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segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Queer Lisboa 2022: Vencedores

O Queer Lisboa 26 anunciou os vencedores da edição de 2022. Joyland, de Saim Sadiq, e Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho, foram duplamente premiados.

Eis a lista completa de vencedores nas várias categorias do festival:

Competição Longas-Metragens

Melhor Filme: Wet Sand, Elene Naveriani (Suíça, Geórgia, 2021, 155’)

Menção Especial: Joyland, Saim Sadiq (Paquistão, 2022, 126’)

Prémio do Público: Joyland, Saim Sadiq (Paquistão, 2022, 126’)


Competição Documentários

Melhor Filme: Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, Isabelle Solas (Argentina, França, 2022, 101’)

Prémio do Público: Corpolítica, Pedro Henrique França (Brazil, 2022, 103’) 


Competição Curtas-Metragens

Melhor Filme: Uma Rapariga Imaterial, André Godinho (Portugal, 2022, 42’)

Menção Especial: Billy Boy, Sacha Amaral (Argentina, 2021, 25’)

Prémio do Público: Uma Rapariga Imaterial, André Godinho (Portugal, 2022, 42’)


Competição In My Shorts

Melhor Filme: Le Variabili Dipendenti, Lorenzo Tardella (Itália, 2022, 16’)

Menção Especial: The Greatest Sin, Gabriel B. Arrahnio (Alemanha, 2021, 25’)


Competição Queer Art

Melhor Filme: Neptune Frost, Saul Williams, Anisia Uzeyman (EUA, Ruanda, 2021, 105’)

Menção Especial: Ultraviolette et le gang des cracheuses de sang, Robin Hunzinger (França, Suíça, 2021, 74’)

O Queer Lisboa 27 já tem data e acontecerá entre 22 e 30 de Setembro de 2023, no Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa. Ainda este ano, terá lugar a 8.ª edição do Queer Porto, entre 29 de Novembro e 4 de Dezembro de 2022, no Teatro Rivoli, Reitoria da Universidade do Porto, Teatro Helena Sá e Costa e Maus Hábitos. Mais informações em http://queerlisboa.pt/.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Queer Lisboa 2022: Programa completo

O Queer Lisboa 26 revelou o programa completo da edição de 2022, depois de anunciados os filmes de aberturas e encerramento e a retrospectiva Notes on Camp: o Delírio Drag do Gay Girls Riding Club.

O festival vai apresentar os mais recentes filmes de Alain Guiraudie, Catherine Corsini, Yann Gonzalez, Leonardo Brzezicki e Sébastien Lifshitz, bem como a longa-metragem paquistanesa, Joyland, premiada no Festival de Cannes. Em Sessão Especial, será exibido ainda Los Agitadores, de Marco Berger, uma reflexão sobre a masculinidade tóxica.

Competições

Na Competição de Longas-Metragens - cujo júri é composto pela escritora e dramaturga Cláudia Lucas Chéu, pelo actor Nuno Nolasco e pela realizadora e argumentista Rita Azevedo Gomes -, destaque para os filmes brasileiros Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre, e Seguindo Todos os Protocolos, de Fábio Leal; o regresso espanhol Adrián Silvestre com Mi Vacío y Yo; a longa-metragem paquistanesa Joyland, de Saim Sadiq; Errante Corazón, do realizador argentino Leonardo Brzezicki; e o finlandês Girl Picture, estreia da realizadora Alli Haapasalo (dias depois de ser exibido no Cinema São Jorge, o filme estará disponível na Filmin Portugal). Entre as presenças confirmadas no Queer Lisboa 26 estão Esther Rollande, actriz de Les meilleurs, de Marion Desseigne Ravel; e Adrián Silvestre e Raphaëlle Peréz, realizador e actriz de Mi Vacío y Yo.

Três Tigres Tristes, de Gustavo Vinagre

Na Competição de Documentários, o júri será composto pela realizadora e tradutora Joana Frazão, pela autora-realizadora Nathalie Mansoux e por Rui Madruga, produtor na direcção de Desenvolvimento de Conteúdos da RTP. O ativismo, particularmente focado na América do Sul, é um dos pontos fortes desta secção este ano. Em Corpolítica, de Pedro Henrique França, acompanha-se as candidaturas de pessoas LGBTQI+ nas eleições de 2020, no Brasil, demonstrando as dificuldades que enfrentam num panorama político de extrema-direita; Nuestros Cuerpos Son Sus Campos de Batalla, de Isabelle Solas, regista os esforços da comunidade trans na Argentina para uma reeducação social; Soy Niño, de Lorena Zilleruelo, retrata o processo de transição do primo da realizadora, o jovem chileno Bastian; Ardente·x·s, de Patrick Muroni, documenta a evolução de um colectivo de mulheres e pessoas queer cujo manifesto propõe pensar, discutir e reformular a produção de conteúdos pornográficos; e Framing Agnes, de Chase Joynt, reúne um elenco composto exclusivamente por pessoas trans e reconstitui a vida desta comunidade nos anos 50, nos EUA. Em Lisboa, estarão presentes Patrick Muroni e Pedro Henrique França.

As Competições de Melhor Curta-Metragem e de Curtas-Metragens de Escola Europeias In My Shorts serão avaliadas por um júri composto por Rodrigo Díaz, produtor chileno, pelo fotógrafo Rui Palma e pela directora e programadora do Shortcutz Lisboa, Sandra de Almeida. Sob Influência, de Ricardo Branco, e Uma Rapariga Imaterial, de André Godinho, são os dois filmes portugueses na corrida ao prémio para Melhor Curta-Metragem, entre os 22 títulos a concurso.

O In My Shorts conta com 12 filmes em competição, onde se destacam o português Lugar Nenhum, de Pedro Gonçalves Ribeiro; Le Variabili Dipendenti, de Lorenzo Tardella; Chute, da realizadora suíça Nora Longatti; Gangnam Beauty, de Yan Tomaszewski; e The Greatest Sin, de Gabriel Arrahni.

Na competição Queer Art, destacam-se dois títulos entre os oito a concurso: Jerk, da coreógrafa francesa Gisèle Vienne, e Neptune Frost, da ruandesa Anisia Uzeyman e do músico norte-americano Saul Williams. O júri Queer Art é composto pelo director artístico do festival Walk & Talk, Jesse James, pela cineasta e artista Luciana Fina, e pelo artista plástico Vasco Araújo.

Panorama, Hard Nights e outras Actividades

Fora de Competição, a secção Panorama traz ao público os mais recentes trabalhos de realizadores como Sébastien Lifshitz (com a nova versão do seu Bambi, a French Woman), Yann Gonzalez (com a curta-metragem protagonizada por Oliver Sim dos The xx), Catherine Corsini (com sua a última longa-metragem La fracture), Alain Guiraudie (com a comedia Viens je t'emmène) ou Eva Vitija (com um documentário baseado nos diários inéditos da romancista Patricia Highsmith).

Viens je t'emmène, de Alain Guiraudie

Também as Hard Nights regressam ao Queer Lisboa, com uma selecção de filmes que exploram os limites da representação da sexualidade. Este ano, o foco está "em duas figuras peculiares na produção de obras explícitas": o actor e realizador de pornografia gay e figura de culto dos anos 1970, Fred Halsted, com a exibição de três das suas obras, recentemente remasterizadas: Sextool, The Sex Garage e LA Plays Itself; e Mahx Capacity, fundadore do estúdio AORTA films, cuja obra propõem uma perspectiva "do porno e do BDSM onde os corpos não se regem pelos padrões ditados pela indústria mainstream, nem pela sociedade heteronormativa".

O festival irá acolher a apresentação da campanha Eu sou VIH+ e visível, direccionada à eliminação do estigma associado à infeção pelo VIH, numa parceria com o Centro Anti-Discriminção (CAD), um projecto conjunto de duas associações na área do VIH/sida, o GAT e a Ser+. No Cinema São Jorge, vai decorrer ainda a apresentação de dois livros, Nós xs Inadaptadxs. Representações, Desejos e Histórias LGBTIQ na Galiza (Coord. Daniel Amarelo, Através Editora) e A Defunción dos Sexos: Disidentes Sexuais na Galiza Contemporánea (Daniela Ferrández Pérez, Ed. Xerais), obras que reflectem a produção nos Estudos Queer na Galiza.

Também as festas estão de regresso este ano. O Mise en Scène será o palco de uma Hard Night Party secreta; no Purex, a equipa e volunqueers deste ano irão tomar o controle da cabine; o Lounge volta a receber uma A Night Out with the Hard Ones particular; e o Titanic Sur Mer recebe a Festa de Encerramento, com Mel das Pêras, Mariño, Afonso Peixoto e Lola Herself como host.

O Queer Lisboa 26 decorre de 16 a 24 de Setembro e toda a informação sobre o festival pode ser consultada em http://queerlisboa.pt/.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Queer Lisboa 2022 abre com 'Fogo-Fátuo' e anuncia primeiros destaques

O Queer Lisboa anunciou os primeiros títulos da sua 26.ª edição, que acontece de 16 a 24 de Setembro, no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa. 

Fogo-Fátuo, de João Pedro Rodrigues, será o filme de abertura (uma comédia erótica em jeito de musical, sobre o qual escrevemos aqui) e Esther Newton Made Me Gay, de Jean Carlomusto, (documentário sobre Esther Newton, antropóloga social, activista lésbica, e precursora dos Estudos de Género e da Teoria Queer) marcará o encerramento do festival. 

O Queer Lisboa anunciou igualmente a retrospectiva Notes on Camp: o Delírio Drag do Gay Girls Riding Club. Trata-se de "uma incursão pelo universo 'camp' através da obra cinematográfica do colectivo que dá título ao ciclo, formado em finais dos anos 1950 por um grupo de homens que se juntava aos domingos para andar a cavalo, e que começou a organizar festas drag (as Annual Halloween Balls), que persistiram até finais da década de 1980. No início da década de 1960, o colectivo começa a produzir filmes que são o 'camp' na sua essência: paródias a clássicos de cinema de Hollywood"

Suddenly, Last Sunday, de 1962, foi o primeiro filme do colectivo e julga-se irremediavelmente desaparecido, uma citação directa ao Suddenly, Last Summer (1959), de Joseph L. Mankiewicz, escrito a partir da peça de Tennessee Williams. Seguiu-se outra curta-metragem, no mesmo ano, que já fará parte da retrospectiva apresentada no festival, Always on Sunday, uma paródia ao filme grego Never on Sunday (1960), de Jules Dassin. Em 1963, o colectivo filma What Really Happened to Baby Jane, apresentado apenas um par de meses após a estreia em sala de What Ever Happened to Baby Jane? (1962). Também de 1963 é The Roman Springs on Mr. Stone, paródia drag ao The Roman Spring of Mrs. Stone (1961), de José Quintero. O primeiro título do Gay Girls Riding Club que não é referência directa a nenhum filme específico surge em 1967, com The Spy on the Fly, uma sátira aos primeiros filmes da saga James Bond. Em 1972, surge única longa-metragem do colectivo, All about Alice, alusão directa a All about Eve (1950), de Joseph L. Mankiewicz. Nesta retrospectiva, tanto os filmes originais como as obras que por estes foram inspiradas irão ser exibidos na Cinemateca Portuguesa.

As competições do Queer Lisboa 26 e restante programação fora de competição serão reveladas em breve. Mais informações sobre o festival em http://queerlisboa.pt/.

FILMES ANUNCIADOS:

Noite de Abertura

Fogo-Fátuo / Will-o’-the-Wisp, João Pedro Rodrigues (Portugal, 2022, 67’)

Noite de Encerramento

Esther Newton Made Me Gay, Jean Carlomusto (EUA, 2022, 92’)

Retrospectiva - “Notes on Camp: o Delírio Drag de Gay Girs Ridding Club”

All about Alice, Ray Harrison (EUA, 1972, 68’) 

Always on Sunday, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1962, 8’) 

The Roman Springs on Mrs. Stone, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1963, 19’) 

The Spy on the Fly, Ray Harrison (EUA, 1967, 43’) 

What Really Happened to Baby Jane, Connie B. de Mille (aka Ray Harrison) (EUA, 1963, 32’) 

+

All about Eve, Joseph L. Mankiewicz  (EUA, 1950, 138’) 

Myra Breckinridge, Michael Sarne (EUA, 1970, 94’) 

Never on Sunday / Pote tin Kyriaki, Jules Dassin (Grécia, 1960, 91’) 

Suddenly, Last Summer, Joseph L. Mankiewicz  (EUA, 1959, 114’) 

What Ever Happened to Baby Jane?, Robert Aldrich (EUA, 1962, 134’)