quarta-feira, 15 de março de 2023
Razzie Awards 2023: Vencedores
terça-feira, 27 de setembro de 2022
Crítica: Elvis (2022)
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
Crítica: Notícias do Mundo / News of the World (2020)
"See all those words printed in a line one after the other? Put 'em all together and you have a story."
Captain Kidd
*6/10*
Paul Greengrass alia-se novamente a Tom Hanks (depois de Capitão Phillips) para levar Notícias do Mundo (News of the World), pela América pós-guerra civil. O filme chega-nos pela Netflix, e revela-nos a jovem actriz alemã Helena Zengel.
"Cinco anos após o fim da Guerra Civil, o Capitão Jefferson Kyle Kidd (Hanks), viúvo e veterano de três guerras, desloca-se de cidade em cidade como um contador de histórias reais, partilhando notícias de presidentes e rainhas, lutas gloriosas, catástrofes devastadoras e aventuras emocionantes nos confins do globo. Nas planícies do Texas, cruza-se com Johanna (Helena Zengel), uma menina de 10 anos, acolhida pelo povo Kiowa seis anos antes e criada como um dos seus. Hostil a um mundo que ela nunca conheceu, Johanna está prestes a ser devolvida aos seus tios biológicos. Kidd concorda em entregar a criança onde a lei diz que ela pertence. À medida que viajam centenas de quilómetros, os dois enfrentam enormes desafios, humanos e naturais, enquanto procuram um lugar a que possam chamar lar."
Baseado no romance homónimo de Paulette Jiles, Notícias do Mundo, em tons e ambiente de western, faz-nos viajar pelos territórios sulistas decadentes e racistas, sem lei ou ordem, guiados por protagonistas solitários e de passado trágico.
Mas Notícias do Mundo é previsível e está longe de ser brutal, estando os horrores subentendidos ou revelados através de mensagens subliminares. E se, numa das paragens de Kidd, este quase é culpabilizado por incitamento à revolta - apenas por ler uma notícia de reivindicação de melhores condições de trabalho -, ao espectador não provocará grande comoção. Paul Greengrass lança as críticas mas não as espicaça ou questiona, no longo caminho que percorre, e quase foge delas para viver a sua vida em paz, mesmo que Kidd e Johanna tenham de enfrentar crimes, ameaças e preconceitos.
Tom Hanks está à vontade na pele desde veterano de guerra nómada, que ganha a vida a levar notícias aos outros, enquanto foge do seu próprio destino. À sua altura, está a companheira de viagem Johanna, interpretada pela jovem actriz alemã Helena Zengel, que, com poucas falas - normalmente no dialeto do povo Kiowa ou alemão -, conquista o ecrã, quer pela inocência, pelo olhar selvagem e desconfiado, pelos gestos, gritos, e pela naturalidade com que se emociona, move ou relaciona com Hanks.
Visualmente, Notícias do Mundo ganha pontos, pela direcção de fotografia que proporciona belos planos, diurnos ou nocturnos, das planícies sem fim; bem como pela direcção artística, fabulosa na representação da época, com a banda sonora de James Newton Howard, a adensar todo o ambiente de western.
Paul Greengrass não acompanhou as aventuras dos seus protagonistas, nem desafiou cânones ou estigmas. Preferiu jogar seguro, com uma dupla forte ao comando e uma história simples e harmoniosa, em paisagens que contam mais que a acção.
sábado, 8 de fevereiro de 2020
Oscars 2020: Os Actores Secundários
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Crítica: The Post (2017)
"The press was to serve the governed, not the governors."
Nos tempos áureos em que o jornalismo era o quatro poder, os jornais norte-americanos coleccionaram histórias de denúncia das mentiras dos governos ou outros órgãos de poder e influência na sociedade. Ao longo dos anos, sucedem-se os filmes - inspirados ou não em factos reais - sobre casos onde o jornalista foi um herói: o recente O Caso Spotlight (2015), Boa Noite, e Boa Sorte (2005), O Informador (1999), Os Homens do Presidente (1976), A Última Ameaça (1952), O Grande Carnaval (1951), O Mundo a Seus Pés (1941), O Grande Escândalo (1940), entre tantos outros.
Katharine Graham (Meryl Streep) do Washington Post, a primeira mulher na liderança de um dos principais jornais norte-americanos, alia-se a Ben Bradlee (Tom Hanks), o editor do jornal, e entram na corrida com o New York Times para expor um dos maiores segredos governamentais que durou três décadas e passou por quatro presidentes americanos. Os dois protagonistas têm de ultrapassar as suas diferenças enquanto arriscam as carreiras e a própria liberdade para desenterrar verdades há muito escondidas do público.
Mais um hino à liberdade de imprensa, contra qualquer censura, onde a guerra do Vietname é a temática secreta para o governo de Nixon (e seus antecessores). De repente, a censura queria entrar, em plenos anos 70, pelas redacções e proibir a publicação de factos. Os então chamados Pentagon Papers foram ouro nas mãos dos jornalistas.
Spielberg conta esta história que opõe jornalistas ao governo e fá-lo bem à sua maneira. Sucedem-se os planos sequência, onde seguimos as personagens, a direcção de fotografia faz-nos entrar ecrã adentro directamente para a época do filme, num trabalho estupendo de Janusz Kaminski.
É grande igualmente o destaque que o realizador dá ao papel de Katherine Graham, a mulher entre os homens, alvo de desconforto da parte masculina e de admiração das mulheres que ainda não conseguiram a emancipação. Meryl Streep e Tom Hanks estão à vontade nas suas personagens. Ela, uma mulher pioneira em cargos de poder, perturbada com o dilema em que a sua posição a coloca. Ele, decidido e corajoso, o editor que tem a verdade nas mãos.
The Post é um bom filme de jornalistas, mais um que se junta ao rol acima enunciado. Não é o melhor Spielberg de sempre mas traz-nos o cineasta, fiel a si mesmo, com uma equipa de peso a acompanhá-lo.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Crítica: A Ponte dos Espiões / Bridge of Spies (2015)
"We have to have the conversations our governments can't."James Donovan
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Crítica: Capitão Phillips / Captain Phillips (2013)
Dos pontos mais curiosos da narrativa é a troca de posições que acontece entre Phillips e Muse, com o segundo a tomar o lugar de Capitão e ditar as ordens. "I'm the captain now", afirma de arma em punho, e, a partir dali, o jovem somali passa a deter o controlo da situação - ou assim o quer, contra todas as tentativas da tripulação de Phillips para colocar a vantagem do seu lado.
A partir do momento em que se sente a presença dos barcos dos somalis a perturbar a tranquila viagem do cargueiro, Phillips toma as medidas recomendadas para evitar que a sua embarcação seja atacada. Dos contactos de alerta - incrivelmente desvalorizados pela polícia marítima naquela altura em que os ataques eram menos comuns -, à activação de todas as medidas preventivas, a actividade torna-se frenética e a ansiedade das personagens é transmitida ao espectador, até que o inevitável acontece.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Sugestão da Semana #101
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Actores do Ano #2013
Nos cinemas vimo-lo em Um Caso Real e A Caça, mas foi no segundo que se destacou. Mads Mikkelsen apresentou-nos uma prestação poderosa, na pele de um homem acusado injustamente... por uma criança. A empatia com o espectador é imediata e a sua dor será partilhada. Pelo menos, nós estamos do seu lado.
McConaughey prova a cada nova personagem que merece reconhecimento e, se possível, muitos prémios. Fuga não é excepção, onde veste a pele do protagonista, Mud, um fugitivo apaixonado, que encontra aliados em duas crianças locais.
Das parecenças físicas à atitude demonstrada em Rush, poderíamos acreditar estar perante o verdadeiro Niki Lauda, há alguns anos. Uma interpretação cheia de brilho faz com que Daniel Brühl não seja esquecido nesta temporada de balanços e de prémios.
Hilariante, implacável e, claro, fiel aos seus princípios e promessas, ninguém ficou indiferente a Christoph Waltz como o dentista caçador de recompensas Dr. Schultz.
Fenomenal está Joaquin Phoenix em O Mentor na pele de um homem desequilibrado e traumatizado, marcado um amor irrecuperável e por um passado doloroso.
As semelhanças físicas são evidentes, e Daniel Day-Lewis provou uma vez mais que é capaz de incorporar todos os desafios que lhe propuserem e sempre de forma magistral. Ponderado e teimoso, Lincoln deu-lhe mais um Oscar.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Crítica: Cloud Atlas (2012)
"I believe there is a another world waiting for us, Sixsmith. A better world. And I'll be waiting for you there. "
Robert Frobisher
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Das estreias da passada Quinta-feira , a Sugestão da Semana destaca O Agente Secreto , de Kleber Mendonça Filho . O AGENTE SECRETO Ficha Té...
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