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domingo, 6 de agosto de 2023

Sugestão da Semana #572

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Pôr do Sol - O Mistério do Colar de São Cajó, de Manuel Pureza. Fica o destaque para os fãs da história da família Bourbon de Linhaça, mas também para todos os curiosos que queiram ver o filme no cinema. Lê a nossa crítica.



Ficha Técnica:
Título Original: Pôr do Sol - O Mistério do Colar de São Cajó
Realizador: Manuel Pureza
Elenco: Gabriela Barros, Rui Melo, Diogo Amaral, Madalena Almeida, André Pardal, Luís Aleluia, Cristóvão Campos, Marco Delgado, Manuel CavacoDiogo Infante, José Raposo, João Vicente, Sofia Sá da Bandeira, João Jesus, Carla AndrinoLuísa Ortigoso
Género: Comédia, Mistério
Classificação: M/12
Duração: 112 minutos

segunda-feira, 31 de julho de 2023

Crítica: Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó (2023)

"(...) vi alguém puro de coração transformar-se na... na mais maléfica das criaturas"

Salomé

*6/10*

Depois da série de televisão, Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó é o filme que volta a focar-se na família Bourbon de Linhaça, e no colar que está na sua posse há mais de 3500 anos, seus segredos e maldições. Em jeito de prequela, regressam as personagens, que parte do público já conhece, para uma nova aventura, ao longo dos séculos até à actualidade.

Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó tem um público-alvo muito específico - e alargado -, devido à legião de fãs que a série criou. Quem não conhece a "saga" desta família, pode contar com um filme com muito humor, sátira e muito nonsense - mas há que destacar: não é uma comédia que vá agradar a todos.

A história do Colar de São Cajó (que antes tinha outro nome) é anterior à da família que todos conhecem. É por aí que Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó começa, ao contextualizar a existência do colar e dos seus guardiões, e o percurso até chegar às mãos dos Bourbon de Linhaça, percorrendo séculos (e milénios) de história da família. Ao chegar à actualidade, conhecem-se os Jesus Quisto antes de serem uma banda; no convento, encontra-se Salomé, a gémea "ceguinha", a ter constantes visões do futuro; e começa a construir-se o backgroud da maioria das personagens que quem acompanhou a série conhece bem.

A longa-metragem de Manuel Pureza tem um início ritmado e alguma acção, percorrendo os tempos em que o colar de São Cajó ia passando, de geração em geração, ao mesmo tempo que se travavam batalhas épicas para o proteger. Quando chega à actualidade, cada vez mais de encontro à história da série, o filme perde algum ritmo e esmorece, principalmente para quem não acompanhou a série. 

O ponto mais forte de Pôr do Sol: O Mistério do Colar de São Cajó é Rui Melo e o seu Simão Bourbon de Linhaça. O filme segue a personagem ao longo dos séculos e mostra como é que, de um homem bondoso e puro, se transformou no vilão da série televisiva. Todos os seus momentos em cena são geniais.

Sem dúvida que a alma e criatividade da série se prolonga no filme, que volta a usar e abusar do humor absurdo para conquistar o seu público fiel. Resta saber se a fórmula - agora cinematográfica - irá cativar ainda mais espectadores.