sábado, 29 de novembro de 2025
Estreias da Semana #694
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Crítica: Complô (2025)
*8.5/10*
A voz forte e rouca de muitas lutas faz-se ouvir em Complô, onde João Miller Guerra segue Bruno Furtado, o rapper Ghoya, no plano criativo e pessoal, criando um retrato do músico e do homem.
"Órfão de um país onde nasceu, órfão do Estado. Encarcerado metade da sua vida, sempre livre. Bruno é 'Ghoya', rapper crioulo e activista político. Este filme, um espaço de encontro num momento da luta e da vida."
Complô começa por apresentar o Bruno Furtado activista, um homem seguro, de discurso articulado e fluido e palavras fortes, numa manifestação, em 2020, contra o assassinato do actor Bruno Candé e pelas vítimas do racismo. É a partir daqui que o protagonista se desconstrói perante a câmara.
Dentro e fora do estúdio, entre o processo criativo e o pesadelo burocrático nacional, o realizador acompanha Ghoya, ao longo de vários anos, no seu quotidiano, tornando-se, ele mesmo, parte da família que acompanha o rapper.
Nascido em Lisboa, Bruno cresceu e estudou em Portugal, passou parte da infância no desaparecido bairro das Fontaínhas (dos filmes de Pedro Costa), e cedo ficou sob a tutela do Estado, primeiro em colégios, mais tarde na prisão. O rapper reflecte sobre este passado, ainda recente, e a falta de apoio na reinserção, para além de todas as dificuldades que o deixam num limbo de identidade.
Nos momentos de maior desalento, criar música é a terapia. E, entre amigos, comenta-se com ironia, que falar crioulo parece ter virado moda entre os jovens portugueses brancos, mas sempre tão mal visto quando quem o fala são os seus herdeiros negros. Um pequeno reflexo das contradições de um país que continua a não assumir o seu racismo intrínseco e estrutural.
Complô é o retrato de um artista, mas é, principalmente, uma forma de revelar os órfãos que o Estado invisibiliza há décadas; um tocante manifesto de Ghoya através da sua música e de Miller Guerra através do seu cinema.
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Caminhos do Cinema Português 2025: Vencedores
O Festival Caminhos do Cinema Português revelou os vencedores da sua 31.ª edição. La Durmiente, de Maria Inês Gonçalves, recebeu o Grande Prémio Cidade de Coimbra, enquanto Paraíso, de Daniel Mota, conquistou o Prémio de Melhor Documentário e o Prémio do Público FILMin.
O festival decorreu de 15 a 22 de Novembro de 2025 em Coimbra, Lisboa/Benfica, Penacova e Mealhada.
Eis a lista completa de vencedores:
Prémios da Seleção Outros Olhares
Júri: Carolina Dias, Leonor Teles e Joaquim Pedro Pinheiro
Prémio CISION Melhor Filme Outros Olhares
Memórias do Teatro da Cornucópia, de Solveig Nordlund (Real Ficção)
Menção Honrosa Júri Outros Olhares
Memento / Lembra-te, de Leonor Areal e Edgar Sardinha
Prémios da Seleção Ensaios
Júri Universitário: Ana Miguel Regedor, Maja Kupczyk e Tomás Travelho
Prémio Universidade de Coimbra – Melhor Filme da Seleção Ensaios
The Good Woman, de Masha Mollenhauer (Hamburg Media School)
Menção Honrosa do Júri Universitário
The Peel, de NanTung Lin (Universidade Lusófona)
Júri Ensaios: Alexandra Ferraz, Edgar Morais e Vítor Hugo Costa
Melhor Ensaio Nacional de Animação
Mãe da Manhã, de Clara Trevisan (Universidade Lusófona)
Prémio para Melhor Ensaio Nacional
Supervadios, de Ricardo Salgado (Universidade Católica do Porto)
Menção Honrosa Ensaio Nacional
Um Adeus a Baco, de Margarida Kalinichenko e Vasco Souto (Universidade Lusófona)
Prémios da Seleção Caminhos
Júri FIPRESCI: José Teodoro (Canadá), Michael Ranze (Alemanha) e Yasmine Bouchfar (Marrocos)
Prémio FIPRESCI – Melhor Longa Metragem da Seleção Caminhos
As Estações, de Maureen Fazendeiro (O Som e a Fúria)
Júri Caminhos
Prémios Técnicos e Artísticos
Melhor Som
Marcelo Tavares em Sol Menor, de André Silva Santos
Melhor Realização
Pedro Cabeleira em Entroncamento
Melhor Montagem
Rita M. Pestana e Cláudia Rita Oliveira em O Riso e a Faca, de Pedro Pinho
Melhor Figurino
Maura Carneiro em Sob a Chama da Candeia, de André Gil da Mata
Melhor Fotografia
João Ribeiro (A.I.P.) em Os Caçadores, de David Pinheiro Vicente
Melhor Direção Artística
Nádia Henriques em Primeira Pessoa do Plural, de Sandro Aguilar
Melhor Cartaz
Rita Lamas para Duas Vezes João Liberada, de Paula Tomás Marques
Melhor Caracterização
Maria Almeida (Nani) em Pai Nosso, os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
Melhor Banda Sonora
João Grilo em Cão Sozinho, de Marta Reis Andrade
Melhor Argumento
Pedro Pinho, Miguel Seabra Lopes, Luísa Homem, Marta Lança, José Filipe Costa, Miguel Carmo, Tiago Hespanha, Leonor Noivo, Luís Miguel Correia, Paul Choquet em O Riso e a Faca, de Pedro Pinho
Melhor Interpretação Secundária
Mina Andala em A Memória do Cheiro das Coisas, de António Ferreira
Melhor Interpretação
Catarina Avelar em Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
Prémios Oficiais
Prémio Fernando Santos Sucessores – Revelação
Henrique Barbosa em Entroncamento, de Pedro Cabeleira
Prémio FSS – Revelação Menção Honrosa
Tiago Schwäbl em Sol Menor, de André Silva Santos
Prémio “União de Freguesias de Coimbra” Melhor Animação
Cão Sozinho, de Marta Reis Andrade
Prémio Melhor Documentário
Paraíso, de Daniel Mota
Prémio Melhor Ficção
Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar, de José Filipe Costa
Grande Prémio Cidade de Coimbra
La Durmiente, de Maria Inês Gonçalves
Prémio do Público FILMin
Paraíso, de Daniel Mota
A 32.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português realizar-se-á de 14 a 21 de Novembro de 2026. Mais informações sobre o evento em https://www.caminhos.info/.
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
Sugestão da Semana #693
sexta-feira, 21 de novembro de 2025
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Estreias da Semana #693
terça-feira, 18 de novembro de 2025
LEFFEST 2025: Vencedores
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