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domingo, 15 de janeiro de 2023

Crítica: Top Gun: Maverick (2022)

"Easy, Maverick. Let's try not to get fired on the first day."
Maverick


*7/10*

Tom Cruise regressa ao comando dos aviões de combate em Top Gun: Maverick, que recupera o protagonista e a história do filme de 1986, Top Gun - Ases Indomáveis. Na realização está agora Joseph Kosinski, que faz jus ao seu antecessor, Tony Scott, a cuja memória este filme é dedicado.

"Após 30 anos de serviço, Pete ‘Maverick’ está onde devia estar, a voar nos limites como piloto de testes e a treinar um destacamento de graduados Top Gun para uma missão especializada.  Aqui, Maverick encontra o Tenente Bradley Bradshaw (Miles Teller), nome de código ‘Rooster’, filho do falecido amigo: o Tenente Nick Bradshaw, nome de código 'Goose'. Maverick é obrigado a enfrentar os seus medos mais profundos, culminando numa missão que exige o sacrifício daqueles que forem escolhidos para voar nela."


Eis um filme de acção como há muito não se via. Top Gun: Maverick é verdadeiramente feito para ver numa sala de cinema - câmara, som e montagem tudo fazem para dar a experiência mais realista possível, com o verdadeiro prazer de ver sequências de aviões em alta velocidade no grande ecrã. Um filme com poucos efeitos especiais, onde os actores filmaram mesmo dentro do cockpit de aviões reais, durante manobras de voo. Tom Cruise sabe o que quer e não deixa as suas vontades por mãos alheias, com Joseph Kosinski a mostrar-se à altura do desafio de realizar esta sequela.

O argumento segue o caminho do seu antecessor, com Maverick ao comando de uma missão aparentemente impossível - algo a que Tom Cruise está mais do que habituado -, batalhando, ao mesmo tempo, contra mágoas antigas e piscando o olho a um romance que nada acrescenta. No entanto, Top Gun: Maverick não se prende nestes pormenores. Consegue proporcionar uma experiência cinematográfica que se temia actualmente desaparecida.



As sequências de acção transpiram adrenalina para o outro lado do ecrã e é impossível desviar o olhar, por mais que se saiba que a probabilidade de algo correr mal é nula. Para além das perseguições aéreas, destaque para a química da dupla Tom Cruise/Miles Teller e para toda a componente emocional que os dois actores são capazes de trazer à longa-metragem. 

E é neste cinema quase artesanal que Top Gun: Maverick se revela uma lufada de ar fresco entre os filmes de acção frenéticos e cheios de CGI que povoam as salas. Eis como a simplicidade faz a diferença, e como ir ao cinema ver um blockbuster ainda pode oferecer boas surpresas. Eis Maverick no seu esplendor.

domingo, 29 de maio de 2022

Sugestão da Semana #509

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Top Gun: Maverick, de Joseph Kosinski, que dá seguimento, mais de 30 anos depois, às aventuras do aviador da marinha Pete "Maverick" Mitchell, novamente interpretado por Tom Cruise.

TOP GUN: MAVERICK


Ficha Técnica:
Título Original: Top Gun: Maverick
Realizador: Joseph Kosinski
Elenco: Tom Cruise, Miles Teller, Jennifer Connelly, Jon Hamm, Glen Powell, Lewis Pullman, Bashir Salahuddin, Monica Barbaro, Jay Ellis, Danny RamirezEd Harris, Val Kilmer, Manny Jacinto
Género: Acção, Drama
Classificação: M/12
Duração: 131 minutos

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Sugestão da Semana #253

Das estreias da passada Quinta-feira, a primeira Sugestão da Semana de 2017 destaca Bleed for This - A Força de Um Campeão, com Miles Teller. Bom ano e bons filmes!

BLEED FOR THIS - A FORÇA DE UM CAMPEÃO


Ficha Técnica:
Título Original: Bleed for This
Realizador: Ben Younger
Actores: Miles Teller, Aaron Eckhart, Katey Sagal
Género: Drama, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 117 minutos

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Crítica: Whiplash - Nos Limites (2014)

"There are no two words in the English language more harmful than good job."
Terence Fletcher
*8.5/10*

O batimento cardíaco aumenta ao ritmo do da bateria e o corpo acompanha a sonoridade jazz. No fim, faltar-nos-ão as forças ao ver tanto esforço, raiva e vontade de ser o melhor, mas a motivação não terá limites. Damien Chazelle traz-nos muita teimosia e suor, acompanhados à bateria, em Whiplash - Nos Limites, a sua segunda longa-metragem. Para além de um exercício de estilo cheio de ritmo, somos conduzidos nesta aventura por dois protagonistas fabulosos e de personalidade singular: Andrew Neimann e Terence Fletcher - tão diferentes, mas, afinal, tão iguais.

Sob a direcção do exigente e impiedoso professor Terence Fletcher (J.K. Simmons), Andrew Neiman (Miles Teller), um jovem e talentoso baterista, procura a perfeição a qualquer custo, mesmo que isso signifique perder a sua humanidade.

Com Andrew, suamos, sangramos e choramos de raiva, e, no final, ficamos mais exaustos do que o nosso herói da bateria. O argumento, simples e directo, dá o mote para todo o espectáculo sonoro e visual que se segue na luta pela perfeição. Tendo por base a sua própria experiência (esperemos que menos traumatizante), Damien Chazelle escreveu e realizou Whiplash - depois da curta-metragem homónima - e contagia facilmente a plateia com uma história que mostra o quanto é preciso batalhar para ser-se músico, centrada em duas personagens que dominam o filme.


A obsessão pela perfeição é seguida também nas interpretações de Miles Teller e J.K. Simmons em duas das melhores performances do ano. Teller mostra aqui verdadeiramente o que vale, da pura inocência de principiante à vontade crescente em ser o melhor, com o ego a aumentar e sem desistir perante as mais perturbadoras dificuldades. Como Andrew, Teller dá tudo o que tem e entrega-se de corpo e alma. Ele sua, sangra e chora, capaz de tudo para ser o melhor do mundo, mesmo nas situações mais adversas, numa vontade incontrolável de querer ser quase um super-humano. Ao seu lado, Simmons funde-se com Fletcher, o aterrador - quase sádico - professor que assombra a banda que dirige. Andrew é contudo capaz de lhe fazer frente e olhá-lo nos olhos quando todos os outros o evitam. É de um adversário à altura que Fletcher precisa, talvez, e será que Andrew é capaz do feito? Fletcher é intransigente, um bully, capaz dos actos e das palavras mais inesperadas, que convive no entanto com um estranho sonho de encontrar o músico perfeito entre os seus alunos - uma espécie de máquina incapaz de errar. Ambos ambicionam a perfeição e parece ser isso o que tão estranhamente os une e os faz desafiarem-se mutuamente.


O argumento de Whiplash é complementado por toda a componente técnica que com ele se funde em uníssono. A realização de Damien Chazelle é inteligente e muito dinâmica, acompanhada e bem por uma montagem ritmada que parece dançar ao som da fundamental banda sonora - qual protagonista. A fotografia proporciona excelentes momentos em palco (e fora dele) com a luz a jogar a favor do jazz que paira no ar. O ambiente é frenético, cheio de fluidos, planos incómodos e detalhes arrepiantes que a câmara de Chazelle capta como ninguém. Poucas vezes, num filme sobre música, se consegue uma harmonia tão inquietante e completa.

Damien Chazelle traz-nos uma experiência visual e sensorial como poucas. E se Andrew não chegar a ser o melhor do mundo, pelo menos Whiplash - Nos Limites já é, com certeza, um dos melhores do ano.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Sugestão da Semana #153

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai, inequivocamente, em Whiplash - Nos Limites. À batida de Miles Teller, junta-se muito suor, sangue, lágrimas e a sua grande interpretação, apenas superada por J.K. Simmons.

WHIPLASH - NOS LIMITES


Ficha Técnica:
Título Original: Whiplash
Realizador: Damien Chazelle
Actores: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul ReiserMelissa Benoist
Género: Drama, Música
Classificação: M/14
Duração: 107 minutos