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terça-feira, 13 de abril de 2021

Dia Internacional do Beijo: Os Melhores Beijos de 2020

Num ano tão estranho e com tanto distanciamento, será que há beijos cinematográficos a destacar em 2020? 


No Dia Internacional do Beijo, fizemos a selecção possível de alguns dos mais inesquecíveis beijos do passado ano cinematográfico e que pudemos ver entre Janeiro e Dezembro (nos cinemas portugueses e nas plataformas de streaming). 

Franz (August Diehl) e Fani (Valerie Pachner) em Uma Vida Escondida / A Hidden Life


Laurie (Timothée Chalamet) e Amy March (Florence Pugh) em Mulherzinhas / Little Women


Marianne (Noémie Merlant) e Héloïse (Adèle Haenel) em Retrato de Uma Rapariga em Chamas / Portrait de la jeune fille en feu


Sigrit Ericksdóttir (Rachel McAdams) e Lars Erickssong (Will Ferrell) em Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga / Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Crítica: Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga / Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga (2020)

"The elves went too far!"
Sigrit Ericksdottir


*6.5/10*

Em 2020, o Festival Eurovisão da Canção chegou até nós através da Netflix, pela mão do fã norte-americano Will Ferrell. O actor parece que adivinhou que o evento ia ser cancelado e presenteou-nos com a Eurovisão 2020 possível, mesmo que ficcional. Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga é um filme para os fãs (ou mesmo para os haters) eurovisivos; quem desconhece a realidade do festival dificilmente conseguirá compreender ou desfrutar.

Lars (Will Ferrell) e Sigrit (Rachel McAdams), dois aspirantes a músicos, recebem a oportunidade de representar o seu país na maior competição musical do mundo. Finalmente, têm a possibilidade de provar que os melhores sonhos são aqueles pelos quais estamos dispostos a lutar.


Os momentos musicais são, sem dúvida, os grandes pontos fortes de Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga e transportam-nos bem para a realidade eurovisiva, com todo o seu kitsch, cores, luzes, pirotecnia e adereços extravagantes. Os temas têm também a sonoridade que associamos às canções que, normalmente, competem no evento. Seja no palco do festival, com as caricaturais interpretações - que, curiosamente, poderiam mesmo ser interpretações da Eurovisão real -, como na festa em casa do cantor russo Alexander Lemtov (Dan Stevens), que reúne, numa cena empolgante, antigos participantes e vencedores de outras edições: John Lundvik (Suécia, 2019), Anna Odobescu (Moldávia, 2019), Bilal Hassani (França, 2019), Loreen (vencedora pela Suécia, 2012), Jessy Matador (França, 2010), Alexander Rybak (vencedor pela Noruega, 2009 e concorrente em 2018), Jamala (vencedora pela Ucrânia, 2016), Elina Nechayeva (Estónia, 2018), Conchita Wurst (vencedora pela Áustria, 2014), Netta Barzilai (vencedora por Israel, 2018) e até o português Salvador Sobral (vencedor por Portugal, 2017) - que faz um cameo, enquanto toca Amar Pelos Dois num jardim.


É um filme que dirá muito mais aos Europeus, mesmo aos que não gostam dos "fogos de artifício", das luzes e coreografias explosivas. Porque está tudo ali, todas as críticas que se fazem, mas também muito do encanto do evento: os fãs, o espectáculo e o amor à música - mesmo que ela seja, isso mesmo, eurovisiva. Fora os momentos de homenagem ao festival, a longa-metragem de David Dobkin é uma comédia mediana que, por vezes, estica demasiado as piadas, quase roçando o exagero, mas não o ridículo.

Will Ferrell é ele próprio, na pele de Lars, com o seu humor característico, ao lado da talentosa Rachel McAdams, como a doce Sigrit, habituada a deixar as suas ambições para trás por amor a Lars. Nos secundários, Pierce Brosnan surge como o pai que se envergonha do filho (mas que se redime, claro está) e, a roubar todas as atenções, Dan Stevens é o russo Alexander Lemtov. O actor tem uma presença ofuscante e a sua personagem ganha um forte significado no decorrer do filme - por muito estereotipada que possa ser. Mas não será a Eurovisão, em parte, a celebração dos estereótipos, numa luta festiva contra preconceitos? E aqui a personagem de Dan Stevens é fundamental.


E porque na Eurovisão todos podem ser o que quiserem, Festival Eurovisão da Canção: A História dos Fire Saga cumpre o objectivo de entreter, mas, mais que isso, é capaz de transmitir o espírito e a magia do evento que conquista espectadores, pelo mundo inteiro, há tantas décadas.

sábado, 16 de junho de 2018

Animais Cinéfilos #3

Mais um Animais Cinéfilos no blog. Hoje destaco uma personagem simpática e que proporciona momentos bastante divertidos e... sangrentos (!) na comédia negra Noite de Jogo.


Ele é Bastian, o cão (que na realidade é a cadela Olivia) do sinistro vizinho polícia do casal protagonista, Max e Annie, interpretados por Jason Bateman e Rachel McAdams.


Continua a decorrer a campanha de crowdfunding para ajudar uma associação que eu apoio, a Focinhos & Bigodes - Associação Zoófila para Proteção de Animais Abandonados e Ambiente, a fazer obras nas suas instalações. Aqui fica novamente o apelo para que, todos os que puderem, os ajudem: https://ppl.com.pt/prj/focinhos-e-bigodes.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Sugestão da Semana #321

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Noite de Jogo, com Rachel McAdams e Jason Bateman, porque também é preciso rir um bocadinho.

NOITE DE JOGO


Ficha Técnica:
Título Original: Game Night
Realizadores: John Francis Daley e Jonathan Goldstein
Actores: Rachel McAdams, Jason Bateman, Kyle Chandler, Michael Cyril Creighton, Jesse Plemons, Jeffrey Wright
Género: Comédia, Crime, Mistério
Classificação: M/14
Duração: 100 minutos

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Podia Ser Eu #5

Este Podia Ser Eu é ligeiramente óbvio, mas era inevitável encarnar uma jornalista de investigação. Sacha Pfeiffer de O Caso Spotlight é a escolhida, com Rachel McAdams a dar a cara.


SACHA PFEIFFER, O Caso Spotlight (Spotlight)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oscars 2016: As Actrizes Secundárias

Continuamos com os Oscars. Analiso agora as nomeadas para Melhor Actriz Secundária. Bons desempenhos, com especial destaque para Rooney Mara. Das cinco, a mais fraca acaba por ser Kate Winslet, apesar de ter fortes hipóteses de levar o Oscar para casa. Eis as nomeadas, por ordem de preferência.

Carol dá-lhe a sua segunda nomeação para os Oscars. Rooney Mara é a jovem Therese, na inocência da descoberta da paixão e da sexualidade, é uma mulher tímida, mas segura e com muito menos tabus que a sociedade que a rodeia. Deixa-se conquistar e sabe bem o que quer. A actriz continua a provar o seu grande talento e não tem medo de desafios: supera sempre as expectativas. 

2. Jennifer Jason Leigh por Os Oito Odiados
A mulher no meio dos homens. Jennifer Jason Leigh é fabulosa no filme de Tarantino. Perigosa mas hilariante, a actriz rouba as atenções a alguns dos outros sete odiados e tem aqui a merecida nomeação para o Oscar.

Talvez a nomeação para Alicia Vikander fosse mais justa por Ex Machina, mas foi ao lado de Eddie Redmayne que a Academia a destacou. A actriz entrega-se a Gerda, companheira de todos os momentos, efectivamente a responsável pela tomada de consciência da sexualidade do marido, sofre com ele e por ele. Vê-se obrigada a abdicar do amor da sua vida pela felicidade dele - haverá maior prova de amor?

McAdams tem surpreendido pela sua versatilidade. Como jornalista também não desilude. Ela é Sacha Pfeiffer, a mulher desta pequena equipa de investigação jornalística. Muito dedicada, sensível e perspicaz.

5. Kate Winslet por Steve Jobs
A mais fraca das interpretações nomeadas, para mim, é mesmo a de Kate Winslet. Como Joanna Hoffman, a actriz é competente mas não sai do seu registo habitual.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Crítica: O Caso Spotlight / Spotlight (2015)

"They knew and they let it happen! It could've been you, it could've been me, it could've been any of us."
Mike Rezendes
*7.5/10*

Quem não tem saudades de jornalismo de investigação "à séria"? E, já que não se pode pedir tanto, que tal um bom filme sobre jornalismo de investigação? O Caso Spotlight vem colmatar essa falha e apresentar-nos a investigação do jornal Boston Globe,  premiada com o Prémio Pulitzer.

Quando a pequena equipa de jornalistas denominada Spotlight investiga as alegações de abuso no seio da Igreja Católica, acaba por descobrir décadas de encobrimento aos mais altos níveis das instituições de Boston -  religiosas, legais, e mesmo do governo -, desencadeando uma onda de revelações por todo mundo.


O Caso Spotlight apodera-se desta história verídica e muito corajosa, colocando-a no grande ecrã com clareza e mestria. Tom McCarthy constrói um filme simples, mas bem estruturado e destemido, que segue, com um excelente ritmo, toda a investigação jornalística deste difícil caso. Jornalistas, vítimas, agressores, advogados, famílias, todos entram neste jogo perigoso que clamava silenciosamente por ser denunciado. O tema, só por si, podia ser arriscado, mas o realizador recorre aos métodos mais clássicos e conta a sua história sem percalços, sem ferir susceptibilidades.

No entanto, mais do que o argumento ou realização, os actores são um peça fundamental nesta longa-metragem. Michael Keaton, Mark Ruffalo (que veste a pele ao luso-descendente Michael Rezendes), Rachel McAdams, Liev Schrieber, John Slattery e Stanley Tucci são alguns dos nomes que dão nas vistas neste filme. O principal destaque nas interpretações vai para o trio Keaton, Ruffalo e McAdams. O primeiro é destemido e tem mais uma prestação merecedora de elogios, bem diferente da sua personagem em Birdman. Aqui, é um homem com os pés bem assentes na terra, que encara a profissão de jornalista com uma seriedade de que se sente falta. Ruffalo, por sua vez, tem possivelmente o desempenho mais forte do filme (até a postura e forma de se movimentar estão diferentes), na pele do jornalista luso-descendente, emocional, corajoso, persistente, sem papas na língua e verdadeiramente incomodado com o caso que investiga. Rachel McAdams encarna a mulher desta pequena equipa. Uma jornalista muito dedicada, sensível e perspicaz.


O Caso Spotlight não será certamente um filme especialmente marcante, mas é um excelente regresso aos filmes de jornalistas, dos bons. O realizador trouxe para o cinema uma das grandes investigações jornalísticas dos últimos tempos e conta-a ao mundo. Simples e eficaz, o filme de Tom McCarthy faz o que os jornalistas têm por regra fazer: contar um "estória" - com clareza e dedicação.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Sugestão da Semana #205

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana recai em O Caso Spotlight, um filme de jornalistas como já tínhamos saudades.

O CASO SPOTLIGHT


Ficha Técnica:
Título Original: Spotlight
Realizador: Tom McCarthy
Actores: Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Stanley Tucci, Liev Schreiber, Billy Crudup, John Slattery, Jamey Sheridan, Len Cariou, Paul Guilfoyle
Género: Biografia, Drama, História, Thriller
Classificação: M/14
Duração: 128 minutos

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sugestão da Semana #88

Dos filmes que estrearam na passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca a mais recente longa-metragem de Richard Curtis. Muito romance e viagens no tempo são as propostas de Dá Tempo ao Tempo.

DÁ TEMPO AO TEMPO

Ficha Técnica:
Título Original: About Time
Realizador: Richard Curtis
Actores: Domhnall Gleeson, Rachel McAdams, Bill Nighy
Género: Comédia, Drama, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 123 minutos

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Sugestão da Semana #63

Em mais uma semana de muitas estreias, a Sugestão da Semana recai sobre o novo filme de Terrence Malick.

A ESSÊNCIA DO AMOR


Ficha Técnica:
Título Original: To The Wonder
Realizador: Terrence Malick
Actores: Olga Kurylenko, Ben Affleck, Rachel McAdams, Javier Bardem
Género: Drama, Romance
Classificação: M/12
Duração: 112 minutos