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domingo, 26 de junho de 2022

Sugestão da Semana #514

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o documentário português sobre os 25 anos da Companhia de Teatro do Chapitô, Os Grandes Criadores, de de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Os Grandes Criadores
Realizadores: Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro
Elenco: Jorge CruzPaulo CunhaSofia de PortugalEduardo Faria, José Carlos GarciaTânia Melo, Carlos MoránFernando Mota, John MowatSusana NunesRicardo Peres
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 84 minutos

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Estreias da Semana #513

Esta Quinta-feira, chegam às salas de cinema portuguesas oito novos filmes. Há também uma novidade no streaming.

Campo de Sangue (2022)
A personagem de um romance escrito no passado ganha vida no presente para atormentar a autora, revivendo e revisitando com ela a história do crime da Pensão da Avenida.

Deadlock - Sem Saída (2021)
Deadlock
Mack é um antigo soldado que se mudou para uma cidade, perto de uma central nuclear. Quase todos os habitantes trabalham na central e a vida é pacífica, até ao dia em que um bando de mercenários invade o reactor e faz reféns, incluindo um grupo de crianças numa viagem escolar. Agora, Mack inicia uma corrida contra o tempo para usar o seu treino militar e derrotar os mercenários antes que estes provoquem uma catástrofe irremediável. Pelo caminho, descobre o motivo do ataque e um enorme segredo escondido na cidade.

Elvis (2022)
A vida de Elvis Presley vista pelo ângulo da complexa relação com o seu enigmático agente, o Coronel Tom Parker.

O Telefone Negro (2022)
The Black Phone
Finney Shaw, um rapaz de 13 anos, tímido, mas perspicaz, foi raptado por um assassino em série que o prende numa cave à prova de som, manchada com o sangue de meia dúzia de outras crianças assassinadas. Um antigo telefone, há muito desligado, toca durante a noite com as vozes dessas vítimas, decididas a salvar Finney.

Criada em 1996, a Companhia de Teatro do Chapitô tem desenvolvido o seu trabalho, muitas vezes, sem a atenção devida dos seus pares. É a companhia de teatro portuguesa mais premiada internacionalmente. Durante cerca de um ano, entre 2020 e 2021, os realizadores acompanharam a companhia no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância. Uma viagem que olhou também para a história desses 25 anos através das muitas imagens de arquivo que a companhia registou ao longo do tempo.

Recreio (2021)
Un monde
Nora tem sete anos e vê Abel, o irmão mais velho, ser intimidado por outras crianças no recreio da escola. Apressa-se a protegê-lo, mas Abel obriga-a a permanecer em silêncio. Apanhada num conflito de lealdade, Nora tenta encontrar o seu lugar, dividida entre o mundo das crianças e o dos adultos.

Tão Perto, Tão Longe (2019)
Deux moi
Rémy e Mélanie têm 30 anos e moram no mesmo distrito de Paris. Ela multiplica compromissos perdidos nas redes sociais enquanto ele luta para se encontrar. São ambos vítimas dessa solidão das grandes cidades, numa era em que todos estão hiper ligados e onde deveria ser mais fácil encontrar alguém. Duas pessoas, dois caminhos. Sem saber, tomam estradas que os levam na mesma direção.

Um Iaque na Sala de Aula (2019)
Lunana: A Yak in the Classroom
Ugyen, um jovem professor da zona moderna do Butão, foge aos seus deveres enquanto planeia ir para a Austrália para se tornar cantor. Como castigo, os seus superiores mandam-no para a escola mais remota do mundo, numa aldeia chamada Lunana, para concluir o seu contrato. Ugyen dá por si afastado dos confortos ocidentais após uma dura caminhada de oito dias para chegar à aldeia. Em Lunana, não há electricidade, manuais, nem um quadro na sala de aula. Apesar de pobres, os aldeões recebem calorosamente o novo professor, mas ele tem a tarefa intimidante de ensinar as crianças sem materiais. Quer desistir e ir-se embora, mas começa a descobrir as dificuldades das crianças que ensina e a transformar-se através da incrível força espiritual dos aldeões.

Amazon Prime Video

Estreia a 24 de Junho:

My Fake Boyfriend (2022)
Andrew tem um grave problema: não pode afastar-se do namorado tóxico que acaba de o deixar. Os amigos intrometidos decidem ajudá-lo criando Cristiano, um falso namorado perfeito para ele partilhar nas redes sociais. O problema está resolvido, certo? Só que não.

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Crítica: Os Grandes Criadores (2022)

*7/10*

Os Grandes Criadores, de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, entra na intimidade da Companhia de Teatro do Chapitô, desde a sua formação, em 1996, acompanhando o processo criativo e disruptivo dos actores, as longas tournées e o que tem mudado ao longo dos seus 25 anos de existência, comemorados em 2021.

O documentário entra nas rotinas da companhia de teatro e, durante um ano, entre 2020 e 2021, acompanha-a "no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância". Ao mesmo tempo, Os Grandes Criadores conta a História desses 25 anos através de imagens de arquivo, que a companhia foi registando, e de testemunhos de actores, programadores culturais, directores artísticos, que os admiram e muito aprenderam com eles.


Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro realizaram um documentário enriquecedor e que honra todo o trabalho árduo e fora de série que a Companhia de Teatro Chapitô tem feito ao longo de mais de duas décadas.

Cada excerto das imagens de arquivo das suas peças aguça a curiosidade dos que desconheciam o seu trabalho, e aumenta a vontade de regressar aos que já os acompanham. O filme faz despertar múltiplas emoções na plateia: entre a admiração por uma criatividade sem fim, a vontade de partilhar o espaço com os actores, o sentido de humor provocador e inventivo, e até uma espécie de contágio pelo espírito livre desta forma de encenar e de fazer teatro.


Imparáveis ao longo de 25 anos, há momentos em que os actores também param e pensam no futuro, e a câmara dos realizadores (ou o público) é o ouvinte atento e compreensivo, que em menos de hora e meia de filme, percorreu com eles mais de duas décadas de esforço e dedicação - e muitos quilómetros no país e além fronteiras, numa intimidade e partilha de companheiros.