domingo, 30 de dezembro de 2012

Os Melhores do Ano: Top 10 #2012

Em 2012, o ano em que os melhores filmes estreados datam, na sua grande maioria, de 2011, homenagens ao cinema parecem não ter faltado nas salas portuguesas, umas mais puras e bem intencionadas que outras. Não tendo sido um ano de grande cinema, o que nos chegou com um ou mais anos de atraso foi o suficiente para reunir pelo menos dez títulos que detêm mérito suficiente para serem classificados como os melhores do ano.

Apresento-vos, de seguida, o meu top 10 de 2012.

10. Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo), de David Fincher, 2011
Millenium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres foi, no seu conjunto, uma óptima surpresa. Apesar de não fugir tanto assim ao original sueco, todos os aspectos técnicos estão perto da perfeição e a identidade de Fincher está bastante marcada. O mistério e o suspense perduram do início ao fim e é impossível odiar a mulher do filme: Lisbeth Salander (e Rooney Mara) irá apaixonar.



9. Era uma vez na Anatólia (Bir zamanlar Anadolu'da), de Nuri Bilge Ceylan, 2011
A Natureza e as tormentas de cada um andam de mãos dadas com a própria morte nos 150 minutos de um filme profundo e visualmente fantástico. Era Uma Vez na Anatólia chega-nos da Turquia e percorre os medos dos seus personagens, conseguindo igualmente fazer vir ao de cima os do próprio espectador. Da noite, por entre os campos desertos da Anatólia em busca de um corpo, ao dia, numa vila cheia de dificuldades, Era Uma Vez na Anatólia, com título de conto de fadas, com quem apenas partilha os cenários meio bucólicos, meio fantásticos, faz-nos reflectir, ao mesmo tempo que nos fascina, por entre paisagens nocturnas onde somos convidados a mergulhar.



8. Tabu, de Miguel Gomes, 2012
Histórias de quem pensa mais em si do que nos outros e de amores e desamores, entre Moçambique e Portugal. O argumento, relativamente simples, alia-se de tal forma a aspectos mais técnicos que lhe conferem uma complexidade e beleza a que já não se está habituado no cinema. Rodado em 35 mm e a preto e branco, Tabu tem ainda a singularidade das cenas de Moçambique, presentes na sua segunda parte, terem sido filmadas em 16 mm, deixando-nos ver melhor o grão da película. A nostalgia de um amor proibido paira em Tabu, que prima pela beleza visual e originalidade que traz ao cinema. Recupera métodos que parecem estar a ser esquecidos e mostra como, nos dias de hoje, filmes assim também funcionam e muito bem.



7. Amor (Amour), de Michael Haneke, 2012
Tocante, perturbador, mas repleto de Amor, é assim a mais recente longa-metragem de Michael Haneke, que lhe valeu mais uma Palma de Ouro em Cannes. Aqui a máxima do “até que a morte vos separe” é cumprida, e já o sabemos desde os primeiros minutos. Compreendemos, desde logo, que Amor não é para ser visto de ânimo leve e irá mexer com o que há de mais intrínseco em cada um de nós. Amor é um retrato de uma vida a dois, de um amor capaz de salvar, que nos põe cara a cara com a dura realidade que fazemos por esquecer.



6. Sr. Ninguém (Mr. Nobody), de Jaco Van Dormael, 2009
Nos últimos anos, poucos são os filmes com um imaginário tão forte e, ao mesmo tempo, que tocam tão fundo. Sr. Ninguém é, para já, um exemplo de originalidade e, ao mesmo tempo, de coerência no meio de muitos paradoxos. Aqui, o tempo não é constante e a realidade também não. Está-se perante várias dimensões, histórias paralelas e não sabemos qual delas é real. Sonho, ilusão, alucinação, delírio, imaginação... tudo se mistura também na nossa cabeça, tal como na de Nemo Nobody. Até ao fim, faz-nos reflectir, e deixar-nos-á com muitas questões: Afinal, o que é real, o que faz parte do imaginário? Sr. Ninguém tem o poder de alimentar a nossa mente, pela profundidade argumentativa, beleza visual e pela união perfeita de ambas.




5. A Invenção de Hugo (Hugo), de Martin Scorsese, 2011
A paixão de Scorsese pelo Cinema foi mais forte e o realizador fugiu ao seu género habitual para nos trazer, desta vez, um filme fascinante, que irá certamente apaixonar os verdadeiros fãs de cinema e encantar todos os outros. A Invenção de Hugo é a verdadeira homenagem à história da Sétima Arte, feita por quem também faz parte dela. A preservação da herança cinematográfica está em cima da mesa em A Invenção de Hugo e, mais do que um alerta para todos nós, o filme quer fazer-nos lembrar e viajar (de comboio, porque não?) até aos primórdios da Sétima Arte. Com Hugo, vamos sonhar.



4. Attenberg, de Athina Rachel Tsangari, 2010
Apesar da estranheza que possa provocar nas mentes menos preparadas para Attenberg, a longa-metragem grega, realizada sem pudor por Athina Rachel Tsangari, tem em si uma enorme profundidade e mexe, inevitavelmente, com as emoções da plateia. Tão hilariante como triste e melancólico, Attenberg não deixa ninguém indiferente, e detém uma singular sensibilidade provocatória. Um ensaio sobre a descoberta e sobre experiências que marcam e com as quais é difícil lidar, a vários níveis, com uma protagonista  muito especial que conquista o espectador com a sua inocência e excentricidade.



3. Procurem Abrigo (Take Shelter), de Jeff Nichols, 2011
O medo comanda Procurem Abrigo, e não é apenas o medo do Apocalipse que está em jogo, é o medo de si mesmo e do que o rodeia. As questões ficam em cima da mesa ao longo do filme: doença mental ou realidade? alucinações ou premonições? É impossível sentirmo-nos seguros ao acompanhar o dia-a-dia de Curtis, brilhantemente interpretado por Michael Shannon. Jeff Nichols faz-nos sentir o mesmo que o protagonista, coloca-nos nos seus sonhos, nas suas alucinações, ficaremos tão obcecados como ele. O medo do fim ou o medo de nós mesmos, Procurem Abrigo é um filme para fazer pensar, muito para lá da sala de cinema.



2. Vergonha (Shame), de Steve McQueen, 2011
Sem medo nem pudor, Steve McQueen quis dar-nos a conhecer a Vergonha de um viciado em sexo. Um filme sufocante e incómodo, que está muito longe do erotismo que se poderia prever. Fassbender é também o responsável pela excelente concretização de Vergonha, encarnando de corpo e alma o perturbado Brandon, que trava uma luta contra si mesmo. Não havendo nada que nos possa fazer simpatizar com o protagonista, o certo é que a sua angústia, sofrimento e obsessão pelo prazer,  acabam por   deixar o espectador consternado e verdadeiramente envolvido.



1. Temos de Falar sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin), de Lynne Ramsay, 2011
Temos de Falar sobre Kevin é, antes de mais, aterrador. "Alguém pode ser responsável pela maldade do outro?" é uma das muitas questões que irão perdurar depois de assistir a este filme. Inquietante, perturbador, cheio de emoções fortes e com as quais é difícil lidar. Temos de Falar sobre Kevin é de uma grandeza extraordinária, quer pelas sensações e sentimentos que faz despertar, quer pela forma como toda a história de Eva e Kevin é apresentada. Com uma extraordinária interpretação de Tilda Swinton, a longa-metragem de Lynne Ramsay é uma obra-prima que todos deveriam ver.


(As menções honrosas do 11º ao 16º lugares podem ser encontradas aqui.)

Os Melhores do Ano: Menções Honrosas #2012

Antes de revelar o meu Top 10, com os melhores filmes que estrearam em Portugal ao longo deste ano, há que destacar seis títulos que, apesar de não constarem nos meus 10 favoritos de 2012, estiveram muito perto de lá entrar.

Aqui ficam as seis menções honrosas, ordenadas entre o 11º e 16º lugares do meu top de 2012:

16. Frankenweenie, de Tim Burton
Um regresso ao Tim Burton dos velhos tempos num filme que é, todo ele, uma homenagem ao cinema. Frankenweenie é um regresso ao passado cheio de novidades, que assegura, todavia, uma originalidade de que já sentíamos falta.



15. Os Marretas (The Muppets), de James Bobin
Eles marcaram a infância dos adultos e jovens adultos actuais, mas estão muito longe da reforma e continuam a fazer sorrir e sonhar não só as crianças de outros tempos como as de agora. É delicioso rever o Cocas e a Miss Piggy e todos os restantes Marretas, com todas as surpresas que trazem consigo.



14. O Cavaleiro das Trevas Renasce (The Dark Knight Rises), de Christopher Nolan
A épica conclusão da trilogia do Batman de Christopher Nolan, apesar de não alcançar o nível do seu antecessor, não deixou de ser um dos filmes mais inesquecíveis de 2012. Com uma primeira metade bastante morna, apesar de essencial para compreender e entrar na verdadeira dimensão do que se segue, o entusiasmo de O Cavaleiro das Trevas Renasce é recuperado a partir do meio, e, depois, tudo se revela espectacular até ao último segundo. Batman renasce para a sua cidade e para o seu público. Ele dá tudo a Gotham, Christopher Nolan dá-nos tudo a nós.



13. Shut Up And Play the Hits: O fim dos LCD Soundsystem (Shut Up and Play the Hits), de Will Lovelace e Dylan Southern
O filme que documenta o derradeiro concerto dos LCD Soundsystem e as 24 horas seguintes do vocalista James Murphy não poderia deixar de constar nas minhas listas de melhores do ano, neste caso, com uma menção honrosa. Uma experiência visualmente soberba, um documentário comovente, onde entramos na intimidade do músico, que se vai dando a conhecer, ao mesmo tempo que parece encontrar respostas para si mesmo.



12. O Monte dos Vendavais (Wuthering Heights), de Andrea Arnold
A história de um amor adolescente que, com o passar dos anos, perdura transformando-se num sentimento perigoso, é contada da forma mais sensível mas igualmente violenta, onde a Natureza assume um papel de destaque. O Monte dos Vendavais é, para além de tudo isto, uma experiência visual e sensorial extraordinária.



11. O Substituto (Detachment), de Tony Kaye
A história de um professor substituto que se depara com uma nova turma de jovens desmotivados e violentos. Depois de muitos filmes sobre esta temática, O Substituto veio demarcar-se do que já foi feito. Adrien Brody veste a pele deste homem solitário e misterioso, que, não querendo criar laços, acaba por entrar na vida das novas pessoas que conhece, tentando ajudá-las, ao mesmo tempo que se tenta ajudar também a si mesmo. Tecnicamente interessante, argumentativamente forte, tocante, e, apesar de alguma previsibilidade, aborda as temáticas a que se propõe de forma original.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desilusões do ano #2012

Depois das surpresas, as desilusões do ano. Refiro-me a filmes para os quais as expectativas se elevaram demasiado para o produto final. As minhas quatro maiores desilusões estão bem longe de serem maus filmes, estando aliás nos favoritos do ano de muita gente e alerto desde já para tal. A grande maioria das minhas escolhas tenderá, portanto, a ser controversa, e, em caso de dúvida, aconselho, claro, a visualização desses títulos para que se tirem as devidas conclusões.


Segue então a listagem das minhas seis desilusões de 2012:

6. Aristides de Sousa Mendes - O Cônsul de Bordéus

Não esperava que daqui saísse um grande filme, longe disso, mas também não esperava um trabalho tão fraco, quer argumentativamente, quer tecnicamente, quer mesmo ao nível do desempenho dos actores. Uma figura tão notável e, ao mesmo tempo, tão pouco conhecida da história portuguesa não merecia tal tratamento. Interpretações sem fulgor e um argumento que se perde em histórias paralelas fazem com que as atenções se dispersem e pouco ou nada seja verdadeiramente assimilado ou homenageado. Valeu a intenção de trazer os feitos de Sousa Mendes para o cinema.



5. Cavalo de Guerra
Aqui as expectativas eram mais elevadas apenas por se tratar de Spielberg, mas o realizador trouxe-nos um filme demasiado inocente e inverosímil. A Cavalo de Guerra falta credibilidade e uma verdadeira ligação emocional, que fica perdida assim que o cavalo se separa do primeiro dono. Seguimos o cavalo mas nenhuma das personagens com que ele se cruza nos marca ou acrescenta algo à acção. Merece algum mérito no que toca a aspectos técnicos, como as fantásticas fotografia e banda sonora.



4. Cloud Atlas
Cloud Atlas prometia algo de verdadeiramente original, mas no fundo, não conseguiu ser mais do que um emaranhado de histórias pouco criativas, de onde pouco se extrai. O filme ambicionou ser muito mais do que o que conseguiria alcançar. Dos seis casos que nos são expostos, destacam-se pela positiva dois ou três; visualmente, há bons momentos, mas como um todo, os irmãos Wachowski e Tykwer não conseguem impressionar e, muito menos, demarcar-se do que já foi feito.



3. A Vida de Pi
Ingénuo mas visualmente muito apelativo, A Vida de Pi parecia ser um daqueles filmes capazes de tocar qualquer um. Contudo, as minhas ilusões desfizeram-se cedo. Uma história de sobrevivência, em que um rapaz e um tigre são obrigados a adaptar-se e a conviver um com o outro, que promete comover mas fica-se pelas promessas. Senti que me queriam forçar a acreditar em algo extremamente artificial.



2. Holy Motors
Holy Motors é um filme de extremos até mesmo para o espectador que tanto o pode amar como odiar. Para mim, Leos Carax ambicionou ser genial mas não finalizou o processo para o concretizar. A longa-metragem é um emaranhado de ideias que poderiam ter muito para dar, cheias de boas intenções, mas que apenas são lançadas à espera que alguém lhes dê um rumo, ou então perdem-se por aí numa espécie de nonsense. Da muito possível abordagem sobre o próprio cinema a um romance muito pessoal, tudo se fica por hipótese, não existindo uma lógica que una tantas ideias, tantas personagens.



1. Moonrise Kingdom
Há toda uma espécie de culto em redor de Moonrise Kingdom, é certo. Todavia, o mais recente filme de Wes Anderson esteve bem longe de me impressionar. Começando pela história simples, inocente e muito pouco original, às interpretações surpreendentemente fracas, em Moonrise Kingdom não há nada que cative verdadeiramente, à excepção da direcção artística.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Surpresas do Ano #2012

O balanço cinematográfico de 2012 continua, agora fazendo uma breve análise das maiores desilusões e surpresas deste ano. Começando pelas surpresas, aqui ficam alguns dos títulos, um mais desconhecidos que outros, que marcaram inesperadamente o ano pela positiva.


8. O Fantástico Homem-Aranha / The Amazing Spider-Man
Mudou o realizador, mudou o protagonista, e o reboot revelou-se melhor do que qualquer um dos filmes da anterior trilogia. Marc Webb e Andrew Garfield trouxeram o verdadeiro Homem-Aranha às salas de cinema.



7. Magic Mike
O filme sobre strippers masculinos que, estando longe de ser uma obra-prima, consegue superar as expectativas e revelar-se ser um filme para todos. Sim, os homens também viram e gostaram.



6. Um Feliz Evento / Un Heureux Événement 
Passou despercebido mas vale bem a visualização. Um filme forte, com alguma comédia, é certo, mas que é um excelente ensaio sobre a maternidade. Irá tocar mesmo os mais cépticos.



5. A Saga Twilight: Amanhecer Parte 2 / The Twilight Saga: Breaking Dawn - Part 2
Depois de tantos filmes medíocres, de entre os quais o penúltimo atingiu níveis de qualidade verdadeiramente baixos, a última longa-metragem da saga Twilight conseguiu ser razoável e até conquistar alguns críticos. O romance continua lá mas a acção acontece, e a batalha final consegue surpreender.



4. The Grey - A Presa
Protagonizado por Liam Neeson, The Grey - A Presa passou despercebido, mas revelou-se muito mais do que se poderia esperar. Tem grandes momentos de suspense e deixa qualquer um arrepiado. É um excelente filme sobre a luta pela sobrevivência, com uma abordagem dura e sem receios.



3. Até Que o Fim do Mundo nos Separe / Seeking a Friend for the End of the World
No ano do fim do mundo, surgiu mais um filme sobre o Apocalipse, mas num registo bem diferente do comum. Até Que o Fim do Mundo nos Separe é uma comédia dramática, que relata os últimos dias do planeta de uma forma leve, mas não menos tocante, que nos deixará a reflectir.



2. Sr. Ninguém / Mr. Nobody
Um filme de 2009 que apenas estreou este ano e passou ao lado da maioria das pessoas, Sr. Ninguém é, no entanto, surpreendente. Uma lição de vida, um apelo aos sentidos, um filme sobre escolhas, com um imaginário tão forte e, ao mesmo tempo, que toca bem fundo. Um filme complexo mas coerente e que, em momento algum, nos deixará sem rumo.



1. Morre... E Deixa-me em Paz! / Bernie
Com um título português que está bem longe daquilo que o filme é, Morre... E Deixa-me em Paz!, ou simplesmente Bernie, na versão original, é para ser encarado como muito mais que uma simples comédia. Jack Black tem uma óptima prestação e esta história, baseada num caso real e contada num tom quase documental, merece visualização.

Estreias da Semana #44

Na última semana de estreias do ano são seis os filmes que encerram 2012. Comédias, dramas e um thriller chegam às salas esta Quinta-feira, dia 27 de Dezembro.

Entre Irmãs (2011)
Your Sister's Sister
Um ano após a morte de Tom, o seu irmão Jack continua emocionalmente perturbado. A sua amiga Iris oferece-lhe a sua casa de família numa remota ilha a noroeste do Pacífico, para que ele faça um período de reflexão. Ao chegar, Jack depara-se com Hannah, a irmã de Iris, que se refugiou na mesma casa e se encontra a sofrer com o fim de uma relação de sete anos. Inesperadamente, Hannah acaba por encontrar consolo na presença inesperada de Tom, e uma noite de conversa e bebida termina numa inesperada aventura entre os dois, cuja consequência é agravada pelo facto de Iris aparecer de surpresa na manhã seguinte.

Jack Reacher (2012)
Quando um homem armado mata cinco pessoas com apenas seis tiros, todas as provas apontam para um suspeito colocado sob custódia. No interrogatório, o suspeito fornece uma única nota: "Tragam o Jack Reacher!". Assim começa uma extraordinária perseguição pela verdade, colocando Jack Reacher, interpretado por Tom Cruise, contra um inesperado inimigo, com habilidade para a violência e um segredo a manter.

O Meu Pior Pesadelo (2011)
Mon pire cauchemar
De França chega O Meu Pior Pesadelo. Ela vive com o filho e o marido num apartamento de luxo, em Paris. Ele vive com o seu filho, nas traseiras de uma carrinha. Ela é directora de uma fundação de arte contemporânea. Ele sobrevive realizando biscates e dos subsídios da segurança social. Ela concluiu toda a sua formação universitária em apenas 7 anos. Ele passou quase 7 anos atrás das grades. Eles são o oposto e não se podem ver um ao outro. Na verdade, é mesmo improvável que alguma vez se conhecessem, não fosse os seus filhos serem amigos inseparáveis. Contudo, no fim, ambos vão perceber porque é que os opostos se atraem.

Paraíso a Oeste (2009)
Éden à l’Ouest
Também de França, Paraíso a Oeste debruça-se sobre a história de Elias, um imigrante em fuga. O filme encontra-o no mar Egeu mas não se sabe de onde vem, apenas se percebe que está a aprender francês. Nas peripécias da sua odisseia, Elias vai conhecer o inferno, vai temer tudo o que sejam fardas e vai ter estranhos encontros. Até chegar ao destino sonhado, Paris, que no entanto deixou de ser terra de acolhimento. Mas uma boa roupa pode fazer toda a diferença.

Também a Chuva (2009)
También la lluvia
De Espanha, Também a Chuva conta-nos a história de um descrente produtor de cinema e de um jovem e idealista realizador, que trabalham em conjunto num ambicioso projecto, a filmar na Bolívia, sobre a chegada dos espanhóis à América. Todavia, nenhum dos dois pode imaginar o desafio que os espera quando rompe nesse país a Guerra da Água (Abril 2010), que os leva a ambos a uma viagem emocional em sentidos opostos.

The Paperboy - Um Rapaz do Sul (2012)
The Paperboy
Com um elenco de luxo, The Paperboy - Um Rapaz do Sul chega agora aos cinemas. Quando Ward Jansen, um conceituado repórter do Miami Times, regressa à sua pequena cidade natal no sul da Florida para investigar um caso para o seu jornal, acaba por recrutar Jack, o seu irmão mais novo, como condutor. O motivo da presença de Ward e do seu colega Yardley Acheman na cidade é Charlotte Bless, uma enigmática solitária que tem por hábito corresponder-se com prisioneiros no corredor da morte e que os consegue convencer da inocência de Hillary Van Wetter, um rude caçador de crocodilos, condenado por homicídio. À medida que a investigação se desenrola, os irmãos são conduzidos numa viagem plena de traições. A única que se mantém constante é aquela bela e estranha mulher que se apaixona por assassinos e cuja paixão os poderá condenar a todos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Actrizes do Ano #2012

Depois dos homens, é a vez de percorrer os filmes vistos e descobrir quem foram as actrizes que nos proporcionaram as melhores interpretações de 2012. Poucas são as que nos marcaram verdadeiramente este ano, mas, ainda assim, encontram-se seis nomes que merecem ser destacados.


6º - Meryl Streep 
Meryl Streep dispensa apresentações e sabemos que poucas vezes desilude quando encarna uma personagem. Este ano ganhou (mais) um Óscar, pela sua interpretação de Margaret Thatcher em A Dama de Ferro e, apesar de ser uma das mais sobrevalorizadas do ano, a actriz, que também pudemos ver em Terapia a Dois, merece figurar nos destaques de interpretações de 2012. Não ser soberba como Thatcher, Streep veste-lhe a pele de forma competente e dá algum brilho a um filme que pouco tem a seu favor.



5º - Rooney Mara
Um nome que surpreendeu: Rooney Mara foi Lisbeth Salander em Millennium 1: Os Homens que Odeiam as Mulheres, o remake realizado por David Fincher do filme sueco com o mesmo nome. Mara  (também nomeada para um Óscar este ano) provou merecer ter sido a escolhida para um papel já tão bem desempenhado por Noomi Rapace.  Inteligente, dura, forte, ela sente e sofre de forma arrepiante.



4º - Elizabeth Olsen 
A irmã mais nova das gémeas Olsen provou que afinal há talento na família. Martha Marcy May Marlene foi a prova disso mesmo com Elizabeth Olsen a encarnar de forma fabulosa a jovem Martha, que passou pelas mais terríveis experiências, ficando marcada da forma mais profunda.



3º - Michelle Williams
Michelle Williams tem, ao longo dos anos, demonstrado a excelente actriz que é. A Minha Semana com Marilyn veio reforçar esse facto com uma fiel interpretação do ícone Marilyn Monroe, que lhe valeu mais uma nomeação aos Oscares. O filme vale, principalmente, por Williams, que para além das semelhanças físicas, consegue parecer-se com Monroe nos gestos, forma de andar, falar, e incorpora tudo o que é preciso: o desencanto, a depressão ou a instabilidade emocional.



2º - Tilda Swinton
Tilda Swinton surgiu nos cinemas este ano em dois filmes: Temos de Falar sobre Kevin, no qual nos ofereceu o grande desempenho da sua carreira, e Moonrise Kingdom, onde não lhe deram uma personagem à sua altura. Falemos apenas do primeiro, onde a actriz é Eva, uma mãe que coloca as suas ambições e carreira de parte para dar à luz Kevin, com quem desenvolve uma relação difícil. Swinton vive de tal forma esta personagem que o próprio espectador partilha o seu drama e vive tão intensamente como Eva todos os acontecimentos. Ela entrega-se de corpo e alma à mulher corajosa que representa e dá-lhe a credibilidade necessária para que nos seja impossível ficar indiferentes à história mesmo depois dela acabar.



1º - Emmanuelle Riva 
Entre Swinton e Riva e escolha foi difícil. No entanto a actriz de Amor merece todos os destaques. Emmanuelle Riva, com 85 anos, encarna um papel extremamente exigente como Anne. Sem articular uma palavra, a actriz consegue transmitir inúmeras emoções e sentimentos e, a cada cena, é notório o desgaste físico e emocional que terá sido vestir a pele desta personagem.

Actores do Ano #2012

Para começar o balanço de 2012, dedicarei algum espaço deste blogue aos actores e actrizes que mais se destacaram no cinema que por cá estreou este ano. Começando pelos homens, há sete nomes de que é inevitável falar se analisarmos as interpretações deste ano.


7º - Brad Pitt
Começo pelos menos notórios. Brad Pitt teve um bom ano com a nomeação para o Oscar de melhor actor e, em Portugal, pudemos contar com a sua presença em dois filmes: Moneyball - Jogada de Risco e Mata-os Suavemente. Não tendo interpretações inesquecíveis como a que nos ofereceu em Clube de Combate, por exemplo, Pitt não se sai nada mal, quer como treinador de basebol, quer como assassino profissional (embora eu prefira esta última versão).



6º - Nick Nolte
Vimo-lo este ano em Warrior - Combate entre Irmãos onde é pai de dois lutadores. Não tendo tido talvez o destaque merecido, apesar da nomeação ao Oscar de Melhor Actor Secundário por este papel, Nolte encarna com alma este ex-alcoólico magoado e sofrido.



5º - Denis Lavant
Por muito que seja pública a minha antipatia por Holy Motors, é também pública a minha admiração pela prestação de Denis Lavant nesse mesmo filme. O actor francês consegue multiplicar-se como ninguém e vestir a pele das mais variadas e distintas personagens, causando no espectador sentimentos quase paradoxais como admiração e repugnância.



4º - Ezra Miller
O mais jovens dos meus destaques. Mais idade não é sinónimo de mais talento, e o certo é que Ezra Miller prova a cada novo papel o grande actor que já é. Este ano Temos de Falar Sobre Kevin deixou-nos arrepiados com uma personagem complexa e sinistra. O mês passado Ezra Miller voltou aos ecrãs em As Vantagens de Ser Invisível, na pele de um adolescente homossexual e, uma vez mais, mostrou do que é capaz.



3º - Matthew McConaughey
Um dos grandes actores do ano, com duas interpretações surpreendentes, quer em Magic Mike, quer em Morre... e Deixa-me em Paz. Certo é que Matthew McConaughey provou o talento que tem com excelentes desempenhos de personagens um tanto ou quanto caricatas. O procurador distrital de Morre... e Deixa-me em Paz, com as suas peculiaridades, e o stripper Dallas, de Magic Mike são a prova da versatilidade do actor.



2º - Michael Shannon
Shannon anda, ao longo dos anos, a marcar sorrateiramente todos os filmes em que surge, por mais pequena que seja a sua participação. Mas foi este ano que pudemos assistir à sua mais espectacular interpretação, como Curtis em Procurem Abrigo. O seu poderoso desempenho leva-nos a acreditar nos seus delírios e temer o mesmo que o protagonista. Não é qualquer um que consegue transmitir tantas e tão diversas sensações em duas horas de filme.



1º - Michael Fassbender
Fassbender é, para mim, o actor do ano, com duas interpretações de alto nível. Vimo-lo este ano em Vergonha, Prometheus e Uma Traição Fatal - e por muito distintas que sejam as personagens que interpretou - um viciado em sexo, um robô e um agente secreto - certo é que nos deixou impressionados, em qualquer uma delas. Destaco as duas primeiras: o angustiado Brandon, que trava uma luta contra si mesmo, e o robô David, marcado pelos seus tiques e ambição.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

Sugestão da Semana #43

Uma semana complicada no que toca a sugestões. Com os títulos mais prováveis de destacar - Holy Motors e A Vida de Pi - a deixarem-me desapontada, a sugestão recai naquele que será uma das minhas próximas visualizações: Hotel Transylvania. A longa-metragem de animação chama, desde já, as atenções por reunir uma série de personagens conhecidas do género de terror, colocando-as como protagonistas de um filme para os mais novos. E já que estamos no Natal, aqui fica uma Sugestão da Semana para toda a família.

HOTEL TRANSYLVANIA
Ficha Técnica:
Título Original: Hotel Transylvania 
Realizadores: Genndy Tartakovsky
Actores (vozes versão original): Adam Sandler, Kevin James, Andy Samberg, Selena Gomez, Steve Buscemi
Actores (vozes versão portuguesa): Tiago Retrê, Fernando Luís, Rui Unas, Joana Solnado, Paulo Futre, Julia Pinheiro, Pedro GiestasManuel Marques, Bruno Ferreira, Cláudia Cadima, Celina Pereira
Género: Animação
Classificação: M/6
Duração: 91 minutos

sábado, 22 de dezembro de 2012

Momentos para Recordar #13

Em plena quadra natalícia, sabe sempre bem um Momentos para Recordar dentro do espírito. Romantismo e desejos de boas festas directamente do filme O Amor Acontece

O Amor Acontece (Love Actually), Richard Curtis (2003)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Cerimónia dos TCN Blog Awards: Os vídeos

O blogue Antestreia filmou a cerimónia de entrega dos TCN Blog Awards, que aconteceu no passado Sábado, dia 15, no Centro Cultural Casapiano.

Aqui ficam os vídeos (publicados na página do Antestreia no youtube) do certame, onde o Hoje Vi(vi) um Filme conquistou o prémio para Melhor Novo Blogue.




Estreias da Semana #43

Perto do final do ano, algumas estreias bastante esperadas vão chegando. Esta Quinta-feira, dia 20, destaque para A Vida de Pi e Holy Motors, e, claro, o regresso às salas de cinema de Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes.

A Vida de Pi (2012)
Life of Pi
Ang Lee traz-nos A Vida de Pi. Pi Patel é filho do administrador do jardim zoológico de Pondicherry, na India, e possui um enorme conhecimento sobre animais e uma visão da vida muito peculiar. Aos 16 anos, Pi junta-se à família que decide emigrar para a América do Norte num navio cargueiro, juntamente com os habitantes do zoo. Porém, o navio afunda-se logo nos primeiros dias de viagem e Pi vê-se na imensidão do Pacifico a bordo de um salva-vidas acompanhado de uma hiena, um orangotango, uma zebra ferida e um tigre de Bengala. Em breve restarão apenas Pi e o tigre, e a única esperança de sobreviverem é descobrirem que ambos precisam um do outro.

Holy Motors (2012)
Holy Motors, de Leos Carax, apresenta-nos algumas horas da existência do senhor Oscar, um ser que viaja de vida em vida. Ora é um abastado homem de negócios, ora um assassino, ora um pedinte, ora um pai de família. Ao longo de todas estas experiências ele está sozinho, sendo Céline a única pessoa que o acompanha, aos comandos da imensa limousine que o transporta. Mas afinal, quem é Oscar? Onde fica a sua casa? Onde está a sua família e o seu descanso?

Hotel Transylvania (2012)
A animação chega esta semana com Hotel Transylvania, o luxuoso resort do Drácula, onde os monstros e as suas famílias podem viver livremente sem os humanos a incomodá-los. Certo fim-de-semana, Drácula convida alguns dos monstros mais famosos do mundo - Frankenstein e a sua mulher, a Múmia, o Homem-Invisível, uma família de lobisomens e muito outros - para celebrar o 118º aniversário da sua filha Mavis. Para o Drácula, receber todos estes legendários monstros não é problema, mas o seu mundo pode desabar quando um homem comum aparece no hotel e se apaixona por Mavis.

Pela Estrada Fora (2012)
On the Road
Sal Paradise, um jovem aspirante a escritor natural de Nova Iorque, conhece Dean Moriarty, um charmoso ex-presidiário, casado com a sedutora Marylou, e rapidamente se cria uma forte ligação entre os dois. Determinados a não se deixarem prender pelas rotinas de uma vida normal, os amigos cortam as ligações com tudo o que os rodeia e fazem-se à estrada, na companhia de Marylou. Com enorme sede de liberdade, os três jovens iniciam uma procura pelo mundo, por novas experiências e por si mesmos.

Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes (1958)
Vertigo
Está de regresso aos cinemas o clássico Vertigo - A Mulher que Viveu Duas Vezes, de Alfred Hitchcock. Traumatizado com a morte de um polícia, John Ferguson é levado a retirar-se do activo. É então que um antigo colega o contrata para vigiar Madelaine, sua mulher. Duas mulheres que são uma só e um homem que numa procura recriar a imagem que tem da "outra".

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Parabéns, Brad Pitt!

Brad Pitt está hoje de parabéns! O actor, que recentemente vimos no cinema como Jackie de Mata-os Suavemente, completa hoje 49 anos.
E nada melhor do que aproveitar esta data para relembrar alguns dos seus melhores papéis. Deixo-vos com os meus cinco favoritos.

5. Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles), 1994
Brad Pitt interpretou o vampiro Louis de Pointe du Lac, ao lado de Tom Cruise, Antonio Banderas e uma muito jovem Kirsten Dunst.

4. O Estranho Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button), 2008
Ao lado de Cate Blanchett, Pitt veste a pele de Benjamin Button, o homem que nasceu com a aparência de um idoso e, com os passar dos anos, foi rejuvenescendo.

3. 12 Macacos (Twelve Monkeys), 1995
O actor vestiu a pele de Jeffrey Goines, ao lado de Bruce Willis e de Christopher Plummer, que encarnou o seu pai, Dr. Goines.

2. 7 Pecados Mortais (Se7en), 1995
(alerta spoiler para quem ainda não viu o filme)
Brad Pitt e Morgan Freeman vestem a pele a uma dupla de detectives que investigam o caso de um serial killer que se rege pelos sete pecados mortais no assassinato das suas vítimas.

1. Clube de Combate (Fight Club), 1999
Neste filme de David Fincher, Pitt é Tyler Durden, e, ao lado de Edward Norton, proporciona-nos uma experiência cinematográfica alucinante.

Que outros papéis acrescentariam?

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Crítica: O Hobbit: Uma Viagem Inesperada (2012)

"Home is now behind you. The world is ahead."
Gandalf
*7.5/10*
Depois da trilogia O Senhor dos Anéis, O Hobbit: Uma Viagem Inesperada chega para contar as aventuras de um Bilbo Baggins jovem. Peter Jackson mantém-se fiel a Tolkien e o ambiente que envolve todo o filme continua repleto do imaginário transmitido nos três filmes de O Senhor dos Anéis. A única questão que fica no ar depois da visualização de O Hobbit é se não se poderia ter contornado o pouco avanço da acção neste primeiro de três filmes baseados no livro homónimo.

A aventura que junta Bilbo Baggins, Gandalf e treze anões irá levá-los à Terra Selvagem por caminhos desconhecidos e traiçoeiros repletos de criaturas perigosas. Apesar do seu destino se situar no Leste, nas terras desertas da Montanha Solitária, primeiro terão de escapar aos túneis dos Gnomos, onde Bilbo conhece Gollum, a famosa criatura que irá mudar a sua vida para sempre. Entre batalhas árduas, O Hobbit: Uma Viagem Inesperada é o primeiro episódio desta jornada.

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada é, desde o primeiro momento, um espectáculo visual. Desta vez em 3D e, em algumas das sessões a 48fps, Peter Jackson prova que nunca descura a componente técnica dos seus filmes, proporcionando as mais variadas experiências ao espectador e nunca o decepcionando. A realização de Jackson é o grande trunfo do filme, com planos envolventes, directamente proporcionais à dimensão da longa-metragem. A direcção de fotografia, de Andrew Lesnie, faz um excelente trabalho, fazendo-nos desfrutar na plenitude dos cenários fabulosos e de cada cena em particular. A banda sonora de Howard Shore conjuga-se, como de costume, de forma perfeita com as imagens que acompanha. Já a opção do 3D (vi a versão normal e não a de 48fps), é dispensável, funcionando melhor nas cenas mais calmas, e fazendo-nos perder muita informação, por exemplo, nas cenas de batalhas.
O que este primeiro O Hobbit tem de menos bom é o argumento, ou, mais propriamente, o desenvolvimento da acção. Jackson pretende realizar três filmes a partir de um livro relativamente curto. Para além das questões económicas que lhe estão certamente associadas, não me parece haver material suficiente para que os três filmes O Hobbit possam resultar em algo de extraordinário e marcante para o cinema recente, como foi o caso de O Senhor dos Anéis. Ainda assim, há que reconhecer que, apesar do pouco que acontece, e de se sentir um certo vazio nos acontecimentos, principalmente na primeira parte do filme, O Hobbit: Uma Viagem Inesperada oferece-nos bons momentos, e mal se dá pelas quase três horas de duração.

De destacar, o encontro com os Trolls, a passagem pela Rivendell e o encontro com os elfos, e, claro - provavelmente a melhor cena da longa-metragem -, o encontro entre Bilbo e Gollum, onde todas as atenções se prendem ao ecrã de forma mágica. O anel finalmente surge, o jogo de adivinhas está construído exemplarmente e a conversa entre as duas personagens é hipnotizante para quem assiste. Para os fãs de Tolkien e da trilogia de O Senhor dos Anéis, O Hobbit: Uma Viagem Inesperada invoca uma nostalgia muito especial. Para além de Gandalf, Bilbo ou Gollum, matamos saudades também de Frodo, Elrond, Galadriel e Saruman.
O elenco prova que foi muito bem escolhido, começando por Martin Freeman como Bilbo Baggins. Inicialmente amedrontado, o hobbit descobre em si uma ousadia e sede de aventura que, provavelmente, desconhecia. Outra excelente escolha foi o nome de Richard Armitage para encarnar o anão Thorin. O actor dá-lhe a elegância e coragem que a personagem pede. Do restante elenco, já conhecido desde O Senhor dos Anéis, é um prazer rever Ian McKellen como Gandalf, Andy Serkis como Gollum, Hugo Weaving como Elrond, Cate Blanchett como Galadriel, Christopher Lee como Saruman ou mesmo Elijah Wood como Frodo.

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada vem, antes de mais, satisfazer a curiosidade de todos os que esperaram ansiosamente pela sua estreia. O novo filme de Peter Jackson não deixará ninguém indiferente pela beleza visual que traz consigo. A desilusão de alguns virá provavelmente devido ao pouco avanço na longa jornada até à Montanha Solitária que ainda parece estar muito longe.

domingo, 16 de dezembro de 2012

TCN Blog Awards 2012: O prémio

O prémio para Melhor Novo Blogue:


Mais uma vez, obrigada!

Sugestão da Semana #42

A escolha é óbvia de entre as duas estreias da passada Quinta-feira. O Hobbit: Uma Viagem Inesperada é a minha Sugestão da Semana.

O HOBBIT: UMA VIAGEM INESPERADA


Ficha Técnica:
Título Original: The Hobbit: An Unexpected Journey 
Realizadores: Peter Jackson
Actores: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Elijah Wood, Cate Blanchett, Andy Serkis, Christopher Lee, Hugo Weaving
Género: Aventura, Fantasia
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

Hoje Vi(vi) um Filme vence Melhor Novo Blogue nos TCN Blog Awards

A cerimónia de entrega dos TCN Blog Awards, que premeia a blogosfera nacional de cinema e televisão, aconteceu este Sábado, dia 15, e o Hoje Vi(vi) um Filme foi um dos vencedores. Nomeado nas categorias de Blogger do Ano, Melhor Crítica de Cinema e Melhor Novo Blogue, este espaço conquistou o último título.

Agradeço a todos aqueles que sempre apoiaram e acompanharam a criação e o crescimento do Hoje Vi(vi) um Filme, a todos os que votaram e à organização deste iniciativa, que trabalhou arduamente para que mais uma edição dos TCN Blog Awards pudesse acontece.

A cerimónia, que teve lugar no Centro Cultural Casapiano, reuniu parte da comunidade blogger de cinema e televisão, e contou com convidados como Paula Neves, Luísa Barbosa, Joana Latino ou Pedro Rolo Duarte. A apresentação coube uma vez mais a Manuel Reis, desta vez a solo. Os TCN Blog Awards são uma iniciativa do blogue Cinema Notebook em parceria com a Revista Take.
Aqui deixo a lista completa de vencedores:


Melhor Crítica de Televisão

Melhor Crítica de Cinema

Melhor Entrevista

Melhor Site/Portal de Cinema/Televisão

Melhor Artigo de Televisão

Melhor Artigo de Cinema

Melhor Novo Blogue

Melhor Iniciativa

Melhor Blogue Individual

Melhor Blogue Colectivo

Blogger do Ano

Parabéns a todos os vencedores!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Parabéns, Christopher Plummer!

Um dos actores que mais admiro, Christopher Plummer, completa hoje 83 anos de idade. Com mais de 50 de carreira, Plummer ofereceu-nos as mais diversas interpretações, ficando para sempre associado à sua personagem em Música no CoraçãoCapitão Von Trapp.
Após muitos décadas de trabalho, o seu talento foi este ano reconhecido, finalmente, com um Óscar, na categoria de Melhor Actor Secundário pelo filme Assim é o Amor, onde veste a pele de Hal Fields, um homem que, após a morte da sua mulher, revela a sua homossexualidade e, pouco tempo depois, descobre que sofre de uma doença terminal.

Aqui ficam algumas das suas melhores e mais recentes interpretações:

Assim é o Amor (2010)

A Última Estação (2009)

O Informador (1999)

Pouco antes da cerimónia dos Óscares deste ano, escrevi um artigo sobre a vida e carreira de Plummer para o Espalha-Factos, que pode ser lido aqui.

Globos de Ouro 2013: Os Nomeados

Os nomeados para os Globos de Ouro foram hoje anunciados, com as ausências que não são novidade nestes prémios. Sem grandes surpresas, Lincoln recebeu sete nomeações, e títulos como Argo, Django Libertado, A Vida de Pi e Os Miseráveis também se destacaram.

O Mentor (The Master) apenas recebeu três nomeações, não estando nomeado para Melhor Filme. Na categoria de Melhor Filme - Musical ou Comédia, destaque para as escolhas mais inesperadas O Exótico Hotel Marigold e A Pesca do Salmão no Iémen

O vencedores dos Globos de Ouro serão conhecidos na 70ª cerimónia, que acontece dia 13 de Janeiro, conduzida pelas actrizes Tina Fey e Amy Poehler.

Aqui fica a lista completa de nomeados, nas categorias de cinema:

Melhor Filme - Drama
Argo
Django Libertado
A Vida de Pi 
Lincoln 
00:30 Hora Negra

Melhor Filme - Musical ou Comédia
O Exótico Hotel Marigold
Os Miseráveis
Moonrise Kingdom
A Pesca do Salmão no Iémen
Guia para um Final Feliz 

Melhor Actor - Drama
Daniel Day-Lewis por Lincoln
Richard Gere por Arbitrage - A Fraude 
John Hawkes por Seis Sessões
Joaquin Phoenix por O Mentor
Denzel Washington por Decisão de Risco

Melhor Actriz - Drama
Jessica Chastain por 00:30 Hora Negra
Marion Cotillard por De rouille et d'os
Helen Mirren por Hitchcock
Naomi Watts por O Impossível
Rachel Weisz por The Deep Blue Sea

Melhor Actor - Musical ou Comédia
Jack Black por Morre... e Deixa-me em Paz
Bradley Cooper por Guia para um Final Feliz
Hugh Jackman por Os Miseráveis
Ewan McGregor por A Pesca do Salmão no Iémen
Bill Murray por Hyde Park on Hudson 

Melhor Actriz - Musical ou Comédia
Emily Blunt por A Pesca do Salmão no Iémen 
Judi Dench por O Exótico Hotel Marigold
Jennifer Lawrence por Guia para um Final Feliz
Maggie Smith por Quartet
Meryl Streep por Terapia a Dois

Melhor Actor Secundário
Alan Arkin por Argo
Leonardo DiCaprio por Django Libertado
Philip Seymour Hoffman por O Mentor
Tommy Lee Jones por Lincoln
Christoph Waltz por Django Libertado

Melhor Actriz Secundária
Amy Adams por O Mentor 
Sally Field por Lincoln 
Anne Hathaway por Os Miseráveis
Helen Hunt por Seis Sessões
Nicole Kidman por The Paperboy - Um Rapaz do Sul

Melhor Realizador
Ben Affleck por Argo
Kathryn Bigelow por 00:30 Hora Negra 
Ang Lee por A Vida de Pi
Steven Spielberg por Lincoln
Quentin Tarantino por Django Libertado 

Melhor Argumento
Chris Terrio por Argo 
Quentin Tarantino por Django Libertado 
Tony Kushner por Lincoln
David O. Russell por Guia para um Final Feliz  
Mark Boal por 00:30 Hora Negra 

Melhor Canção Original
Homens de Coragem: Monty Powell, Keith Urban (For You)
The Hunger Games - Os Jogos da Fome: Taylor Swift, John Paul White, Joy Williams, T-Bone Burnett (Safe and Sound)
Os Miseráveis: Claude-Michel Schönberg, Alain Boublil, Herbert Kretzmer (Suddenly)
007 - Skyfall: Adele, Paul Epworth (Skyfall)
Stand Up Guys: Jon Bon Jovi (Not Running Anymore)

Melhor Banda Sonora Original
Dario Marianelli por Anna Karenina
Alexandre Desplat por Argo
Reinhold Heil, Johnny Klimek, Tom Tykwer por Cloud Atlas 
Mychael Danna por A Vida de Pi 
John Williams por Lincoln

Melhor Filme de Animação
Brave - Indomável
Frankenweenie
Hotel Transylvania
A Origem dos Guardiões
Força Ralph

Melhor Filme Estrangeiro
Amor
Kon-Tiki 
Amigos Improváveis
En kongelig affære
De rouille et d'os