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terça-feira, 7 de abril de 2026

Sugestão da Semana #712

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca O Drama, de Kristoffer Borgli, protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson.

O DRAMA


Ficha Técnica:
Título Original: The Drama
Realizador: Kristoffer Borgli
Elenco: Zendaya, Robert Pattinson, Alana Haim, Mamoudou Athie, Zoë Winters, Hailey Benton Gates
Género: Comédia, Romance
Classificação: M/14
Duração: 105 minutos

domingo, 13 de abril de 2025

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2024

Hoje é Dia Internacional do Beijo e, como é habitual, fizemos uma selecção de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico, que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro de 2024 (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

E os escolhidos são:

Art, Tashi e Patrick (Mike Faist, Zendaya e Josh O'Connor) em Challengers (2024)

Bella e Duncan (Emma Stone e Mark Ruffallo) em Pobres Criaturas / Poor Things (2023)

Paul Atreides e Chani (Timothée Chalamet e Zendaya) em Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)

Elvis e Priscilla (Jacob Elordi e Cailee Spaeny) em Priscilla (2023)


Deadpool e Dogpool (Ryan Reynolds e Peggy) em Deadpool & Wolverine (2024)


Gary Johnson e Madison Figueroa Masters (Glen Powell e Adria Arjona) em Assassino Profissional / Hit Man (2023)


Astrid e Jeremy (Jenna Ortega e Arthur Conti) em Beetlejuice Beetlejuice (2024)



Arthur Fleck e Lee Quinzel (Joaquin Phoenix e Lady Gaga) em Joker: Loucura a Dois / Joker: Folie à deux (2024)


Ani e Ivan (Mikey Madison e Mark Eydelshteyn) em Anora (2024)

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Crítica: Challengers (2024)

"I'm taking such good care of my little white boys."

Tashi

*9/10*

Luca Guadagnino regressa ao cinema com o jogo de ténis mais intenso dos últimos tempos. Challengers é um thriller de desporto, competitivo, sensual e cheio de adrenalina: uma experiência cinematográfica sensorial e vibrante.

"Tashi Duncan é uma antiga estrela do ténis que se tornou treinadora, uma força da natureza que nunca pede desculpa pelo seu jogo dentro e fora do campo. Casada com Art, conseguiu transformá-lo de jogador medíocre em campeão do Grand Slam. Quando Art tenta ultrapassar uma maré de derrotas, a estratégia de Tashi toma um rumo surpreendente. Convence o marido a jogar um torneio 'Challenger' - o nível mais baixo do circuito profissional - onde terá de enfrentar Patrick, o seu antigo melhor amigo e ex-namorado de Tashi que foi outrora um talento promissor, mas agora se encontra esgotado e em fim de carreira. À medida que passado e presente colidem e a tensão aumenta, Tashi questiona-se: qual é o preço a pagar pela vitória?"

O filme passa-se em três tempos distintos, com a diferença de 13 antes entre o passado e o momento actual, com um breve reencontro pelo meio, e cuja variação do corte de cabelo de Zendaya é o principal sinal da mudança de época. 

Desde o triângulo amoroso inicial, em que os dois jovens melhores amigos, Art e Patrick, ficam fascinados pela jovem estrela do ténis, que se denota que Tashi adora ser admirada. Com o passar do tempo, vai-se denotando uma espécie de sociopatia em Tashi. Ela é egocêntrica, chega a ser perversa, e o seu grande amor é e sempre será, sem qualquer dúvida, o ténis - seja ela ou outro a entrar em campo. É este jogo que aumenta o seu entusiasmo ou a sua paixão. O ténis é o seu motor, a sua adrenalina e o fracasso do marido é sinónimo do iminente fim do casamento.

Mas o triângulo amoroso nunca mais se desfaz. Art parece simbolizar o lado mais disciplinado de Tashi, de ambições semelhantes, enquanto Patrick é mais rebelde, mas igualmente corajoso e desafiador. Os três complementam-se de forma quase tóxica.

O trio de actores protagonistas, liderado por Zendaya (que terá a aqui a sua melhor prestação cinematográfica desde Malcolm & Marie), juntamente com Mike Faist (West Side Story) e Josh O’Connor (The Crown), mostra-se à altura do desafio, numa cumplicidade e intimidade de fazer inveja, e demonstrando talento e maturidade. 

Para além da aura competitiva, afectiva e desportivamente, que acompanha todo o argumento, o brutal efeito de Challengers é, em grande parte, obra de um trabalho de montagem magistral de Marco Costa, alinhado com a banda sonora electrizante de Trent Reznor e Atticus Ross.

Desta vez, Luca Guadagnino não falha. Tashi dita as regras e a plateia deixa-se seduzir e vai a jogo, quer queira, quer não.

quarta-feira, 13 de março de 2024

Oscars 2024: Red carpet

Após uma cerimónia com a vitória anunciada de Oppenheimer e algumas surpresas, incluindo a estrondosa interpretação de Ryan Gosling do tema I'm just Ken, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Entre alguns modelos exuberantes e outros mais discretos, destaquei os que mais me cativaram, entre a elegância e simplicidade (e o arrojo de Florence Pugh).

Lupita Nyong'o desfilou num elegante modelo cinza brilhante Armani Privé. A combinar com o vestido e as jóias, a actriz tinha glitter no corpo, rosto e cabelo. Era impossível ficar-lhe indiferente.

Vencedora do Oscar de Melhor Actriz em 2023, Michelle Yeoh desfilou glamourosa num vestido assimétrico Balenciaga, brilhante em tons de prata, em contraste com umas elegantes luvas pretas compridas.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Jodie Foster chegou à passadeira vermelha com um vestido azul escuro LOEWE, cuja saia se destacou pelos detalhes brilhantes, qual céu estrelado.

A realizadora francesa Justine Triet, nomeada por Anatomia de uma Queda, optou por um fato às riscas Louis Vuitton, juntamente com um top preto acetinado. Prática e elegante.

Jennifer Lawrence desfilou com um vestido sem alças da Dior Haute Couture, preto com bolinhas brancas, e echarpe a condizer. Inesperadamente, clássico e elegante.

Zendaya desfilou deslumbrante na red carpet dos Oscars com um escultural vestido de uma alça Giorgio Armani Privé, em tons rosa e bordados prateados em forma de palmeiras. A acompanhar, esteve um penteado clássico e jóias Bulgari.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz pelo seu desempenho em Maestro, Carey Mulligan foi uma das mais clássicas da noite, num vestido preto sem alças Balenciaga, cuja saia terminava numa volumosa bainha branca em tule plissado. Para aumentar - ainda mais - o glamour do modelo, Mulligan usou umas longas luvas pretas.

Ryan Gosling foi um dos homens da noite e, antes de usar o fato rosa brilhante, com luvas a condizer e óculos de sol, que marcou um dos momentos dos Oscars 2024, o actor - nomeado na categoria de Melhor Actor Secundário pelo seu papel de Ken em Barbie - chegou discreto mas cheio de estilo à red carpet. Gosling usou um descontraído fato preto, com detalhes metalizados, da Gucci, que também assinou o visual rosa que deu que falar.

Sempre com o seu quê de ousadia, Florence Pugh destacou-se na passadeira vermelha com um original vestido cinzento-prateado Del Core, cujo corpete, repleto de cristais, não deixou ninguém indiferente (e aquele colar!). 

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, Lily Gladstone desfilou com um vestido de veludo azul, resultado de uma colaboração da Gucci com o designer indígena Joe Big Mountain. A capa/cauda com detalhes bordados, que lembram as suas raízes, transforma este modelo numa obra de arte. O bom gosto da maquilhagem, cabelo e jóias só consolidaram a actriz como uma das mais belas da noite.

segunda-feira, 4 de março de 2024

Crítica: Dune - Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)

"I am Paul Muad'Dib Atreides, Duke of Arrakis. The Hand of God be my witness, I am the Voice from the Outer World! I will lead you to Paradise!"

Paul Atreides


*7/10*

Depois de vários adiamentos, Dune - Duna: Parte Dois viu a luz (do dia e do projector da sala de cinema, em IMAX, de preferência), dando seguimento ao filme de 2021, que trouxe para o grande ecrã - mais uma vez - o inadaptável livro de ficção científica de Frank Herbert.

"Dune - Duna: Parte Dois explora a jornada mítica de Paul Atreides, que se une a Chani e aos Fremen durante um golpe de vingança contra os conspiradores que destruíram a sua família. Ao enfrentar uma escolha entre o amor da sua vida e o destino do universo, ele lutará para evitar um futuro terrível que só ele pode prever."

A clareza que o filme anterior já apresentava continua a ser uma das grandes forças de Denis Villeneuve nesta segunda parte de Duna. O respeito pelo texto, pelo tempo da acção e das personagens, aproxima a plateia da história. E Villeneuve é exímio ao dotar as sequências de acção mais intensas de uma epicidade muito característica: mistério, ritmo e clareza. São bons exemplos disso o momento em que Paul Atreides (Timothée Chalamet) surfa um verme; a luta de Feyd-Rautha Harkonnen (Austin Butler) na arena, qual gladiador; ou a batalha final entre os dois rivais.

Por outro lado, a maior fraqueza de Dune - Duna: Parte Dois é a duração, com a jornada pelo planeta Arrakis, até ao Imperador (Christopher Walken), a ser demasiado longa - menos 20 minutos e o filme não teria quebras de ritmo. Com um início cativante, a longa-metragem segue os passos da integração de Paul e Jessica (Rebecca Ferguson) entre os Fremen, entre alguns combates com os Harkonnen, e a aprender a lidar com as desconfianças de uns e a fé de outros, que acreditam que Paul é mesmo o tão esperado Messias. Ao mesmo tempo, o clima de romance com Chani (Zendaya) intensifica-se e as visões de Paul tornam-se mais claras e frequentes.

De regresso estão as questões religiosas, sociopolíticas e até mesmo ambientais que já a primeira parte de Duna abordava. Também Hans Zimmer segue ao comando da banda sonora, assombrosa e épica, em continuidade com a sua predecessora, bem como o trabalho de fotografia, direcção artística, guarda roupa e efeitos especiais, que flutuam entre um imaginário futurista e a decadência do universo de Herbert.

Nas interpretações, as atenções viram-se para Austin Butler com uma fabulosa transformação física e psicológica para interpretar o psicopata Feyd-Rautha, herdeiro dos Harkonnen.

Em Dune - Duna: Parte Dois, Denis Villeneuve termina o que bem começou no filme de 2021, deixando as pistas e o caminho aberto para os próximos episódios desta complexa saga de ficção científica.

domingo, 3 de março de 2024

Sugestão da Semana #603

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Dune - Duna: Parte Dois, de Denis Villeneuve.

DUNE - DUNA: PARTE DOIS


Ficha Técnica:
Título Original: Dune: Part Two
Realizador: Denis Villeneuve
Elenco: Timothée Chalamet, Zendaya, Rebecca Ferguson, Josh Brolin, Austin Butler, Florence Pugh, Dave Bautista, Christopher Walken, Léa Seydoux, Stellan Skarsgård, Charlotte Rampling, Javier Bardem
Género: Acção, Aventura, Drama
Classificação: M/12
Duração: 166 minutos

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Ads & Cinema #33

O Ads & Cinema destaca a campanha da Lancôme, que lançou uma variação olfactiva do perfume La Vie est Belle, La Vie est Belle Iris Absolu. O clip junta várias embaixadoras da marca, de várias idades e nacionalidades, na sua maioria actrizes, ao som de uma versão do tema What a Wonderful World, num apelo à união e felicidade.

Julia Roberts, Amanda Seyfried, Zendaya, Penélope Cruz, Isabella Rossellini, Lily Collins, Hoyeon e Aya Nakamura são as caras desta campanha.

Eis o clip promocional:

E os clips individuais onde as artistas completam a frase "Life is...":

Zendaya

Hoyeon



Penélope Cruz



Amanda Seyfried



Aya Nakamura



Isabella Rossellini


Lily Collins


terça-feira, 29 de março de 2022

Oscars 2022: Red Carpet

Após uma cerimónia morna e sem grandes surpresas - tirando, claro, a vergonhosa atitude de Will Smith -, fazemos a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Abundaram os folhos exagerados e os vestidos com decotes que em nada favoreceram as suas modelos. E eu, que não percebo nada de moda, continuo a ter os meus gostos. Eis os poucos que se destacaram na estranha noite de Domingo.

Rosie Perez optou por um vestido vermelho Christian Siriano, que lhe favorece a silhueta, com uma longa capa, e foi uma das mais elegantes da red carpet. O penteado e as jóias Dena Kemp dão o toque final ao visual da actriz.

A actriz de origem ucraniana Mila Kunis desfilou na passadeira vermelha com um vestido rosa suave de cetim Zuhair Murad Couture, cheio de detalhes, e uma cauda imponente.

A protagonista de West Side Story, de Steven Spielberg, Rachel Zegler surgiu na passadeira vermelha com um sensual vestido preto Christian Dior, comprido e cheio de transparências. As jóias Tiffany & Co. e o penteado deram um glamour extra ao visual da jovem actriz.

Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, pelo seu papel de Princesa Diana, em Spencer, Kristen Stewart optou um conjunto Chanel, numa escolha arrojada e rebelde. Não será para todos os gostos, mas para mim, condiz com a personalidade da actriz.

Zendaya surgiu deslumbrante com um conjunto Valentino, composto por um top branco e uma cintilante saia prateada. O cabelo apanhado completou o look.

Arrojo não faltou a Timothée Chalamet, num conjunto Louis Vuitton, com um blazer preto bordado, sem camisa, calças e botas pretas. O cabelo rebelde e as jóias Cartier compõem aquele que foi um dos looks mais admirados desta cerimónia.

Nomeada para Melhor Actriz pelo seu papel em A Filha Perdida, Olivia Colman surgiu com um vestido Dior, prateado e fluido, com jóias Chopard . A maquilhagem discreta que destacava o seu olhar e o cabelo apanhado deram à actriz uma jovialidade e elegância que conquistaram a red carpet.

A figura de Lily James não poderia deixar ninguém indiferente na passadeira vermelha dos Oscars. A actriz desfilou num sensual vestido bordado e decotado do Atelier Versace, em tons rosados, com uma abertura lateral e sapatos a condizer. Deslumbrante.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz Secundária, Jessie Buckley levou à cerimónia aquele que foi o meu modelo favorito da noite. A escolha recaiu num longo vestido Erdem, de decote em V, em tons rosa suave, e jóias Chopard. Tão discreta como deslumbrante.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Crítica: Duna / Dune (2021)

"Dreams make good stories, but everything important happens when we're awake."
Duncan Idaho


*7.5/10*

Denis Villeneuve anuncia a chegada do Messias em Duna, um filme que serão dois, e no qual colocou toda a sua dedicação e esmero. Outros já tentaram a tarefa de transpor para cinema o inadaptável Dune, romance de Frank Herbert, sendo David Lynch quem tinha, até agora, chegado mais próximo do livro, com o mal-amado filme de 1984.

Villeneuve alcançou o estatuto necessário para pedir mais calma aos estúdios e o resultado é especialmente entusiasmante. Os acontecimentos são apresentados com clareza, bem como a história de Paul Atreides e do planeta Arrakis, seus habitantes e forasteiros. O realizador não mostra receios em avançar com Duna e está decidido a "preservar" a história original.

"No ano 10 191, numa sociedade feudal intergaláctica, em que casas nobres são responsáveis por planetas, a Casa Atreides aceita administrar o cobiçado planeta Arrakis, rico na especiaria Melange - uma substância capaz de desbloquear o potencial da humanidade. À medida que a família toma posse de Arrakis, as tensões entre casas desencadeiam uma batalha pelo controlo do planeta."


Começou a guerra santa, a guerra pelo poder, pelo recurso mais precioso do deserto de Arrakis - a especiaria. Semelhanças com o mundo real são mera coincidência, ou talvez não, já que estamos perante uma história de ficção científica, datada de 1965, mas tão actual como se tivesse sido escrita ontem.

A esperança que o resistente e explorado povo Fremen tem na chegada do Escolhido toma forma com a chegada de Paul Atreides ao planeta. As questões religiosas e sociopolíticas preenchem uma narrativa onde não faltam também lições de lealdade e até de ecologia. Perto do final de Duna, já na travessia do deserto, sente-se, contudo, algum arrastar da narrativa, como que em busca do momento certo para seguir rumo ao próximo filme. Contudo, a plateia já está conquistada.

Timotheé Chalamet surpreende num desempenho cheio de contenção e dignidade do protagonista Paul Atreids; Oscar Isaac é o exemplo de honra e compromisso na pele do Duque Leto; Rebecca Ferguson é a mulher apaixonada, capaz de ir contra as tradições do seu povo por amor, ao mesmo tempo que é a mãe guerreira que defenderá o filho com a vida, se necessário; Stellan Skarsgård encarna um Barão Vladimir Harkonnen muito mais sombrio e perverso que o retratado no filme de 1984; e Javier Bardem, como Stilgar, ainda com poucos minutos no ecrã, não deixa ninguém indiferente.


Hans Zimmer compôs uma banda sonora inesperadamente assombrosa - no melhor sentido possível -, que envolve mais ainda na tensão que se vive no ecrã. Destaque para o excelente trabalho da direcção de fotografia de Greig Fraser, onde o deserto assume tons sombrios e decadentes, longe das cores quentes a condizer com as elevadas temperaturas; ainda os efeitos especiais muito competentes e realistas; e uma direcção artística e guarda-roupa tão sóbrios como criativos, numa adaptação honrosa do universo de Frank Herbert.

Depois de Primeiro Encontro e Blade Runner 2049, Denis Villeneuve assume a maturidade necessária na ficção científica para o desafio que é filmar Duna. Agora é aguardar mais uma inspiração profunda e fôlego suficiente para a conclusão épica deste clássico.

domingo, 24 de outubro de 2021

Sugestão da Semana #478

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Duna, de Denis Villeneuve. A nova adaptação da obra de Frank Herbert conta com Timothée Chalamet no papel principal.

DUNA


Ficha Técnica:
Título Original: Dune
Realizador: Denis Villeneuve
Elenco: Timothée Chalamet, Rebecca Ferguson, Oscar Isaac, Josh Brolin, Stellan Skarsgård, Dave Bautista, Sharon Duncan-Brewster, Stephen McKinley Henderson, Zendaya, Charlotte Rampling, Jason Momoa, Javier Bardem
Género: Acção, Aventura, Drama, Ficção Cientifica
Classificação: M/12
Duração: 155 minutos

terça-feira, 2 de março de 2021

Ads & Cinema #30

Em finais de 2020, a Lancôme e a actriz e cantora Zendaya - famosa pelas suas recentes interpretações na série Euphoria e no filme Malcolm & Marie - juntaram-se na campanha da nova máscara de pestanas da marca, Lash Idôle. A jovem já tinha sido a cara da Lancôme em 2019, no lançamento do perfume Idôle.

Confere o anúncio, o making off e algumas imagens promocionais.





quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Crítica: Malcolm & Marie (2021)

"You know, life is gonna get easier, but it's also gonna get harder."
Marie


*7/10*

Malcolm & Marie, de Sam Levinson, introduz-nos num ambiente pesado e desconfortável, que, inicialmente, quer calar a revolta e a mágoa entre os elementos de um casal, para, depois, disparar, sem travões, para todos os lados, em ataques cerrados. Levinson transforma as palavras em armas e leva os dois actores - e a plateia - ao limite.

"De regresso a casa após a estreia do seu filme, o cineasta Malcolm (John David Washington) e a namorada, Marie (Zendaya), aguardam o veredito da crítica. Porém, o serão sofre uma viragem surpreendente quando revelações sobre o relacionamento do casal emergem e põem à prova o seu amor."


Malcolm & Marie
parte-nos o coração por ter tanto potencial e perder o rumo. A relação dos protagonistas pode ser uma analogia à do espectador com o filme: amor/ódio. Sam Levinson dotou o seu filme de uma teatralidade imensa: duas personagens, um único espaço, uma madrugada, diálogos e monólogos intensos, com actores que enchem o ecrã. Todavia, o excesso de palavras torna as boas ideias vazias e desproporcionais às emoções do elenco. Duas interpretações tão poderosas, batem-se em diálogos inflamados e violentos, mas caem na repetição constante, esgotando temas, mágoas e razões de ambos os lados.

Deambulando sobre os clichés das relações entre críticos e realizadores, mas também sobre os silêncios entre casais, a dificuldade de comunicação, a ofensa como modo de ataque (e defesa), a brutalidade das palavras, os agradecimentos e elogios sinceros que ficam por dizer, Malcolm & Marie caminha em círculos repetitivos, até ao monólogo final de Marie.


John David Washington e Zendaya batem-se com tudo o que têm, num duo onde ela se afirma mais nos silêncios e no que fica por dizer, enquanto ele explode (ela implode) e dramatiza todas as situações. Malcolm é um homem narcisista e confiante - pelo menos aparentemente - e parece ter tudo sobre controlo; já a fragilidade de Marie reside no passado ruinoso que superou, lutando agora, através das palavras, pelo seu lugar na relação - e na vida do companheiro. Washington alterna entre o entusiasmo, o carinho e a agressividade; Zendaya, entre a contenção, a revolta e a emoção, supera-se; os dois são uma explosão de sentimentos.

Filmado em película de 35 mm, a preto e branco, a longa-metragem tem um visual elegante e sóbrio, com a iluminação num papel de destaque. Para a densidade emocional da acção, muito contribuem planos e movimentos de câmara, que deambula por toda a casa e jardim e onde até as janelas funcionam, várias vezes, como quadros (o plano dentro do plano).


Malcolm & Marie podia ser muito mais significativo e profundo, mas Sam Levinson deixou-se levar pela vaidade de Malcolm, roçando o pretensiosismo do estilo acima da substância. Contudo, o amor não nos deixará indiferentes e, mesmo sem querer, seremos seduzidos.