terça-feira, 14 de abril de 2026
Sugestão da Semana #713
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Crítica: Complô (2025)
*8.5/10*
A voz forte e rouca de muitas lutas faz-se ouvir em Complô, onde João Miller Guerra segue Bruno Furtado, o rapper Ghoya, no plano criativo e pessoal, criando um retrato do músico e do homem.
"Órfão de um país onde nasceu, órfão do Estado. Encarcerado metade da sua vida, sempre livre. Bruno é 'Ghoya', rapper crioulo e activista político. Este filme, um espaço de encontro num momento da luta e da vida."
Complô começa por apresentar o Bruno Furtado activista, um homem seguro, de discurso articulado e fluido e palavras fortes, numa manifestação, em 2020, contra o assassinato do actor Bruno Candé e pelas vítimas do racismo. É a partir daqui que o protagonista se desconstrói perante a câmara.
Dentro e fora do estúdio, entre o processo criativo e o pesadelo burocrático nacional, o realizador acompanha Ghoya, ao longo de vários anos, no seu quotidiano, tornando-se, ele mesmo, parte da família que acompanha o rapper.
Nascido em Lisboa, Bruno cresceu e estudou em Portugal, passou parte da infância no desaparecido bairro das Fontaínhas (dos filmes de Pedro Costa), e cedo ficou sob a tutela do Estado, primeiro em colégios, mais tarde na prisão. O rapper reflecte sobre este passado, ainda recente, e a falta de apoio na reinserção, para além de todas as dificuldades que o deixam num limbo de identidade.
Nos momentos de maior desalento, criar música é a terapia. E, entre amigos, comenta-se com ironia, que falar crioulo parece ter virado moda entre os jovens portugueses brancos, mas sempre tão mal visto quando quem o fala são os seus herdeiros negros. Um pequeno reflexo das contradições de um país que continua a não assumir o seu racismo intrínseco e estrutural.
Complô é o retrato de um artista, mas é, principalmente, uma forma de revelar os órfãos que o Estado invisibiliza há décadas; um tocante manifesto de Ghoya através da sua música e de Miller Guerra através do seu cinema.
quarta-feira, 5 de novembro de 2025
Doclisboa 2025: Tales of the Wounded Land (2025)
*7/10*
Também o Líbano não tem saído incólume das investidas de Israel, e Tales of the Wounded Land (Hikayat elbeit elorjowani), de Abbas Fahdel, é espelho da destruição (resultado dos ataques de Israel, que duraram cerca de ano e meio e cessaram, aparentemente, em Novembro de 2024) que marcou a paisagem e cada um dos habitantes da região.
Neste caso, a câmara está do lado do realizador - franco-iraquiano, radicado no Líbano - e da sua família, onde a filha pequena parece não estranhar ouvir os bombardeamentos enquanto brinca (e até os repete), como algo que se começa a tornar normal no seu quotidiano.

Da janela vê-se a guerra a aproximar-se, de dia para dia, da casa da família, em Nabatieh, no sul do país. Até que, para eles, só a fuga temporária pode ser a solução, deixando para trás a casa, os animais e os vizinhos que resistem. Tempos depois, dá-se o regresso e a constatação do que mudou e do que permaneceu. Mas, agora, a criança tem medo de voltar à casa dos pais. Entre o choque da destruição e o reencontro com quem ficou, o desgosto e a alegria misturam-se e a comoção é inevitável.
As várias imagens captadas por drone dão a ideia real da destruição sem fim à vista, ao longo de muito quilómetros, e da morte ao filmar uma interminável procissão de caixões.
Filmado na primeira pessoa, Tales of the Wounded Land cria uma proximidade e envolvência muito fortes com a plateia e só peca pela duração excessiva de alguns planos repetitivos na ideia a transmitir.
Segundo palavras de Abbas Fahdel: “O meu filme nasceu da necessidade de testemunhar uma guerra que destruiu as nossas vidas e os nossos lares e mostrar que, apesar de tudo, a resiliência e a humanidade continuam a florescer no meio das ruínas”. Mais uma guerra sem razão, que apaga a memória das terras e das gentes. Todavia, no meio dos escombros, há vidas que resistem e só procuram normalidade e paz.
domingo, 26 de outubro de 2025
Doclisboa 2025: Vencedores
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| The Night Is Fading Away / La Noche Está Marchándose Ya, de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini |
terça-feira, 21 de outubro de 2025
Doclisboa 2025: With Hasan in Gaza (2025)
*7/10*
With Hasan in Gaza, de Kamal Aljafari, foi o filme de abertura do Doclisboa 2025, com sala cheia no Cinema São Jorge.
"Três cassetes Mini DV que documentam a vida em Gaza em 2001 foram recentemente recuperadas. O que começou como uma busca por um antigo companheiro de prisão de 1989 transformou-se numa viagem do norte ao sul de Gaza com Hasan, um guia local. Uma reflexão cinematográfica sobre a memória, a perda e a passagem do tempo, registando uma Gaza antiga e vidas que talvez nunca mais se encontrem."
O documentário de Kamal Aljafari é, antes de mais, um registo histórico de uma Gaza que já não existe. A destruição e os conflitos - que se intensificaram nos últimos dois anos - já se faziam sentir há décadas e Kamal não só filma a destruição como a vida "normal" numa zona constantemente atacada.
Kamal e Hasan percorrem as praias, as ruas, os mercados ou os bairros mais fustigados pelos ataques diários, passam junto dos postos de controlo, dos campos de refugiados, tudo bem ali ao lado. Conversam com quem se cruzam, ouvem as queixas de uns e a esperança de outros, até que Kamal fala também da sua experiência na prisão, em finais dos anos 80. Da janela de casa de Hasan, o realizador filma alguns ataques de morteiros entre os dois lados do confronto - o terror da realidade à janela, enquanto Hasan vê televisão na sala: mais uma noite habitual.
A importância de With Hasan in Gaza, para além do registo das imagens que não se repetirão e dos cenários (e pessoas) que desapareceram, são as inúmeras crianças que rodeiam o realizador, de sorriso aberto e curioso, e que tanto querem aparecer, ser "fotografadas". Que será feito delas, agora adultas, se tiverem sobrevivido a esta guerra interminável?
Para o realizador, este documentário é "Uma homenagem às pessoas, a tudo o que foi apagado e que recordei neste momento urgente da existência – ou não existência – palestiniana. É um filme sobre a catástrofe e a poesia que resiste". Uma redescoberta ainda mais importante nos tempos que correm, que convida a uma profunda e difícil reflexão.
quinta-feira, 25 de setembro de 2025
Doclisboa 2025 anuncia programação Completa
A 23.ª edição do Doclisboa decorre de 16 a 26 de Outubro, na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Cinema Ideal. O programa do festival foi esta Quinta-feira anunciado em conferência de imprensa.
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| With Hasan in Gaza, Kamal Aljafari |
O filme de abertura, já anunciado, será With Hasan in Gaza, do realizador palestiniano Kamal Aljafari, uma homenagem à resistência em Gaza. A fechar, o Doclisboa mostra A Árvore do Conhecimento, de Eugène Green, uma co-produção luso-francesa, protagonizada por Diogo Dória, Leonor Silveira, João Arrais, Ana Moreira e Rui Pedro Silva.
Competição Internacional e Nacional
A Competição Internacional reúne 12 filmes: One Minute Is an Eternity for Those Who Are Suffering, de Fábio Rogério e Wesley Pereira de Castro (Brasil); Vacances, de Victoria Hely-Hutchinson (EUA, França); Towards the Light, de Vadim Kostrov (França); Letters to My Dead Parents, de Ignacio Agüero (Chile); The Night Is Fading Away, de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini, (Argentina); Cinema Kawakeb, de Mahmoud Massad (Jordânia, Catar, Países Baixos); Le Lac, de Fabrice Aragno (Suíça); Fantasy, de Isabel Pagliai (França); Tell Me a Fairy Tale, de Ebrû Avci (Turquia); B for Bartleby, de Angela Summereder (Áustria); The Anything, de Giorgos Athanasiou (Grécia); e The Strongest Lightning Strikes Not From Dark Skies, de Nate Lavey (EUA)
Por sua vez, a Competição Portuguesa contará também com 12 títulos: Llenya, de Manel Raga Raga; Água Mãe, de Hiroatsu Suzuki e Rossana Torres; Three of Cups, de Mário Macedo e Enotea; Explode São Paulo, Gil, de Maria Clara Escobar; Andar com Fé, de Duarte Coimbra; As Estações, de Maureen Fazendeiro; Fuck the Polis, de Rita Azevedo Gomes; Complô, de João Miller Guerra; Ouro e Cinza, de Salomé Lamas; Baía dos Tigres, de Carlos Conceição; Ku Handza, de André Guiomar, e Nova '78, de Aaron Brookner e Rodrigo Areias.
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| Baía dos Tigres, Carlos Conceição |
Riscos
A secção Riscos coloca a natureza contemporânea do cinema no centro da sua atenção, reunindo filmes produzidos entre 1896 e 2025. O programa vai das primeiras experiências cinematográficas às práticas mais contemporâneas, "desde os planos luminosos e movimentos de câmara de Gabriel Veyre, operador de câmara dos irmãos Lumière, até aos novos filmes de Hassen Ferhani, Javier Rebollo, Marko Grba Singh ou Margarita Ledo Andión", explica o festival. A egípcia Hala Elkoussy é realizadora convidada, cuja obra combina uma abordagem inventiva, política e poética.
Outro destaque é Minh Quý Trương, cuja obra reflecte a sua profunda ligação ao Vietname e ao seu povo. "Tanto nas obras a solo como em colaboração com Nicolas Graux, Trương combina tradições de ficção, não-ficção, etnografia e ficção científica, construindo filmes de atenção e detalhe, onde a história, a memória e a materialidade do tempo presente se entrelaçam". O programa da secção Riscos inclui também Shadowboxing, concebido pela programadora associada do Doclisboa, Cíntia Gil, e o programador e crítico francês Jean-Pierre Rehm. "Shadowboxing propõe um combate imaginário sem contrapartida, tomando a Palestina como horizonte e presença espiritual, moral e estética".
Heart Beat
Na secção Heart Beat, destaque para o filme da realizadora Solveig Nordlund, Memórias do Teatro da Cornucópia, que mostra, com recurso a imagens de arquivo de vários espectáculos, peças emblemáticas da companhia fundada por Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo, em 1973. Já Bull’s Heart, da grega Eva Stefani, acompanha de perto os preparativos para a criação Transverse Orientation, do coreógrafo Dimitris Papaioannou e a sua digressão pelos teatros europeus.
Nesta secção, destaque ainda para: Cast of Shadows, de Sami van Ingen, sobre Robert Joseph Flaherty; Andy Kaufman Is Me, de Clay Tweel; Barking in the Dark, de Marie Losier; Bobò, de Pippo Delbono; Paul, de Denis Cotê; Toni, Mio Padre, de Anna Negri; Megadoc, de Mike Figgis, sobre Megalopolis de Francis Ford Coppola; Strange Journey: The Story of Rocky Horror, de Linus O'Brien, e uma homenagem a Robert Wilson, desaparecido este ano, com três filmes: dois seus, Stations e Video 50, e outro sobre uma produção teatral sua, Robert Wilson & the CIVIL warS, de Howard Brookner.
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| Welcome to Lynchland, Stéphane Ghez |
Já anunciado, no Heart Beat estava David Lynch em dose dupla, primeiro com Welcome to Lynchland, de Stéphane Ghez, que mergulha na obra do realizador e dá voz a Kyle MacLachlan, Laura Dern e Isabella Rossellini, entre outros dos colaboradores mais próximos; e ainda a exibição de Duran Duran: Unstaged, experiência lynchiana numa actuação dos britânicos Duran Duran.
Ainda no registo de documentário musical, estão Boy George & Culture Club, de Alison Ellwood, onde o cantor e os seus colegas de banda partilham pela primeira vez a sua história; Becoming Madonna, de Michael Ogden, que, partindo de imagens e registos inéditos, acompanha a transformação da jovem outsider do Michigan na estrela pop mais poderosa e controversa do mundo; It's Never Over, Jeff Buckley, de Amy Berg; e One to One: John & Yoko, de Kevin Macdonald e Sam Rice-Edwards.
Nesta edição, o Doclisboa celebra os 100 anos do nascimento do compositor italiano Luciano Berio com um programa especial. Serão apresentados quatro filmes raros que exploram a relação entre música, imagem, memória e experimentação: Il canto d’amore di Prufrock (1967), de Nico D’Alessandria, inspirado no poema homónimo de T. S. Eliot, combina a declamação de Carmelo Bene com a música de Berio; Sirènes (1961), de Emile Degelin, baseia-se no poema The Sirens, de James Joyce, em diálogo com música eletrónica e sonhos marítimos; The Colours of Light (1963), de Bruno Munari e Marcello Piccardo, investiga luz e cor com a presença conceptual de Berio; e Voyage to Cythera (1999), de Frank Scheffer, centra-se na terceira parte da Sinfonia de Berio, transformando citações musicais de Mahler, Stravinsky e Boulez num fluxo contínuo de sons e imagens, guiado pelo próprio compositor.
Da Terra à Lua
Na secção Da Terra à Lua, destaque para a exibição de O Riso e a Faca integral, de Pedro Pinho, versão longa e em estreia mundial do filme premiado em Cannes (Melhor Actriz na secção Un Certain Regard para Cleo Diára). A este filme, juntam-se outros como Remake, de Ross McElwee, uma reflexão sobre as suas criações e um tributo à vida do seu filho Adrian, que faleceu em 2016; Bulakna, de Leonor Noivo, que aborda a desigualdade social num mundo pós-colonial, ao mesmo tempo que toma em temas como o valor do trabalho, do corpo e da vida; Pescadores de Bubaque, de Pedro Florêncio; Contemplação Impasse Tentativa, de Welket Bungué; Aurora, de João Vieira Torres; Tales of the Wounded Land, de Abbas Fahdel; Angela's Diaries. Two Filmmakers: Chapter Three, de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi; e Tôsô, de Masao Adachi.
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| Ghosts Elephants, Werner Herzog |
Já anunciado tinha sido a presença dos filmes de Lucrecia Martel e Werner Herzog no programa do Doclisboa 2025. Da realizadora, destaque para a exibição de Landmarks, que acompanha a luta de nove anos por justiça, depois de, em 2009, Javier Chocobar, líder da comunidade indígena de Chuschagasta, ter sido assassinado por três homens que alegaram ser donos da terra. O filme combina vozes e imagens da comunidade com footage do tribunal, para explorar as consequências do colonialismo e da expropriação de terras. Já de Werner Herzog será exibido Ghosts Elephants, que questiona se certas epopeias não são melhores se ficarem por concluir. O filme acompanha o explorador Steve Boyes, que juntamente com três mestres rastreadores da Namíbia, parte numa busca pelos raros elefantes-fantasma de Angola. O filme de Herzog desperta questões existenciais e reflecte sobre a conservação ambiental e cultural em África.
Ainda de destacar na secção Da Terra à Lua, está Cover-up, de Laura Poitras em colaboração com Mark Obenhaus, que explora a carreira do jornalista Seymour Hersh, jornalista premiado com o Pulitzer, que revelou os escândalos de tortura do exército dos EUA nas guerras do Vietname e Iraque.
De Portugal, será ainda exibido um filme inédito: As Brigadas Revolucionárias na Luta Contra a Ditadura (1970-1974), de Luiz Gobern Lopes.
Em colaboração com a Cinemateca Portuguesa será apresentada a já noticiada retrospectiva dedicada a William Greaves (1926–2014), co-programada pelo académico Scott MacDonald e Luís Mendonça (Cinemateca Portuguesa). O programa revelará a versatilidade de Greaves enquanto actor, realizador, produtor e editor.
Mais sobre a programação do Doclisboa e outras informações em https://doclisboa.org/.
quarta-feira, 4 de junho de 2025
Doclisboa 2025 e Cinemateca Portuguesa apresentam Retrospectiva dedicada a William Greaves
O Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa apresentam, em Outubro, uma retrospectiva dedicada ao cineasta norte-americano William Greaves (1926–2014).
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| Nationtime (1972), William Greaves | Cartaz: Pedro Nora |
Figura notável do cinema documental e experimental afro-americano, a obra de William Greaves reflecte um compromisso com a justiça social, a memória histórica e a liberdade. A retrospectiva que o Doclisboa e a Cinemateca Portuguesa lhe dedicam é co-programada em conjunto com Scott MacDonald, um dos autores do livro William Greaves: Filmmaking as Mission, e oferece um olhar singular e revelador sobre o trabalho do actor, realizador, produtor e editor, e sobre o seu país, os Estados Unidos da América.
A Sessão de Antecipação da retrospectiva acontecerá, na esplanada da Cinemateca, a 4 de Julho, com a projecção do filme In the Company of Men (1969), um exercício psicodramático com trabalhadores negros e gestores brancos no Sul dos EUA. O programa completo dedicado a Greaves poderá ser descoberto de 16 a 26 de Outubro, no Doclisboa.
O cineasta começou a sua carreira nas artes performativas, antes de compreender “o poder do documentário como ferramenta de transformação social”, refere Scott MacDonald. Sem oportunidades para estudar realização documental nos EUA, mudou-se para o Canadá, e estudou no National Film Board. Regressa mais tarde ao seu país para criar a William Greaves Productions com a sua companheira, Louise Archambault Greaves.
Produziu, com um orçamento sempre reduzido, notícias para a US Information Agency, tendo sido produtor executivo e co-apresentador do Black Journal, episódios 1 – 24 (1968 – 1970), o primeiro programa de notícias transmitido por todo o país com foco na vida dos cidadãos afro-americanos. Greaves e o seu filho, David, documentaram ainda o primeiro combate entre Muhammad Ali e Joe Frazier, em Dezembro de 1970, que resultou no filme The Fight (1973).
O Doclisboa 2025 e a Cinemateca Portuguesa vão exibir, além dos já mencionados, filmes como The First World Festival of Negro Arts (1966), Space for Women (1981) e o filme-ensaio Symbiopsychotaxiplasm: Take One (1968), entre muitos outros.
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Esta Quinta-feira, dia 4 de Outubro, são muitas as estreias que vão encher as salas de cinema de todo o país. Nove filmes, um pouco para to...
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"I think I've made a terrible mistake." Zhenya *7.5/10* Há quem não nasça para ser pai ou mãe, há filhos que ...














