Mostrar mensagens com a etiqueta Vicky Krieps. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vicky Krieps. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de dezembro de 2022

Sugestão da Semana #538

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Corsage - Espírito Inquieto, de Marie Kreutzer, protagonizado por Vicky Krieps na pele da imperatriz Sissi.

CORSAGE - ESPÍRITO INQUIETO


Ficha Técnica:
Título Original: Corsage
Realizadora: Marie Kreutzer
Elenco: Vicky Krieps, Florian Teichtmeister, Katharina Lorenz, Jeanne Werner, Alma Hasun, Finnegan Oldfield
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/14
Duração: 113 minutos

sábado, 10 de dezembro de 2022

European Film Awards 2022: Vencedores

A 35.ª edição dos European Film Awards, os prémios do cinema europeu, decorreu este Sábado, 10 de Dezembro, em Reiquiavique, Islândia.

Triângulo da Tristeza (Triangle of Sadness), de Ruben Östlund, foi o grande vencedor da noite.

Eis a lista completa de galardoados:

Melhor Filme Europeu 

ALCARRÀS

CLOSE 

CORSAGE 

HOLY SPIDER

TRIANGLE OF SADNESS


Melhor Comédia Europeia

COP SECRET / LEYNILÖGGA 

THE DIVIDE / LA FRACTURE

THE GOOD BOSS / EL BUEN PATRÓN


Melhor Documentário Europeu

A HOUSE MADE OF SPLIN­TERS

GIRL GANG

MAR­I­UPO­LIS 2

THE BAL­CONY MOVIE / FILM BALKONOWY

THE MARCH ON ROME / MAR­CIA SU ROMA


Melhor Filme de Animação Europeu

LIT­TLE NICHOLAS - HAPPY AS CAN BE

MY LOVE AF­FAIR WITH MAR­RIAGE

MY NEIGH­BOR'S NEIGH­BORS / LES VOISINS DE MES VOISINS

NO DOGS OR ITAL­IANS AL­LOWED

OINK / KNOR


Melhor Realizador/a Europeu/ Europeia

LUKAS DHONT, CLOSE

MARIE KREUTZER, CORSAGE

JERZY SKOLIMOWSKI, EO

ALI ABBASI, HOLY SPIDER

ALICE DIOP, SAINT OMER

RUBEN ÖSTLUND, TRIANGLE OF SADNESS


Melhor Actriz Europeia

VICKY KRIEPS, CORSAGE

ZAR AMIR EBRAHIMI, HOLY SPIDER

LÉA SEYDOUX, ONE FINE MORNING / UN BEAU MATIN

PENÉLOPE CRUZ, PARALLEL MOTHERS / MADRES PARALELAS

MELTEM KAPTAN, RABIYE KURNAZ VS. GEORGE W. BUSH / RABIYE KURNAZ GEGEN GEORGE W. BUSH


Melhor Actor Europeu

PAUL MESCAL, AFTERSUN

EDEN DAMBRINE, CLOSE

ELLIOTT CROSSET HOVE, GODLAND / VANSKABTE LAND / VOLAÐA LAND

PIERFRANCESCO FAVINO, NOSTALGIA

ZLATKO BURIC, TRIANGLE OF SADNESS


Melhor Argumentista Europeu

ARNAU VILARÓ, ALCARRÀS

CARLA SIMÓN, ALCARRÀS

KENNETH BRANAGH, BELFAST

LUKAS DHONT, CLOSE

ANGELO TIJSSENS, CLOSE

ALI ABBASI, HOLY SPIDER

AFSHIN KAMRAN BAHRAMI, HOLY SPIDER

RUBEN ÖSTLUND, TRIANGLE OF SADNESS


Revelação Europeia - Prémio Fipresci

107 MOTHERS / CENZORKA

LOVE ACCORDING TO DALVA / DALVA

OTHER PEOPLE / INNI LUDZIE

PAMFIR

SMALL BODY / PICCOLO CORPO

SONNE


Melhor Curta Europeia

GRANNY’S SEXUAL LIFE / BABIČINO SEKSUALNO ŽIVLJENJE

ICE MERCHANTS

LOVE, DAD

TECHNO, MAMA

WILL MY PARENTS COME TO SEE ME


Mais informações sobre os European Film Awards em https://europeanfilmawards.eu/.

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Crítica: A Ilha de Bergman / Bergman Island (2021)

"You do realise we're going to sleep in the bed where they shot Scenes From a Marriage"

Chris

*7/10*

Mia Hansen-Løve segue fiel aos seus temas - relações amorosas e familiares continuam a marcar a sua filmografia -, ainda que agora, em A Ilha de Bergman, prossiga em busca da origem da criação artística, da criatividade e da aproximação às inspirações cinematográficas.

Durante o Verão, Chris (Vicky Krieps) e Tony (Tim Roth), um casal de cineastas, instala-se para escrever em Fårö, a ilha sueca onde viveu o cineasta Ingmar Bergman. À medida que fazem progressos nos seus argumentos, em contacto com as paisagens da ilha, a fronteira entre a ficção e a realidade dilui-se.

Mia Hansen-Løve cria uma história de (des)amores e uma homenagem ao cinema. O início morno vai revelar-se um desafio onde o metacinema toma conta da narrativa. O filme dentro do filme, que leva, entretanto, a que ficção e realidade se fundam com simplicidade e encanto, causa impacto, mas há uma uma falta de equilíbrio em A Ilha de Bergman que põe muito a perder.

O fascínio do argumento de Chris em contraste com o desinteresse de Tony, enquanto a ouve contá-la, assemelha-se à inconsistência que se sente ao assistir a cada metade do filme de Hansen-Løve. Há uma transformação total da acção, assim que Chris encontra o rumo para a criação do seu filme. Já à realizadora faltou mais assertividade nas opções para contar as suas histórias, que deixa um travo agridoce no final das quase duas horas de duração.

Os inspiradores fantasmas de Ingmar Bergman percorrem todos os momentos da longa-metragem e é o cineasta o elemento metafísico presente em cada recanto da sua ilha, em cada memória e em toda a História do cinema que aquele local guarda. Ao optar por filmar em película, a realizadora tira o melhor partido da ilha, enquanto monumento histórico e útero da concepção artística, entre a natureza e o misticismo.

Nesta primeira incursão falada em inglês e com actores internacionais, Mia Hansen-Løve recupera as paixões de juventude mal resolvidas, enquanto explora todas as potencialidades da criação cinematográfica, com Bergman a guiá-la.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Crítica: Presos no Tempo / Old (2021)

"There's something wrong with this beach!"
Prisca


*4.5/10*

M. Night Shyamalan promete sempre originalidade e desafiantes quebra-cabeças a cada filme. Em Presos no Tempo (Old), a velocidade a que tudo acontece não contribui para o suspense, nem para o envolvimento na trama. O resultado é desapontante.

Durante umas férias num resort paradisíaco, uma família descobre que a praia isolada, onde foram passar o dia, está a fazê-los envelhecer rápida e inesperadamente, reduzindo toda a sua vida àquele único dia. 

No seu segundo filme com argumento adaptado, desta vez da graphic novel Sandcastle, de Pierre Oscar Lévy e Frederik Peeters, Presos no Tempo explora uma ideia com potencial, cuja execução é pouco inspirada: faltam-lhe os enigmas de Shyamalan.


O medo de envelhecer levado ao extremo é o foco principal de Presos no Tempo, mas o ritmo dos acontecimentos não deixa tempo para grandes reflexões, nem da parte da plateia, nem das personagens. Pouco se lamentam as mortes, a ideia de luto desaparece, as emoções são pouco profundas e não há empatia capaz de amadurecer, com o frenesim dos acontecimentos.

Além disso, a longa-metragem é previsível q.b. e quer esclarecer todos os mistérios, sem deixar qualquer espaço para a imaginação do espectador. No elenco, repleto de nomes sonantes (Gael García Bernal, Vicky Krieps, Rufus Sewell, Ken Leung, Thomasin McKenzie, Abbey Lee, Eliza Scanlen, Aaron Pierre, Francesca Eastwood e o próprio cineasta), não há prestações a destacar. O trabalho de caracterização será o ponto mais forte do filme, retratando o envelhecimento com subtileza e sem exageros; a par da direcção de fotografia, capaz de proporcionar planos bem mais inspiradores do que o todo.


Presos no Tempo não é um regresso aos bons velhos tempos de M. Night Shyamalan. Esperemos apenas que ele não fique preso na ilha e regresse de baterias criativas recarregadas nos próximos projectos.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Crítica: Linha Fantasma / Phantom Thread (2017)

"Whatever you do, do it carefully." 
Alma


*9/10*

Paul Thomas Anderson regressa esplendoroso e inspirado, tal como Daniel Day-Lewis, naquele que diz ser o seu último papel. Linha Fantasma absorve o perfeccionismo de um artista que vive apenas para a sua criação. Quando o amor chega, os dois lutam por espaço na sua vida.

O perfeccionismo do criador revê-se também no trabalho de toda a equipa de Linha Fantasma, num assombro de talento. A par disso, é criada uma aura sobrenatural que surge de forma subtil e muito realista, onde a forma de encarar a morte ganha um papel de destaque.


Na  Londres  do  pós-guerra,  o famoso costureiro  Reynolds  Woodcock  (Daniel  Day-Lewis)  e  a  irmã  Cyril  (Lesley Manville) estão no centro da moda Britânica, vestindo realeza, estrelas de cinema, herdeiras, socialites e damas com o distinto estilo d’A Casa de Woodcock. As mulheres entram e saem da vida de Reynolds, providenciando-lhe inspiração e companhia, até que ele se cruza com uma  jovem  e  perseverante  mulher,  Alma  (Vicky  Krieps),  que  rapidamente  se  torna  uma fixação na sua vida, como musa e amante. Antes controlada e planeada, ele vê agora a sua vida despedaçada pelo amor.

O génio admirado, por vezes intratável, arrogante e obcecado com o seu trabalho, também se apaixona, mas não é qualquer mulher que o irá suportar. Só mesmo Alma, a sua musa. Essa mulher especial, forte, provocadora, sem receios, nem rodeios. Escrúpulos ainda lhe restam alguns e parecem ser os suficientes para que a poção de amor resulte.


Linha Fantasma deve ser visto e sentido, quer pela história de paixão desenhada e cosida à mão, pela beleza dos vestidos, pela delicadeza dos planos de câmara, dos actores, da fotografia, do som e, principalmente, por ter sido filmado em película.

Daniel Day-Lewis é metódico, elegante, encarna o estilista como se estivesse a fazer de si mesmo. Cada papel, cada novo Day-Lewis, ele que é um dos melhor actores da sua geração. Rígido mas frágil, apaixonado mas igualmente enlouquecido quando as emoções fogem ao seu controlo, é um homem aparentemente decidido mas que depende em demasia da irmã e de outras mulheres que compõem a sua vida. Ele esconde segredos nas bainhas, segredos que prefere partilhar com as roupas que desenha, mais do que com as pessoas que o rodeiam. Lesley Manville e Vicky Krieps acompanham-no e dão-lhe regras e vida, respectivamente. Ambas com interpretações à altura do protagonista, Manville é magnética na pele de Cyril, a irmã omnipresente e controladora. Vicky Krieps oferece um misto de fragilidade e rebeldia a Alma, que a torna especialmente misteriosa.


Paul Thomas Anderson pinta um quadro em movimento através da sua câmara, sendo realizador e director de fotografia do seu filme. Ele joga com a iluminação, com o rodopiar das modelos nos vestidos de Reynolds, potencia as suas cores suaves, os tons pastel, as peles pálidas, em contraste com a decoração em redor. O trabalho de som tem um papel especialmente relevante em Linha Fantasma, nos momentos em que até barrar manteiga numa tosta causa um ruído impossível de aguentar para o protagonista. Vemo-nos a sentir os ruídos da mesma forma: tudo é demasiado barulhento e perturbador quando se precisa de foco. A banda sonora de Jonny Greenwood acompanha a narrativa na perfeição.


Paul Thomas Anderson presenteia-nos com um dos melhores filmes da sua carreira. Day-Lewis hipnotiza-nos e ensina-nos que só quando está de caras com a morte é que o Homem vive.