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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Prémios Curtas 2025: Vencedores

Os vencedores da 3.ª edição dos Prémios Curtas foram revelados na cerimónia do passado sábado, dia 5 de Abril, no Fórum Lisboa, apresentada por Rui Alves de Sousa. Era Uma Vez no Apocalipse foi o filme mais premiado, com cinco estatuetas, seguido de Kora e Percebes, com três cada. Umbral conquistou um dos maiores prémios da noite, Melhor Curta de Ficção.

Fotógrafo: Ricardo Fangueiro

Pela primeira vez nos Prémios Curtas, foi criado um Prémio Honorário, atribuído ao actor Luís Miguel Cintra, e apresentado pelo crítico de cinema e membro do Júri, Hugo Gomes. Seguiu-se a projecção da curta-metragem O Velho do Restelo, de Manoel Oliveira, protagonizada por Cintra, Diogo Dória, Mário Barroso e Ricardo Trêpa.

Nas categorias de interpretação, o Prémio de Melhor Actor foi entregue a Sérgio Godinho, pelo seu papel em Era Uma Vez no Apocalipse, filme pelo qual também Paulo Calatré conquistou a estatueta de Melhor Actor Secundário. Paula Só foi eleita a Melhor Actriz dos Curtas 2025, pelo seu papel em O Procedimento, e Bia Gomes venceu na categoria de Melhor Actriz Secundária pela curta Antes do Nascer da Lua.

Fotógrafo: Ricardo Fangueiro

Cláudia Varejão venceu o Prémio Curtas para Melhor Realização, por Kora - que ganhou ainda nas categorias de Melhor Curta Documental e Melhor Montagem.

Filmes como À Tona d'Água, O Procedimento, Antes do Nascer da Lua, Quando a terra foge e Prima ku Lebsi também saíram vencedores desta cerimónia.

Houve ainda tempo para um momento musical no Fórum Lisboa. A cantora, dobradora e actriz Paloma del Pillar, acompanhada à guitarra por Tiago Pires, interpretou o tema Pedra Filosofal (poema de António Gedeão, posteriormente musicado e cantado por Manuel Freire), ao qual também deu voz na longa-metragem Revolução Sem Sangue.

Fotógrafo: Ricardo Fangueiro

Eis a lista completa dos vencedores dos Prémios Curtas 2025:

Melhor Curta de Ficção:

'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

'Era Uma Vez no Apocalipse'

'Golden Shower'

'Mau Por Um Momento'

'Umbral'


Melhor Curta Documental:

'Kora'

'Os Cães Voltaram a Ladrar'

'Quando a terra foge'

'Tão pequeninas, tinham o ar de serem já crescidas'

'Uma mulher do género'


Melhor Curta de Animação:

'A Cada Dia Que Passa'

'O Estado de Alma'

'Percebes'

'Pietra'

'Três Vírgula Catorze'


Melhor Realização:

Cláudia Varejão por 'Kora'

Daniel Soares por 'Mau Por Um Momento'

Inês Lima por 'O Jardim em Movimento'

Isadora Neves Marques por 'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

Mário Veloso por 'Chuvas de Verão'


Melhor Argumento:

Alexander David por 'À Tona d’Água'

António Miguel Pereira e Tiago Pimentel por 'Era Uma Vez no Apocalipse'

Chico Noras e Rafael Traquino por 'O Procedimento'

Isadora Neves Marques por 'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

Miguel Andrade por 'Umbral'


Melhor Actor:

Daniel Silva em 'Umbral'

João Nunes Monteiro em 'Nós'

João Villas-Boas em 'Mau Por Um Momento'

José Eduardo em 'Desgosto de Morrer no Inverno'

Sérgio Godinho em 'Era Uma Vez no Apocalipse'


Melhor Actriz:

Cirila Bossuet em 'Êxtase'

Kim Ostrowskij em 'Golden Shower'

Nádia Yracema em 'Prima ku Lebsi'

Paula Só em 'O Procedimento'

Teresa Faria em 'Porta-te Bem'


Melhor Actor Secundário:

Diogo Fernandes em 'Golden Shower'

Luis Reboredo em 'Nós'

Nuno Branco em 'Santa Rita Dream'

Paulo Calatré em 'Era Uma Vez no Apocalipse'

Will Costa em '00:00 MEIA-NOITE'


Melhor Actriz Secundária:

Ana Luísa Martins em 'O Jardim em Movimento'

Bia Gomes em 'Antes do Nascer da Lua'

Diana Sá em 'Umbral'

Isadora Alves em 'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

Mariana Pacheco em 'Era Uma Vez no Apocalipse'


Melhor Interpretação Infantil:

Ada Costa em 'À Tona d’Água'

Evie Gomes em 'À Tona d’Água'

Inês Cruz em 'Conseguimos Fazer Um Filme'

João Bica em 'Francisco Perdido'

Leandro Vieira em 'Vale do Fogo'


Melhor Montagem:

Cláudia Varejão por 'Kora'

Daniel Soares e Lucas Moesch por 'Mau Por Um Momento'

João Brás por 'Vale do Fogo'

João Cunha e Maria Cândida por 'Umbral'

Vera Lúcia Rita por 'O Procedimento'


Melhor Fotografia:

Bruno Reis Oliveira por 'Chuvas de Verão'

Frederico Lobo por 'Quando a terra foge'

Marta Simões por 'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

Miguel Cravo por 'Êxtase'

Vasco Viana por 'Mau Por Um Momento'


Melhor Som/Efeitos Sonoros:

Alex Gregson, Danny Jones e Ryan Sweetman por 'The Hunt'

Bernardo Bento, Ricardo Salazar e Vasco Carvalho por 'Percebes'

Filipe Rebelo, Mauricio d'Orey, Rafael Cardoso e Sérgio Silva por 'Quando a terra foge'

Guilherme Marta e Lurdes Osswald por 'Umbral'

Tiago Inuit e Tomé Palmeirim por 'Quorum'


Melhor Guarda-Roupa:

Ana Abelha por 'Umbral'

Cátia Santos por 'O Procedimento'

Luís Sequeira e Sofia Videira Pinto por 'Era Uma Vez no Apocalipse'

Mónica Lafayette por 'Antes do Nascer da Lua'

Mónica Lafayette por 'Prima ku Lebsi'


Melhor Caracterização:

Alexandra Santos por 'Umbral'

Cidália Espadinha por 'Santanário'

Cláudia Fonseca por 'O Procedimento'

Jude Sousa por 'Menor que três'

Susana Cruz por 'Era Uma Vez no Apocalipse'


Melhor Direcção Artística:

Ana Abelha por 'Umbral'

Ana Meleiro por 'As Minhas Sensações São Tudo O Que Tenho Para Oferecer'

Cátia Santos por 'O Procedimento'

João Sousa por 'Penrose'

Luís Sequeira por 'Era Uma Vez no Apocalipse'


Melhor Banda Sonora:

Cristopher Ruiz Cárdenas, Inês Lima e Margarida Gonçalves por 'O Jardim em Movimento'

Nicolas Tricot por 'Percebes'

Rui Gaio por 'Rosa Choque, Ou Se'

Timóteo de Azevedo por 'O Procedimento'

Vagné Lima por 'Latitude Fénix'


Melhores Efeitos Visuais:

Diogo Vale, Mário Espada e Vítor Carvalho por 'O Jardim em Movimento'

Duarte Gandum e Tiago Loureiro por 'Depois do Tempo'

Gonçalo Homem e Johnny Rodrigues por 'Era Uma Vez no Apocalipse'

João Pedro Gomes por 'Quorum'

Nuno Costa por 'Umbral'


O Júri da terceira edição foi composto por: Frederico Corado (realizador, encenador e programador), Marina Leonardo (actriz e realizadora), Hugo Gomes (crítico de cinema), Inês Moreira Santos (blogger de cinema/TV e divulgadora cultural), Rafael Félix (crítico de cinema), Carolina Serranito (artista e programadora), Francisco Rocha (blogger de cinema, programador e fotógrafo), Jasmim Bettencourt (crítico de cinema e realizador), Filipa Amaro (realizadora e argumentista), André Pereira (editor de vídeo e videógrafo), Bernardo Freire (crítico de cinema, apresentador e podcaster) e Bruno Gascon (realizador e argumentista).

Mais informações sobre os Prémios Curtas em https://premioscurtas.pt/.

domingo, 1 de setembro de 2024

Sugestão da Semana #629

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Verdade ou Consequência?, de Sofia Marques, sobre e com Luís Miguel Cintra.

VERDADE OU CONSEQUÊNCIA?


Ficha Técnica:
Título Original: Verdade ou Consequência?
Realizadora: Sofia Marques
Elenco: Luís Miguel Cintra, Sofia Marques
Género: Documentário
Classificação: M/12
Duração: 106 minutos

sábado, 9 de setembro de 2023

'Verdade ou Consequência?', sobre Luís Miguel Cintra, exibido no Doclisboa 2023

O documentário Verdade ou Consequência, de Sofia Marques, sobre o actor e encenador Luís Miguel Cintra, tem estreia na secção Heart Beat do Doclisboa 2023.

No filme, a realizadora Sofia Marques "parte em busca do seu amigo Luís Miguel Cintra; e Cintra em busca de si mesmo, ambos escavando a matéria e a memória do teatro, a matéria e a memória da vida - em casa, rodeado de estatuária e do seu Porto, junto ao mar e na Espanha onde nasceu, num palco de luz e sombras, nos filmes de Manoel de Oliveira ou nos poemas de Ruy Belo".

Verdade ou Consequência? terá uma sessão única de antestreia a 12 de Setembro, na Casa do Cinema Manoel de Oliveira, no Porto. A estreia no Doclisboa está agendada para 22 Outubro às 15h30, no Auditório Emílio Rui Vilar da Culturgest.

 Mais informações sobre o Doclisboa 2023 em https://doclisboa.org/2023/.

domingo, 22 de janeiro de 2023

Sugestão da Semana #544

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Guerra, de José Oliveira e Marta Ramos. A longa-metragem tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

GUERRA


Ficha Técnica:
Título Original: Guerra
Realizadores: José Oliveira e Marta Ramos
Elenco: Luís Miguel Cintra, Diogo Dória, José Lopes, Susana Sá
Género: Drama
Classificação: M/14
Duração: 105 minutos

domingo, 16 de janeiro de 2022

Sugestão da Semana #490

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca A Távola de Rocha, de Samuel Barbosa, documentário sobre o realizador Paulo Rocha.

A TÁVOLA DE ROCHA


Ficha Técnica:
Título Original: A Távola de Rocha
Realizador: Samuel Barbosa
Elenco: Paulo Rocha, Isabel Ruth, Luís Miguel Cintra, Regina GuimarãesJorge RochaJunko OtaYujun Washino
Género: Documentário 
Classificação: M/12
Duração: 94 minutos

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Doclisboa'20: Guerra (2020), de José Oliveira e Marta Ramos

*7/10*

José Oliveira e Marta Ramos apresentaram Guerra no Doclisboa'20, um filme que toca num dos temas ainda tabu na sociedade portuguesa. No cinema, nos últimos anos, começam a ver-se algumas abordagens relacionadas com os traumas que a Guerra Colonial deixou, tanto do lado dos ex-combatentes, como dos povos das ex-colónias. Este filme mostra-nos um protagonista em constante desassossego, atormentado pelos fantasmas do passado.

"A partir da rememoração de um professor de língua portuguesa na actualidade, vamos seguir Manuel, o seu pai, ex-combatente da guerra colonial, constantemente atormentado por essas lembranças. Iremos com ele até ao fundo dos lugares físicos que o obcecam – dos quartéis da formação até aos lagos e jardins da sua juventude e enamoramento – bem como ao abismo da sua memória – a guerra e a paixão juntas, indestrinçáveis, numa batalha que pergunta ou grita as imemoriais dúvidas existenciais."

Guerra é a história de Manuel, mas poderia ser a de qualquer um dos seus camaradas com quem se reúne, ou de tantos ex-combatentes "reais" que sofrem com o que viram e fizeram ao longo dos anos que passaram na guerra colonial. O filme começa por mostrar-nos um álbum de fotografias dos tempos da guerra colonial, com a descrição das mesmas narrada por uma criança, a partir de um diário de 1965/1966.

José Oliveira e Marta Ramos tiveram a coragem de fazer um filme realista (com o seu quê de documental), que mostra o dia-a-dia de um homem traumatizado, em constante sofrimento interior. Junto dos amigos mostra-se mais descontraído, provavelmente porque todos experienciaram os mesmos horrores em África. Junto da mulher e do filho, Manuel oscila entre as recordações de uma juventude feliz - mas parcialmente roubada pelas marcas que a guerra deixou - , e alguma perda de lucidez nas conversas ou nas noites de pesadelos insuportáveis.

Corpo e mente vagueiam por Lisboa e pela Margem Sul, entre idas à psicóloga, encontros imediatos com fantasmas por enterrar ou delírios de regresso ao campo de batalha. José Lopes confere ao protagonista a dignidade e credibilidade que merece, com uma interpretação brilhante - e que marca ainda mais pelas saudades que deixa.

Guerra é sobre a herança deixada pela guerra colonial nos homens que a combateram e nas suas famílias, sobre traumas impossíveis de ultrapassar. Os realizadores trazem para o debate um confronto que tem de acontecer entre Portugal e o seu passado colonial.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

O Nosso Filme de Natal #2019

É véspera de Natal, excelente dia para recuperar um texto que escrevi para a Revista Gerador em 2017, onde fiz sugestões de filmes para ver ao longo do ano. Ora, adivinhem qual foi a sugestão de Natal?

Talvez um dos mais inusitados para a quadra natalícia, As Bodas de Deus. Deixo-vos as minhas justificações. Feliz Natal!


As Bodas de Deus, de João César Monteiro

No Natal, para quebrar todos os preconceitos, As Bodas de Deus são a sugestão. Na verdade, o mais natalício que podemos encontrar neste filme, do ateu João César Monteiro, é uma espécie de anjo (Luís Miguel Cintra), enviado de Deus, que surge ao nosso protagonista, ele próprio, João de Deus, e um convento de freiras.

O resto é o politicamente incorrecto a que João César Monteiro nos habituou. Não se choquem os mais conservadores, mas esta é mesmo uma sugestão para fugir do exagerado marketing em que o Natal se transformou. Deixemos as compras para outra ocasião, o consumismo desenfreado, e percamo-nos na poesia das palavras do cineasta, na crueldade mordaz das suas histórias tão geniais como loucas, espelho do seu autor.

E mesmo que natalício seja pouco mais que o apelido do protagonista, aceitem esta sugestão arriscada e provocatória, e deixem-se levar pelas manhas e paixonetas de João de Deus, e conheçam a sua nova vida, após a visita deste anjo que o presenteia com uma mala cheia de dinheiro - até dava jeito para o Natal...