Depois da entrega das estatuetas e da vitória de Anora, de Sean Baker, numa cerimónia divertida mas muito comedida politicamente, faço a habitual ronda pela passadeira vermelha dos Oscars. Entre alguns modelos mais exuberantes, os principais destaques, para o meu gosto, vão para os vestidos em tons claros e para o fato mais elegante dos que desfilaram pela passadeira vermelha.
terça-feira, 4 de março de 2025
Oscars 2025: Red Carpet
domingo, 10 de março de 2024
Oscars 2024: Vencedores
A 96.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite passada, no Dolby Theatre, em Los Angeles. O anfitrião foi novamente Jimmy Kimmel e, no Hoje Vi(vi) um Filme, esteve a acompanhar e a actualizar os vencedores em tempo real.
Oppenheimer foi o grande vencedor da noite com sete estatuetas, seguido de Pobres Criaturas com quatro.
Melhor Realizador
Crítica: Pobres Criaturas / Poor Things (2023)
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
Sugestão da Semana #598
Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Pobres Criaturas, de Yorgos Lanthimos, protagonizado por Emma Stone.
POBRES CRIATURAS
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
LEFFEST 2023 acontece de 10 a 19 de Novembro e já tem programa fechado
O LEFFEST - Lisboa Film Festival acontece de 10 a 19 de Novembro no Teatro Tivoli BBVA, Cinema Medeia Nimas, Cine-Teatro Turim, Academia das Ciências de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Galeria Imago Lisboa e Centro Cultural da Malaposta.
Protagonizado por Emma Stone, Pobres Criaturas (Poor Things), de Yorgos Lanthimos, é o Filme de Abertura do festival, no dia 10 de Novembro, às 18h00, no Teatro Tivoli BBVA.
O júri desta edição será presidido pelo realizador palestiniano Elia Suleiman, acompanhado pelo realizador e fotógrafo Khalik Allah, a actriz e realizadora Fanny Ardant, o escritor Giorgi Gospodinov, o músico e compositor Nitin Sawhney, a escritora Rachel Kushner e a artista Adriana Molder.
Na Selecção Oficial - Em Competição, estão na corrida dez filmes: Cerrar los ojos – Close your Eyes, de Victor Erice (Espanha, Argentina, 2023), Creatura, de Elena Martín Gimeno (Espanha, 2023), Do not Expect too Much of the End of the World, de Radu Jude (Roménia, Luxemburgo, França, 2023), Grace, de Ilya Povolotski (Rússia, 2023), Le Procès Goldman - The Goldman Case, de Cédric Kahn (França, 2023), Los delincuentes – The Delinquents, de Rodrigo Moreno (Argentina, Brasil, Chile, 2023), MMXX, de Cristi Puiu (Roménia, França, Moldávia, 2023), Paradise Is Burning, de Mika Gustafso (Suécia, Itália, Dinamarca, 2023), Riddle of Fire, de Weston Razooli (EUA, França 2023), e Ubu, de Paulo Abreu (Portugal, 2023).
Na Selecção Oficial - Fora de Competição, serão apresentados 18 filmes: o já referido Pobres Criaturas; Green Border, de Agnieszka Holland (Polónia, EUA, França, Bélgica, Alemanha, República Checa, Turquia, 2023); About Dry Grasses, de Nuri Bilge Ceylan (Turquia, França, 2023); Perfect Days, de Wim Wenders (Japão, Alemanha, 2023); Anselm (3D), de Wim Wenders (Alemanha, 2023); Hit Man, de Richard Linklater (EUA, 2023); Rotter Himmel – Afire, de Christian Petzold (Alemanha, 2023); Evil Does not Exist, de Ryûsuke Hamaguchi (Japão, 2023); Anatomie d’une chute - Anatomy of a Fall, de Justine Triet (França, 2023); May December, de Todd Haynes (EUA, 2023); Io Capitano - Me Captain, de Matteo Garrone (Itália, Bélgica, França, 2023); Priscilla, de Sofia Coppola (EUA, Itália, 2023); The Old Oak, de Ken Loach (Reino Unido, França, Bélgica, 2023), Critical Zone, de Ali Ahmadzadeh (Irão, Alemanha, 2023); Making Of, de Cédric Kahn (França, 2023); La Passion de Dodin Bouffant - The Pat-au-Feu, de Tran Anh Hùng (França, Bélgica, 2023); Dance First, de James March (Reino Unido, Bélgica, 2023); e O Corno do Centeio - The Rye Horn, de Jaione Camborda (Espanha, Portugal, 2023).
Na Secção Descobertas, os filmes na corrida ao Prémio TAP Revelação são: Pet Shop Days, de Olmo Schnabel (EUA, 2023); Celluloid Underground, de Ehsan Khoshbakht (Irão, Reino Unido 2023); Sunday, de Shokir Kholikov (Uzbequistão, 2023); Levante / Power Alley, de Lillah Halla (Brasil, Alemanha, 2023); Grandmothers’ Footsteps, de Lola Peploe (Itália, França, Reino Unido, 2023); e Dulcineia, de Artur Serra Araújo (Portugal, 2023)
Haverá uma homenagem ao realizador e actor Clint Eastwood, uma retrospectiva da obra de Nuri Bilge Ceylan, e o programa Os Quartos do Cineasta Pedro Costa, dedicado ao realizador português, que conta com vários filmes, entre os quais a estreia portuguesa de As Filhas do Fogo, e a apresentação do livro que dá título à secção: Os Quartos do Cineasta, Pedro Costa, de Jacques Rancière. Também a realizadora Justine Triet será alvo de uma homenagem (O trajecto de Justine Triet), com a exibição dos seus quatro filmes mais recentes.
Destaque ainda para o Ciclo Temático - Cartas dos Antepassados - Suspiros Esquecidos no Ecrã, com curadoria de Alexey Artamonov, Denis Ruzaev e Ines Branco Lopez; e para as Sessões Especiais - Diálogos Depois do Fim, filme e série de Tiago Guedes.
Na secção A Memória do Cinema - Restauros Digitais conta com a exibição de quatro filmes: Return to Reason, de Man Ray (com música dos Sqürl), 1923; Tokyo Twilight, de Yasujiro Ozu, 1957; L’amour Fou, de Jacques Rivette, 1969; e Record of a Tenement Gentleman, de Yasujiro Ozu, 1947.
Nos dias 17 e 18 de Novembro, o LEFFEST apresenta, na Academia das Ciências, o programa: A Inteligência Artificial e a Criação – Onde estamos e para onde vamos?.
O festival conta ainda com várias sessões especiais, exposições, teatro e concertos. Mais informações sobre o Lisbon Film Festival 2023 em https://leffest.com/.
terça-feira, 15 de junho de 2021
Crítica: Cruella (2021)
"Cruella was in a box a long time, now Estella can be the one who makes guest appearances."
Cruella de Vil
*6/10*
Mais uma vilã da Disney ganha um filme em nome próprio que conta a sua versão dos factos - ou como é que ficou assim tão malvada -: depois de Maléfica, Cruella é a visada. Uma longa-metragem com um fabuloso trabalho de guarda-roupa e duas grandes interpretações: Emma Thompson e Emma Stone.
Cruella passa-se em Londres, nos anos 70, a meio da revolução do punk rock, e segue uma jovem vigarista chamada Estella, inteligente e criativa, determinada em fazer vingar o seu nome através das suas roupas. Faz amizade com um par de jovens ladrões que apreciam o seu apetite por problemas e, em conjunto, constroem uma vida nas ruas de Londres. O talento de Estella para a moda chama a atenção da Baronesa von Hellman. Mas, o relacionamento entre as duas origina uma série de eventos e revelações que farão com que Estella abrace o seu lado perverso e se torne na elegante e vingativa Cruella.
O realizador Craig Gillespie cria um universo mais obscuro que o habitual em filmes da Disney, mas falta alma e autenticidade a Cruella para realmente fazer a diferença. O artificialismo da longa-metragem, onde tudo é pouco genuíno, mostra fraquezas até ao nível dos efeitos visuais - tão pouco realistas. Mas o maior problema do filme da Disney é a falta de foco no íntimo da protagonista, que por muita rebeldia e revolta que demonstre, nunca nos deixa chegar ao seu âmago e compreender de onde vem a psicopatia que revela em 101 Dálmatas.
Todavia, são as duas Emmas, protagonista e antagonista, as verdadeiras forças de Cruella, a somar ao assombroso trabalho de guarda-roupa - que, esse sim, é capaz de demonstrar a personalidade forte de Estella -, direcção artística e uma banda sonora espelho do tempo em que a acção decorre. Emma Thompson está deslumbrante na pele da implacável Baronesa von Hellman, capaz de tudo para manter o título de lenda da moda, e derrotar quem quer que seja potencial ameaça ou rival; e Emma Stone incorpora o melhor que pode a dualidade Estella / Cruella, e carrega a personagem cheia de excentricidade, raiva, criatividade e empenho. Seguras e talentosas, as duas actrizes são capazes de passar de hilariantes a aterradoras, com a genialidade que as caracteriza.
Esperava-se um filme mais profundo, que nos desse a conhecer muito mais do que vai na cabeça e coração da vilã de 101 Dálmatas - mas ficamos apenas com o estético. Cruella pode não ser surpreendente, mas diverte e entretém q.b.
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Oscars 2019: As Actrizes Secundárias
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Crítica: A Favorita / The Favourite (2018)
Eis o trio de actrizes mais triunfal do ano: Olivia Colman, Rachel Weisz e Emma Stone. Yorgos Lanthimos está de regresso com A Favorita, um filme que sai um pouco dos cânones a que nos tem acostumado. Uma longa-metragem de época especialmente bem filmada, com protagonistas assombrosas, que vagueia entre a comédia negra e o drama com a destreza que só mesmo o realizador grego consegue captar.
Repleto de influências de outros filmes e cineastas (o filmSPOT tem um bom artigo sobre isto mesmo), a verdade é que A Favorita consegue destacar-se pela identidade própria que traz em si.
No início do século XVIII, a Inglaterra está em guerra com a França. No entanto, as corridas de patos continuam a prosperar e comem-se ananases ostensivamente no reino. Uma frágil rainha Anne (Olivia Colman) ocupa o trono e a sua amiga mais próxima, Lady Sarah (Rachel Weisz), governa o país por ela, ao mesmo tempo que cuida da saúde precária de Anne e gere o seu temperamento imprevisível. Quando a nova criada Abigail (Emma Stone) chega, o seu charme conquista Sarah. Abigail vê uma oportunidade de voltar às suas raízes aristocráticas. Como a guerra acaba por consumir o tempo de Sarah, Abigail entra em cena subtilmente para assumir o papel de dama de companhia da rainha e não deixará que nenhuma mulher, homem, política ou coelho se coloque no seu caminho.
São as mulheres que dominam as decisões do reino, e apenas a personagem de Nicholas Hoult, Robert Harley, se destaca no que toca a influências masculinas. A palavra final é da rainha, que não gosta de pensar em demasia (já Fernando Pessoa falava na dor de pensar), e tanto Sarah como Abigail lutam por serem o cérebro da realeza, a favorita de Anne.
Olivia Colman é enorme no papel de rainha, transfigurando-se conforme a debilidade da personagem. Uma mulher atormentada pelas dores física e psicológica, ingénua, desnorteada e apaixonada, em especial pelos seus 17 coelhos de estimação. Anne parece, por vezes, uma criança mimada ou um bebé indefeso. A actriz engordou cerca de 16 kg para vestir a pele da rainha Anne e é grande parte da alma do filme.
Ao seu lado, as duas servas rivais - Rachel Weisz, Lady Sarah, a melhor amiga da rainha que assume as decisões do reino a favor das suas simpatias políticas e que mais possam convir ao marido; uma mulher fria e calculista, que acaba por ser também manipulada; e Emma Stone, a criada Abigail, ambiciosa e sem escrúpulos, que vagueia entre o ar mais angelical e inocente ao mais perverso e maquiavélico. As duas actrizes superam-se, Weisz com maturidade e seriedade, num desempenho cheio de elegância e talento, Stone com a rebeldia que lhe é característica. Mais uma vez, revela-se uma excelente actriz de comédia e apenas fica a faltar-lhe um pouco mais de maldade - que a personagem pede muito.
Com A Favorita, Yorgos Lanthimos saiu da sua zona de conforto, onde deixa a plateia desconfortável com os seus retratos-limite da sordidez humana (Canino, A Lagosta, O Sacrifício de um Cervo Sagrado...), para se aventurar num filme menos complexo mas repleto das suas marcas autorais e influências. E temos de confessar, nem num filme de época ele nos dá sossego. E ainda bem.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Sugestão da Semana #363
Ficha Técnica:
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Globos de Ouro 2019: Red Carpet
segunda-feira, 5 de março de 2018
Oscars 2018: Red Carpet
sábado, 25 de fevereiro de 2017
Oscars 2017: As Actrizes Principais
domingo, 5 de fevereiro de 2017
Crítica: La La Land - Melodia de Amor (2016)
"I guess I'll see you in the movies."
Sebastian
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Sugestão da Semana #257
Género: Comédia, Drama, Musical
Classificação: M/12
Duração: 128 minutos
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Globos de Ouro 2017: Os Vencedores
Moonlight
Isabelle Huppert, Ela (Elle)
La La Land: Melodia de Amor
Emma Stone, La La Land: Melodia de Amor
Ryan Gosling, La La Land: Melodia de Amor
Zootrópolis (Zootopia)
Ela (Elle)
Aaron Taylor Johnson, Animais Noturnos (Nocturnal Animals)
La La Land: Melodia de Amor, Justin Hurwitz
City of Stars, La La Land: Melodia de Amor
Meryl Streep
Artigo actualizado pela última vez às 4h05.
sábado, 5 de novembro de 2016
Novo trailer de La La Land
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Oscars 2015: As Actrizes Secundárias
2. Meryl Streep por Caminhos da Floresta (Into the Woods)
Sabemos que ela faria esta personagem na perfeição mesmo com uma perna às costas, mas certo é que o seu talento é notável em todas as personagens e a Academia rende-se a Meryl Streep quase todos os anos. Em Caminhos da Floresta, a veterana é uma bruxa, responsável por grande parte das peripécias do filme. Entre um coração gelado pela vingança e uma ternura escondida - afinal, até quer ajudar o casal protagonista a quebrar a maldição que ela lhes lançou -, esta bruxa também quer realizar os seus desejos.
3. Keira Knightley por O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Numa interpretação simples e muito ao seu jeito elegante, mas sensabor, temos Keira Knightley. Ela é Joan Clarke, provavelmente a mais interessante personagem de O Jogo da Imitação: a mulher entre os homens, tão inteligente ou mais que eles, a mulher emancipada e decidida. Não que a actriz lhe dê toda a vivacidade que ela pede, mas será ao percurso de Joan no filme que daremos maior atenção.
4. Emma Stone por Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (Birdman)
Eu adoro a Emma Stone mas esta nomeação não se justifica. Uma única boa cena em Birdman não consegue desculpar a ausência de nomes como Jessica Chastain (ou mesmo Oprah Winfrey, que em pouco mais de cinco minutos no ecrã em Selma, merecia mais a nomeação que Emma). Stone é a desequilibrada filha do protagonista de Birdman e pouco mais há a dizer...
5. Laura Dern por Livre (Wild)
E depois de questionar a nomeação de Emma Stone, que dizer de Laura Dern? Os sorrisos e simpatia de uma mãe lutadora e dedicada aos filhos em curtíssimos flashbacks não chegam para me convencer.
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Esta Quinta-feira, chegaram às salas de cinema portuguesas sete novos filmes. O Veredito Social e Primetime são duas das estreias em destaq...
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Já são conhecidos os filmes vencedores da 21.ª edição do Doclisboa , que terminou este Domingo. A cerimónia de entrega dos prémios aconteceu...




































