ódios latentes e rancores acumulados."

No centro da narrativa de Mal Viver, estão duas mães - Sara e Piedade - e duas filhas - Piedade e Salomé -que herdaram das progenitoras a incapacidade para amar. Após a morte do pai, Salomé chega para viver com a mãe e avó no hotel que ambas gerem, e onde vivem com a prima Raquel e a cozinheira Ângela.


A câmara de João Canijo segue as actrizes pelos vários pisos, piscina e jardim, onde se cruzam com os poucos hóspedes, vêem televisão, nadam, conversam, discutem e fazem a gestão diária do funcionamento do alojamento. O hotel decadente, que lhes serve de sustento e de lar, surge como uma espécie de prisão para as cinco mulheres. Não há fuga possível, as suas vidas estão ali. A recém-chegada Salomé, apesar de não totalmente integrada, já sente o local como a sua casa - também ela não tem mais para onde fugir.


E é esta chegada que faz emergir todas as mágoas da família. Piedade é a maior vítima de uma mãe que não a soube amar: dilacerada pela solidão, pela falta de consolo e compreensão, por não conseguir lidar com a filha. Uma mulher incapaz de demonstrar afectos com naturalidade - a menos que seja para a sua inseparável cadela Alma -, que se culpa por não saber amar a filha, vivendo numa depressão silenciosa.

Mal Viver carrega todo o realismo trágico dos filmes de João Canijo, superando-se pela forma de filmar, e pela dualidade inevitável com Viver Mal - ambos com uma direcção de fotografia fabulosa de Leonor Teles, tirando o melhor partido da luz, dos reflexos e sombras, estimulando a curiosidade para o que cada quarto esconde, entre portas fechadas ou entreabertas.


Anabela Moreira supera-se como Piedade, revelando dor, angústia e desespero num olhar que aparenta, simultaneamente, uma tranquilidade aterradora. A Sara de Rita Blanco emana um egocentrismo e uma confiança de quem é rainha e senhora do seu hotel e das vidas das que a rodeiam. Cleia Almeida e Vera Barreto, habituais colaboradoras do realizador, são aqui mais observadoras (a Raquel de Cleia é também mais provocadora) mas fundamentais para o realismo da narrativa, e acolhem da melhor forma a jovem Madalena Almeida, que se revela à altura do desafio na pele de Salomé, desamparada, mas obstinada por chegar ao coração da sua mãe e ver respondidas todas as questões que a assombram.


Viver Mal
*7.5/10*

"Um hotel junto à costa norte de Portugal, acolhe os seus clientes, num fim-de-semana. Um homem vive dividido entre a atenção a dar à sua mulher e o espaço que ocupa a sua mãe no meio deles. Uma mãe promove o casamento da filha para facilitar a sua relação amorosa com o genro. Outra mãe vive através da filha, impedindo-a de tomar as suas próprias decisões. Três núcleos familiares em final de ciclo de aceitação."

Viver Mal é o outro lado de Mal Viver, desta vez, sob a perspectiva dos hóspedes - de meros figurantes passam agora a protagonistas -, três famílias instáveis, de relações pouco saudáveis. Aqui, cada grupo é apresentado muito para lá dos breves fragmentos de discussões que se ouviam, ao longe, em Mal Viver. Por outro lado, as desavenças das donas do hotel surgem agora apenas como pano de fundo, que os hóspedes ignoram.


Vagamente inspirado pelo dramaturgo August Strindberg (em especial nas peças Brincar com o Fogo, O Pelicano e Amor de Mãe), João Canijo divide em três capítulos as histórias paralelas de cada cliente e, mais uma vez, há uma mãe dominante em cada acto, a complicar as relações amorosas e a vida dos filhos.

Viver Mal dá a conhecer cada uma das três histórias de forma individual - embora partilhando o mesmo espaço -, e constrói-se com um sentido de humor mais apurado, mas com a mesma frieza de sentimentos e relações à beira da ruptura. O egoísmo das mães contrasta com a passividade dos filhos que poucos limites impõem à interferência da matriarca nas suas vidas, muitas vezes decidindo (ou arruinando) o seu futuro.


Em Viver Mal, juntam-se às actrizes de Mal Viver, Beatriz Batarda e Leonor Silveira, no papel de duas mães egocêntricas e controladoras; e as jovens e prometedoras actrizes Filipa Areosa e Carolina Amaral, que vestem a pele de mulheres decididas que desafiam sogras e companheiros, bem como Lia CarvalhoLeonor Vasconcelos, que interpretam filhas com ambições anuladas pelas mães e que vivem, principalmente, ao sabor das suas vontades. Nuno Lopes e Rafael Morais, os nomes masculinos do elenco, são Jaime e Alex, homens manipuladores e de pouca confiança.


Eis o díptico Mal Viver / Viver Mal, um exercício de estilo de realismo feroz e opressivo, onde João Canijo se supera e reinventa ao lado da sua equipa.

sábado, 6 de maio de 2023

IndieLisboa 2023: Vencedores

Já são conhecidos os filmes vencedores do IndieLisboa 2023. Safe Place, de Juraj Lerotić, e Mal Viver/Viver Mal, de João Canijo, foram alguns dos grandes premiados desta 20.ª edição.

Conhece a lista completa de vencedores:

Júris Oficiais

Júri da Competição Internacional de Longas-Metragens

Grande Prémio de Longa-Metragem Cidade de Lisboa (15.000 Euros)

SAFE PLACE, de JURAJ LEROTIĆ


Menção especial 

ROUGH RED, de AMANDA DEVULSKY


Prémio Especial do Júri CANAIS TVCINE (Aquisição dos direitos do filme para Portugal)

THE DAM, de ALI CHERRI


Júri da Competição Internacional de Curtas-Metragens

Grande Prémio de Curta-Metragem EMEL (4.000 Euros)

SUDDENLY TV, de ROOPA GOGINENI


Prémio Melhor Curta de Animação (500 Euros)

HOTEL KALURA, de SOPHIE KOKO GATE


Prémio Melhor Curta de Documentário (500 Euros)

LA MÉCANIQUE DES FLUIDES, de GALA HERNÁNDEZ LÓPEZ


Prémio Melhor Curta de Ficção (500 Euros)

HOWLING, de AYA KAWAZOE


Júri da Competição Nacional

Prémio para Melhor Longa-Metragem Portuguesa (5.000 Euros)

MAL VIVER/VIVER MAL, de João Canijo


Prémio Melhor Realização para Longa-Metragem NOVA/FCSH (1.000 Euros)

ASTRAKAN 79, de CATARINA MOURÃO


Prémio Melhor Curta-Metragem Portuguesa (2.000 Euros)

DILDOTECTONICS, de TOMÁS PAULA MARQUES


Prémio Novo Talento The Yellow Color (1.500 Euros convertíveis em serviços de pós-produção de imagem)

DIAS DE CAMA, de TATIANA RAMOS


Júri da Competição Novíssimos

Prémio Novíssimos (1.500 Euros + promoção e venda por Portugal Film)

A MINHA RAIVA É UNDERGROUND, de FRANCISCA ANTUNES


Júri Silvestre

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem (1.500 Euros)

TRENQUE LAUQUEN, de LAURA CITARELLA


Menção especial 

SAINT OMER, de ALICE DIOP


Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem Escola das Artes (1.000 Euros)

HOUSE OF THE WICKEDEST MAN IN THE WORLD, de JAN IJÄS


Menção especial 

A HISTORY OF THE WORLD ACCORDING TO GETTY IMAGES, de RICHARD MISEK


Júri IndieMusic

Prémio IndieMusic (1.000 Euros) ex-aequo 

MIÚCHA, A VOZ DA BOSSA NOVA, de LILIANE MUTTI, DANIEL ZARVOS

THE ELEPHANT 6 RECORDING CO., de C. B. STOCKFLETH


Menção especial

EVEN HELL HAS ITS HEROES, de CLYDE PETERSEN


Júris Não Oficiais

Júri Amnistia Internacional 

Prémio Amnistia Internacional (1.500 Euros)

ENDLESS SEA, de SAM SHAINBERG


Júri Árvore da Vida

Prémio Árvore da Vida para Filme Português (2.000 Euros)

ROSINHA E OUTROS BICHOS DO MATO, de MARTA PESSOA


Menção especial

AS LÁGRIMAS DE ADRIAN, de MIGUEL MORAES CABRAL


Júri Mutim

Prémio Mutim

A MINHA RAIVA É UNDERGROUND, de Francisca Antunes


Júri Escolas

Prémio Escolas

DIAS DE CAMA, de Tatiana Ramos


Menção Honrosa

MORTE EM AGOSTO, de Bruno Abib


Júri Universidades

Prémio Universidades

ÍNDIA, de Telmo Churro


Menção Especial 

MAL VIVER/VIVER MAL, de João Canijo

domingo, 26 de março de 2023

Batalha Centro de Cinema apresenta programa para Abril e Maio

O Batalha Centro de Cinema, no Porto, divulgou o seu programa para os meses de Abril e Maio. 

El Futuro Ya no Está Aquí é o novo ciclo temático do Batalha e será apresentado entre 6 e 31 de Maio, oferecendo uma perspetiva sobre o processo de libertação de Espanha e a sua transição para a democracia. Realizadores como Pedro Almodóvar, Carlos Saura, Eloy de la Iglesia e o movimento Quinqui, "com o seu foco na delinquência, representaram no grande ecrã as margens da sociedade, juntamente com a primeira realizadora feminista do país, Josefina Molina, e as novas expressões de cinema queer e trans, anteriormente proibidas pelo Franquismo". O ciclo traz ao público nove filmes e uma performance.

The Souvenir

A cineasta britânica Joanna Hogg terá a primeira retrospectiva em Portugal apresentada no Batalha, de 1 de Abril a 17 de Maio. Destaque para o filme de 2019, The Souvenir, drama autobiográfico sobre o crescimento pessoal e criativo de uma estudante de cinema. A retrospectiva inclui a estreia nacional do seu mais recente The Eternal Daughter (2022). O Batalha apresenta também uma retrospectiva dedicada a Luísa Homem, de 14 de Abril a 13 de Maio, que inclui os filmes da realizadora e uma selecção das suas colaborações. No dia 5 de Maio, será apresentado um foco dedicado a Riar Rizaldi, com as curtas-metragens do artista e uma performance-ensaio sobre a história propagandística dos filmes de terror indonésios.

A 29 e 30 de Abril, chega ao Batalha Towards the Last Movies, um programa que inclui uma selecção de filmes vistos por ícones do século XX momentos antes das suas mortes. São os “últimos filmes” de Anne Frank, Kurt Cobain, Pier Paulo Pasolini, Olof Palme, o culto Heaven’s Gate, entre outros. A proposta traduz-se num exercício de resistência pela noite dentro que termina na manhã do dia seguinte — entre as 17h15 e as 10h00 —, com bilhete único de 10 euros  - e os espectadores mais perseverantes serão premiados.

Em Abril e Maio, serão assinalados o centenário do mestre do cinema britânico Lindsay Anderson; o Dia da Terra, com uma sessão programada pela Greve Climática Estudantil do Porto; o 25 de Abril, com um filme e uma conversa-performance de Filipa César e Alexandre Alves Costa; e uma sessão dedicada a Louis Benassi, artista, cineasta e produtor da contracultura. Destaque também para a antestreia dos novos filmes de João Canijo, Mal Viver (2023) e Viver Mal (2023).

Mal Viver 

No programa mensal Luas Novas, dedicado aos nomes emergentes do cinema português, serão apresentadas as obras de Laura Carreira, a 20 de Abril, e de Welket Bungué, a 19 de maio.

O ciclo Seleção Nacional, dedicado ao cinema português e à sua história, continuará a apresentar a Constelação #2: El Dorado, com foco na relação do cinema português com as ex-colónias e filmes de Alberto Seixas Santos, Faria de Almeida, Inês de Medeiros, Carlos Conceição, José Miguel Ribeiro, Margarida Cardoso, entre outros.

Quinzenalmente, aos Domingos, acontecem as Matinés do Cineclube apresentam uma seleção de filmes que recordam momentos-chave da vida do Cineclube do Porto, o mais antigo cineclube português em actividade.

O programa para Famílias, com sessões quinzenais entre 1 de Abril e 27 de Maio, inclui filmes que se cruzam com a restante programação de cinema e o espectáculo Lanterna Mágica, no qual o realizador Abi Feijó e a professora Elsa Cerqueira propõem uma viagem até às raízes do cinema, musicada ao vivo por André Aires, Guilherme Magalhães e Rafael Silva.

No ciclo de palestras A Minha História de Cinema, o Batalha Centro de Cinema recebe o filósofo coreano Byung-Chul Han, a 11 de Abril, e a cineasta e escritora vietnamita Trinh T. Minh-há a 9 de Maio, para explicarem "a sua relação com diferentes formas de produção de cinema, através de experiências e a apresentação de filmes que marcam a vida e até práticas profissionais".

Entre 20 de Maio e 20 de Agosto, a Sala-Filme acolhe a exposição de CAConrad com Alice dos Reis e Pedro Neves Marques, Escondidas na caverna que forjamos umas das outras. Para introduzir ao públicoo trabalho da poeta americana CAConrad, esta exposição inclui elementos fílmicos produzidos em Nova Iorque no Verão de 2022 e novas obras produzidas a partir da escrita da autora. O programa da exposição inclui, a 21 de Maio, uma leitura de The Book of Frank com CA Conrad e convidados.

O programa completo está disponível em batalhacentrodecinema.pt.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Céline Sciamma abre ciclo no Cinema Trindade, no Porto, a 24 de Setembro

A realizadora Céline Sciamma vai ao Cinema Trindade, no Porto, apresentar o seu filme Retrato da Rapariga em Chamas, no dia 24 de Setembro, às 21h30. Após a exibição da longa-metragem, a cineasta participará numa conversa com o público.

Esta sessão abre o ciclo de cinema, que vai decorrer entre Setembro de 2022 e Janeiro de 2023, promovido pela Fundação Calouste Gulbenkian e a Escola das Artes da Universidade Católica no Porto, em parceria com o Cinema Trindade. À projecção dos filmes seguir-se-ão debates com figuras do cinema contemporâneo como é o caso de Sciamma.

Em Outubro será a vez de Lucrecia Martel, em Novembro de Atom Egoyan, em Dezembro de Marco Martins e, em Janeiro de 2023, o ciclo de cinema termina com João Canijo.

Mais informações em https://artes.porto.ucp.pt/pt-pt/noticias/celine-sciamma-lucrecia-martel-atom-egoyan-marco-martins-e-joao-canijo-participam-de-sessoes-de-20731.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Oscars 2023: Academia Portuguesa de Cinema revela os 5 nomeados para candidato português a Melhor Filme Internacional

A Academia Portuguesa de Cinema revelou quais os cinco filmes nomeados para a votação do candidato de Portugal à categoria de Melhor Filme Internacional na 95.ª edição dos Oscars

Alma Viva, de Cristèle Alves Meira (Midas Filmes), Lobo e Cão, de Cláudia Varejão (Terratreme Filmes), Mal Viver, de João Canijo (Midas Filmes), Restos do Vento, de Tiago Guedes (Leopardo Filmes), e Salgueiro Maia – O Implicado, de Sérgio Graciano (Sky Dreams), são os filmes escolhidos pelo comité de de pré-seleção, composto pelos membros da Academia Portuguesa de Cinema, Alexandra Ramires (realizadora de animação), Ivo Canelas (actor), Jorge Paixão da Costa (realizador), Luís Branquinho (director de fotografia), Margarida Marinho (actriz), Paulo Furtado (compositor) e Tathiani Sacilotto (produtora).

O processo passará agora por um período de votação entre os membros da Academia, que decorre de 1 a 18 de Setembro, e o filme seleccionado será anunciado a 19 de Setembro.

A 95.ª edição dos Oscars está marcada para 12 de Março de 2023, em Hollywood, Los Angeles, nos Estados Unidos da América. 

Sobre os filmes candidatos:

Alma Viva

"Na sua primeira longa-metragem, Cristèle Alves Meira filmou no norte de Portugal, na região de Vimioso, de onde a sua família é originária, a história de Salomé, uma menina filha de emigrantes portugueses em França que vem todos os anos passar as férias de verão com a sua avó, com quem tem uma forte ligação afectiva e espiritual. O filme retrata a emigração portuguesa, as famílias que se separam e as complexas diferenças económicas e sociais que daí advêm."


Lobo e Cão

"Rodado na Ilha de São Miguel, nos Açores, com um elenco de actores não-profissionais, a longa-metragem de Cláudia Varejão vai ter estreia absoluta na 79ª edição do Festival de Veneza, que acontece até 10 de Setembro. Com produção da Terratreme e coprodução da francesa La Belle Affaire, Lobo e Cão dá-nos a conhecer a realidade insular através de Ana, do seu grupo de amigos e da sua família. O filme cruza realidade e ficção, numa ode à comunidade queer desta ilha."


Mal Viver

"O filme de João Canijo, com produção Midas Filmes, é sobre mães que não conseguem amar as filhas que, por sua vez, não conseguem ser mães. Conta a história de uma família de cinco mulheres que herdou um hotel de província e tenta salvá-lo da ruína. Com a chegada da mais nova mulher da família, feridas e disputas adormecidas são reabertas, num fim-de-semana em que os próprios clientes do hotel, vivem relações atribuladas."


Restos do Vento

"Restos do Vento, realizado por Tiago Guedes, vai ter a sua estreia nos cinemas portugueses no próximo dia 22 de Setembro. A longa-metragem baseia-se numa tradição pagã de uma vila do interior de Portugal, que deixa traços dolorosos num grupo de jovens adolescentes. 25 anos depois, ao reencontrarem-se, o passado ressurge e a tragédia instala-se."


Salgueiro Maia – O Implicado

"Salgueiro Maia – O Implicado constitui o primeiro retrato daquele que é considerado o herói e o símbolo mais puro do 25 de Abril de 1974. Fernando Salgueiro Maia, o anti-herói não ocasional, produto de uma formação académica e militar, foi um homem que soube pensar o futuro, seguir as ideias, contestando-as, vivendo uma vida cheia, alegre e fértil, solidária e sofrida – se não tem morrido prematuramente aos 47 anos, teria agora 75. Através de uma abordagem moderna, intimista e emocional, Salgueiro Maia – O Implicado retrata as histórias que ainda não foram contadas sobre o Capitão de Abril."

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

IndieLisboa'20: Fojos (2020), de Anabela Moreira e João Canijo

*7/10*


Fojos, de Anabela Moreira e João Canijo, é exibido nas Sessões Especiais do IndieLisboa 2020, e leva-nos numa viagem a Castro Laboreiro, Melgaço. Os realizadores filmam o envelhecimento, a relação com Natureza e a ligação ténue entre a vida e a morte. 

"Nos últimos anos, Anabela Moreira e João Canijo têm documentado, em várias obras, as terras do Norte e do centro português (Portugal – Um Dia de Cada Vez, 2015; Diário das Beiras, 2017). Este seu mais recente filme é rodado em Castro Laboreiro, terra mais a norte de Portugal, onde se observa o quotidiano dos seus habitantes e a presença ensombrada dos lobos que saem dos covis para atacar as suas presas. À terra chamam-lhe o buraco do fim do mundo."

O tom do documentário balança entre os momentos animados, de convívio e celebração da vida, e outros, mais sombrios, em que a morte e a solidão pairam pesadamente sobre as paisagens verdes e rochosas. A montagem confronta-nos com a mudança brusca de ambiente e provoca emoções contraditórias, que tornam marcante a experiência de visualização de Fojos.


O quotidiano com os animais, a venda ambulante que leva as mercearias à pequena aldeia, as tarefas da cura do presunto, toda a tradição da matança do porco, os jogos de cartas no café, as deslocações ao hospital, os momentos de alegria do centro de dia, o rejuvenescimento e multiculturalidade que a comunidade cigana vem trazer à região... os realizadores estão um pouco por todos estes locais, filmando o quotidiano da população. Não interferem, apenas registam.

E em redor da rotina da aldeia estão os lobos, que há tantos anos aterrorizam a população da zona, quais fantasmas nocturnos que não vemos, mas deixam pistas: para além dos fojos que dão título ao filme (as armadilhas em pedra que os antigos usavam para caçar os lobos), também as carcaças de animais que se encontram pelas serras.

Fojos confronta-nos com o envelhecimento, com a morte, mas igualmente com uma forma de viver diferente da que assistimos nas cidades, onde a tradição perdura e a alegria de viver se faz das pequenas coisas.

sábado, 30 de março de 2019

Guiões 2019: Língua Portuguesa em discussão

O Guiões - Festival do Guião em Língua Portuguesa aconteceu nos dias 28 e 29 de Março (e continua até 31 com uma oficina dada por Miguel Clara Vasconcelos) com diversas conversas, masterclasses e debates. O Hoje Vi(vi) um Filme esteve por lá, onde moderou o debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa.


Os vencedores da 5.ª edição do festival foram anunciados na Quinta-feira. O Rio, de Wislan Esmeraldo, Victor Costa e Mariana Nunes conquistou o 1.º lugar, em 2.º ficou É Lá Que Eu Quero Morar, de Mariana Carrara, e Alternativa D, de Letícia Fudissaku, ficou na 3.ª posição.

Alguns debates foram transmitidos em streaming no facebook da Universidade Lusófona, onde aconteceu o segundo dia do Guiões. Podem assistir aos vídeos abaixo:

Debate Sobre o Público do Cinema Português, com Elsa Mendes, Luís Urbano, Pandora da Cunha Telles, Paulo Gonçalves, Saúl Rafael, e moderação de Paulo Portugal, e debate sobre Escrita de Ficção Televisiva com Lara Morgado, Roberto Pereira, Rui Cardoso Martins, Sebastião Salgado e moderação de Jorge Pereira:


Debate sobre Escrita de Cinema em Língua Portuguesa, com Bráulio Mantovani, Carolina Kotscho, Eliane Ferreira, João Canijo, moderado por mim, e masterclass de Miguel Clara Vasconcelos: