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segunda-feira, 5 de março de 2018

Oscars 2018: Red Carpet

O preto desapareceu quase por completo da passadeira vermelha, mas não houve muitos modelos especialmente estonteantes nesta 90ª. cerimónia dos Oscars. Ainda assim, apresento-vos as minhas nove favoritas da red carpet.

JENNIFER GARNER

Jennifer Garner poucas vezes desilude na red carpet e este ano não foi excepção. A actriz surgiu muito elegante num vestido azul do Atelier Versace, com detalhes que potenciam a sua figura.

TARAJI P. HENSON

Taraji P. Henson escolheu o preto mas num modelo muito arrojado Vera Wang, cheio de transparências. A actriz surgiu poderosa e sensual com esta escolha arriscada mas que lhe assenta na perfeição, a condizer com a sua energia e alegria. 

JANE FONDA

80 anos e uma forma física invejável. Jane Fonda continua linda e elegantíssima, capaz de fazer inveja a muita gente com este vestido branco Balmain. Fabulosa.

SAMARA WEAVING

Discreta mas muito elegante, a transpirar jovialidade e feminilidade, Samara Weaving desfilou com um vestido rosa coral da Schiaparelli Couture, com detalhes prateados que potenciaram a figura da actriz. Excelente aposta, a condizer com o penteado e maquilhagem.

ALLISON JANNEY

Allison Janney foi uma das vencedoras da noite, conquistando o Oscar para Melhor Actriz Secundária por Eu, Tonya e surgiu deslumbrante na red carpet. Escolheu um modelo vermelho, de mangas longas da Reem Acra que lhe deu muita elegância e potenciou o seu carisma. Uma excelente escolha para subir ao palco.

SANDRA BULLOCK

Sandra Bullock surgiu jovial e elegante, num vestido preto e prata da Louis Vuitton. O cabelo solto resulta bem com o modelo que destaca os ombros da actriz. Resplandecente.

ALLISON WILLIAMS

A actriz de Foge surgiu num bonito vestido Armani Privé. Clássico e a lembrar as princesas, Allison Williams deu nas vistas pela elegância e com um penteado a condizer. Uma escolha arriscada mas certeira.

GAL GADOT

A Mulher-Maravilha, Gal Gadot, não passa despercebida nas cerimónia onde marca presença. Nos Oscars escolheu um bonito vestido de alças prateado da Givenchy, simples mas muito marcante. A maquilhagem e o cabelo acompanharam o glamour do vestido, num conjunto especialmente bem conseguido.

EMMA STONE

A minha favorita da noite vestiu calças. E que bonita que estava Emma Stone neste conjunto Louis Vuitton, preto e bordô. Prática mas ainda assim muito elegante, com um penteado que lhe dá muita personalidade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Oscars 2017: Red carpet

Depois de um final de noite atribulado na entrega dos Oscars 2017, olhemos com mais calma para a passadeira vermelha. Eis aqueles que foram, para mim, os mais bem vestidos da cerimónia, onde predominaram vermelho, preto e branco (e muito dourado).



TARAJI P. HENSON arrasou na red carpet. O vestido Alberta Ferretti potenciou a sensualidade da actriz, e as jóias - destaco a gargantilha lindíssima - deram-lhe uma elegância e charme a que foi impossível ficar indiferente.


Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, ISABELLE HUPPERT é a elegância em pessoa. Fabulosa, a protagonista de Ela surgiu um vestido branco "reluzente" Armani Privé, que lhe assentou muito bem e lhe favoreceu a figura, a contrastar com o batom e unhas escuras.


Vencedora do Oscar de Melhor Actriz em 2016, BRIE LARSON surgiu sóbria mas muito sexy num vestido preto Oscar de la Renta que, apesar da cor escura, tinha uma presença imensa graças ao seu design volumoso e ondulante.


Também de preto, KIRSTEN DUNST desfilou num vestido Dior, com bolsos, que deixava ver os sapatos, e balançava entre o elegante e o jovial. Uma boa aposta da actriz.



O vencedor do Oscar de Melhor Actor Secundário, MAHERSHALA ALI, foi um dos homens mais elegantes da noite, um fato preto Ermenegildo Zegna.

Com um penteado leve e jovial, VIOLA DAVIS soube também escolher o modelo para o dia em que venceu o seu primeiro Oscar. A actriz surgiu lindíssima num vestido vermelho Armani Privé que destacou imenso a sua figura. A clutch e jóias douradas deram-lhe ainda mais elegância.


JANELLE MONAE nunca passa despercebida. Com este vestido da Elie Saab, preto e prateado, onde reinam as transparência, foi novamente impossível não tirar os olhos da cantora e actriz. Apesar de não ser especial fã da saia, acho que a parte de cima, a gargantilha e cabelo fazem valer todo o visual, que a transforma numa qualquer rainha exótica.


Mais um dos homens mais bem vestidos dos Oscars 2017: RYAN GOSLING. Elegante e sempre cavalheiro, o protagonista de La La Land, nomeado para Melhor Actor, chamou as atenções no seu fato Gucci.


Simples, mas muito bonito. O vestido Louis Vuitton, preto e branco, decotado e comprido, que MICHELLE WILLIAMS levou à cerimónia dos Oscars - onde esteva nomeada para Melhor Actriz Secundária - assentava-lhe especialmente bem. A maquilhagem suave e o cabelo curto, como já nos tem habituado, tornaram-na uma das minhas favoritas da noite.


A minha favorita da noite foi mesmo RUTH NEGGA. Nomeada para o Oscar de Melhor Actriz, a protagonista de Loving surgiu num vestido vermelho Valentino, comprido, de manga comprida e gola subida, com alguns detalhes de renda. A maquilhagem (que destacou os seus enormes olhos e boca) e o cabelo, a condizer, transformaram-na na mais bonita desta cerimónia.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Crítica: Elementos Secretos / Hidden Figures (2016)

"Every time we get a chance to get ahead they move the finish line. Every time."
Mary Jackson
*7/10*


Elementos Secretos realça bem a segregação racial (e mesmo de género) que se vivia ainda nos anos 60, tratando um tema sensível com humor,  com os diálogos a assumirem um papel fulcral. Ao mesmo tempo, o filme de Theodore Melfi homenageia três importantes nomes femininos da História da NASA.

Seguimos o trabalho de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monae) – três afro-americanas que trabalham na NASA e são os cérebros por trás de uma das maiores operações da história: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita, feito que restaurou a confiança dos norte-americanos e agitou a Corrida Espacial.


Preconceitos de sexo ou raça são deitados por terra com o bom argumento de Elementos Secretos. Uma adaptação competente que, apesar de insistir em alguns clichés e acentuar, mais ainda, atitudes discriminatórias, mostra-se de grande importância para demarcar a igualdade e a luta destas mulheres pelos seus direitos. Há que lembrar estas três grandes primeiras mulheres a destacarem-se na NASA pela sua competência e inteligência, não importa a cor da pele.

Ao mesmo tempo que é um filme para os norte-americanos, Elementos Secretos sabe como ser igualmente um filme para o mundo. Ao relatar com detalhe e sem exaustão os pormenores do lado americano na corrida ao espaço, há uma contextualização histórica tão completa como interessante, onde se recorre a imagens de arquivo da época, seja dos astronautas ou mesmo do presidente John F. Kennedy.


Theodore Melfi oferece-nos um filme muito ritmado, com a banda sonora a acentuar o ritmo da montagem. Ao mesmo tempo, Elementos Secretos ganha mais vida com excelente trabalho da direcção artística, numa bela representação dos anos 60 nos EUA, e guarda-roupa.

Dos batons garridos aos vestidos coloridos, estas mulheres dão cor, conhecimento e animação à NASA "so white". E que personalidade conferem as três actrizes às suas personagens. Taraji P. HensonOctavia Spencer e Janelle Monáe são estrondosas e encantadoras como Katherine G. Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, respectivamente.

As três dão brilho, vivacidade e perspicácia à longa-metragem e é impossível dizer qual delas está melhor. Taraji é a protagonista que sabe impor a sua presença e conhecimento numa sala onde os homens brancos querem deter o poder. Bonita e inteligente, apesar de inicialmente receosa em se fazer ouvir, depressa toma consciência que a vida de muitos depende de si. Octavia Spencer é a matemática mais comedida, que menos ondas quer levantar. Contudo, a revolta que sente por fazer o trabalho de supervisora mas não ganhar como tal fá-la querer mudar e ultrapassar os seus receios. Janelle Monáe é a mais jovem mas também mais emancipada das três. Sem papas na língua, ela luta por todos os meios que lhe são possíveis para se tornar engenheira, enfrentando família e sociedade. As três mulheres arriscam e lutam pela igualdade de direitos, contagiando-nos com a sua alegria e garra.


Actualmente, num momento sociopolítico tão instável e incerto para o ocidente, Elementos Secretos é uma excelente forma de relembrar que a História foi feita por todos.