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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Cinema Drive-In no CoimbraShopping nos dias 3, 4 e 5 de Julho

O CoimbraShopping vai ter sessões de Cinema Drive-In nos dias 3, 4 e 5 de Julho. 

A abrir, esta Sexta-feira, dia 3 de Julho, estará Amazing Grace, de Alan Elliott, às 21h30, seguindo-se o português Aquele Querido Mês de Agosto, de Miguel Gomes, às 23h45. No Sábado, dia 4, Lady Macbeth, de William Oldroyd, será exibido às 21h30, e Cinema Paraíso, de Giuseppe Tornatore, às 23h45. A fechar, estará o oscarizado Parasitas, de Bong Joon Ho, no Domingo, dia 5 de Julho, pelas 21h30.


As sessões acontecerão no parque de estacionamento do Piso 0,  junto à praça de táxis, e serão gratuitas, sendo apenas necessário fazer previamente reserva no site www.coimbrashopping.pt e, no dia da sessão, realizar o check-in no parque de estacionamento do Piso 1. O público poderá assim ver os filmes no conforto e segurança dos seus veículos.

Consulta o regulamento em www.coimbrashopping.pt para saberes todas a regras de funcionamento do evento.

Horários das sessões de Cinema Drive-In
3 de Julho - Filme Amazing Grace
21h30 | 90 min | M/6

3 de Julho - Filme Aquele Querido Mês de Agosto
23h45 | 147 min | M/12

4 de Julho - Filme Lady Macbeth
21h30 | 89 min | M/14

4 de Julho - Filme Cinema Paraíso
23h45 | 123 min | M/12

5 de Julho - Filme Parasitas
21h30 | 134 min | M/14

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2017

Como é hábito, no Hoje Vi(vi) um Filme celebramos o Dia Internacional do Beijo com os mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico. De 2017, aqui estão oito beijos que ficaram na memória do público e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses). Um ano marcado tanto por histórias românticas como por beijos muito traiçoeiros. Nada como recordar (e cuidado com os spoilers se não viram os filmes).

La La Land - Melodia de Amor - Mia e Sebastian


Moonlight - Chiron e Kevin



A Bela e o MonstroBelle e o Monstro


Alien: Covenant - David e Walter



Mulher-Maravilha - Diana e Steve Trevor



Lady MacbethKatherine e Sebastian



It - Beverly e Bill



Blade Runner 2049 Agente K e Joi


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Os Melhores do Ano: Top 20 [10º-1º] #2017

Depois da primeira parte do TOP 20 de 2017 do Hoje Vi(vi) um Filme, revelo agora os dez lugares que faltam. A ordem poderia ser outra já que, para mim, estão todos mesmo muito equilibrados. Eis os meus 10 favoritos de 2017 (estreados no circuito comercial de cinema em Portugal).

As festas, os poemas, a ambição e desejo de criar, sonhar com a arte, viver numa liberdade ilusória mas inebriante... Al Berto contagia-nos com o universo tão único que se vive dentro daquele velho palácio que é de todos e de ninguém. Em contraste com uma terra parada nos velhos costumes do salazarismo - e, ao mesmo tempo, dominada pelo poder desmedido que todos acreditavam ter depois do 25 de Abril -, a vida no palácio é totalmente paradoxal à do resto de Sines. Eles não têm medo de quebrar regras, de ameaças, de se expressar e amar livremente, não têm medo de viver. E Al Berto, afinal, só quer o melhor para esta vila que tão mal o recebe de volta: quer modernidade, solidariedade e cultura.

Mais adulto que o seu predecessor, T2 Trainspotting é como um velho amigo que não vemos há muito tempo e está de regresso. Do muito que possa ter mudado em duas décadas, o mais importante ficou na mesma: a amizade. Os conflitos sucedem-se, bem como as aventuras mais surreais, com Mark e Sick Boy ao comando, Spud como pacificador criativo e Begbie, incorrigível. T2 Trainspotting foi a nossa droga cinematográfica no início de 2017. O reencontro soube-nos bem e as escolhas continuam a ser nossas. Nada como "Escolher a vida".

A câmara não pára, tal como é inquietante o ambiente dentro e fora daquele motel. Trememos e tememos por aqueles jovens encostados à parede. Condenamos e testemunhamos a brutalidade e falta de ética e escrúpulos daqueles polícias, mas somos mais uma testemunha silenciada. A realizadora sabe como exaltar os nossos ânimos sem alaridos, sem exageros, é tudo cru e realista. Kathryn Bigelow e Mark Boal reforçam o seu talento como dupla corajosa ao trazer, com dignidade, para o grande ecrã acontecimentos passados que nunca poderão ser esquecidos. 

A luta pela sobrevivência, o barulho ensurdecedor dos tiros, das explosões, dos gritos dos soldados, a solidão no meio de tantos, o estar encurralado entre o mar e a guerra. Tudo isto conta a História. Afinal, onde fica a esperança? Na pátria? Os dias passam e a ajuda tarda, o inimigo sobrevoa a praia, as mortes sucedem-se e não há como fugir ou esconder-se. É nos olhos vazios e inocentes dos jovens soldados que as emoções se reflectem. Poucas palavras, muita acção e desalento. Christopher Nolan sabe o que faz e em 65mm.

Da opressão, surge a revolta, depois a emancipação. Um drama de época com uma protagonista tão inocente como feroz, ela ama tão impiedosamente como se vinga. Com Lady Macbeth, William Oldroyd filma um perverso retrato de emancipação feminina, uma luta pela liberdade individualista, capaz de tudo. A beleza e a fraqueza juntam-se numa perigosa equação e o resultado é a nossa inevitável derrota perante esta mulher tão à frente do seu tempo.

A arte parece desistir e aumentar o ridículo das relações humanas. Seja pela sua forma, pouco compreendida pelos leigos, seja pela interacção que estabelece com o seu público, que não lhe sabe corresponder. Conversas interrompidas - ou espiadas - por esculturas que mexem, um artista com tiques de primatas num jantar de gala, um encontro romântico com um macaco como colega de casa... Da apatia ou incapacidade de reagir, rapidamente se passa para os extremos, a violência, os instintos a comandar o Homem racional. O Quadrado ataca preconceitos, coloca o inesperado perante os nossos olhos e espera que reajamos melhor que as personagens.

Um retrato irónico e actual de uma sociedade de loucuras e excessos, onde as aparências iludem e todos querem o mesmo. Ben Wheatley cria um conjunto de sensações atordoantes, que se misturam com o emaranhado de corpos que se tocam nos corredores do arranha-céus. As cores, lânguidas ou vibrantes, transmitem ainda mais a loucura que ali se vive. Ao mesmo tempo, planos cativantes, o uso da câmara lenta em ocasiões-chave, um caleidoscópio pelo meio e eis que a obra nasce.

Paterson é a poesia do quotidiano. Jim Jarmusch dá-nos uma lição de vida ao mostrar como a mais pacata das existências pode resultar num belo poema sem rima. Adam Driver conduz tão bem o seu autocarro como o protagonista deste filme, e embala-nos ao ritmo lento da sua vida. O protagonista vive tranquilo e, tal como a sua caneca de cerveja, são mais as vezes em que o copo está meio cheio do que meio vazio. 

E quando a doença não é física, mas social? Kleber Mendonça Filho responde com Aquarius. Um retrato de uma sociedade, onde injustiça e desigualdade imperam. Clara é o Brasil ameaçado, destroçado. Sonia Braga é a mulher assombrada pela morte, mas que vive a vida com tudo aquilo a que tem direito. Apesar de tudo, os perigos aumentam e a vigília constante torna-se incomportável. Um conflito terrível toma conta da protagonista, mas também da plateia que se vê a recear pela segurança de Clara. Aquarius é uma perseguição, uma sociedade sem rei nem roque, onde ainda há resistentes que clamam pela justiça.

Connie faz tudo pelo irmão, mas é inconsciente e inconstante, com ausência de valores. Para si, tudo é válido para alcançar um vida melhor para o irmão, contra a lei, contra o socialmente aceite. Curioso é que ele parece realmente não perceber o quão errado está e que, na realidade, nada do que faz é benéfico para Nick. Ele é criminoso com um propósito de fazer o bem, ou assim o acha. Assistimos a situações tão caricatas e inacreditáveis que vamos rir com a desgraça alheia. mas Good Time está longe de ser uma comédia. É um filme que magoa e nos aproxima das personagens. Nós que somos ainda mais impotentes que os dois irmãos.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Crítica: Lady Macbeth (2016)

"Take your nightdress off. Face the wall. Face the wall!"
Alexander


*8.5/10*

Lady Macbeth é uma surpresa feminista. Da opressão, surge a revolta, depois a emancipação. A plateia apaixona-se por este drama de época com uma protagonista tão inocente como feroz, ela ama tão impiedosamente como se vinga.

Habituado às lides do teatro, William Oldroyd estreia-se nas longas-metragens com Lady Macbeth, baseada no livro de Nikolai Leskov. O realizador dá espaço e tempo às personagens que conquistam a tela, em especial Florence Pugh.


Em 1865, na Inglaterra rural, Katherine vive oprimida pelo seu casamento de conveniência com um homem azedo com o dobro da sua idade e pelo pai deste. Quando se envolve com um trabalhador da propriedade, sente libertar-se dentro de si uma força tão poderosa que nada a deterá para conseguir o que deseja.

Katherine é a jovem mulher que acompanhamos no seu, à partida, trágico fado. Nem emoções, nem aventura, nem sexo. Ela é uma boneca de porcelana que não sai de casa, mas tem de se manter acordada, de se apresentar exemplarmente vestida, tenha ou não visitas. Deve obedecer ao marido que pouco olha para ela, ao sogro que a julga e subjuga e quase até às criadas que a vigiam e denunciam.


Mas, afinal, ela é aguerrida e farta-se da sua situação de quase-prisioneira. Torcemos por ela e pelo amor proibido que descobre num jovem empregado da casa. Gostamos de vê-la lutar pela liberdade, pela sua feminilidade, pelo amor e pelo seu lugar na casa e na sociedade. Todavia, assustamo-nos com a faceta maquiavélica que Katherine revela, inesperada, fascinante. A evolução da personagem é surpreendente e Florence Pugh interpreta-a sem tabus, sem receios, num desempenho poderoso.

A história e os cenários lembram-nos Monte dos Vendavais. A direcção de fotografia faz um trabalho excelente com cores soberbas e frias. A cor azul turquesa do vestido de Katherine parece condizer com o seu coração gelado.


Com Lady Macbeth, William Oldroyd filma um perverso retrato de emancipação feminina, uma luta pela liberdade individualista, capaz de tudo. A beleza e a fraqueza juntam-se numa perigosa equação e o resultado é a nossa inevitável derrota perante esta mulher tão à frente do seu tempo.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Estreias da Semana #282

Foram cinco os filmes que chegaram aos cinemas portugueses na passada Quinta-feira. Baywatch - Marés Vivas e Dunkirk foram duas das estreias.

Baywatch - Marés Vivas (2017)
Baywatch
Em Emerald Bay, ninguém se destaca mais do que o salva-vidas Mitch Buchannon (Dwayne Johnson). Como líder da equipa Baywatch, Mitch tornou-se uma espécie de herói popular. Experiente e empenhado, vê-se obrigado a aturar Matt Brody, um antigo nadador olímpico mal comportado e brincalhão que chega a Emerald Bay na expectativa de conseguir lugar na competitiva equipa Baywatch. A equipa inclui a talentosa salva-vidas Summer Quinn (Alexandra Daddario); Kelly Rohrbach como a alegre C.J. Parker, o papel tornado famoso por Pamela Anderson; Stephanie Holden (Ilfenesh Hadera), a adjunta de Mitch; e Ronnie (Jon Bass), nascido e criado em Emerald Bay. O grande teste para a nova equipa Baywatch surge quando uma perigosa droga dá à costa, um facto que coincide com a inauguração do The Huntley Club, um resort de luxo.

Carros 3 (2017)
Cars 3
Surpreendido por uma nova geração de carros extremamente rápidos, o lendário Faísca McQueen é subitamente afastado do desporto que ama. Para regressar ao melhor nível, precisará da ajuda da jovem Cruz Ramirez, uma directora de corrida com o seu próprio plano para vencer, e da inspiração do Fabuloso Hudson Hornet. Provando que o #95 não está acabado, Faísca vai testar a sua nova alma de vencedor na prova mais importante da Taça Pistão.

Debaixo do Mesmo Teto (2017)
Sous le même toit
Delphine e Yvan divorciam-se. Enquanto a sua situação financeira não lhe permite ir morar para outro lado, Yvan lembra à ex-mulher que é dono de 20% da casa. De repente, os dois descobrem as alegrias de partilhar o lar com alguém de quem não se gosta.

Em maio de 1940, no início da Segunda Guerra Mundial, as tácticas de guerra-relâmpago dos exércitos de Hitler apanharam os franceses e britânicos de surpresa. A mobilidade das tropas e a aposta em carros blindados apoiados por aviões quebraram as linhas aliadas e isolaram a Força Expedicionária Britânica numa área em redor do porto de Dunquerque, na costa noroeste francesa, a apenas 10 quilómetros da fronteira belga. Perto de 400 mil homens de diversas nações resistiram o melhor que puderam entre 26 de maio e 4 de Junho, até serem resgatados numa operação conjunta da força aérea e das marinhas britânica, francesa e holandesa, com o auxílio de todo o género de embarcações civis.

Lady Macbeth (2017)
Inglaterra rural, 1865. Katherine vive oprimida pelo seu casamento de conveniência com um homem azedo com o dobro da sua idade e pelo pai deste, um homem frio e impiedoso. Quando se envolve com um trabalhador da propriedade, sente libertar-se dentro de si uma força tão poderosa que nada a deterá para conseguir o que deseja.