Mostrar mensagens com a etiqueta Jesse Eisenberg. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesse Eisenberg. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sugestão da Semana #725

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana faz duplo destaque: Mínimos e Monstros e Tuner - Ouvido Absoluto, Mão Leve.

MÍNIMOS E MONSTROS


Ficha Técnica:
Título Original: Minions & Monsters
Realizador: Pierre Coffin
Elenco: Pierre Coffin, Trey Parker, Allison Janney, Romesh Ranganathan, Christoph Waltz, Jeff Bridges, Jesse Eisenberg
Género: Animação, Aventura, Comédia, Fantasia
Classificação: M/6
Duração: 90 minutos



TUNER - OUVIDO ABSOLUTO, MÃO LEVE


Ficha Técnica:
Título Original: Tuner
Realizador: Daniel Roher
Elenco: Leo Woodall, Dustin Hoffman, Havana Rose Liu, Tovah Feldshuh, Jean Reno, Lior Raz, Nissan Sakira, C.S. Lee, Gil Cohen
Género: Crime, Thriller
Classificação: M/12
Duração: 107 minutos

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Crítica: Vivarium - A Tua Casa. Para Sempre (2019)

*7.5/10*

Vivarium - A Tua Casa. Para Sempre é um filme cínico e claustrofóbico, que toma proporções maiores na época em que vivemos. Lorcan Finnegan cria uma realidade aprisionada num labirinto sem fim, qual escape room.

"Tom (Jesse Eisenberg) e Gemma (Imogen Poots) são um jovem casal em busca de uma casa de sonho. Martin, um estranho agente imobiliário, sugere-lhes Yonder, um novo empreendimento que garante ter tudo o que estão à procura. O jovem casal decide visitar o local, Martin mostra-lhes a casa n.º 9 e desaparece. O casal vê-se preso num complicado labirinto feito de casas idênticas e quando finalmente percebem que o local não é nada do que imaginavam, já é tarde demais..."

Mesmo que a premissa possa não ser a mais original, Vivarium consegue criar uma atmosfera incómoda e aterradora. A primeira cena denuncia a história que vamos conhecer de seguida. A tensão e a incerteza que os protagonistas vivem e o mistério que os rodeia e do qual não conseguem fugir são outros elementos que distinguem a longa-metragem, tornando-a numa espécie de pesadelo cinematográfico.

Lorcan Finnegan constrói Vivarium - um título quase literal - com uma mecanicidade impressionante, e uma circularidade que vai para além da narrativa. Se Tom e Gemma se sentem perdidos no meio de um labirinto indecifrável e, com o passar do tempo, percorrem todas as possibilidades e pistas que lhes são possíveis, a plateia sentir-se-á invadida pela mesma vontade de se libertar da ansiedade provocada por esta criação claustrofóbica mas infinita. 

Toda a estética do filme se perpetua numa geometria que não admite desvios. As cores frias, as rotinas automáticas e toda a arquitectura do local são artificiais e idênticos a tudo o que mais existe neste empreendimento. Eis a família criada em "laboratório", sem interferências externas - ou quase. Uma experiência totalmente controlada - à excepção das emoções e reacções dos hóspedes e do espectador.

Contudo, muito para lá da claustrofobia, da relação do casal ou da construção de uma família, Vivarium é uma reformulação dos medos, que nem sabíamos que poderiam existir. Tudo em Yonder é automático, "extrahumano", conduzindo-nos por caminhos surreais onde muitas são as leituras possíveis.

Vivarium é perturbador e difícil de digerir pelos sentimentos que faz despertar. É menos inesperado do que parece, mas é também muito mais audaz e profundo, tal como as camada que contam a sua história.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sugestão da Semana #243

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de Woody Allen, Cafe Society, protagonizado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart.

CAFE SOCIETY


Ficha Técnica:
Título Original: Cafe Society
Realizador: Woody Allen
Actores: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Blake Lively, Steve Carell
Género: Comédia, Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 96 minutos

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Primeiro trailer de Café Society

Foi finalmente revelado o primeiro trailer do novo filme de Woody Allen, Café Society. A longa-metragem, protagonizada por Kristen Stewart, Jesse Eisenberg, Blake Lively e Steve Carell, tem estreia marcada na abertura do Festival de Cannes.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Crítica: O Duplo / The Double (2013)

"...Cause I know what it feels like to be lost and lonely and invisible."
Simon 

*6/10*

Depois de ter conquistado o público e a crítica com Submarino, em 2010, Richard Ayoade regressa mais frenético, cheio de boas ideias, mas com dificuldade em desenvolvê-las. O resultado surge pela forma de O Duplo, uma avalanche de luz, cor e escuridão, com uma premissa aterradora.

Jesse Eisenberg encabeça o elenco na pele de duas personagens. Ele é Simon, um homem tímido, à beira de uma existência isolada num mundo indiferente. É negligenciado no trabalho, desprezado pela própria mãe e ignorado pela mulher dos seus sonhos. A chegada de um novo colega de trabalho, James (também Eisenberg), perturba-o. Fisicamente, James é um duplo de Simon, contudo, em termos de personalidade é o seu oposto: confiante, carismático e um sucesso com as mulheres. Infelizmente para Simon, James começa, aos poucos, a assumir a sua vida.

Ayoade adapta o romance de Dostoievski a uma sociedade mais actual - que surge quase como um futuro imaginado num passado longínquo, onde o trabalho de direcção artística é de louvar -, onde poucos prestam atenção aos que os rodeiam e muitos convivem com a sua própria solidão, desencadeando pensamentos (ou mesmo atitudes) suicidas e depressivas. O desespero chega sorrateiramente e manifesta-se aos poucos, ganhando terreno mesmo do lado seguro do ecrã: o do espectador. A reflexão é angustiante, assistimos aos passos de James, à sua aproximação a Simon e como, aos poucos, vai tomando o seu lugar. Será assim tão fácil usurpar a alguém a sua identidade, a sua existência? O Duplo é principalmente um filme sobre a existência de cada um e alerta para que a preservemos.


Mas a premissa promete bem mais do que a concretização oferece. O Duplo peca pelo descuido com que guia a excelente história, pelo ritmo demasiado frenético com que tudo se diz, com que tudo se mostra. Sente-se essa falta de tempo para respirar, para reagir perante uma temática tão atordoante - é-o para o protagonista, mas também para a plateia. O final, inteligente, não é, todavia, consistente que chegue para sairmos satisfeitos da sala de cinema.

É tecnicamente que a longa-metragem de Richard Ayoade mais se destaca. Os pormenores que já distinguiam o trabalho do realizador em Submarino encontram-se aqui em dobro. O som inconstante, incómodo e perturbador, as cores que vibram, repletas de flashes, os jogos claro escuro, as sombras, que se traduzem num óptimo trabalho de fotografia, de Erik Wilson, tudo está presente em O Duplo e contribui fortemente para o seu ambiente sombrio e de desconfiança. Já o trabalho de montagem incrementa o tom frenético do filme.


Nas interpretações, Jesse Eisenberg tem aqui um desafio. Como Simon, veste a pele ao personagem-tipo a que está relativamente habituado, um homem tímido, inteligente e submisso, com uma falta de personalidade tremenda. Como James, pode experimentar uma faceta mais descontraída, provocadora e um tanto maquiavélica. O actor tem um desempenho competente, mas poderia dar-nos mais. Mia Wasikowska é quem mais se destaca, ao vestir a pele da insegura Hannah. Nos papéis mais pequenos é curioso encontrar as mesmas caras que em Submarino: Yasmin Paige, Craig Roberts, Sally Hawkins ou Noah Taylor.

Essencialmente, O Duplo poderia ser muito mais do que é. Falta-lhe concentração e um pouco mais de dedicação ao argumento. Tal como Simon, o filme carece de personalidade, de algo que o distinga para além do visual. A existência cinematográfica de Richard Ayoade dilui-se com esta segunda longa-metragem, depois do impulso que Submarino lhe havia dado.