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sábado, 13 de fevereiro de 2021

Bandas Sonoras #6

Foi lançada há poucos dias a banda sonora do filme de Gonçalo Almeida, Faz-me Companhia.  São 15 temas originais do músico Ernesto Rodrigues em parceria com o realizador, que é também compositor e músico.


"O álbum, inspirado nas sonoridades dos anos 80, por culpa de Jean Michel Jarre, Bonnie Tyler e Vangelis, cria a atmosfera perfeita que complementa o mistério em torno da estranha relação amorosa das personagens principais, Sílvia e Clara, interpretadas por Cleia Almeida e Filipa Areosa", refere o realizador em comunicado. Na realidade, os temas inserem-nos na acção do filme de terror português, estreado no Verão passado, com uma ambiência sombria e desconfortável mas com um toque quase romântico.

Composta na sua maioria por temas curtos e atmosféricos, por vezes as vozes das personagens acompanham a música de Faz-me Companhia, inserindo um elemento de ligação quase fantasmagórico - e cativando a curiosidade de quem ainda não assistiu ao filme.

"O laboratório desta criação foi um retiro musical, em 2018, no litoral alentejano - cenário da rodagem do próprio filme - onde houve a oportunidade de fazer experiências e induzir inquietações, traduzidas para canções que não necessitam de letra. Misturando texturas de sintetizadores e algumas interações de theremin, cada faixa permitiu que Gonçalo e Ernesto explorassem os seus opostos, espelhando os conflitos entre as personagens e as emoções que surgem à volta de uma casa assombrada", acrescenta Gonçalo Almeida, que também assinou a banda sonora da sua premiada curta-metragem Thursday Night.

O álbum Faz-me Companhia está disponível nas plataformas digitais: Spotify; Apple Music; Google Play e Tidal

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Maria Abreu, João Nunes Monteiro e Gonçalo Almeida distinguidos com Prémios NICO 2020

Maria Abreu, João Nunes Monteiro e Gonçalo Almeida são os três jovens talentos do cinema nacional distinguidos com os Prémios NICO 2020, da Academia Portuguesa de Cinema.

A jovem actriz Maria Abreu protagonizou o filme Tristeza e Alegria na Vida das Girafas, de Tiago Guedes; João Nunes Monteiro foi o protagonista Zacarias do filme Mosquito, de João Nuno Pinto; e o realizador Gonçalo Almeida teve recentemente a sua estreia nas longas-metragens com Faz-me Companhia.

 

Os troféus serão atribuídos aos vencedores na cerimónia de entrega dos Prémios Sophia 2020, que terá lugar a 17 de Setembro, no Casino do Estoril. Cada um dos três jovens receberá ainda um prémio monetário de mil euros, com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Em 2019 foram distinguidos com os Prémios NICO a actriz Alba Baptista, o actor Francisco Froes e o realizador António Pinhão Botelho.

domingo, 5 de julho de 2020

Sugestão da Semana #424

Das estreias da passada Quinta-feira, o Hoje Vi(vi) um Filme destaca o português Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida. A critica à longa-metragem pode ser lida aqui, bem como a entrevista ao realizador, aqui.



Ficha Técnica:
Título Original: Faz-me Companhia
Realizador: Gonçalo Almeida
Elenco: Cleia Almeida, Filipa Areosa, Eunice Muñoz Helena Simões
Género: Mistério
Classificação: M/14
Duração: 88 minutos

sábado, 4 de julho de 2020

Entrevista: Gonçalo Almeida, realizador de Faz-me Companhia

Faz-me Companhia (crítica aqui) estreou nos cinemas nacionais esta Quinta-feira, dia 2 de Julho, e o realizador Gonçalo Almeida respondeu a algumas questões do Hoje Vi(vi) um Filme. Mais um convite para mergulhar no terror psicológico em português.


Depois de várias curtas-metragens, a tua primeira longa estreia nos cinemas no dia 2 de Julho, ainda com o fantasma do Covid-19 a pairar. Que oportunidades te traz o desafio que é lançar um filme numa altura de excepção?

Gonçalo Almeida: Foi a oportunidade que nos foi dada e, nesse aspecto, não foi bem uma opção. Os filmes têm que começar a estrear e alguém tem que o fazer. Penso que iremos viver numa altura de excepção durante vários anos, especialmente, na área do cinema. As coisas jamais serão como foram. Espero continuar a trabalhar e a aproximar-me da minha audiência. Espero também, que esta mudança de paradigma nos traga novas oportunidades a todos.

Depois de Thursday Night, em Faz-me Companhia segues a mesma linha do terror ambiente, agora mais psicológico mas com a ideia da assombração sempre presente. É um estilo onde gostas especialmente de trabalhar? Vês-te a continuar no terror ou a arriscar outros géneros? 

Gonçalo Almeida: Vejo-me a continuar a fazer filmes de género, de terror, de ficção científica e também o que está nas fronteiras entre ambos e entre estes e outros géneros. Cresci a gostar de cinema por ver filmes de género. Os filmes que me fizeram sonhar foram os filmes de terror dos anos 80, nomeadamente o Pesadelo em Elm Street. Em miúdo, era muito assustadiço, qualquer barulho me assustava. Tendo essa sensibilidade e sendo exposto a filmes de terror, em criança, o impacto que estes tiveram em mim acabou por ser intenso. O género de terror é um espaço vasto onde vale tudo, pois existe no mundo da imaginação. Gosto de caminhar por este mundo e contemplar as possibilidades. Ter um sonho e poder partilhá-lo, tornando-o visível.


Quais as tuas principais influências cinematográficas ou artísticas? 

Gonçalo Almeida: As influências vão mudando ao longo dos anos. Em relação à maior parte delas, nem estou consciente do quanto me influenciam. Nos tempos que decorrem, dou por mim cada vez a ler mais e a ver menos filmes. Tenho deambulado pela literatura gótica e a “weird fiction”. Comecei há uns anos atrás por escritores mais conhecidos como H.P. Lovecraft e agora tenho me aventurado a conhecer nomes menos sonantes como E.T.A. Hoffmann ou Maurice Sandoz. Basicamente, encontro-me sempre mais ou menos perto dos surrealistas. Sem André Breton não teria tido a força para achar que era sequer legítimo tentar fazer o que faço. Acho que o cinema de terror é uma forte expressão do movimento surrealista.

Faz-me Companhia é a prova de que com pouco se pode fazer muito. Duas actrizes, uma casa, uma história simples, o resto é a tua imaginação a trabalhar. Como surgiu a ideia para este filme? 

Gonçalo Almeida: Imaginei que uma piscina poderia funcionar como metáfora para representar o espaço que duas pessoas ocupam numa relação amorosa. Quando estamos dentro de água, não vemos nem ouvimos o que está do lado de fora. E quando estamos fora de água, não vemos nem ouvimos o que se passa dentro de água. Ou seja, cada pessoa ocupa a sua realidade e ausência de comunicação entre as duas realidades poderá causar ruptura e até tragédia.

Como foi todo o processo de rodagem? Como foi trabalhar com a Filipa Areosa e a Cleia Almeida, ainda para mais com a particularidade da Cleia estar grávida?

Gonçalo Almeida: A equipa e o elenco portou-se optimamente. A Cleia surpreendeu-me muito, pois estando grávida, manteve o profissionalismo e o nível de trabalho que eu esperava. Tanto a Cleia como a Filipa foram actrizes que me deram a sua confiança e me ajudaram a ultrapassar as dificuldades que tive que enfrentar durante a rodagem. Sendo um filme independente, Faz-me Companhia foi rodado em pouco tempo e com pouco dinheiro, o que faz com que o processo tenha sido mais difícil do que é normal. Desta forma, foi bom contar com uma equipa e elenco lutadores e competentes para enfrentar as adversidades que surgiram no nosso caminho. 


Em Faz-me Companhia, para além da paranóia crescente, encontrei uma espécie de hino à feminilidade e à maternidade. Fiz uma leitura correcta das tuas intenções? O que pretendias transmitir com este filme?

Gonçalo Almeida: Penso que tenhas feito uma leitura correcta das minhas intenções. Fui criado por mulheres muito fortes e num ambiente, de certa forma, matriarcal. Interesso-me portanto em entender melhor as mulheres, trabalhando personagens femininas. O que pretendia transmitir no filme, nele está implícito. A reflexão sobre a solidão, nas suas diversas formas, é algo recorrente no meu processo mental.

Porque é que o público português deve ir ver o teu filme?

Gonçalo Almeida: Acho que numa altura destas precisamos de outro tipo de terror do que aquele a que nos estão a tentar habituar. Precisamos de ficção, de sonhar, chorar e ter medo, tudo isto num ambiente seguro. Precisamos de expressar essas emoções de forma catártica e em segurança.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Estreias da Semana #424

Esta Quinta-feira, há sete novos filmes nos cinemas portugueses, com mais salas a reabrir por todo o país. O português Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida (com crítica aqui)Martin Eden, de Pietro Marcello, e O Rececionista, de Michael Cristofer, são algumas das estreias.

A Verdade (2019)
La Vérité
Ícone do cinema, Fabienne é também a mãe da argumentista Lumir, que vive em Nova Iorque. A publicação das memórias da actriz incentiva Lumir e respectiva família a voltarem à casa onde cresceram. Mas a reunião rapidamente se transforma num confronto onde verdades, ressentimentos e amores impossíveis se revelam. Fabienne está a rodar um filme de ficção científica onde interpreta a filha mais velha de uma mãe eternamente jovem. Realidade e ficção fundem-se, obrigando mãe e filha a reencontrarem-se...

Agente Super Secreto (2020)
Le Lion
O psiquiatra Romain Martin tem a tarefa de determinar se o seu paciente, Leo Milan, é realmente o espião que afirma ser. Milan afirma que é um agente especializado na recuperação de reféns, e que pertence a uma vasta rede de espionagem chamada Constellation. Romain não tem dúvidas de que o seu paciente é um mitómano até ao dia em que, Louise, a namorada do psiquiatra, é sequestrada. Não lhe resta então outra alternativa senão recorrer a Leo e rezar para que ele seja verdadeiramente quem afirma ser...

Sílvia (Cleia Almeida) aluga uma casa para um fim-de-semana no sul de Portugal com a intenção de se encontrar com a sua amante secreta, Clara (Filipa Areosa). Entre mergulhos na piscina e banhos de sol, o fim-de-semana perfeito a duas começa a ser perturbado por um mal misterioso. Estranhos eventos ocorrem na casa que terão um impacto permanente na relação e na vida das duas mulheres.

Freaks (2018)
Chloe (Lexy Kolker) cresce numa casa abandonada, sonhando com o mundo lá fora e imaginando como seria se tivesse uma mãe. O pai (Emile Hirsch), um homem perturbado, avisa-a que os "maus" os matarão se ela alguma vez sair de casa. Atormentada por intrusos horrendos que se materializam no seu armário e instada a explorar o exterior pelo misterioso Sr. Cone de Gelado (Bruce Dern), Chloe acaba por  arranjar coragem para fugir, mas descobre que o pai não estava a mentir. Agora, cabe-lhe decidir se quer esconder-se para sempre, ou lutar por aquilo que mais deseja: encontrar a sua mãe.

Martin Eden (2019)
Depois de salvar Arturo, um jovem herdeiro de uma família da classe média industrial, de um confronto, o marinheiro Martin Eden é convidado a visitar a família. É aí que conhece Elena, a bela irmã de Arturo, apaixonando-se por ela à primeira vista. A culta e requintada jovem mulher torna-se não só o amor de Martin mas também um símbolo do status social a que ele aspira. À custa de esforços enormes e ultrapassando os obstáculos que a sua origem modesta representa, Martin persegue o sonho de se tornar escritor e - sob a influência do intelectual amigo mais velho Russ Brissenden - envolve-se em meios socialistas, entrando em conflito com Elena e o seu mundo burguês.

O Paraíso, Provavelmente (2019)
It Must Be Heaven
Elia Suleiman deixa a Palestina à procura de uma nova pátria. Mas a busca por uma nova vida torna-se numa comédia de enganos: quanto mais se afasta da Palestina, de Paris a Nova Iorque, mais os novos lugares lhe fazem lembrar o seu país natal. Um conto burlesco que explora a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir "em casa"?

O Rececionista (2020)
The Night Clerk
Bart Bromley (Tye Sheridan) é um jovem recepcionista de hotel com síndrome de Asperger. Quando uma mulher é assassinada durante o seu turno, Bart torna-se o principal suspeito...

Netflix Portugal
Estreia a 3 de Julho:

Apaga-me Esse E-mail! (2020)
Desperados
Wesley (Nasim Pedrad) é uma jovem em pânico que viaja de urgência até ao México com Brooke e Kaylye (Anna Camp e Sarah Burns), as suas melhores amigas, a fim de apagar um e-mail que enviou ao seu novo namorado. À chegada, encontram uma antiga paixão de Wesley (Lamorne Morris) que depressa é envolvido no esquema frenético.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Crítica: Faz-me Companhia (2019)

"Achas que se pode morrer num sonho?"
Clara


*7/10*

Não são muitos os títulos nacionais do género de terror - em especial, ao olharmos para os anos mais recentes - e Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida, chega às salas para inverter a maré. Um filme com conteúdo, que respira ideias e influências, e capaz de incomodar e fazer pensar.

Apenas duas actrizes e uma casa alugada - ela própria uma terceira personagem -, eis alguns dos elementos que destacam, desde logo, Faz-me Companhia, conferindo-lhe alguma singularidade: um foco imenso no sexo feminino.

Sílvia (Cleia Almeida) aluga uma casa para o fim-de-semana, no sul de Portugal, com a intenção de se encontrar com a sua amante secreta, Clara (Filipa Areosa). Entre mergulhos na piscina e banhos de sol, o fim-de-semana perfeito a duas começa a ser perturbado por um mal misterioso. Estranhos eventos ocorrem na casa e terão um impacto permanente na relação e na vida das duas mulheres.


Gonçalo Almeida chamou as atenções em 2017, no MOTELx, onde o seu filme Thursday Night, conquistou o Prémio para Melhor  Curta-metragem Portuguesa. Agora, na sua primeira longa, a ideia do fantasma ou assombro continua presente, juntando-lhe personagens humanas (depois dos cães da curta) e os seus medos.

Faz-me companhia parte de uma história simples e pouco previsível, para aprofundar ideias fortes em redor da Mulher e da Maternidade. Temos duas personagens femininas, uma delas está grávida (Cleia Almeida estava mesmo grávida durante as filmagens), e para além da relação amorosa secreta e das diferenças entre as duas mulheres, os objectivos de vida de cada uma delas parecem ser inconciliáveis. Ainda assim, aquele fim-de-semana poderia ser uma forma de reaproximação.

O local isolado onde as duas se encontram, uma casa, a sua piscina e jardim envolvente, onde se destaca uma árvore em especial, surge como uma terceira entidade feminina presente e capaz de influenciar a presença humana. A casa parece ter uma espécie de útero, tal como aquelas mulheres, e uma vida pulsante, que se reflecte na bomba da piscina, e no barulho que se ouve vindo da casa das máquinas. O realizador mostra-nos, por diversas vezes, as entranhas daquele lugar e esta comparação, não sendo óbvia, torna-se inevitável.


A par do ambiente sinistro - bom trabalho da direcção artística, em alguns detalhes do quarto, onde para além do cavalo de baloiço vemos que também existe um berço -, as noites são mal dormidas, atormentadas por pesadelos, sonhos lúcidos e até um estado de sonambulismo/transe - e a montagem joga bem com esta dualidade sonho/realidade. Enquanto Sílvia parece manter-se mais racional, Clara depressa começa a manifestar comportamentos estranhos. A gravidez de Sílvia (e alterações hormonais que vêm com ela), as incertezas e inseguranças mútuas, o ambiente desconhecido, tudo potencia o estado de paranóia para que as duas mulheres caminham.

As cores também parecem simbólicas, com a predominância do vermelho sangue, em especial após a chegada de Clara, e quase sempre associado à sua personagem, seja no bikini que veste, na bebida que toma, ou no sangue que lhe escorre do nariz, mas também na iluminação de algumas cenas ou de alguns locais - a casa das máquinas, claro.


As duas actrizes são capazes de conduzir o filme, com papéis muito físicos e psicologicamente exigentes. Cleia Almeida, com a experiência adicional de rodar grávida um filme de terror, revela maturidade e segurança na sua personagem; e Filipa Areosa, mais habituada à televisão, mostrou-se capaz de revelar outra faceta, mais corajosa. Faltou um pouco mais de química entre as duas actrizes, mas tudo se constrói, e sabemos que em Faz-me Companhia a relação de Sílvia e Clara está tremida.

Uma surpreendente estreia de Gonçalo Almeida nas longas-metragens, um novo fôlego para um género e bom auguro para próximos trabalhos. 

sábado, 14 de setembro de 2019

Comic Con Portugal 2019: 2º dia em Resumo

Segundo dia de Comic Con Portugal, ainda poucos visitantes no recinto, mais organizado e convidativo a conhecer cada espaço e cada nova experiência. O calor faz-nos procurar a sombra, enquanto quem queremos ver ainda não está nos auditórios.


Itziar Ituño e Esther Acebo, actrizes da série La Casa de Papel, foram das maiores atracções desta Sexta-feira 13. Para além dos autógrafos e fotos, os fãs puderam ainda assistir a um painel, no maior auditório do evento, o Golden Theatre, com Lisboa e Estocolmo à conversa com o jornalista Tiago David do SAPO Mag. No final do painel, as actrizes foram "detidas", saindo acompanhadas por agentes da PSP, numa brincadeira relacionada com a série espanhola, para grande euforia do público presente. Um momento para mais tarde recordar.

Quem também não faltou à Comic Con Portugal foi a Ovelha Choné, que recebeu os visitantes à entrada do Prime Theatre, onde se falou sobre o novo filme Ovelha Choné - A quinta Contra-Ataca. Já a actriz e modelo Tricia Helfer esteve no Golden Theatre numa conversa aberta aos fãs presentes.


Na área de Comics & Literatura, debateu-se Romance Histórico vs Literatura Fantástica pontos em comum, com Pedro Reizinho, Richard Zimmler e Filipe Faria. Mais tarde foi a simpática escritora Kass Morgan quem esteve à conversa no Prime Theatre, e que, no final do painel, agradeceu a todos os presentes em português.


O cinema português de terror e fantástico marcou presença em força no The One Theatre. Rui Pedro Tendinha conversou com realizadores e actores de três filmes nacionais a estrear brevemente. Inner Ghosts, de Paulo Leite, com estreia marcada para 28 de Novembro nos cinemas portugueses; Faz-me Companhia, de Gonçalo Almeida - que se fez acompanhar por duas das actrizes do filme, Cleia Almeida, que contou como foi estar grávida durante a rodagem do filme, e a estreante Helena Simões -, com antestreia marcada para este Sábado, 14, no MOTELx; e Mutant Blast encheu o palco com o realizador Fernando Alle, actores e equipa, a conversar sobre o filme português de zombies que tem estreia marcada para vésperas de Halloween, a 17 de Outubro.  O actor Joaquim Guerreiro, cuja a personagem é TS-347, um homem com uma força sobre-humana, teve de treinar muito para conseguir manter o aspecto desejado, e falou sobre o processo. Referiu que por volta dos 20 anos viu o Terminator e sentiu-se inspirado por Arnold Schwarzenegger, sem pensar que, passados cerca de 30 anos, aos 52, estaria "a fazer o Terminator tuga". A estreia de Mutant Blast traz a Portugal o produtor internacional Lloyd Kaufman, co-fundador da norte-americana Troma Entertainment, um dos estúdios de cinema independente mais antigos dos Estados Unidos da América. A boa disposição foi geral ao longo da apresentação dos três filmes do painel, mostraram-se trailers e clips.




Fotos: Inês Moreira Santos / Hoje Vi(vi) um Filme