Mostrar mensagens com a etiqueta Ramón de los Santos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ramón de los Santos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 26 de junho de 2022

Sugestão da Semana #514

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o documentário português sobre os 25 anos da Companhia de Teatro do Chapitô, Os Grandes Criadores, de de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, que já tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.



Ficha Técnica:
Título Original: Os Grandes Criadores
Realizadores: Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro
Elenco: Jorge CruzPaulo CunhaSofia de PortugalEduardo Faria, José Carlos GarciaTânia Melo, Carlos MoránFernando Mota, John MowatSusana NunesRicardo Peres
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 84 minutos

quarta-feira, 22 de junho de 2022

Crítica: Os Grandes Criadores (2022)

*7/10*

Os Grandes Criadores, de Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro, entra na intimidade da Companhia de Teatro do Chapitô, desde a sua formação, em 1996, acompanhando o processo criativo e disruptivo dos actores, as longas tournées e o que tem mudado ao longo dos seus 25 anos de existência, comemorados em 2021.

O documentário entra nas rotinas da companhia de teatro e, durante um ano, entre 2020 e 2021, acompanha-a "no seu processo criativo, nos ensaios, na actuação das peças e na sua itinerância". Ao mesmo tempo, Os Grandes Criadores conta a História desses 25 anos através de imagens de arquivo, que a companhia foi registando, e de testemunhos de actores, programadores culturais, directores artísticos, que os admiram e muito aprenderam com eles.


Ramón de los Santos e Elisa Bogalheiro realizaram um documentário enriquecedor e que honra todo o trabalho árduo e fora de série que a Companhia de Teatro Chapitô tem feito ao longo de mais de duas décadas.

Cada excerto das imagens de arquivo das suas peças aguça a curiosidade dos que desconheciam o seu trabalho, e aumenta a vontade de regressar aos que já os acompanham. O filme faz despertar múltiplas emoções na plateia: entre a admiração por uma criatividade sem fim, a vontade de partilhar o espaço com os actores, o sentido de humor provocador e inventivo, e até uma espécie de contágio pelo espírito livre desta forma de encenar e de fazer teatro.


Imparáveis ao longo de 25 anos, há momentos em que os actores também param e pensam no futuro, e a câmara dos realizadores (ou o público) é o ouvinte atento e compreensivo, que em menos de hora e meia de filme, percorreu com eles mais de duas décadas de esforço e dedicação - e muitos quilómetros no país e além fronteiras, numa intimidade e partilha de companheiros.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

MOTELx'15: Entrevistas - Ramón de los Santos (O Efeito Isaías)

MOTELx já começou, no passado dia 8 de Setembro, e para o Prémio MOV MOTELx – Melhor Curta de Terror Portuguesa 2015, o único galardão do festival, estão a concorrer 10 curtas-metragens nacionais: A Tua Plateia, de Óscar FariaAndlit, de João Teixeira FigueiraErmida, de Vasco EstevesGasolina, de João TeixeiraInsónia, de Bernardo LimaMiami, de Simão Cayatte, Efeito Isaías, de Ramón de los SantosO Tesouro, de Paulo AraújoThe Bad Girl, de Ricardo Machado, The Last Nazi Hunter 2, de Carlos Silva.


O próximo entrevistado é Ramón de los Santos que nos conta mais sobre a sua curta-metragem, O Efeito Isaías.

O que se pode esperar de O Efeito Isaías?
Ramón de los Santos: Angústia, claustrofobia e desconcerto. Ainda que em abono da verdade, nos tempos que correm é extremamente difícil provocar terror no espectador. Dificilmente pode um cineasta competir com os serviços informativos das televisões, onde a crua realidade do mundo é servida como sobremesa ou aperitivo, dependendo da hora a que a família almoce ou jante. E já nem falemos da internet.

De onde surgiu a ideia de filmar esta curta-metragem?
R.S.: O meu cérebro não deixa de pensar em histórias nem por um só momento. É incrível como esta rosada massa pode chegar a criar e a armazenar tanta informação. Dentro do meu crânio convivem comigo inúmeras personagens, com as suas angústias, fobias e histórias. Todas lutando desesperadamente por sair ao exterior. Pena que nem todas verão a luz, só tenho uma vida para fazer filmes. O Efeito Isaías surgiu numa manhã de Domingo, enquanto passeava pelo campo fui assaltado por uma imagem. Um tipo deitado no chão de uma garagem, olhava o seu carro. Perguntei-me que fazia esse tipo aí, e ele deu-me a resposta: Não posso sair, ajuda-me! Não, não te vou ajudar, mas vou contar a tua história.

Como foi trabalhar com Rui Unas?
R.S.: Conheci o Rui durante as filmagens de uma série televisiva, onde também trabalhei. Foi aí onde lhe contei a história. Aceitou colaborar, respondendo: "claro que Sim. Vamos a isso!" O Rui é um profissional extraordinário, e não só como intérprete. Entregou-se ao projecto desde as primeiras reuniões que mantivemos, e no platô entregou-se nas minhas mãos de forma valente! Uma das coisas que admiro no Rui é a versatilidade, talvez esse tenha sido o que mais me interessou de imediato no Unas. Foi um grande companheiro de viagem nesta história, e espero poder partilhar outras tantas mais.

Qual é para o Ramón a importância de estar entre os seleccionados de 2015 para o Prémio MOV MOTELx? E o que o levou a submeter o seu filme?
R.S.: Para um realizador, que começa no difícil mundo do cinema, os festivais são de vital importância. Não podemos esquecer que são a vitrina para onde o mundo do cinema olha, e mais ainda quando têm prestigio. O MOTELx tem muito prestigio, sobretudo dentro do género que representa. Além disso assinala um muito bom começo no caminho que o filme irá percorrer nos próximos dois anos. É um luxo estrear no MOTELx. É um dos festivais mais importantes do país, como não submeter O Efeito Isaías?

Qual o papel dos festivais de cinema no campo da divulgação do cinema nacional? Que mais pensa que pode ser feito neste campo?
R.S.: Não podemos entregar toda a responsabilidade da divulgação aos festivais. São importantes, sem dúvida e um fantástico trampolim. A cultura enriquece-nos como sociedade e é mais importante forma de expressão humana e de desenvolvimento pessoal. O estado tem uma grande responsabilidade nesta matéria.  Cito uma frase do filme Noviembre do realizador Achero Mañas: "A arte é uma arma carregada de futuro".


Sinopse
Isaías nunca ouviu falar de mecânica quântica ou de universos paralelos. Esta noite a sua percepção da realidade será irremediavelmente alterada.