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quinta-feira, 28 de setembro de 2023

Festival Política 2023: De 28 a 30 de Setembro em Coimbra

O Festival Política 2023 acontece de 28 a 30 de Setembro, no Convento de São Francisco, em Coimbra. São várias as propostas de música, cinema, oficinas e debates, inclusivas e de entrada livre, sob o tema da Pós-Democracia.

No final da tarde de Quinta-feira, dia 28 de Setembro, o festival inaugura duas exposições de fotografia sobre comunidades marginalizadas: Institucionalizado, de Isabela Marques e Airton Cesar Monteiro, e Revelação, com a curadoria do Kriativu e do CooLabora, respectivamente. Será ainda apresentado o fanzine Passa-Histórias, de Luís Girão e Sara Santos (um dos projectos vencedores das bolsas do Festival Política em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude). Segue-se o cinema com a projecção da longa-metragem Alcarràs, de Carla Simón. A fechar, a dupla Fado Bicha mostra, no Grande Auditório, um concerto "em que revisita fados antigos e tradicionais, e fala da história do fado e de histórias dentro do fado, evocando Hermínia Silva, Pedro Homem de Mello ou António Ferro".

No dia 29 de Setembro, o Festival Política apresenta a performance 1 + 1 =/= 2, da responsabilidade de Francis Salema, vencedor do concurso de jovens criadores, artistas e activistas, promovido pelo festival e pelo Instituto Português do Desporto e Juventude. Está também marcado para Sexta-feira o Cara-a-cara com os/as Deputados/as, que vai permitir, no foyer do Convento São Francisco, um encontro entre cidadãos e deputado/as representantes dos partidos com assento parlamentar (confirmados, para já, representantes do PS, PSD e IL). Para participar, é necessária a inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com. 

Destaque ainda para o documentário de realização colectiva Novíssimas cartas portuguesas (de manhã, para a comunidade escolar, e, ao final da tarde, para o público geral, na Blackbox), "que questiona em que ponto se encontra a luta feminista, no 50.º aniversário do livro Novas Cartas Portuguesas". À noite, tem lugar a conversa cantada, em forma de manifesto, de A Garota Não, denominada Seleção Portuguesa: 10 milhões de convocados, no Grande Auditório, seguida de uma sessão de cinco curtas-metragens portuguesas, na Blackbox.

Sábado, dia 30, começa com um passeio por Coimbra, uma homenagem ao "protagonismo de mulheres nas suas trajectórias individuais e lutas colectivas, ao percorrer a cidade à procura dos recantos repletos de histórias, numa visita conduzida por Vilma Reis, cujo ponto de encontro é o Largo D. Dinis (inscrições: participa.politica@gmail.com)". 

À tarde, no Convento São Francisco, "decorre uma oficina de soluções de mobilidade, organizada pela Coimbra Coolectiva, que pretende angariar ideias de respostas para que a cidade seja mais amigável, sustentável, segura e descarbonizada"; a história-concerto com oficina, Made in Osvaldo, dirigida a crianças dos 6 aos 10 anos, pela mão da Real Pelágio; uma sessão de três curtas-metragens brasileiras; e um workshop com base no teatro legislativo, "para promover o debate entre um grupo de jovens em torno das dificuldades sentidas na escola e no percurso académico". 

O Festival Política em Coimbra encerra com os prémios Monstros do Ano, com Fernando Alvim a subir ao palco do Grande Auditório do Convento São Francisco para revelar os momentos mais marcantes do panorama político português.

Todas as actividades do Festival Política são de acesso gratuito. O levantamento dos bilhetes pode ser feito a partir das 15h00, no Convento São Francisco, no próprio dia das sessões de cinema ou dos espectáculos programados, mediante a disponibilidade de lugares.

Os conteúdos orais têm interpretação para Língua Gestual Portuguesa e os filmes são legendados em português, incluindo os de língua portuguesa. Há ainda programas em braille disponíveis para consulta e as exposições têm audiodescrição.

Depois de passar por Coimbra, o evento segue para o Cineteatro Louletano, em Loulé, entre os dias 19 e 21 de Outubro.

Mais informações disponíveis em www.festivalpolitica.pt.


PROGRAMAÇÃO FESTIVAL POLÍTICA 2023

COIMBRA - CONVENTO SÃO FRANCISCO

28 SETEMBRO (quinta-feira)

14h30 (ISCAC - Coimbra Business School | Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra)

Círculos de Cidadania

Oficina e debate


18h00 - Foyer

Institucionalizado, de Isabela Marques e Airton Cesar Monteiro (curadoria: Kriativu)

Revelação (curadoria: CooLabora)

Inauguração das exposições de fotografia


18h00 - Foyer

Passa-Histórias, de Luís Girão e de Sara Santos

Apresentação do projecto


19h00 - Blackbox

Alcarràs, de Carla Simón, 120’ (Espanha e Itália)

Cinema


21h30 - Palco do Grande Auditório

Fado Bicha

Concerto


29 SETEMBRO (sexta-feira)

10h30 - Blackbox

Novíssimas cartas portuguesas, documentário de realização colectiva, 55’ (Portugal)

Cinema - sessão exclusiva para a comunidade escolar


14h30 (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra)

O Documentário enquanto ferramenta política e de intervenção na área social

Oficina e debate

Inscrições: participa.politica@gmail.com


18h00 - Blackbox

1 + 1 =/= 2, de Francis Salema

Performance


18h30 - Foyer

Cara-a-cara com os/as Deputados/as

Debate

Inscrições: participa.politica@gmail.com


19h00 - Blackbox

Novíssimas cartas portuguesas, documentário de realização colectiva, 55’ (Portugal)

Cinema


21h30 - Palco do Grande Auditório

Seleção Portuguesa: 10 milhões de convocados, por A Garota Não

Concerto-manifesto


23h00 - Blackbox

O aparente caos da diversidade, Colectivo Fotograma 24 e estudantes de Montemor-o-Novo, 5’

Bentuguês, Daniel Borga, 16’

Nha Fidju, Diogo Moreira Carvalho, 5’

Que mundo, português?, António Limpo, 10’

Are We Punks Or Not?, Telmo Soares, 20’

Cinema - Sessão Portugal ao Espelho


30 SETEMBRO (sábado)

10h30 - Largo D. Dinis (ponto de encontro)

Um passeio feminino em Coimbra

Visita guiada

Inscrições: participa.politica@gmail.com


15h00 - Antiga Igreja do Convento São Francisco (ponto de encontro)

Oficina de soluções de mobilidade (organização: Coimbra Coolectiva)

Oficina

Inscrições: participa.politica@gmail.com


16h00 - Foyer

Made in Osvaldo, por Real Pelágio

História-concerto com oficina

Inscrições: participa.politica@gmail.com


17h00 - Blackbox

Seremos ouvidas, Larissa Nepomuceno, 13’

Paulo Galo: Mil faces de um homem leal, Iuri Salles e Felipe Larozza, 19’

A viagem sem fim, Priscyla Bettim e Renato Coelho, 10’

Cinema - Sessão Especial Brasil


18h00 - Foyer

Pensar Educação

Teatro Legislativo


21h30 - Grande Auditório

Prémios Monstros do Ano. Edição quase quase política, com Fernando Alvim

Humor


TODOS OS DIAS

Foyer

Institucionalizado, de Isabela Marques e Airton Cesar Monteiro (curadoria: Kriativu)

Revelação (curadoria: CooLabora)

Exposições de fotografia

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Festival Política 2023 segue para Braga de 4 a 6 de Maio

Depois de Lisboa, o Festival Política 2023 chega ao Centro de Juventude de Braga, de 4 a 6 de Maio.

O tema central do evento é a Pós-Democracia que se apresenta através de um programa inclusivo e de entrada livre que se foca na defesa do sistema democrático e na promoção da cidadania, da intervenção cívica e dos direitos humanos.

Artistas, activistas e cidadãos poderão reflectir "sobre as limitações e os perigos que existem no sistema democrático, através de cinema, performances, debates, música, humor, exposições e oficinas. Tendo em conta a véspera dos 50 anos do 25 de abril, volta a lançar-se um alerta acerca dos agentes que põem em causa os valores da democracia".

No primeiro dia do Festival, 4 de Maio, às 17h30, terá lugar a inauguração das exposições Direitos Humanos pelo Olhar dos Jovens de Hoje, Institucionalizado, Revelação e AI: A Nova Era do Conhecimento (uma das propostas vencedoras do concurso para jovens artistas, activistas ou criadores, promovido em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude); haverá também uma conversa sobre as nuances da experiência imigrante em Portugal com Gessica Borges (mulher negra, académica e activista) e Rodrigo Saturnino (pesquisador e artista visual); e ainda uma oficina de criação musical, conduzida por Marta Moreira, aberta a quem queira participar. A partir das 19h00, chega o cinema com as curtas-metragens brasileiras Seremos ouvidas, de Larissa Nepomuceno, e Paulo Galo: Mil faces de homem leal, de Iuri Salles e Felipe Larozza (após a sessão, haverá uma conversa com Kitty Furtado, investigadora do projecto MigraMediaActs, da Universidade do Minho), e com a longa Alcarràs, da realizadora catalã Carla Simón, exibida em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa, e antecedida pela evocação do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2023: o povo da Ucrânia.

Dia 5 de Maio, convida a uma conversa sobre empreendedorismo social e projectos que têm impacto positivo na sociedade, protagonizada por Carlos de Sousa Santos (Human Power Hub) e Cláudio Bastos (Humble Bee Studios), pelas 18h00, e uma oficina de fala performativa, dirigida por Elaine Vianna, às 18h30. À mesma hora, "a comunidade bracarense vai sentar-se à mesa com deputados/as representantes dos partidos com assento na Assembleia da República para, num formato speed dating, colocar questões". Às 19h00, é hora de exibir cinco propostas cinematográficas nacionais e, às 21h30 haverá um concerto de JP Simões, em que interpreta canções de José Mário Branco.

A 6 de Maio, o último dia do Festival Política começa com "uma visita guiada e evocativa por Braga no ano de 1973, na qual são percorridos lugares representativos da intervenção do Estado Novo na cidade (ponto de encontro: Praça Conde de Agrolongo, junto à estátua do Marechal Gomes da Costa)", às 10h30. À mesma hora, mas no Centro de Juventude, a bailarina, coreógrafa e formadora Helena Oliveira coordena um workshop de dança criativa. À tarde, "acontece uma oficina de criação de cartazes que sublinha a importância das ruas na luta pelos direitos humanos e a participação cívica consciente; uma partilha sobre a história e a cultura das comunidades ciganas em Portugal"; e, pelas 16h30, a exibição do filme Absconded. Young Russians On The Run, da alemã Anna Winzer. 

Destaque ainda para a intervenção da produtora de festas LGBT+ e eventos destinados à comunidade brasileira imigrante em Braga, Disque.pt, com um DJ set e uma performance, e para o espetáculo Encontro com Natália, pelo Colectivo de Artistas Teatrais Independentes, que percorre "as múltiplas facetas da escritora, poetisa e activista Natália Correia, nos 100 anos do seu nascimento". A encerrar o Festival Política em Braga, às 21h30, terão lugar os Monstros do Ano. Edição quase quase política, uma sessão da responsabilidade de Fernando Alvim, onde os políticos portugueses são o maior alvo.

Como é hábito, o Festival Política "garante entrada gratuita e interpretação em Língua Gestual Portuguesa em todas as atividades e eventos. Os filmes são legendados em português, incluindo os de língua portuguesa. A programação em braille está disponível para consulta nos dias do festival. As exposições têm audiodescrição".

Toda a informação disponível em www.festivalpolitica.pt.

PROGRAMAÇÃO

4 MAIO (quinta-feira)

17h30 - Vários espaços

Direitos Humanos pelo Olhar dos Jovens de Hoje (curadoria: Plataforma do Pandemónio)

Institucionalizado, de Isa Marques e Airton Cesar Monteiro (curadoria: Kriativu)

Revelação (curadoria: CooLabora)

AI: A Nova Era do Conhecimento, de Luís Francisco Borges

Inauguração das exposições


18h00 - 1.º andar - Sala de Convívio

"A gente só existe porque se reinventa: a criatividade fundamental à experiência brasileira em Portugal”

Conversa


18h30 - 1.º andar - Sala 4

Oficina de Criação Musical

Oficina

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


19h00 - 1.º andar - Sala de Convívio

Seremos ouvidas, de Larissa Nepomuceno, 13’

Paulo Galo: Mil faces de um homem leal, de Iuri Salles e Felipe Larozza, 19’

Cinema - Sessão Especial Brasil + Conversa


21h30 - Auditório

Alcarràs, de Carla Simón, 120’ (Espanha e Itália)

Cinema - Sessão Europa


5 MAIO (sexta-feira)

16h00 - Rua de São Domingo, 94 B (ponto de encontro)

Human Power Hub

Visita guiada

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


18h00 - 1.º andar - Sala de Convívio

“Será o empreendedorismo uma nova forma de ativismo e participação cívica?”

Conversa


18h30 - Recepção

Cara-a-cara com os/as deputados/as

Debate

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


18h30 - 1.º andar - Sala 4

Oficina de Fala Performativa

Oficina

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


18h45 - Terraço

Humble Bee Studios

DJ set


19h00 - Auditório

O Rapaz Que Pensava Demais, de Miguel Santos Leonardo, 4’

Indefinível, de Bernardo Seixas, 8’

Nha Fidju, de Diogo Moreira Carvalho, 5’

Que mundo, português?, de António Limpo, 10’

Are We Punks Or Not?, de Telmo Soares, 20’

Cinema - Sessão Portugal ao espelho


21h30 - Auditório

“Canções de José Mário Branco e Outras Cantigas”, por JP Simões

Concerto


6 MAIO (sábado)

10h30 - Praça Conde de Agrolongo (ponto de encontro)

1973, Braga na pré-democracia

Visita guiada

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


10h30 - 1.º andar - Sala 4

Oficina de Dança Criativa

Oficina

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


16h00 - 1.º andar

Oficina de Cartazes

Oficina

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


16h00 e 17h45 - Vários espaços (ponto de encontro: recepção)

Circuito artístico no Centro de Juventude (curadoria: Plataforma do Pandemónio)

Resultados das oficinas

Inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com


16h30 - 1.º andar

Desconstruir para Desmistificar - História e Cultura do povo Cigano

Oficina/apresentação


16h30 - Auditório

Absconded. Young Russians On The Run, de Anna Winzer, 53’ (Alemanha)

Cinema


17h30 - Terraço

Disque.pt

Festa


19h30 - 1.º andar - Sala de Convívio

Encontro com Natália, pelo Colectivo de Artistas Teatrais Independentes

Espectáculo


21h30 - Auditório

Monstros do Ano. Edição quase quase política, por Fernando Alvim

Humor

terça-feira, 11 de abril de 2023

Festival Política 2023: De 21 a 23 de Abril, no Cinema São Jorge, com A Garota Não, Selma Uamusse, filmes e debates

O Festival Política 2023 regressa ao Cinema São Jorge, em Lisboa, de 21 e 23 de Abril, tendo a Pós-Democracia como tema principal deste ano.

Como explicam os directores artísticos Bárbara Rosa e Rui Oliveira Marques, o Festival Política vai ser “palco e voz do resgate da ideia de que os valores democráticos são inegociáveis, tendo na mira os casos crescentes de abraço ao autoritarismo e que levam os cidadãos a votar na sua própria negação”. 

O evento traz cinema, performances, música, humor, exposições, debates e actividades para crianças centradas na defesa do sistema democrático e na promoção da cidadania, intervenção cívica e direitos humanos.

No cinema, são 21 os filmes que compõem a programação. Destaque para o documentário de realização colectiva, Novíssimas cartas portuguesas, "onde um grupo de mulheres questiona em que ponto se encontra a luta feminista, no 50.º aniversário do livro Novas Cartas Portuguesas"; Absconded. Young Russians On The Run "acompanha as duas primeiras semanas desde o ataque da Rússia à Ucrânia"; ou Alcarràs, de Carla Simón, sobre "uma família de agricultores, numa pequena aldeia na Catalunha, que luta por novas formas de sustento depois do proprietário dos terrenos decidir arrancar todas as árvores para instalar painéis solares". Antes desta longa-metragem, exibida em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Lisboa, será "feita a evocação do vencedor do Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento 2023: o corajoso povo da Ucrânia". Destaque ainda para as sessões de curtas-metragens Mulheres Que Lutam, com histórias no feminino, dos EUA, Brasil e Alemanha, e Portugal ao espelho, com cinco títulos nacionais.

Na música, A Garota Não protagoniza uma conversa cantada. Seleção Portuguesa: 10 milhões de convocados é um manifesto da artista e activista de Setúbal, "preparado propositadamente para a ocasião, onde se fala de mudanças em que acredita e sobre alguns dos assuntos que a inquietam". Por sua vez, Selma Uamusse "reúne um plantel de mulheres para dialogar acerca do seu contributo na construção de uma sociedade mais generosa, a partir de lugares de fala distintos". Da mesa redonda para o palco, encontra-se o rap de intervenção da MC G Fema, a afirmar-se enquanto mulher no rap em Portugal. Com humor, os prémios Monstros do Ano, de Fernando Alvim, ocupam o festival numa “Edição quase quase política” para homenagear os portugueses que têm uma palavra a dizer sobre o país e o mundo.

De regresso ao Festival Política estará o Cara-a-cara com os/as deputados/as, que vai permitir uma conversa de cinco minutos entre cidadãos e deputados/as representantes dos partidos com assento na Assembleia da República sobre um tema, dúvida ou questão (participação sujeita a inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com).

Para o público mais novo, haverá uma oficina de pensamento para crianças O que é a Liberdade? (inscrições em participa.politica@gmail.com) e o espetáculo de teatro infantil e atelier Não se deixem enganar! Um conto panfletário de 2019.

Durante o festival, as vitrines do Cinema São Jorge vão exibir a exposição de fotografia Revelação, uma iniciativa da CooLabora (cooperativa de intervenção social da Covilhã), que retrata os sonhos de crianças e jovens ciganos escondidos pelo preconceito e pela falta de oportunidades. Isa Marques e Airton Cesar Monteiro apresentam ainda outra exposição de fotografia.

Para garantir a acessibilidade e a inclusão, todas as actividades e eventos são de entrada livre e acompanhadas por interpretação em Língua Gestual Portuguesa. Os filmes são legendados em português, incluindo os em língua portuguesa. Os bilhetes gratuitos, para cada sessão, estão disponíveis apenas no próprio dia, na bilheteira do Cinema São Jorge.

Depois de Lisboa, o Festival Política vai até Braga, de 4 a 6 de Maio no Centro de Juventude.

Toda a informação disponível em www.festivalpolitica.pt.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Festival Política vai a Coimbra a 10 e 11 de Fevereiro, com Dino D' Santiago, Tiago Pereira e Hugo van der Ding

O Festival Política vai pela primeira vez a Coimbra, ao Convento São Francisco, nos dias 10 e 11 de Fevereiro, com  Dino D' Santiago, Hugo van der Ding e documentário de Tiago Pereira.

O evento será um aquecimento para a edição que decorre em Novembro de 2023, e conta com quatro actividades de entrada livre, com propostas de debate, cinema, música e performance, "que convidam à discussão e consciencialização cívica, individual e colectiva".

O músico Dino D’Santiago faz as honras de abertura, a 10 de Fevereiro, com uma conversa, dirigida às escolas, sobre o poder de transformação que a música e os artistas podem ter na sociedade. A discussão gira em torno da pergunta A música pode derrubar muros? e terá lugar no Grande Auditório do Convento São Francisco, pelas 10h30, num diálogo que conta também com a participação da vereadora da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Cortez Vaz. A entrada está limitada à comunidade escolar.

No dia 11, às 11h00, no foyer do convento, um workshop -  pela mão da oficina Tangram - Somos Natureza - criativo e de sensibilização, para crianças entre os 6 e os 12 anos, que as desafia a reflectir acerca do impacto das ações humanas na natureza. Para participar, as inscrições devem ser feitas através de participa.politica@gmail.com.

Às 17h00, na sala D. Afonso Henriques, será exibido o documentário A música invisível, do realizador e investigador Tiago Pereira, "que resulta de mais de 250 vídeos gravados com diferentes comunidades ciganas portuguesas, que deram origem ao projecto A Música Cigana A Gostar Dela Própria". Além da exibição do filme coproduzido pelo Festival Política, há um concerto com um artista da região e uma conversa dedicada à música cigana no país.

Às 21h30, na mesma sala, sobe ao palco Hugo van der Ding para apresentar o espetáculo A grande mentira. Com foco no tema da inclusão, o humorista usa como pano de fundo a História e as suas personagens mais ou menos recomendáveis.

Para promover a acessibilidade do público, todas as sessões são acompanhadas de interpretação para Língua Gestual Portuguesa (na oficina Tangram - Somos Natureza, mediante solicitação prévia por e-mail) e o filme é legendado em português. Os bilhetes gratuitos podem ser levantados na bilheteira do Convento São Francisco, diariamente, entre as 15h00 e as 20h00. É permitido o levantamento de dois ingressos por pessoa, de acordo com a lotação definida para cada evento.

Em 2022, o Festival Política decorreu no Cinema São Jorge, de 21 a 24 de Abril (Lisboa), no Centro de Juventude de Braga, de 5 a 7 de Maio, e em vários espaços de Loulé, entre 22 e 24 de Setembro.

Mais informações em www.festivalpolitica.pt.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Festival Política 2022: 'Food Court', 'O Berloque Vermelho' e 'O Ofício da Ilusão'

Depois de passar por Braga e Lisboa, o Festival Política 2022 terminou em Setembro, em Loulé. Escrevemos sobre três curtas-metragens que passaram no evento, e deixamos link para as críticas a outros filmes que vimos noutras ocasiões e também foram exibidos no Festival Política.

Food Court, de Marcus Silva

Sinopse:

"Um homem come mais do que o necessário para chegar ao limite do consumo."

Entre o prazeroso e o repugnante, Food Court é muito eficaz em despertar as sensações mais ambivalentes e inesperadas na plateia. Se, por um lado, há um lado quase nonsense que acompanha a curta-metragem na crítica ao consumo exacerbado, por outro, é genial como a montagem cheia de ritmo e a banda sonora, convidam a continuar a descobrir o surpreendente desfecho de Food Court. Desafio superado, seja pelo protagonista, como pelo realizador.


O Berloque Vermelho, de André Murraças

Sinopse:

"Um homem recebe de um amigo um berloque em forma de coração para pôr ao pescoço. Quando a jóia desaparece, o homem entra em pânico e não consegue lidar com os sentimentos que o gesto e a perda do berloque lhe suscitam. Num acto louco e sangrento fará o impensável. O Berloque Vermelho é um conto escrito em 1875 por António José da Silva Pinto e é tido como uma das primeiras representações homossexuais na literatura portuguesa. O género do conto de terror foi na altura a única forma de apresentar um amor visto como um crime, de uma forma alienada e com um final trágico."

André Murraças encontrou uma forma original de apresentar um conto do século XIX, numa animação a preto e branco, onde as personagens são figuras de cartão e a história surge escrita no ecrã, qual filme mudo. As temáticas do amor homossexual, em tempos proibido, e da morte criam o ambiente certo para uma curta-metragem de suspense, e o famoso berloque vermelho assume um duplo papel, muito mais simbólico do que aparenta. 


O Ofício da Ilusão, de Cláudia Varejão

"A arte da ilusão é esculpida com imagens de um arquivo familiar dos anos 70 e 80 e clips de som de filmes. Madame Bovary é a heroína de Flaubert e abre os anfitriões deste exercício narrativo. Com base no diálogo de Ema Paiva com o seu amigo e confidente Pedro Lumiares no filme Vale Abraão, de Manoel de Oliveira, entendemos a identidade de género como uma caracterização fechada dos valores sociais."

O Ofício da Ilusão surge no âmbito do projecto Campanhã é a Minha Casa, mas explora essencialmente as convenções sociais em redor da figura feminina, questionadas, desde logo, pela icónica conversa entre Ema e Lumiares. Cláudia Varejão desconstrói esse papel tradicionalista e conservador da Mulher - e das tarefas habitualmente associadas a ela -, revelando, através de imagens e do texto de Vale Abraão, como nada é imutável, como se está em constante superação e, principalmente, emancipação.




Mais informação em https://festivalpolitica.pt/.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Festival Política 2022 estreia-se de 22 a 24 de Setembro em Loulé

O Festival Política 2022 estará na cidade de Loulé, no Cineteatro Louletano, de 22 a 24 de Setembro. A estreia do evento no Algarve acontece após as edições de Lisboa (21 e 24 de Abril) e Braga (5 a 7 de Maio).

Serão três dias de filmes, espetáculos, música, humor e conversas, com a Desinformação como tema transversal. Os eventos do festival são de acesso gratuito e têm um compromisso para com a inclusão - todas as sessões de cinema têm legendagem em português (incluindo os de língua portuguesa) e todas as actividades são acompanhadas por tradução em Língua Gestual Portuguesa.

A organização do festival, em colaboração com o Instituto Português do Desporto e Juventude, tem abertas candidaturas para duas bolsas de criação artística e intervenção cívica, para jovens até aos 30 anos residentes no Algarve. Os vencedores integrarão a programação do Festival em Loulé. Cada bolsa tem o valor de 500 euros, e abrange as modalidades de literatura, música, artes performativas, artes plásticas, vídeo ou formação. O tema da proposta deverá estar relacionado com os direitos humanos, a participação cívica ou política ou a desinformação. Para concorrer basta enviar a proposta, currículo e/ou portfólio através do e-mail submissions.politica@gmail.com.

A programação será divulgada em breve. Mais informações em festivalpolitica.pt.

terça-feira, 29 de março de 2022

Festival Política 2022: De 21 a 24 de Abril, em Lisboa, e de 5 a 7 de Maio, em Braga

O Festival Política 2022 acontece de 21 a 24 de Abril, no Cinema São Jorge, em Lisboa, rumando depois ao Centro de Juventude de Braga, de 5 a 7 de Maio. 

O tema central desta edição foca-se na Desinformação, "enquanto ameaça à democracia, factor de polarização, discriminação e marginalização de grupos populacionais, e elemento que mina a confiança dos cidadãos nos meios de comunicação social e no jornalismo." 

Os destaques deste ano incluem o espectáculo de humor A Grande Mentira, de Hugo van der Ding, que oferece uma viagem aos grandes mitos e enganos da História; a estreia de A música Invisível, de Tiago Pereira, "um documentário que explora a riqueza e a influência da música cigana em Portugal"; e a performance Negras, que junta Sílvia Barros na música e o colectivo Mulheres Negras Escurecidas, e irá colocar em discussão a sua invisibilidade social e política.

No centro da programação do festival está também o cinema, com a exibição de 22 filmes. Entre eles encontram-se os documentários O Teu Nome É, de Paulo Patrício, sobre o caso de homicídio de Gisberta Salce Jr; Alcindo, de Miguel Dores, sobre a noite de 10 de Junho de 1995 que culminou no assassinato de Alcindo Monteiro; My heart is there, my body is here, de Pedro Cruz e João Doce, sobre a realidade dos refugiados em Portugal; ou Rua do Prior 41, de Lorenzo d’Amico de Carvalho, que acompanha uma ocupação de uma casa logo após o 25 de Abril. 

Será também exibido o documentário A nossa bandeira jamais será vermelha, de Pablo Lopez Guelli, "que apresenta a luta dos jornalistas independentes no Brasil para romper o embargo informativo imposto pelas famílias que dominam o sistema de informação do país. Um filme que ajuda a perceber como é que Jair Bolsonaro foi eleito".

De regresso à programação está o Cara-a-Cara com Deputados, encontro entre cidadãos e deputados representantes dos partidos eleitos para a Assembleia da República. Segundo Rui Oliveira Marques, co-director artístico do festival, refere que "programamos quatro dias com 24 actividades presenciais no Cinema São Jorge, onde não faltarão oportunidades para conhecer realizadores, artistas e activistas, participar nos debates e conversas ou falar com um deputado para apresentar uma ideia, proposta ou questão". 

"Todos os eventos do festival são gratuitos e, de forma a garantir a acessibilidade e inclusão, são também acompanhados por tradução em Língua Gestual Portuguesa. Todas as sessões de cinema são legendadas em português, incluindo as de língua portuguesa. Os bilhetes para cada dia estão disponíveis apenas no próprio dia, na bilheteira do Cinema São Jorge. A inscrição nas actividades online deve ser feita para o email (participa.politica@gmail.com)."

Está a decorrer, até ao final do mês, o Concurso de Bolsas para Criadores, Activistas e Artistas, desenvolvido em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude, "para atribuir quatro bolsas a projectos ligados aos direitos humanos, cidadania ou desinformação para integrarem a programação nas duas cidades".

Mais informações sobre o Festival Política 2022 em festivalpolitica.pt, no instagram e facebook.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Festival Política 2021: De 22 a 25 de Abril em Lisboa, com antestreia de Collective

A 5.ª edição do Festival Política regressa de 22 a 25 de Abril, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e de 6 a 8 de Maio, no Centro de Juventude, em Braga, em formato híbrido, com apresentações físicas e online.

O Festival Política quer promover "uma maior consciência política e social na comunidade através de diversas formas de expressão artística". A programação está relacionada com o tema Fronteiras - "barreiras físicas, psicológicas e políticas que muitas vezes se apresentam como entraves à inclusão de pessoas no território" - e é composta por 18 filmes, que abordam também direitos humanos e discriminações.

O documentário Collective, de Alexander Nanau, terá antestreia no evento no dia 22 de Abril, às 18h30, na Sala Manoel de Oliveira, no Cinema São Jorge. O filme está nomeado para os Oscars de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Documentário e foi eleito Melhor Documentário nos European Film Awards 2020 está também nomeado para o Lux Audience Award.

"O filme recupera a história do incêndio na discoteca Coletiv de Bucareste, em 2015, que provocou 27 mortos e 180 feridos. Após o incêndio, várias vítimas de queimaduras começaram a morrer nos hospitais por feridas que não eram fatais. Collective acompanha a equipa de jornalistas de investigação do Gazeta Sporturilor que revela uma fraude no sistema de saúde da Roménia, que enriqueceu empresários e políticos, ao mesmo tempo que provocava a morte a cidadãos inocentes."

A secção competitiva é constituída por sete filmes, dois deles portugueses. São eles: Maria Cobra Preta, de Erika Nieva da Cunha (Portugal e São Tomé e Príncipe), apresenta um bairro de Lisboa agastado pela gentrificação, onde uma jovem rapper, interpretada pela artista Mynda Guevara, e os seus antigos vizinhos aguardam pela expulsão; o documentário Chelas Nha Kau, dos colectivos Bataclan 1950 e Bagabaga Studios (Portugal), mostra o que significa ser jovem na Zona J; My Country So Beautiful, de Grzegorz Paprzycki (Polónia), constitui um retrato do nacionalismo na Polónia, onde duas forças chocam com visões opostas do país e do mundo; We are Russia, de Alexandra Dalsbaek (Rússia), revela os bastidores da corrida para as eleições presidenciais de 2018, onde um grupo de jovens activistas se junta à oposição liderada por Alexei Navalny, para convencer as pessoas a não votarem em Vladimir Putin; Encara Hi Ha Algú Al Bosc, de Teresa Turiera-Puigbò (Espanha), relata a história de Lejla Damon, uma jovem de 25 anos, fruto de uma violação durante a Guerra dos Balcãs que, 25 anos depois, junta-se a outros sobreviventes na luta para quebrar o silêncio das 25 mil a 50 mil mulheres vítimas de violência sexual nesse conflito; Farewell Daddy, de Bianca Sescu (Roménia) reconstitui a última refeição numa família de camponeses antes do pai partir para a Inglaterra, onde encontrou trabalho; e Libertà, de Savino Carbone (Itália) dá a conhecer a realidade de dois imigrantes homossexuais requerentes de asilo, na Itália de Matteo Salvini.

Fora de competição, serão exibidos The Rape Clause, de Jared Watmuff (Reino Unido); Danza sin Miedo, de Sol Dugatkin (Chile); The Black Veil, de A.J. Al-Thani (Qatar); Ekai, de Arantza Ibarra (Espanha); Quien Eres, de Alberto Molina Jiménez (Espanha); Go On, de Majid Asghari (Irão); Uno de Nosotros, de Facundo Sosa Ferreira (Uruguai); The Angel of History, de Eric Esser (Alemanha, França e Espanha); Dos Mundos, de Iván Fernández de Córdoba (Espanha); The Recess, de Navid Nikkhah Azad (Irão), e o documentário produzido pelo canal Arte, Aufbruch In Belarus, dedicado à oposição bielorrussa.

O júri da competição Filme do Ano é constituído por Andreia Barbosa (realizadora), Giovanni Allegretti (investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra), José Gabriel Andrade (professor auxiliar da Universidade do Minho) e Raquel Freire (realizadora). Serão ainda atribuídos o Prémio do Público e o Prémio Sub-30 - entregue por um grupo de jovens estudantes e activistas de direitos humanos (Saliu Djau, Sofia Grilo, Sofia Canteiro, Carla Barroso, Brenda Tenório, Marilia Barros, Raquel Banha, Beatriz Capão e Jessica Oliveira).

Para além do cinema, o Festival Política traz outras actividades artísticas como as propostas inéditas de André Murraças, a poesia de Valério Romão e José Anjos, o humor de Carlos Pereira, performances, workshops, concertos, exposições e debates centrados nas fronteiras políticas, bem como nas divisões e clivagens que fomentam a discriminação, o racismo, a intolerância e o desrespeito pelos direitos humanos.

O Festival Política é de acesso gratuito sendo necessário levantar bilhete no próprio dia para as actividades presenciais. Todas as sessões de cinema estão legendadas em português – incluindo as de língua portuguesa, e as restantes actividades têm tradução em Língua Gestual Portuguesa. 

Para os workshops online e a sessão Cara-a-Cara com Deputados é necessária a inscrição prévia através do e-mail participa.politica@gmail.com. 

Toda a informação sobre o Festival Política pode ser consultada em www.festivalpolitica.pt.