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domingo, 13 de abril de 2025

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2024

Hoje é Dia Internacional do Beijo e, como é habitual, fizemos uma selecção de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico, que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro de 2024 (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

E os escolhidos são:

Art, Tashi e Patrick (Mike Faist, Zendaya e Josh O'Connor) em Challengers (2024)

Bella e Duncan (Emma Stone e Mark Ruffallo) em Pobres Criaturas / Poor Things (2023)

Paul Atreides e Chani (Timothée Chalamet e Zendaya) em Duna: Parte Dois / Dune: Part Two (2024)

Elvis e Priscilla (Jacob ElordiCailee Spaeny) em Priscilla (2023)


Deadpool e Dogpool (Ryan Reynolds e Peggy) em Deadpool & Wolverine (2024)


Gary Johnson e Madison Figueroa Masters (Glen Powell e Adria Arjona) em Assassino Profissional / Hit Man (2023)


Astrid e Jeremy (Jenna Ortega e Arthur Conti) em Beetlejuice Beetlejuice (2024)



Arthur Fleck e Lee Quinzel (Joaquin Phoenix e Lady Gaga) em Joker: Loucura a Dois / Joker: Folie à deux (2024)


Ani e Ivan (Mikey Madison e Mark Eydelshteyn) em Anora (2024)

segunda-feira, 10 de março de 2025

Razzie Awards 2025: Vencedores

Os Razzie Awards, que premeiam o pior que se faz no cinema, anunciaram os vencedores deste ano a 28 de Fevereiro, poucos dias antes da cerimónia dos Oscars. Para além da vitória de Madame Web, destaque para a reacção bem humorada de Francis Ford Coppola que conquistou o prémio de Pior Realizador por Megalopolis.


Eis a lista de vencedores:

Pior Filme
Borderlands
Joker: Folie a Deux
Madame Web
Megalopolis
Reagan

Pior Actriz
Cate Blanchett, Borderlands
Lady Gaga, Joker: Folie a Deux
Bryce Dallas Howard, Argylle
Dakota Johnson, Madame Web
Jennifer Lopez, Atlas

Pior Actor
Jack Black, Dear Santa
Zachary Levi, Harold and the Purple Crayon
Joaquin Phoenix, Joker: Folie a Deux
Dennis Quaid, Reagan
Jerry Seinfeld, Unfrosted

Pior Actor Secundário
Jack Black (voz apenas)Borderlands
Kevin Hart, Borderlands
Shia LaBeouf (em drag)Megalopolis
Tahar Rahim, Madame Web
Jon Voight, MegalopolisReaganShadow Land e Strangers

Pior Actriz Secundária
Ariana DeBose, Argylle Kraven the Hunter
Leslie Anne Down (como Margaret Thatcher), Reagan
Emma Roberts, Madame Web
Amy Schumer, Unfrosted
FKA twigs, The Crow

Pior Dupla
Quaisquer dois personagens execráveis (mas especialmente Jack Black), Borderlands
Quaisquer dois actores cómicos sem graça, Unfrosted 
O casting inteiro de Megalopolis
Joaquin Phoenix Lady Gaga, Joker: Folie a Deux
Dennis Quaid Penelope Ann Miller (como Ronnie Nancy), Reagan

Pior Prequela, RemakeRip-Off ou Sequela
The Crow
Joker: Folie a Deux
Kraven the Hunter
Mufasa: The Lion King
Rebel Moon – Part Two: The Scargiver

Pior Realizador
S.J. Clarkson, Madame Web
Francis Ford Coppola, Megalopolis
Todd Phillips, Joker: Folie a Deux
Eli Roth, Borderlands
Jerry Seinfeld, Unfrosted

Pior Argumento
Joker: Folie a Deux
Kraven the Hunter
Madame Web
Megalopolis
Reagan

Razzie de Redenção
Pamela Anderson, The Last Showgirl

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Crítica: Joker: Loucura a Dois / Joker: Folie à Deux (2024)

"Got a joke for us today?"


*6/10*

Depois de Joker (2019) ter feito renascer o supervilão de uma forma totalmente diferente, cheia de engenho e beleza, o desapontamento surge agora perante a sequela Joker: Loucura a Dois. Um filme pouco necessário, que não aproveita as suas potencialidades, parecendo apenas uma extensão musical da história de Arthur Fleck, com Lady Gaga a acompanhar, sem chegar a brilhar.

"Em Joker: Loucura a Dois encontramos Arthur Fleck institucionalizado em Arkham, à espera de ser julgado pelos seus crimes como Joker. Enquanto luta contra a sua dupla personalidade, Arhtur não só encontra o amor verdadeiro, mas também a música que sempre esteve dentro dele."


O filme começa com uma animação, estilo Looney Tunes, onde o protagonista Joker enfrenta a sua malvada sombra - esse distúrbio de personalidade que não o deixa -, um aperitivo (e presságio) para o que aí vem.

A sequela mantém o ambiente pesado e soturno de Joker, mas junta-lhe canções, transformando-o num musical de supervilões, opção arriscada de Todd Phillips que, apesar de tudo, traz alguma vitalidade a uma história que simplesmente não avança - e é esse o desafio mais difícil de solucionar ao longo das mais de duas horas da longa-metragem. 

A tensão e o ambiente sombrio do primeiro filme regressam, pautados por cores inesperadas no meio da instituição e da cidade cinzenta, escura e chuvosa - dos chapéus-de-chuva coloridos à maquilhagem dos protagonistas -, em mais um excelente trabalho do Director de Fotografia Lawrence Sher. Mas o lado fortemente psicológico da mente de Arthur, esse ficou quase todo no primeiro filme. Agora surge apagado, triste e ostracizado por todos os que o rodeiam, apesar do realizador manter a humanização da personagem que começou em 2019. 


Joaquin Phoenix parece nunca ter abandonado Arthur Fleck ao longo dos anos que passaram e reencarna um homem cheio de traumas e sem saídas à vista, até conhecer Lee Quinzel (Lady Gaga). A paixão à primeira vista que Arthur julga sentir não resulta na esperada parceria que, na realidade, não chega a acontecer - partilham apenas canções em palcos imaginários, entre sonhos e desejos de um final feliz. Lady Gaga é subaproveitada. A sua presença e personagem poderiam ir muito além de uma cantora que dança e acompanha Phoenix ao longo dos temas, enquanto Arthur cai de amores por si. Haveria muito por explorar na mente de Lee.


Joker: Loucura a Dois é a tragédia e degradação do seu protagonista, num prolongar de sofrimento que não se deseja nem ao maior vilão. A música conduz o argumento sem rumo. Não sendo um mau filme, é essencialmente uma desilusão depois da grandeza do seu antecessor.

A cena final é, provavelmente, o melhor momento desta longa-metragem. Triste, realista e com uma capacidade de transcender-se a si própria. Um golpe de misericórdia para os dois lados do ecrã.

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Estreias da Semana #634

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. Joker: Loucura a Dois, Mãos no Fogo, Sobreviventes e a sessão de curtas-metragens Que Mulheres Serão Estas? são algumas das estreias em destaque.

Filhos (2024)
Vogter
Eva, uma agente prisional idealista, vê-se confrontada com um enorme dilema quando um jovem do seu passado é transferido para a prisão onde trabalha. Sem revelar o seu segredo, Eva pede para ser transferida para a ala dos jovens - a mais dura e violenta da prisão. O sentido de justiça de Eva põe em causa a sua moralidade e o seu futuro.

Joker: Loucura a Dois (2024)
Joker: Folie à Deux
Após ter assassinado Murray Franklin em directo na televisão, Arthur Fleck é aprisionado no Hospício de Arkham. O palhaço empobrecido e doente mental que sonhava ser comediante de stand-up transformou-se num criminoso que deseja destruir a sociedade. Em Arkham conhece Lee Quinzel. Os dois apaixonam-se perdidamente e vivem os seus delírios comuns através da música, enquanto os seguidores de Fleck iniciam um movimento para o libertar de Arkham, dando origem ao império criminoso do Príncipe Palhaço do Crime.

Mãos no Fogo (2024)
A jovem estudante de cinema Maria do Mar trabalha num documentário sobre as antigas casas senhoriais ao longo do rio Douro. É o projecto final da sua tese sobre A Realidade no Cinema. Maria tem uma confiança ilimitada no que é visível. A sua candura e ingenuidade permitem-lhe ver o lado bom da vida - como a beleza da paisagem e a autenticidade do lugar, ou o que resta dele. Mas quando Maria entra no último local da sua lista, depressa se apercebe de que algo se passa naquela casa que não é tão inocente como parecia à primeira vista, e o casarão revela-se uma autêntica mansão de horrores.

Medieval (2022)
A história do senhor da guerra checo do século XV, Jan Zizka, que derrotou os exércitos da Ordem Teutónica e do Sacro Império Romano-Germânico.

Operário Amador (2021)
Este filme relata a viagem de Sérgio Agostinho ao terreno humano que viu germinar a sua paixão pelo Teatro. Este terreno é formado pela memória do seu pai – Faria Martins – e por mais alguns operários têxteis, que na década de 70 tiveram a ideia de fundar uma companhia de teatro em Joane: O Teatro Construção.

Sessão de curtas portuguesas que junta obras de Ary Zara (Um Caroço de Abacate), Aurélie Oliveira Pernet (As Sacrificadas) e Pedro Cabeleira (By Flávio) propõe diferentes possibilidades de ser mulher nos dias de hoje. Um Caroço de Abacate: Larissa (Gaya de Medeiros), uma mulher trans, vive uma noite mágica ao encontrar Cláudio (Ivo Canelas). Duas pessoas, duas realidades que dançam as suas diferenças até ao nascer do sol. As Sacrificadas: É verão. As montanhas portuguesas são devastadas pelos incêndios. Otília (Tânia Alves) debate-se entre o trabalho como empregada de limpeza na piscina municipal e a necessidade de cuidar sozinha da mãe. Sufocada pelo quotidiano, as chamas despertam a solidão, o desespero e desejo de escapar. By Flávio: Márcia (Ana Vilaça), uma jovem mãe, sonha com o estrelato digital, dividindo-se entre o desejo de reconhecimento e a responsabilidade de ser mãe. Quando consegue um encontro com um rapper famoso, não tem com quem deixar Flávio, o seu filho. A solução é levá-lo com ela.

Os Vizinhos Lá de Cima (2024)
Et plus si affinités
Desgastada por 25 anos de vida em comum, a relação de Xavier e Sophie parece esgotar-se. E a ideia de convidar os vizinhos, Adèle e Alban, para jantar não agrada a Xavier que censura o casal, obviamente apaixonado, pela falta de discrição, especialmente à noite. Xavier e Sophie enfrentam a realidade da vida desenfreada dos vizinhos, mas acabam encurralados por uma proposta algo... indecente.

Sobreviventes (2024)
Meados do século XIX. Um grupo de sobreviventes do naufrágio de um navio negreiro, brancos e negros, dão a uma ilha deserta. A luta pela sobrevivência e pelo poder vai inverter os valores morais e sociais da época. Isolados, será possível encontrar uma forma de viver em harmonia?