Mostrar mensagens com a etiqueta Adrien Brody. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Adrien Brody. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 3 de março de 2025

Oscars 2025: Vencedores

A 97.ª cerimónia dos Oscars aconteceu esta noite, no Dolby Theatre, em Los Angeles. O anfitrião foi Conan O'Brien - muito comedido - e o Hoje Vi(vi) um Filme esteve a acompanhar e a actualizar os vencedores em tempo real. 

Anora conquistou cinco Oscars e foi o grande vencedor da noite. O Brutalista conquistou três estatuetas, incluindo o de Melhor Actor para Adrien Brody. Ainda Estou Aqui levou para o Brasil o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.


Aqui fica a lista completa de vencedores e nomeados:

Melhor Filme

Melhor Actor
Timothée Chalamet, A Complete Unknown
Colman Domingo, Sing Sing
Sebastian Stan, The Apprentice

Melhor Actriz
Melhor Actor Secundário
Kieran Culkin, A Real Pain
Edward Norton, A Complete Unknown
Jeremy Strong, The Apprentice

Melhor Actriz Secundária 

Melhor Realizador
Melhor Argumento Original
A Real Pain (Jesse Eisenberg)
September 5 (Moritz Binder, Tim Fehlbaum; co-argumentista Alex David)

Melhor Argumento Adaptado
A Complete Unknown (James Mangold e Jay Cocks)
Nickel Boys (RaMell Ross & Joslyn Barnes)
Sing Sing (argumento de Clint Bentley, Greg Kwedar; e história de Clint Bentley, Greg Kwedar, Clarence Maclin, John “Divine G” Whitfield)

Melhor Filme de Animação
Inside Out 2 
Memoir of a Snail 
Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl 
The Wild Robot

Melhor Filme Estrangeiro

Melhor Fotografia

Melhor Montagem
Melhor Design de Produção
Melhor Guarda-Roupa
A Complete Unknown (Arianne Phillips)
Gladiator II (Janty Yates and Dave Crossman)
Nosferatu (Linda Muir)
Wicked (Paul Tazewell)

Melhor Caracterização
A Different Man (Mike Marino, David Presto e Crystal Jurado)
Nosferatu (David White, Traci Loader e Suzanne Stokes-Munton)
Wicked (Frances Hannon, Laura Blount e Sarah Nuth)

Melhor Banda Sonora Original
Wicked (John Powell e Stephen Schwartz)
The Wild Robot (Kris Bowers)

Melhor Canção Original
The Journey, The Six Triple Eight (Música e Letra: Diane Warren)
Like a Bird, Sing Sing (Música e Letra: Abraham Alexander e Adrian Quesada)
Never Too Late, Elton John: Never Too Late (Música e Letra: Elton John, Brandi Carlile, Andrew Watt e Bernie Taupin)

Melhor Som
A Complete Unknown (Tod A. Maitland, Donald Sylvester, Ted Caplan, Paul Massey e David Giammarco)
Wicked (Simon Hayes, Nancy Nugent Title, Jack Dolman, Andy Nelson e John Marquis)
The Wild Robot (Randy Thom, Brian Chumney, Gary A. Rizzo e Leff Lefferts)

Melhores Efeitos Visuais
Alien: Romulus (Eric Barba, Nelson Sepulveda-Fauser, Daniel Macarin e Shane Mahan)
Better Man (Luke Millar, David Clayton, Keith Herft e Peter Stubbs)
Kingdom of the Planet of the Apes (Erik Winquist, Stephen Unterfranz, Paul Story e Rodney Burke)
Wicked (Pablo Helman, Jonathan Fawkner, David Shirk e Paul Corbould)

Melhor Documentário
Black Box Diaries 
No Other Land 
Porcelain War
Soundtrack to a Coup d’Etat 
Sugarcane

Melhor Curta Documental
Death by Numbers
I Am Ready, Warden 
Incident
Instruments of a Beating Heart
The Only Girl in the Orchestra

Melhor Curta de Animação
Beautiful Men 
In the Shadow of the Cypress
Magic Candies
Wander to Wonder 
Yuck! 

Melhor Curta
A Lien
Anuja 
I’m Not a Robot
The Last Ranger 
The Man Who Could Not Remain Silent 

*artigo actualizado às 03h52 de dia 3 de Março de 2025.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Sugestão da Semana #650

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Brutalista, de Brady Corbet, com Adrien Brody, Felicity Jones e Guy Pearce. O filme já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: The Brutalist
Realizador: Brady Corbet
Elenco: Adrien Brody, Guy Pearce, Felicity Jones, Joe Alwyn, Raffey Cassidy, Stacy Martin, Isaach de Bankolé, Alessandro Nivola
Género: Drama
Classificação: M/16
Duração: 215 minutos

sábado, 25 de janeiro de 2025

Crítica: O Brutalista / The Brutalist (2024)

"When dogs get sick, they often bite the hand of those who fed them, until someone mercifully puts them down."
Harrison Lee Van Buren

*8.5/10*

Os primeiros planos de O Brutalista, especialmente o que mostra a Estátua da Liberdade filmada de um ângulo incomum, são, desde logo, um alerta para a experiência opressiva que é o novo filme de Brady Corbet. Eis uma nova forma de filmar o Sonho Americano e como ele não é aquilo que se espera, agora num épico de quase quatro horas de duração - e com direito a um intervalo preparado e pensado pelo realizador.


László Tóth (Adrien Brody) é um arquiteto húngaro de raízes judaicas, que sobrevive ao Holocausto e chega aos Estados Unidos para começar uma nova vida, enquanto aguarda a chegada da mulher, Erzsébet (Felicity Jones), retida na Europa de Leste com a sobrinha, Zsófia (Raffey Cassidy), após a guerra. O que László encontra é uma América muito diferente daquela que esperava. A reputação como arquitecto de sucesso em Budapeste de nada vale na Pensilvânia industrializada. László e Erzsébet suportam a pobreza e a indignidade, mas o génio do arquitecto acaba reconhecido pelo industrial Harrison Lee Van Buren (Guy Pearce) que o encarrega de projectar um grande edifício modernista. Neste projecto, que será o mais ambicioso da carreira de Tóth, ele terá de equilibrar a sua visão intransigente e a influência do patrono.

Ao longo da primeira metade de O Brutalista, assistimos às tentativas de integração de Lázló na sua nova vida, inicialmente ajudado pelo primo, depois por ele descartado, o arquitecto cai na miséria e decadência até ao aparecimento da família de Harrison Lee Van Buren.

Se, por um lado, parece que finalmente alguém reconhece o seu trabalho de excelência na Hungria - que resistiu à guerra -, e o contrata para uma obra extremamente ambiciosa; por outro, há obsessões que começam a revelar-se, mesmo com a chegada há tanto esperada de Erzsébet.


Os anos passam e aumenta a obsessão desmedida pelo seu grandioso projecto nos Estados Unidos. Lázló torna-se intratável, os vícios quase o fazem sucumbir e torna-se difícil manter os amigos. O delírio aumenta à medida que o projecto não avança, como se os traumas do passado na Europa, transpostos para a sua obra-prima, voltassem para o assombrar, num sofrimento mudo que se exprime em revolta contra quem o rodeia.

No filme de Corbet, os poderosos são também os abusadores. Vêem em Lázló, mais do que um grande artista, um vagabundo, dependente da família Lee, apesar de todo o talento que já demonstrou ter dentro de si. E se é Harrison, o aristocrata que reconhece o seu trabalho e o contrata, tornando-se seu benfeitor, é notório o desequilíbrio que vai tomando conta da relação de aparente amizade que cria com Lázló. O protagonista é humilhado, abusado e explorado: é esta a demonstração de poder que Harrison faz questão de nunca deixar esquecer.

Em O Brutalista, Adrien Brody está quase ao nível da sua interpretação em O Pianista (2002), de Roman Polanski. Como Lázló, o actor mostra-se intenso e estrondoso, mesmo no mais enclausurado e mudo sentimento. Ele sofre sozinho e refugia-se no seu projecto e, posteriormente, na sua companheira de vida, Erzsébet. E é Felicity Jones quem lhe veste a pele, num desempenho pautado pelo sofrimento físico causado pela doença da personagem e a constatação da degradação física e psicológica do marido, que pretende defender, a todo o custo, e de quem não quer voltar a separar-se. Uma mulher aparentemente frágil mas muito determinada.

Já o benfeitor-vilão é interpretado por Guy Pierce, que está excelente nesta personagem, inicialmente tão dúbio, mas que lentamente se transforma num homem odioso e repugnante.

A banda sonora de O Brutalista é quase mais uma personagem. Inebriante e intensa, adensa, mais ainda, a opressão do filme. Deixa no ar uma intranquilidade latente, fazendo crer que o pesadelo de Lázló está longe de acabar.

Com uma direcção de fotografia fundamental para unir toda a longa-metragem, eis o visual triste, sombrio, onde abundam as cores frias e escuras e onde também o aspecto da película de 35mm, apresentada inteiramente no formato VistaVision - muito comum na época em que se passa O Brutalista -, transportam a plateia para o isolamento da casa de Harrison e da mente de Lázló.

Depois de A Infância de um Líder (2015) e Vox Lux (2018), é O Brutalista que traz o nome de Brady Corbet para as bocas do mundo - e ainda bem. Há muito tempo que merecia o reconhecimento que parece ter chegado agora, 10 anos depois da sua primeira (e tão prometedora) longa-metragem.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Crítica: Grand Budapest Hotel / The Grand Budapest Hotel (2014)

"Keep your hands off my lobby boy!"
M. Gustave
*7/10*

Fiel a si próprio e ao seu rigoroso estilo estético, Wes Anderson surpreende com a divertida e colorida comédia, Grand Budapest Hotel. Munido - como sempre - de um excelente elenco e de mais uma história mirabolante, o realizador apresenta-nos uma amizade improvável entre o paquete e o concierge de um hotel.

Grand Budapest Hotel narra então as aventuras de Gustave H (Ralph Fiennes), um lendário concierge de um famoso hotel europeu durante as duas guerras, e Zero Moustafa (Tony Revolori), o paquete que se torna seu amigo de confiança. A história envolve o roubo e a recuperação de uma preciosa pintura renascentista e a luta por uma enorme fortuna de família - tudo sob o cenário de um Continente que passa por inesperadas e dramáticas mudanças.


O argumento é inteligente e cheio de humor - apesar de um ou outro momento em que Wes teima na mesma piada até à exaustão -, e para o enriquecer ali estão as (muitas e) caricatas personagens. Entre o elenco encontramos nomes como Ralph Fiennes, F. Murray Abraham, Mathieu AmalricAdrien BrodyWillem DafoeHarvey KeitelJude LawBill MurrayEdward NortonTilda Swinton, entre muitos outros. E, aqui, o destaque mais óbvio recai no camaleónico Fiennes, que deslumbra num desempenho emblemático e quase inesperado. Extravagante e cheio de classe, ele é Gustave H, o nosso hilariante protagonista.

Mas é na componente mais técnica que Grand Budapest Hotel se distingue realmente. O rigor técnico predomina, onde domina a cor, um ambiente frenético, os planos geométricos, tudo minuciosamente estudado. A par da realização, a banda sonora, o guarda-roupa, a caracterização e a direcção artística são fundamentais na construção de uma odisseia de humor e excentricidade.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Iniciativas de Bloggers: O Cinema dos Anos 2000 - O Pianista


Roman Polanski deixou o mundo atordoado em 2002 com o seu perturbador e realista O PIANISTA. Vencedor de três Oscars das sete categorias onde esteve nomeado, a longa-metragem relata acontecimentos da Segunda Guerra Mundial pelo olhar de quem a vivenciou — não somente do pianista Wladyslaw Szpilman, mas também do próprio realizador que viveu, na primeira pessoa, alguns dos acontecimentos de O PIANISTA.


Este tom duplamente autobiográfico confere, desde logo, à obra de Polanski, uma aura que a distingue de outros filmes que relatam a mesma época histórica, criando uma proximidade e tocando profundamente a plateia. Ao mesmo tempo, o protagonista não poderia ser melhor — exemplarmente escolhido pelo realizador —, Adrien Brody tem um desempenho arrepiante, vestindo a pele, de corpo e alma, a uma personagem exigente, tanto física como psicologicamente. O actor é o rosto do sofrimento, da perda, do vazio de uma Polónia devastada, e, ao mesmo tempo, representa a força e coragem de quem luta, contra tudo o que o poderia fazer desistir.

O PIANISTA é um retrato de humanidade, que mostra, sem qualquer receio, as atrocidades de que o Homem é capaz, num paradoxo capaz de emocionar. A banda sonora, composta por Wojciech Kilar, faz adensar o ambiente de tragédia e desolação que se vive do início ao fim, mas, ao mesmo tempo, inunda O PIANISTA de sensações e de uma força sem igual. A música, essa, está sempre presente, mesmo à margem da banda sonora, na própria personagem de Wladyslaw Szpilman, que mesmo resignado ao silêncio faz ouvir o som das suas teclas invisíveis.

A realização de Polanski arrisca e, aliada à direcção de fotografia, de Pawel Edelman, proporciona cenas inesquecíveis, numa Polónia escura e gelada — as cores neutras abundam —, em ruínas, e onde a guerra e a morte espreitam por toda a parte. Um dos momentos mais tocantes da película — se é que se pode destacar apenas um — é quando Szpilman toca piano para um oficial alemão, numa sala escura, onde um único foco de luz espreita por entre as cortinas e ilumina a cabeça do pianista, num subtil prenúncio do que o espera no futuro.

Roman Polanski trouxe em O PIANISTA um dos mais marcantes filmes da primeira década do século XXI, que se tornará, inevitavelmente, parte da História da Sétima Arte. Envolvente, brutal e cruel, um fiel retrato de uma dura realidade escrita na História Mundial.

Esta é a minha segunda contribuição (vejam o post original aqui) para a excelente iniciativa do Keyzer Soze's Place, O Cinema dos Anos 2000, que revisita o que de melhor se fez na Sétima Arte entre 2001 e 2010.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Estreias da Semana #46

Esta Quinta-feira, dia 10 de Janeiro, quatro são as estreias nos cinemas nacionais. Denzel Washington, Jennifer Lawrence, Bradley Cooper, Orlando BloomPenélope Cruz e Adrien Brody são alguns dos nomes protagonistas dos filmes desta semana.

Decisão de Risco (2012)
Flight
Denzel Washington protagoniza este thriller de acção que conta a história de Whip Whitaker, um experiente piloto de aviões, que consegue salvar quase todos os passageiros de uma catástrofe aérea. Após o acidente, Whip é recebido como um herói, no entanto, quanto mais se investiga, mais dúvidas surgem sobre o que realmente falhou e aconteceu no avião.

Guia para um Final Feliz (2012)
Silver Linings Playbook
Pat Solatano, interpretado por Bradley Cooper, perdeu tudo – a casa, o trabalho como professor e a mulher – e depois de passar oito meses numa instituição estatal para pessoas com distúrbios mentais, regressa a casa dos pais. Pat está determinado a reconstruir a sua vida e reconciliar-se com a mulher e é também isso que os seus pais desejam – e que partilhe com eles a obsessão familiar com o clube Philadelphia Eagles. Todavia, tudo muda quando Pat conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher misteriosa e problemática.

Manolete - Sangue e Paixão (2008)
Manolete
De Espanha e com alguns anos de atraso, chega Manolete - Sangue e PaixãoManuel Rodríguez, mais conhecido por Manolete, é um famoso toureiro. Este homem tímido, rude, de poucas falas e semblante trágico, vive em constante viagem, de Praça de Touros em Praça de Touros durante a temporada de touradas. Lupe Sino é uma mulher bonita com um passado atribulado. Até ao momento em se apaixona por ela, o toureiro teve sempre por único objectivo ser famoso. E apesar de Lupe entrar na sua vida, surge uma sombra entre eles. Manolete está apaixonado pela morte e ela pela vida. Lupe vai mostrar ao matador como amar a vida e, da mesma forma, como começar a temer a morte.


Perto de Mim (2011)
The Good Doctor
Orlando Bloom é Martin Blake, um jovem e ambicioso médico, desejoso de impressionar os seus superiores e colegas - tanto o chefe de serviço Waylands, como o confiante estagiário Dan, ou a enfermeira Theresa. Mas as coisas não correm de feição a Martin que não consegue livrar-se das suas inseguranças. Quando Diane, uma jovem de 18 anos, é internada no hospital com uma infecção renal, Martin torna-se o seu médico e encontra nela o impulso necessário que tanto procura para aumentar a sua auto-estima. Só que tudo se transforma, quando o seu entusiasmo se começa a tornar numa obsessão.