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terça-feira, 23 de setembro de 2025

LEFFEST - Lisboa Film Festival 2025 apresenta programa numa edição que se estende à Amadora

O programa do LEFFEST — Lisboa Film Festival 2025 foi hoje anunciado numa Conferência de Imprensa, na Sala do Arquivo dos Paços do Concelho, que contou com a presença do director do festival, Paulo Branco, do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do administrador executivo da NOS, Luís Nascimento.

A 19.ª edição do LEFFEST vai decorrer de 7 a 16 de Novembro, em Lisboa (Cinema São Jorge, Cinema Medeia Nimas, Culturgest, Teatro do Bairro, Galeria Zé dos Bois e NOS Amoreiras), estendendo-se, pela primeira vez, a duas salas da Amadora:  Auditório dos Recreios da Amadora e Cineteatro D. João V.

Sobre a extensão do festival à cidade da Amadora, Paulo Branco referiu que o contacto partiu da Câmara Municipal da Amadora e que a programação das duas salas terá "muito em conta a especificidade da zona" e será "feita em conjunto com" o município. O tema dos exílios estará muito ligado à cidade, onde, com grande probabilidade marcará presença Wagner Moura, tendo em conta a grande comunidade brasileira ali residente.

Fora de Competição e Competição Oficial

O filme de abertura será Father Mother Sister Brother, de Jim Jarmusch. Fora de Competição estarão vários títulos sonantes, que já passaram em festivais internacionais como Die My Love, de Lynne Ramsay, Dead Man's Wire, de Gus Van Sant, Kontinental '25, de Radu Jude, Hamnet, de Chloé Zhao, Sex|Love|Dreams, de Dag Johan Haugerud, The Mastermind, de Kelly Reichardt, The Chronology of Water, de Kristen Stewart, The Testament of Ann Lee, de Mona Fastvold, e The Wizard of the Kremlin, de Olivier Assayas, entre outros. Entre os filmes portugueses desta selecção, destaque para As Meninas Exemplares, de João Botelho, e Maria Vitória, de Mário Patrocínio.

Na Competição Oficial, estão 12 longas-metragens a disputar o Grande Prémio NOS, que será atribuído por um júri composto por Stacy Martin, Kim Gordon, Rodrigo Moreno, Manuel Martín Cuenca, Francisco Aires Mateus e Mohammad Rasoulof. Em Competição estarão: Blue Moon, de Richard Linklater, Silent Friend, de Ildikó Enyedi, Where to Land, de Hal Hartley, Miroirs No. 3, de Christian Petzold, The Sun Rises on Us All, de Cai Shangjun, Olmo, de Fernando Eimbcke, Las corrientes, de Milagros Mumenthaler, Songs of Forgotten Trees, de Anuparna Roy, The President’s Cake, de Hasan Hadi, In the Land of Brothers, de Alireza Ghasemi e Raha Amirfazli, e o português Entroncamento, de Pedro Cabeleira. Ainda por confirmar, está o segundo volume de Mektoub, My Love: Canto Due, de Abdellatif Kechiche.


Homenagens: Hal Hartley, Isabel Ruth e Wagner Moura e tributo a Marisa Paredes

O LEFFEST apresentará a primeira grande retrospectiva europeia de Hal Hartley, que será acompanhada da estreia europeia do seu mais recente filme Where to Land. Também homenageada será a actriz Isabel Ruth, rosto incontornável do Cinema Novo português; o realizador e actor brasileiro Wagner Moura, recentemente distinguido no Festival de Cannes, pelo seu papel em O Agente Secreto; e a actriz britânica Miranda Richardson. Todos marcarão presença em Lisboa para apresentar os seus filmes e participar em encontros com o público.

Em memória, o festival presta tributo a Marisa Paredes (1946-2024), a actriz que, para Pedro Almodóvar, "tudo dignificava". Serão exibidos alguns dos seus filmes mais marcantes, contando com a participação de alguns dos seus próximos.


Focos: Um Novo Élan do Cinema Espanhol e O Cinema da Ásia Central

O festival vai apresentar dois Focos geográficos: Um Novo Élan do Cinema Espanhol, que reúne sete filmes inéditos em Portugal e revela a vitalidade do novo cinema espanhol, com realizadores de diferentes gerações a reinventar o legado dos grandes mestres. Estarão presentes, entre outros, Manuel Martín Cuenca, Pilar Palomero, Alberto Morais e Javier Rebollo. E o foco O Cinema da Ásia Central que apresenta 12 filmes do Cazaquistão, Tajiquistão, Uzbequistão e Quirguistão, das Novas Vagas dos anos 80 até à criação contemporânea, alguns apresentados pelos próprios autores.


Ciclos Temáticos: Revoluções e Exílios

Dois ciclos temáticos serão apresentados no festival. Revoluções, com curadoria de Denis Ruzaev e Ines Branco López, pretende olhar para a história do cinema sob a lente revolucionária. Já Exílios propõe uma reflexão íntima e política sobre a condição de desenraizamento, com filmes, debates, leituras, a exposição At the Edge of Visibility, do colectivo Dahaleez, na Galeria Zé dos Bois, e ainda um cine-concerto com The Immigrant (1917) e The Pilgrim (1923), de Charlie Chaplin, acompanhados ao vivo pelo Rodrigo Amado Trio. 

Secções Descobertas e Grandes Mestres

A secção Descobertas atribuirá o Prémio Revelação, que será decidido por um júri composto por Avi Mograbi, Margarida Cardoso, Stephen Kovacevich e Stéphanie Argerich, a um dos sete filmes de autores que se têm afirmado nos últimos anos. Em competição estarão DJ Ahmet, de Georgi M. Unkovski; Homebound, de Neeraj Ghaywan; Living the Land, de Huo Meng; Lucky Lu, de Lloyd Lee Choi; My Father’s Shadow, de Akinola Davies Jr.; Shadowbox, de Tanushree Das e Saumyananda Sahi; e Urchin, de Harris Dickinson.

A secção Grandes Mestres convida o público a reencontrar grandes nomes do cinema contemporâneo com novas obras: Aleksandr Sokurov (Director’s Diary), Edgar Reitz (Leibniz – Chronicle of a Lost Painting), Franco Maresco (Un film fatto per Bene), Sharunas Bartas (Laguna) e José Luis Guerín (Historias del buen valle). Sokurov, Bartas e Guerín estarão nas sessões para apresentar os filmes.


Memória do Cinema - Filmes Restaurados

Nesta edição, o LEFFEST vai apresentar três filmes recentemente restaurados: Senso (1954), de Luchino Visconti, restaurado pela Cineteca di Bologna; La Règle du Jeu (1939), de Jean Renoir, restaurado pela Cinémathèque Française; e O Processo do Rei (1990), de João Mário Grilo, que terá a sua primeira exibição pública na nova cópia restaurada pela Cinemateca Portuguesa.


Homenagem a Arvo Pärt no 90.º Aniversário

O compositor Arvo Pärt será homenageado por ocasião do seu 90.º aniversário com um concerto pelo GGG Trio (Gidon Kremer – violino, Georgijs Osokins – piano, Giedre Dirvanauskaite – violoncelo), conversas sobre a sua obra e a exibição de filmes, incluindo a sua colaboração com Robert Wilson.

Em breve, serão anunciados mais títulos e convidados à programação do LEFFEST 2025, e os bilhetes estarão à venda previsivelmente no final de Outubro. Mais informação sobre o festival em https://leffest.com/.

domingo, 27 de novembro de 2022

Sugestão da Semana #536

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Crimes do Futuro, o mais recente filme de David Cronenberg, protagonizado por Viggo Mortensen, e com Léa Seydoux, Kristen Stewart, Scott Speedman e o luso-guineense Welket Bungué no elenco. A longa-metragem tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Crimes of the Future
Realizador: David Cronenberg
Elenco: Viggo Mortensen, Léa Seydoux, Kristen Stewart, Scott Speedman, Welket Bungué, Don McKellar
Género: Drama, Ficção Científica, Terror
Classificação: M/16
Duração: 107 minutos

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Crítica: Crimes do Futuro / Crimes of the Future (2022)

“Surgery is the new sex"
Timlin


*7.5/10*

Crimes of the Future é o regresso de David Cronenberg ao estilo que marcou grande parte da sua filmografia: um cinema visceral, onde dor e prazer se misturam. Longe de ser tão chocante como alguns dos seus títulos mais famosos, o filme demonstra como a criatividade do realizador não se esgota, enquanto recupera temas sobre os quais já tem trabalhado.

"Crimes of the Future mergulha num futuro não tão distante onde a humanidade aprende a adaptar-se a ambientes sintéticos. Esta evolução leva o ser humano para lá do seu estado natural, para uma metamorfose, alterando a sua composição biológica. Enquanto alguns abraçam o potencial ilimitado deste transhumanismo, outros tentam policiar o mesmo. Saul Tenser é um apreciado artista que abraçou esta Síndrome de Evolução Acelerada, germinando órgãos novos e inesperados no seu corpo." Ele e a sua parceira, Caprice, fazem da remoção destes órgãos um espectáculo artístico, perante uma plateia maravilhada. No entanto, são muitos os que os vigiam.


A estranheza está de volta ao cinema de David Cronenberg. Num futuro onde tudo é antigo e está em ruínas, os corpos alteram-se e a dor, o prazer e a arte misturam-se para o êxtase das massas, que sempre deliraram com o grotesco. Eis Crimes of the Future, a sua estética singular e personagens tão ambíguas, mas igualmente fascinantes. E no meio de uma biologia tão doente e corrompida, eis que os adeptos do sintético, e até os cépticos, se imiscuem entre os admiradores da componente artística da doença.

O body horror regressa à filmografia de Cronenberg, onde, agora, o prazer é obtido através da combinação da arte e da dor (ausente na maioria dos humanos). E eis que o realizador volta a explorar os corpos e as mais inesperadas formas de prazer.


Esteticamente tudo é antiquado (ruas, casas, corpos, sensações), e nem a tecnologia tem um aspeto moderno, mas sim mecânico, industrial - e, algumas vezes, até monstruoso. O fabuloso trabalho da direcção artística, com uma criatividade imensa, cria um ambiente tão ambíguo que condiz com o enredo, conferindo-lhe ainda maior estranheza. A direcção de fotografia potencia todo o obscurantismo da história, dos cenários e dos actos das personagens, entre sombras, tons escuros e cores vívidas, tudo filmado e iluminado, tal qual uma pintura clássica. 


E por entre a excentricidade de Crimes of the Future, com todas características que têm marcado a carreira de David Cronenberg, pode encontrar-se uma mensagem ecológica (desde o mundo em ruínas, a abundância do plástico, os tumores cada vez mais complexos, uma genética cada vez menos natural, etc.) entre as linhas do argumento. 

No elenco, Viggo Mortensen surge de figura frágil como Saul, atormentado por um corpo em constante mutação, num desempenho tão contido como violento. Destaque ainda para Kristen Stewart, a atraente e algo bizarra burocrata Timlin; e para o luso-guineense Welket Bungué, um polícia misterioso e descrente na evolução "artística" do corpo.


Em Crimes of the Future, David Cronenberg repete a fórmula e continua a dividir o público, entre o choque do visceral e a forma provocadora como recupera os mesmos temas, dotando-os de actualidade, num misto de violência e beleza visual.

terça-feira, 29 de março de 2022

Oscars 2022: Red Carpet

Após uma cerimónia morna e sem grandes surpresas - tirando, claro, a vergonhosa atitude de Will Smith -, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Abundaram os folhos exagerados e os vestidos com decotes que em nada favoreceram as suas modelos. E eu, que não percebo nada de moda, continuo a ter os meus gostos. Eis os poucos que se destacaram na estranha noite de Domingo.

Rosie Perez optou por um vestido vermelho Christian Siriano, que lhe favorece a silhueta, com uma longa capa, e foi uma das mais elegantes da red carpet. O penteado e as jóias Dena Kemp dão o toque final ao visual da actriz.

A actriz de origem ucraniana Mila Kunis desfilou na passadeira vermelha com um vestido rosa suave de cetim Zuhair Murad Couture, cheio de detalhes, e uma cauda imponente.

A protagonista de West Side Story, de Steven Spielberg, Rachel Zegler surgiu na passadeira vermelha com um sensual vestido preto Christian Dior, comprido e cheio de transparências. As jóias Tiffany & Co. e o penteado deram um glamour extra ao visual da jovem actriz.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, pelo seu papel de Princesa Diana, em Spencer, Kristen Stewart optou um conjunto Chanel, numa escolha arrojada e rebelde. Não será para todos os gostos, mas para mim, condiz com a personalidade da actriz.

Zendaya surgiu deslumbrante com um conjunto Valentino, composto por um top branco e uma cintilante saia prateada. O cabelo apanhado completou o look.

Arrojo não faltou a Timothée Chalamet, num conjunto Louis Vuitton, com um blazer preto bordado, sem camisa, calças e botas pretas. O cabelo rebelde e as jóias Cartier compõem aquele que foi um dos looks mais admirados desta cerimónia.

Nomeada para Melhor Actriz pelo seu papel em A Filha Perdida, Olivia Colman surgiu com um vestido Dior, prateado e fluido, com jóias Chopard . A maquilhagem discreta que destacava o seu olhar e o cabelo apanhado deram à actriz uma jovialidade e elegância que conquistaram a red carpet.

A figura de Lily James não poderia deixar ninguém indiferente na passadeira vermelha dos Oscars. A actriz desfilou num sensual vestido bordado e decotado do Atelier Versace, em tons rosados, com uma abertura lateral e sapatos a condizer. Deslumbrante.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Jessie Buckley levou à cerimónia aquele que foi o meu modelo favorito da noite. A escolha recaiu num longo vestido Erdem, de decote em V, em tons rosa suave, e jóias Chopard. Tão discreta como deslumbrante.

domingo, 27 de março de 2022

Oscars 2022: As Actrizes Principais

Passamos às nomeadas para o Oscar de Melhor Actriz. Mais um ano de grandes desempenhos femininos no cinema. Das cinco nomeadas, apenas assisti à prestação de quatro - ainda não vi The Eyes of Tammy Faye, com Jessica Chastain, que tem grandes probabilidades de ser a vencedora. 

Três desempenhos fortes e emotivos, exigentes física e psicologicamente, e um menos destacado, apesar de muito competente. Eis as nomeadas, por ordem de preferência.

1. Olivia Colman (The Lost Daughter)

Olivia Colman entrega-se a Leda, dá-lhe a confiança da experiência de vida, pronta para enfrentar quem lhe faça frente, mas também revela fragilidade e desamparo, decorrente da obsessão que cria pela jovem mãe com quem partilha a praia. E um acto inesperado vai desencadear nela um misto de emoções e lembranças, tonturas, sonolência e esquecimentos, para além de uma sensação de perseguição constante. Colman está, como sempre, fabulosa e destaca-se entre as suas concorrentes à estatueta (mesmo que não a vença).


2. Penélope Cruz (Parallel Mothers)

Penélope Cruz, sempre arrebatadora e inteira, na pele da protagonista, interpreta uma mulher de sucesso, independente, cujo sonho de ser mãe se realiza por volta dos 40 anos, de forma quase inesperada, e que abraça só para si sem hesitar. Perante a herança trágica da sua povoação natal e a vontade de lutar pela preservação dos seus antepassados, vê-se ainda a braços com a maternidade, e com um dilema que a deixa de destroçada. Sempre pronta para os desafios de Pedro Almodóvar, a actriz entrega-se física e emocionalmente à personagem.


3. Kristen Stewart (Spencer)

Num filme que ficou aquém do esperado, o desempenho de Kristen Stewart é competente e revela muito empenho da parte da actriz, que captou todos os maneirismos da princesa Diana, para além das óbvias parecenças físicas. Após a introspecção inicial da personagem, há uma explosão de emoções reprimidas: desamparo, revolta e claustrofobia, entre cortinas fechadas, arame farpado e muita vontade de fugir.


4. Nicole Kidman (Being the Ricardos)

Num filme mediano, Nicole Kidman consegue ser a maior força. Como Lucille Ball, a actriz incorpora maneirismos e a forma afectada mas decidida da personagem, ao mesmo tempo que é capaz de ir da comédia ao drama em breves instantes.


Jessica Chastain (The Eyes of Tammy Faye)

Sem avaliação.

domingo, 12 de dezembro de 2021

Crítica: Spencer (2021)

"Three days. That's it."

Diana

*6.5/10*

Spencer chega com travo agridoce: se, por um lado, há uma reimaginação da Princesa Diana, num universo visual extraordinário, por outro, as liberdades criativas são tantas que a protagonista pouco lembra a Princesa do Povo.

Pablo Larraín deixou para trás o estilo que o catapultou com Tony Manero, Post mortem e No, e parece agora obstinado em criar retratos de mulheres do século 20 marcadas pela tragédia. Assim foi com Jackie - e os dias que se seguiram ao assassinato de J. F. Kennedy -, e é agora com Spencer - e os poucos dias de reunião natalícia da Coroa britânica, na qual cada vez menos se integrava.

"O casamento da Princesa Diana e do Príncipe Carlos há muito se transformou numa relação gélida. Entre abundantes rumores de casos extraconjugais e divórcio, a paz é encomendada para celebrar as festividades de Natal na propriedade real de Sandringham House. Há comida e bebida, tiro ao alvo e caça. Diana conhece o jogo. Mas desta vez, as coisas vão ser muito diferentes."


Spencer não é um filme biográfico. É uma reconstrução da figura da princesa. É mera especulação do que aconteceu ao longo daqueles dias, no Natal de 1991, vividos por uma Diana imaginada por realizador e argumentista. E o maior problema da longa-metragem é mesmo a ficção ultrapassar a realidade em demasia, como se a protagonista fosse apenas alguém com meras semelhanças a Diana. Os momentos de interacção com os filhos são os únicos em que realmente reconhecemos a Princesa do Povo, não obstante o desempenho de Kristen Stewart, que captou todos os maneirismos de Diana, para além das óbvia parecenças físicas.

A introspecção inicial, que demarca apenas o egoísmo da personagem e a antipatia que a Coroa teria por ela, sufoca filme e personagens até à libertação, numa explosão de emoções reprimidas, já para lá da metade da longa-metragem. A partir daí há uma nova garra, na personagem e narrativa, que derruba parte dos muros criados até então.


Visualmente, Spencer é deslumbrante. Filmado em 16mm, o grão na imagem, as cores esbatidas, e a direcção de fotografia de Claire Mathon, capaz de planos tão tranquilizadores como atordoantes, levam-nos para essa ideia de "fábula de uma tragédia real" anunciada logo no início do filme.

Pablo Larraín quis filmar o retrato de uma mulher em enorme sofrimento e agonia e cria um lado fantasmagórico - potenciado ainda mais por uma banda sonora genial de Jonny Greenwood -, como que a assombrar a protagonista. Diana perde-se em recordações, sonhos, pesadelos e alucinações, desafios à morte e à família real, provocações e provações. Há desamparo, revolta e claustrofobia, entre cortinas fechadas, arame farpado e muita vontade de fugir.

domingo, 7 de novembro de 2021

Sugestão da Semana #480

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana faz destaques a dobrar. Eunice ou Carta a uma Jovem Actriz, de Tiago Durão, sobre Eunice Muñoz, e Spencer, de Pablo Larraín, sobre a Princesa Diana, são os títulos escolhidos.



Ficha Técnica:
Título Original:  Eunice ou Carta a uma Jovem Actriz
Realizador: Tiago Durão
Elenco: Eunice Muñoz e Lídia Muñoz
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 47 minutos



SPENCER


Ficha Técnica:
Título Original:  Spencer
Realizador: Pablo Larraín
Elenco: Kristen Stewart, Jack Farthing, Sally Hawkins, Timothy Spall, Sean Harris, Thomas Douglas
Género: Biografia, Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 111 minutos

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Sugestão da Semana #243

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o mais recente filme de Woody Allen, Cafe Society, protagonizado por Jesse Eisenberg e Kristen Stewart.

CAFE SOCIETY


Ficha Técnica:
Título Original: Cafe Society
Realizador: Woody Allen
Actores: Jesse Eisenberg, Kristen Stewart, Blake Lively, Steve Carell
Género: Comédia, Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 96 minutos

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Primeiro trailer de Café Society

Foi finalmente revelado o primeiro trailer do novo filme de Woody Allen, Café Society. A longa-metragem, protagonizada por Kristen Stewart, Jesse Eisenberg, Blake Lively e Steve Carell, tem estreia marcada na abertura do Festival de Cannes.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sugestão da Semana #175

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana do Hoje Vi(vi) um Filme destaca o filme de Olivier Assayas, As Nuvens de Sils Maria. Um filme curioso que vale especialmente pelas interpretações de Juliette Binoche e Kristen Stewart (vencedora de um César por este papel).

AS NUVENS DE SILS MARIA


Ficha Técnica:
Título Original: Clouds of Sils Maria
Realizador: Olivier Assayas
Actores: Juliette Binoche, Kristen Stewart, Chloë Grace Moretz
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 124 minutos

domingo, 18 de novembro de 2012

Sugestão da Semana #38

Provavelmente esta será a Sugestão da Semana mais polémica do Hoje Vi(vi) um Filme, mas o certo é que é preciso ver primeiro para depois poder falar mal (ou bem). A longa-metragem que encerra a saga Twilight chegou esta semana aos cinemas e veio para surpreender. Depois de quatro filmes onde a qualidade foi, quase sempre, muito baixa, o derradeiro quis dar alguma dignidade ao sucesso de bilheteiras protagonizado por Robert Pattinson e Kristen Stewart.

Esqueçamos a fama que persegue Twilight. Há que dar uma hipótese ao último.


Ficha Técnica:
Título Original: The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 2
Realizadores: Bill Condon
Actores: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Michael Sheen, Dakota Fanning, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Mackenzie Foy, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Kellan Lutz, Nikki Reed
Género: Aventura, Drama, Fantasia
Classificação: M/12
Duração: 115 minutos