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terça-feira, 21 de julho de 2026

Sugestão da Semana #727

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca, inevitavelmente, A Odisseia, de Christopher Nolan. O fenómeno está nos cinemas, divide opiniões, e pode ser apreciado em sessões normais ou IMAX (onde se tirará melhor proveito dos prodígios técnicos do filme).

A ODISSEIA


Ficha Técnica:
Título Original: The Odyssey
Realizador: Christopher Nolan
Elenco: Matt Damon, Tom Holland, Anne Hathaway, Robert Pattinson, Lupita Nyong'o, Charlize Theron, Zendaya, Benny Safdie, Jon Bernthal, John Leguizamo
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Classificação: M/14
Duração: 172 minutos

domingo, 10 de março de 2024

Oscars 2024: Vencedores

A 96.ª cerimónia dos Oscars aconteceu na noite passada, no Dolby Theatre, em Los Angeles. O anfitrião foi novamente Jimmy Kimmel e, no Hoje Vi(vi) um Filme, esteve a acompanhar e a actualizar os vencedores em tempo real. 

Oppenheimer foi o grande vencedor da noite com sete estatuetas, seguido de Pobres Criaturas com quatro.


Aqui fica a lista completa de vencedores:

Melhor Filme
American Fiction
Anatomy of a Fall 
Barbie 
The Holdovers
Killers of the Flower Moon
Maestro
Oppenheimer
Past Lives
Poor Things
The Zone of Interest 

Melhor Actor
Bradley Cooper (Maestro)
Colman Domingo (Rustin)
Paul Giamatti (The Holdovers)
Cillian Murphy (Oppenheimer)
Jeffrey Wright (American Fiction)

Melhor Actriz
Annette Bening (Nyad)
Lily Gladstone (Killers of the Flower Moon)
Sandra Hüller (Anatomy of a Fall)
Carey Mulligan (Maestro)
Emma Stone (Poor Things)

Melhor Actor Secundário
Sterling K. Brown (American Fiction)
Robert De Niro (Killers of the Flower Moon)
Robert Downey Jr. (Oppenheimer)
Ryan Gosling (Barbie)
Mark Ruffalo (Poor Things)

Melhor Actriz Secundária 
Emily Blunt (Oppenheimer)
Danielle Brooks (The Color Purple)
America Ferrera (Barbie)
Jodie Foster (Nyad)
Da’Vine Joy Randolph (The Holdovers)

Melhor Realizador
Justine Triet (Anatomy of a Fall)
Martin Scorsese (Killers of the Flower Moon)
Christopher Nolan (Oppenheimer)
Yorgos Lanthimos (Poor Things)
Jonathan Glazer (The Zone of Interest)

Melhor Argumento Original
Anatomy of a Fall (Justine Triet e Arthur Harari)
The Holdovers (David Hemingson)
Maestro (Bradley Cooper & Josh Singer)
May December (Argumento de Samy Burch; História de Samy Burch & Alex Mechanik)
Past Lives (Celine Song)

Melhor Argumento Adaptado
American Fiction (Cord Jefferson)
Barbie (Greta Gerwig & Noah Baumbach)
Oppenheimer (Christopher Nolan)
Poor Things (Tony McNamara)
The Zone of Interest (Jonathan Glazer)

Melhor Filme de Animação
The Boy and the Heron
Elemental 
Nimona
Robot Dreams
Spider-Man: Across the Spider-Verse

Melhor Filme Estrangeiro
Io Capitano (Itália)
Perfect Days (Japão)
Society of the Snow (Espanha)
The Teacher’s Lounge (Alemanha)
The Zone of Interest (Reino Unido)

Melhor Fotografia
El Conde (Edward Lachman)
Killers of the Flower Moon (Rodrigo Prieto)
Maestro (Matthew Libatique)
Oppenheimer (Hoyte van Hoytema)
Poor Things (Robbie Ryan)

Melhor Montagem
Anatomy of a Fall (Laurent Sénéchal)
The Holdovers (Kevin Tent)
Killers of the Flower Moon (Thelma Schoonmaker)
Oppenheimer (Jennifer Lame)
Poor Things (Yorgos Mavropsaridis)

Melhor Design de Produção
Barbie (Sarah Greenwood e Katie Spencer)
Killers of the Flower Moon (Jack Fisk e Adam Willis)
Napoleon (Arthur Max e Elli Griff)
Oppenheimer (Ruth De Jong e Claire Kaufman)
Poor Things (James Price, Shona Heath e Zsuzsa Mihalek)

Melhor Guarda-Roupa
Barbie (Jacqueline Durran)
Killers of the Flower Moon (Jacqueline West)
Napoleon (Janty Yates and Dave Crossman)
Oppenheimer (Ellen Mirojnick)
Poor Things (Holly Waddington)

Melhor Caracterização
Golda (Karen Hartley Thomas, Suzi Battersby e Ashra Kelly-Blue)
Maestro (Kazu Hiro, Kay Georgiou e Lori McCoy-Bell)
Oppenheimer (Luisa Abel)
Poor Things (Nadia Stacey, Mark Coulier e Josh Weston)
Society of the Snow (Ana López-Puigcerver, David Martí e Montse Ribé)

Melhor Banda Sonora Original
American Fiction (Laura Karpman)
Indiana Jones and the Dial of Destiny (John Williams)
Killers of the Flower Moon (Robbie Robertson)
Oppenheimer (Ludwig Göransson)
Poor Things (Jerskin Fendrix)

Melhor Canção Original
The Fire Inside de Flamin’ Hot (Música e Letra: Diane Warren)
I’m Just Ken de Barbie (Música e Letra: Mark Ronson e Andrew Wyatt)
It Never Went Away de American Symphony (Música e Letra: Jon Batiste e Dan Wilson)
Wahzhazhe (A Song for My People) de Killers of the Flower Moon (Música e Letra: Scott George)
What Was I Made For? de Barbie (Música e Letra: Billie Eilish e Finneas O’Connell)

Melhor Som
The Creator (Ian Voigt, Erik Aadahl, Ethan Van der Ryn, Tom Ozanich e Dean Zupancic)
Maestro (Steven A. Morrow, Richard King, Jason Ruder, Tom Ozanich e Dean Zupancic)
Mission: Impossible – Dead Reckoning Part One (Chris Munro, James H. Mather, Chris Burdon e Mark Taylor)
Oppenheimer (Willie Burton, Richard King, Gary A. Rizzo e Kevin O’Connell)
The Zone of Interest (Tarn Willers e Johnnie Burn)

Melhores Efeitos Visuais
The Creator (Jay Cooper, Ian Comley, Andrew Roberts e Neil Corbould)
Godzilla: Minus One (Takashi Yamazaki, Kiyoko Shibuya, Masaki Takahashi e Tatsuji Nojima)
Guardians of the Galaxy Vol. 3 (Stephane Ceretti, Alexis Wajsbrot, Guy Williams e Theo Bialek)
Mission: Impossible — Dead Reckoning, Part One (Alex Wuttke, Simone Coco, Jeff Sutherland e Neil Corbould)
Napoleon (Charley Henley, Luc-Ewen Martin-Fenouillet, Simone Coco e Neil Corbould)

Melhor Documentário
Bobi Wine: The People’s President
The Eternal Memory
Four Daughters
To Kill a Tiger
20 Days in Mariupol

Melhor Curta Documental
The ABCs of Book Banning 
The Barber of Little Rock 
Island in Between 
The Last Repair Shop 
Nǎi Nai & Wài Pó 

Melhor Curta de Animação
Letter to a Pig 
Ninety-Five Senses 
Our Uniform 
Pachyderme
War Is Over! Inspired by the Music of John & Yoko

Melhor Curta
The After 
Invincible 
Knight of Fortune
Red, White and Blue
The Wonderful Story of Henry Sugar


*artigo actualizado pela última vez às 02h28 de dia 11 de Março de 2024.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Estreias da Semana #570

Esta Quinta-feira, chegam aos cinemas quatro novos filmes, com duas estreias de peso: Barbie, de Greta Gerwig, e Oppenheimer, de Christopher Nolan.

20 000 Espécies de Abelhas (2023)
20.000 especies de abejas
Cocó, de oito anos, não entende por que razão não se enquadra nas expectativas dos outros. À sua volta insistem em chamar-lhe Aitor, mas ela não se reconhece nesse nome nem nos olhos dos outros. A sua mãe, Ane, no meio de uma crise profissional e sentimental, aproveita as férias para viajar com os três filhos para a casa onde vivem a sua mãe Lita (Itziar Lazkano) e a sua tia Lourdes (Ane Gabarain), muito ligadas à apicultura e à produção de mel. Neste Verão, que mudará a sua vida, as mulheres de três gerações diferentes terão de enfrentar as suas dúvidas e os seus medos. E, acima de tudo, Ane terá finalmente de ser honesta consigo própria.

Alguém Vai Amar Alguém (2021)
Mishehu Yohav Mishehu / All Eyes Off Me
Telaviv, na actualidade. Durante uma festa, uma rapariga ansiosa chamada Danny procura Max, com quem teve um caso de uma noite, para lhe contar que está grávida dele. Enquanto isso, Max está ocupado com a nova namorada, Avishag. Tenta concretizar as ousadas fantasias sexuais dela, mas Avishag, em vez disso, volta a sua atenção para Dror, um homem mais velho cujo cão ela costuma passear.

Barbie (2023)
A Barbie (Margot Robbie) e o Ken (Ryan Gosling) estão a divertir-se imenso no mundo colorido e aparentemente perfeito de Barbieland quando uma crise existencial leva Barbie a procurar soluções no mundo real. Em pouco tempo descobrem as alegrias e os perigos de viver entre os humanos.

Um thriller que mergulha a fundo na mente do singular J. Robert Oppenheimer, o brilhante cientista envolvido na criação da bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial. Uma invenção revolucionária que simbolizou a máxima capacidade do engenho humano, capaz de refazer a civilização e, ao mesmo tempo, de ameaçar o futuro da humanidade. Baseado no livro vencedor do Prémio Pulitzer, American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer, de Kai Bird e Martin J. Sherwin.

Crítica: Oppenheimer (2023)

"Now I am become Death, the destroyer of worlds."

J. Robert Oppenheimer

*6.5/10*

Oppenheimer tinha tudo para ser explosivo, mas faltou Christopher Nolan estabelecer limites à sua, cada vez mais evidente, mania das grandezas. Com uma carreira sempre em crescendo até Interstellar (2014), o encanto que distinguia o cineasta tem-se desvanecido (com a excepção de Dunkirk, em 2017, talvez), tornando os seus filmes cada vez mais longos e demasiado complexos, com dificuldade em chegar ao público. 

No caso de Oppenheimer, o problema não é a complexidade da narrativa, mas sim a insistência em explicar tudo o que acontece, com demasiado detalhe, sem deixar espaço à curiosidade da plateia. Ser sucinto é uma qualidade que Nolan tem de readquirir.

O filme é "um thriller que mergulha a fundo na mente do singular J. Robert Oppenheimer, o brilhante cientista envolvido na criação da bomba atómica durante a Segunda Guerra Mundial. Uma invenção revolucionária que simbolizou a máxima capacidade do engenho humano, capaz de refazer a civilização e, ao mesmo tempo, de ameaçar o futuro da humanidade."

Baseado no livro vencedor de um Prémio Pulitzer, American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer, de Kai Bird e Martin J. Sherwin, a longa-metragem percorre a juventude do protagonista, as suas influências e encontros com grandes nomes da física, até se envolver no Projecto Manhattan que levou à criação da bomba atómica, um desafio que foi o seu maior feito. Oppenheimer acompanha todo o processo de desenvolvimento da bomba atómica e a sua posterior utilização no final da Segunda Guerra Mundial, e os dilemas morais com que J. Robert Oppenheimer se debateu ao compreender o real impacto da bomba no Japão - e no Mundo -, ao mesmo tempo que convivia com a admiração do povo e a traição de muitos dos que lhe eram próximos (tendo sido vítima do Macartismo, nos anos 50). 

Não há dúvida que Christopher Nolan ama a Sétima Arte e tudo tem feito para proporcionar a melhor experiência possível em sala de cinema, desta vez, ao filmar com câmaras IMAX 65mm e grande formato 65mm e inclui, pela primeira vez, secções rodadas em película de 65mm IMAX a preto e branco, criada propositadamente para este filme. Ao mesmo tempo, os efeitos visuais - incluindo as explosões - são criados recorrendo apenas a efeitos práticos. 

A técnica é exímia (realização, fotografia, direcção artística, som, efeitos visuais), mas não encontra equilíbrio com a narrativa de Oppenheimer, repleta de personagens que pouco acrescentam e relações pouco exploradas, fazendo com que a longa-metragem chegue às três horas de duração sem justificação. Ao mesmo tempo, a banda sonora de Ludwig Göransson  é omnipresente e não deixa o silêncio - tão necessário - instalar-se, nem por um momento.

Num elenco de nomes sonantes, destaque para Cillian Murphy que já merecia o protagonismo num filme de Nolan e mostra-se à altura do desafio. Contudo, a grande interpretação de Oppenheimer está a cargo de um irreconhecível Robert Downey Jr., na pele do cínico Lewis Strauss.

Oppenheimer começa bem, perde-se ligeiramente pelo meio, até que resplandece quando surge a criação do cientista, e tudo o que daí advém. Christopher Nolan só tem de reaprender que menos é mais e que, com uma duração mais curta, poderia ter construído um filme verdadeiramente impactante.

domingo, 30 de agosto de 2020

Sugestão da Semana #432

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca Tenet, de Christopher Nolan. O filme está a dividir a crítica, mas nada como ver e tirar as dúvidas.

TENET


Ficha Técnica:
Título Original: Tenet
Realizador: Christopher Nolan
Elenco: John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Kenneth Branagh, Michael Caine, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy
Género: Acção, Ficção Científica
Classificação: M/14
Duração: 150 minutos


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Estreias da Semana #432

Esta Quinta-feira, chegaram aos cinemas portugueses três novos filmes. Tenet, de Christopher Nolan, promete cativar as atenções. No dia 28 de Agosto, chegam mais duas estreias cinematográficas à Netflix Portugal.

A Fábrica dos Sonhos (2020)
Drømmebyggerne / Dreambuilders
Mina, de 12 anos e habituada a viver apenas com o pai, vê a sua vida transformar-se com a chegada de Jenny, a filha da nova namorada do pai e a sua nova "irmã". Jenny revela-se uma pestinha que quer tudo à sua maneira e Mina quer vê-la fora da sua vida. Uma noite, após adormecer, por acidente Mina descobre um mundo fantástico onde todos os sonhos são fabricados: a Fábrica dos Sonhos. Percebe então que, com a ajuda dos construtores de sonhos, pode influenciar a atitude de Jenny. Mas alterar os sonhos tem graves consequências e Mina vê-se obrigada a salvar Jenny e a sua família.

Os Novos Mutantes (2020)
The New Mutants
Num hospital isolado, um grupo de jovens mutantes está enclausurado para acompanhamento psiquiátrico. Quando estranhos acontecimentos têm lugar, as suas capacidades enquanto mutantes e as amizades entre eles serão postas à prova, enquanto lutam pela sobrevivência.

Tenet (2020)
Armado apenas com uma palavra – Tenet – e envolvido numa luta pela sobrevivência do planeta, o Protagonista (John David Washington) viaja pelo mundo sombrio da espionagem internacional numa missão que irá desvendar algo para além do tempo real. Mais do que viajar no tempo, trata-se de o inverter...

Netflix Portugal
Estreia a 28 de Agosto:

Origens Secretas (2020)
Orígenes secretos
Madrid, 2019. Um assassino em série está espalhar o caos pela cidade, matando pessoas anónimas sem qualquer relação aparente e recriando as primeiras aparições dos super-heróis mais conhecidos. Cosme é o melhor detective da sua esquadra e está prestes a reformar-se, contra a sua vontade. David é o seu substituto, mas é jovem e impulsivo. Juntos, irão abraçar a missão de juntar as peças de um jogo cujas regras desconhecem por completo. Nesta aventura irão contar com a ajuda de Jorge Elías, filho de Cosme e um nerd adorável que é proprietário de uma loja de banda desenhada, e Norma, a chefe de ambos e fã de manga e cosplay. Dizem que, por vezes, é preciso vestir a capa e sair para tornar este mundo um lugar melhor. Talvez esta seja uma dessas vezes.

Quase Uma Rockstar (2020)
All Together Now
Amber Appleton (Auli'i Cravalho) permanece optimista, mesmo que a sua vida pessoal seja bem menos estável que o que aparenta. Enquanto aluna de liceu com talento para a música, Amber tenta conciliar o seu adorado clube de teatro na escola - gerido pelo Sr. Franks (Fred Armisen) - com um complicado horário de trabalho numa loja de donuts, porque a sua mãe solteira (Justina Machado) não consegue sustentá-las sozinha. Também dedica algum tempo a um lar, onde presta cuidados e atenção à sua residente pessimista favorita (Carol Burnett). Quando surgem novos obstáculos que põem os seus sonhos em causa, Amber tem de aprender a contar com o apoio da família que escolheu para poder seguir em frente.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Ciclo 'Christopher Nolan' começa a 2 de Julho nos cinemas

Três filmes de Christopher Nolan estarão de regresso aos cinemas, a partir de 2 de Julho, num ciclo que antecede a estreia do mais recente Tenet.

Tenet
Dez anos depois do lançamento de A Origem (Inception), a Warner Bros. Pictures apresenta um ciclo dedicado ao realizador, nos cinemas a nível global. 

O filme de guerra Dunkirk (2017) marca o início do ciclo, no dia 2 de Julho. No dia 9, será reposto Interstellar (2014) e A Origem (2010) pode ser revisto a 30 de Julho, a assinalar 10 anos sob a sua estreia. Com o filme será também exibido conteúdo exclusivo: uma introdução do realizador; uma peça exclusiva sobre Tenet e ainda uma surpresa exclusiva, alusiva a um filme da Warner Bros. Pictures com estreia em 2020.

O evento antecipa a estreia do mais recente filme de Christopher Nolan, Tenet, agendada para 12 de Agosto. A longa-metragem de acção e ficção científica é protagonizada por John David Washington, numa viagem ao mundo da espionagem internacional, numa luta contra o tempo para tentar evitar a 3.ª Guerra Mundial e salvar a humanidade. O elenco conta também com Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Aaron Taylor-Johnson, Clémence Poésy, Michael Caine e Kenneth Branagh.



* artigo actualizado a 26 de Junho com novas datas para a reposição de A Origem e estreia de Tenet.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Sugestão da Semana #282

Das estreias da passada Quinta-feira, a Sugestão da Semana destaca o novo filme de Christopher Nolan, Dunkirk. A crítica do Hoje Vi(vi) um Filme já pode ser lida aqui.

DUNKIRK


Ficha Técnica:
Título Original: Dunkirk
Realizador: Christopher Nolan
Actores: Fionn Whitehead, Aneurin BarnardTom Hardy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, Harry Styles, Cillian MurphyBarry Keoghan
Género: Acção, Drama, História
Classificação: M/12
Duração: 106 minutos

domingo, 23 de julho de 2017

Crítica: Dunkirk (2017)


*9/10*


Um filme de grande orçamento que sabe honrar as origens do cinema não se encontra todos os dias. Christopher Nolan voltou em grande, literalmente. Filmou em 65mm, um formato de cortar a respiração, que, cada vez mais, tem voltado a ganhar adeptos e apresenta um projecto grandioso sobre um episódio da Segunda Guerra Mundial com enorme simplicidade e mestria: Dunkirk.

No seu primeiro filme de guerra, Nolan consegue ser tão patriótico como tolerante. Sem banhos de sangue, mas com um sentido de união pouco comum, de pensamentos, sentimentos, compromissos e honra. O realizador é metódico e consegue, como poucos, unir públicos tão diferentes em torno do mesmo filme. Sim, Dunkirk é um filme para as massas, mas é igualmente um filme de autor, com planos sufocantes e memoráveis, com dedicação, alma e personalidade.


Por terra, por mar e no ar, a câmara de Nolan segue a acção de três perspectivas distintas e com uma temporalidade diferente, mas em redor do mesmo campo de batalha, o resgate de centenas de milhares de soldados britânicos e aliados da praia de Dunquerque, onde se encontram cercados pelo inimigo.

A luta pela sobrevivência, o barulho ensurdecedor dos tiros, das explosões, dos gritos dos soldados, a solidão no meio de tantos, o estar encurralado entre o mar e a guerra. Tudo isto conta a História. Afinal, onde fica a esperança? Na pátria? Os dias passam e a ajuda tarda, o inimigo sobrevoa a praia, as mortes sucedem-se e não há como fugir ou esconder-se. É nos olhos vazios e inocentes dos jovens soldados que as emoções se reflectem. Poucas palavras, muita acção e desalento.


Dunkirk divide-se em três momentos distintos que culminam na mesma espacio-temporalidade. A montagem de Lee Smith é magistral no trabalho que faz ao acompanhá-los. Na praia, os soldados esperam o resgate que tarda, no mar, marinha e civis fazem os possíveis para salvar os compatriotas, no ar, os pilotos britânicos tentam abater os inimigos no combate aéreo. Juntos numa luta contra o tempo.

A banda sonora de Hans Zimmer poderia assentar bem a um filme de terror, e é a grande responsável pelos momentos de tensão e suspense. Para uns é incómoda, para mim é fundamental  e quase indissociável da longa-metragem. A par de alguns planos nos aviões, também a música nos incute sensações semelhantes às dos soldados, numa incerteza, desespero e temor imensos. O tique-taque do relógio usado pelo compositor varia consoante o batimento do nosso coração, como eco resultante de milhares de corações em sofrimento, sem saída à vista. A tornar a experiência ainda mais intensa está a direcção de fotografia de Hoyte Van Hoytema, que tira o melhor partido da película, com planos de profundidade sem fim, fabulosas vistas aéreas sobre a praia, ou planos fantasmagóricos à beira mar, onde são os soldados as almas penadas.


Os actores dão corpo ao que o guião não diz. Por um lado, os oficiais desesperam, com tantos homens por salvar, com destaque para Kenneth Branagh como o Comandante Bolton. De Inglaterra, saem muitos civis com as suas embarcações para ajudar no resgate, onde Mr. Dawson (Mark Rylance com mais uma grande oportunidade de chegar aos Oscars) e o jovem George (Barry Keoghan) são a personificação do sentimento de pertença e dever para com os seus, que lutam na Segunda Guerra. Do lado dos 400 mil homens presos em Dunquerque, são três os principais rostos que tanto dizem, cada um à sua maneira e nos seus tormentos: Tommy (Fionn Whitehead), Gibson (Aneurin Barnard) e Alex (Harry Styles). Tão jovens e inexperientes, e já traumatizados, de orgulho ferido e sem esperança - que, ainda assim, não desistem de lutar. Já Cillian Murphy é o soldado que traz consigo o trauma de guerra. No ar, estão os incansáveis pilotos, sempre alerta e em defesa dos seus: Farrier (Tom Hardy) e Collins (Jack Lowden).

Christopher Nolan fez questão de nos oferecer a melhor experiência visual possível. Dunkirk é uma curta epopeia de dor e sacrifício, onde a união fez mesmo a força, num importante momento da História da Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Primeiro Trailer de Dunkirk

Depois de um pequeno teaser para aguçar o apetite, Dunkirk, de Christopher Nolan, ganhou o seu primeiro trailer.

Por aqui, estamos ansiosos por ver o filme.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sugestão da Semana #141

Das estreias da passada Quinta-feira, o destaque da Sugestão da Semana vai para Interstellar, o novo filme de Christopher Nolan.

INTERSTELLAR

Ficha Técnica:
Título Original: Interstellar
Realizador: Christopher Nolan
Actores:  Matthew McConaughey, Anne Hathaway, Jessica ChastainMackenzie FoyMichael Caine
Género: Aventura, Ficção Científica
Classificação: M/12
Duração: 169 minutos

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Parabéns, Christopher Nolan!


Hoje, a poucos dias da estreia de O Cavaleiro das Trevas Renasce em Portugal, o seu realizador comemora 42 anos. Christopher Nolan conta com uma curta mas muito bem sucedida filmografia e nada melhor para comemorar o seu aniversário do que recordar os seus títulos mais famosos. Para além de Following (1998), Insónia (2002) e O Terceiro Passo (2006), aqui ficam os grandes sucessos do jovem realizador.
Parabéns Nolan!

Memento (2000)
Uma surpresa do início ao fim. É assim que Nolan começa a conquistar mais fãs. Memento, protagonizado por Guy Pearce, é um filme que acontece do fim para o início. A memória perdida da personagem principal vai sendo reconstruída por ele e por nós, ao mesmo tempo. Um filme inteligente, desafiador e completamente viciante.


Batman - O Início (2005)
O primeiro capítulo da trilogia que termina este ano. A história de Bruce Wayne fora já contada por muitos, atingindo o seu melhor no filme de 1989, de Tim Burton. Nolan atreve-se a pegar em Batman conseguindo surpreender e criando grande expectativa quanto ao filme seguinte, sempre muito à sua maneira.


O Cavaleiro das Trevas (2008)
Três anos depois, e marcado pela trágica e precoce morte de Heath Ledger, que interpretou um Joker tão bom quanto o de Nicholson, com as devidas diferenças, e que valeu ao falecido actor um Óscar póstumo, O Cavaleiro das Trevas foi a confirmação de que Nolan é sempre capaz de melhor. Cenas de cortar a respiração, num filme deslumbrante cheio de acção, com grandes interpretações e inesquecíveis vilões. 


A Origem (2010)
Mais um inesquecível filme de Christopher Nolan. Com um elenco de luxo, encabeçado por Leonardo DiCaprio, o fascinante mundo dos sonhos é levado ao máximo neste A Origem. Vamos mergulhar em sonhos dentro de sonhos e, certamente, começaremos também nós a duvidar da realidade, entre explosões, tiroteios e cenas aparentemente impossíveis de filmar.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Estrear: O Cavaleiro das Trevas Renasce

Um dos mais esperados filmes deste ano está a chegar. É já na próxima Quinta-feira que O Cavaleiro das Trevas Renasce estará nos cinemas portugueses. Depois do terrível incidente em Denver, muito se especulava acerca da repercussão que o filme poderia sentir. O certo é que, tristezas à parte, o capítulo final da trilogia de Christopher Nolan é tão bom ou melhor do que o último O Cavaleiro das Trevas, de 2008, e é de visualização mais do que obrigatória.


A expectativa era alta, mas o realizador não deixou que a desilusão fosse uma possibilidade para o espectador. Há sequências brilhantes, cenas de arrepiar e um desfecho imprevisível, até ao último minuto. "Brilhante" e "Fabuloso" são duas características de O Cavaleiro das Trevas Renasce. O grande elenco contribui também para a excelente concretização deste filme onde destaco as prestações de Tom Hardy, Anne Hathaway, Christian Bale e Joseph Gordon-Levitt.

Nos próximos dias, a minha crítica ao filme está no Espalha-Factos e por aqui também.