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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Dia Internacional do Beijo: Os melhores beijos de 2014

Como é costume no Hoje Vi(vi) um Filme, celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico (que efectivamente, não foram muitos nem propriamente inesquecíveis). De 2014, aqui estão desta vez apenas quatro beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro.

1. Golpada Americana: Jennifer Lawrence e Amy Adams



2. O Fantástico Homem-Aranha 2: O Poder de Electro: Andrew Garfield e Emma Stone


3. Só os Amantes Sobrevivem: Tilda Swinton e Tom Hiddleston


4. Como Treinares o teu Dragão 2: Jay Baruchel (Hiccup) e America Ferrera (Astrid)


Se se lembrarem de mais, partilhem. :)

sábado, 1 de março de 2014

Oscars 2014: Melhor Filme

Depois da reflexão sobre os nomeados nas categorias de interpretação (aqui, aqui, aqui e aqui), passemos à grande categoria da noite de 2 de Março. São nove as longas-metragens na corrida para o Oscar de Melhor Filme num ano em que a concorrência é forte e a escolha diversificada.

1. Nebraska
Sem dúvida, o meu grande favorito dos nomeados. Alexander Payne trouxe-nos uma inesperada obra-prima. Nebraska é uma melancólica história de sonhos desfeitos e de perseverança, acompanhada por um amor muito especial. Com os protagonistas, viajamos, a preto e branco, por uma América abandonada, desencantada e sem esperança. Uma história de família, numa América esquecida, que nos lembra que há laços e valores que nenhum milhão de dólares é capaz de pagar.

Gravidade surge como um possível marco visual na história da ficção científica, onde, tecnicamente, tudo parece ter sido trabalhado ao pormenor. À mestria técnica somam-se a grandiosa interpretação de Sandra Bullock e as questões lançadas pela narrativa: poderá alguém sobreviver à deriva no espaço?

3. O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
Mais polémico do que alguma vez foi, Martin Scorsese aliou-se a Leonardo DiCaprio num projecto corajoso e provocador que nos leva aos inacreditáveis bastidores dos corretores da bolsa dos anos 80. Com a câmara de Scorsese, o argumento de  Terence Winter (baseado no livro do verdadeiro Jordan Belfort) e as alucinadas interpretações de DiCaprio e Jonah HillO Lobo de Wall Street chegou para chocar e surpreender.

4. 12 Anos Escravo (12 Years a Slave)
Steve McQueen magoa-nos como mais nenhum realizador consegue a cada filme que realiza. Depois de Fome Vergonha12 Anos Escravo não foge à regra e continua a exercer uma forte pressão psicológica (e física) sobre personagens e audiência. McQueen chicoteia quem quer que esteja dentro ou fora do ecrã. A dor é permanente na sua filmografia e sempre abordada da forma mais crua e realista, sem moralismos.

5. Golpada Americana (American Hustle)
Dinheiro, corrupção, mulheres bonitas e homens astutos são alguns dos ingredientes de Golpada Americana, um dos títulos mais nomeados para os Oscars 2014. Muito superior ao seu antecessor, o filme volta a mostrar que David O. Russell não vem sendo original, mas consegue essencialmente entreter, desta vez com melhor conteúdo e personagens. Golpada Americana está longe de ser brilhante, contudo, poucas comédias sobre mafiosos - actualmente - nos divertem tanto e de uma forma tão leve como esta.

6. Filomena (Philomena)
Um elogio a uma mulher e uma crítica acérrima à religião, assim chega Filomena, de mansinho, ingénua, mas simplesmente surpreendente, como a protagonista. Nomeado para quatro Oscars da Academia, o filme de Stephen Frears (A Rainha, 2006) tem por base a história verídica de Philomena Lee e balança entre o drama e os sorrisos que o típico humor britânico faz surgir.

7. Uma História de Amor (Her)
O pessimismo e a nostalgia invadem uma sociedade futurista, onde as emoções deixam de ser tão realistas como deviam. Uma História de Amor (Her, no original) é uma mordaz crítica social ao modo como o humano se relaciona com a tecnologia e, cada vez menos, com o seu semelhante. Afinal, Uma História de Amor apaixona pouco, serve sim como alerta para a valorização das emoções reais. Não vá Samantha bater-nos à porta um dia destes.

8. Capitão Phillips (Captain Phillips)
Tom Hanks chega ao comando do navio e mergulha em mais uma interessante prestação como Capitão Phillips, no filme de Paul GreengrassCapitão Phillips está nomeado para seis Oscars da Academia, incluindo Melhor Filme, mas, inesperadamente, escaparam ao protagonista e ao realizador as nomeações nas suas categorias. Não é um marco no cinema, mas revela-se um bom thriller e faz-nos temer. Paul Greengrass mostra-se à altura do desafio de contar uma história a quem não a viveu, e os actores incorporam o terror que, não tão estranhamente assim, se vive de ambos os lados: piratas e capitão - e mesmo na plateia.

Matthew McConaughey e Jared Leto comandam O Clube de Dallas, com interpretações que fazem valer toda a longa-metragem de Jean-Marc Vallée. Nem as falhas no argumento ofuscam o brilho dos dois actores naqueles que serão, certamente, papéis de uma vida para cada um. O pouco fôlego que Vallée e os argumentistas Craig Borten Melisa Wallack injectaram em O Clube de Dallas resultou num completo desaproveitamento da uma grande história de luta pela vida, contra a lei e corrupção. 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Sugestão da Semana #100

Dos dois filmes estreados na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai sobre Golpada Americana, nomeado para dez Oscars da Academia. Podes ler aqui a crítica do Hoje Vi(vi) um Filme.


Ficha Técnica:
Título Original: American Hustle
Realizador: David O. Russell
Actores: Christian Bale, Amy Adams, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy Renner
Género: Comédia, Crime, Drama
Classificação: M/16
Duração: 138 minutos

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Crítica: Golpada Americana / American Hustle (2013)

"Did you ever have to find a way to survive and you knew your choices were bad, but you had to survive?"
Irving Rosenfeld

*7.5/10*

Dinheiro, corrupção, mulheres bonitas e homens astutos são alguns dos ingredientes de Golpada Americana, um dos títulos mais nomeados para os Oscars 2014. Muito superior ao seu antecessor, o filme volta a mostrar que David O. Russell não vem sendo original, mas consegue essencialmente entreter, desta vez com melhor conteúdo e personagens. 

Baseado em acontecimentos reais, Golpada Americana reúne um elenco de luxo - como já vem sendo hábito na filmografia do realizador -, e lembra-nos, de quando em quando, trabalhos de outros cineastas. A longa-metragem debruça-se sobre o vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), que se alia à sedutora Sydney Prosser (Amy Adams), e se vê  forçado a trabalhar para o agente Richie DiMaso (Bradley Cooper), do FBI, que os coloca no centro do perigoso mundo da máfia. No meio destes esquemas surge também o político Carmine Polito (Jeremy Renner), e, claro, Rosalyn (Jennifer Lawrence), a imprevisível mulher de Irving, que poderá pôr tudo a perder.

Golpada Americana é fundamentalmente um filme de actores. Amy Adams, Christian Bale, Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Jeremy RennerJack Huston são alguns dos nomes de peso que compõem o elenco e são o motor do filme de O. Russell. Aliás, o ponto mais positivo da longa-metragem é a fusão personagem-interpretação, com Amy Adams na pele de Sydney - ou devo dizer, Edith? - a liderar. Adams é fabulosa, sedutora e uma farsante de alta qualidade. Ela seduz e engana os dois homens fortes da longa-metragem, apesar do amor incondicional pelo seu parceiro de falcatruas. Ela ama, sofre, transforma-se. Ao seu lado está Bale, camaleónico, irreconhecível na pele deste vigarista gordo, careca e pouco atraente - quem adivinharia que é o Batman? -, mas que as mulheres disputam.


Do lado dos secundários, Jennifer Lawrence tem pouco protagonismo, mas o tempo em que a vemos no ecrã será, certamente, o mais divertido da longa-metragem. Rosalyn é desequilibrada, com hábitos e atitudes hilariantes, e dela nunca saberemos o que virá. A prestação da actriz não é extraordinária, mas é, certamente, a mais cómica, e em muito contribui para as voltas e reviravoltas da trama. Por seu lado, Cooper está numa personagem à sua imagem, não muito longe do que já fez antes. O agente do FBI é inteligente mas demonstra alguma ingenuidade, e tem explosões de fúria inesperadas. Jeremy Renner tem um desempenho curioso na pele do político corrupto mas dedicado à família, Carmine Polito - uma caricatura divertida e muito pouco realista, mas que proporciona bons momentos.

O argumento não carrega originalidade, e é, acima de tudo, entretenimento puro. Embrenham-se histórias de máfia e corrupção, sob um texto divertido, com algumas surpresas, e onde são facilmente reconhecidos alguns detalhes que nos lembram obras de Scorsese ou mesmo Coppola

Tecnicamente, o destaque vai especialmente para a direcção artística que faz um trabalho muito interessante, fazendo a audiência sentir-se realmente na New Jersey dos anos 70, aliando-se ao guarda-roupa e à banda sonora que nos embala e situa na época certa.

David O. Russell está longe de ser perfeito e Golpada Americana não é o melhor filme do ano. Contudo, poucas comédias sobre mafiosos - actualmente - nos divertem tanto e de uma forma tão leve como esta.

Estreias da Semana #100

Esta Quinta-feira, apenas dois filmes chegam às salas de cinema, são eles: Golpada Americana e A Rapariga que Roubava Livros.

A Rapariga Que Roubava Livros (2013)
The Book Thief
Durante a Segunda Guerra Mundial, Liesel Meminger é uma rapariga adoptada que vive nos arredores de Munique. Liesel cria um sentido para a sua vida roubando algo a que não consegue resistir - livros. Com a ajuda do seu pai adoptivo que toca acordeão, Liesel aprende a ler e, durante os bombardeamentos, compartilha os livros roubados com os seus vizinhos e com o judeu escondido na cave, antes de este ser deslocado para Dachau.

Golpada Americana (2013)
American Hustle
Golpada Americana debruça-se sobre o vigarista Irving Rosenfeld (Christian Bale), que se alia à sedutora Sydney Prosser (Amy Adams), e se vê  forçado a trabalhar para o agente Richie DiMaso (Bradley Cooper), do FBI, que os coloca no centro do perigoso mundo da máfia. No meio destes esquemas surge também o político Carmine Polito (Jeremy Renner), e, claro, Rosalyn (Jennifer Lawrence), a imprevisível mulher de Irving, que poderá pôr tudo a perder.