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sexta-feira, 2 de junho de 2023

FEST 2023 faz retrospectiva da obra de Claudia Llosa e exibe 'War Pony' em estreia nacional

O FEST Novos Realizadores | Novo Cinema 2023 anunciou a estreia nacional de War Pony, de Gina Gammell & Riley Keough, e a retrospectiva integral do trabalho de Claudia Llosa

War Pony, de Gina Gammell & Riley Keough

Claudia Llosa distingue-se pelo seu cinema feminista, "assumindo-se como uma voz de enorme relevo na compreensão da condição da mulher indígena", e vai marcar presença no festival para apresentar a retrospectiva e dar uma masterclass. Entre as obras da cineasta que serão exibidos no FEST estão The Milk of Sorrow (2009) e Madeinusa (2005).

War Pony, das norte-americanas Gina Gammell & Riley Keough, será exibido na Sessão de Abertura do festival, no dia 19 de Junho. A encerrar estará Metronom, de Alexandru Belc.

Em competição pelo Lince de Ouro do FEST 2023, estarão dez longas-metragens. Entre elas estão títulos como: Past Lives, de Celine Song, "sobre memórias do passado e as diferentes vidas que todos vivemos ao longo dos anos"; Disco Boy, de Giacomo Abbruzzese, "uma viagem psicadélica a um mundo onde a legião francesa e os guerrilheiros do Delta do Níger entram em conflito directo"; Tótem, de Lila Avilés; Animalia, de Sofia Alaoui; When It Melts, de Veerle Baetens; e Suro, de Mikel Gurrea.

No programa de documentários, destaque para And The King Said, What A Fantastic Machine, de Maximilien Van Aertryck e Axel Danielson, sobre o impacto da obsessão ocidental pela imagem; Man Caves, de Céline Pernet, "um estudo sobre a crise contemporânea da masculinidade"; Paradise, de Alexander Abaturov, sobre os incêndios florestais na Sibéria; e The Crows Are White, de Ahsen Nadeem, "uma visita a um mosteiro budista habitado por personagens muito invulgares".

Aplauso, de Guilherme Daniel

A par da competição internacional de curtas-metragens (Lince de Prata), o FEST atribui também o Grande Prémio Nacional que, este ano, incluiu alguns regressos, como são os casos de Guilherme Daniel, Ruben Sevivas e Henrique Brazão, mas também a estreia de Monte Clérigo, de Luís Campos, e Cura#1, de Joana Peralta.

A fechar a programação, a secção FEStinha, programa dedicado aos mais novos e famílias; o ECOS, composto por ciclo temáticos de curtas-metragens; e a competição NEXXT, com obras produzidas em contexto escolar.

Mais informações sobre o FEST Novos Realizadores | Novo Cinema podem ser consultadas em www.fest.pt.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Crítica: Sempre o Diabo / The Devil All the Time (2020)

"Blessed are those that hunger and thirst for righteousness."

Rev. Preston Teagardin

*8/10*

Sempre o Diabo (The Devil All the Time), de Antonio Campos, é um retrato violento e trágico de uma América profunda de meados dos anos 50, onde personagens se cruzam e definem o destino umas das outras, numa narrativa circular.

Baseado no romance homónimo de Donald Ray Pollock - curiosamente, é ele o narrador da história -, não estamos perante um filme de fácil visualização. Acima de tudo, Sempre o Diabo leva-nos ao pior de cada ser humano, um mal que faz vítimas por onde vai passando.

"No pós-guerra, numa localidade do interior, assolada pela corrupção e pela brutalidade, um jovem dedica-se a proteger quem ama das personagens sinistras que o rodeiam."

Antonio Campos filma um retrato cruel de um local e da sua gente, dos seus costumes e ignorância, e a existência de uma família malfada pela religião obsessiva e cheia de vícios que a rodeia e sufocava.

Entre o fervor religioso, a guerra, os abusos, a doença, o bullying, serial killers, corrupção e muitas mortes, há uma justiça implacável que passou de pai para filho, e que comanda os actos do protagonista. A justiça e o amor à sua família são os motores que o fazem agir e continuar em frente, perante todas as adversidades.

Sempre o Diabo prima pelo argumento que se fecha num círculo perfeito. As histórias das personagens tocam-se nas coincidências mais prováveis, com naturalidade. Mas destaca-se também pelo ambiente pesado e sombrio que carrega em cada cena, e não augura felicidade. Filmado em 35mm (algo pouco habitual no streaming), a película adensa a ambiente "sujo" e soturno que se vive no ecrã.

A perversão das personagens deu aso de grandes desempenhos do elenco: Tom Holland é o jovem protagonista, magoado, duro, com valores bem vincados no seu carácter - um actor que vemos crescer e transformar-se no grande ecrã -; Robert Pattinson, como Reverendo Preston, é um monstro da transfiguração e o confirmar do grande actor em que se tornou; Bill Skarsgård está excelente na pele do apaixonado soldado marcado pelos horrores da guerra, que tenta reencontrar-se na religião; e Riley Keough transforma-se ao longo do filme, uma mulher em decadência física e psicológica, incapaz de fugir ao destino que escolheu.

Destinos cruzam-se neste ambiente hostil e brutal que Antonio Campos é tão bem capaz de transpor para o grande ecrã. Sempre o Diabo é uma experiência violenta e imersiva com interpretações de tirar o fôlego.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Sugestão da Semana #305

Chegamos à última Sugestão da Semana de 2017. Das estreias da passada Quinta-feira, a escolha do Hoje Vi(vi) um Filme vai para Ele Vem à Noite, o filme de mistério de Trey Edward Shults. A crítica pode ser lida aqui.

Feliz 2018! Que seja mais um ano de muito e bom Cinema.

ELE VEM À NOITE


Ficha Técnica:
Título Original: It Comes at Night
Realizador: Trey Edward Shults
Actores: Joel Edgerton, Christopher Abbott, Carmen Ejogo, Kelvin Harrison Jr., Riley Keough
Género: Mistério, Terror
Classificação: M/16
Duração: 91 minutos

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sugestão da Semana #289

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Sorte à Logan, de Steven Soderbergh.

SORTE À LOGAN


Ficha Técnica:
Título Original: Logan Lucky
Realizador: Steven Soderbergh
Actores: Channing Tatum, Adam Driver, Daniel CraigKatie HolmesSeth MacFarlaneRiley Keough
Género: Comédia, Crime, Drama
Classificação: M/12
Duração: 118 minutos