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segunda-feira, 6 de julho de 2020

Iniciativas de Bloggers: "Suores Frios", do blog Not a Film Critic

A convite da FilmPuff, do blog Not a Film Critic, mergulhei nas minhas memórias com filmes de terror, procurando um título que tivesse marcado de alguma forma, positiva ou negativa, a minha experiência com o cinema de género. A iniciativa chama-se Suores Frios e o meu "capítulo" intitula-se Terrores Adolescentes - já vão perceber porquê.


«Comecei a ver filmes de terror com frequência por influência da minha melhor amiga, teríamos nós 12 anos. Os pais delas eram sócios de um videoclube (bons velhos tempos...) e estávamos lá nós batidas, de quando em quando, a alugar um filme - normalmente de terror. Um pouco mais velha, comecei a vê-los também no cinema, a maioria das vezes sem saber bem ao que ia, já que a Internet ainda escasseava. Aí já era o meu primo o responsável pelas escolhas mais assustadoras. Tínhamos o costume de ir num grupo de quatro ou cinco adolescentes que só queriam Cinema como forma de espairecer e distrair, um escape da realidade por uma hora e meia ou duas. Não estávamos muito interessados com a qualidade para além do entretenimento.

Para a presente rubrica, escolhi um filme que vi numa destas incursões ao cinema do Colombo com o primo e três amigos, numa sessão da noite. A Descida (The Descent) estava em cartaz e tínhamos "ouvido falar bem", para além da sinopse ser convidativa: um grupo de raparigas numa gruta com criaturas assustadoras pelo meio, parecia-nos bem.

Saímos da sala estarrecidos, revoltados, não gostámos. Não gostámos dos saltos que demos das cadeiras, lá escondidos na última fila da sala, não gostámos de ter de esconder a cara com o pacote de pipocas sempre que havia a eminência de um daqueles bichos (uma espécie de orcs albinos, como os baptizei) aparecer de repente e comer uma das raparigas (ou saltar do ecrã e nos comer a nós?!), não gostámos do grito mudo de pânico que demos quando um deles ficou visível pela primeira vez, não gostámos de nenhuma das sensações que nos atormentaram dentro da sala de cinema.


Ainda hoje, e sendo quase consensual que A Descida é um dos melhores filmes de terror dos últimos 20 anos, continuo a ter alguma repulsa por esse título, e o sentimento é comum a quem me acompanhou a essa sessão, há cerca de 15 anos. Causou um belo trauma naqueles jovens que ainda cheiravam a pó talco. E, curiosamente, não me parece que alguma vez me vá reconciliar com o dito filme. O que vale é que o mundo cinematográfico em geral, e o género de terror em particular, está longe de se esgotar naquela gruta (ou naquela sala de cinema). E nós aprendemos a gostar de ter medo deste tipo de ficção, seja na sala de cinema ou na de casa.»


O meu obrigada à FilmPuff pelo convite e parabéns pela excelente iniciativa!

Para finalizar, dedico este texto à Mónica, a melhor amiga dos filmes de terror dos clubes de vídeo, ao primo Vítor que me levava a ver os filmes com os títulos mais assustadores, e aos restantes amigos que estiveram comigo naquela sessão de A Descida - Inês N., César e André.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Colaboração: Revista Vou Ali e Venho Já - Tóquio

Há alguns meses, recebi um atrevido convite para fazer uma viagem a Tóquio sem sair da frente do computador e visitá-lo de um ponto de vista cinéfilo.


O resultado está na Revista Vou Ali e Venho Já.

Como explicam no site: "Vou Ali e Venho Já é a primeira revista de viagens em que, efetivamente, ninguém sai do lugar. Falamos de percorrer o mundo à boleia do Google Maps - Street View, explorando e descobrindo lugares novos com a ajuda do famoso mapa interativo. Numa publicação online, trimensal, gratuita e aberta à contribuição de todos, partilhámos olhares e reflexões sobre sítios que temos oportunidade de desvendar através do ecrã."

Podem encontrar o meu texto Atrás da Tela a partir da página 15.

Obrigada aos mentores do projecto:
Daniela e Artur - https://www.palavrapadrao.com   

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Hoje Vi(vi) um Filme vence Melhor Blog Individual e Melhor Iniciativa nos TCN Blog Awards 2014

Depois de uma noite no hospital a soro e cinco dias de cama, eis que estou em condições de escrever novamente com alguma cabeça no meu querido Hoje Vi(vi) um Filme. Tudo para vos contar que, no passado Sábado, dia 10 de Janeiro, foi a cerimónia dos TCN Blog Awards 2014 (que distinguem os melhores blogs e bloggers nacionais de cinema e televisão), e que venci em duas categorias: Melhor Blog Individual e Melhor Iniciativa.

O Hoje Vi(vi) um Filme viu assim distinguido o trabalho desenvolvido ao longo do ano de 2014, incluindo a iniciativa Já Vi(vi) um Filme, que me deu imenso gosto desenvolver.

Agradeço a todos os que votaram em mim - público e Academia -, a toda a organização do evento e a quem me foi mantendo a par das novidades da cerimónia via telemóvel (enquanto eu padecia na cama).

Aqui fica a lista completa de vencedores desta edição dos TCN Blog Awards. Parabéns a todos os vencedores e nomeados!

Cartaz do evento da autoria de Brain Mixer

Página de Facebook:

Rubrica:

Iniciativa:

Reportagem/Cobertura:

Entrevista:
Entrevista a António-Pedro Vasconcelos, por Rui Alves de Sousa, do blog Espalha-Factos

Crítica de Cinema:
A Vida de Adèle: Capítulos 1 e 2, por Catarina D'Oliveira, do blog Close-Up

Crítica de Televisão:
Band of Brothers, por Hugo Barcelos, do blog Rick's Cinema

Artigo de Cinema:
E o Netflix português?, por Pedro, do blogue CinemaXunga

Artigo de Televisão:
Um Artigo Com Bolinha Vermelha: Uma História da Nudez e Sexualidade na Televisão, por Diogo Cardoso, do blogue TVDependente

Novo Blog:

Blog Colectivo:

Blog Individual:

Blogger do Ano:

Prémio Memória: 
Francisco Mendes, do blog Pasmos Filtrados

sábado, 3 de maio de 2014

Já Vi(vi) este Filme, por Tiago Leão

Já Vi(vi) este Filme
por Tiago Leão, do Sala3


Talvez, de tão grande panóplia de filmes, aquele que encontro mais pontos em comum com a minha vida é A Vida Secreta de Walter Mitty - e vai ser mesmo essa que vou escolher para falar nesta pequena rubrica.

Como vivemos numa sociedade que nos consegue isolar cada vez mais no nosso pequeno mundo, são várias as situações em que, tal como Walter Mitty, me ponho a sonhar acordado. Claro que todo o filme é como tornar estes sonhos em realidade, mas alguns deles são muito engraçados e, de todo, realistas no sentido em que se poderiam apresentar como uma realidade alternativa.

E, mesmo que tudo esteja bem na vida e não haja motivo para estes "sonhos", eles são, tal como o cinema, um modo de nos exprimirmos, de libertar a nossa criatividade e tornar o quotidiano mais colorido e interessante. Daí, foi esta personagem de Ben Stiller com que mais me identifiquei e uma das que mais gostei.

Para finalizar quero agradecer à Inês e ao Hoje Vi(vi) Um Filme pelo convite.

___________

Obrigada pela tua participação, Tiago!

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Caminho Largo: 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição - Coragem

O Caminho Largo convidou-me para a segunda edição da iniciativa 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição. Depois da temática da Amizade na primeira edição, agora é a Coragem que comanda escolhas e reflexão.

Aproveito então para divulgar aqui a minha participação nesta excelente iniciativa. 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição pretende fazer reflectir sobre a Coragem no cinema, e propõe a escolha de 3 filmes e um realizador que espelhem bem os seus valores.

Podem conhecer AQUI as minhas escolhas, bem como as do Daniel Rodrigues, da Magazine HD.

Filmes
La Passion de Jeanne d'Arc (1928), Carl Theodor Dreyer

Million Dollar Baby (2004), Clint Eastwood

The Help (2011), Tate Taylor

Realizador: Ridley Scott

A justificação das minhas escolhas encontra-se nos comentários do post original, espreitem.

Agradeço ao Caminho Largo o convite para participar nesta iniciativa.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TCN Blog Awards 2013: Hoje Vi(vi) um Filme duplamente nomeado

Está a chegar mais uma edição dos TCN Blog Awards. A cerimónia acontece em Dezembro, e há alguns dias que já conhecemos os nomeados das várias categorias a concurso.

Depois de ter vencido o TCN para Melhor Novo Blogue em 2012, o Hoje Vi(vi) um Filme volta a estar nomeado este ano, desta vez em duas categorias:






Para votar no Hoje Vi(vi) um Filme (e em quem mais de direito) basta seguir este link, e votar na barra lateral direita nas categorias respectivas.

Podes conhecer todos os nomeados aqui no Cinema Notebook.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Iniciativas de Bloggers: «À Boleia», do blog Caminho Largo


Fui À Boleia com o blog Caminho Largo, e pelo caminho respondi a algumas questões feitas pelo Jorge e Pedro Teixeira sobre a arte que nos une: o Cinema. A minha participação pode ser lida seguindo este link.

O desafio foi feito a vários bloggers, em jeito de entrevista, e convida à reflexão de cada um e ao debate de ideias. As participações podem ser acompanhadas aqui. É de lembrar que o À Boleia está entre os nomeados para Melhor Iniciativa nos TCN Blog Awards.

Ao Jorge e ao Pedro dou os parabéns pela excelente iniciativa e agradeço, uma vez mais, o convite para fazer parte dela. Foi um prazer.

sábado, 19 de outubro de 2013

Iniciativas de Bloggers: "Filmes que Marcaram", do blog Sala3

O Tiago Leão, do blog Sala3, convidou-me a participar na sua rubrica Filmes que Marcaram. O desafio feito a vários bloggers era o de escolherem um ou mais títulos que os tivessem marcado por algum motivo.

Podem ler a minha lista de sete escolhas - Mulholland Drive e O Gabinete do Dr. Caligari estão entre elas -, bem como as respectivas justificações, AQUI.


Agradeço uma vez mais ao Tiago pelo convite a quem dou também os parabéns pela iniciativa.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Iniciativas de Bloggers: O Cinema dos Anos 2000 - O Grande Peixe

É delicioso quando a fantasia ganha uma subtileza que nos faz acreditar nela como uma realidade possível. O GRANDE PEIXE — baseado na obra Big Fish: A Novel of Mythic Proportions, de Daniel Wallace, o próprio com uma pequena participação no filme — deixa-nos com esta sensação, e faz-nos ir muito mais além, sem questionar nada do que nos é contado, num dos títulos menos góticos ou extravagantes de Tim Burton, mas, ainda assim, recheado da sua personalidade enquanto realizador.


Ed Bloom (Ewan McGregor/Albert Finney) é um homem de imaginação delirante, um contador de histórias incapaz de as distinguir da realidade. A relação com o seu filho Will, de quem vive afastado há vários anos, não é a melhor. Quando a saúde de Ed fica debilitada, Will é aconselhado pela mãe a tentar reaproximar-se do pai, e aí vai experimentar a necessidade de identificar, nas histórias que ouve, a distância entre o que foi realmente a sua vida e o que lhe acrescenta a sua imaginação. 

As emocionantes interpretações de Ewan McGregor — o jovem Ed — e de Albert Finney — o Ed idoso — fazem-nos mergulhar na imaginação, e mostram-nos como é fundamental acreditar nela, para que a realidade possa ser menos dura.

À cor, fantasia e paixão, juntam-se um simpático gigante, um circo, uma floresta obscura e cheia de segredos, um poeta muito peculiar, duas irmãs gémeas, e muitas histórias para contar. Resta-nos deixar que Ed nos guie pelas suas aventuras, e cabe-nos a nós, no fim, construir a sua verdadeira história — ou, por que não, aceitarmos a vida que Ed criou. E é essa a lição que ele nos ensina (à plateia e ao seu próprio filho): o destino, seja qual for, é decido por nós.

Esta é a minha terceira contribuição (vejam o post original aqui) para a excelente iniciativa do Keyzer Soze's Place, O Cinema dos Anos 2000, que revisita o que de melhor se fez na Sétima Arte entre 2001 e 2010.

domingo, 2 de junho de 2013

Iniciativas de Bloggers: "Um Filme, Uma Mulher": Cindy, Blue Valentine

A propósito do convite para participar na iniciativa Um Filme, Uma Mulher no blog Girl on Film, aqui vos deixo a minha escolha. O post original pode ser visto AQUI.

Um filme: Blue Valentine
Uma Mulher: Cindy

Michelle Williams vestiu a pele desta protagonista forte e marcante. A minha escolha recai sobre ela pelo realismo que encarna, pela crueza e mágoa que simboliza. Cindy é, desde jovem, uma mulher marcada e magoada pela desunião (e desilusão) familiar, onde a única pessoa por quem nutre afecto e proximidade é a sua avó. 

É dela que recolhe conselhos, valores e amizade. Dos seus pais apenas assimila discussões, sofrimento. O amor, esse, procura-o fora de casa em relações fugazes e pouco sentidas. 


Até encontrar o outro protagonista - Dean - um homem que realmente a ama e tudo faz por ela, tão diferente de si e, ao mesmo tempo, tudo aquilo que ela precisa. Até ali desacreditada de relações duradouras, é Dean quem lhe oferece a possibilidade de contrariar esse preconceito.


Deparando-se - spoilers, cuidado - com uma gravidez inesperada, fruto de um relacionamento anterior, Cindy toma a decisão de abortar mas, no momento em que o tenta realizar, desiste por tão doloroso ser para si, tanto física como psicologicamente. Dean, por seu lado, está sempre consigo, e dá-lhe ali uma das maiores provas de amor.


Os momentos felizes vão, com os anos, transformando-se em monotonia, e a tristeza do passado regressa a Cindy. Ao contrário do marido, ela parece nada fazer para que a situação melhore - os momentos no quarto do motel são um arrepiante exemplo disto. Cindy faz-nos crer que nem sequer tem amor por si própria, que o seu corpo funciona como um simples objecto.



A dor que encarna em especial nas últimas cenas de Blue Valentine (cuidado com mais spoilers),é um dos melhores exemplos do realismo arrepiante desta personagem.



Todas estas razões, aliadas à entrega física e psicológica que a personagem exige, fizeram com que a minha escolha recaísse sobre ela. Poucas personagens e filmes nos tocam tão fundo e tão próximo como Blue Valentine, um inesquecível drama que podia acontecer mesmo ao nosso lado.


Quero agradecer à Sofia e ao Girl on Film pelo convite e dar os parabéns por esta iniciativa tão feminina.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Iniciativas de Bloggers: O Cinema dos Anos 2000 - O Pianista


Roman Polanski deixou o mundo atordoado em 2002 com o seu perturbador e realista O PIANISTA. Vencedor de três Oscars das sete categorias onde esteve nomeado, a longa-metragem relata acontecimentos da Segunda Guerra Mundial pelo olhar de quem a vivenciou — não somente do pianista Wladyslaw Szpilman, mas também do próprio realizador que viveu, na primeira pessoa, alguns dos acontecimentos de O PIANISTA.


Este tom duplamente autobiográfico confere, desde logo, à obra de Polanski, uma aura que a distingue de outros filmes que relatam a mesma época histórica, criando uma proximidade e tocando profundamente a plateia. Ao mesmo tempo, o protagonista não poderia ser melhor — exemplarmente escolhido pelo realizador —, Adrien Brody tem um desempenho arrepiante, vestindo a pele, de corpo e alma, a uma personagem exigente, tanto física como psicologicamente. O actor é o rosto do sofrimento, da perda, do vazio de uma Polónia devastada, e, ao mesmo tempo, representa a força e coragem de quem luta, contra tudo o que o poderia fazer desistir.

O PIANISTA é um retrato de humanidade, que mostra, sem qualquer receio, as atrocidades de que o Homem é capaz, num paradoxo capaz de emocionar. A banda sonora, composta por Wojciech Kilar, faz adensar o ambiente de tragédia e desolação que se vive do início ao fim, mas, ao mesmo tempo, inunda O PIANISTA de sensações e de uma força sem igual. A música, essa, está sempre presente, mesmo à margem da banda sonora, na própria personagem de Wladyslaw Szpilman, que mesmo resignado ao silêncio faz ouvir o som das suas teclas invisíveis.

A realização de Polanski arrisca e, aliada à direcção de fotografia, de Pawel Edelman, proporciona cenas inesquecíveis, numa Polónia escura e gelada — as cores neutras abundam —, em ruínas, e onde a guerra e a morte espreitam por toda a parte. Um dos momentos mais tocantes da película — se é que se pode destacar apenas um — é quando Szpilman toca piano para um oficial alemão, numa sala escura, onde um único foco de luz espreita por entre as cortinas e ilumina a cabeça do pianista, num subtil prenúncio do que o espera no futuro.

Roman Polanski trouxe em O PIANISTA um dos mais marcantes filmes da primeira década do século XXI, que se tornará, inevitavelmente, parte da História da Sétima Arte. Envolvente, brutal e cruel, um fiel retrato de uma dura realidade escrita na História Mundial.

Esta é a minha segunda contribuição (vejam o post original aqui) para a excelente iniciativa do Keyzer Soze's Place, O Cinema dos Anos 2000, que revisita o que de melhor se fez na Sétima Arte entre 2001 e 2010.

terça-feira, 19 de março de 2013

Cinema Bloggers Awards: Os Vencedores

Depois de termos conhecido os nomeados, ficámos há poucos dias a saber quem foram os filmes vencedores dos CBA (Cinema Bloggers Awards), eleitos por um conjunto de jurados da comunidade blogger cinéfila portuguesas, de que faço parte. 

A 1ª Edição dos Cinema Bloggers Awards decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro em Telheiras, no dia 13 de Março, onde foram revelados os vencedores das 18 categorias em competição.

Aqui vos deixo os filmes eleitos em cada categoria, reforçando, desde já, que alguns dos vencedores não estariam entre os meus eleitos.


Vencedores: 1ª Edição (2013)

Melhor Filme
O Artista

Melhor Filme Português
Tabu

Melhor Realizador
Michael Haneke - Amor

Melhor Argumento
Moonrise Kingdom

Melhor Filme de Animação
Frankenweenie

Melhor Actor
Michael Fassbender – Vergonha

Melhor Actriz
Emmanuelle Riva – Amor

Melhor Actor Secundário
Ezra Miller - Temos de falar sobre Kevin

Melhor Actriz Secundária
Carey Mulligan – Vergonha

Melhor Guarda-Roupa
Anna Karenina

Melhor Caracterização
O Hobbit: Uma Viagem Inesperada

Melhor Direcção Artística
Anna Karenina

Melhor Banda-Sonora
007 – Skyfall

Melhores Efeitos Sonoros
O Cavaleiro das Trevas Renasce

Melhores Efeitos Especiais
Os Vingadores

Melhor Montagem
Millenium 1 - Os Homens que Odeiam as Mulheres

Melhor Fotografia
A Vida de Pi

Melhor Curta Portuguesa
Rafa

Esta lista a outras informações sobre a iniciativa podem ser encontradas AQUI.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Iniciativas de Bloggers: O Cinema dos Anos 2000 - Mulholland Drive


"Desafio", psicológico e visual, é uma boa forma de definir o indefinível MULHOLLAND DRIVE. David Lynch trouxe em 2001 um dos filmes mais inesquecíveis dos anos 2000, uma provocadora e exigente obra de arte cinematográfica. Subtil no meio da sua complexidade, a longa-metragem de David Lynch nunca poderia ser banal, se analisarmos a sua filmografia. É importante pôr a mente e a imaginação da plateia a trabalhar, oferecer sonhos, ilusões, surpresas, até ao último minuto e muito para lá dele. MULHOLLAND DRIVE está bem à frente nesta categoria de filmes que levamos connosco no pensamento para casa durante dias.


A acção centra-se em Rita, sobrevivente a um acidente de carro em Mulholland Drive, fica amnésica, e refugia-se na casa onde vive Betty, uma aspirante a actriz que se mudou para Hollywood para concretizar o seu sonho. É da aproximação destas duas mulheres e das tentativas para chegar à verdadeira identidade de Rita que o desafio começa — para as protagonistas e para o espectador.


Por um lado, desde o primeiro momento que nos são dadas todas as ferramentas para descobrir os mistérios por detrás de MULHOLLAND DRIVE. Todavia, as aparências iludem, como o próprio filme nos diz, basta estar alerta, bem despertos, já que as pistas estão por todo o lado. Mas Lynch consegue iludir a atenção do espectador não só numa primeira, mas em repetidas visualizações desta película que nos convida, já por si, a realizá-las.




As interpretações são um ponto de destaque, com uma jovem e fulgurante Naomi Watts, naquele que foi o papel que a catapultou para a fama, e uma sensual Laura Elena Harring essencial para o desenrolar da trama, ambas com desempenhos fortes e envolventes. Tecnicamente, o estilo autoral de Lynch está bem marcado, com uma fotografia recheada de cores fortes, desfoques, a que se junta uma montagem que é a chave para todo o enigma.


Psicologicamente, MULHOLLAND DRIVE joga com os sonhos e medos da plateia, tal como parece fazer com a vida de Rita. E é num emaranhado de mistérios que se constrói um filme arrepiante, erótico, comovente e, sem dúvida, singular no seu tempo. E com o cinema — ou mais propriamente a sua desconstrução —, de uma forma e de outra, no centro da narrativa, a que se juntam cenas inesquecíveis como o momento em que escutamos o tema "Llorando" — perante as lágrimas das protagonistas —, o título só poderia constituir um marco no percurso cinematográfico mais recente.



Esta é a minha primeira contribuição (vejam o post original aqui) para a excelente iniciativa do Keyzer Soze's Place, O Cinema dos Anos 2000, que revisita o que de melhor se fez na Sétima Arte entre 2001 e 2010.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Caminho Largo: 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição

É de iniciativas conjuntas que a comunidade blogger cinéfila também vive e, como tal, aproveito para divulgar aqui a minha participação na excelente iniciativa do Caminho Largo. 1 Tema, 3 Coordenadas, 1 Posição pretende fazer reflectir sobre a Amizade no cinema, e propõe a escolha de 3 filmes e um realizador que espelhem bem os seus valores.

Podem conhecer AQUI as minhas escolhas, bem como as do Tiago Resende, do Cinema 7ª Arte.

Filmes
Thelma & Louise (1991), Ridley Scott












Big Fish (2003), Tim Burton














The Boy in the Striped Pyjamas (2008), Mark Herman















Realizador: Tim Burton




















As minhas escolhas tentaram respeitar uma característica comum: em todas elas, a amizade supera a própria morte. Temos as muito solicitadas Thelma e Louise, as amigas que deixam tudo partindo numa viagem onde a amizade se revela acima de tudo. Big Fish, no meio de toda a fantasia que reúne, conta-nos a vida de um homem que, no meio de todas as suas aventuras, criou laços de amizade nos mais variados locais e com as mais inesperadas personagens, que perduraram até ao dia da sua morte. Por último, The Boy in the Striped Pyjamas tem como protagonistas duas crianças que criam uma amizade contra todas as imposições do nazismo e onde é ela que triunfa, uma vez mais, para lá da morte. 

E com umas escolhas algo soturnas, ninguém melhor do que o realizador que tanto gosta do sinistro, do obscuro, mas onde a amizade também emerge. O último trabalho de Tim Burton (tal como a curta que lhe deu origem) é a prova viva de como ele é um dos cineastas que melhor espelham a amizade nos seus filmes. Frankenweenie é também ele a prova de como a amizade fica, para lá de tudo. Para além dele, o aqui referido Big Fish, Eduardo Mãos-de-Tesoura, ou mesmo A Noiva Cadáver, Charlie e a Fábrica de Chocolate e outros títulos da sua filmografia servem para comprovar como a amizade está sempre, de uma forma ou de outra, ao longo da carreira de Burton.

Agradeço ao Caminho Largo o convite para participar nesta iniciativa.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cinema Bloggers Awards: Os Nomeados

Ficámos hoje a conhecer os nomeados aos CBA (Cinema Bloggers Awards), resultado da votação de um conjunto de jurados da comunidade blogger cinéfila portuguesa, de que faço parte. Aqui ficam os resultados da votação do grupo, reforçando desde já que alguns dos nomeados não estão entre os meus eleitos.



Nomeados: 1ª Edição (2013)

Melhor Filme

A Invenção de Hugo

Amor

Argo

Moonrise Kingdom

O Artista


Melhor Filme Português

Florbela

Linhas de Wellington

Operação Outono

O Gebo e a Sombra

Tabu


Melhor Realizador(a)

Ben Affleck - Argo

Martin Scorsese - A Invenção de Hugo

Michael Haneke - Amor

Michel Hazanavicius - O Artista

Wes Anderson - Moonrise Kingdom


Melhor Argumento

A Vida de Pi

Amor

Argo

Moonrise Kingdom

O Artista


Melhor Filme de Animação

Brave – Indomável

Força Ralph

Frankenweenie

Os Piratas!

ParaNorman


Melhor Actor

Denis Lavant – Holy Motors

Jean-Louis Trintignant – Amor

Jean Dujardin – O Artista

Michael Fassbender – Vergonha

Michael Shannon – Procurem Abrigo


Melhor Actriz

Emmanuelle Riva – Amor

Glenn Close – Albert Nobbs

Meryl Streep - A Dama de Ferro

Rooney Mara - Millenium 1 - Os Homens que Odeiam as Mulheres

Tilda Swinton - Temos de falar sobre Kevin


Melhor Actor Secundário

Alan Arkin – Argo

Ezra Miller - Temos de falar sobre Kevin

Javier Bardem - 007 – Skyfall

Jonah Hill - Moneyball - Jogada de Risco

Nick Nolte - Warrior - Combate entre Irmãos


Melhor Actriz Secundária

Anne Hathaway - O Cavaleiro das Trevas Renasce

Bérénice Bejo - O Artista

Carey Mulligan – Vergonha

Judi Dench - 007 – Skyfall

Nicole Kidman - The Paperboy - Um Rapaz do Sul


Melhor Guarda-Roupa

A Invenção de Hugo

Anna Karenina

Cloud Atlas

O Artista

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada


Melhor Caracterização

A Dama de Ferro

Anna Karenina

Cloud Atlas

Holy Motors

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada


Melhor Direcção Artística

A Invenção de Hugo

A Vida de Pi

Anna Karenina

O Artista

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada


Melhor Banda-Sonora

007 – Skyfall

A Invenção de Hugo

A Vida de Pi

Moonrise Kingdom

O Artista


Melhores Efeitos Sonoros

A Invenção de Hugo

O Cavaleiro das Trevas Renasce

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada

Os Vingadores

Prometheus


Melhores Efeitos Especiais

A Vida de Pi

O Cavaleiro das Trevas Renasce

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada

Os Vingadores

Prometheus


Melhor Montagem

A Invenção de Hugo

A Vida de Pi

Argo

Millenium 1 - Os Homens que Odeiam as Mulheres

Moonrise Kingdom


Melhor Fotografia

007 – Skyfall

A Invenção de Hugo

A Vida de Pi

Anna Karenina

O Cavalo de Turim


Melhor Curta Portuguesa

A Bruxa de Arroios

Fotograma 23

Kali, O Pequeno Vampiro

Posfácio nas Confecções Canhão

Rafa

Esta lista a outras informações sobre a iniciativa podem ser encontradas AQUI.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Blogs do ano 2012/Aventar - Votação termina hoje

O Hoje Vi(vi) um Filme está na corrida para duas categorias na eleição dos melhores blogues de 2012, organizada pelo blog Aventar.
A votação termina hoje, dia 19, e ainda podem votar no Hoje Vi(vi) um Filme que concorre nas categorias de:

e


Conto com o vosso voto. Para votar, basta clicar acima em cada categoria.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Hoje Vi(vi) um Filme vence Melhor Novo Blogue nos TCN Blog Awards

A cerimónia de entrega dos TCN Blog Awards, que premeia a blogosfera nacional de cinema e televisão, aconteceu este Sábado, dia 15, e o Hoje Vi(vi) um Filme foi um dos vencedores. Nomeado nas categorias de Blogger do Ano, Melhor Crítica de Cinema e Melhor Novo Blogue, este espaço conquistou o último título.

Agradeço a todos aqueles que sempre apoiaram e acompanharam a criação e o crescimento do Hoje Vi(vi) um Filme, a todos os que votaram e à organização deste iniciativa, que trabalhou arduamente para que mais uma edição dos TCN Blog Awards pudesse acontece.

A cerimónia, que teve lugar no Centro Cultural Casapiano, reuniu parte da comunidade blogger de cinema e televisão, e contou com convidados como Paula Neves, Luísa Barbosa, Joana Latino ou Pedro Rolo Duarte. A apresentação coube uma vez mais a Manuel Reis, desta vez a solo. Os TCN Blog Awards são uma iniciativa do blogue Cinema Notebook em parceria com a Revista Take.
Aqui deixo a lista completa de vencedores:


Melhor Crítica de Televisão

Melhor Crítica de Cinema

Melhor Entrevista

Melhor Site/Portal de Cinema/Televisão

Melhor Artigo de Televisão

Melhor Artigo de Cinema

Melhor Novo Blogue

Melhor Iniciativa

Melhor Blogue Individual

Melhor Blogue Colectivo

Blogger do Ano

Parabéns a todos os vencedores!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

TCN Blog Awards: votação termina hoje

É hoje o último dia para votar nos TCN Blog Awards! O Hoje Vi(vi) um Filme está nomeado em três categorias: 
Melhor Novo Blogue de Cinema/Tv
Hoje Vi(vi) um Filme

Melhor Crítica de Cinema

Blogger do Ano
Inês Moreira Santos

Para votar, basta ir à barra lateral direita do blog Cinema Notebook. Vota!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

TCN Blog Awards 2012: Nomeados e Votação

Foram, ao longo do desta Quinta-feira, revelados os nomeados para os TCN Blog Awards 2012. 

O Hoje Vi(vi) um Filme, estreante nestas andanças, arrecadou três nomeações:

  • Melhor Novo Blog
  • Melhor Crítica de Cinema - Tabu
  • Blogger do Ano


O Espalha-Factos, de onde também faço parte, conseguiu ainda duas nomeações, para Melhor Artigo de Televisão com Privatize-se a Eurovisão, da autoria de Pedro Miguel Coelho, e para Melhor Iniciativa, com o Espalha-Factos Rádio.

Paralelamente, e ainda nas iniciativas destaco aquelas onde estou envolvida: o Círculo de Críticos Online Portugueses (CCOP) e o Cinema Bloggers Awards (CBA), que também estão nomeados. Ainda a realçar é Filmes que toda a gente gosta, mas eu não, onde fui convidada a participar pelo Cine31.

No Cinema Notebook podem ser consultados todos os nomeados.

As votações já estão abertas e só encerrarão a 30 de Novembro. Podem votam no Hoje Vi(vi) um Filme e em quem mais de direito AQUI.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Iniciativas de Bloggers: CINE 31 - TOP "Filmes que toda a gente gosta, mas eu não"

Divulgo aqui a minha participação na excelente iniciativa do blog CINE 31, onde fui convidada a fazer um top dos filmes que, normalmente, todos gostam, menos eu. Optei por destacar cinco títulos recentes (o mais antigo data de 1997 e o mais recente de 2011), que, não sendo verdadeiros ódios, são filmes que não me agradam minimamente.

Aqui fica o link para o meu Top "Filmes que toda a gente gosta, mas eu não", onde constam as respectivas justificações das escolhas.

Um agradecimento especial ao CINE 31 pelo convite e parabéns pela iniciativa.