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domingo, 17 de setembro de 2023

Sugestão da Semana #578

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Mistério em Veneza, de Kenneth Branagh, que regressa como Hercule Poirot.

MISTÉRIO EM VENEZA



Ficha Técnica:
Título Original: A Haunting in Venice
Realizador: Kenneth Branagh
Elenco: Kenneth Branagh, Kyle Allen, Camille Cottin, Jamie Dornan, Tina Fey, Jude Hill, Ali Khan, Emma Laird, Kelly Reilly, Riccardo Scamarcio, Michelle Yeoh
Género: Crime, Drama, Mistério
Classificação: M/12
Duração: 103 minutos

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Crítica: Oppenheimer (2023)

"Now I am become Death, the destroyer of worlds."

J. Robert Oppenheimer

*6.5/10*

Oppenheimer tinha tudo para ser explosivo, mas faltou Christopher Nolan estabelecer limites à sua, cada vez mais evidente, mania das grandezas. Com uma carreira sempre em crescendo até Interstellar (2014), o encanto que distinguia o cineasta tem-se desvanecido (com a excepção de Dunkirk, em 2017, talvez), tornando os seus filmes cada vez mais longos e demasiado complexos, com dificuldade em chegar ao público. 

No caso de Oppenheimer, o problema não é a complexidade da narrativa, mas sim a insistência em explicar tudo o que acontece, com demasiado detalhe, sem deixar espaço à curiosidade da plateia. Ser sucinto é uma qualidade que Nolan tem de readquirir.

O filme é "um thriller que mergulha a fundo na mente do singular J. Robert Oppenheimer, o brilhante cientista envolvido na criação da bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial. Uma invenção revolucionária que simbolizou a máxima capacidade do engenho humano, capaz de refazer a civilização e, ao mesmo tempo, de ameaçar o futuro da humanidade."

Baseado no livro vencedor de um Prémio Pulitzer, American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, a longa-metragem percorre a juventude do protagonista, as suas influências e encontros com grandes nomes da física, até se envolver no Projecto Manhattan que levou à criação da bomba atómica, um desafio que foi o seu maior feito. Oppenheimer acompanha todo o processo de desenvolvimento da bomba atómica e a sua posterior utilização no final da Segunda Guerra Mundial, e os dilemas morais com que J. Robert Oppenheimer se debateu ao compreender o real impacto da bomba no Japão - e no Mundo -, ao mesmo tempo que convivia com a admiração do povo e a traição de muitos dos que lhe eram próximos (tendo sido vítima do Macartismo, nos anos 50). 

Não há dúvida que Christopher Nolan ama a Sétima Arte e tudo tem feito para proporcionar a melhor experiência possível em sala de cinema, desta vez, ao filmar com câmaras IMAX 65mm e grande formato 65mm e inclui, pela primeira vez, secções rodadas em película de 65mm IMAX a preto e branco, criada propositadamente para este filme. Ao mesmo tempo, os efeitos visuais - incluindo as explosões - são criados recorrendo apenas a efeitos práticos. 

A técnica é exímia (realização, fotografia, direcção artística, som, efeitos visuais), mas não encontra equilíbrio com a narrativa de Oppenheimer, repleta de personagens que pouco acrescentam e relações pouco exploradas, fazendo com que a longa-metragem chegue às três horas de duração sem justificação. Ao mesmo tempo, a banda sonora de Ludwig Göransson  é omnipresente e não deixa o silêncio - tão necessário - instalar-se, nem por um momento.

Num elenco de nomes sonantes, destaque para Cillian Murphy que já merecia o protagonismo num filme de Nolan e mostra-se à altura do desafio. Contudo, a grande interpretação de Oppenheimer está a cargo de um irreconhecível Robert Downey Jr., na pele do cínico Lewis Strauss.

Oppenheimer começa bem, perde-se ligeiramente pelo meio, até que resplandece quando surge a criação do cientista, e tudo o que daí advém. Christopher Nolan só tem de reaprender que menos é mais e que, com uma duração mais curta, poderia ter construído um filme verdadeiramente impactante.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Sugestão da Semana #496

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Belfast, de Kenneth Branagh, sobre os conflitos de 1969 na capital da Irlanda do Norte. O filme tem crítica no Hoje Vi(vi) um Filme.

BELFAST


Ficha Técnica:
Título Original: Belfast
Realizador: Kenneth Branagh
Elenco: Jude HillJamie Dornan, Caitriona Balfe, Judi Dench, Ciarán Hinds, Lara McDonnell
Género: Biografia, Drama, História
Classificação: M/12
Duração: 98 minutos

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Crítica: Belfast (2021)

"...if they cant understand you, then they're not listening. And that's their problem."

Pop


*7/10*

Belfast traz os conflitos de 1969, na Irlanda do Norte, através dos olhos de uma criança. Kenneth Branagh inspira-se na sua própria experiência para criar um universo de sonhos e medo, aventura e incerteza, na agitada vida de Buddy, um menino de nove anos, e de todos os que o rodeiam.

Da Belfast actual, moderna e a cores, viaja-se no tempo para o final da década de 60 do século passado, onde Branagh opta por filmar a preto e branco. 

No Verão de 1969, Buddy vive na parte norte de Belfast, brinca na rua com os amigos e tem a família alargada por perto - primos, tios e avós reúnem-se com frequência. Mas com o escalar dos confrontos nas ruas, que opõem católicos a protestantes, a cidade torna-se perigosa. A mãe luta para lidar com a situação e o pai trabalha em Inglaterra, tentando ganhar dinheiro suficiente para sustentar a família e fazer face às dívidas. Buddy vê o seu mundo virado do avesso e tenta dar sentido às lutas e ódios que o rodeiam.

Belfast recupera as memórias dos que viveram estes tempos difíceis na cidade, e sente-se a proximidade do realizador para com a história que conta, dedicada aos que partiram e aos que ficaram. Através da inocência do protagonista, Branagh explora a incompreensão das crianças - e de muitos adultos - acerca de um conflito adensado por diferenças religiosas; a escalada de violência e ameaças; a impossibilidade de ser-se neutro num bairro que sempre viveu em comunhão; tudo enquanto Buddy vive a experiência do seu primeiro amor.

E enquanto os confrontos escalam e a insegurança aumenta, a par da pobreza e do desemprego, Buddy refugia-se na sala de cinema ou na televisão da sala de estar, com a família, perdendo-se em sonhos que só os filmes e as séries conseguem criar; em conversas profundas com o avô e a avó; ou em perigosas aventuras pelas ruas, com a prima.

O lado biográfico e íntimo que Belfast tem para Kenneth Branagh acaba por ser a sua maior fraqueza. Dirá muito a quem viveu o que o filme retrata, mas não conquistará da mesma forma quem desconhece esta realidade. Compensa, contudo, com o entusiasmo do actor principal, Jude Hill, a grande força motora da longa-metragem, e com as interpretações de Ciarán Hinds, tão discreto como fulcral para o realismo das relações, e, ao seu lado, Judi Dench, a avó atenta e de conselho pronto a dar.

Outra das maiores forças de Belfast está na direcção de fotografia de Haris Zambarloukos, e nos planos de grande intensidade dramática (em que Buddy é o guia), onde o preto e branco se destaca e, em conjunto com a direcção artística, potencia o ambiente da época. A cor surge apenas no tempo presente e nas artes que fazem o protagonista sonhar.

Sente-se o afecto que Branagh coloca no seu filme e esse sentimento confere um encanto especial a Belfast que, contudo, peca por ser tão pessoal. Essencialmente, através de memórias de infância, cria-se uma bonita e competente obra de homenagem a uma época e aos seus lutadores.

domingo, 30 de agosto de 2020

Sugestão da Semana #432

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Tenet, de Christopher Nolan. O filme está a dividir a crítica, mas nada como ver e tirar as dúvidas.

TENET


Ficha Técnica:
Título Original: Tenet
Realizador: Christopher Nolan
Elenco: John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Kenneth Branagh, Michael Caine, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy
Género: Acção, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 150 minutos


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Ciclo 'Christopher Nolan' começa a 2 de Julho nos cinemas

Três filmes de Christopher Nolan estarão de regresso aos cinemas, a partir de 2 de Julho, num ciclo que antecede a estreia do mais recente Tenet.

Tenet
Dez anos depois do lançamento de A Origem (Inception), a Warner Bros. Pictures apresenta um ciclo dedicado ao realizador, nos cinemas a nível global. 

O filme de guerra Dunkirk (2017) marca o início do ciclo, no dia 2 de Julho. No dia 9, será reposto Interstellar (2014) e A Origem (2010) pode ser revisto a 30 de Julho, a assinalar 10 anos sob a sua estreia. Com o filme será também exibido conteúdo exclusivo: uma introdução do realizador; uma peça exclusiva sobre Tenet e ainda uma surpresa exclusiva, alusiva a um filme da Warner Bros. Pictures com estreia em 2020.

O evento antecipa a estreia do mais recente filme de Christopher Nolan, Tenet, agendada para 12 de Agosto. A longa-metragem de acção e ficção científica é protagonizada por John David Washington, numa viagem ao mundo da espionagem internacional, numa luta contra o tempo para tentar evitar a 3.ª Guerra Mundial e salvar a humanidade. O elenco conta também com Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy, Michael Caine e Kenneth Branagh.



* artigo actualizado a 26 de Junho com novas datas para a reposição de A Origem e estreia de Tenet.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

26 livros adaptados ao cinema em 2019

Vamos no segundo mês do ano, uma boa altura para espreitar o que se anda a fazer no que a adaptações de livros ao cinema diz respeito. Todos os anos surgem nas salas de cinema dezenas de filmes cujo argumento tem por base livros - uns mais famosos que outros. 

Damos-te agora a conhecer 26 filmes com estreia prevista para 2019 e respectivo romance que lhe deu origem. Títulos como Pet Sematary e It: Chapter Two, de Stephen King, ou The Woman in the Window, de A.J. Finn, fazem parte da lista. Entre os realizadores encontram-se nomes como Martin Scorsese, Greta Gerwig, Edward Norton, Richard Linklater, Kenneth Branagh, Andy Muschietti, Joe Wright, entre outros.


Realizado por Charles Martin Smith
Baseado no livro: A Dog's Way Home, de W. Bruce Cameron
Ashley Judd e Bryce Dallas Howard fazem parte do elenco do filme que conta a história de uma cadela, Bella, que embarca numa viagem de mais de 600 quilómetros após ter sido separada do seu dono.


Realizado por Rashid Johnson
Baseado no livro: Native Son, de Richard Wright
Native Son leva-nos até Bigger Thomas (Ashton Sanders), um jovem afro-americano que consegue um emprego como motorista para uma família branca e rica, em Chicago, nos anos 30.


Realizado por Reed Morano
Baseado no livro: The Rhythm Section, de Mark Burnell
Uma mulher procura vingança contra aqueles que orquestraram um acidente de avião que matou a sua família.  Blake Lively e Jude Law encabeçam o elenco.
Estreia em Portugal prevista para 9 de Janeiro de 2020


Realizado por Doug Liman
Baseado no livro: Chaos Walking, de Patrick Ness
Tom Holland, Daisy Ridley, Mads Mikkelsen, Demián Bichir e Nick Jonas são alguns dos nomes que compõem o elenco. Todd Hewitt (Tom Holland) vive num distante planeta do Novo Mundo, uma nova esperança para a humanidade, até ter ser atingido pelo The Noise, um vírus que infringe visões imersivas de cada pensamento das pessoas. Muitos ficam loucos e Todd percebe que a chave para o problema pode estar numa jovem chamada Viola (Daisy Ridley).


Realizado por Floria Sigismondi
Baseado no livro: The Turning, de Henry James
Uma jovem torna-se preceptora de dois órfãos que habitam uma mansão assombrada. Mackenzie Davis surge ao lado de Finn Wolfhard e Brooklynn Prince.


Realizado por Richard Linklater
Baseado no livro: Where'd You Go, Bernadette?, de Maria Semple
Bernadette Fox é uma arquitecta de Seattle que desaparece de forma inexplicável. O marido e a filha iniciam então uma aventura para resolver o mistério. Cate Blanchett protagonizará este filme ao lado de Kristen WiigLaurence Fishburne, entre outros.
Estreia em Portugal prevista para 29 de Agosto de 2019


Realizado por Andrea Di Stefano
Baseado no livro: The Informer, de Anders Roslund e Börge Hellström
Uma antigo condenado aceita infiltrar-se numa prisão de máxima segurança para aceder ao círculo de poder de uma organização mafiosa. O elenco tem muitos nomes conhecidos como Ana de Armas, Rosamund Pike, Joel Kinnaman, Clive Owen ou Common.
Trailer
Estreia em Portugal prevista para 14 de Março de 2019

Realizado por Aaron Schneider
Baseado no livro: Greyhound, de C.S. Forester
Tom Hanks é um oficial da marinha que comanda o Greyhound durante a Segunda Guerra Mundial.
Estreia em Portugal prevista para 18 de Abril de 2019


Realizado por Babak Anvari
Baseado no livro: Wounds, de Nathan Ballingrud
Eventos misteriosos e perturbadores começam a acontecer na vida de um bartender, em Nova Orleães, depois de um cliente se esquecer do telemóvel no bar onde trabalha. Dakota Johnson e Armie Hammer fazem parte do elenco.


Realizado por Kevin Kolsch e Dennis Widmyer
Baseado no livro: Pet Sematary, de Stephen King
Acompanhamos a história do Dr. Louis Creed (Jason Clarke) que, após se mudar, com a esposa Rachel (Amy Seimetz) e os dois filhos, de Boston para uma zona rural no Maine, descobre um misterioso cemitério escondido nas profundezas da floresta perto da nova casa. Quando uma tragédia atinge a família, Louis volta-se para um estranho vizinho, Jud Crandall (John Lithgow), desencadeando uma perigosa reacção em cadeia que liberta um inexplicável mal com consequências terríveis.
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Estreia em Portugal prevista para 4 de Abril de 2019


Realizado por Robin Bissell
Baseado no livro: The Best of Enemies, de Osha Gray Davidson
Ann Atwater, activista dos direitos civis, enfrenta C.P. Ellis, membro de um grupo do Ku Klux Klan em Durham, Carolina do Norte, em 1971, para lidar com a segregação nas escolas na cidade. Taraji P. Henson e Sam Rockwell encarnam os protagonistas desta história.


Realizado por Jenny Gage
Baseado no livro: After, de Anna Todd
Conhecemos Tessa (Josephine Langford), estudante aplicada, filha perfeita e namorada leal da sua paixão da escola secundária, no momento em que esta entra na universidade. Armada com grandes ambições para o futuro, o seu mundo protegido desfaz-se quando conhece o misterioso Hardin Scott (Hero Tiffin), um rebelde carismático que a leva a questionar tudo o que pensava saber sobre si e sobre os seus objectivos de vida.
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Estreia em Portugal prevista para 18 de Abril de 2019


Realizado por James Kent
Baseado no livro: The Aftermath, de Rhidian Brook
Na Alemanha do pós-guerra, em 1946, Rachael Morgan (Keira Knightley) chega às ruínas de Hamburgo durante o Inverno, para se reunir com o marido, o Coronel Lewis (Jason Clarke), destacado para coordenar a reconstrução da cidade. Quando partem para a nova casa, Rachael fica surpreendida ao descobrir que vão dividir a mansão com os anteriores proprietários, um viúvo alemão (Alexander Skarsgård) e a respectiva filha.
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Estreia em Portugal prevista para 18 de Abril de 2019


Realizado por Ry Russo-Young
Baseado no livro: The Sun Is Also a Star, de Nicola Yoon
Uma adolescente descobre o amor num momento muito difícil da sua vida familiar.
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Estreia em Portugal prevista para 16 de Maio de 2019


Realizado por Gail Mancuso
Baseado no livro: A Dog's Journey, de W. Bruce Cameron
Um cão encontra o significado da sua existência através da vida dos humanos que conhece.
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Estreia em Portugal prevista para 13 de Junho de 2019


Realizado por Kenneth Branagh
Baseado no livro: Artemis Fowl, de Eoin Colfer
Artemis Fowl é um milionário de 12 anos, um génio e, acima de tudo, um mestre do crime. Mas quando sequestra uma fada para se aproveitar da sua magia e salvar a família, Artemis descobre que estas fadas têm muito pouco em comum com as fadas das histórias infantis... Judi Dench faz parte do elenco.
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Estreia em Portugal prevista para 22 de Agosto de 2019

Realizado por Andy Muschietti
Baseado no livro: It: Chapter Two, de Stephen King
Após o primeiro filme passaram 27 anos, o Clube dos Falhados cresceu e mudou de cidade, até que uma devastadora chamada telefónica os reúne novamente. Ao elenco do primeiro filme, juntam-se caras novas - os nossos protagonistas, agora adultos - como Jessica ChastainJames McAvoyBill HaderJames Ransone, Jay RyanIsaiah MustafaAndy Bean, entre muitos outros nomes.
Estreia em Portugal prevista para 5 de Setembro de 2019


Realizado por Joe Wright
Baseado no livro: The Woman in the Window, de A.J. Finn
Uma mulher agorafóbica que vive sozinha em Nova Iorque começa a espiar os seus novos vizinhos e acaba por testemunhar um acto violento. Amy Adams, Gary Oldman, Wyatt Russell, Julianne Moore Anthony Mackie fazem parte do elenco.
Estreia em Portugal prevista para 17 de Outubro de 2019


Realizado por John Crowley
Baseado no livro: The Goldfinch, de Donna Tartt
Em Nova Iorque, um rapaz é levado para casa de uma família abastada de Upper East Side depois de sobreviver a um atentado em que perdeu a mãe, no Metropolitan Museum of Art. Nicole Kidman, Sarah Paulson, Ansel Elgort e Finn Wolfhard compõem parte do elenco.
Estreia em Portugal prevista para 10 de Outubro de 2019


Realizado por Bill Condon
Baseado no livro: The Good Liar, de Nicholas Searle
Helen Mirren e Ian McKellen protagonizam o filme que o conta a história de Roy Courtnay um vigarista prestes a dar o golpe, após conhecer online a recém-viúva Betty McLeish. Contudo, à medida em que a mulher lhe abre as portas de sua casa e da sua vida, ele começa a perceber que se está a interessar verdadeiramente por ela.
Estreia em Portugal prevista para 21 de Novembro de 2019


Realizado por Greta Gerwig
Baseado no livro: Little Women, de Louisa May Alcott
Quatro irmãs crescem na América pós-guerra civil. O filme conta com um elenco cheio de nomes sonantes como Saoirse Ronan, Emma Watson, Eliza Scanlen, Florence Pugh, Meryl Streep Timothée Chalamet.
Estreia em Portugal prevista para 30 de Janeiro de 2020

Realizado por Chris Sanders
Baseado no livro: The Call of the Wild, de Jack London
Um cão pertencente a uma matilha de puxadores de trenós luta pela sobrevivência no ambiente selvagem e gelado do Alasca. Este filme de animação conta com as vozes de Karen Gillan, Harrison Ford, Dan Stevens e Omar Sy.
Estreia em Portugal prevista para 26 de Dezembro de 2019


Realizado por Brett Haley
Baseado no livro: All the Bright Places, de Jennifer Niven
Violet e Theodore conhecem-se e mudam a vida um do outro para sempre. Enquanto lutam contra as cicatrizes físicas e emocionais do passado, descobrem que até os mais pequenos locais e momentos podem ter significado. O filme é protagonizado por Elle FanningJustice Smith.


Realizado por Edward Norton
Baseado no livro: Motherless Brooklyn, de Jonathan Lethem
Em Nova Iorque, nos anos 50, conhecemos Lionel Essrog, um solitário detective privado com síndrome de Tourette, enquanto se aventura a resolver o caso do assassinato do seu mentor e único amigo, Frank Minna. Edward Norton realiza e protagoniza o filme ao lado de Bruce Willis, Willem Dafoe, Gugu Mbatha-Raw, Leslie Mann e Alec Baldwin.


Realizado por Martin Scorsese
Baseado no livro: The Irishman, de Charles Brandt
O livro narra a história de Frank Sheeran (The Irishman), um antigo combatente da segunda guerra mundial e membro de uma importante organização mafiosa, a família Bufalino. Sheeran ocupou um importante cargo num dos maiores sindicatos da América do Norte, nos anos 50 e 60. Ao mesmo tempo, trabalhou como assassino para os Bufalino e afirmou, mais tarde, ter estado envolvido na invasão falhada na Baía dos Porcos, em Cuba. Confessou também ter sido ele o assassino de Jimmy Hoffa, misteriosamente desaparecido em 1975. Scorsese mune-se de nomes como Robert De Niro, Al Pacino, Jesse Plemons, Joe Pesci e Harvey Keitel, como nos bons velhos tempos.

Realizado por Julia Hart
Baseado no livro: Stargirl, de Jerry Spinelli
Graham Verchere e Grace VanderWaal protagonizam a história de Leo Borlock, um rapaz que, num mundo em que a distância entre as pessoas é cada vez maior, encontra Stargirl Caraway e, juntos, iniciam uma história de amor.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sugestão da Semana #282

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o novo filme de Christopher Nolan, Dunkirk. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme já pode ser lida aqui.

DUNKIRK


Ficha Técnica:
Título Original: Dunkirk
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Fionn Whitehead, Aneurin BarnardTom Hardy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, Harry Styles, Cillian MurphyBarry Keoghan
Género: Acção, Drama, História
Classificação: M/12
Duração: 106 minutos

domingo, 23 de julho de 2017

Crítica: Dunkirk (2017)


*9/10*


Um filme de grande orçamento que sabe honrar as origens do cinema não se encontra todos os dias. Christopher Nolan voltou em grande, literalmente. Filmou em 65mm, um formato de cortar a respiração, que, cada vez mais, tem voltado a ganhar adeptos e apresenta um projecto grandioso sobre um episódio da Segunda Guerra Mundial com enorme simplicidade e mestria: Dunkirk.

No seu primeiro filme de guerra, Nolan consegue ser tão patriótico como tolerante. Sem banhos de sangue, mas com um sentido de união pouco comum, de pensamentos, sentimentos, compromissos e honra. O realizador é metódico e consegue, como poucos, unir públicos tão diferentes em torno do mesmo filme. Sim, Dunkirk é um filme para as massas, mas é igualmente um filme de autor, com planos sufocantes e memoráveis, com dedicação, alma e personalidade.


Por terra, por mar e no ar, a câmara de Nolan segue a acção de três perspectivas distintas e com uma temporalidade diferente, mas em redor do mesmo campo de batalha, o resgate de centenas de milhares de soldados britânicos e aliados da praia de Dunquerque, onde se encontram cercados pelo inimigo.

A luta pela sobrevivência, o barulho ensurdecedor dos tiros, das explosões, dos gritos dos soldados, a solidão no meio de tantos, o estar encurralado entre o mar e a guerra. Tudo isto conta a História. Afinal, onde fica a esperança? Na pátria? Os dias passam e a ajuda tarda, o inimigo sobrevoa a praia, as mortes sucedem-se e não há como fugir ou esconder-se. É nos olhos vazios e inocentes dos jovens soldados que as emoções se reflectem. Poucas palavras, muita acção e desalento.


Dunkirk divide-se em três momentos distintos que culminam na mesma espacio-temporalidade. A montagem de Lee Smith é magistral no trabalho que faz ao acompanhá-los. Na praia, os soldados esperam o resgate que tarda, no mar, marinha e civis fazem os possíveis para salvar os compatriotas, no ar, os pilotos britânicos tentam abater os inimigos no combate aéreo. Juntos numa luta contra o tempo.

A banda sonora de Hans Zimmer poderia assentar bem a um filme de terror, e é a grande responsável pelos momentos de tensão e suspense. Para uns é incómoda, para mim é fundamental  e quase indissociável da longa-metragem. A par de alguns planos nos aviões, também a música nos incute sensações semelhantes às dos soldados, numa incerteza, desespero e temor imensos. O tique-taque do relógio usado pelo compositor varia consoante o batimento do nosso coração, como eco resultante de milhares de corações em sofrimento, sem saída à vista. A tornar a experiência ainda mais intensa está a direcção de fotografia de Hoyte Van Hoytema, que tira o melhor partido da película, com planos de profundidade sem fim, fabulosas vistas aéreas sobre a praia, ou planos fantasmagóricos à beira mar, onde são os soldados as almas penadas.


Os actores dão corpo ao que o guião não diz. Por um lado, os oficiais desesperam, com tantos homens por salvar, com destaque para Kenneth Branagh como o Comandante Bolton. De Inglaterra, saem muitos civis com as suas embarcações para ajudar no resgate, onde Mr. Dawson (Mark Rylance com mais uma grande oportunidade de chegar aos Oscars) e o jovem George (Barry Keoghan) são a personificação do sentimento de pertença e dever para com os seus, que lutam na Segunda Guerra. Do lado dos 400 mil homens presos em Dunquerque, são três os principais rostos que tanto dizem, cada um à sua maneira e nos seus tormentos: Tommy (Fionn Whitehead), Gibson (Aneurin Barnard) e Alex (Harry Styles). Tão jovens e inexperientes, e já traumatizados, de orgulho ferido e sem esperança - que, ainda assim, não desistem de lutar. Já Cillian Murphy é o soldado que traz consigo o trauma de guerra. No ar, estão os incansáveis pilotos, sempre alerta e em defesa dos seus: Farrier (Tom Hardy) e Collins (Jack Lowden).

Christopher Nolan fez questão de nos oferecer a melhor experiência visual possível. Dunkirk é uma curta epopeia de dor e sacrifício, onde a união fez mesmo a força, num importante momento da História da Segunda Guerra Mundial.