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terça-feira, 12 de maio de 2026

Sugestão da Semana #717

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca As Ovelhas Detetives, de Kyle Balda, uma comédia para todas as idades, que junta mistério e crime. Dependendo do cinema, há sessões com a versão original legendada ou dobradas em português.

AS OVELHAS DETETIVES


Ficha Técnica:
Título Original: The Sheep Detectives
Realizador: Kyle Balda
Elenco: Hugh Jackman, Emma Thompson, Nicholas Braun, Nicholas Galitzine, Molly Gordon, Hong Chau, Bryan Cranston, Julia Louis-Dreyfus, Regina Hall, Patrick Stewart, Brett Goldstein
Género: Comédia, Crime, Mistério
Classificação: M/6
Duração: 109 minutos

domingo, 5 de março de 2017

Sugestão da Semana #262

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana vai para Logan, de James Mangold, que tem recebido rasgados elogios da crítica.

LOGAN


Ficha Técnica:
Título Original: Logan
Realizador: James Mangold
Actores: Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen
Género: Acção, Drama, Ficção Científica
Classificação: M/16
Duração: 137 minutos

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Actores do Ano #2013

Depois das actrizes, passemos aos actores que mais se destacaram no cinema que por cá estreou em 2013. Relativamente a interpretações masculinas, não consigo falar em menos de 11 nomes.


11. Mads Mikkelsen por A Caça (Jagten)
Nos cinemas vimo-lo em Um Caso Real e A Caça, mas foi no segundo que se destacou. Mads Mikkelsen apresentou-nos uma prestação poderosa, na pele de um homem acusado injustamente... por uma criança. A empatia com o espectador é imediata e a sua dor será partilhada. Pelo menos, nós estamos do seu lado.

10. Michael Douglas por Por Detrás do Candelabro (Behind the Candelabra)
Douglas não precisa de provar o excelente actor que é, mas neste filme consegue voltar a surpreender-nos  com uma personagem excêntrica e egoísta no seu amor - por si e pelo seu companheiro.


9. Matt Damon por Por Detrás do Candelabro (Behind the Candelabra)
Matt Damon reinventa-se e mostra-nos aqui mais uma das suas facetas numa personagem inesperada. As mudanças físicas são enormes, os gestos, o modo de agir e de falar, tudo se junta para nos surpreender.

8. Matthew McConaughey por Fuga (Mud)
McConaughey prova a cada nova personagem que merece reconhecimento e, se possível, muitos prémios. Fuga não é excepção, onde veste a pele do protagonista, Mud, um fugitivo apaixonado, que encontra aliados em duas crianças locais.

7. Tom Hanks por Capitão Phillips (Captain Phillips)
Tom Hanks encarna e bem o protagonista Phillips, capitão de um navio atacado por piratas somalis. A tensão que se gera, o medo que se apodera dele e a força de vontade em zelar pela vida dos seus subordinados, acima de tudo, mostra como Hanks não deixa nenhum papel ficar mal.

6. Daniel Brühl por Rush - Duelo de Rivais (Rush)
Das parecenças físicas à atitude demonstrada em Rush, poderíamos acreditar estar perante o verdadeiro Niki Lauda, há alguns anos. Uma interpretação cheia de brilho faz com que Daniel Brühl não seja esquecido nesta temporada de balanços e de prémios.

5. Christoph Waltz por Django Libertado (Django Unchained)
Hilariante, implacável e, claro, fiel aos seus princípios e promessas, ninguém ficou indiferente a Christoph Waltz como o dentista caçador de recompensas Dr. Schultz.

4. Oscar Isaac por A Propósito de Llewyn Davis (Inside Llewyn Davis)
Um dos actores revelação de 2013. Já o tínhamos visto noutros - pequenos - papéis, mas nunca nos tínhamos apercebido do talento que Oscar Isaac comporta em si. Finalmente, uma personagem profunda e à sua altura, que canta e encanta, e traz consigo uma onda de nostalgia como poucas conseguem.

3. Hugh Jackman por Os Miseráveis (Les Misérables)Raptadas (Prisoners)
Foram muitos os filmes com Hugh Jackman no cinema em 2013. Os Miseráveis, Raptadas e Wolverine trouxeram consigo papéis que reforçam o talento do actor. Destacando os dois primeiros, Jackman surge quase irreconhecível em Os Miseráveis, e o seu papel em Raptadas é brilhante, na pele de um pai desesperado e com sede de vingança, que tudo faz para encontrar a sua filha.

2. Joaquin Phoenix por O Mentor (The Master)
Fenomenal está Joaquin Phoenix em O Mentor na pele de um homem desequilibrado e traumatizado, marcado um amor irrecuperável e por um passado doloroso.

1. Daniel Day-Lewis por Lincoln
As semelhanças físicas são evidentes, e Daniel Day-Lewis provou uma vez mais que é capaz de incorporar todos os desafios que lhe propuserem e sempre de forma magistral. Ponderado e teimoso, Lincoln deu-lhe mais um Oscar.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oscars 2013: Os Actores Principais

Depois das mulheres, seguimos para os homens, enumerando, sempre por ordem de preferência, os cinco nomeados ao Oscar de Melhor Actor.

1. Joaquin Phoenix em The Master - O Mentor
As possibilidades de ganhar são muito poucas para Joaquin Phoenix, mas é ele, sem dúvida, o grande merecedor do prémio. Em The Master - O Mentor, o actor presenteia-nos com uma interpretação exigente, onde se entrega ao problemático veterano de Guerra Freddie Quell, que balança entre o álcool, os problemas pessoais e sexuais, e a aparente pouca vontade de os ultrapassar. Phoenix confere à personagem tudo o que ela pede: a postura física, o descontrole emocional, a nostalgia do passado, a culpa que parece não o largar. Phoenix não levará o prémio para casa, mas tem consigo o reconhecimento de todos os que assistiram à sua performance de tirar o fôlego. É impossível ficar-lhe indiferente.

2. Daniel Day-Lewis em Lincoln
O mais provável vencedor do prémio para Melhor Actor é o meu segundo favorito de entre os nomeados. Day-Lewis não desilude na pele do Presidente Lincoln e a sua interpretação é muito competente. Frágil, mas decidido, e capaz de tudo para que a sua vontade - a aprovação da lei que ilegaliza a escravatura - seja cumprida, o actor oferece-nos um Lincoln muito credível, onde nem a caracterização, que o envelhece uns dez anos, nos faz duvidar do que quer que seja. Tudo aponta para que leve o Oscar para casa e, se tal se verificar, é merecido.

3. Hugh Jackman em Os Miseráveis
No musical de Tom Hooper, Jackman oferece uma participação interessante, onde volta a mostrar os seus dotes vocais (que ainda assim o deixam ficar mal algumas vezes durante a longa-metragem). Não sendo brilhante, o actor veste bem a pele do sofrido e corajoso Jean Valjean, surgindo irreconhecível no início de Os Miseráveis.

4. Denzel Washington em Decisão de Risco
Duplamente oscarizado, Denzel Washington soma este ano mais uma nomeação. Sabemos que o actor nunca descura nenhum papel, e como o piloto alcoólico Whip Whitaker também não desilude. Contudo esta não será certamente a sua melhor interpretação, e as probabilidades de Washington levar o prémio para casa são baixas.

5. Bradley Cooper em Guia para um Final Feliz
Surpreendentemente, Bradley Cooper tem sido muito aclamado pela sua interpretação em Guia para um Final Feliz. Com uma personagem bipolar que poderia ser interessante, Cooper começa bem, demonstrando ser capaz de muito mais do que nos tem habituado, mas rapidamente a interpretação se torna banal, ao mesmo tempo que a própria personagem perde a sua singularidade. Melhor do que a sua colega  no filme - Jennifer Lawrence -, é certo, o actor, ainda assim, não me convence.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Crítica: Os Miseráveis / Les Misérables (2012)

 "I had a dream my life would be so different from this hell I'm living!" 
Fantine
*6/10*

Muitas adaptações depois, foi Tom Hooper quem decidiu levar Os Miseráveis, de Victor Hugo, uma vez mais, para a grande tela. Depois de O Discurso do Rei lhe ter valido o Oscar de Melhor Realizador, parece que não ponderou que este musical poderia ser “areia demais para o seu camião”.

Duas horas e meia de canções depois, onde as poucas falas não cantadas quase se contam pelos dedos, o desapontamento inunda a sala de cinema. Uma longa-metragem com a dimensão de Os Miseráveis merecia um tratamento à altura, ainda mais quando estamos perante um elenco de peso, onde os grandes momentos são-nos proporcionados, acima de tudo, por Anne Hathaway.

Com a França do século XIX como pano de fundo, a longa-metragem musical conta uma história de sonhos desfeitos, paixão, sacrifício e redenção, num testemunho intemporal da sobrevivência do espírito humano. Jean Valjean (Hugh Jackman) é um ex-prisioneiro perseguido durante décadas pelo cruel polícia Javert (Russell Crowe), depois de ter desrespeitado a sua liberdade condicional. Quando Valjean aceita cuidar de Cosette (Isabelle Allen/Amanda Seyfried), a filha da sua operária Fantine (Anne Hathaway), as suas vidas mudam para sempre.
Uma obra tantas vezes trabalhada é um desafio e tanto para qualquer realizador, mesmo para o oscarizado Hooper. O argumento não é extraordinário, mas há que fazer por torná-lo interessante e cativante para o espectador. Errada foi a opção de quase todas as falas serem cantadas. O que noutros casos poderia resultar, em Os Miseráveis tanta canção apenas se traduz numa espécie de cansaço e distracção na plateia. Mais diálogos e menos “cantigas” seria uma opção mais viável e certeira.

Os verdadeiros grandes momentos do filme são-nos oferecidos por Anne Hathaway que prova a talentosa actriz (e cantora) que ainda não havia demonstrado ser. Em 2012, O Cavaleiro das Trevas Renasce já nos revelou alguma da sua versatilidade enquanto Catwoman, mas, aqui, Hathaway prova uma sensibilidade que emociona qualquer um. Em todas as cenas onde entra, a actriz enche o ecrã com a sua forte e corajosa Fantine, e atinge o ponto alto de todo Os Miseráveis quando interpreta o tema I Dreamed a Dream de corpo e alma.
O restante elenco não brilha especialmente. Hugh Jackman, inicialmente irreconhecível, encarna de forma competente Jean Valjean, Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen foram óptimas escolhas para o casal mais divertido deste musical tão dramático, e oferecem-nos momentos leves e de algumas gargalhadas, tal como já nos têm acostumado. Amanda Seyfried e Eddie Redmayne, o par romântico da longa-metragem, não se destacam especialmente, mas valem-lhes as vozes agradáveis que possuem. Já Samantha Barks proporciona-nos bons momentos, assim como os estreantes Daniel Huttlestone e Isabelle Allen que conseguem enternecer e cativar a atenção da plateia. Por seu lado, Russell Crowe, apesar do excelente actor que é, revelou-se um erro de casting, tanto pelo péssimo cantor que se revelou, pelo menos para filmes musicais, a que acresce o tom forçado que coloca na sua personagem.

Tecnicamente não há muito a destacar, para lá de uma boa fotografia, a cargo de Danny Cohen. Hooper parece ter ambicionado tornar Os Miseráveis num grandioso espectáculo e descurou tantos aspectos verdadeiramente importantes para o conseguir. Argumentativamente, poucas histórias estão bem desenvolvidas, carecem de explicações, de profundidade, de envolvimento.

Os Miseráveis de Tom Hooper é fraco, ficando muito aquém do esperado. Há momentos intensos, mas quase todos nos são presenteados pela estrela que dá algum brilho à longa-metragem: a Fantine de Anne Hathaway.